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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

27 de dez. de 2025

A Fada e o Dragão

[Essa história será do mesmo multiverso que Cookieverso e companhia, dessa vez com um universo novo, com experiências novas, num tema mais fantasioso e romântico]

 Era uma vez uma realidade distante, cujo sistema estelar principal, do sol chamado Skóll, liderado por uma grande deusa que, além de rainha, é tecelã do tempo, do destino e mãe de artistas que modelaram reinos e vida, com os planetas, em ordem do mais próximo ao mais distante de Skóll, os seguintes:
 Nabu, um planeta, ainda que pequeno e leve, ainda bem próximo de Skóll, com ciclos agitados e tendências a voltas curtas durante sua translação, e seu deus é tenaz e sábio, um grande peregrino e estudioso.
 Inanna, um planeta levemente maior, de tom verde quente e brilhoso, ainda que vazio e seco, apenas montanhas o dominam, ainda belo no céu em que ele passa, e sua deusa é bela, gentil e patroeira da vida, como uma rosa no deserto; Eósphoros, um planeta do mesmo ciclo que Vênus e, mesmo rico em vida e florestas, seu deus foi morto há muito tempo, acreditam que em sacrifício para defender seu universo.
 
Apsu, um planeta cheio de vida como Eósphoros desse sistema, ou a Gaia do sistema solar do nosso universo, e onde vive a humanidade; Muspelos, um planeta vermelho de tom intenso e chamativo, ainda que com rios secretos e um deus forte e cuidador de sua prole, e que a torna num exército contra as forças do Caos.
 Elil, um planeta grande, nebuloso e resistente, ainda que verde de listas marrons e cinza, possuindo torres prateadas no meio de uma grande tempestade vermelha, lideradas por um grande ministro, o deus da força, do poder e da conquista; Ninurta, planeta dourado de anéis negros que brilham em prateado sob a luz das estrelas do Oceano Celeste, com uma deusa paciente para um planeta lento, e que junto de sua mãe, que é filha da deusa de Skóll, convenceu as outras artesãs a concentrarem seus esforços na vida na Terra, desde as plantas e os fungos mais básicos, até os animais dos menores aos maiores, os humanos para guiar e governar, mas ainda reconhecendo a autoridade do Céu.
 No entanto, havia uma rocha prateada, que brilhava mais que as estrelas e o Oceano Celeste na maioria das noites, e por sua vez, a deusa de Skóll enviou seu marido, Arahma, para gerenciar aquela rocha, a nomeando como Máni, a lua de Apsu. Assim como o Caos, uma força que podia tanto criar quando destruir de forma imprevisível e inconstante, entrou em conflito com os deuses, e dessa guerra, uma rachadura em Apsu dividiu o Império do Homem no seu continente único em 6 continentes menores: Ani, continente nevado do Noroeste; Arya, continente montanhoso do Nordeste; Alo, continente seco e quente do Oeste; Anka, as ilhas que compõem o continente do Leste; Anahar, o continente florestal e tropical do Sudoeste; e Ajie, continente tempestuoso do Sudeste.
 No centro, surgiu uma ilha central, dividida em dois biomas: A Floresta da Luz, que as artesãs uniram as forças positivas, formando assim os anjos, os cavaleiros brancos, as fadas e os peliazul, que entediados com a vida na floresta, viajaram pelo mundo, e tiveram seu próprio império em Arya, Anka e Anahar, e eram conhecidos pela humanidade como elfos; e a Caverna da Escuridão, que o Caos deu forma a ogros, trolls, os magos negros, as bruxas e os pelipedra, que traíram as forças da Escuridão, e migraram para Ani e, ao lado dos humanos, construíram a grande ponte A Manhã de Máni, que conectou-os a Arya, onde houve um conflito entre os pelipedras, apelidados como anões, e os peliazul, apelidados como elfos.
 No entanto, uma fada brincalhona e que pregava peças em outras fadas e nos cavaleiros brancos, foi pega por ambos, e julgada pelos gênios, um tipo de elementais que intermediavam entre os biomas, e eles decidiram sobre aquela fada, "Pois declaramos que foi inconvenientemente demais para estar solta, mas leve demais para ser abatida em público. Lembre-se, viverá na Escuridão, com uma condição de volta, em que você deverá ter algum sinal de amor verdadeiro com alguém do reino da Escuridão". A fada implorou de joelhos pra não fazerem, mas dois cavaleiros a seguraram pelas asas, onde ela perdia suas forças, e a deixaram numa estrada da Caverna da Escuridão. A fada, chamada Aranb'aka, começa a perambular na Caverna da Escuridão, entre os pilares frios e intimidadores, as estalactites que choram um ácido verde, e estalagmites sérias que escondem serpentes.
 No entanto, ela encontra um troll, e diz a ele "Oh, grande e feio troll, o que faz aqui?", o troll, entediado, só fala "Esperando a carroça da Ovelha de Ouro, por que?", a fada admite "Eu não posso estar sozinha, aqui está muito escuro", o troll fica com pena, deixa que ela fique próxima dele, e então, uma carroça de ovelhas douradas, que brilhavam na sombra da caverna, chega até eles, e os leva em troca de uma moeda de cobre, e o troll, enquanto espera muito, ele se abaixa e se encolhe, e parece uma grande pedra, mas depois de chegarem por uma vila, passando pelas chuvas verdes, os dois descem da carroça, e os dois se separam.
 Aranb'aka encontra um ogro, e diz "Oh, grande e gordo ogro, o que faz aqui?", o ogro olha pra fada e diz "Estou regando cogumelos, por que?", e a fada diz "Estou com fome, e esses cogumelos lembram os de casa", e o ogro estranha o fato da fada falar com ele enquanto está em uma caverna que não era de sua natureza, ele pensa que é uma pegadinha, mas mesmo assim, ele só tira uns cogumelos maiores, pra preencher uma caixa que ela poderia segurar, e diz "Evita confiar em qualquer um, pequena", e Aranb'aka, confusa, saía cruzando uma rua, enquanto comia os cogumelos como se fossem petiscos.
 Depois, ela passa em uma encruzilhada, atrás é de onde ela veio, à esquerda mostra becos e vias que sussurram algo incompreensível, à direita mostra lojas de máscaras, de migalhas e de maquetes de reinos nunca vistos, mas que os monstros pareciam saber por verem em seus sonhos, e à frente, tinha uma grande serpente, um dragão que estava passando, e Aranb'aka desviava da criatura passando e, curiosa, voava pra acompanhar aquela criatura de costas cinzentas e barriga flamejante.

 Aranb'aka caía de seu voo, mas via de cima o dragão, e ela lhe pergunta o seu nome, e por que dele ser assim, o dragão se chama Murum'dir, e mesmo os dragões sendo criaturas raras na ilha, vistas em maior número entre os continentes, parece que aqui ele não se destaca, visto como mais um entre os monstros, porém, ela resolve o acompanhar até a sua casa de pedra, estava uma bagunça, a cama de ouro estava com as pernas moles, e era encima de uma palha muito seca e dura, a Aranb'aka nem conseguia se sentar naquilo por 3 segundos, e os copos e os vasos todos espalhados pelo chão, "Nossa, a gente precisa resolver isso", diz Aranb'aka assustada, e o Murum'dir diz "Mas eu não tenho braços, eu não iria conseguir", então Aranb'aka pega um pouco de terra que tinha perto, olha com água dos vasos, e modela numa cerâmica ao redor do Murum'dir, pra ele secar com seu fogo, e ela fazia peça por peça, e ela transforma parte das peças de porcelana em prata, "Viu? Agora tem, eu posso ajudar a limpar isso tudo".
 Os dois tirando os copos de ouro e de prata do chão e reconsertando vasos rachados com um feitiço reparador comum, conseguem espaço para, com os vasos, os dois irem tirando as joias de ouro e alinharem um por um. Os vasos azuis com rostos de mamute eram para os totens de pedra que para Aranb'aka pareciam brinquedos, os vasos vermelhos com rostos de babuíno eram para artefatos mágicos que muitas bruxas de Anka e Anahar dariam a vida pra ter, os vasos marrons com desenhos brancos eram para o que parecia comida que Murum'dir ia comer mas estragou... ou no caso, e estragou, mas Murum'dir comia as carnes que ele tinha juntado, a Aranb'aka com nojo prefere só preparar os vasos verdes com desenhos amarelos ocre de pássaros, onde tinha muito algodão, linho e palha velha, e no baú tão grande que caberia eles dois juntos, eles tinham um tempo pra separar o outo e o cobre para colocar dentro.
 Depois daquilo, eles marcam um encontro, no topo de um chalé de ponta-cabeça, contornado por sete pontes de madeira, onde eles podiam ver um grande rio escuro onde kelpies e pesadelos eram vistos correndo como pistas, e os basiliscos brigavam por suas fêmeas, ou grandes cabesimeses, lobos de duas cabeças cada uma com um chifre de cabra, uivavam para chamar seus companheiros de matilha, e os Ápis de Creta, touros de cor branca pálida azeda, eram pastoreados por um grande ciclope de três cabeças e seis braços, e que era pai dos garçons daquele restaurante. O ciclope garçom se enganou, e deu flores da tarde com molho de Inanna para Murum'dir e javali verde com raíz de sangue pra Aranb'aka, a fada podia só trocar os pratos de lugar, o que ela fez na hora que percebeu, enquanto o Murum'dir, só de frustração, soltou uma labareda no pé daquele ciclope, mas mesmo assim, o vinho eles dividiam, e aquele ciclope, preocupado com o erro que levou a ser machucado, até pergunta se eles queriam mais alguma coisa, e no fim, deu 10 moedas de cobre, mas o Murum'dir tinha mais que só isso, então, pagando com uma moeda de ouro, pede pros cinocéfalos músicos tocarem uma música favorita dele, e que por sorte, é uma música popular e fácil de tocar.
 Aranb'aka não gostava da música, mas estava tão bem em ter uma "noite" saudável com o seu amigo dragão, a comida e o vinho estavam ótimos, mas enfim, um mago negro e um cavaleiro branco tiveram que chegar ao chalé, e avisar Aranb'aka sobre uma grande notícia, "Eu posso ir também?", diz Murum'dir, mas o cavaleiro diz que nem vai precisar. O anjo do fogo esteve conferindo a força e a segurança da Floresta da Luz e dos cavaleiros brancos, o anjo dos rios acompanhava os cuidados das fadas nos campos, e o anjo dos nove ventos cuidava das músicas, com os ventos refrescando o corpo e alma dos habitantes enquanto tocam nos furos dos bambus como suas flautas naturais, mas o anjo dos segredos esteve conferindo em seus arquivos, e lê um artigo da Aranb'aka estar se redimindo do que fez dias atrás, e diz aos gênios a consultarem ela mais uma vez.
 Aranb'aka estava com medo naquele tribunal de novo, mas o seu pai diz que ela nem era pra se preocupar, afinal, ela não estava lá por culpa dela, apenas por dúvida dos juízes, e aparentemente iriam absolver ela, mas a Aranb'aka diz "E o Murum'dir?", as pessoas ficam com medo, perguntam sobre ela ter encontrado o dragão Murum'dir e estar intacta, o próprio dragão Murum'dir entra no tribunal, protestando, e a Aranb'aka o abraça, o mago negro que trouxe Aranb'aka admite não ter trazido ele também, mas parece que o Murum'dir não fez mal, mesmo que esse julgamento demorasse, e o mago negro tivesse que testemunhar.
 O cavaleiro branco e o mago negro resolvem dar uma chance, de comprovar que eles se amam como no que condicionaram se Aranb'aka tivesse que voltar, porém, com a fada e o dragão voltando à Caverna da Escuridão, eles ainda estavam vivendo felizes, um ajudando o outro na vila, e a fada só estava melhorando o humor do dragão ao deixá-lo menos sozinho, e o dragão dava esperança à fada, mas mesmo assim, depois de 39 dias, a Aranb'aka teve que voltar pra casa, deixando o Murum'dir sozinho, e a Aranb'aka triste, tudo de novo.

Fim!