15 de jan. de 2026
Ervas e Ouro, as Confissões da Bruxa
"Roseourge, bruxa de Avignon"
"O que você fazia antes de estarmos aqui?"
"Trabalhava na Parfums de Demain"
"Isso não será o suficiente"
Um dispositivo de madeira e molas de aço é usado pelo carrasco para apertar os dedos, a Roseourge chorava baixo enquanto sentia a dor em seus dedos, ela demorou para admitir, ela se sentia que merecia parte da punição.
"O que você fez para Estar aqui?"
"Eu descobri o feitiço proibido, mas que outros alquimistas tanto se sacrificaram para procurar, por favor, me deixe explicar mais, e deixe meus empregados longe desse assunto"
"É isso? Uma magia não sancionada pelo Condado de Provença? Então, nobre bruxa registrada, me conte mais"
"Eu posso sair caso admitir mais?"
"Não, a Casa nos disse que, se for verdadeira a acusação, você irá morrer em praça pública, e as provas já foram registradas"
O carrasco tira o dispositivo das mãos da bruxa, e faz a cadeira descer a um tanque d'água que se abre num mecanismo complexo, mas a bruxa, nervosa, é colocada sob a água por uns segundos, a água se movia de forma diferente, em reação à energia da bruxa, mas não o bastante para afastar toda a água, ela era molhada, afogada e gelada por esse tempo, e volta.
"Não precisava disso"
"Eu só quis ter certeza"
"Você é um idiota, mas então, era 13 de Fevereiro, numa solução de cristais de fogo e água que, com queimar junto com o chumbo em uma forja filosofal da minha casa, o metal se voltou dourado e limpo, com isso eu só precisei de um ourives para derreter o minério em moedas, mas essa magia seria taxada se descoberta, não é mesmo?"
Roseourge olhou ao redor, em uma pausa para respirar e pensar um pouco, mas o carrasco, tirando algumas ervas helênicas e etéreas que davam um cheiro refrescante à câmara, amassava umas folhas e dava para a Roseourge morder.
"O que mais?"
"De Segunda a Sábado, eu chamei umas irmãs curandeiras, que vigiavam e cuidavam dos camponeses, e juntamos em uma farmácia, a Parfums de Demain, e por isso, eu pensei que isso iria disfarçar o orçamento"
"Mas por que? As folhas e as poções já iam render muito para vocês"
"Pois por que há tantos camponeses morrendo mesmo eles sendo a fonte de comida dos reis, ao ponto de precisarmos da gente para continuarem bem? Afinal, é necessário dinheiro para pagar contas e bancar algo na loja"
"Isso é estranho, mas e a praga de cogumelos que ocorreu no nosso feudo esses últimos meses?"
"Não mude de assunto, você agora sabe o meu motivo, provavelmente está tentando me dar uma chance, mas o que vocês iriam ganhar ao me forçar a mentir, como forçou a pastora Linioneida a dizer que assassinou os próprios filhos, e depois vocês descobriram que foi obra do irmão dela, aquele sodomita, mas quem sabe, em compensação, você quer uma brecha na minha versão para me poupar e..."
"Não mude de assunto!"
O carrasco gira uma manivela, forçando um garrote a se fechar e apertar o pescoço dela, ela bate seu dedo médio esquerdo no pescoço, um sinal das bruxas para dizer "desculpa", mexia de forma rápida e desesperada, e o carrasco para e abre o dispositivo, ela volta a respirar.
"Termine a história"
"Eu juntei mais humanos para espalharem nossos cuidados, incluindo uma mistura aromática que pôde retirar a Peste Negra dos homens e mulheres da região, com as mesmas roupas vermelhas das curandeiras da farmácia, e por isso tornei-a tão popular, porém, pelo visto o rei gordo ficou interessado demais na nossa renda, e tive que juntar mais chumbo, para fazer mais ouro, e disfarçar que estávamos mantendo a demanda"
"Então, o ferreiro Jean François te dedurou porque não aguentara a pressão para conseguir esse chumbo?"
"Perdoe ele, ele não tem culpa, nossa farmácia já estava lucrando mesmo quando nossos negócios estavam caindo, provavelmente o ourives está preso em outro lugar"
"O ourives será solto junto com os seus operários, como você ofertou"
"O-obrigada"
Na manhã seguinte, o carrasco já tinha afiado a espada, a bruxa Roseourge de joelhos esperava sobre o palco da execução, vendada, e antes da espada passar em seu pescoço, um brilho verde de um olho, e amarelo de ouro, saía de seus olhos, e terminava com a cabeça caindo no chão. Os humanos ficaram em choque, as bruxas em silêncio, mas os operários tinham que continuar, o máximo que eles ouvem sobre ela novamente é a recepção de um busto de pedra com talhas de ouro, em homenagem a Roseourge, de um "entregador secreto" segundo o mensageiro, mas que os médicos desconfiam qual ourives podia ter sido, então, o busto foi colocado em uma mesa e ao redor de algumas ervas e pimentas, formando um altar em sua homenagem, e um símbolo novo da farmácia, e assim como os impostos diminuíram no Condado, nem os nobres achavam o altar uma má ideia.
O carrasco desapareceu à noite, mas na câmara escura, onde um novo carrasco foi contratado e operava, sempre visitava ali um pombo branco com manchas verdes e olhos amarelos, o que, de tão raro e misterioso, na região passou a ser um tipo de símbolo tanto de um mau presságio quanto da inocência de um detento, e as bruxas riam da ironia desses eventos, nos Sábados nas florestas.
Fim!
11 de jan. de 2026
A Balada dos Vampiros
Na Antiguidade, os vampiros foram uma grande ameaça para a humanidade, um tipo de predador humano que, nesse mundo, chega a ser o motivo de sentirmos o Vale da Estranheza, afinal, a sua pele e cabelos pálidos e olhos vermelhos não enganam, a voz áspera dos adultos, e as garras esverdeadas e eles terem quatro caninos superiores (1) só entrega mais, na Pré-História os maiores inimigos dos vampiros eram os neandertais, com força para alcançar os vampiros e os esmagar com pouca arma, ou então desarmados, porém, eles foram extintos pelos vampiros os considerarem uma ameaça e fortes demais para manter sua ordem.
Na Idade Antiga se tornou comum enterrar humanos com foices partindo seus pescoços, ou tijolos quebrando suas mandíbulas como passou a ocorrer da Alta Idade Média à Renascença, e nesse mundo a Inquisição, principalmente na Espanha, França, Portugal e Península Itálica, os homens eram executados por ritual de licantropia, ao beber o sangue dos Vampiros Cínicos e vestirem pele de animais para se transformarem em abominações metade lobo, e não era qualquer mulher que seria perseguida e interrogada por bruxaria, afinal, mesmo bruxas alquimistas estavam sendo contatadas por seus talentos médicos, mas eram perseguidas as Esposas de Vampiros, mulheres que serviam a vampiros e lhe davam filhos em troca de juventude eterna.
Os vampiros têm três corações negros (2), cada um bombeando um sangue mais escuro e viscoso que o sangue limpo humano, mesmo na Idade Moderna onde tentaram pesquisar vampiros biologicamente não entenderam se essa característica do sangue era química ou espiritual, afinal, os vampiros não têm alma, pois já está no Inferno, e apenas o corpo está com ódio de mais para continuar sob o chão, uma estaca no peito pode matar de uma vez, mas deve ser grossa o bastante para atravessar os três corações juntos, por isso é mais fácil decapitar o vampiro, ou feri-lo com uma arma de prata, afinal, a Lua, que representa o metal prata, sela a escuridão, e protege a noite do mundo físico de entidades maiores da escuridão.
Voltaire, Rousseau e Kant eram Vampiros da Praga, como Conde Orloc, o Nosferatu, infiltrados entre os Iluministas, e se aproveitaram para criticar a Igreja e descredibilizá-la, assim os vampiros estariam mais livres e com mais poder, enquanto Locke não tinha envolvimento, e Hobbes criticou a autoridade dos vampiros, assim a chamando de Leviatã, um deus mortal, frágil, que os vampiros sustentavam, e que com a perda de seu "alimento", ouro para o rei, sangue para os vampiros, esse deus se colapsa, e Arighieri dita que os vampiros estão nas Tumbas Flamejantes, no Círculo da Heresia, e no Rio Flegetonte, no Círculo da Violência.
Porém, há menos vampiros, e eles estão escondidos em sociedades ocultas, afastadas da sociedade humana, ligadas à Ordem de Caim, cujo símbolo envolvia um triângulo, representando a perfeição matemática e a sabedoria, com um olho em seu centro, representando como eles estão sempre vigiando a humanidade para predá-la, porém, essa Ordem de Caim parece proteger os vampiros, e não os homens e as mulheres. Com apenas punho e pedra, os neandertais foram uma ameaça, com apenas bronze e ferro, os hebreus esmagaram os vampiros de Canaã, com fogo e prata, isso se tornou ainda mais fácil, com disparos de chumbo em alta velocidade, que se tornou crescente com a Revolução Industrial, os vampiros chegaram a enfrentar os humanos para proteger os nativos em outros continentes para agora proteger os humanos deles mesmos, e com os "cogumelos de fogo do Pacífico", de repente todos os vampiros fugiram de seus domínios, mesmo o Caso Roswell e o Sinal Wow expressavam mais a suspeita de um povo interestelar do que a de vampiros.
Durante uma exploração urbana, os jovens Abraham e Aubrey encontraram em uma mansão abandonada escritas vermelhas de sangue nas paredes dizendo "Saia", "Nunca mais", "A gente se rende", "Vocês venceram", a mobília estava velha, dispositivos sem energia, querosene seco, a madeira apodrecida, perdeu o seu verniz, ratos esverdeados e de olhos vermelhos, com tremores no corpo, como os antigos Ghouls humanos, eram visíveis, apenas um homem drogado foi visto com um taco de baseball em uma mão e uma seringa não identificada na outra, e já era assustador, e obviamente, num mundo cinzento como o que vivemos, um homem decadente é mais assustador e mais melancólico que um vampiro elegante, e fugindo da mansão, eles não voltaram mais, traumatizados.
Fim!
10 de jan. de 2026
A Guerra das Florestas
[Não era pra eu ter escrito ela tão cedo mas acabei adiantando porque era uma das histórias que eu mais tava tendo ideia de como poderia ser]
Orcs, criaturas abomináveis, eles usam de uma arte de aço e fogo em suas mãos, seus feitiços causam danos brutais nos homens e elfos, os anãos estão trabalhando ao máximo para dar-nos as melhores armas e as melhores armaduras, o Mythril é um belo metal cor-de-âmbar, leve como tecido, mais resistente que aço e diamante, e a magia negra dos Orcs ameaça a ordem e a honra dos grandes magos Estelares, o poço Livintar, da rainha Pálion, vê o passado em que a guerra começou, com o encontro dos homens e Orcs, até eles se espalharem, e estar como está hoje.
Os Orcs são grandes abominações verdes, vagamente parecem com elfos, porém com músculos densos e que se recriam e reparam quando suas tropas sobrevivem em combate, devemos focar no pescoço, o peito é muito resistente, os braços e pernas voltam, e uma ordem que parecem ser as fêmeas, operam de forma diferente, em cavalos de bronze extremamente barulhentos, e suas peles tinham um pigmento nefasto, incompreensível, que nenhum homem ou elfo viu antes, o que é isso? Para espalhar terror em nossos corações? Talvez não tanto quanto os seus grandes elefantes encouraçados, que parecem balançar os ventos para ferir vários de nossos soldados.
Tentamos fazer uma trégua, e os Orcs fugiram em retirada, o mago verde Unguron já viajou com os servos, uma raça subumana dos homens que viviam em campos fartos e humildes, uma ótima fonte de comida para sustentar nossos soldados, mas não adiantava pois a força não era suficiente, tínhamos que fazer nossas tropas durarem mais, o grande dragão que incendiara os acampamentos de nossos soldados não parecia interessado na Floresta Rareynar dos elfos, nem nos doze reinos dos homens, nem nos campos dos servos, isso também é estranho, assim como vimos mais de uma dessas feras.
Além de grandes e ferozes, podiam se unir em bando, atacando coordenadamente como lobos e leões, e tinham corcovas de ferro que podia talvez armazenar a energia deles, como os camelos, ou comunicar à distância por sussurros, como as baleias.
Dos doze reinos, onze se mantiveram para nós elfos, enquanto o reino 12 cedeu à diplomacia para com os Orcs em Modolyn, enviamos espiões e assassinos para saber desse reino, e seus 9 príncipes informaram sobre anéis que foram dados como presente para eles, eram anéis estranhos, feitos de latão com letras de marfim, que brilhavam no escuro e emitiam um tipo particular de raio do céu, alguns dos príncipes podiam ficar invisíveis, porém, aquele reino estava perdido, e o mago branco Ruontar nos traiu também, ao lado deste reino e seus príncipes, e fundaram a Biblioteca de Prata.
Unguron se uniu a guerreiros como os quatro paladinos, equipados com a arte encantada, fortalecidos pela magia: Alvalin, o cavaleiro branco, honesto, de nobre coração, com um arco que nunca erra o alvo; Melanor, o cavaleiro negro, corajoso, defensor dos injustiçados, capaz de lutar com dois escudos; Ruborin, o cavaleiro vermelho, inabalável, o maior e mais forte, de espada que só ele consegue carregar; e Citrin, a amarela, de coração alegre que motiva as outras tropas, ao lado do Fredjord, o anão amigo de elfo, e Paracolat, um grande elfo da madeira, arqueiro ao lado de Alvalin, junto de sete selvos, o líder dele chamado apenas de O Sincero, que lhe foi dado direito a uma espada e um escudo de Mythril, enquanto os outros foram equipados com os de melhor aço dos anãos.
"Veja, Lugofred, eles deixaram essa floresta pra trás"
"São mesmo uns covardes, Licerot, um lugar tão lindo, queria saber a onde eles foram parar, talvez tenhamos ido longe de mais"
Não existiam Orcs, era o povo de Modolyn, um reino que leva o mesmo nome da grande floresta que os Modolitas usaram como sua fonte de madeira e comida, aparentemente, sua medicina que combina poções antimicrobióticas e anestésicas com cirurgias completas foram confundidas com alguma autocura demoníaca, a "cor nefasta e abominável" as mulheres não entenderam, mas talvez fossem os vestidos azuis da moda feminina Modolita, mas as corcovas eram na verdade os rádios que os Modolitas usam, e que tornou fácil a comunicação de seu povo mesmo em cantos diferentes do mundo, cavalos de bronze? Eram as motocicletas, arriscadas em solos tão irregulares mas bem ágeis e eficientes, as espingardas foram confundidas com algum tipo de cajado, pelo que há a entender.
"Orc" era um insulto contra os Modolitas, uma propaganda élfica por confundirem o avanço do aço e bronze de Modolyn com algum poder maligno que ameaçaria a magia dos elfos e dos Estelares, os próprios "paladinos" não tinham autonomia, só serviam para os elfos convencerem que os humanos eram aliados.
A Forja de Modolyn é uma grande fornalha com uma chama eterna e autossustentável, que não feria seus ferreiros e nem queimava o ar próximo, era usado para modelar os metais e o carvão vegetal dos Modolitas, o ouro e a prata eram modelados em obras de arte que teciam o sonho de seus portadores ou, pelo que há a entender segundo o grande médico Sabarita, os frascos de poções tinham pequenos cristais de bismuto e um corante verde que, juntos, intensificavam as poções medicinais dos Modolitas, e seus mapas são precisos, bem desenhados, ao ponto de nobres de outros continentes terem interesse para registrar seus países, seus "elefantes" na verdade eram grandes tanques de guerra cônicos, com canhões de vários lados, e que podia andar em solo irregular e mesmo sobre a lama, uma arma tão forte que por isso outros povos evitaram uma guerra com eles.
De qualquer forma, os elfos da luz abandonaram Rareynar, menos a Rainha Pálion, ansiando em proteger Livintar, junto dos elfos de prata, que não seguiram a jornada para Rareynar no início de sua civilização e formaram as chamadas vilas de prata onde se especializaram como artífices, os elfos da madeira, que vivem nas florestas como caçadores, naturais, não usam nenhuma veste, somente gravuras em seu rosto que os identificam como fazem seus nomes, e os elfos de safira, grandes marinheiros e fazendeiros, que chegaram tarde na guerra, mas que todos estranharam o fato dos "Orcs", ou Modolitas, terem os ignorado e ido embora. "O que será que os Orcs queriam?", perguntaram os elfos remanescentes. Ver um Modolita de barba negra e outro de barba grisalha subverteu essa imagem, pois o verde não é uma cor de nascença deles, mas pintada em diferentes cantos de seu corpo, mesmo sob a armadura, assim como seus capacetes tinham brilho verde com vidro de prata, ou vermelho com vidro de ouro.
Os anões se interessaram cada vez mais nos Modolitas, porém sua relação foi comercial, os Modolitas vendiam madeira e carne, e os anões vendiam os metais desejados, em escambo, mercadoria por mercadoria, afinal, os anões que estavam vendendo metais, os Modolitas pareceriam que estavam devolvendo para os anões se lhes pagassem com moeda. Já os onze reinos se enfureceram quando os servos foram mortos, pelos O Sincero que fugiu, os paladinos foram decapitados em praça pública, Fredjord e Paracolat foram mortos juntos numa emboscada, e Unguron foi crucificado, e morto em uma cruz sem sua defesa, e quando retornou depois de seu corpo ser resgatado e enterrado, tornado em Unguron o Escarlate, ordenou para que os onze reinos não tentem mais guerrear, senão eles não poderão retornar caso percam a revanche, e a tarefa deles com Unguron agora é se espalharem.
Até mesmo os Eremitas Anil e Púrpura, que peregrinaram para espalhar a defesa contra o mal, sentiram a aura de Unguron se silenciar, e retornar manchada com a própria morte, e que a busca para combater Dinoz foi interrompida, ou quem sabe, foi mudada.
Fim!
Mary e Moha
Moha até compara com os gênios, espíritos do vento, e isso dava uma ideia à Mary, deles se transportarem ao Mundo Fantásico, por onde a magia é maior, e se parecia com uma grande civilização barroca ao lado de biomas diferentes e ricos em matéria e mistério, por onde Moha se preocupa, ele acha que a anjo o sequestrou, e pergunta quanto tempo ele tinha que ficar nesse "sonho", mas Mary conforta, e diz que vai dar tempo deles voltarem, para Mary era só brincadeira.
Por um momento, eles passam pela Vila Vermeliverde, onde as casas são de paredes vermelhas com janelas, portas e telhados verdes, todas de madeira, com tábuas firmes e postes de tronco suportando lâmpadas com runas que brilhavam em amarelo à noite, e passando por uma taverna, os dois entram, quando Moha menos espera, ele já estava com uma túnica preta com pequenos detalhes dourados, como listras e escritas curtas, até o Moha estranha aquilo estar encima de sua camisa azul e calça jeans, mas pelo menos os tênis estarem normais, e quando o Moha e a Mary foram conversar com o dono do bar, que assim que os dois bebiam um suco de oxicoco, eles ouvem falar de uma caverna secreta com um grande tesouro.
A ilha está a um mar de distância, só se sabe dela por causa de um grupo de 40 ladrões que saqueavam dezenas de quilos de ouro por ataque, talvez tenham uma ou poucas mais toneladas desse metal junto com as joias, que seria onde foi guardado todo esse ouro, e curiosamente, Moha fala que tá a fim de ver essa ilha, e obviamente, todos riram daquilo, afinal, nem o conheciam, e ele já estava se dizendo disposto a enfrentar um desafio bem grande, mas a Mary, defendendo que todos estavam errados, pega a cimitarra de um cavaleiro, de lâmina de aço do Reino da Areia e da guarda ao pomo de bronze da Atlântida, um anel de um mago que pelo núcleo de semente de Samambaia da Noite podia tornar o portador invisível, o escudo de uma amazona que tinha um Mythril polido de forma que reflete como espelho, e brilha em azul sob a luz da Lua, e penas de suas próprias asas para tornar os tênis de Moha em um artefato alado.
Mary diz que vai provar que eles estão errados, mas antes deles de fato saírem, Moha queria algumas esfihas, e a Mary comprou umas 5 pra ele (ele comeu 3, mas as outras duas ele precisou de uma bolsa pra levar). Mary treina Moha a voar com seus calçados alados, e ele tinha que correr no ar para as asas baterem, e ele acompanhava ela voando em direção da ilha, os dois passando por perto dos golfinhos saltando, dos tubarões nadando rápido, e dos gêiseres das baleias, até que eles chegam à ilha e, perto de uma pedra grande o bastante pra caber eles atrás, eles se escondem, enquanto veem marujos de um grande barco de madeira vermelha que, sob pouca luz, como a escuridão lunar, tinha cor violeta, eles só viam que era vermelha por causa das tochas iluminando regiões do barco, e no cais, haviam pessoas carecas e de orelhas grandes, bem musculosas e vestindo roupas azuis céu bem simples, e que estavam negociando algo com aqueles 40 marujos.
Acompanhando, Mary e Moha ouvem os carecas dizendo uma frase para abrir a caverna, para então saírem dali algumas ovelhas de lã azul céu, que os carecas guardam peças de ouro que brilhavam de longe, Moha e Mary gritam surpresos dizendo "Eureka!", porém, quando os homens carecas descobriram, um homem careca maior, guarda da caverna, aparecia, e pega os dois, e os leva para uma prisão. Os dois ficam em gaiolas de ferro, com exceção que a gaiola de Mary Susan tinha talhas e detalhes de ouro.
Moha estranha aquilo, mas Mary admite que, por ser uma anjo de sangue, não só a prata poderia afetar ela, mas também o ouro, enquanto a prata afasta e enfraquece as criaturas da noite, o ouro é comum para selar ou confortar criaturas celestiais, porém, os donos da caverna subestimaram Moha, e o grande ciclope o aprisionou junto com suas relíquias, e então, batendo com força sua cimitarra, ele parte as grades, e ele tenta fazer o mesmo para soltar Mary, enquanto um dos carecas, que ao ver mais de perto eles dois entendiam que eram ciclopes, alerta outros guardas para interferirem, a Mary voa, enquanto o Moha, se protegendo com o escudo brilhante e atacando com a firme espada, ele fere 17 ciclopes, e derruba 39 outros mais.
Voando pela caverna, adornada como um calabouço de tijolos dourados, parecia ter realmente menos joias e menos ouro do que havia sido falado, provavelmente os ciclopes, assim como trocavam as ovelhas por ouro, também trocaram ouro por outras mercadorias, a Mary brilha com uma luz que, refletida nos tijolos, cega os ciclopes que haviam se recuperado, mas Mohammad se perde, e cai em uma das pilhas de relíquias de ouro, Mary não tinha visto, e voou à saída da caverna, acreditando que Moha voou embora, porém, encurralado pelos ciclopes enfaixados e furiosos, Moha busca por alguma relíquia para usa contra eles. Ele joga moedas grandes que empurraram eles levemente, remexeu um cajado de ouro que congelou um anão e jogou outro para longe com uma bola de fogo, e esfregou uma lamparina, esperando que soltasse um gênio pra soltar um desejo, não tinha, e jogou na cabeça de um dos ciclopes, o nocauteando, ele pega outra lamparina e, com seu escudo, empurra um dos lados que tinha ciclopes até abrir caminho, e ele desapareceu, invisível.
Lâmpada aquela que ele pegou ele esfregava, e então, surgiu um gênio da lâmpada, de corpo vermelho, cabelo de fumaça, chifres pequenos e roupas azuis marinho, e perguntava o que Mohammad queria, que por sua vez, Mohammad oferece uma esfiha em troca dele levá-lo para fora da caverna, e o gênio, aceitando o salgado, o leva para próximo da grande porta de pedra. Mohammad diz "Abra de Sésamo", vê que deu errado, o gênio ri daquilo mas rapidamente corrige o Mohammad, para que ele diga "Abra-te, Sésamo", e o portão então se abria, a Mary abraça Moha, preocupada que não tinha visto ele, mas então, com mais um pedido, pede para o gênio proteger eles durante a viagem, e dá mais uma esfiha, e o gênio, aceitando também, se oferece para enfrentar os ciclopes enquanto eles voam para longe.
Voltando então para a taverna, Mary e Moha mostram a lâmpada para os mercenários, mostrando que eles conseguiram achar a caverna, e que lá estava pelo menos aquela relíquia. Mohammad se desculpa, e devolve a espada, o anel e o escudo, e dá aquela lâmpada ao dono da taverna como seu presente, mas o dono da caverna, disposto a uma recompensa, lhe paga com 100 moedas de ouro de Valister, um grande reino no Ocidente, o que o Mohammad aceita com bom grado, e guarda o máximo delas em sua bolsa, cabendo 29 delas, porém, Mary cuida das outras, e cumpre que poderia levá-lo para a casa.
Mohammad acorda como se só tivesse deitado a cara e os braços na mesa em que estudava seus livros, e ouvia sua mãe o chamando para jantar um Quiche Lorraine, e o Moha, ainda se sentindo um pouco cheio, avisa a mãe que, além de estar indo à sala, vai querer uma fatia pequena, e pouco antes de sair, ele via debaixo de sua cama aquela bolsa com 29 moedas.
Fim!
Gary, o Empregado Mais Poderoso
Gary Stuart, o ser mais poderoso de seu universo, do povo dos Dibalnar da Galáxia de Andrômeda, uma raça de guerreiros extremamente fortes e com alto poder telecinético e proficientes o Aroma Amarelo Ocre, portando magias de fogo desde sua memória genética, híbrido com os anjos dos trovões, uma raça de entidades aladas com poder sobre a Voltagem, a eletricidade, o magnetismo e capazes de manipular hidrogênio, e que teve que ser cuidado na Terra para evitar ser vítima de uma guerra contra as Lontras Assassinas e os Ursos Ditadores.
Quando caiu na Terra, foi numa fazenda aleatória e, durante sua vida terrestre, ele ajudou seus pais adotivos a cuidarem do gado, do trigo e do milharal, e quando visitava a cidade grande próxima, ele ajudava os civis defendendo eles de assaltantes, explorando prédios pra protegê-los ou pra resgatar reféns, e mesmo sendo alistado ao exército de seu país, ele demorou muito pra lutar em uma guerra pois estavam, não só treinando para ele aprender a lutar com mais eficiência e ter uma disciplina no exército, estavam pesquisando também a origem de sua espécie e tecnologia, ao ponto que seu sangue foi extraído por 3 meses para conseguirem replicar seu DNA em forma de supersoldados.
Porém, depois da guerra que ele conseguiu vencer praticamente sozinho, uma grande nave havia invadido a Terra, e se dividiu em naves menores circulares que escureciam o céu, e Gary e os soldados foram enviados para impedir. Entre os Ursos Ditadores (que venceram a guerra contra os Dibalnar, mesmo que as Lontras Assassinas tenham sofrido mais baixas e seu povo tinha sido extinto pelas perseguições e pela destruição de seus planetas) e o exército da Terra selecionado para defender, só Gary sobreviveu, e mesmo com o Heilbjorn ainda o desafiando depois de ter perdido todo o seu exército, indo enfrentar Gary Stuart até destruí-lo, mas quando o seu amigo jornalista, Bob, interfere se segurando no Heilbjorn para salvar Gary, Heilbjorn o quebra seus braços, e o joga pra longe, o que irritou Gary Stuart, e mais forte pela fúria em forma de uma aura de fogo, ele bateu e surrou Heilbjorn, e o jogou ao sol com um raio cósmico que era possível ver de outros lados do planeta.
Depois dessa vitória, com o mundo em paz depois de todos se reunirem contra um mal maior, Gary Stuart ficou entediado vivendo na fazenda de seus pais, e foi à cidade procurar algum emprego diferente. Seu amigo Bob sobreviveu, e deixou ele morar com ele em sua casa, e o Gary começou a trabalhar de manhã como empacotador e repositor do super mercado que ele trabalhou, ele memorizou onde guardar cada fruta, cada garrafa, cada comida pronta de micro-ondas, em poucos dias, e com sua velocidade ele colocava tudo no lugar em um recorde de 11 segundos, ele não ia fazer mais rápido sem acabar danificando o mercado ou os materiais pra comprar, de tarde, ele trabalha como marceneiro e carpinteiro, e testando métodos que ele aprendeu em outros países durante suas viagens militares, ele podia encaixar tábuas de madeira sem precisar de prego, incluindo móveis ou partes das casas, isso fazendo ele construir casas inteiras em uma hora sem usar seus poderes, só usando o martelo para encaixar as peças, ou um minuto usando poderes, como sua telecinese para encaixar cada peça.
Na casa de Bob ele ajuda como encanador das pias e da privada, eletricista que consegue operar com os dispositivos ligados pois o choque elétrico não fere ele, assim como quando tem apagões a casa do Bob pode ter energia por umas horas pelo poder do Gary recarregar as luzes e a internet com sua eletricidade, e de noite, ele trabalha na Monkey Pizza como entregador de pizza, podendo voar em alta velocidade e levando a pizza quentinha em menos de 10 minutos, uma vez ele teve que entregar uma pizza muito longe, e isso levou 40 minutos, mas o cliente pagou principalmente porque o Stuart usou sua magia de fogo pra assar a pizza de novo e mantê-la quentinha. Com o tempo o Gary se tornou popular por sua história lutando pela Terra e depois por ele ter mudado de vida como um civil normal, e mesmo que tentassem expor algo de ruim que ele teria feito, ninguém levou em consideração, pois estavam tentando o difamar por verem ele como perigoso demais.
Depois de umas semanas, Gary se casou com uma jovem anônima, que esteve também trabalhando na Monkey Pizza para bancar a faculdade, e mesmo Gary nunca tendo usado uma única rede social, ele tinha vários contatos por telefone e convenceu um professor dessa faculdade que ele podia ajudar com um dinheiro que ele estava sobrando, e depois dessa moça se formar, ela também se casou com Gary. Quando eles tiveram dois filhos, Gary começou a ver no céu uma luz vermelha e amarela, brilhando em código morse, dizendo.
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Fim!
27 de dez. de 2025
A Fada e o Dragão
[Essa história será do mesmo multiverso que Cookieverso e companhia, dessa vez com um universo novo, com experiências novas, num tema mais fantasioso e romântico]
Era uma vez uma realidade distante, cujo sistema estelar principal, do sol chamado Skóll, liderado por uma grande deusa que, além de rainha, é tecelã do tempo, do destino e mãe de artistas que modelaram reinos e vida, com os planetas, em ordem do mais próximo ao mais distante de Skóll, os seguintes:
Nabu, um planeta, ainda que pequeno e leve, ainda bem próximo de Skóll, com ciclos agitados e tendências a voltas curtas durante sua translação, e seu deus é tenaz e sábio, um grande peregrino e estudioso.
Inanna, um planeta levemente maior, de tom verde quente e brilhoso, ainda que vazio e seco, apenas montanhas o dominam, ainda belo no céu em que ele passa, e sua deusa é bela, gentil e patroeira da vida, como uma rosa no deserto; Eósphoros, um planeta do mesmo ciclo que Vênus e, mesmo rico em vida e florestas, seu deus foi morto há muito tempo, acreditam que em sacrifício para defender seu universo.
Apsu, um planeta cheio de vida como Eósphoros desse sistema, ou a Gaia do sistema solar do nosso universo, e onde vive a humanidade; Muspelos, um planeta vermelho de tom intenso e chamativo, ainda que com rios secretos e um deus forte e cuidador de sua prole, e que a torna num exército contra as forças do Caos.
Elil, um planeta grande, nebuloso e resistente, ainda que verde de listas marrons e cinza, possuindo torres prateadas no meio de uma grande tempestade vermelha, lideradas por um grande ministro, o deus da força, do poder e da conquista; Ninurta, planeta dourado de anéis negros que brilham em prateado sob a luz das estrelas do Oceano Celeste, com uma deusa paciente para um planeta lento, e que junto de sua mãe, que é filha da deusa de Skóll, convenceu as outras artesãs a concentrarem seus esforços na vida na Terra, desde as plantas e os fungos mais básicos, até os animais dos menores aos maiores, os humanos para guiar e governar, mas ainda reconhecendo a autoridade do Céu.
No entanto, havia uma rocha prateada, que brilhava mais que as estrelas e o Oceano Celeste na maioria das noites, e por sua vez, a deusa de Skóll enviou seu marido, Arahma, para gerenciar aquela rocha, a nomeando como Máni, a lua de Apsu. Assim como o Caos, uma força que podia tanto criar quando destruir de forma imprevisível e inconstante, entrou em conflito com os deuses, e dessa guerra, uma rachadura em Apsu dividiu o Império do Homem no seu continente único em 6 continentes menores: Ani, continente nevado do Noroeste; Arya, continente montanhoso do Nordeste; Alo, continente seco e quente do Oeste; Anka, as ilhas que compõem o continente do Leste; Anahar, o continente florestal e tropical do Sudoeste; e Ajie, continente tempestuoso do Sudeste.
No centro, surgiu uma ilha central, dividida em dois biomas: A Floresta da Luz, que as artesãs uniram as forças positivas, formando assim os anjos, os cavaleiros brancos, as fadas e os peliazul, que entediados com a vida na floresta, viajaram pelo mundo, e tiveram seu próprio império em Arya, Anka e Anahar, e eram conhecidos pela humanidade como elfos; e a Caverna da Escuridão, que o Caos deu forma a ogros, trolls, os magos negros, as bruxas e os pelipedra, que traíram as forças da Escuridão, e migraram para Ani e, ao lado dos humanos, construíram a grande ponte A Manhã de Máni, que conectou-os a Arya, onde houve um conflito entre os pelipedras, apelidados como anões, e os peliazul, apelidados como elfos.
No entanto, uma fada brincalhona e que pregava peças em outras fadas e nos cavaleiros brancos, foi pega por ambos, e julgada pelos gênios, um tipo de elementais que intermediavam entre os biomas, e eles decidiram sobre aquela fada, "Pois declaramos que foi inconvenientemente demais para estar solta, mas leve demais para ser abatida em público. Lembre-se, viverá na Escuridão, com uma condição de volta, em que você deverá ter algum sinal de amor verdadeiro com alguém do reino da Escuridão". A fada implorou de joelhos pra não fazerem, mas dois cavaleiros a seguraram pelas asas, onde ela perdia suas forças, e a deixaram numa estrada da Caverna da Escuridão. A fada, chamada Aranb'aka, começa a perambular na Caverna da Escuridão, entre os pilares frios e intimidadores, as estalactites que choram um ácido verde, e estalagmites sérias que escondem serpentes.
No entanto, ela encontra um troll, e diz a ele "Oh, grande e feio troll, o que faz aqui?", o troll, entediado, só fala "Esperando a carroça da Ovelha de Ouro, por que?", a fada admite "Eu não posso estar sozinha, aqui está muito escuro", o troll fica com pena, deixa que ela fique próxima dele, e então, uma carroça de ovelhas douradas, que brilhavam na sombra da caverna, chega até eles, e os leva em troca de uma moeda de cobre, e o troll, enquanto espera muito, ele se abaixa e se encolhe, e parece uma grande pedra, mas depois de chegarem por uma vila, passando pelas chuvas verdes, os dois descem da carroça, e os dois se separam.
Aranb'aka encontra um ogro, e diz "Oh, grande e gordo ogro, o que faz aqui?", o ogro olha pra fada e diz "Estou regando cogumelos, por que?", e a fada diz "Estou com fome, e esses cogumelos lembram os de casa", e o ogro estranha o fato da fada falar com ele enquanto está em uma caverna que não era de sua natureza, ele pensa que é uma pegadinha, mas mesmo assim, ele só tira uns cogumelos maiores, pra preencher uma caixa que ela poderia segurar, e diz "Evita confiar em qualquer um, pequena", e Aranb'aka, confusa, saía cruzando uma rua, enquanto comia os cogumelos como se fossem petiscos.
Depois, ela passa em uma encruzilhada, atrás é de onde ela veio, à esquerda mostra becos e vias que sussurram algo incompreensível, à direita mostra lojas de máscaras, de migalhas e de maquetes de reinos nunca vistos, mas que os monstros pareciam saber por verem em seus sonhos, e à frente, tinha uma grande serpente, um dragão que estava passando, e Aranb'aka desviava da criatura passando e, curiosa, voava pra acompanhar aquela criatura de costas cinzentas e barriga flamejante.
Os dois tirando os copos de ouro e de prata do chão e reconsertando vasos rachados com um feitiço reparador comum, conseguem espaço para, com os vasos, os dois irem tirando as joias de ouro e alinharem um por um. Os vasos azuis com rostos de mamute eram para os totens de pedra que para Aranb'aka pareciam brinquedos, os vasos vermelhos com rostos de babuíno eram para artefatos mágicos que muitas bruxas de Anka e Anahar dariam a vida pra ter, os vasos marrons com desenhos brancos eram para o que parecia comida que Murum'dir ia comer mas estragou... ou no caso, e estragou, mas Murum'dir comia as carnes que ele tinha juntado, a Aranb'aka com nojo prefere só preparar os vasos verdes com desenhos amarelos ocre de pássaros, onde tinha muito algodão, linho e palha velha, e no baú tão grande que caberia eles dois juntos, eles tinham um tempo pra separar o outo e o cobre para colocar dentro.
Depois daquilo, eles marcam um encontro, no topo de um chalé de ponta-cabeça, contornado por sete pontes de madeira, onde eles podiam ver um grande rio escuro onde kelpies e pesadelos eram vistos correndo como pistas, e os basiliscos brigavam por suas fêmeas, ou grandes cabesimeses, lobos de duas cabeças cada uma com um chifre de cabra, uivavam para chamar seus companheiros de matilha, e os Ápis de Creta, touros de cor branca pálida azeda, eram pastoreados por um grande ciclope de três cabeças e seis braços, e que era pai dos garçons daquele restaurante. O ciclope garçom se enganou, e deu flores da tarde com molho de Inanna para Murum'dir e javali verde com raíz de sangue pra Aranb'aka, a fada podia só trocar os pratos de lugar, o que ela fez na hora que percebeu, enquanto o Murum'dir, só de frustração, soltou uma labareda no pé daquele ciclope, mas mesmo assim, o vinho eles dividiam, e aquele ciclope, preocupado com o erro que levou a ser machucado, até pergunta se eles queriam mais alguma coisa, e no fim, deu 10 moedas de cobre, mas o Murum'dir tinha mais que só isso, então, pagando com uma moeda de ouro, pede pros cinocéfalos músicos tocarem uma música favorita dele, e que por sorte, é uma música popular e fácil de tocar.
Aranb'aka não gostava da música, mas estava tão bem em ter uma "noite" saudável com o seu amigo dragão, a comida e o vinho estavam ótimos, mas enfim, um mago negro e um cavaleiro branco tiveram que chegar ao chalé, e avisar Aranb'aka sobre uma grande notícia, "Eu posso ir também?", diz Murum'dir, mas o cavaleiro diz que nem vai precisar. O anjo do fogo esteve conferindo a força e a segurança da Floresta da Luz e dos cavaleiros brancos, o anjo dos rios acompanhava os cuidados das fadas nos campos, e o anjo dos nove ventos cuidava das músicas, com os ventos refrescando o corpo e alma dos habitantes enquanto tocam nos furos dos bambus como suas flautas naturais, mas o anjo dos segredos esteve conferindo em seus arquivos, e lê um artigo da Aranb'aka estar se redimindo do que fez dias atrás, e diz aos gênios a consultarem ela mais uma vez.
Aranb'aka estava com medo naquele tribunal de novo, mas o seu pai diz que ela nem era pra se preocupar, afinal, ela não estava lá por culpa dela, apenas por dúvida dos juízes, e aparentemente iriam absolver ela, mas a Aranb'aka diz "E o Murum'dir?", as pessoas ficam com medo, perguntam sobre ela ter encontrado o dragão Murum'dir e estar intacta, o próprio dragão Murum'dir entra no tribunal, protestando, e a Aranb'aka o abraça, o mago negro que trouxe Aranb'aka admite não ter trazido ele também, mas parece que o Murum'dir não fez mal, mesmo que esse julgamento demorasse, e o mago negro tivesse que testemunhar.
O cavaleiro branco e o mago negro resolvem dar uma chance, de comprovar que eles se amam como no que condicionaram se Aranb'aka tivesse que voltar, porém, com a fada e o dragão voltando à Caverna da Escuridão, eles ainda estavam vivendo felizes, um ajudando o outro na vila, e a fada só estava melhorando o humor do dragão ao deixá-lo menos sozinho, e o dragão dava esperança à fada, mas mesmo assim, depois de 39 dias, a Aranb'aka teve que voltar pra casa, deixando o Murum'dir sozinho, e a Aranb'aka triste, tudo de novo.
Fim!
5 de mar. de 2025
Era Uma Vez, A Bela, A Fera e a Feia
Era uma vez, uma nobre família real que liderava na Espanha, e que teve sete filhas e apenas um filho, que embora esse filho nascesse mais sábio que todos do reino, ele era monstruoso, e mesmo que os monges tentassem matar o filho pelo rei e pela rainha, o próprio garoto, no primeiro dia de vida, o avisou que, se ele morresse, todo o reino sucumbiria. O garoto cresceu forte e alto, mas agressivo, difícil de controlar, e enlouquecia à Lua Cheia, aos poucos ele ficou mais animal e bestial, e quando ele matou o próprio pai, ele foi nomeado rei daquele reino, era difícil ter amor além do que a mãe e as irmãs traziam, e sabedoria além do que ele viu com os monges, e sozinho depois de adulto, ele ficou mais frio e cruel, as pessoas tinham medo de contrariar e eram fracos demais pra enfrentar ele, e os guardas protegiam o povo do rei, ao invés de proteger o rei do povo.
Bela de Las Nieves é uma filha de um sapateiro bem gentil e uma costureira bem bonita, que buscava ajudar sua família o quanto podia nas ruas fedidas que vivia, e ela escrevia e desenhava como podia imaginar essa Fera, o que leva uma nobre horrorosa, chamada Julia Juana, a contar uma fofoca sobre uma burguesa da baixa casta que estava interessada no Rei Bestial, o que leva um mensageiro enviado por essa Fera a anunciar à família de Bela, em que ela precisava ver o rei urgentemente.
Foram pedidos os tecidos mais leves, os corantes mais vibrantes e um perfume que purificasse o odor dos meses suados de Bela, e levada por uma carroça até o castelo, foi bem recebida pelo rei, que acompanhou a jovem moça ao castelo atualmente só habitado pela própria Fera e seus criados, enquanto a mãe faleceu da peste e as irmã se casaram com gente de outros reinos, naquela solitude, a Bela podia finalmente confortar o seu coração.Paralelamente, Julia veio a ajudar os pais de Bela, pagando algumas despesas com moedas que, se coubesse na fortuna dela, teriam espaço que parecia infinito, e o cavaleiro marido dela, conferindo a casa, vê que estava feia e caindo aos pedaços, o que leva ele e Julia a convidarem um dos seus vassalos para ajudar os pais e os irmãos da Bela a limparem a casa, e de tábua em tábua, eles conseguiam limpar as partes sujas e trocar as partes podres, estava tudo tão renovado que, pra alguns, não era a mesma casa, mas pra quem esteve fazendo parte do processo, se via que era a mesma casa, apenas limpa e restaurada. A Fera, não apresentando tantos problemas de antes, soava bem diferente do que Bela achava, e vendo as cruzes invertidas nas paredes e uma pintura macabra próxima da cama, ela foi procurar saber o porquê daquilo, mas Fera admitia.
"Meu pai nunca teve um filho homem antes de mim, e pra me conceber, ele se deitou com a princesa dos demônios, e como pode ver, nunca apareci numa igreja, nunca me batizaram, e as cruzes parecem tão estranhas pra mim, mas algo que eu lembrava é que o amor me fortalecia, e me deixou distante da minha linhagem das trevas, mas hoje me dizeram que uma Lua de Sangue está a caminho essa noite, se esconde no meu quarto e vire as cruzes quando o sol se pôr"
Bela estava escondida e assustada, não entendia por que todo esse processo, ou se eles iriam sobreviver juntos, mas quando a Fera, insana, quebrava a porta do quarto enquanto carregava o corpo de um cavaleiro, a Bela segurava uma cruz para cima e outra para baixo, e aquilo aparentava paralisar a Fera.
"É uma cruz de Cristo e outra de São Pedro, lembre-se, você não é como nós humanos, mas é tão imperfeito quanto eu, mas eu já vi homens serem piores que você, por favor, Rei Fera, se controle, eu te amo"
A Fera adormece, e deixado na cama em segurança e com Bela dormindo no quarto de uma das irmã, ela sonhava então com oito mulheres,uma mais nova que a outra, derrotando uma figura irreconhecível, maligna, de 10 chifres e um corpo feminino que misturava vários animais, e elas acenavam à Bela, e subiam ao que parece o Céu. A Fera acorda e estava o mesmo, porém, sem o mal de seu sangue, e a Bela, então, o abraça, e com um casamento sendo anunciado, eles viverão felizes, a mãe da Bela estará mais próxima da nobre da qual se tornou amiga, e o pai e os irmãos agora faziam roupas mais limpas e de melhor qualidade pros nobres, e podiam tomar banho uma vez por mês agora, e a Fera teve 12 filhos saudáveis e humanos com a Bela, que irão herdar seu trono.
Fim!
Era Uma Vez, Ella, Cinderella
Era uma vez, no Norte da França, uma bela jovem gentil chamada Ella Blucoeur, porém, cujos pais foram mortos misteriosamente, e a amante do próprio pai, chamada Amélie Durand, junta com suas filhas bastardas, resolvem tomar conta da casa da agora órfã Ella, e por um tempo, parecia seguir normalmente, porém, Ella começou a limpar bem mais a casa para a sua família nova quando voltava da sua escola, e embora a irmã Iana Durand desprezava a Ella e até sujava mais ainda a casa, andando de sapatos sujos no chão recém-lavado, fingindo limpar enquanto esconde poeira debaixo dos tapetes caros de herança da mãe da Ella, ou deixando migalhas do que comia para que aparecessem ratos que se escondiam nas paredes, a outra irmã, Selene, ajudava o máximo que podia, embora ainda tivesse medo dos ratos e mal conseguia lidar com as poeiras, a madrasta só fingia que nada estava acontecendo, porém, terá um baile durante a noite seguinte, que terá uma bela Lua de Colheita.
Mas, dos vestidos que tinha, mesmo tendo dois vestidos, tinha quatro mulheres na casa, e a Amélie, pensando no que fazer, até pede ajuda pra Ella escolher quais usarão, e Ella, se importando com as irmãs novas, dá os vestidos pras duas, e diz pra elas poderem ir, a madrasta Amélie achava estranho, mas aceitava, e elas três, com Amélie tendo seu próprio vestido, ia com as irmãs naquela noite, enquanto Ella limpava a casa, e só tinha os ratos para com quem conversar, no entanto, das cinzas grossas, antes cinzentas da madeira queimada da lareira, agora amarelas como girassóis de verão, se levantava uma fada de cabelos, roupas e asas amarelas, que dizia a Ella que foi madrinha da mãe dela, e podia resolver aquilo, e pedia para ela e os ratos saírem da casa para a magia acontecer, e com um canto de palavras mágicas que só a fada entendia, a maior abóbora do campo virava uma carruagem, um casal de esquilos vira um cavalo e uma égua, alguns dos ratos ganham formas humanas para acompanhar e servir à Ella na viagem, a casa já estava limpa, com cada poeira e cinzas sendo acumulada sobre as mãos da fada que, enquanto a roupa velha dela virava um vestido de gala azul como safira, a fada com a própria força transformava aquele pó em diamante, e depois remodelava em sapatilhas que encaixavam perfeitamente nos pés da Cinderella, era encantador.Porém, a Fada Madrinha não terá muito tempo, pois ela terá que ir embora à Meia Noite, junto com sua magia, como no casamento da mãe dela, e então, Ella, com pseudônimo Cinderella para o baile, vai ao baile com aquela carruagem, com seus companheiros meio ratos, guiada pelo casal de cavalos, e então, Cinderella ganha a oportunidade de dançar com o Freudrich, um filho do rei que começou aquele baile, e que estava indeciso com quem dançar pois, entre as feias, tinha Iana e Selene, e entre as bonitas, todas pareciam iguais demais, e parecia que ele já dançou com todas mas não teve interesse suficiente, e então, Cinderella e Freudrich dançam alegremente, a Iana estava brava, a Selene estava feliz, e Amélie não entendia, mas nem a Cinderella teve muito tempo, e dizia que tinha que ir embora, com ela e seus companheiros animais tendo que ir embora antes que tudo se desfizesse, o vestido voltava a ser um vestido vagabundo de faxineira, a carruagem se desintegrava em uma abóbora rachada, e o rato cocheiro e o rato bagageiro jogam Cinderella para se segurar nos cavalos, mas enquanto os servos voltavam a serem ratos, os cavalos voltavam a serem esquilos, e Cinderella, apressada, volta pra casa, deixando os sapatos para trás, que saíram dos pés devido ao acidente.
Os sapatos não eram transmutações, mas remodelações, do diamante que a Fada Madrinha coletou sem uma magia prévia, tal qual a carruagem de abóbora, e por isso se mantiveram, e a Amélie e suas filhas, sem entender, acharam os sapatos depois de restos da abóbora, achavam que a tal princesa havia morrido, e levaram os sapatos embora. Iana tentou calçar, mas eram apertados demais e espetavam suas unhas recentemente encravadas, e Selene caçou também, mas eram grandes demais, até se soltavam fácil, restou Cinderella, que calçou e, com medo de alguma repressão, contou como foi, a madrasta Amélie, curiosa com aquilo, a diz uma coisa.
"Mas por que fugiu?"
"Como eu disse, eram mágicos, mas também condicionados a desaparecerem à Meia Noite, nem sei como eles continuam intactos"
"Bem, talvez seja um sinal?"
"Mas que sinal?"
"Cinderella, o príncipe gostou de você, não só por ser bonita, mas por se destacar entre as demais, se você quer mudar de vida, basta pedi-lo em casamento"
Cinderella, entendendo da madrasta, tira um tempo criando um vestido novo, levemente parecido com o que usou na última noite, porém, o vestido saiu levemente feio, desarrumado, até do tamanho errado, mas arrumando e recosturando, ela foi corrigindo o vestido, não era nem um pouco perto da perfeição daquela noite, mas devia ser útil, e com o vestido e os sapatos, ela veio ao castelo onde estava Freudrich, e pediu ele em casamento. A madrasta Amélie foi a madrinha e a Selene foi a dama de honra, e Iana, vendo que perdeu muita coisa, buscou se desculpar com a Cinderella, e não sendo perdoada, ficou de castigo por um mês, a Selene pôde namorar um sapateiro da cidade, e a Iana continuou morando com a mãe e ajudando na casa, até namorar um carpinteiro que pôde ajudar ela a mudar de vida, mas Cinderella e Freudrich viveram felizes do jeito que estavam.
Fim!
4 de mar. de 2025
Era Uma Vez, Branca de Neve
[Essa história obviamente vai ter muitos elementos originais, que não tem nem na Disney, nem outros desenhos e live actions, nem nos contos dos Grimm, e incluir elementos mitológicos e históricos]
Era uma vez um reino na Alemanha, em que havia um pequeno grupo de anões que seguia um rei muito bondoso, seja pelo trabalho braçal pelas belas joias, ou pelo seu chefe, o Mestre, ser um grande herborista e astrônomo, que pôde ajudar a filha do rei após o nascimento com a sua medicina e ao saber de seu futuro promissor, porém, a rainha não sobreviveu, e o rei, procurando uma nova pretendente para acompanhar seu reinado e cuidar da princesa, chamou a nobre Emília Antonieta, porém, depois de convencer três dos anões a conseguirem alguns cogumelos para o que ela prometia ser uma poção que ela planejava, se dizendo ser tão interessada na alquimia quanto o Mestre.
Misturando num caldeirão com os anões, ela fez um forte veneno que poderia matar o rei em menos de uma hora, e então, depois de tamanha traição, a rainha Emília acusou os anões, e então, por mais cruel que fosse o regicídio, os anões eram muito valiosos, e como punição que podiam, os exilaram, e só sete restaram, e foram condenados a trabalharem mais pesado nas minas, não tendo tempo para trabalhos mais delicados como a medicina, que a própria rainha tomou os cuidados, e as joias das minas eram tão preciosas que a rainha tomava o máximo que podia delas, nem precisando cobrar os impostos dos plebeus.
Emília Antonieta, uma vez por dia, consultava o Espelho Mágico, um espelho modelado, esculpido e polido das pratas mais puras do pai dos sete anões, Durin VII, como presente ao próprio rei, com um feitiço que o pudesse dizer a verdade nos reflexos, e a Rainha Má, Emília, sempre perguntava: "Mágico espelho meu, escravo da parede do castelo, há alguém mais bela do que eu? De alma e corpo tão belo?", o Espelho Mágico muitas vezes dizia que era a Emília a mais bela, porém, quando a princesa Branca de Neve, filha de Carlos de Neve VIII, se tornou adulta, o Espelho começou a dizer que era a Branca de Neve, "suas pernas são como rabanetes, seu busto é suave mas cheio, seu cabelo é vermelho como as maçãs anglas, e a pele é branca como neve do Inverno, a alma dela também é limpa como a de um anjo".
Emília perguntava mais vezes, em mais dias, ao saber que a resposta mudava, podia ser temporário, e Emília já havia cuidado de sua enteada por muito tempo, pois era a única herdeira dela, e ela não iria fazer mal a alguém novo demais pro mundo, porém, se vendo destronada no que ela via como sua única virtude, a Rainha Má estava se irritando, e estressando, mas ainda querendo se livrar dela, contrata uma tríade de mercenários: Sumaco, o magro de ossos, Balício, o gordo de açúcar, e Peçanha, o fedido descalço, eles foram enviados para abater a Branca de Neve, e poderão ir embora com dez dos diamantes mais lapidados em troca sem serem vistos.
Porém, quando o Sumaco, o Balício e o Peçanha iriam pegar a Branca de Neve despercebida, que por sua vez ela estava lendo um livro e cantando com pombas brancas limpinhas, os três se atrapalham todos, o Sumaco tenta explicar o plano com os outros dois, mas os dois eram estúpidos e entenderam tudo errado, o Balício tenta resolver do próprio jeito, indo pegar a Branca de Neve numa rede, mas ele pega três das pombas por engano (duas brancas e uma vermelha), que voam em direção dele e furam um olho dele, depois, cagam no Sumaco e no Peçanha, que nem tinha tomado uma atitude, porém, no dia seguinte, Sumaco tenta fazer uma armadilha, com uma arapuca perto de um pequeno caminho que a Branca de Neve passava, que seria acionada num fio, a Branca de Neve andava no vale cantando, mas nenhum passo dela tocou no fio, o Peçanha tenta alcançar ela, mas pisando no fio, pedras caíam, e o esmagavam, ele tenta sair mas estava todo acabado, e o Balício, não gostando daquilo, no dia seguinte, tenta avisar Branca de Neve, os dois conversam ao lado de um poço, e dizem.
"Branca de Neve, você precisa sair daqui"
"Oh, céus, mas por que?"
"A Rainha Má, ela quer você morta, meus irmãos tão tentando ajudar nisso, mas não pude seguir com eles, não posso fazer nada, eu... eu..."
Balício é atropelado por um porco, que aparentava proteger a Branca de Neve, mas o Balício, desesperado, pega uma adaga fina de aço, e corta a barriga do porco, ele pede pra Branca de Neve ir embora, e então, os outros dois têm uma ideia: Tirar o coração daquele porco e levar para a Rainha Má.
Com o coração numa caixa e acreditando ser o da Branca de Neve, mas descobrindo com o Espelho Mágico que não era, ela se enfurece, tenta procurar a Branca de Neve, mas ela já desapareceu, ela tenta achar os mercenários, mas eles foram embora com os diamantes, Branca de Neve corria na floresta, mas se perdendo, se encontrava numa clareira rodeada de cervos, pássaros, esquilos e tartarugas, que a resgatam e deixam mais próxima de uma casa aparentemente menor que as casas normais daquele reino, e então, dois anões gêmeos, que eram ditos fracos demais pra trabalhar e ficavam na casa cuidando dela, a socorrem, aqueles eram Atchim (alérgico, de nariz sensível, limpa a casa pra ficar impecável e longe das poeiras que o atormentam, e o faria fazer espirros que bagunçariam tudo) e Soneca (que dorme muito, tenta ajudar com a jardinagem e o cuidado dos quartos, mas era demorado pois ele nunca tinha energia).
Os outros cinco estavam minerando nas cavernas e extraindo joias e ouro aos montes, eles tinham uma certa força, mesmo que seu maior destaque era a magia, o Zangado (temperamental, impulsivo, de certa forma protetor e de guarda alta) explodia pedras pra abrir caminho, Feliz (otimista, esperançoso, irmão mais novo do Zangado) e Dengoso (delicado, gentil e amigo dos outros) não tinham como usar suas magias nesse trabalho, Dunga (o mais novo, e que pela situação nunca aprendeu a falar) não aprendeu a sua magia, e Mestre (o líder deles e inteligente) extraía água e algumas ervas para que eles pudessem durar mais um pouco no trabalho, e só precisassem sair à noite.
Falando em noite, chegam eles na casa, e estranham uma moça duas vezes o tamanho deles, ao lado de esquilos e passarinhos arrumando partes da casa, com ela e o Atchim varrendo o chão e os animais lavando os móveis e a louça, e o Soneca, indo tentar explicar, acaba caindo de sono na escada, Zangado foi tirar satisfação.
"Atchim, o que você pensa que tá fazendo? Com esses bichos do mato aqui na cozinha e uma humana conosco? E se a rainha souber"
"Não se preocupa, com todos aqui na casa o trabalho ficou muito mais eficiente, e não se preocupa, ainda temos açúcar e morangos por mais essa semana"
Mestre ficava curioso com aquela situação, e chama Branca de Neve pra conversar com ele no quarto, e com isso, eles se veem que tinham um pouco mais em comum, ao saber que a Rainha Má também tinha ido atrás dela por uma armadilha, mas não sabiam como ir atrás dela, os anões haviam se espalhado, e boa parte dos utensílios mágicos do Mestre ficaram no castelo, mas Branca de Neve diz que, enquanto eles procuravam uma solução, ela podia ajudar eles.A Branca de Neve se juntou a eles na casa, e até construíram uma cama própria pra ela em um espaço mais livre, e no meio das decorações, estátuas de madeira de uns patronos dos anões tinham pequenos rubis, diamantes e minérios de ouro, a Branca de Neve sabia do valor delas, e o Dengoso avisava que era o que eles mantinham escondido pra ter um mínimo para pagarem outras contas, pois a Rainha Má não entregava comida ou proteção a eles, mas entre as ajudas da Branca de Neve, além dos serviços em casa, eram:
Dunga ficou esses dias em casa, com a Branca de Neve aprendendo algumas palavras até o Dunga conseguir falar elas por si só, e pra facilitar, ela ensinou ele a cantar também, sua voz estava boa e também encantava os animais ao redor da casa. O Feliz e o Dengoso tinham um certo medo da floresta, mas a Branca de Neve os acompanhava, seja para eles irem com os outros para as minas, ou para buscarem folhas para um projeto que o Mestre tinha perdido depois da morte de Carlos de Neve.
Projeto esse era meramente uns remédios que o Mestre fazia pro povo, mas que foram proibidos durante o reinado da Rainha Má, e com menos trabalho em casa, era uma corrida contra o tempo, eles juntaram mentas, hortelãs, mel das abelhas e ervas helênicas e ctônicas para poder tirar as alergias do Atchim, e trocando o mel por camomila e as ervas ctônicas por etéreas, restaurar o sono do Soneca, e o Zangado, embora bem velho e experiente, fumava muito o seu cachimbo, e tirar o cachimbo poderia piorar pra mente dele, então, em vez de parar o cachimbo de uma vez, eles recomendavam que ele só fumasse com menos frequência.
Depois de um tempo, Zangado mascava umas ervas rosa e violeta que o Mestre e a Branca de Neve acharam com ajuda dos sapos, e se sentia mais aliviado de mente e coração, porém, a Rainha Má estava de saco cheio, e se disfarçou, matando a velha empregada do castelo e vestindo a carne dela como um corpo temporário, e então, com a mesma receita de cogumelos, ela pinta um dos lados de uma maçã com o mesmo veneno, que deixava um pouquinho mais murcho e verde, mas ainda comestível, e então, ela vai à mesma floresta, e à mesma casa, quando os anões, indo todos à mina minerar, confiaram que a Branca de Neve poderia cuidar da casa com apenas a ajuda dos bichos, ela recebe a visita da "Empregada Maria".
Branca de Neve se sentia feliz em ver a "Maria", mas a empregada, fingindo desinteresse, afirma que a Rainha Má estava com saudades e tentava entregar aquela maçã como um voto de confiança, mas a Branca de Neve, sabendo que ela provava as comidas do seu pai e da sua madrasta, a mandava morder a maçã para testar.
"Pois morda, mesmo que só um dos lados, é da sua lealdade que você protegesse o meu pai e aquela madrasta imunda dessas armadilhas"
"Ora, pois eu aceito a sua ordem... Filhinha"
A bruxa morde a maçã com desgosto, mas acertava o lado saudável e engolia, e a maçã, rindo confiante, mordia a maçã e comia o resto dela, só sobrando o fruto em que ficavam as sementes e o cabo, mas a Branca de Neve se sentia mal, e caía, a Rainha Má, ainda disfarçada, ia embora, rindo sadicamente, e ãs toupeiras, que estavam de vigia, cavam em direção das minas e avisam os anões, que, chocados com o ocorrido, mas furiosos com tamanho sacrilégio, largavam as picaretas, e forjavam espadas e armaduras com os minérios de hematita que acharam nas cavernas e a Rainha Má tanto ignorou, e armados e protegidos, montados nos cervos como seus cavalos, avançavam contra a Rainha, mesmo disfarçada, ainda reconhecida pelos animais.
Atchim com os ventos e Mestre com as chuvas faziam uma forte tempestade que atrapalhava a Rainha Má, Feliz cria uma ponte com luzes de múltiplas cores para dar um atalho a eles, Dengoso fazia as árvores se moverem e vinhas e gramas criarem barreiras para atrapalhar o caminho, a Rainha Má ainda tentava correr, rasgando a carne do seu antigo disfarce, e pegando um pássaro no meio da chuva, e o mordia e devorava inteiro, absorvendo suas asas e tentando voar, Dunga comandava os animais para impedirem ela, e um falcão voava para rasgar o rosto da rainha, Soneca segurava a Rainha Má, rendida e no chão, para que ela ficasse paralisada e dormente, e Zangado, descendo primeiro de seu cervo maior, avançava até a rainha, e com sua espada, cortava o pescoço da rainha, fazendo a cabeça dela cair com um rosto horrorizado, enquanto o Zangado, irritado, emitia uma chama explosiva que desintegrava o resto do corpo da Rainha Má, e em seguida, segurando a cabeça dela, declarava:
"Meus irmãos, meus primos e meu primogênito, depois de anos dessa tirania, essa rainha vagabunda está agora morta!"
Os anões comemoravam a morte da Rainha Emília naquela noite, mas no dia seguinte, preparavam um enterro para a Branca, que por não ter familiares por perto, só restava ficar entre os anões, porém, o príncipe Encantado de Castela, um primo distante da Branca de Neve, sobrinho da mulher de Carlos de Neve, Diana de Castela, esteve a cavalo para visitar seu reino ao lado de seus vassalos, soldados e escudeiros, porém, todos estavam sem entender aquele enterro, aqueles seres tão mágicos, tão tristes, e o Encantado se voluntaria pra ajudar eles, e o Mestre só dizia.
"Você conhece a Branca de Neve?"
"Sim, eu conheço, ela é uma prima minha dessas terras"
"Ela... não tá mais entre nós, e não pudemos anunciar tão bem"
"E-espera, talvez esteja falando muito cedo, possa ter uma solução"
Feliz dizia que dessa vez não havia solução pra morte, e que a Branca de Neve agora pode estar no Céu e cantando com os anjos, Dengoso dizia que ela podia estar tomando mel e comendo carne de javalis celestiais no Valhalla, o que eles interrompem e tapeiam, pois o Encantado não entenderia, o Encantado, pensativo, reconhece o Mestre, e o diz sobre eles poderem resgatar os artefatos do castelo do reino.
Os vassalos ajudam a carregar o caixão, e levar a um lugar seguro na vila, os plebeus estavam chocados, os nobres, vendo de longe, estavam extremamente tristes, e o Mestre diz que precisavam reunir outros anões que também o ajudavam, e com isso, a notícia da morte definitiva de Emília Antonieta e a possível morte da Branca de Neve, e os anões voltavam ao reino, e investigando tudo, era descoberto os planos da Rainha, ainda mais quando o príncipe Encantado perguntava ao Espelho Mágico, e em dois dias, Mestre havia feito uma poção nova, juntando todas as bondades do reino, para assim ressuscitar a Branca de Neve, e que o Encantado decidia passar para ela.
O ritual envolvia passar essa poção com cuidado na pele da princesa, que está inteiramente despida e numa banheira, e quando sobrar os últimos mililitros, ele tinha que colocar na boca da Branca de Neve, que então, acordando como se fosse de um sono, estava envergonhada de ser vista assim pelo seu parente, mas o Encantado dizia que estava tudo bem, ainda mais de terem ela de volta, e então, eles se beijam.
Branca de Neve e Encantado de Castela se arrumavam para, no dia seguinte, se casarem em uma festa muito incrível, com o Dengoso declarando eles mulher e marido, e o Dunga levando eles de volta ao castelo com a carroça dos anões, antes velha e decaída, guiada por um burro velho e doente, agora de madeiras firmes e nobres, guiada por um dos cavalos mais novos do Encantado, e aquele viveu feliz para sempre.
Fim!
2 de mar. de 2025
Era Uma Vez, Pinóquio
Era uma vez, em uma região de Toscana, na Itália, uma árvore falante que fofocava e resmungava para as pessoas da cidade, até que, furiosos, os lenhadores derrubaram a árvore a machadadas, a árvore aparentava morrer, mas Gepeto, embora não tão rico, ainda muito amável e popular na cidade, comprou muito daquela madeira para, nela, esculpir algumas bonecas artesanais para a própria filha, mas então, Gepeto encontrou na árvore o que parecia um coração com textura de uma maçã ou bolota, e então, achando que a filha precisaria de um boneco masculino para acompanhar, ele colocou aquele coração no último boneco que esculpiu, e então, enchendo com uma borracha da seiva da madeira, e selando numa tábua do tronco, a madeira parecia voltar a viver, e essa madeira foi chamada de...
"Eu... Eu voltei?"
"O que?"
"Desculpa, acho que eu tinha uma outra vida e... nossa, meu corpo ainda é madeira, mas sabe, você me salvou, qual é o seu nome?"
"Sou o Gepeto, mas pode me chamar de Pai, e você, eu acho melhor te chamar de Pinóquio"
"Pinóquio? Obrigado, pai"
Depois de um tempo, Pinóquio, por um tempo, ficou amigo da filha de Gepeto, chamada Giulia, e brincava como se fosse um tipo de mini teatro que deixava ela feliz quando ela estava em casa, porém, nessa época e em um evento que Pinóquio e Gepeto se sentiam tristes de lembrar, Giulia faleceu de Varíola, e foi enterrada num funeral com a família deles, e algo que só Pinóquio conseguiu ver era o espírito de uma mulher escura com asas de borboleta levando a alma de Giulia para o Céu.
Depois disso, Pinoquio estava triste demais, e Gepeto, com o dinheiro que conseguiu com a carpintaria, que por sua vez lucrou muito com a fama de "o homem que animou madeira", comprou roupinhas para Pinóquio, e uma enciclopédia nova para que Pinóquio estudasse e pudesse ir a uma escola, quem sabe ele poderia se renovar e ter amigos novos, mas Pinóquio, seja malvisto por ser um menino de madeira, e julgado como uma aberração, se sentia pior por tudo não parecer o mesmo, e então, ouvindo falar de um circo que estava chegando à cidade, ele resolve visitar lá e, então, um grilo vestido e maquiado de palhaço convida Pinóquio para ele dançar ao lado dele e das bailarinas, os jovens e os adultos estavam impressionados com aquilo, e no dia seguinte, mesmo com as pessoas querendo ver mais "o garoto de madeira e Consciência, o palhaço", o Pinóquio não voltou, ele estava de castigo por Gepeto por ter se colocado em risco com desconhecidos, e por não ter contado sobre quando não voltou pra casa tão cedo.
Mas quando Pinóquio voltando pra casa depois de ainda poder ir pra escola, uma raposa pirófaga (que faz pirofagia, de engolir e cuspir fogo) e um gato engolidor de espadas, vendo a oportunidade, o tentam a participar do circo mais uma vez.
"Ei, você gostaria de ir ao circo de novo?"
"Mas o meu pai escondeu o bilhete, não posso ir hoje!"
"Não se preocupa, você pode ir de graça, e será uma atração!"
Com isso, Pinóquio visita o circo de novo, e enquanto participava de um teatro bobo com o grilo Consciência, se assustava e corria ao ver, na imagem de uma das bailarinas, a imagem daquela mesma imagem mística que viu naquela vez que perdeu a Giulia, e mesmo fugindo do circo, não foi pra casa, mas pra floresta, onde ele se sentia confortável também, como se fosse as suas origens, ou o colo de uma mãe, mas então, o gato e a raposa o encontram e, mesmo com Pinóquio tentando se justificar, e seu nariz crescendo e mostrando como não conseguia disfarçar, castigando por ter atrapalhado o próprio show do circo, o espancam, o furam, o pregam numa árvore, e o penduram, eles achavam que ele sufocaria daquele jeito, mas o garoto era de madeira, e só estava se assustando com a situação.Gepeto, preocupado ao ver que Pinóquio não estava voltando de novo, e então, ia ao circo gritando "Cadê o meu Pinóquio!? Cadê o meu Pinóquio!?", o que o Consciência ouvia e estranhava, e então, chamando a sua namorada Mable, ele ia atrás resgatar o Pinóquio, e então, o encontram pendurado na árvore, enquanto o gato e a raposa só saíam ao verem que seriam vistos, mas eles foram vistos, e a Mable, mostrando sua verdadeira face, desfigurou os dois, os revertendo à forma original deles, de um gato e de uma raposa.
"Pinocchito, o que aconteceu!?"
"Esses canalhas me violaram de todas as formas que puderam, e tentaram me matar, me tirem daqui!"
"Não se preocupa, eu consigo!"
Consciência tira Pinóquio de cima da árvore e leva de volta ao Gepeto, e resolve deixar de trabalhar no circo pra cuidar do Pinóquio, e depois de recuperado, e de uns dias estudando normalmente, Pinóquio não viu mais o circo, mas viu um pequeno bar que estava vendendo refrigerantes para os pequenos e cervejas para os grandes, e tendo uma pequena mesada, ele tirava uns dias bebendo aquele refrigerante depois de sair da escola, porém, algo estranho acontecia: Os refrigerantes, à base de vinho, tinham um álcool e era usado para um esquema em que as crianças, ficando bêbadas, "desapareciam misteriosamente", o que ninguém estava associando aos refrigerantes, parecia uma loucura, e o misterioso (ao menos para os trabalhadores do bar) era como o Pinóquio, mesmo bebendo já 3 litros disso durante a semana, não sofria nada, ele conversava com os outros por lá umas histórias que obviamente eram brincadeira, mas seu nariz aparentava crescer.
Consciência estava naquele bar pela cerveja, mas depois de ver que seu novo amigo estava gostando daqueles refrigerantes, comprava refrigerante pra tomar junto também, porém, em um dia desses, o Consciência se sentia estranho e os trabalhadores, vendo a oportunidade, tentavam levar ele embora, o que o Pinóquio percebe de estranho e tenta resgatar o amigo antes que fosse tarde, porém, os dois param em uma jaula estranha, enquanto ambos viam dali um grupo de burros falantes.
Os dois estavam assustados, mas aparentemente, os burros não falavam, mas choravam, o Pinóquio tentava conversar com eles, que admitiam terem visto o Pinóquio ou até eram colegas dele da escola, e então, Pinóquio e Consciência tiram um tempo pra conversar, e trocando ideias, veem que havia uma maldição naqueles refrigerantes, em que depois de beberem por uns dias eles viravam aqueles animais, e então, todos eram mandados a sair da jaula por algum tipo de capataz, que a chicotadas, expulsava os burrinhos, o Pinóquio e o Consciência, que em vez de um burro, estava se transformando numa maria-fedida.
"Espera, o que tá acontecendo com você?"
"Eu sou um grilo, garoto, eles tavam virando uns mamíferos de muito baixo nível, e eu, tô virando um inseto verde de baixo nível, estamos lascados!"
"Ah, não, eu não quero virar um cedro!"
O capataz, então, chicoteia mais ainda, para os dois saírem, mas ao bater demais no Consciência em forma de maria-fedida, aquilo começava a feder, o que fazia os burros e o capataz desmaiar, e o Pinóquio tenta ao menos socorrer o amigo, enquanto, não precisando respirar, e só comendo e bebendo para absorver os produtos e crescer, ele não sentia cheiro nenhum, e ele até tentava se recuperar ao lado do Consciência, o Pinóquio, cansado, dorme, o chefe daquele bar e daquele esquema, que o Pinóquio só sabia que se chamava Hanz, levava os dois enquanto dormiam para o Oniryu, um dragão marinho que conduz o navio burreiro em que estavam, devorar eles.
Ambos acordavam deslizando para a garganta do dragão, o Pinóquio tenta segurar com a mão direita o Consciência e evitar que ele caísse, enquanto com a mão esquerda segurava a úvula de Oniryu.
"Espera, você ainda tentou me salvar?"
"Sim, é que... Você sabe, você pode ser bem mais velho que eu, mas você foi um dos poucos que simpatizou comigo fora da minha família"
"Então isso quer dizer que..."
"Sim, Consciência, você foi o meu melhor amigo, desde o dia que perdi a minha irmã"
"Irmã?... Sabe, Pinóquio, eu não sou tão velho quanto acha, eu posso ser muito mais novo que você acha"
"O que!?"
"Sim, sabe a fada Mable que me salvou? Eu era só um grilo qualquer, e lembro de quando morri ter visto uma luz azul me resgatando"
"Espera, essas luzes azuis significam AAAAAAAAA"
Com uma tosse forte, Pinóquio e Consciência caíam, mas Pinóquio usa seu nariz para se pendurar e cravar no fim do esôfago do dragão, pouco antes deles chegarem no ácido, ou pelo que parecia, uma piscina de fogo, o Consciência se sentia extremamente mal, não fisicamente como um enjoo, mas emocionalmente, de ter deixado o Pinóquio naquela situação por sua vulnerabilidade, mas então, Consciência diz o que faltava.
"Pinóquio... A Mable me ressuscitou, ela violou uma regra das fadas de não levar as almas de volta ao corpo, e como reparação, viveu comigo todo esse tempo... Cuida da Mable por mim"
"Consciência, não!"
Consciência se solta do Pinóquio, e era digerido pelo fogo, e o dragão, se sentindo mal, vomita uma forte chama, que empurrava Pinóquio com tanta força, e quebrava ele tão intensamente, que só a sua cabeça voltava à Toscana, e ainda com o seu nariz se partindo até o tamanho inicial, Mable e Gepeto, que estavam o procurando, o acham, e quando lhe perguntavam o que aconteceu... Pinóquio apenas diz.
"O Consciência, ele... se sacrificou por mim"
Mesmo ele só dizendo aquilo pra omitir o pior, seu nariz não cresceu, aquilo só crescia quando Pinóquio mentia, e mesmo omitir sendo pior que mentir, não seguia essa maldição que Pinóquio seguia, e o Pinóquio sabia que no fundo era verdade. Gepeto construiu um novo corpo para Pinóquio mas, sem o coração de fruta, ele não teria muito tempo de vida, e Mable, a fim de dar uma última chance ao tal último amigo do Consciência, transforma aquele corpo de madeira do Pinóquio que, sem mais madeira mágica, era apenas carvalho genérico, em um corpo humano, que Pinóquio só percebia, depois de acordar no dia seguinte.Mable dizia ter ido embora, e dito aos dois que agora eles teriam que encarar a vida e os próprios erros, e aprender com eles, Gepeto tinha um filho vivo depois de muito tempo, e Pinóquio podia sentir como é ser um garoto vivo, e eles viveram felizes por muito tempo.
Fim!
1 de mar. de 2025
Vida Secreta da Vovó
Era uma vez, num país habitado pelos raposinos, uma casa com fazenda no meio de um vale, cercado por uma floresta de árvores baixas e uma variedade de ervas coloridas, está sendo visitada pela sua família, com o seu filho José, sua nora Júlia e a sua neta Anaria.
José e Júlia foram ajudar a Avó Oneida a alimentar os pequenos porcos e leitões, colher os algodões, as abóboras, o trigo e os milhos pra próxima colheita, e Anaria foi brincar no campo, vendo as plantações, as colmeias e o chiqueiro, porém, quando foi sair mais longe da casa, ela encontrava um grande rio e, acompanhando a correnteza, depois de várias folhas coloridas e cheirosas, ela vê bem mais a floresta.
Na primeira área, Anaria interagia e brincava com as fadas rosa que encontravam, em uma campina bem aberta, sob uma luz azulada e sob um gramado branco com pedras pretas entre as gramas, na segunda, Anaria voava montada em joaninhas gigantes em uma floresta de grandes lápis gigantes, e era perseguida por macacos azuis de olhos vermelhos, e subindo numa colina por sua segurança, ela acha uma terceira área.
Em uma grande caverna de queijo com minérios de nachos e salame, comestíveis e que a Anaria parava pra tirar algumas tiras das pedras, ela encontra uma saída, e na quarta área um grande mar que aparentava subir de volta pra sua casa, no vale da vovó, porém, ela teve que conversar com as mulheres-águas-vivas que viviam nas praias, e elas dizem que cruzar por aquele oceano só seria possível com um Cruzador Elemental dos Mares (CEM), um tipo de prancha usada pelos magos para viajar entre aquelas áreas que a Anaria havia passado, e elas antes de oferecerem a saída pra ela, entregavam-lhe uma bala azul e rosa, que Anaria recusa pouco antes de ouvir o aviso delas de que não havia um surfista profissional pra levar ela.
Mas antes que Anaria chorasse com o fato de não haver magos e ela não saber surfar, a Avó Oneida era vista descendo a partir de uma maré alta, surfando ao lado do nado de pães-gofinhos castanhos de diferentes tamanhos, e ela chegava à Anaria.
"Vovó Oneida!"
"Anaria, por que você saiu da minha casa e como parou aqui?"
Anaria, desesperada e chorando, tentava se explicar, mas Oneida dizia pra que ela se acalmar, enquanto ela se desculpa com as mulheres-águas-vivas, e levava Anaria embora com o seu CEM, e quando voltavam pra casa, os pais de Anaria nem pareciam questionar o que estava acontecendo, como se pra eles não tivesse passado nem 10 minutos, e então, depois das horas mais tranquilas e tediosas, que faziam Anaria voltar a usar seu celular (algo que ela não teve tempo de ver além das horas de tão impressionava que estava com aquele Novo Mundo), a família voltava pra sua casa, e Anaria agradece a Oneida alegremente.Fim!












