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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

10 de jan. de 2026

A Guerra das Florestas

[Não era pra eu ter escrito ela tão cedo mas acabei adiantando porque era uma das histórias que eu mais tava tendo ideia de como poderia ser]

 Orcs, criaturas abomináveis, eles usam de uma arte de aço e fogo em suas mãos, seus feitiços causam danos brutais nos homens e elfos, os anãos estão trabalhando ao máximo para dar-nos as melhores armas e as melhores armaduras, o Mythril é um belo metal cor-de-âmbar, leve como tecido, mais resistente que aço e diamante, e a magia negra dos Orcs ameaça a ordem e a honra dos grandes magos Estelares, o poço Livintar, da rainha Pálion, vê o passado em que a guerra começou, com o encontro dos homens e Orcs, até eles se espalharem, e estar como está hoje.
 Os Orcs são grandes abominações verdes, vagamente parecem com elfos, porém com músculos densos e que se recriam e reparam quando suas tropas sobrevivem em combate, devemos focar no pescoço, o peito é muito resistente, os braços e pernas voltam, e uma ordem que parecem ser as fêmeas, operam de forma diferente, em cavalos de bronze extremamente barulhentos, e suas peles tinham um pigmento nefasto, incompreensível, que nenhum homem ou elfo viu antes, o que é isso? Para espalhar terror em nossos corações? Talvez não tanto quanto os seus grandes elefantes encouraçados, que parecem balançar os ventos para ferir vários de nossos soldados.
 Tentamos fazer uma trégua, e os Orcs fugiram em retirada, o mago verde Unguron já viajou com os servos, uma raça subumana dos homens que viviam em campos fartos e humildes, uma ótima fonte de comida para sustentar nossos soldados, mas não adiantava pois a força não era suficiente, tínhamos que fazer nossas tropas durarem mais, o grande dragão que incendiara os acampamentos de nossos soldados não parecia interessado na Floresta Rareynar dos elfos, nem nos doze reinos dos homens, nem nos campos dos servos, isso também é estranho, assim como vimos mais de uma dessas feras.
 Além de grandes e ferozes, podiam se unir em bando, atacando coordenadamente como lobos e leões, e tinham corcovas de ferro que podia talvez armazenar a energia deles, como os camelos, ou comunicar à distância por sussurros, como as baleias.
 Dos doze reinos, onze se mantiveram para nós elfos, enquanto o reino 12 cedeu à diplomacia para com os Orcs em Modolyn, enviamos espiões e assassinos para saber desse reino, e seus 9 príncipes informaram sobre anéis que foram dados como presente para eles, eram anéis estranhos, feitos de latão com letras de marfim, que brilhavam no escuro e emitiam um tipo particular de raio do céu, alguns dos príncipes podiam ficar invisíveis, porém, aquele reino estava perdido, e o mago branco Ruontar nos traiu também, ao lado deste reino e seus príncipes, e fundaram a Biblioteca de Prata.
 Unguron se uniu a guerreiros como os quatro paladinos, equipados com a arte encantada, fortalecidos pela magia: Alvalin, o cavaleiro branco, honesto, de nobre coração, com um arco que nunca erra o alvo; Melanor, o cavaleiro negro, corajoso, defensor dos injustiçados, capaz de lutar com dois escudos; Ruborin, o cavaleiro vermelho, inabalável, o maior e mais forte, de espada que só ele consegue carregar; e Citrin, a amarela, de coração alegre que motiva as outras tropas, ao lado do Fredjord, o anão amigo de elfo, e Paracolat, um grande elfo da madeira, arqueiro ao lado de Alvalin, junto de sete selvos, o líder dele chamado apenas de O Sincero, que lhe foi dado direito a uma espada e um escudo de Mythril, enquanto os outros foram equipados com os de melhor aço dos anãos.

"Veja, Lugofred, eles deixaram essa floresta pra trás"
"São mesmo uns covardes, Licerot, um lugar tão lindo, queria saber a onde eles foram parar, talvez tenhamos ido longe de mais"
 Não existiam Orcs, era o povo de Modolyn, um reino que leva o mesmo nome da grande floresta que os Modolitas usaram como sua fonte de madeira e comida, aparentemente, sua medicina que combina poções antimicrobióticas e anestésicas com cirurgias completas foram confundidas com alguma autocura demoníaca, a "cor nefasta e abominável" as mulheres não entenderam, mas talvez fossem os vestidos azuis da moda feminina Modolita, mas as corcovas eram na verdade os rádios que os Modolitas usam, e que tornou fácil a comunicação de seu povo mesmo em cantos diferentes do mundo, cavalos de bronze? Eram as motocicletas, arriscadas em solos tão irregulares mas bem ágeis e eficientes, as espingardas foram confundidas com algum tipo de cajado, pelo que há a entender.
 "Orc" era um insulto contra os Modolitas, uma propaganda élfica por confundirem o avanço do aço e bronze de Modolyn com algum poder maligno que ameaçaria a magia dos elfos e dos Estelares, os próprios "paladinos" não tinham autonomia, só serviam para os elfos convencerem que os humanos eram aliados.

 Os servos não eram humildes, eram tribais, nem tão primitivos mas muito abaixo da média dos povos de humanos e anões, eles não tinham sequer um idioma escrito, e sempre que eles viam um avião Modolita, eles corriam para suas casas, achando que eram os ditos dragões. A magia é rara para os Modolitas mas eles respeitavam ela, os anéis que eles criaram era um presente para os príncipes de Oportunni, porém, não havia feitiço ou milagre, seu brilho era apenas fosforescente, um tipo de resina que os Modolitas usavam para decorações que brilhavam à noite, é possível que Ruontar possa ter encantado posteriormente, assim como Ruontar criou a Biblioteca de Prata por curiosidade com a arte Modolita, e registrou sua língua e cultura, descobrindo que, até certo ponto, eles também podiam controlar a magia.
 A Forja de Modolyn é uma grande fornalha com uma chama eterna e autossustentável, que não feria seus ferreiros e nem queimava o ar próximo, era usado para modelar os metais e o carvão vegetal dos Modolitas, o ouro e a prata eram modelados em obras de arte que teciam o sonho de seus portadores ou, pelo que há a entender segundo o grande médico Sabarita, os frascos de poções tinham pequenos cristais de bismuto e um corante verde que, juntos, intensificavam as poções medicinais dos Modolitas, e seus mapas são precisos, bem desenhados, ao ponto de nobres de outros continentes terem interesse para registrar seus países, seus "elefantes" na verdade eram grandes tanques de guerra cônicos, com canhões de vários lados, e que podia andar em solo irregular e mesmo sobre a lama, uma arma tão forte que por isso outros povos evitaram uma guerra com eles.
 De qualquer forma, os elfos da luz abandonaram Rareynar, menos a Rainha Pálion, ansiando em proteger Livintar, junto dos elfos de prata, que não seguiram a jornada para Rareynar no início de sua civilização e formaram as chamadas vilas de prata onde se especializaram como artífices, os elfos da madeira, que vivem nas florestas como caçadores, naturais, não usam nenhuma veste, somente gravuras em seu rosto que os identificam como fazem seus nomes, e os elfos de safira, grandes marinheiros e fazendeiros, que chegaram tarde na guerra, mas que todos estranharam o fato dos "Orcs", ou Modolitas, terem os ignorado e ido embora. "O que será que os Orcs queriam?", perguntaram os elfos remanescentes. Ver um Modolita de barba negra e outro de barba grisalha subverteu essa imagem, pois o verde não é uma cor de nascença deles, mas pintada em diferentes cantos de seu corpo, mesmo sob a armadura, assim como seus capacetes tinham brilho verde com vidro de prata, ou vermelho com vidro de ouro.
 Os anões se interessaram cada vez mais nos Modolitas, porém sua relação foi comercial, os Modolitas vendiam madeira e carne, e os anões vendiam os metais desejados, em escambo, mercadoria por mercadoria, afinal, os anões que estavam vendendo metais, os Modolitas pareceriam que estavam devolvendo para os anões se lhes pagassem com moeda. Já os onze reinos se enfureceram quando os servos foram mortos, pelos O Sincero que fugiu, os paladinos foram decapitados em praça pública, Fredjord e Paracolat foram mortos juntos numa emboscada, e Unguron foi crucificado, e morto em uma cruz sem sua defesa, e quando retornou depois de seu corpo ser resgatado e enterrado, tornado em Unguron o Escarlate, ordenou para que os onze reinos não tentem mais guerrear, senão eles não poderão retornar caso percam a revanche, e a tarefa deles com Unguron agora é se espalharem.
 Até mesmo os Eremitas Anil e Púrpura, que peregrinaram para espalhar a defesa contra o mal, sentiram a aura de Unguron se silenciar, e retornar manchada com a própria morte, e que a busca para combater Dinoz foi interrompida, ou quem sabe, foi mudada.

Fim!