[Esse post é da categoria sobre a Maré Azul, e conferindo a categoria, tem mais posts relacionados]
A Maré Azul é uma das várias cidades mágicas montadas no Brasil para abrigar monstros, inclusive que mistura doutrinas cristãs e sutarianas, algo similar com o sutarismo-humanismo, um movimento criado por magos renascentistas após estudarem a cultura monstro-sutariana (ou proto-sutariana, que seguiu Sutare como uma sábia e cujo deus supremo ainda é o mesmo das culturas abrahâmicas, embora combinado com outras entidades, chamado de Hiit, ou "Deus-Primeiro") e a unirem com a europeia renascentista. E enquanto grande parte das cidades mágicas brasileiras estavam sendo construídas de 1950 a 1971, Maré Azul foi construída em 1998.
O arquiteto e primeiro prefeito dessa cidade foi Nathaniere Brulee, cuja administração incluiu a ajuda da Oilbras, do governo de São Paulo e da Santander, que investiram um bom dinheiro em casas e estratas, e suas habilidades com infraestrutura inicialmente convidaram ele para as eleições de 2000, o que foi negado e ninguém da família Brulee participou, mas por sorte, nesse mundo, o presidente eleito foi Enéas Carneiro do Prona, e graças a ele o Brasil evoluiu às alturas. E curiosamente, por muito tempo, essa cidade teve poucos habitantes porque os monstros brasileiros não ocuparam toda a estrutura da cidade, e por isso Nathaniere incentivou visitas à cidade, assim aumentando o poder da cidade pelo turismo e, depois de uns anos, humanos decidiram morar na cidade.
Enquanto isso, em 2004, a cidade foi concluída, agora tendo todas as instalações que as outras cidades tinham, enquanto que antes disso a cidade se sustentava por si só, com alimentos vindos de fazendas e pesca e vendas em mercadinhos. Atualmente, essas fazendas e equipes de pesca se uniram e se tornaram a Fundação Food, que opera na distribuição de alimentos em São Paulo, enquanto os mercadinhos evoluíram para supermercados e hipermercados, além do Nathaniere não ser mais o prefeito e também investir com tecnologias, o que levou Likeos, Eros e Lacteus a trabalharem com equipamentos em vez de só a vida rural, construiu escolas técnicas para a cidade junto com o prefeito da época, e também financiou em São Paulo uma pesquisa para montar novas redes de energia elétrica renovável.
A partir do ano 2010, Pierre Brulee, o mais novo entre os filhos de Nathaniere, teve sua casa finalmente construída, agora habitada por ele, sua mulher Yuyun Caramel, da família Caramel (uma família de imigrantes chineses, cuja matriarca é a Yun Sefi Caramel, e com outros filhos - Jiovao, Jinya e Riu Hong Caramel -), sua filha adotiva de 11 anos chamada Arthur, um kinbax que depois de mais uns anos começou sua transição de gênero, agora se chamando Mei Caramel-Brulee, e seu outro filho, dessa vez cissexual, chamado Yabluko Pomus Starmessenger.
Além disso, as fazendas integrantes da Fundação Food são Hyppocampus (desde 2003), Rutilus (desde 2020), Moo-Moo-Long (desde 2004), Temperos & Verdes (desde 2010) e Viva la Natura (2002 - 2015), que usam como principais animais leitões, porcos-golias (uma linhagem de porco desenvolvida pela Hyppocampus mas depois compartilhada com a Rutilus), vacas (de diferentes cruzas, como a vaca manchada comum, a brazilian highlander e a country mama, em sua maioria para fazer leite) e retsechs (galinhas pequenas como as de Angola, mas em compensação elas botavam mais ovos e têm mais períodos de fertilidade), e eles plantavam todo tipo de vegetais, frutas e flores possíveis, inclusive essas fazendas usaram isso a seu favor para criarem diferentes receitas e, consequentemente, marcas de diferentes produtos, como manteiga (entre os tipos, uma manteiga da Rutilus, que usa pimenta, orégano e alho espanhol comum), molhos (como o Molho Verde da Viva la Natura, que combina pimenta do reino com orégano, mostarda e pó de curry) e massas (cada fazenda tem seu estilo de massa para pão, macarrão, salgados e/ou lasanha).
Sobre tecnologia mecânica e eletrônica, tem a FATIMA (Faculdade Técnica de Informática de Maré Azul), que ensina informática, tecnologia e programação avançada, FAMA (Faculdade de Maré Azul), uma faculdade comum que ensina letras, pedagogia e as três ciências às pessoas, uma escola que forma professores e físicos, o Exército Secreto Mecânico, que usa tecnologia de ponta em suas armas e também próteses de ciborgue, a FACMMA (Faculdade Científica e Médica de Maré Azul), que faz pesquisas de química, biologia e medicina, e às vezes um pouco de alquimia, e há também pesquisas secretas envolvendo células-tronco, que usam para descobrir a cura do câncer, a manipulação genética, a clonagem e a capacidade de conceder poderes por equipamentos (principalmente controlando os genes das pessoas), além das fazendas de porcos-humanos, e a Base de Máquinas, que usa tecnologias da Maré Azul para a vigilância e administração, assim conseguindo manter a cidade mais segura possível, liderada por Lacteus.
[Nota 08-03-2026: Naquela época de 2021 e 2022 eu realmente achava, tipo, super "mística" a ideia de pesquisar manipulação celular/genética, clonagem de células-tronco (que eu sabia poha nenhuma disso) e cura do câncer (que... "coincidentemente" agora que os EUA saíram da OMS parece até que ficou mais fácil a pesquisa disso]
Normalmente no Brasil desse universo já é ensinado inglês, espanhol e francês como língua estrangeira em escolas comuns, em escolas particulares há aulas de chinês, e a partir de 1950 incluíram aulas de japonês. Sobre matérias, a partir do Nono Ano há cursos de informática gratuitos, no ensino médio há aulas de matemática e física incluídas em aulas de astrofísica, e também aulas de economia, programadas para elevar a educação financeira de seus alunos, e assim, o PIB per cápita chega à média de 2030 nesse universo é de R$ 50.677,30, isso considerando que nesse mundo o real só começou a perder o valor devido à Guerra da Ucrânia e a vendas da Ellie Musk e da Totoya que reduziram muitas emissões de carbono.
Na faculdade de medicina FACMMA, as pesquisas de células-tronco foram muito praticadas, incluindo o uso de clonagem de animais para diferentes meios, embora que a clonagem dos habitantes sapientes ainda fosse proibida, e entre essas pesquisas, os porcos humanizados foram desenvolvidos para conseguir órgãos novos de forma mais rápida e fácil.
[Nota 08-03-2026: pelo menos eu e a Lucinara não fomos burros de colocar como se o pessoal moesse feto pra conseguir célula-tronco que nem aquelas piadas do South Park ou que nem aquela conspiração do "açúcar suspeito da Pepsi" (que acho que essa conspiração bizarra vocês conhecem, mas relaxa, é falsa e baseada em má interpretação também)]
E nas equipes de pescas da Fundação Food, temos a Lobster Mania (uma equipe que pesca e comercializa caranguejos, lacostas, camarões e polvos) e a Família Leal (uma família afro-brasileira de sobrenome Leal, e que pesca peixes, comercializa junto com ovos de galinha e também produzem cerâmica, e é uma das famílias mais ricas da cidade), e essa última, diferente do resto da cidade, eles têm uma cultura de Umbanda e Jongo, e por essa família que algumas ruas normalmente isoladas acabam tendo centros de macumba, com uma galinha - de espécie comum, sempre de penas pretas e pernas amarelas - em uma tigela de barro, junto com pratos também de cerâmica cheios de peixe assado e picotado.
No resto do Brasil também, armas são fortemente administradas, possuindo armas de fogo usadas por policiais, militares e supersoldados, e devido ao comércio do Brasil ser privatizado e organizado por empresas e equipes especializadas, todos têm a competência máxima, fazendo o comércio ilegal de armas de fogo praticamente impossível, fazendo com que só filhos de policiais ou quem importe essas armas consiga usar tais equipamentos, já que nem a venda ou alugação de armas para caça por esporte está disponível no país. E com isso, ladrões brasileiros nesse mundo usam facas, lutam fisicamente, alguns que têm usam poderes, ou até mesmo atropelam seus alvos para cometer seus latrocínios, e outros mais especializados, usam golpes para enganar as pessoas, as levando a lhes darem dinheiro ou outros bens materiais. No caso de armas de fogo para defesa pessoal, isso não acontece, porque os invasores de domicílio foram todos espancados pelos próprios moradores, pegos em armadilhas ou também mortos a facadas.
Sobre a comunidade LGBTQ+, muito aceita nas cidades mágicas, a homofobia, lesbofobia e transfobia, mesmo não sendo tão abominadas quanto racismo, homorracismo, estupro, assassinato e fraudes, são crimes realmente menos aceitos no Brasil e boa parte do ocidente, e por isso, a Cura Gay não é mais levada a sério desde os anos 2000, e combinando tecnologias com técnicas psíquicas, as pessoas chegam a ler a mente para poder comprovar a sexualidade da pessoa ou a sua identidade de gênero, e assim, a falsa transexualidade é um crime grave, tratado como um black face.
Fora isso, é nessa cidade que Speedragon se formou e iniciou seus projetos até montar a sua empresa, além de moradia definitiva dos principais dotspaces, incluindo Ichirou, Edik e Luciyn.
27 de jan. de 2022
História dos dragões
[Esse post pode ter um tanto de detalhes do vídeo da Replai (link aqui), mas ainda vai ter paráfrase (uso de palavras próprias) e também detalhes a mais, incluindo dragões da fantasia/ficção]
Primeiros dragões
Dragões surgiram de forma bem simultânea em várias culturas, e mesmo tão diferentes, eles ainda possuem detalhes em comum o suficiente para se tornarem em um mesmo tipo de animal: formas de répteis, voo (com ou sem asas), criaturas gigantes e poderes elementais.
Na humanidade, é comum o uso de animais como símbolos de poder (como leões para os romanos, crocodilos para os egípcios, elefantes para os indianos, águias para os estadunidenses - embora que isso não seja um símbolo mitológico - e lobos para os nórdicos), mas os dragões são os poucos animais realmente imaginários, usados como símbolo.
Considerando que todos os dragões têm bases em serpentes, e também que serpentes mitológicas também são associadas a dragões, é porque essas civilizações viam esses animais como seres agressivos (com exceção da China, que já chegaram a usar esses animais como pets ou no mínimo para eliminar ratos), e a serpente aparecendo como símbolo de agressão (por serem predadores assustadores, tanto que a nossa visão está adaptada para reconhecer melhor as cobras) ou esperteza (por serem animais que dependem de emboscadas para capturarem suas presas) foi evoluindo até formarem variações mágicas, assim como tem leões mágicos (que são símbolos de nobreza) ou herbívoros mágicos (que são criaturas tão pacíficas quanto os herbívoros reais e são símbolos de pureza).
E sobre o nome "dragão", o máximo que eu achei foi que vem de "drakón", que é "grande serpente" no grego antigo, tanto que monstros com base em serpentes (sem exceção) na Grécia também são referidos como dragões, como a Hidra, a Píton, o Ladão, os Basiliscos e alguns detalhes da Quimera, que antes eram de serpente, mas foram atualizados como de dragão, inclusive, é teorizado que o bafo de fogo dos dragões é reutilizado da Quimera, embora que tenha poderes assim também no Leviatã, que ambos cospem fogo e expiram fumaça.
Dragões ocidentais
Depois do auge de Roma e da chegada do cristianismo, as culturas de ambos os povos se uniram, tendo conceitos romanos aplicados a entidades judaicas (como os anjos com forma humanoide ou os demônios meio-gente e meio-bode), assim como conceitos judaicos se aplicaram a entidades romanas. Entre as criaturas que foram atualizadas, veio o dragão, que uniu os conceitos das serpentes gigantes e mágicas, com o bafo de fogo da Quimera e a posse de tesouros dos grifos. E os dragões, embora agressivos e até associados a demônios, foram usados como representação de poder, nobreza e coragem.
No Oriente Médio, dois dragões muito conhecidos das mitologias de lá são a Tiamat (uma serpente gigante de puro caos, que Marduk eliminou e usou seu corpo para criar a Terra) e Bahamut (um dos poucos dragões que não têm base em répteis, que inicialmente era um peixe gigante que, junto com Kujata e um anjo islâmico, segura toda a criação, e em Dungeons & Dragons ele é representado como um dragão gigante com corpo de platina).
Dragões orientais
Os longs são dragões chineses, com corpo serpentino com patas de ave, barba, escamas coloridas e galhadas na cabeça, e eles são seres pacíficos por causa do uso deles para caçar ratos, enquanto também se tornaram símbolo de realeza por causa do interesse dos nobres em terem esses ícones dos dragões, seja pelo interesse dos nobres por coisas exóticas ou também para demonstrar que são poderosos.
E diferente dos dragões ocidentais, eles além de bons também são deuses ou semideuses, que podem trazer água doce (por chuvas ou rios), fertilizar o solo e até concederem o tempo e as suas datas, incluindo as estações do ano. Mas em contraparte, tem também dragões chineses como animais comuns, entre eles as carpas que, após cruzar um arco no topo da cachoeira, se transformam em um dragão, que pode ser similar aos dragões divinos mas com os poderes em menor escala.
No Japão e na Coréia também tem dragões com bases chinesas, inclusive, em Dragon Ball, esses dragões como deuses são muito comuns, e têm até o poder de realizar desejos, um recurso muito usado no anime. E a figura bondosa dos longs é o que mais acelerou a alteração dos dragões como figuras boas e até cósmicas.
Espécies e Variações
- Draco: O dragão medieval clássico, com 4 patas, 2 asas membranosas, poderes de fogo e inteligência suficiente para formarem colônias ou terem conceito de valor. Fora isso, ainda tem dracos sem as patas dianteiras, que diferente das serpes/wyvens são muito maiores e mais poderosos, iguais aos dracos "completos".
- Wyvern: Geralmente dragões medievais de 2 patas e 2 asas, mas também tendo como características eles serem mais fracos e mais comuns e alguns casos nem cospem fogo.
- Long/Ryū: Dragões asiáticos de 4 patas e que voam telecineticamente, em sua maioria eles manipulam os elementos da natureza e o clima, e alguns carregam esferas especiais, similares às esferas dos yokais, o que também inspirou às esferas do dragão em Dragon Ball.
- Dahaka: Um dragão persa de 3 cabeças e com propriedades mais próximas dos dragões europeus, incluindo o bafo de fogo e voo.
- Knucker: Um dragão extremamente longo e com asas muito minúsculas, provavelmente que não deem voo, e esses dragões têm preferências aquáticas (tipo os pinguins), e essa criatura aparece na lenda de Beowulf, um herói anglo-saxão.
- Amphiptere: Uma espécie de dragões serpentinos, sem patas e com duas asas.
- Wyrm: Dragões-minhoca, cujo nome vem da palavra latina que significa "verme", inclusive na maioria esmagadora das histórias, tanto ocidentais como orientais, têm os wyrms como a forma larval dos dragões.
- Drake: Pode se referir tanto a dragões jovens, que têm a forma de dragão mas ainda são jovens e pequenos demais para terem o nome dragão de fato, mas também pode ser dragões de 4 patas mas sem asas.
- Kaijus: Muitas criaturas gigantes japonesas adotaram o nome "kaiju", que inicialmente era só uma expressão comum para monstros, começou a ser um nome de monstros gigantes, tendo muitos com formas de dragões (como Ghidorah e Rodan) ou dinossauros especiais (como o Godzilla e suas variações).
- Dragões marinhos: Dragões de forma serpentina que vivem no mar, podem assumir diferentes elementos, mesmo fogo, como é o caso do Leviatã, antes uma baleia gigante, depois um dragão e por fim um anjo caído em forma de dragão.
- Hidra: A base para dragões de múltiplas cabeças ou que têm muito veneno, já que ela tem ambos. Ela possui normalmente 9 cabeças com um veneno tão forte que só dela respirar já intoxica o ar, suas cabeças podem renascer a menos que seu pescoço seja queimado em seguida, e ela é o segundo trabalho de Hércules, e em outras versões, a Hidra seria o próprio Pântano de Lerna, que Hércules teria de drenar e limpar aquele pântano, mas o rio desse pântano foi adaptado para a própria cobra gigante.
- Basilisco e Cocatriz: Antes uma mesma criatura mas agora separada em duas raças, sendo o basilisco uma cobra gigante com cabeça de galinha e que pode queimar tudo o que se aproxima dela, e o cocatriz um dragão-galinha com uma visão petrificante.
Poderes comuns entre dragões
- Manipulação de fogo: Todos os dragões ocidentais e uns poucos orientais no mínimo cospem fogo, e alguns mais poderosos podem controlar o fluxo de fogo no ambiente e usá-lo como arma, ou acessar o plano elemental do fogo. Leviatã pode soltar fogo de seus olhos também.
- Arsenal natural: Os dragões têm praticamente todo tipo de arma natural comum na natureza, como asas para voar, cauda para apoiar o corpo ou segurar objetos como uma mão pélvica, garras para cortar, presas para morder e envenenar e chifres que, embora não sejam práticos como arma em um carnívoro, ainda servem para segurar objetos com a cabeça.
- Manipulação do clima: Além dos longs e ryūs, os dragões anciões também têm o poder de afetar as propriedades da natureza, como é o caso dos dragões de Game of Thrones, cujo poder de fogo é o responsável pelo calor naquele mundo, ou então dragões brancos de D&D que podem criar nevascas com sua boca.
- Telepatia: Alguns dragões na ficção podem falar telepaticamente, inclusive podem usar isso para conversarem com humanos ou animais, e alguns mais avançados até podem manipular mentes, como o Alfa de Como Treinar o Seu Dragão ou os dragões de Senhor dos Anéis.
Primeiros dragões
Dragões surgiram de forma bem simultânea em várias culturas, e mesmo tão diferentes, eles ainda possuem detalhes em comum o suficiente para se tornarem em um mesmo tipo de animal: formas de répteis, voo (com ou sem asas), criaturas gigantes e poderes elementais.
Na humanidade, é comum o uso de animais como símbolos de poder (como leões para os romanos, crocodilos para os egípcios, elefantes para os indianos, águias para os estadunidenses - embora que isso não seja um símbolo mitológico - e lobos para os nórdicos), mas os dragões são os poucos animais realmente imaginários, usados como símbolo.
Considerando que todos os dragões têm bases em serpentes, e também que serpentes mitológicas também são associadas a dragões, é porque essas civilizações viam esses animais como seres agressivos (com exceção da China, que já chegaram a usar esses animais como pets ou no mínimo para eliminar ratos), e a serpente aparecendo como símbolo de agressão (por serem predadores assustadores, tanto que a nossa visão está adaptada para reconhecer melhor as cobras) ou esperteza (por serem animais que dependem de emboscadas para capturarem suas presas) foi evoluindo até formarem variações mágicas, assim como tem leões mágicos (que são símbolos de nobreza) ou herbívoros mágicos (que são criaturas tão pacíficas quanto os herbívoros reais e são símbolos de pureza).
E sobre o nome "dragão", o máximo que eu achei foi que vem de "drakón", que é "grande serpente" no grego antigo, tanto que monstros com base em serpentes (sem exceção) na Grécia também são referidos como dragões, como a Hidra, a Píton, o Ladão, os Basiliscos e alguns detalhes da Quimera, que antes eram de serpente, mas foram atualizados como de dragão, inclusive, é teorizado que o bafo de fogo dos dragões é reutilizado da Quimera, embora que tenha poderes assim também no Leviatã, que ambos cospem fogo e expiram fumaça.
Dragões ocidentais
Depois do auge de Roma e da chegada do cristianismo, as culturas de ambos os povos se uniram, tendo conceitos romanos aplicados a entidades judaicas (como os anjos com forma humanoide ou os demônios meio-gente e meio-bode), assim como conceitos judaicos se aplicaram a entidades romanas. Entre as criaturas que foram atualizadas, veio o dragão, que uniu os conceitos das serpentes gigantes e mágicas, com o bafo de fogo da Quimera e a posse de tesouros dos grifos. E os dragões, embora agressivos e até associados a demônios, foram usados como representação de poder, nobreza e coragem.
No Oriente Médio, dois dragões muito conhecidos das mitologias de lá são a Tiamat (uma serpente gigante de puro caos, que Marduk eliminou e usou seu corpo para criar a Terra) e Bahamut (um dos poucos dragões que não têm base em répteis, que inicialmente era um peixe gigante que, junto com Kujata e um anjo islâmico, segura toda a criação, e em Dungeons & Dragons ele é representado como um dragão gigante com corpo de platina).
Dragões orientais
Os longs são dragões chineses, com corpo serpentino com patas de ave, barba, escamas coloridas e galhadas na cabeça, e eles são seres pacíficos por causa do uso deles para caçar ratos, enquanto também se tornaram símbolo de realeza por causa do interesse dos nobres em terem esses ícones dos dragões, seja pelo interesse dos nobres por coisas exóticas ou também para demonstrar que são poderosos.
E diferente dos dragões ocidentais, eles além de bons também são deuses ou semideuses, que podem trazer água doce (por chuvas ou rios), fertilizar o solo e até concederem o tempo e as suas datas, incluindo as estações do ano. Mas em contraparte, tem também dragões chineses como animais comuns, entre eles as carpas que, após cruzar um arco no topo da cachoeira, se transformam em um dragão, que pode ser similar aos dragões divinos mas com os poderes em menor escala.
No Japão e na Coréia também tem dragões com bases chinesas, inclusive, em Dragon Ball, esses dragões como deuses são muito comuns, e têm até o poder de realizar desejos, um recurso muito usado no anime. E a figura bondosa dos longs é o que mais acelerou a alteração dos dragões como figuras boas e até cósmicas.
Espécies e Variações
- Draco: O dragão medieval clássico, com 4 patas, 2 asas membranosas, poderes de fogo e inteligência suficiente para formarem colônias ou terem conceito de valor. Fora isso, ainda tem dracos sem as patas dianteiras, que diferente das serpes/wyvens são muito maiores e mais poderosos, iguais aos dracos "completos".
- Wyvern: Geralmente dragões medievais de 2 patas e 2 asas, mas também tendo como características eles serem mais fracos e mais comuns e alguns casos nem cospem fogo.
- Long/Ryū: Dragões asiáticos de 4 patas e que voam telecineticamente, em sua maioria eles manipulam os elementos da natureza e o clima, e alguns carregam esferas especiais, similares às esferas dos yokais, o que também inspirou às esferas do dragão em Dragon Ball.
- Dahaka: Um dragão persa de 3 cabeças e com propriedades mais próximas dos dragões europeus, incluindo o bafo de fogo e voo.
- Knucker: Um dragão extremamente longo e com asas muito minúsculas, provavelmente que não deem voo, e esses dragões têm preferências aquáticas (tipo os pinguins), e essa criatura aparece na lenda de Beowulf, um herói anglo-saxão.
- Amphiptere: Uma espécie de dragões serpentinos, sem patas e com duas asas.
- Wyrm: Dragões-minhoca, cujo nome vem da palavra latina que significa "verme", inclusive na maioria esmagadora das histórias, tanto ocidentais como orientais, têm os wyrms como a forma larval dos dragões.
- Drake: Pode se referir tanto a dragões jovens, que têm a forma de dragão mas ainda são jovens e pequenos demais para terem o nome dragão de fato, mas também pode ser dragões de 4 patas mas sem asas.
- Kaijus: Muitas criaturas gigantes japonesas adotaram o nome "kaiju", que inicialmente era só uma expressão comum para monstros, começou a ser um nome de monstros gigantes, tendo muitos com formas de dragões (como Ghidorah e Rodan) ou dinossauros especiais (como o Godzilla e suas variações).
- Dragões marinhos: Dragões de forma serpentina que vivem no mar, podem assumir diferentes elementos, mesmo fogo, como é o caso do Leviatã, antes uma baleia gigante, depois um dragão e por fim um anjo caído em forma de dragão.
- Hidra: A base para dragões de múltiplas cabeças ou que têm muito veneno, já que ela tem ambos. Ela possui normalmente 9 cabeças com um veneno tão forte que só dela respirar já intoxica o ar, suas cabeças podem renascer a menos que seu pescoço seja queimado em seguida, e ela é o segundo trabalho de Hércules, e em outras versões, a Hidra seria o próprio Pântano de Lerna, que Hércules teria de drenar e limpar aquele pântano, mas o rio desse pântano foi adaptado para a própria cobra gigante.
- Basilisco e Cocatriz: Antes uma mesma criatura mas agora separada em duas raças, sendo o basilisco uma cobra gigante com cabeça de galinha e que pode queimar tudo o que se aproxima dela, e o cocatriz um dragão-galinha com uma visão petrificante.
Poderes comuns entre dragões
- Manipulação de fogo: Todos os dragões ocidentais e uns poucos orientais no mínimo cospem fogo, e alguns mais poderosos podem controlar o fluxo de fogo no ambiente e usá-lo como arma, ou acessar o plano elemental do fogo. Leviatã pode soltar fogo de seus olhos também.
- Arsenal natural: Os dragões têm praticamente todo tipo de arma natural comum na natureza, como asas para voar, cauda para apoiar o corpo ou segurar objetos como uma mão pélvica, garras para cortar, presas para morder e envenenar e chifres que, embora não sejam práticos como arma em um carnívoro, ainda servem para segurar objetos com a cabeça.
- Manipulação do clima: Além dos longs e ryūs, os dragões anciões também têm o poder de afetar as propriedades da natureza, como é o caso dos dragões de Game of Thrones, cujo poder de fogo é o responsável pelo calor naquele mundo, ou então dragões brancos de D&D que podem criar nevascas com sua boca.
- Telepatia: Alguns dragões na ficção podem falar telepaticamente, inclusive podem usar isso para conversarem com humanos ou animais, e alguns mais avançados até podem manipular mentes, como o Alfa de Como Treinar o Seu Dragão ou os dragões de Senhor dos Anéis.
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