1 de mar. de 2025
14 dias de Kubler Ross
Na mercearia Ferreira Trigo, com o Seu Ferreira como caixa, chefe e cozinheiro que fazia os pães, bolos e salgados, e organizava os produtos à venda, e o Kubler Ross como empacotador à Segunda e Quarta, faxineiro à Terça, Quinta e Sexta, caixa ao Sábado para ajudar o Ferreira a atender as pessoas que aparecem em maior quantidade nesse dia, e mensalmente o chapa que ajuda a pegarem as cargas novas de refrigerantes, caixas de doces, sacos de salgadinhos, potes de xampus e condicionares, sabonetes, entre outros.
Mesmo com um ou outro trabalhador novo participando pra ajudar nesses serviços, não era o suficiente pro Kubler ter mais respiro ou mais eficiência, e então, num Sábado em que o Kubler Ross estava há tempo de mais no banheiro da mercearia, o chefe Ferreira tentou chamar pra voltar ao trabalho.
"Seu Ross, volta logo, não tô conseguindo fazer as coisas aqui sozinho"
"Eu não consigo"
"Não consegue sair? O que quer dizer?"
"Eu não consigo mais trabalhar! Eu quero sair!"
"... Quer ficar um tempo fora?"
Seu Ferreira não entendia o que estava acontecendo, mas tenta propor ao Kubler Ross um certo tempo fora da mercearia Ferreira, recomendando que ele nem ficasse perto da loja por duas semanas, o que pro Ferreira era só uma dispensa ou umas férias, pro Kubler era uma demissão, nos primeiros dias, ele estava tão cansado que mal conseguiu sair do quarto, depois, saiu ao bar com os amigos e pra um parque com a esposa Betina e com a filha Susaninha, e por fim, ajudou a mãe e a irmã em casa, porém, nos últimos dias dessas "férias" ele se sentia mal, e mal conseguia sair do quarto por arrependimento e tristeza.Susaninha nem entendia a situação do papai, só queria brincar e comer, já a mãe Valéria Ross estava brava com o seu filho agindo tão mole depois de tudo que passou, a irmã Maria Ross até tentava conversar com ele, o Kubler estava extremamente deprimido, mas a Betina ainda quer lhe dar certeza que há esperança.
Kubler para de se remoer e reclamar, Kubler resolve voltar um dia após as duas semanas, e quando o Ferreira atendia ele, ele o dava novas boas vindas, e diz que ele podia se acalmar, o trabalho estava mais tranquilo, e ele podia trabalhar de Segunda à Quarta agora.
Fim!
Qual é o Elemento da Vida?
Acordei, são 5 horas da manhã e pude conhecer meus amigos Aeri, Terroa, Hidrika e Selene em outro mundo nos meus sonhos, mesmo eles não estando mortos, depois da ascensão dos humanos preferimos nos isolar pra que ninguém nos atrapalhasse de nossos trabalhos mágicos, mas enfim, no mundo físico, tive que continuar.
Preciso misturar as ervas helênicas e menta com o que vocês chamam de bicarbonato, só preciso misturar na água e passar num cabo de pincelaneto, uma gramínea cilíndrica que estou cultivando, nunca me senti tão bem aliviando minha boca e deixando meus dentes brancos como diamante de novo, e depois, um café da manhã de uma fatia de torta de porcofante com erva ctônica e vinho, e no almoço depois de preparar minhas poções, três fatias, o meu gaspto de estimação não parava de olhar, ele tá até que gordinho, mas não resisti e deixei ele também comer uma fatia.Tudo tão quieto e confortável, e depois de regar minhas ervas e dar comida aos meus pássaros verdes à tarde, eu olho as estrelas à noite, pra muitos mero desenho do passado, pra outros o desenho do futuro, mas quem sabe, eu deveria olhar, em vez de para cima, ao meu redor, sabe, vocês humanos, tinham potencial pra se desenvolverem com seus brinquedos de metal, mas são estúpidos o suficiente pra usá-los pra destruir o mundo que vocês mesmos vivem.
Se sentem ricos por não terem árvores e grama perto de suas casas, mas o ar sem elas é podre, e vocês nesses ursos de ferro nunca têm espaço nas estradas que vocês mesmos prepararam para eles, e algo que parece tão mais fácil, como se sentar na frente de uma tela elétrica e escrevendo elas nessas pedrinhas de uma tábua mole, parece estressar vocês, eu entendo, até eu que não tenho uma sociedade pra conviver busco fazer algo diferente pra romper minha rotina em algo novo, mas quem sabe, olhando pro outro lado, há outros de vocês, que reconhecem as árvores, quando possível andam sobre as próprias pernas, e podem trabalhar limpando essas ruas e vendendo os petiscos que vocês cozinham.
Vocês vivem juntos, dependem uns dos outros e têm esperança, só não podem abandonar a sua liberdade para acreditar que é certo porque seus líderes te dizem que os seus pecados são mais importantes, e que os maiores bolos e os ouros mais brilhantes deveriam ser a única coisa a consumir pra ficar feliz, quebre o ciclo.
O elemento da vida é fazer algo diferente.
Vida Secreta da Vovó
Era uma vez, num país habitado pelos raposinos, uma casa com fazenda no meio de um vale, cercado por uma floresta de árvores baixas e uma variedade de ervas coloridas, está sendo visitada pela sua família, com o seu filho José, sua nora Júlia e a sua neta Anaria.
José e Júlia foram ajudar a Avó Oneida a alimentar os pequenos porcos e leitões, colher os algodões, as abóboras, o trigo e os milhos pra próxima colheita, e Anaria foi brincar no campo, vendo as plantações, as colmeias e o chiqueiro, porém, quando foi sair mais longe da casa, ela encontrava um grande rio e, acompanhando a correnteza, depois de várias folhas coloridas e cheirosas, ela vê bem mais a floresta.
Na primeira área, Anaria interagia e brincava com as fadas rosa que encontravam, em uma campina bem aberta, sob uma luz azulada e sob um gramado branco com pedras pretas entre as gramas, na segunda, Anaria voava montada em joaninhas gigantes em uma floresta de grandes lápis gigantes, e era perseguida por macacos azuis de olhos vermelhos, e subindo numa colina por sua segurança, ela acha uma terceira área.
Em uma grande caverna de queijo com minérios de nachos e salame, comestíveis e que a Anaria parava pra tirar algumas tiras das pedras, ela encontra uma saída, e na quarta área um grande mar que aparentava subir de volta pra sua casa, no vale da vovó, porém, ela teve que conversar com as mulheres-águas-vivas que viviam nas praias, e elas dizem que cruzar por aquele oceano só seria possível com um Cruzador Elemental dos Mares (CEM), um tipo de prancha usada pelos magos para viajar entre aquelas áreas que a Anaria havia passado, e elas antes de oferecerem a saída pra ela, entregavam-lhe uma bala azul e rosa, que Anaria recusa pouco antes de ouvir o aviso delas de que não havia um surfista profissional pra levar ela.
Mas antes que Anaria chorasse com o fato de não haver magos e ela não saber surfar, a Avó Oneida era vista descendo a partir de uma maré alta, surfando ao lado do nado de pães-gofinhos castanhos de diferentes tamanhos, e ela chegava à Anaria.
"Vovó Oneida!"
"Anaria, por que você saiu da minha casa e como parou aqui?"
Anaria, desesperada e chorando, tentava se explicar, mas Oneida dizia pra que ela se acalmar, enquanto ela se desculpa com as mulheres-águas-vivas, e levava Anaria embora com o seu CEM, e quando voltavam pra casa, os pais de Anaria nem pareciam questionar o que estava acontecendo, como se pra eles não tivesse passado nem 10 minutos, e então, depois das horas mais tranquilas e tediosas, que faziam Anaria voltar a usar seu celular (algo que ela não teve tempo de ver além das horas de tão impressionava que estava com aquele Novo Mundo), a família voltava pra sua casa, e Anaria agradece a Oneida alegremente.Fim!
23 de fev. de 2025
Tecnologia e Filosofia: Obrigado, Tropia
Esse blog eu tô escrevendo porque, depois de reassistir a uns vídeos do Tropia, daquela "época de ouro" dele que fazia vídeos sobre física, filosofia e algumas ficções, eu resolvi fazer um blog bem terciário só pra anotar umas coisas que eu vi, seja revendo esses vídeos ou vendo conteúdo de assuntos relacionados.
Quarta Dimensão, Física Quântica e Subespaço
É muito falado sobre a Quarta Dimensão ser, na física de Einstein, a coordenada do tempo, que se completa com o espaço tridimensional que define o nosso universo, e o Tropia mostrou duas coisas, como o Tesseract (o cubo em quatro dimensões, e que a gente já viu muito desse nome em objetos com poder sobre o espaço como na Marvel) e Miegakure (um jogo que o Tropia usou pra ilustrar a explicação dele, e que é tipo o Fez, porém, em vez de 2D com mecânica 3D, o jogo é 3D com mecânicas 4D)
- Paradoxo do Avô: O paradoxo de caso a pessoa mate um pai, avô ou versão passada de si mesmo, colocando a sua existência em risco, muitas das histórias colocam o protagonista se colocando nesse paradoxo para evitar que se concretize, como Marty McFly em De Volta Para o Futuro (bem quando viagem no tempo tava começando a ser moda no cinema dos anos 90).
- Paradoxo Retrocausal: Um looping temporal de acontecimentos ou da previsão deles, muitas vezes a ver com algo do passado ou presente que só aconteceu por causa de algo no futuro, uma inspiração do Paradoxo de Bootstrap (que começou em Exterminador do Futuro e apareceu em alguns desenhos como Ben 10), em que a viagem ao passado induziu consequências que levaram à situação desse futuro ou com informações que acontecem de forma cíclica na viagem temporal, um exemplo que Tropia citou na época foi:
- Em um cenário hipotético, pessoa A constrói uma máquina do tempo e viaja ao futuro, e ensina à pessoa B, que adiciona a função de voltar ao passado, e voltando ao passado, a pessoa ensina essa tecnologia de viagem no tempo mas, para evitar problemas maiores, só ensina a pessoa a viajar pro futuro, se revelando que era a mesma pessoa A do começo.
- Outro exemplo, seria um cenário hipotético em que um robô surgiria do futuro e o bigode austríaco, encontrando durante a Segunda Guerra, usaria como arma para dominar o mundo, e a pergunta seria "quem mandou o robô pro passado?", ainda mais considerando que o robô viajou pro passado, facilitou a guerra pros alemães, e claramente os alemães usariam a viagem no tempo pra enviar um modelo do robô pro futuro depois de aprenderem a montar vários dele, mas ainda assim é só um exemplo absurdo pra indicar como viagens no tempo podem embaralhar a história.
- Efeito Borboleta: Sabe aquela piada de "viajante no tempo mexe a cadeira" ou a do cara que atirou num príncipe austro-húngaro que deu na origem dos hentais? Basicamente os dois resumem bem como é esse fenômeno, com pequenas causas iniciais tendo resultados absurdos, e o Efeito Borboleta tem esse nome por causa da teoria do caos, ilustrada por um pêndulo com uma ponta que se move de forma imprevisível, em que a movimentação forma uma borboletinha, e bem, eu lembro de um vídeo de Replai (um canal que parei de assistir por achar meio chata) sobre Efeito Borboleta, e algo que eu concordo é como deturbaram o conceito de efeito borboleta, soando como se fosse "Predestinação 2", como em Life is Strange ou, como a Replai disse umas vezes no vídeo dela, "você não causou nenhum tufão ao mudar as suas escolhas", o que dá pra completar com o fato do quão estúpida é a explicação de Efeito Borboleta como "enquanto uma borboleta bate as asas num lado do mundo, no outro tem furacão", que claramente era pra explicar como as borboletas moveriam os ventos (sendo que isso nem faz sentido porque nem 1 trilhão de borboletas teria força pra isso), mas a cultura pop associou muito disso a "borboletas caóticas que fazem furacão", o que eu lembro de uma piada assim no desenho do Gumball e era até que engraçado.
Predestinação e Demônio de Laplace
Esse é mais curto por envolver menos tópicos, mas se baseia basicamente na Predestinação, que pra muitas civilizações era considerada uma lei da natureza ou até que os deuses seguiam, como se houvessem coisas que aconteciam porque precisavam, o que inspirou conceitos como Moiras, sorte e Astrologia, e demorou pra existir religiões que dissessem sobre Livre Arbítrio, em que nós temos consciência suficiente pra escolher o que podemos fazer, e que as coisas boas e ruins que fazemos dependem de como a gente reage ao que acontece.
- Moiras e Nornas: Na mitologia grega há as Moiras e na nórdica há as Nornas, os dois grupos envolvem entidades com poder suficiente pra decidir o destino desde os menores animais aos deuses mais fortes, o que é curioso considerando que a Grécia tinha a própria Astrologia (em que acreditavam que as constelações eram deuses, espíritos de entidades e monstros mortos ou algum indício do futuro) e deuses do tempo (além do Cronos, havia também Kairós - um filho de Zeus com uma mãe não especificada, talvez Hera ou Métis por ele não ter tido problemas de família, e que é deus das oportunidades e dos bons momentos, que depois eu explico o que isso significa -, Éon - um filho de Cronos que representava todo o universo, e que foi contra o Cronos, se aliando a Zeus ou até sendo absorvido por ele para dar poder de detê-lo -, as Moiras já citadas - já que o Destino era algo como um tempo divino - e a Nix sendo deusa especificamente da noite, enquanto já havia deuses do sol [Apolo e Hélio], da Lua [Selene, Hécate e Ártemis], da Escuridão [Hades, Érebo e Tártaro, que são em respectivo um deus, uma personificação e um Titã do mundo dos mortos] e do Amanhecer [Éos]).
- Mecânica Celeste e Simon Laplace: Antigamente o Destino era considerado uma lei da física (tipo em Jojo Stone Ocean), e que segundo os cientistas de até o fim do século XIX, a ciência seria determinista e tudo poderia ser previsto com a matemática (falando assim parece babo de cientista genérico de desenho bobo), e por isso surgiu o conceito de Simon Laplace, Demônio de Laplace, em que seria uma entidade que, com conhecimento suficiente sobre as leis do universo e um bom raciocínio matemático, poderia saber tudo ao redor e também o passado e futuro, o que obviamente deixou de fazer sentido, seja pela Física Einsteiniana desmentir alguns conceitos newtonianos clássicos (como a Relatividade Geral explicar que a gravidade dos planetas pode deformar o espaço-tempo, o que também afetava órbitas de planetas mais próximos, o que eliminou a cogitação de um hipotético planeta chamado Volcano, ou como pra Newton a velocidade da luz era infinita, mas como Einstein indicava, a velocidade da luz é finita e calculável, só é tão elevada que supera os limites de relatividade temporal), assim como a física quântica (que, assim como começou muito dos conceitos atuais de átomos, com prótons, nêutrons, elétrons e fótons, também teve conceitos como a física de Schödinger em que só é possível saber de algo se tiver como observar e analisar, assim como a própria física quântica defendia a probabilidade, em que as coisas têm chances diferentes de acontecer, ou não têm causa única, ou podem ter várias causas e vários efeitos, quebrando a física antiga que dizia que cada ação tinha apenas a chance de um resultado).
- Corrida Bancária: Isso é um tipo de predestinação artificial que existia desde o Século XIX, que acontecia quando se dizia previsto que um ou mais bancos irão falir, e pra não perderem o dinheiro, todos tiram seus dinheiros, e o banco, sem nada pra depositar, terá que ser fechado, assim concretizando a falência dos bancos afetados.
- No vídeo antigo do Tropia: Há um argumento de que não existiria tecnologia suficiente na Terra pra criar tamanha simulação, dando a entender que não existiríamos numa realidade simulada, depois um segundo argumento em que, mesmo quando existir simulações, as pessoas não teriam interesses pela banalização dela (o que faz sentido, já que jogos VR se tornaram algo normal e hoje em dia até sem hype), pela ética (pelas igrejas antigamente serem contra os avanços tecnológicos, mas diria que um problema ético é justamente a questão de "vale a pena viver num mundo perfeito, mas falso?", como muito visto em Show de Truman, Matrix e muitos episódios de Black Mirror) ou por não dar tempo de chegarmos a esse nível tecnológico (algo como Paradoxo de Fermi, que explicaria que muitas civilizações não teriam tempo de avanços tecnológicos como a viagem espacial), e no terceiro argumento, nós já vivemos numa simulação de uma realidade criada por seres mais elevados e mais complexos (algo bem comum em histórias com níveis de poder multiversais, em que há entidades que existiram antes ou são ainda superiores à realidade quadridimensional, como os Senhores do Tempo em Dr. Who, os Ancestrais em Sonic Frontiers ou qualquer história criacionista com deuses), e o jogo que o Tropia/Aiport usa de exemplo pra mostrar como nós já criamos simulações muito simples, pra exemplificar como seres poderiam nos simular e criar algo além, não tem exatamente um nome, mas deixarei um link (clique aqui).
- No vídeo do Epifania: Esse vídeo mostra um cenário hipotético em que pesquisadores científicos, terapeutas psicólogos e hackers criariam um mecanismo em que qualquer um, enquanto estiver dormindo em um tanque, possa sonhar com qualquer ambiente em que a pessoa pode imaginar e desejar, e que pra Robert Nozick ninguém iria querer viver numa realidade simulada por alguns motivos que pra época pareciam absolutos, mas pra hoje em dia são só status quo, como "a gente quer ver as experiências reais, não as imaginárias" (o que não faz sentido, porque se esses sonhos são tão vivos, vale a pena presenciá-los, algo como um sonho lúcido só que em HD, e há muitos problemas reais que encaramos mas sentimos que não podemos resolver ou sentimos que são necessários só por status quo), "a gente quer ser realmente ser as pessoas que queremos" (mesmo sem essa máquina maluca de um cenário filosófico e [hipot]ético, que o cara com pelo nos braços e na cara que nunca jogou o jogo de luta usando a mulher bunduda só por não ser mulher, que atire a primeira pedra) e "estaríamos numa realidade criada por humanos, e a vida real seria mais complexa e rica" (sendo que, cara, a realidade é bem sem graça na verdade, qualquer coisa minimamente fora do padrão que acontece, tipo um irmão mais novo quebrar o copo ou uma frase do colega de trabalho que pegou mal já é engraçado ao ponto de ficar marcado na memória, e além disso, há milhares de histórias que foram criadas justamente com base não só no real, mas no imaginário), assim como esse vídeo termina com uma citação de Paradoxo de Teseu, mas em vez de falar do barco de Teseu, o Epifania faz com uma cadeira. O paradoxo é o seguinte:
- Conforme Teseu voltou a Atenas, o barco dele foi ficando muito podre e perdendo pedaços, e tiveram que trocar por peças novas, porém, o barco inteiro foi transformado num barco novo, até a vela branca (que era pra indicar que Teseu voltou com vida) foi trocada por uma vela preta (que indicava que eles perderam Teseu), o que desesperou Egeu ao ponto dele se matar e Teseu homenagear o pai, seja por culpa ou por carinho, nomeando o mar da Grécia de Mar Egeu, e enfim tem o questionamento de "ainda é o mesmo barco?", e bem, obviamente é o mesmo barco, só teve que ser reformado, afinal, pela lógica ele deixaria de ser o mesmo barco no momento que trocaram a primeira tábua, ou a segunda, ou o convés, ou que algum marinheiro morreu e teve que ser substituído, Tropia também fez um vídeo sobre esse paradoxo (lembro de ter visto uma versão toda bugada porque o Tropia tentou fazer o desafio de "não pode corrigir nada", e a versão normal que ele explicou e editou certo), em que o Tropia até cita sobre como esse paradoxo pode se aplicar à gente, já que física e mentalmente estamos sempre mudando, e não faria sentido nos considerar impostores de nós mesmos, enquanto, no mesmo cenário do mito grego, tenham recuperado as peças do barco antigo, montem o barco do zero, e comparem com o barco novo do Teseu, e então, qual é o verdadeiro? Mas bem, respondendo essa pergunta com outra pergunta, qual desses três abaixo é o Sonic verdadeiro? Então...
Fora isso, o Tropia usou os conceitos de predestinação, efeito borboleta e simulação da realidade pra explicar um filme interativo de Black Mirror, que será melhor vocês verem o vídeo porque a explicação também é longa demais e preciso passar pro próximo tópico (clique aqui)
Multiverso
Esse vai ser menor por envolver um tópico e o resto que pudesse também se enquadrar eu já falei antes, mas tem a ver com o vídeo do Tropia associando o multiverso a bolhas de espuma no banho, especificamente ele associa como universos se colapsariam com:
- Gravidade: Com a gravidade puxando a matéria pra baixo ou pra dentro, o excesso dessa gravidade causaria um Big Crunch (quando o universo implode).
- Energia escura: Que por algum motivo ele chama de "Dark Matter" pra parecer estiloso (na época eu achava ridículo mas hoje em dia eu acho engraçado), mas é a energia que expande o universo, e cujo excesso esticaria o universo a um Big Rip.
- Nível 1: A expansão do nosso universo, seja do centro até as suas bordas ou então as divisórias do universo, como os Pontos Cardeais, ou Quadrantes (algo como a cosmologia de Dragon Ball Z da imagem acima).
- Nível 2: Linhas do tempo ou universos paralelos, em que mesmo tendo todos uma mesma lógica natural, há os habitantes que são versões espelhadas de nós tendo escolhas, resultados e destinos diferentes. Muitas histórias param nesse nível, seja por histórias de "e se", personagens vendo futuros e presentes alternativos ou histórias de viagem no tempo.
- Nível 3: Na interpretação de vários mundos, teria mais do que universos com presentes e futuros diferentes, mas também com lógicas cada vez mais diferentes. Muitas vezes a gente sofre o Efeito Mandela que, embora possa ocorrer por meras memórias falsas (às vezes a gente sendo criança e entendendo tudo errado, e depois descobrindo que era uma mentira depois de adulto, como o "Espelho espelho meu" na Branca de Neve ou o 11/09 interrompendo Dragon Ball na Globo), ainda pode ser interpretado como algo quântico (às vezes, a gente pode tar percebendo a realidade como uma, e depois de um tempo, começamos a passar pra outra com poucas diferenças, assim como a realidade só tá definida quando podemos perceber ela).
- Nível 4: O Conjunto Final, ou Hiperverso em muitas histórias, é uma camada no multiverso em que os universos são abstratos, matemáticos, como se fossem vários planos conceituais platônicos, ou se cada lei da física, da biologia, da entropia ou do poder tivessem seus próprios universos da onde eles surgiriam.
Paradoxos Verbais, Manipulação e Gato Radioativo
Tropia também fez vídeos sobre filosofia e aproveitarei pra falar isso só pra terminar com chave de ouro, assim como o Tropia foi um dos primeiros vídeos que eu aprendi sobre filosofia e psicologia, isso antes de canais como Hamlet ARL (que os vídeos dele sobre Rick and Morty, além de ótimos, foram uma porta de entrada pra mim pra esse canal), mas como esse blog já tá longo demais a essa altura, vou resumir esses tópicos.
Os paradoxos que Tropia já citou (não incluindo paradoxos temporais) incluíam:
- Paradoxo de Russel: Quando é possível juntar itens e conceitos num lugar só, é um conjunto, q não vai poder incluir a si mesmo por conjuntos não serem necessariamente o que se incluem, porém, e se o conjunto for? Por exemplo, um conjunto de cães (uma matilha) não é um cão por si só, mas um conjunto de caixas pode também incluir uma caixa que possa guardar todas elas, o que não é esperado, e por isso o conjunto é considerado um tipo separado, e se juntarmos todos os conjuntos anormais (que incluem a si mesmos por serem o item que incluem), é mais um conjunto anormal (inception), mas não dá pra fazer isso com um conjunto de conjuntos normais (que não se autoincluem), porque, se for um conjunto anormal, então ele não tá sendo um conjunto normal, mas se for um conjunto normal ele não pode se incluir, o Paradoxo do Barbeiro (em que, numa vila hipotética em que os homens escolhem se barbear ou barbear com o barbeiro, que só barbeia quem não sabe se barbear, quem faria a barba do barbeiro? Esse paradoxo é mais para facilitar o Paradoxo do Russel que pra dar um problema a resolver, afinal, se o barbeiro sabe barbear outros barbeiros, ele mesmo pode se barbear, ou alguém que sabe barbear pode barbear ele, é algo como a piada do Pagliacci de Watchmen).
"Um homem vai ao médico e diz estar deprimido, pra ele a vida parece dura e cruel, e o médico diz: Recomendo que visite o palhaço Pagliacci, o espetáculo dele vai te animar. Mas o homem, triste, diz: Mas, doutor, eu sou o Pagliacci" (uma frase do Comediante, e que até me lembra um vídeo do Viralquest sobre histórias de terror curtas, e apesar disso ter sido uma piada do Comediante, essa parábola é triste e assustadora demais pra uma piada)
- Paradoxo do Mentiroso: O paradoxo em que, ao mentiroso estar falando que está mentindo em sua frase, ele pode acabar se autoanulando (como a frase "Essa afirmação é falsa", ou "Esse tá mentindo >"/"< Esse diz a verdade", ou Epiménides, um cretense, dizendo "todos os cretentes são mentirosos", ou o Pinóquio falando que seu nariz vai crescer), muitas das vezes, o máximo que dá pra usar no paradoxo é usar a interpretação de texto, e indicar com que intenção a pessoa diz quando está falando sobre mentiras (o próprio exemplo do Tropia é, se o Pinóquio diz que o nariz dele vai crescer, só cresceria se o Pinóquio soubesse que fosse uma mentira), falando assim parece até coisa de advogado.
- Paradoxo da Forca: Só pra não irritar o Tropia (que odeia o Paradoxo do Crocodilo e analogia com Sítio do Pica-Pau Amarelo), vou falar um paradoxo parecido mas sem falar de crocodilos (mesmo que eu goste de jacarés e crocodilos), em que: Imagina você estar sendo condenado a uma execução, e só deixarão você escapar com uma condição: Em que, se você acertar, você será livre, senão já sabe, e eles perguntam se eles irão te levar à pena de morte (por exemplo, à forca), e você responde que, sim, você irá, porém, como você acertou, você não será enforcado, mas se você não será enforcado, supostamente você errou, e pra não haver injustiças e violações de acordo, eles simplesmente te libertam.
- Pessoa A diz à Pessoa B que alguém misterioso a tratou mal, e a Pessoa B se irrita;
- Pessoa A depois diz à Pessoa C que alguém misterioso também a tratou mal, irritando Pesso C;
- Com isso, Pessoas B e C, mesmo sem se conhecer, estão irritadas uma com a outra por Pessoa A dizer a um sobre a suspeita de outro ser ruim.
- Lei 1: Não ofusque o mestre - Qualquer autoridade acima de você, mesmo que você não bajule, você a respeita e tenta conquistar parceria.
- Lei 3: Oculte suas intenções - Sejam boas ou ruins, muito do que você realmente quer fazer, se você deixar muito óbvio pode estragar muitos planos seus.
- Lei 5: Defenda a sua reputação - Mantenha a sua imagem e a sua autoridade boas, e evite que você seja visto como um problema.
- Lei 7: Faça as pessoas trabalharem por você, e ganhe crédito delas - Mesmo créditos pequenos, como o de você ensinar a pessoa a fazer (o clássico "se você der um peixe pra pessoa, ela tem comida por um dia, mas se ensinar a pescar ela tem comida pra sempre") ou de servir as tarefas (afinal, é literalmente a função do chefe, que é de organizar as tarefas e, desde que os chefes tenham essa noção que, se não fossem os trabalhadores, ele não teria elas feitas, seria melhor), ainda são coisas válidas e bem-vindas.
- Lei 10: Evite o infeliz ou azarado - O pessimismo é contagioso, busque evitar pessoas assim, ou tire esse pessimismo das pessoas, Nietzche diz sobre o abismo olhar pra quem o olha, mas não diz sobre olhar pras pessoas ao redor de quem o olha também.
- Lei 15: Esmague seus inimigos - Mesmo que não seja pra matar o seu inimigo, o subjugue para que ele não possa revidar. Um exemplo recente foi de quando eu fiz um desenho engraçadinho de Jesus com uma água viva (piada com a "água viva" que na Bíblia é realmente uma água muito limpa, corrente e natural), mas alguém conseguiu ver ofensa nisso, e além de argumentar, eu o expus e as pessoas concordaram comigo como ele foi ridículo, eu poderia falar o caso do Wooloo, mas esse é bem mais recente.
- Lei 18: Não se isole - Criar meios de fugir, se esconder ou se proteger dos outros pode te fazer perder a diferença que você faz na vida das pessoas.
- Lei 21: Se faz de bobo pra conhecer os bobos - Algo parecido com a Ironia Socrática, de você não se parecer o "sabe-tudo" e no fim você pegar os tolos e desinformados de surpresa, seja os refutando, ensinando ou subjugando.
- Lei 34: Aja como um rei - Busque criar uma sensação de confiança e força, pra que as pessoas tenham motivos pra te seguirem.
- Lei 48: Assuma uma forma fluida - Sempre se adapte, não se limite a um único caminho, atitude ou linha de raciocínio, as pessoas não são iguais, muito menos os ambientes.
Até mais!
2 de fev. de 2025
O Deus dos Presentes
- Sobre eu não tar escrevendo Projeto Dream hoje é porque eu realmente tava cansado de escrever a história, o episódio que eu estive fazendo, mesmo sendo filler, não será um spin-off, porque vou arriscar fazer uma temporada sem spin-off nenhum;
- Mas sobre algo importante, uma que eu gostaria de mostrar é essa variedade de brinquedos e outros gadgets (incluindo um limpa-língua) de diferentes épocas (tem aí um Sasuke e um Capitão Pikachu desses últimos meses, mas também uns brinquedos que ganhei entre minha infância e adolescência).
De qualquer forma, o que eu admito que o foco desse blog não é nenhum desses brinquedos, principalmente porque seria mais interessante eu fazer um vídeo sobre isso no meu canal, mas por enquanto o canal tá congelado porque eu perdi o interesse em fazer vídeos, e se eu fizesse eu teria que dedicar muito só ao canal, o que arriscaria o trabalho e os blogs (não tô citando a faculdade porque até esse cenário ser real eu já vou tar formado), mas falando em dedicar a publicar conteúdo, algo que eu vi e irei citar antes de falar do assunto principal, é sobre um tal Thomas Romain, um desenhista e animador francês que ficou conhecido por tornar desenhos aleatórios do filho em obras de arte, criando personagens e cenários com inspiração neles.Pra um pessimista, o pai taria humilhando o filho, pela diferença de criatividade e de traço, mas pra um otimista ou simplesmente quem é experiente o suficiente com arte, essa interação é perfeita, porque além do pai estar mantendo a prática e o filho ter até alguém pra se inspirar, o filho desenhou claramente com base em ideias aleatórias que pôde imaginar, e o pai completa com a própria habilidade de detalhar os personagens, cenários, e no quinto desenho acima até indicando um sinal de cultura dos bonecos. Isso chega a me lembrar O Pequeno Príncipe.O protagonista desenhou uma cobra depois de engolir um elefante, o que é óbvio e intuitivo pra uma criança criativa o suficiente, mas pra gente pragmática demais, seja um adulto ou até algum adolescente que se acha maduro, vai ser só um chapéu, seja por não ter detalhes como escamas, o olho quase se camuflar numa das pontas, ou onde tá o elefante ter mesmo a forma de um chapéu, e essa é uma das mensagens desse grande livro franco-americano (ou seja, da França e dos Estados Unidos), de como a gente perde a criatividade com o passar do tempo, entre os motivos por como a sociedade nos pressiona e modela a sermos sem graça e sem esperança. Eu posso não ter chegado a um nível de "adulto cinzento", mas sentia que tava ficando menos criativo que antes, até que eu recorri a pesquisar sobre a Imaginação Ativa.Carl G. Jung (que aliás, o nome desse autor é a inspiração do meu personagem Jungher, embora o poder do Jungher seja baseado em Reprodução Proibida de René Magritte) é um psiquiatra suíço que escreveu o Livro Vermelho, ou Liber Novus, para pôr em prática a Imaginação Ativa, que combina a capacidade de combinar ideias e conceitos que o próprio artista já está pensando (seja algo que ele já sabe ou aprendeu, sem referência externa), e embora pareça ter base em pseudociências e filosofias abstratas como a Alquimia (que embora seja base de ciências como química e física molecular, ainda usou muito da arte e do abstrato pra explicar conceitos mais complexos), teve sua aplicação prática (inclusive essa técnica me ajudou muito), e o Jung usou como base pra explicar a "fonte" da Imaginação Ativa o inconsciente coletivo.
O inconsciente coletivo é, na suma mais pura, um conjunto de ideias que qualquer pessoa pode imaginar de arquétipos, estereótipos e outros conceitos que misturem o literal (qualquer detalhe a ser ensinado) e o abstrato (a parte dos significados e a conexão dessas ideias em uma nova), e por isso a Imaginação Ativa pode extrair ideias complexas mesmo da própria mente, por combinar conceitos literais e abstratos que qualquer um pode imaginar.
Mas fora isso, eu tava precisando contar, ou no caso relembrar, uma história que eu vi do canal do Sábado Qualquer sobre John Frum, e uma certa conexão entre Segunda Guerra Mundial, tribos na Papua Nova Guiné e 2001 - Odisseia no Espaço.
Durante a Guerra do Pacífico (entre Dezembro de 1941 e Setembro de 1945) na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e o extinto Império Japonês tiveram bases espalhadas em ilhas no Oceano Pacífico, incluindo Polinésia e Oceania, por alguns motivos logísticos e estratégicos de ambos os lados, porém, nesse meio tempo, algumas tribos primitivas (obviamente não num sentido eugenista como "inferiores" e sim num sentido literal, já que eram tribos de tecnologia muito básica e inicial) acabaram presenciando, além de bases daqueles homens de diferentes cores, também aviões que vinham trazendo os suprimentos: Pousando para depois serem descarregados, ou droppando as caixas com seus paraquedas diretamente.Pra gente num mundo já atualizado, tecnologicamente complexo e globalizado, pode ser óbvio como esses aparelhos funcionam (mesmo que muito resumidamente, e só profissionais saberão até mesmo a montagem dos equipamentos), mas pra tribos que não tinham nem pólvora ou armas de ferro podia soar absurdo ou até mesmo algum tipo de magia, as marchas podiam ser vistas como um tipo de dança em nome das entidades, os rádios podiam ser artefatos para comunicar com o deus, as torres de transmissão podiam ser monumentos em nome desse deus, ou os aviões podiam ser entidades do tal "deus das caixas" ou os próprios deuses que trazem caixas aos soldados, e algumas das tribos na Oceania passaram até hoje a seguirem um conjunto de cultos com base nos aviões.David Atenborough, um pesquisador britânico, viajou à Papua Nova Guiné inicialmente pra pesquisar sobre as tais Aves do Paraíso, que eram conhecidas pela sua variedade de cores, e no meio desse caminho pesquisando esses pássaros, ele conheceu uma tribo que cultuava esses "deuses das caixas", e assim como tinha um ou vários deuses relacionados a esses aviões e às caixas de suprimentos, havia um tal salvador humano pra eles (um equivalente deles a Jesus, Maomé ou Buda) chamado John Frum, que não se sabe muito além dele ter seu legado relacionado a uma promessa que ele teve com algumas dessas tribos papuásias de voltar pra eles, há a entender que o nome desse salvador veio de "John from America", o que pode ser óbvio mas, pra povos que claramente na época mal sabiam inglês, cabeu como se fosse o nome desse tal soldado John.Chega a ser curioso como toda uma religião se formou tão recentemente, sem ser por puro meme (como a do Monstro de Macarrão que foi feito pra satirizar os Estados Unidos sendo "laico" mas tendo por muito tempo um tipo de "fiscalização" da religião das pessoas) ou crítica (como o Luteranismo que surgiu por causa da corrupção que a Igreja Católica teve na Idade Média), ou seja, surgindo de forma meramente inconsciente, e também tendo esse elemento mitológico, deles verem algo real (os aviões, rádios, etc.) e darem algum significado místico (por acreditarem que tinha a ver com rituais e entidades), e a ligação que eu quis dizer com 2001 - Odisseia no Espaço é:
Arthur Clarke, que além de autor de livros como 2001 e suas sequências, e ter previsto a internet e as viagens espaciais, também foi inventor do Ramjet, um tipo de motor otimizado para aviões a jato, e uma frase dele que combina com essa história dos cultos a cargas na Oceania é "Uma tecnologia avançada o suficiente é indistinguível de magia".O que aliás acaba coincidindo com alguns elementos de Projeto Dream, isso é, pelo menos pras Larapink, que são mulheres feiticeiras de muito alto nível (senão o nível em poder, ainda o nível em status, conhecimento e território), mas elas desconhecem muita coisa, incluindo não saberem que era possível os mutantes terem poderes por genética, e achavam que elas tinham alguma energia espiritual especial, além de (assim como uso os mutantes como uma metáfora ao autismo), uma frase da Laura é uma referência ao estereótipo de "cara de autista" ou "parecer um autista", já que tem gente que acha que autismo afeta aparência.Assim como eu planejo mais momentos e interações entre as personagens, principalmente as Larapink, dessa vez com alienígenas, seja pela piada, pelo desenvolvimento das personagens descobrindo coisas novas ou pela crítica social leve misturada numa história fantasiosa, afinal, mesmo o Projeto Dream sendo uma história de aventura, com ficção científica e fantasia mágica misturados, e adições de ação, terror/suspense, surrealismo (pelas inspirações em Jojo, Ena e Twin Peaks) e investigação paranormal, basicamente o segundo e o terceiro gênero se completam porque justamente o que difere tanto a ficção científica da fantasia mágica é a inspiração na ciência, seja por ter leis naturais próprias, tecnologias próprias ou maior inspiração em fatos reais e atuais para algo novo, afinal, um dos maiores nomes da ficção científica, Julio Verne, já previu a Viagem à Lua, os submarinos elétricos, câmeras e fotografia, e os Ducktales previram o streaming.
Curiosidade pessoal sobre mim: Teve uma prova do livro (que numa escola que eu estudei tinha em cada semestre junto com a prova de português) de Volta ao Mundo em 80 Dias, também do Júlio Verne, mas como eu não tinha o menor interesse ou foco em ler, e a educação brasileira é uma merda e, ao invés de ter toda uma preparação pra incentivar a ler, eles só empurravam livros goela abaixo de todos nas salas, mesmo eu tendo o livro eu só consegui acertar as respostas porque assisti a uma versão da Disney em que os personagens clássicos atuavam como os do livro:
- O Mickey era o Phileas Fogg;
- O Pateta era o Jean Passepartout (parece que no original tinha um trocadilho com Passaporte, mas no livro que eu li o personagem era chamado Jean Chaves);
- A Minnie era a Princesa Aouda;
- Se eu não me engano o Tio Patinhas era o Fix.
Até mais!
18 de jan. de 2025
Sentimentos Que Pouco Compreendi
Esse "desculpa por não fazer a Mona Lisa" é um exagero muito desproporcional, não só pela situação que eu quis que ele melhorasse sua habilidade de desenho, mas também por eu mesmo não ser um artista de tão alto nível (mesmo eu tendo sido reconhecido no trabalho ao ponto do meu patrão atual pedir um desenho pra eu fazer e ele moldurar num quadro, mas aí é outra história), assim como o "arte é uma desgraça" é um último prego no caixão como insulto a qualquer artista, já que é uma frase pronta que adultos mal-sucedidos e amargurados falam pra quem tem um mínimo potencial artístico, pra arrastarem essas pessoas pra não quererem mais se dedicar.
"Coitadolândia" eu não falei diretamente, lembro que o Nicolas falou um pouco sobre mas também nem tanto, assim como ele mostra, pelo menos nesses prints do ano passado, não querer admitir de jeito nenhum que essa falta de habilidade é culpa dele (por não ir atrás) e não da natureza (porque a arte não é um poder mágico, afinal, que poder bosta, é só saber desenhar no papel, eu queria cuspir fogo) e nem das outras pessoas (que "roubaram esse poder místico de desenhar" dele), assim como eu mostrei que o outro webamigo (Gabriel) melhorou uns meses de incompetência de desenhar em pouco mais de uma semana de treinamento e ele até mostrou um desenho de uma personagem de um projeto que estamos fazendo juntos (eu tô mais ajudando e dando ideias, mas o dono real é ele).Esse desenho foi de ontem, não tá colorido e nem digitalizado, mas comparando com o passado dele, foi ótimo.Enquanto isso, esse era o desenho do Wooloo (o webamigo que eu briguei) na época (de Junho, enquanto a discussão era de Agosto e o traço dele não tinha mudado), e como eu disse, ele tá em uma conta nova e, pelo que vi, ele mesmo admite que não quis mais usar esse nome (ou era o que deu a entender), e assim como a intenção é só relembrar essa experiência, e comparar com alguns elementos da minha carreira e vida, e o que eu também vi sobre e que combina com esse post, eu não quero que ataquem ele, ele já deve ter aprendido a lição e se arrependido há muito tempo. A questão é:
- Como eu disse em o Patinho Feio de Grafite e Catarse Cinza (duas postagens minhas; link nos nomes), outros artistas me julgavam de forma desproporcional ao que eu era capaz de aprender, entender ou sequer competir, teve gente me mandando """melhorar""" (sem explicar como, ou com dicas que não funcionavam pra mim, ou com o câncer que é o realismo na arte) o meu traço e que acabava matando muita amizade porque do nada eles decidiam que eram professores de arte de 1930, e resumindo minha reação a esse pessoal de antes...
- E como eu falei sobre o webamigo Gabriel, ele tinha um traço antes bem pior (em questão gráfica e de forma) que o Wooloo que eu disse antes (e que tive pouco desenho pra mostrar por ele desenhar pouco e o pouco que ele desenhou ter sido perdido) e ainda assim não se remoeu pro "ain vocês aprenderam sozinhos", "ain vocês nasceram com dom", "ain arte não dá futuro" ou "ain e se eu sofrer bullying", porque algo que se deve pôr acima da segurança é a disciplina, porque há uma diferença quilométrica entre planejar evitar riscos, e não fazer nada pelo medinho de falhar.
- Também como no blog sobre como desfoder a vida, houveram pessoas que me mistificaram e mistificaram outros amigos meus, incluindo esse Wooloo, que achava mais fácil e confortável ficar falando que os outros tinham dons mágicos em vez de se dedicar (e parando pra pensar, isso piora o que eu falo sobre considerar desenhar um "dom" como um tipo de ofensa, porque desmerece e mente sobre a disciplina da pessoa até o resultado), assim como arte não é só pra trabalhos grandes, podendo servir de passa-tempo como é meu caso na maioria das vezes (recebo tão pouca encomenda de commissions que meus desenhos são baratos justamente pra aumentar a demanda).
Assim como, ultimamente, eu estive falando sobre eu ter descoberto ter autismo e tar superando a depressão, e achei num grupo sobre ateísmo (que eu vejo publicações no Reddit por boa parte do conteúdo ser contra extremistas religiosos) um vídeo de um religioso falando que doenças e transtornos como depressão, autismo, ansiedade e TDAH serem mentiras criadas pela Indústria Farmacêutica, o que obviamente é uma mentira que o próprio religioso tá falando só porque esse tal Pastor Rodrigo falou e fez vídeos suficientes sobre, e isso é extremamente perigoso.
Assim como homofobia e racismo estão perdendo cada vez mais a justificativa religiosa, em que antes a religião usava esses preconceitos com a justificativa de que a Bíblia disse (o que por si só é uma falácia de apelo à autoridade e também um agravante a crimes de ódio), também perde a credibilidade de imediato quando se usa um pastor como referência pra falar que condições mentais não existem, assim como no mesmo vídeo fala que esses transtornos "não têm causas conhecidas", sendo que as causas são sempre cerebrais, químicas (dependendo do caso, a depressão pode ser causada por algum dano químico no cérebro, como café em copo de isopor que faz mal pro cérebro) e psicológicas (seja no autismo e TDAH que são um padrão diferente comportamental, ou a depressão que em sua maioria é por tristeza crônica, traumas ou outras dificuldades envolvendo ficar feliz), inclusive depois de descobrir que tive depressão, e depois autismo, eu de cara vi como vídeos como esse que tentam falar que doenças mentais não existem são uma das piores coisas que alguém pode falar, assim como vi que, em meados de 2020 em que a Pandemia tava no auge (que não só o Coronga, mas depressão e ansiedade aumentaram muito), ficou extinta a palhaçada de criarem lendas urbanas de Baleia Azul e Momo porque era uma falta de respeito colocar culpa em monstrinhos que não existem ao invés de ajudar as pessoas.
Agora falando sobre algo diferente, teve um vídeo do André (não lembro se era como André Young ou Andrezito) sobre tipos de sentimentos raros ou com nomes pouco falados, ou com nomes que só se fala em cantos específicos, esse vídeo não saía da minha cabeça mesmo que foi deletado, então eu tentei pesquisar por mim mesmo.
- Sonder: Sentir e imaginar como pessoas ao redor (mesmo desconhecidas, existindo ou passando pelo ambiente que você tá vendo) tem toda uma vida própria, que não são como meros NPC's, palavra que usei de inspiração pro spin-off Mutasonder de Projeto Dream.
- Ópia: Sabe quando você olha pra alguém familiar mas não sabe se é a pessoa que você lembra ou alguém só parecido? Essa é a ópia, por essa ambiguidade se tá reconhecendo ou confundindo com alguém.
- Monacopse: Sensação de estar fora do lugar em que realmente tá, um exemplo que posso explicar é como a gente se sente fora do lugar quando tem uma roda de amigos inteira conversando mas você não tá conseguindo participar, o que é bem comum, só não é inevitável.
- Énouement: Algo como, quando você já avançou muito na vida, mas nem dá pra olhar pra trás, ou quando dá a gente só sente que esses momentos passados acabaram e nunca mais vão voltar. Eu assisti ao filme Viagem de Chihiro na minha adolescência e percebi como o final desse livro e outras histórias (principalmente filmes infantis) exploram essa ideia de "presenturo" (presente + futuro), de que pra gente avançar, não podemos voltar atrás só pra olhar algo que passou e se apegar, porque isso ainda irá atrapalhar a nossa vida, assim como eu espero que a Miwa entenda.
- Velhiceira: Não é (só) uma emoção, mas a consequência de um ato, especificamente de comprar materiais antigos em uma loja, como livros numa biblioteca. Eu viajei pra Bauru uma vez em Novembro de 2023, e mesmo uma biblioteca que eu, meu irmão dois amigos fomos juntos tenha sido muito claustrofóbica e difícil de passar entre as salas, era uma biblioteca bem bonita, seja pelos móveis de madeira, ou pela iluminação meio amarelada ou porque, além dos livros e revistas, também tinha uns materiais como engradados de cerveja e máquinas de escrever, o que aumenta a nostalgia porque ver isso pessoalmente é raro.
- Rubastose: Aquela sensação estranha quando a gente começa a sentir o nosso próprio coração batendo, seja quando tá batendo muito devagar, muito forte ou com muita força por diferentes motivos.
- Kenopsia: Vazio, especificamente o vazio emocional quando se vê algo perdido, muitas vezes lugares abandonados, que inspirou a ideia de espaços liminares e uma trend cringe de "o vazio de..." (que o canal Espantalho, do Eu Hipe com aquela garota que não sei se é namorada ou só webamiga dele, de ver essa sensação de solidão em tudo que é desenho pra parecer "cult") que até o próprio Eu Hipe criticou (não sei se foi por uma autocrítica irônica ou porque até ele tava enjoado disso).
- Afasteza: Uma vontade não explicada de querer se afastar de todos, mesmo amigos, o que inclusive eu percebi o tal Wooloo fazendo, e até mesmo pude impedir outro webamigo meu (que não falarei o nome por não ser o foco exato) de fazer isso, e que, assim como eu falei que tem essa sensação do Énouement em Viagem de Chihiro, vi em filmes infantis e juvenis também arcos que o protagonista se sente muito mal (seja ódio ou desespero) e se sente obrigado a afastar dos outros, como o Sonic em Sonic 3 que (Spoiler) ignora os conselhos de Knuckles e toma a Esmeralda Mestra pra dar uma surra no Shadow ou o Alex em Madagascar 1 que, quando fica louco e se arrepende de morder o Martin, resolve ficar longe dele e dos lêmures e ficar mais perto das fossas.}
- Jouska: Simplesmente conversar com os próprios cenários hipotéticos, algo que pode soar estranho mas, se souber o que estiver falando sobre consigo mesmo, ou numa situação confortável, como um banho ou sozinho no quarto, pode ser meditativo.
- Crisalismo: Resumindo muito, meramente o conforto de estar seguro em algum lugar fechado, como a própria casa.
- Vemödalen: Também chamado de Tristeza da Torre Eiffel, é uma decepção quando tira foto ou no mínimo registra qualquer outra coisa de algo que todo mundo já fez antes.
- Ma (間): Essa sensação tem um nome que significa "vazio", não no mesmo sentido da Kenopsia de que "não sobrou nada", mas sim algo como "espaço não ocupado", o que Hayao Miyazaki usou como maior base para momentos de respiro que tem nos filmes da Ghibli, de quando os personagens estão fazendo nada, esperando ou fazendo algo muito simples, como se fossem checkpoints no filme, em que não tão fazendo nada, não por ser uma cena à toa, mas apenas um descanso, não só pros personagens que têm momentos calmos, mas pro público se acalmar e se preparar pra ação seguinte, o mais próximo que eu lembro disso é em vídeos sobre histórias pesadas (de terror ou casos criminais), em que o youtuber coloca uns segundos de clipes de cães e gatos fofos como um "detox emocional".
- Elipsismo: A tristeza de como não sabemos como será o nosso futuro (seja a curto ou longo prazo), referente a Elipses de filmes, em que há cortes na história pra pular momentos desnecessários (quase o oposto do Ma, exceto que o Ma não é à toa, por mais que seja um enchimento), o que inclusive eu cito sobre como resolver isso no blog sobre como desfoder a vida que falei antes.
- Kuebiko: O cansaço ou até preocupação depois de um ato de violência sem sentido, o que eu já senti algumas vezes quando eu era um adolescente muito mais impulsivo e já cheguei a bater nas pessoas quando minha raiva era crítica, e mesmo eu tendo raiva, e sabendo como a raiva é importante (porque é uma irritação ou explosão emocional, e temos direito de expressar o que sentimos), hoje em dia não chego mais nesse nível e sei que não é necessário.
- Laqueísmo: Vontade de ser atingido por um desastre, como sofrer um acidente, ser encharcado por uma tempestade ou até perder tudo que é material num incêndio, algo que eu nunca vi em experiências minhas e nem de amigos, mas já vi algo assim em Clube da Luta, que o narrador (que na verdade era o Tyler Durden verdadeiro, mas não falam isso pra não dar spoiler ou pelo meme da regra nº 1) acaba tacando fogo no próprio apartamento pra começar a se livrar da vida vazia.
- Eros: Amor segundo Platão, que se refere pela busca e pelo desejo de algo que ainda não tem, ou pela satisfação em apreciar (amor platônico), um amor que é necessário conhecer, por mais que hoje soe invisível num mundo tão material.
- Ludus: Outro tipo de amor menos falado, que Platão também cita, o amor lúdico relacionado ao jogo de seduções ou meramente de interações (brincadeiras) entre as pessoas.
- Philautia: Algo como amor próprio ou autoestima, aquele amor para si mesmo, de se valorizar, valorizar o seu corpo, saúdes física e mental e a própria beleza.
- Filia: Amor segundo Aristóteles, a satisfação em conquistar algo, seja um objeto ou uma boa relação, o que mesmo sendo bem precioso de se conquistar, está mais difícil de achar num mundo onde sempre que estamos na ânsia de querer algo, a gente não sente aquela mesma sensação (boa) quando conseguimos. Valorize o que ou quem você tem disponível.
- Pragma: Amor que se desenvolve a longo prazo, em suma uma boa relação de tolerância e compromissos que duram longo tempo.
- Storge: Amor familiar, natural e instintivo, bem simples e conhecido, incluindo a fraternidade.
- Ágape: Amor segundo Jesus, incondicional, para todas as pessoas, feito pra ser o maior dogma cristão, de unir e redimir as pessoas, e que embora seja um princípio importante na Bíblia, é difícil achar nas pessoas religiosas que são levadas pela ganância de dinheiro e fiéis, e por isso digo que, mesmo que eu diga os conselhos cristãos, isso não é uma pregação da religião em si, mas das mensagens mais benéficas e necessárias que posso oferecer.
- Exulância: Desistência de explicar algo porque a segunda pessoa não consegue entender, geralmente uma experiência muito pessoal, algo que eu sinto muitas das vezes quando eu explico uma filosofia minha ou uma ideia que tenho pra histórias como o Projeto Dream.
- Adronite: Frustração por demorar pra conhecer alguém de verdade, algo que eu sinto que sofro ultimamente porque tá difícil ter novas amizades na internet, principalmente porque ninguém usa Messenger ou Whatsapp pra conversar (o que pra mim é hipocrisia, os caras têm rede social pra não conversar), e tá mais fácil ter as amizades pessoalmente no trabalho e faculdade.
- Rückkerhrunruhe: Resumido como Retornismo, se resume a qualquer sensação que vem quando chega de volta em casa.
- Nodus Tollens: Uma sensação que ocorre quando a vida que nos passou antes não faz mais sentido, algo que eu não achei exemplo melhor além de uma certa redenção do Toddyn, seja quando ele resolveu mostrar o rosto e explicar o porquê de demorar tanto pra se mostrar, ou o vídeo mais recente dele sobre como ele deixou de ser ateu (link no texto com cor).
- Unismo: Aquela sensação de estar preso a um único corpo, espaço e tempo, talvez um oposto total do Sonder, e também um certo nível de ansiedade, elipsismo e monacopse, como se nada ao redor se aplicasse tão bem à gente, e embora eu tenha planejado um episódio que tratasse dessa sensação, eu não vou contar nem dicas desse episódio porque eu tô planejando, tanto quanto esse episódio, alguma carta de autor sobre o porquê de eu ter parado de escrever tanta história de multiverso, porque também vai se conectar.
- Liberose: O ato de se importar menos com as coisas, mas não algo como um edgy tipo "foda-se Deus e o mundo", mas sim algo estoico, de não se preocupar se ganhar pouco e perder muito, e evitar exageros econômicos e emocionais.
- Alschmerz: Cansaço com as próprias falhas e problemas, podendo levar a resolver elas (como o Toddyn) ou se lamentar por elas (como o Wooloo).
- Schadenfreude: Alegria e riso à custa da desgraça alheia, algo bem comum no humor antigo, principalmente no pastelão ou quando era comum assistir TV e tinha desde antigamente o Vídeo Cacetada no Domingão do Faustão, conheci esse nome por causa do Team Fortress 2 que tem um taunt com esse nome.
- Ohrwurm: Aquele momento que uma música não sai da nossa cabeça, o que praticamente acontece com a gente um monte de vezes e tem uma piada sobre isso em Divertida Mente 1, e eu passei por algo parecido depois de assistir Sonic 3 também, especificamente com a música Live and Learn do Sonic Adventure 2.
- Kummerspeck: "Bacon do estresse" numa tradução mais literal, e se refere a momentos em que a gente come pra aliviar alguma emoção ruim, algo que também acontece com frequência e até vi o meu irmão passar por isso.
Até mais!




























































