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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

17 de set. de 2025

Banban, o Cookiezinho, episódio 3

 Banban está com seus amiguinhos Misa, Brondes e Kuminha na casa do Bludraco porque a Alex e o Daemuki vão viajar para o planeta Inferno, enquanto outros filhos estavam acompanhando a Chloé na floresta dos elfos na dimensão dela e gostando muito dos bosques de luz dourada com penumbra âmbar e árvores que parecem não acabarem, além do Zephyrson gostar de brincar com os bonecos de madeira com os bebês elfos. Misa estava sentada quietinha no sofá e olhando pra TV, que o Bludraco não sabia que canal colocar e deixou em um canal aleatório da TV aberta, já o Banban estava brincando de pega-pega com o Geracial e o Brondes, e quando tropeçavam saíam rolando no chão por uns segundos até pararem e se levantarem, e a Kuminha... ouvia o Bludraco lendo um livrinho de 3 Porquinhos.
Bludraco: E quando o lobo mal, não conseguindo soprar a casa de tijolos, foi embora, enquanto os três porquinhos viveram felizes para sempre.
Kuminha: Yayyy! Mais ispera, tem mais livrinhos?
Bludraco: Tem, mas... vá assistir alguma coisa com a Misa.
 Bludraco põe Kuminha ao lado da Misa, as duas estavam assistindo a comerciais de hambúrgueres e... babando de fome, o Bludraco tentou mudar de canal pra algum canal da TV a Cabo onde os comerciais eram apenas trailers de desenhos, enquanto o Geracial e Brondes se cansaram e o Banban tinha se perdido, então, enquanto a Kuminha assistia aos desenhos abraçada com a Misa, que por causa do conforto, dormia de tão macia que era de abraçar, o Bludraco se levantou pra ir procurar o Banban.
Bludraco: Cookiezinho, volte aqui, a brincadeira acabou, o Geracial e o Narizinho Fofinho já desistiram.
Banban: Intão eu ganhei!?
 Banban saía de trás de uma laranjeira e corria até o Bludraco, os dois voltam pra sala de estar, e enquanto o Bludraco ia fazer uns sanduíches bem simples com pão quadrado, mozarella e presunto baratos e umas alfaces só pra temperar, uma amiga da Cassandra foi visitar, seu nome era Hanako Gamayama, uma mulher de um clã de lobisomens japoneses, e que ela veio inicialmente pedir ajuda a cuidar do filho dela pois o mesmo estava doentinho, o Bludraco se voluntaria.
Bludraco: Eu posso resolver isso, fazer poções de cura é fácil.
 Bludraco deixa Hanako e seu filho Akira entrarem e, enquanto o Akira esperava na poltrona vermelha, e o Bludraco pegava umas folhas de hortelã, cidreira, camomila e também misturando o chá recém-cuado com um suco de laranja temperada com ervas helênicas, e como sobrou aquela poção e não coube em só uma mamadeira, os outros pequenos também receberam chá e tomaram, o Brondes por algum motivo tava distraído com os periquitos de estimação da casa do Bludraco, cantando e assobiando com eles.
Akira: 彼は鳥の言葉を話している!
Hanako: Sim, meu sushizinho, ele tá falando com os passarinhos.
 Akira é levado mais perto deles, e... a Misa acorda e ela e a Kuminha ficam perto do Akira, com ele no meio das duas.
Akira: 君たちは何をしてるの?
Kuminha: Do que eli tá falano, tio Draco?
Bludraco: Ah, é... você ainda morava no Japão quando teve ele?
Hanako: Haha, não, é que eu ensinei meu idioma primeiro pra ele.
Akira: 君たちはどうしてそんなにかわいいの?
Misa: Bom dia pa vucê tambein. :)
 Bludraco ria aquela risada curta e baixa de sair ar do nariz, a Hanako ri também mas dá um tapa nas costas do Bludraco. Já o Geracial e o Banban... queriam ficar mais perto do Akira, o Banban e o Geracial sobem o sofá e apontam pra porta pra eles saírem, mas o Akira não entendia e só olhava eles logo indo em direção da porta e pulando, mas o Akira não entendia ainda assim, os dois ficam tristes, o Brondes até vai ao Geracial e abraça ele, a Misa tava longe e com preguiça de se levantar, mas não aguentava ver uma criança redondinha tão triste, e desce do sofá e corre pra abraçar o Banban.
Bronde: Taum macio e geladinhu!
Misa: Nene foite!... AAAAA!
 Misa se machuca ao abraçar o Banban e cai deitada, mas se mexendo no chão, ela se levanta praticamente intacta de novo, o Bludraco até leva a Kuminha e o Akira pra brincarem um pouco no quintal perto dessa noite, a Hanako tava hesitando pra avisar mas fala de última hora.
Hanako: Senhor Draco, o meu filho também tem licantropia!
Bludraco: O que?
Akira: 助けて, 頭が痛い!
 Akira ganha pelos pretos, suas orelhas ficam pontudas e seus olhos brilham em vermelho, ele uiva, ele corre atrás dos outros pequenos que até conseguiam, enquanto Kuminha tem uma ideia.
Kuminha: Ispera! Eu resolvo!
 Kuminha vira uma forma de lobinho filhote, bem parecido com a forma meio lobo do Akira, e os dois... Se viam como amiguinhos mesmo Akira estando animalesco até emocionalmente, e eles corriam não como uma perseguição, mas como se fosse um pega-pega. Passa mais ou menos uma hora, e o Akira, cansado, dorme.
 Bludraco leva as crianças dessa vez ao quarto da Chloé e, vendo os DVDs piratas que Rogério baixou pra ela, os com títulos mais inofensivos como "Toy Story, Transformers e Era do Gelo" e "Michael Jackson, Latino e muito mais" (que na verdade era um DVD de Clips Animados, Vol 4) escritos em caneta permanente, ele escolhe um DVD escrito "vídeos que vi na infância", e põe no player e sintoniza os cabos na TV pra eles assistirem, enquanto Chloé abre um portal na cozinha, e os outros filhos da Alex e Daemuki corriam querendo abraçar o Bludraco e acabam o atropelando.
Chloé: Hai, papai!
Bludraco: Yokoso, fofura!
 As outras crianças corriam procurando os irmãozinhos e priminhos e... Se assustam ao verem um bebê ainda em forma meio lobo, ainda que dormindo, com a Kuminha parecendo só um filhotinha de vestido fazendo companhia. Os outros se juntam pra assistir juntos e a Hanako liga pra Cassandra pedindo pra dormir hoje na casa deles porque tá numa noite de lua cheia e ela poderia correr perigo de noite. A Cassandra deixa e, ao voltar do trabalho, ajuda a arrumar uma cama só pra ela, com um futon velho e dormindo na sala de estar.
Cassandra: Pensei que não viria hoje.
Hanako: Eu posso explicar, não fiz nada aqui com o seu marido.
Cassandra: Ah se fizesse... Eu não teria coragem de te matar, hahahaha!
Hanako: Para! Os bebês tão ouvindo.
Cassandra: Eles devem nem tar entendendo, mas bem, a gente brigaria fisicamente mas nós duas saíamos machucadas, e eu gosto de você.
Bludraco: Olha, a massinha de pão integral tava com vocês também. 
Barroquinha e Misa: Si! :)
Vulcas: Eu brinquei di esconde esconde co os elfos da foresta, a Chloe me achou muitu rápido.
Bludraco: É mesmo?
Vulcas: A tia dela me achou vem fofio.
Bludraco: Ela não está errada. :)
Brondes: Já ti falei que vucê é fofia?
Misa: É... Naum?
Brondes: Intaum... Vucê é fofia.
 Depois de desligar a TV e guardar os DVDs, o Bludraco junta as crianças que não são dele pra esperar seus pais buscarem e levar pra casa, foi bem rápido, enquanto o Bludraco foi o último ainda na casa dele a dormir porque ele ficou vigiando um pouco se tava tudo bem, assim como ele tirou um tempo sozinho pra ler algum livro de romance sozinho na sala, que ele não tinha terminado o livro mesmo continuando a leitura naquela noite porque acabou dormindo no meio da leitura e esqueceu tudo que leu antes, ainda assim teve um sonho bem feliz.

Continua>>>

13 de set. de 2025

Ciência de Vitrine

 Terminei uns contos que eu planejei pro Projeto Dream, incluindo um cujo terceiro ato envolvia leis da física complicadas como base para armas muito poderosas, e isso me fez parar pra pensar sobre Dino Crisis e Sequência Xeelee, e o quão discrepante é a diferença, pode ser overkill comparar um jogo feito só pra ter ação, terror e dinossauros monstruosos e um livro que combina ficção científica extremamente complicada, sofisticada e uso suficiente do realismo (hard science) com camadas de uma crítica social moralista pesada, mas a diferença de como eles tratam os MacGuffins tecnológicos e científicos é muito triste.
[Usei essa fan art minha porque não achei nenhuma arte dos Xeelee além de capas de livro, fan arts de outras pessoas e páginas da Fandom do livro porque é uma franquia MUITO underground que só tá ficando minimamente conhecido porque puxa uma vibe grimdark com ficção científica com o Warhammer 40k que estourou de popularidade com jogos e o Duna que estourou de popularidade com filmes e o Tim Chamalet atuando como o protagonista]

 Antes de tudo, vou explicar o foco principal desse post: Ciência de Vitrine.
Se a Ficção Científica é dividida entre hard science ("mais científico" resumidamente) e soft science ("mais fictício", ainda que ambos sejam científicos e é necessário ter seus elementos explicados com uma certa lógica), vocês já devem saber, o problema é um risco que ficções científicas soft sofrem que é o erro sério de fingir se identificar como hard science, vamos falar primeiro da Widowmaker de Overwatch.
 Essa personagem é popular por ser gostosa e uma personagem boa de usar no jogo, mas o foco é a justificativa do design dela: Ela é roxa por consequência da modificação física que faz o coração dela ser mais lento, deixando ela mais forte e roxa, o problema é que... Sendo sincero, eu vou me sentir tipo o Nerdologia do Velho Testamento (que era um canal de nerd chato e ateu de Reddit que tenta pagar de ser mais inteligente por falar pelas 666ª vez que alguns poderes só seriam possíveis em ficções), mas é algo bem necessário.
  1. O coração bater menos, e o corpo ficar bem, não fortalece necessariamente ou diretamente, e sim deixa o metabolismo mais lento, fazendo perder menos sangue ou qualquer toxina ter menos tempo de agir que o sistema imune, assim como animais com esse metabolismo vivem mais por serem maiores, com mais matéria e mais resistentes, com as células mais duráveis, ou animais com o corpo menos sobrecarregado (por isso cães menores que vivem mais, mas ao mesmo tempo os elefantes e as baleias são os mamíferos que mais vivem), e um dos custos é que o animal é mais pesado ou com menos energia, e por isso seria impossível a Widowmaker ser tão ágil como é, não só em jogos, mas também em cenas e animações.
  2. Assim como o que deixa partes do corpo roxas não é o sangue circulando menos, mas a falta de oxigenação, por isso que feridas que ficam roxas são onde tem calos ou hematomas, e não quando algo do corpo foi furado ou cortado, e é só em partes específicas do corpo, como as extremidades, e não no corpo inteiro.
 Se fosse, por exemplo, ela ser modificada por algum soro, mas por reação colateral ela ficou roxa porque algo afetou a melanina dela, seria mais convincente. Soa estranho questionar isso enquanto temos no Overwatch androides, um gorila falante e umas tecnologias que simulam até mesmo manipulação de matéria, mas essas tecnologias e esses seres já dá pra ver que é possível pela ciência do jogo, já o caso da Widowmaker me irrita por tentar ser o que não é: Realista. Por isso usei isso como introdução pra explicação seguinte, que é a Terceira Energia.
 No universo de Dino Crisis, a causa dos dinossauros não foi algum projeto de dinossauros artificiais que deu errado (que começou pelo livro de Jurassic Park, que pelo que entendi resumidamente oscila em ficção científica especulativa, com um tipo de parque que criou dinossauros pra ser tema daquela instalação, e o suspense quando isso dá errado, que o Spielberg dirigiu a adaptação em 1993 e inspirou aquelas figuras de dinossauros reptilianos que todo mundo conhece), mas a viagem no tempo que trouxe eles pro passado, até aí algo um tanto mais interessantes, mas tem alguns problemas, que vou explicar primeiro a causa (a Terceira Energia) e só depois os dinossauros.
  • O nome não faz sentido, já que não há só "dois tipos de energia", assim como o jogo explica que surgiu como uma opção depois da termoelétrica e da nuclear, então o nome deveria ser Third Source (Terceira Fonte) e não Third Energy (Terceira Energia), tanto que quando eu via vídeos do Gusang (Assoprafitas) sobre esse jogo, eu entendi errado e achei que era Dirty Energy, que... considerando que o jogo foca na falta de ética e manipulação ambiental dessa energia, combinava muito mais.
  • Também não são só duas fontes de energia nem na época do jogo, já que desde antes da energia elétrica ser usada domesticamente era comum gerar ela com energia mecânica (basicamente girando as turbinas com a própria força, podendo existir bicicletas cuja lanterna é movida por isso), e se eles pesquisassem mais um pouco saberiam de usinas hidrelétricas (que desde essa época eram comuns e inclusive reaproveitam barragens usadas pra conter água pras cidades) e painéis solares nem eram invenções tão recentes, o que deixa o nome de ser a "terceira" fica muito reducionista, assim como infelizmente nem dá pra culpar muito isso porque só nerds chatos sabiam que usinas termoelétricas usam muitos sistemas de turbinas impulsionadas pela queima do carvão (da mesma forma os motores com seus pistões) e que usinas nucleares não eram de ligar uma tomada numa bomba atômica (falei exagerando e zoando isso, mas é realmente criticando como era basicamente esse o raciocínio dos anos 90).
  • No entanto, tem a origem da Terceira Energia, que era pra ser uma opção mais limpa que as duas outras fontes de energia e só precisaria... ionizar a atmosfera diretamente (vou nem me enrolar muito, isso é simplesmente algo que uma bomba atômica, nuclear, termonuclear e de hidrogênio fariam, assim como fazer um tipo de eletrólise da atmosfera, mesmo a um alcance seguro, gastaria mais energia que geraria).
 Fora isso, assim como critiquei como o pessoal achava que eram energias nucleares, também tem a questão de como o pessoal achava que seriam todos os dinossauros, porque antigamente já tinha uma ideia que os dinossauros têm parentesco evolutivo com pássaros, a questão é que demorou mais pra explicar que os T-Rex e os Velociraptors eram praticamente galinhas primitivas, ninguém sabia o que caralhos era um Archeopteryx (mesmo já descoberto desde o século XIX), e tem gente até hoje que acha que o dinossauro canônico era o Brontossauro ("lagarto trovão", um saurópode conhecido) e não o Apatossauro (que foi montado com um corpo de Brontossauro e cabeça de Camarassauro, mas aparentemente nem os arqueólogos leem livros de arqueologia, e fazem um malabarismo falando que o Brontossauro que não existe e que o que existe é o Apatossauro mas com outra cabeça, inclusive desde criança eu percebi que canais "de curiosidade" que repetiam essa informação como papagaio de vó nem se tocam da própria contradição, é tipo o professor de biologia falar que leões não existem e que os animais de verdade são as quimeras mas que têm patas de outros grandes felinos, deu pra entender como não faz sentido e é só a pessoa repetindo erro de uma autoridade científica muito mal-contextualizada?).
 Sem falar que a Terceira Energia em Dino Crisis sendo fonte da viagem no tempo não faz sentido, porque ela não foi definida como uma energia temporal, e nem usa alguma explicação xexelenta de como a eletricidade abre portais do tempo nesse universo, simplesmente colocam que "gera tanta energia que rompe o tempo" (resumindo muito, mas é basicamente isso), sem falar que na história os integrantes da empresa responsável por essa tecnologia viajam no tempo pra coletar recursos e, obviamente, por viajarem pro tempo Cretáceo, trouxe um monte de dinossauro cretáceo pro presente, mas se for pensar de mais, um ataque de dinossauros (que falando nisso me lembra aquele analog horror, Prehistoric Emergence) é o de menos considerando que eles tariam colocando o universo em risco de tanto paradoxo temporal que isso era pra causar (sem falar que poderia facilmente ter patógenos pré-históricos que dariam muito mais problemas pra humanidade que um ataque de dinossauros). Dá pra ver como que, sabendo das coisas, dá pra além de achar um monte de erro num roteiro furado, também criar ideias mais complexas e criativas?
 Em comparação, vamos falar um pouco de Sequência Xeelee, ou pelo menos o pouquíssimo que eu vi sobre: Essa história envolve, entre as civilizações, os Xeelee e a Humanidade, que ambos têm tecnologias que simplesmente militarizam desde o controle de Forças Fundamentais (as conhecidas gravidade, forças nucleares forte e fraca e o eletromagnetismo, sem falar que foi descoberta a força eletrofraca (força fraca/decaimento nuclear + magnetismo) na vida real, e é teorizada a GUT, ou Teoria de Grande Unificação (força fraca + força forte + eletromagnetismo, e que uniria essas forças como uma única e associada à matéria e energia comuns no Big Bang), que por enquanto é só hipótese pra gente, mas nessa ficção científica é usado inclusive pra armas e motores) a criar um ambiente em que leis da física são um tipo de seres vivos.
[Perdão o momento "memes que" acima, é que já é cansativo ler textos tão longos, então imagina logo se eu mandasse mais, entre as fotos ilustrativas, ainda mais trechos textuais da lore que tô falando só pra provar que eu não tô ficando maluco]
 Tirando essa parte que falei, de criarem um ambiente de seleção natural entre teorias vivas, ou eles poderem diretamente controlarem universos sintéticos, que realmente é do tipo "é uma tecnologia tão bizarra que parece mais mágico que o poder de um deus de mitologia, mas tem seus motivos dentro dessa história", realmente boa parte das tecnologias mais avançadas e até mesmo cabulosas ainda assim envolvem teorias reais, como eu falei da GUT, mas tem também coisas como:
  • Curva Tipotemporal Fechada: Isso é tão complicado que explico depois abaixo pra ficar menos apertado.
  • Monopolos Magnéticos: Partículas de um só polo (podendo ser Norte/positivo ou Sul/negativo), que seriam do tamanho de léptons (classe do elétron, pósitron e múon), nesse universo é usado pra armas tão fortes que distorcem o espaço.
  • Gravastar: Imagina um buraco negro, mas em vez de ser a singularidade, o núcleo seria um vácuo extremamente denso, onde só teria matéria estranha (quando, em vez de ser um bárion puro, de prótons (quarks up, up, down) e nêutrons (up, down, down), seria um bárion de quarks up, down, strange) e energia escura (um tipo de energia detectada no vácuo puro do espaço junto com a matéria escura, e que teria influência na expansão do universo). Na Sequência Xeelee eles criam escudos usando esse tipo de vácuo de estrela negra.
  • Relatividade e Mecânica Quântica: Explicar um resumo de ambos porque tem uma física temporal na Sequência Xeelee que usa ambos. A Teoria da Relatividade buscou explicar como funcionam a velocidade da luz e como o espaço-tempo reage de forma diferente sob velocidades e gravidades diferentes (assim como o tempo é instantâneo pra velocidade da luz que é absoluta, e o tempo simplesmente não funciona na singularidade do buraco negro pois é tanta que desacelera e absorve a luz)(também tem a ver com a curva tipotemporal, pois objetos mais rápidos ou sob maior gravidade têm o tempo mais acelerado), e a física quântica envolve, entre suas principais pesquisas, partículas subatômicas e probabilidade (assim como a realidade só é definida quando ela é medida, e só de você estar presenciando ou observando você consegue medir pelo menos a parte superficial). Nas viagens no tempo, elas sempre dividem o universo em uma linha do tempo separada (tipo Dragon Ball), independente do universo remetente, mas em vez de usar o clichê de teoria de vários mundos ela é fruto da relatividade e sobreposição.
 Sobre as Curvas Tipotemporais, na relatividade qualquer objeto com massa afeta o espaço e também o tempo, o que é comparado a uma curva (a mesma explicação das órbitas de planetas, mas agora numa escala que inclui desde os menores objetos), já a Curva Tipotemporal Fechada, imagina o seguinte: Alterando o tecido temporal, você separa o tempo que você tá curvando do tempo do resto do mundo, criando um tipo de bolha temporal, esse efeito pode ser aplicado, não necessariamente só pra parar ou avançar o tempo, mas seria uma explicação pra viagens ao passado, daí a associação atual de viagens no tempo a buracos de minhoca.
 No universo da Sequência Xeelee, a viagem no tempo é necessária pra viagens espaciais, especificamente pra elas serem instantâneas, e inclusive isso pra mim é até mais simples e direto que o clichê de Hiperespaço, que é de usar uma dimensão com leis da física mais maleáveis, sendo que algo que gente que repete a mesma coisa que "ah, a luz leva milhões de anos pra ir de uma estrela a outra...", sendo que velocidades mesmo abaixo, mas próximas da luz, podem alcançar esses espaços em no máximo meses, enquanto o tempo pra luz (que não tem massa e a velocidade é absoluta, não tendo um "rastro" temporal) é instantâneo, a luz não demora anos pra alcançar, é que a distância das estrelas e planetas, usam como referência o c (velocidade da luz), inclusive hoje em dia a unidade de kg tem sua fórmula matemática (Constante de Planck, também usando velocidade da luz como base, que resumindo, é o reverso do E = mc² do Einstein) e atualmente tem seu próprio referencial (antes usavam baldes d'água pra terem referencial do kg, pois surgiu durante a Revolução Francesa, que aboliu o sistema imperial no país, que antes usava libras, onças, pés, polegadas, etc., que sempre usavam como referencial partes do rei, hoje em dia tem o Projeto Avogadro, a esfera de silício perfeita de 1 kg).
 Como eu disse, seria overkill falar de como Dino Crisis trata menos a ficção científica que o Stephen Baxter, afinal, um é uma franquia de jogos pra surfar no Resident Evil e no Jurassic Park, outro é uma sequência de livros ficcionais de um Dr. em engenharia, assim como a ciência de vitrine é digamos que uma armadilha exatamente pra quem tem suspensão de descrença de mais e conhecimento científico de menos, seja físico, químico, biológico, aritmético ou logístico, como eu falei da Widowmaker, mas tem algo que vocês não poderão discordar, que é o quão idiota era o plano do Professor Hojo de repovoar os Ancients (raça da Aerith) e a raça do Red XIII.
 Nessa subtrama o plano do Professor Hojo parece simples e genial na cabeça de um cientista louco de desenho antigo: juntar uma HUMANA com um BICHO (e como os protagonistas repudiam, não iriam doar sangue dos dois e montar um homúnculo ou quimera, o Hojo realmente iria colocá-los num momento furry pra criar uma raça de furries que iria repovoar os dois), e o bizarro é que o jogo trata essa ideia como "genial, mas com custos", "frio e calculista", e os protagonistas só como "cala a boca, você é o vilão! >:(" (um clichê que eu odeio muito, que é o vilão ser super eloquente com um plano estúpido, e o protagonista só puto com a ideia porque só pensa na parte emocional mesmo que o vilão também esteja completamente errado ou seja até mesmo o burro da conversa, e que esse cichê só acontece porque se o autor só criar vilões burros com ideias burras não fica interessante demais, vira moralismo, a mesma coisa o Thanos da Marvel ou o Anti-Spiral de Gurren-Laggan, mas não vou focar nele nesse blog), e nesse caso também combina com o que falo sobre Ciência de Vitrine junto com algo que envelheceu mal, porque essa subtrama tenta ser "científica mas cruel", mas quando a gente amadurece, inclusive os autores, só é nojento e cruel, e por isso não tem isso no remake.

Até mais!

30 de jul. de 2025

Por que o retrofuturismo encanta tanto?

Fiz esse blog porque tem coisa que não coube no anterior.
 Muita gente acha que a estética neon do Vaporwave veio do Cyberpunk, o que pra falar a verdade é uma puta burrice considerando que do que o Vaporwave teria supostamente em comum com o Cyberpunk é só o neon e as letras japonesas (muita gente cisma que o Blade Runner antigo é melhor, mas o Blade Runner num geral parecem mais Vaporwave que Cyberpunk), de resto, tem nada de Cyberpunk, pelo contrário, a estética retro dos anos 90 chegava a romantizar ou exagerar os avanços tecnológicos da época (um filme do Seagal tem uma cena de um personagem falando "1 Gigabyte deve resolver", antes de quebrar um sistema, o que mostra como antes o pessoal não fazia ideia nem de como internet e RAM funcionavam, afinal, antigamente 8 Megabytes era algo exagerado, e na cena nitidamente o personagem fala do Gigabyte como se fosse uma ferramenta).
[Esse vídeo é maravilhoso kkkkkkkkkkkk Aliás, quem assiste ao Freaking Pause Pra TV do Colônia Contra Ataca talvez também conheça como esses filmes representam muito mal personagens usando "aparelhos do futuro" e na prática todo mundo parece retro gamer]
 O Vaporwave, na prática, combina múltiplas estéticas que envolvem retrofuturismo (Neon, Glitch, Windows 98, computadores e as roupas coloridas) e artes relaxantes visuais (como cores pastéis, como rosa e roxo, animes da época ou dos anos 80 que seguiram populares depois, talvez daí letras japonesas e não do Blade Runner, assim como estátuas gregas que não duvido que tem um certo teor de Pop Art, já que além de simbolizar nostalgia e elegância, também o Pop Art que envolve colagens de coisas velhas teve muito sucesso nesse século) e também músicas estimulantes (calmas como música de elevador ou músicas acústicas que, junto do estilo de anime antigo e VHS, forma o lo-fi hip hop, ou frenéticas como o synthwave). Esse estilo aliás eu me baseei pra ideias principalmente iniciais do planeta Stereo em Projeto Dream, incluindo os Tamafones, que são baseados em Tamagotchis e a interface dos Tamafones originais é como do Windows 98.
 Frutiger Aero, por outro lado, é 100% otimista, com fotos e ambientes coloridos, de cores vibrantes, diferente do Vaporwave em que as cores eram mais suaves, geralmente tendo visuais com base em cidades limpas, o Windows Aero (que inclui o Vista e o 7) e celulares da época, e há muitos visuais de gramas, água e auroras, um visual extremamente dinâmico, que hoje em dia é associado a um "futuro feliz que nos prometeram" (e não cumpriram), muita gente destrinchou, entre eles eu vi um vídeo do Caramelo Animation e um do JJ Omega sobre, assim como vi e ajudei a editarem uma página da Fandom sobre estéticas que era sobre o Frutiger Aero. O Frutiger Aero, em suma, não foi só uma inovação estética que envelheceu tão bem que querem de volta desde quando acabou, como também tinha essa estratégia de deixar os computadores e celulares mais atraentes e intuitivos (marketing e adaptabilidade do público) pras pessoas usarem, o Skeumorfismo que forma esse realismo digital ajudou muito nessa estratégia.
 No vídeo do Caramelo e Arttur diz que o Wii U ter fracassado afetou muito a imagem do Frutiger Aero, mas há coisas que dá pra considerar passos maiores do fim do Frutiger Aero, como o Windows 8 que adicionou um minimalismo extremo e tentou fazer o Windows de computador funcionar como em Windowsphone mas na prática fudeu a usabilidade do aparelho, ao ponto de ter o Windows 8.1 tirando os defeitos (e bugs também), ou a Apple fazendo aparelhos mais minimalistas, assim como o iPhone aos poucos foi regredindo desde o iPhone X, com só um orifício pra carregador (forçando a comprarem adaptadores ou airpods que foram uma ideia tão vagabunda que criaram fio pra essa merda que era pra ser sem fio) ou a palhaçada de vender celular e carregador separadamente, com a desculpa que é pra diminuir emissões de carbono (como se fosse menos poluente comprar um celular e jogar fora depois de descarregar em minutos porque as baterias de iPhone sempre foram uma piada, ou comprar mais caixas, com mais papel e plástico e jogar papel e plástico a mais fora, é tipo aquele meme do Agronegócio usar 70% da água do Brasil mas a pressão de economizá-la ser só pros civis).
 O Wii U, aliás, fracassou justamente porque a Nintendo ficou inventando moda de mais, com um controle que ninguém sabia se era acessório ou videogame separado, assim como o controle era vital pro console, mas não era vendido separadamente, a bateria é curta e é horrível de jogar enquanto carrega, assim como a biblioteca de jogos varia entre tentar usar o gamepad e ficar muito ruim, ou nem tentar usar o gamepad a não ser alternar entre jogar na TV ou na tela do Wii U. De resto, como diz o Sr. Wilson mais uma vez, é hipocrisia da Nintendo essa ideia de fazer um videogame de você jogar de um canto e seus amigos verem do outro, enquanto na exata mesma época tava tendo crise de strikes no Youtube por causa de vídeos de jogos da Nintendo.
[Vendo esse videogame bater um total de 13 anos hoje é surreal, assustador]
 Falando em tecnologia, empresa filha da puta e assustador, tem uma série que ficou muito no hype que foi Ruptura, acho que justamente pela série se resumir a "o vazio da escala 6x1" (apesar que, considerando os trabalhos nos EUA e a crítica ainda mais intensa dessa série, é 7x0), por causa de espaços liminares estranhos (desculpa o pleonasmo), a iluminação fria indicando que não há luz natural por perto, e a mistura estranha de móveis nas salas, junto do foco da história: uma cirurgia que divide a pessoa entre uma personalidade com vida normal e outra que só trabalha na Lumon, até o Refinamento de Macrodados da série é obviamente feito pra ser mais misterioso e indicar o quanto essa empresa aliena seus operários, com um trabalho bem abstrato, e querer deduzir o que isso significaria, como diagnosticar algoritmos ou reprogramar emoções, são só formas de tentar explicar algo feito pra ser inexplicável.
 Algo não tão diferente por exemplo das Três Ostras do filme O Demolidor (no caso Demolition Man, estrelado pelo Stallone), de uma cena do personagem do Stallone reclamando dos banheiros em San Angeles não terem papel higiênico (ao ponto de preferir receber umas multas pra limpar a bunda), e realmente era uma piada sobre "ain, olha como o futuro é estranho", mas curiosamente tem gente que realmente foi teorizar sobre o que poderia ser, a teoria mais certa que eu vi é que as ostras seriam botões (uma é pra bidê, outra é pra sabonete líquido, a terceira é pra secador de mão, daí que não precisam de papel), então meio que a piada muda de "nossa, como eles limpam a bunda?" pra "kkkkkkk Stallone é boomer e não sabe apertar os botões", o que me lembra esse meme que resume muitos autores de ficção científica.
 Reparei como eu ironicamente sou como o do lado esquerdo do meme, mas nem é por eu tentar levar a sério de mais as tecnologias ficcionais da minha história (afinal, eu simplifico muita coisa, mesmo quando cito as peças, eu não explico com exatidão o que compõe elas ou onde se coloca, só falo quais são usadas, assim como a maioria dessas tecnologias que eu vou desenhar pras minhas histórias são fictícias então não posso tratar como se, sei lá, um motor espacial que cria os Portões de Partida, ou uma máquina de campos de Higgs fosse possível em realidade), mas ao menos assim é melhor pra uma ficção científica que algo tipo "WOOOOU ELE FEZ UM MODEM WI-FI COM PALITOS DE DENTE!!!", afinal, há um limite entre tecnologia e magia. Qual exatamente? Sobre como os materiais ou até seres são tratados, por exemplo:
  • Numa ficção científica, se tiver lobisomem, ele pode ser uma subespécie humana ou uma doença viral mutagênica, já numa fantasia mágica o lobisomem pode ser mais simples: humanos amaldiçoados por alguma magia lunar maligna, seja porque uma bruxa o amaldiçoou como punição ou porque o homem escolheu se autoamaldiçoar por poder.
  • Numa ficção científica, os portais geralmente são buracos de minhoca (um tipo de liga-ponto gravitacional pra interligar pontos no espaço), já numa fantasia mágica podem ser simplesmente anéis de energia mágica interligados por algum poder do vazio.
  • Numa ficção científica, poderes podem surgir de aparelhos complexos com múltiplas funções ou mutações humanas ou espécies próprias com poderes vindos de uma função evolutiva, já na fantasia, a magia já fonte dos poderes, e quando há algo mais biológico, é por alquimia, e em tecnologias, é algo também fantasioso como steampunk (incluindo usar substâncias mágicas como combustível).
  • Numa ficção científica, há um monte de teorias quânticas pra explicar a existência do multiverso como algo natural da física, como o Multiverso Acolchoado de Brian Geene que eu expliquei num vídeo sobre o Tropia, já numa ficção científica, uma entidade pode ter criado as realidades, seja por algum desejo próprio ou para alguma utilidade na existência.
  • Agora algo mais a ver com o que falei acima, essa piada de "construir um roteador com palitos de dente" é transmutação, simplesmente transmutação, não teria genialidade que tornaria isso viável, diferente do assunto de que "tecnologia avançada o suficiente é indistinguível de magia" (Arthur C Clarke), em que algo que podia ser simplesmente sobranatural ainda tem explicação lógica.
Agora sim pude compilar o máximo de assuntos que eu podia antes de ir começar a temporada nova de Projeto Dream, que aliás está em hiato faz quase um mês, mesmo considerando spin-offs, porque eu realmente quis dar um tempo e reorganizar uns pensamentos antes de continuar, assim como eu não quero apressar.

Até mais!

29 de jul. de 2025

Músicas tristes e Hard-Life

 Tô fazendo esse blog antes de voltar a escrever o Projeto Dream.
 Um tipo de música que eu acabo ouvindo muito eventualmente são aquelas músicas tristes, seja com vibe emocionante, relaxante ou inspiradora, há músicas que ouvi como Fell in Love With a Dream (que eu descobri por causa de um vídeo de playlist de lo-fis) e World of Clay do DJ Kupla, ou a música Shark and Whale do jogo Rogue Legacy, acho que essas músicas são tão encantadoras, não por algo como a catarse (libertar sentimentos reprimidos, a maioria negativos), mas por serem como canções de ninar infantis em sua melodia.

 Sobre Hard-Life, eu resolvi desenhar alguns dos personagens principais, como o Akio (eu já imaginava ele com roupa preta, mas adicionei elementos como os detalhes vermelhos pro simbolismo de alguém forte e/ou sério, e também as peças mágicas dele, a beauty mark é um detalhe que adicionei recentemente), o Takeshi (que eu imaginava ele sendo o "bobo" do grupo ou coisa parecida, e o azul é porque é uma cor leve e também uma cor que associo a poderes psíquicos, assim como as palavras azuis do Caminho das Palavras que é a variação que ele mais usa) e a Seiko (que eu fiz ela loira - gyaru - e com roupas vermelhas e brancas, pra representar alguém dinâmica, inicialmente agitada e feliz, mas mesmo mais madura ainda extrovertida, adicionei também tamancos e mochila de pilha). Todos com carinha de "-v-" porque são japoneses.

 Fiz também um Ziéula (o nome dessa espécie eu adicionei recentemente, antes não tinha nome) e o Vajan (plural: Vajanlau) do episódio Três Mundos (e talvez eu volte a usar pelo menos os Vajanlau), de Fenômenos (que aliás, essa série - Fenômenos - por mim é uma das piores porque fiquei usando pra um monte de powerscaling barato porque na época eu tinha hiperfoco nessa porra e mal sabia que isso mata o apreço das histórias).
 Sério, tem até uma analogia minha associando partes de uma história a partes de um corpo: Os braços são a ação e aventura, as pernas são a consistência de roteiro, o tronco é o conteúdo, mensagens e worldbuilding, o sistema de poderes é entre as pernas... Fenômenos era uma história pato (asas fracas, pés que andam torto, corpo pequeno, mas tem patos e marrecos que a parte chega a 40 cm de comprimento).

 Fora isso, também temos o design de um dragão normal, um dragão-tigre (baseado na cobra-tigre, por isso sendo amarelo com manchas pretas e seu poder venenoso, esse dragão não cospe fogo) e um dragão crídrico (que irei elaborar num episódio futuro). Também um Dragão Faro (uma raça de deuses-dragões que criaram os "aromas" da realidade, isso é, em resumo a natureza e o que deixa ela bonita e cheirosa).
 Apesar de MUITO parecida com a Luna Pleine, esse design atual dela não foi reciclado de Projeto Dream, pelo contrário: A Sasha teve seu design reusado pro da Luna Pleine em Projeto Dream. Sasha, pra quem não lembra, vou resumir: É uma aventureira russa e caçadora de mistérios mágicos, ela foi planejada como lésbica, mas nunca decidi isso na personalidade, cenas ou ao menos uma possível namorada pra ela. Como tô continuando Hard-Life (basicamente em homenagem porque foi uma história que usei como um treinamento pra muita coisa do Projeto Dream atual), posso elaborar isso com detalhes.
 Galos, por sua vez, eu me baseei no Galuf de Final Fantasy 5 (pela cara, cabelo, bigode, ele nitidamente parecer bem velho e também vir de outro mundo e ter muito potencial mágico), Goku (inclusive era pra roupa dele ser laranja, mas ia ficar parecendo só um Galuf elfo vestido de Goku) e a região Kalos de Pokémon (o nome dele é tipo Galuf + Kalos), e a filha dele Lanisandra foi baseada na princesa Orihime do Taoismo (por isso ela é uma tecelã, filha de um homem poderoso, mas também esposa de um fazendeiro).
Um grande hiperfoco meu é em monstros, tanto que já fiz blogs sobre vampiros, lobisomens, medo do escuro, mitologia, mímicas (aqueles baús que mordem), um monte de lendas, mitos e até o contexto de muitos desses seres, e tem uns seres bem subestimados, também do folclore europeu, como:
  1. Panotti: Humanoide com orelhas tão grandes que são úteis como proteção ou para dormir.
  2. Blêmio: Humanoide sem cabeça, que o rosto (e cérebro talvez) ficam no peito, são tribais.
  3. Monópode: Humanoide de uma perna, com um pé tão enorme que serve de guarda-sol (eu não tô zoando, as ilustrações que vocês mais vão ver do monópode é ele deitado usando o pé pra se proteger do sol).
  4. Nouli: Humanoide de pés invertidos (mas não coube no desenho >:( ).
  5. Gorgada: Humanoide feminina extremamente peluda (e pelo que entendi nas ilustrações também é gordinha).
  6. Monstro de Ravenna: Humanoide com corpo de criança/cupido renascentista, braços de asas, alguns símbolos no peito (que não deu pra desenhar), e também se apoia em um pé de ave. Pelo pouco que eu sei ele é símbolo da cidade de Ravena, Itália.
  7. Monstro de Cracóvia: Esse foi surreal de desenhar, e também um monstro que tive tanta obsessão em saber quem era que parte do meu hiperfoco por monstros aumentou daí, ele é humanoide, gordo, com cílios grandes, orelhas de peixe, nariz de mosquito, pés e mãos membranosos, rostos nas juntas e mamilos, olhos na barriga (que formam um rosto com o umbigo). Por algum motivo tem algo a ver com Cracóvia, Polônia.
  8. Astomi: Acho que esse é um pouco mais conhecido, ele é uma raça humanoide sem boca, com roupas grossas e que se alimenta de cheiros bons, e cheiros ruins são venenosos pra eles. O pouco que pesquisei indica que foi baseado em más interpretações de pessoas na Índia que, num ato similar a um voto de silêncio, tampam a boca segurando uma madeira pra se recusarem a comer ou falar, o que foi interpretado como pessoas sem boca.
    • Sabe os centauros que são meio humano meio cavalo? Funciona parecido, surgiu de interpretações exageradas de guerreiros de povos inimigos, como nórdicos, celtas e persas que montavam em cavalos em vez de usar na frente de carroças/bigas (biga é um tipo de carroça pra corrida, seja em guerras ou competições).
 Fora isso, sobre algo oriental que eu gosto muito, e vi num vídeo do Hamlet ARL (só não tem link porque faz muito tempo que vi e não lembro o vídeo exato), a Teia de Indra, ou Rede de Indra, que dependendo da versão, é uma rede de tricô com nós e joias, ou uma rede de teia com gotas nas linhas, e cada joia no nó ou gota de orvalho refletia o brilho uma da outra, essa metáfora explica o Anatta (Não-Eu, algo como a morte do Ego, a supressão da vaidade e da perspectiva subjetiva da realidade) e o Anicca (que muitos confundem com o Anatta, mas a impermanência é do Anicca, de como tudo se transforma e cada elemento depende um do outro), o que lembra os conceitos de transmutação da Alquimia medieval, e também o Deus Siva Natura (Deus Seja a Natureza) de Baruch Spinoza, apesar que é o contrário pro Spinoza: Cada elemento ou conceito existe por si próprio, e possui seu interno como absoluto, quando não há mais nada que o elemento possa se interligar.
 Sobre ambiente, tenho esses desenhos que fiz: Um de Nidavelir e outro de uma cidade em Anakos, ambos de Projeto Dream. Nidavelir eu me baseei em arquiteturas de livros do Tolkien (apesar que aí tá simples demais) mas com tema de um reino numa caverna gelada. Já Anakos eu me baseei no brutalismo que é uma arquitetura brutalmente usada em países europeus soviéticos, seja a URSS ou a Europa Oriental (aliás, é a arquitetura dos ambientes de Half-Life 2), um pouco também baseado em favelas do Rio de Janeiro RJ (nesse esquema de uma casa encima da outra).
 Mas sobre um ambiente que critica o capitalismo, corporativismo e a ganância humana que atrapalha o desenvolvimento das civilizações, tem uma parada que me encanta muito que é o Cyberpunk. O Cyberpunk é um estilo de ficção científica que claramente todo mundo conhece hoje em dia, apesar que a moda atualmente seja Frutiger Aero, e também apesar que quando falo de Cyberpunk o pessoal instintivamente acha que vou falar do jogo 2077 (o que me fez odiar esse jogo porque criou a ilusão que o Cyberpunk 2077 patenteou essa categoria), mas tem algo que faz o Vaporwave eventualmente ser confundido com o Cyberpunk.
 Como tem muita coisa pra falar só sobre Vaporwave e Cyberpunk mas não ia caber como planejado, deixarei pra outro post.

Até mais!

28 de jul. de 2025

Banban o Cookiezinho, episódio 2

[Assim como o episódio anterior, será uma história bem bobinha pra distrair e achar fofo, vou usar mais discurso indireto pra interação dos personagens, então só pra não ficar tão estranho eu vou usar muito pouco os personagens falando com "sotaque de bebê", com uma palavra ou outra falada de outro jeito]

 Depois de um tempinho, os bebês mágicos foram colocados para estudarem numa creche simples, ainda na Terra pra que aquelas crianças mesmo de espécies e planetas diferentes possam crescer unidos, considerando que as famílias deles são amigas, então os filhos claramente deveriam. A criança de gelo, Geracial, estava junto com as outras, a primeira aula parecia tranquila, e a professora Buffy Fluffy conversa com as criancinhas, querendo saber sobre algumas das que estavam ali.
 Depois daquilo, a professora organiza uma brincadeira, são dados vários bloquinhos com letras, pra eles montarem palavras que sabiam, enquanto isso a Buffy Fluffy foi se sentar pra responder e assinar uma papelada que ela tinha de outras escolas, a Kuminha e a Misa Churri já escolheram montar com uns bloquinhos que elas pegaram, e formaram a palavra "BOLINHA" (eram todas letras maiúsculas), mas a Misa tinha colocado o A do final de ponta-cabeça, parecendo "BOLINHV", e isso fazia a Kuminha rir muito. Já a Barroquinha não parecia tar a fim de brincar, só andava em direção dos outros bebês que tavam brincando, e se senta olhando pro Brondes montando bloquinhos junto com o Simon, que por não saber falar, e nem ouvir palavras, não sabia que palavra montar, só entregava os bloquinhos, ou os oferecia, e o Brondes colocava, eles faziam as palavrinhas "PÃO", "OVO" e "LEITE".
 Zephyrson estava entediado com os bloquinhos, então foi fazer companhia pra Barroquinha, que tem uma ideia deles abrirem um armário e tirarem dele uma bolinha, eles davam chutinhos leves, com medo de serem vistos jogando bola, mas também porque queriam jogar bola sozinhos, Banban e Geracial estavam colocando um bloquinho encima do outro, achando que iam fazer melhor que os outros que estavam fazendo com os blocos um do lado do outro, mas acabaram fazendo ao contrário, saiu "LUZA" em vez de "AZUL", Banban fica bravo, empurra os bloquinhos e cruza os braços sentado, o Geracial fica triste. Durante essa brincadeira, uma criança Warg em forma de uma raposinha humanoide com cabelo e rabo bem vermelhos entrava escondida, até que ela foi vista pela Barroquinha, e foi oferecida pra jogar bola com os dois, mas quando ela ia responder, ainda tímida, a Buffy percebe, guarda a bola de volta ao armário e leva a Warg raposinha de volta à sala dela.
 Nesse meio tempo, o Banban anda um pouquinho na sala e, subindo no banquinho da cadeira, resolve pegar a caneta da professora e desenhar o sorriso num canto bem nas bordas em branco da folha, e desce de volta, o Geracial conversava com a Misa e o Brondes, e eles pareciam planejar alguma coisa.
Geracial: O que vocês vão fazer depois?
Misa: É... num sei.
Brondes: Vamo brincar de olhar?
Geracial e Misa: Vamos!
 Brondes, Geracial e Misa ficam olhando um pro outro, parecia que na brincadeira não podiam piscar e nem perder contato visual... até que o Vulcas joga um bloquinho pra longe com uma explosão que ele fez com sua magia, e assusta a Misa que sai da frente, e o Brondes também pisca quando o bloco voou na direção dele, o Geracial parecia que ganhou em 3 segundos e comemorava, quando chega a hora do recreio, os bebês saíam mesmo antes da professora voltar, e quando a ela volta e olha os papéis, acha estranho ter um rostinho desenhado num dos papéis dela, mas se recusa a questionar porque parecia triste. As crianças pegavam maçãs que tinham numa mesinha, a maioria delas eram maçãs Fuji bem crocantes, mas a Barroquinha pegava as maçãs farinhentas com barulho de como se a poupa estivesse se esfarelando na boca.
Criança raposinha: Vucê... gosta de maçã?
Barroquinha: Sim! :)
 As duas comiam todas as maçãs da mesa em pouco tempo, a raposinha que comeu mais acabou ficando um pouco redonda de tão cheinha, e foi embora rolando. Geracial andava num corredor bem longo, de paredes meio brancas com a metade de baixo alaranjadas, com portas vermelhas de vidro, do tipo de correr pras laterais pra abrir e fechar, até que então aparecia um garoto humano, do mesmo tamanho e talvez porte físico, porém, em vez de cabelo azul claro, ele era ruivo e com sardas, e vestindo roupinhas verdes um pouco ásperas, e quando eles se abraçam, a criancinha humana, chamada Fernando, o solta e fala.
Fernando: Ei! Você é...
Geracial: Hã?
Fernando: Um sovete!
Geracial: Sovete?
Fernando: Sim, bem fofinho e gelado, que nem um sovete.
 Geracial sorri e convida o Fernandinho pra ir com as outras crianças pro pequeno pátio, e quando o Fernandinho tropeça e faz uns cones de plástico colorido se baterem e caírem, ele tinha uma ideia. Geracial se sentava no chão coberto de tatames e o Fernando põe um cone vermelho sobre a cabeça dele, uma garotinha da mesma sala do Fernando, com vestido rosa, cabelo castanho-escuro e pele clarinha, chamada Lisa, questionava aqui.
Lisa: O que tá acontecendo? '^'
Fernando: Geraci é um sovete.
Geracial: SOVETE!! Espera, quem é vucê?
Lisa: Ah, eu sou a Li. :)
Fernando: ... Eu já te vi na casa dos meus pais, a gente comeu muito queijo ontem.
Geracial: Queijo? Quero!
Fernando: Eu não trusse queijo.
Lisa: Nem eu.
 Geracial olha pra Misa comendo bananas com o Brondes, e foi até eles, passa perto, atrás dela, e morde um pouquinho o cabelo dela, a irritando, e pega uma banana pra descascar e também comer, já o Banban tava no playground, escalando o trepa-trepa quadrado, e quando um bebê que também conseguiu subir ao topo empurra o Banban pra ele cair, e o inspetor correu desesperado pra socorrer ele... o Banban tava intacto enquando o solo estava até mesmo amassado.
 Durante a volta dos bebês e seus professores às salas depois do intervalo, a sala em que o Banban e seus amigos estavam não consegue ligar, o professor até tenta arrumar e reposicionar a lâmpada mas não funciona, tinham que trocar. Rogério é chamado pra trazer uma lâmpada de tubo pra escola, já que ele era o mais próximo e também amigo dos professores, e não queriam gastar dinheiro com um técnico, ele traz uma lâmpada fluorescente de tubo, e quando ele entra na sala, a Misa corre até o Rogério e abraça uma perna, o Geracial corre também e abraça outra perna dele (eles são bem pequenos, a altura parava por aí).
Misa: Imão!!
Geracial: Rogéro!!
 Banban apenas tenta puxar a cadeira pensando se poderia ajudar, mas o Rogério só segura o Banban e o deixa encima da cadeira do professor, que fica confuso com aquilo enquanto o Rogério ia trocar a lâmpada, e quando ele ia sair... a Misa ficava se segurando numa perna da calça dele.
Misa: I... Imão... Não me deixe! :'(
Rogério: Tá tudo bem, eu busco você depois do trabalho.
 Depois daquilo, com o Rogério saindo da creche e indo trabalhar como pedreiro com o seu pai adotivo, as crianças têm uma aula curta, isso é, ouvindo uma música sobre números, com o professor vendo se as crianças estavam acompanhando, mas depois que o tempo escolar terminou hoje, as crianças esperavam seus pais, e hoje a Cassandra buscava eles, e conseguia posicionar os bancos pra que coubessem todos os bebês de uma vez e em segurança, com uma modificação que a irmã dela fez no carro, e chegando na casa, o Bludraco para de escrever seu rascunho de livro, e quando foi abrir a porta, via a Cassandra contornada pelas crianças, logo antes delas correrem, quase o atropelando, mas ele sentia que já tava sendo atacado pela fofura deles, que aliás, dos conhecidos, só não tinha o Fernando, a Lisa e a Misa, e o Geracial, o último a entrar na casa, o Bludraco ainda se levanta e abraça dele.
Geracial: Papai!
Bludraco: Minha massinha de pão!
 Depois de um tempo, aparecem a Alex, o Daemuki e outros, indo buscar seus filhos depois do combinado da Cassandra buscar todos eles de uma vez, até a Cassandra estranhou o porquê da Misa não tar ali, mas o Rogério já buscou ela então tá tudo bem, o Daemuki fez pães de alho.
Brondes: Meu favorito!
Banban: Que pãozinho estranho. '^'
Brondes: Num é não! >:(
Banban: É sim, pãozinho amarelo é estranho. :)
Kuminha: Quer provar, sovete? É bom!
Geracial: Mais isso num é sovete.
Kuminha: O sovete é você!
 Kuminha aponta pra barriga do Geracial, que olha pra baixo, e a Kuminha levanta o dedo até passar no nariz dele, e isso o empurra, bem perto do Bludraco que ainda tava sentado no tapete. O pessoal se arruma, e as crianças cada uma ganhava uma fatiazinha de pão de alho, o cheiro infestou a casa, mas como o cheiro de pão de alho era bom, não era problema.

Continua>>>

26 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 4

 Antes de tudo, é necessário entender os quatro humores da crença e medicina desse Novo Mundo. Aqueles mais fortes, ainda corajosos ou bem-humorados, têm o "humor" do sangue, são os sanguíneos, caracterizados por túnicas, peças ou tatuagens vermelhas. Aqueles mais sábios, inteligentes e de boa coordenação têm o "humor" do fleuma, são os fleumáticos, da cor azul, muitas vezes professores, operários de mão de obra mais complexa ou então líderes como as matriarcas. Os com habilidade de carisma, arte e comunicação, com o "humor" da bile amarela, são os cibiliares, assim como a maioria dos bardos usam roupa de maior parte amarela, enquanto professores e matriarcas têm estampas amarelas em diferentes padrões, incluindo a forma de estrelas, assim como os professores usam túnicas brancas (simbolizando "folhas em branco") com listras azuis do fleuma e a constelação do signo deles em um tom amarelo ocre, à base de gema de ovo. Os operários mais ágeis e versáteis têm o "humor" da bile negra, são nibiliares, muitos operam em conjunto com os sanguíneos, assim como os ferreiros e carpinteiros mais habilidosos têm túnicas pretas, os ferreiros com desenhos de triângulos, quadrados e setas como os metais mais usados, e os carpinteiros com desenhos relacionados a folhas e árvores, de corantes verdes. Camponeses geralmente vestem branco, dos tecidos mais genéricos, não tingidos, geralmente além dos cultivos, árvores e animais, os camponeses de vilas como a Rio de Madeira também são encarregados de operar com corantes, os mais eficientes ou que produzissem mais recebiam alguns dos recipientes como recompensa, geralmente os corantes relacionados a seus simbolismos, como os corantes dos quatro humores ou algum corante marrom ou verde relacionado às áreas verdes que eles operam.
 De qualquer forma, desde quando o mercador saiu da Vila Rio de Madeira, ele contou sobre o quão diferente a vila estava, para os nobres de outras vilas, como a Vila Roda Firme de onde veio o mercador e suas notícias, e vilas vizinhas como a Vila Sete Cordas e a Vila Nobre Casco, não acreditavam naquilo, a Vila Rio de Madeira parecia qualquer outra vila desde as últimas vezes que tiveram contato, já o exército da Vila Roda Firme crê que aquilo não era novidade considerando que o Capitão Kin foi visto "lançando raios" (como eles interpretaram o armamento elétrico que ele usava) contra Brokoks, uma espécie que as outras vilas não conseguiam enfrentar usando apenas lanças ou flechas, assim como desde então a Vila Rio de Madeira parecia ter aumentado, já os camponeses e operários da vila estavam com medo, acreditavam que a Vila Rio de Madeira estivesse usando alguma bruxaria ou se aliando aos Brokoks, então, com essa ideia distorcida, aos poucos as três vilas se preparavam, usando peitorais de bronze em trajes de couro grosso, assim como queimaram as ovelhas e galinhas ao acreditarem que esses animais estivessem amaldiçoados, e o mercador, que suplicou para não fazerem isso, foi preso.
 O Lucas, a Clara e o Fritz estiveram montando peças de cobre simples que se conectam dentro da caixa de madeira, uma agulha de diamante, o disco de vinil é girado enquanto a agulha o lê e cada vibração é lida num amplificador elétrico, replicando som, o vocalista Alessandro ajudou a testar o primeiro disco, a primeira gravação, assim como no segundo disco, foram registradas 5 músicas curtas que, pelo sucesso do teste, as matriarcas resolveram comprar aquele primeiro toca-discos em troca de um tipo de medalha de prata com símbolo de corvo, uma forma nova de indicar mérito, assim como, por Lucas e Clara já terem feito muita contribuição à vila anteriormente, um terreno livre agora estava disponível pra eles operarem, o Fritz também foi promovido a um cargo novo de chefe de seu grupo.
 Fritz, por sua vez, lembra do João e seu projeto de fazer o telefone, e consultando ele, descobre que ele está muito ferido, ao lado de um assassino  com a máscara e a cabeça estouradas por um tiro de revólver do próprio João, e numa casa muito destruída, Fritz foi socorrer, os guardas são acionados e aparentemente o Baile Cinzento está agindo cada vez pior. Durante essa busca por essa organização, qualquer capa preta ou máscara cinzenta era destruída, suas cinzas eram direcionadas principalmente a fazer concreto, assim como João, ainda que tenha movimento das mãos, estava tão machucado que, na anotação da planta de seu projeto, ele usou o sangue que saía dele pra escrever a ideia. Fritz e Walter saíram correndo pra realizar esse projeto logo, ao passo que o mago Enzo, assim como a medicina estava melhorando, conseguiu treinar moças e mulheres de sua idade para o cargo de enfermeiras.
 A base de vinil era retangular, embora sem pontas, o sistema dos botões como a pascalina de Maria foram reaproveitados de forma um pouco simplificada, com os botões de madeira reagindo aos circuitos de cobre e prata, um fone é ligado a fio como um telefone fixo antigo, com microfone e autofalante, e algumas réplicas foram feitas, cada uma ligada a uma central telefônica, que a Bella Tiana preparou a programação enquanto o grupo de Fritz fez as peças, como eram montados as válvulas eletrônicas (utilizando a mesma tecnologia das lâmpadas e do toca-discos), relés (peças eletrônicas de impulso), e um sistema de capacitores e resistores, num sistema compacto de placas-mães em que cabiam eletroímãs para os processadores vetoriais (onde os vetores de dados fluíam e podiam ser controlados pelo aparelho), no espaço de uma sala para a biblioteca recém-construída para guardar os pergaminhos, não só do grupo de João, mas dos professores e seus alunos que também estiveram ajudando no desenvolvimento tecnológico local, formando um computador que, além de gerenciar e direcionar as ligações telefônicas, também tendo operação de cálculo melhorada para a contabilidade da vila, e pelo tamanho compacto (cada parte do supercomputador tendo tamanho comparável ao Cray-2), um sistema de impressão, em parte mecânico, em parte controlado pelo sistema elétrico do computador, podia registrar os dados econômicos necessários em papel.
 João podia ter se cicatrizado, enquanto também comunicava com os civis daquele hospital  eles pareciam estar sofrendo com gripe e estavam recebendo uma dieta de frutas frescas e chás para se recuperarem, mesmo que lentamente, ainda assim naturalmente, seja pelas ervas eliminarem patógenos e melhoram o metabolismo do corpo e as frutas darem as vitaminas pra combater tais doenças. Paralelamente, os exércitos chegaram em direção à Vila Rio de Madeira, e mesmo quando eles acreditaram que alcançariam os campos, os próprios camponeses colocaram armadilhas entre seus cercados que separavam seus campos e os soldados inimigos, que caíam e eram furados em buracos Punji de 80 cm que terminavam em pregos enferrujados, muitos deles reutilizados de pregos velhos, um pouco aumentados pelos ferreiros durante a reciclagem, para ter mais alcance, os soldados a cavalos ainda seguem rotas diferentes, contornando esses campos para, então, numa rede de soldados escondidos em torres de vigia, se coordenando, comunicando em telefones vermelhos (uma variação com o design mudado para esse destaque dos telefones militares) para então atirarem com seus rifles (criados pouquíssimo tempo antes dessa invasão, enquanto a vila sabia das invasões e precisavam de um combate à distância mais imediato), os cavalos eram abatidos na hora, e seus cavaleiros eram desarmados e capturados pelos camponeses próximos, ou explodidos por lanças explosivas (algumas com bombas na ponta, às vezes acesas por algum aliado com um tipo de isqueiro simples usando circuito elétrico, alguns armados mais próximos já molhavam com nitroglicerina) disparadas pelos jovens alunos dos militares.
 Lucas e Walter coordenavam os operários do moinho hidrelétrico para enviarem os recursos necessários para reabastecer os soldados e também recolher os cadáveres inimigos, e embora o exército combinado das vilas Roda Firme, Sete Cordas e Nobre Casco tivessem levado mais de 500 baixas ao todo, incluindo tanto mortos quanto os poucos feridos vivos, o grupo da Vila Rio de Madeira perdeu 3 camponeses por alguns dos ataques de flechas e o Capitão Kin está ferido e incapacitado tentando impedir um dos cavaleiros, e é socorrido por Peter enquanto Pierre pesquisa junto com as enfermeiras alguns cadáveres tirados dessa invasão. Depois de imprimirem e reescreverem os pergaminhos da biblioteca em um conjunto de até 15 livros, usando do supercomputador Altair, o 16º foi um livro de anatomia usando como base essas pesquisas, assim como são adicionadas as pesquisas de herbologia e patologia, assim facilitando os ensinos.
 Falando nos camponeses, Fritz e Walter usaram dos livros de engenharia para terem uma fórmula mais eficiente para construírem um projeto de carro, incluindo um combustível à base de óleo vegetal misto, como biodiesel, para poder carregar o aparelho. O veículo, chamado Friwa Mk I, era bem quadrado, ainda resistente, com rodas metálicas e espaço para até duas pessoas e uma carga de 200 kg, o que já foi reaproveitado para construírem, durante esse mês de recuperação, um trator para cada fazenda, com um sistema de arado por trás e de colher na frente, o que conseguiu acelerar o plantio por um tempo. Um mensageiro da Vila Nobre Casco envia uma mensagem para a Vila Rio de Madeira, agora nomeada Reino Rio de Madeira, sobre uma trégua para fornecer essa "magia" que eles estavam conseguindo. Maria Pascal, lendo isso, se irritou com aquilo e escreveu uma carta em papel fino, escrito a pena.
"Vocês estarem chamando os inventos do nosso povo de "magia" é uma ofensa severa à nossa capacidade de avançar, e não pense que nós esquecemos dos homo antiqua que vocês executaram por denominá-los loucos, assim como seu povo sempre teve problemas para nos oferecer metais pois o seu cobre é muito podre e o seu ferro é muito mole e difícil de tornar em aço. Até mesmo os vizinhos que são tão submissos ao teu povo demonstraram condições melhores na infraestrutura e nos produtos. Por que vocês acham que tínhamos pouco metal mas tanta diversidade botânica?"
 Logo depois dessa carta à Vila Nobre Casco, o Reino Rio de Madeira busca pelas vilas Roda Firme e Sete Cordas, para agora se aliarem a eles, que já estavam sem resistência, mas em troca o Lucas na Roda Firme e a Clara na Sete Cordas conseguem ajudar como embaixadores, para terem confiança e liderança na região. A Vila Nobre Casco apela para um trabalho ainda mais exploratório, forçando seus camponeses a colherem mais grãos e tubérculos, os carpinteiros a montarem mais carroças e arcos, os ferreiros a construírem materiais de ferro agora, e os mineradores a conseguirem mais carvão para as forjas, barricadas de madeira são construídas para bloquear os caminhos contra as frentes, e espiões são enviados pra descobrir a "bruxaria" do Reino Rio de Madeira.
 Construindo um computador menor para a Vila Roda Firme, chamado Estrela Circular, e um para a Vila Sete Cordas, chamado Serpente Branca, tinha uma rede de contabilidade e de automação para pequenos setores dessas vilas, assim como estava sendo levantado agora uma rede de painéis solares sobre as bases em que esse projeto estava sendo feito, e para aquelas vilas, usar a energia solar para alimentar um dispositivo que podia "pensar" e calcular por si próprio era basicamente um poder divino, mas para muitos dos civis, que nunca viram aqueles computadores pessoalmente, aquelas "coisas divinas" teriam alguma forma física, talvez como deuses metálicos, alguns diriam, e por isso, em cada vila, uma estátua de ouro era construída em honra ao que consideravam "deuses-máquina". Câmeras fotográficas estavam sendo criadas por artesãos dessas vilas, combinando planos das matriarcas do Reino Rio de Madeira unindo a técnica de câmara escura em caixas de madeira com lentes convexas e filmes fotográficos de papel com nitrocelulose, foi útil registrar de forma bem realista, embora descolorida, as imagens que essas vilas tanto queriam memorizar, e em troca da fórmula exata dessa tecnologia, as duas vilas podiam criar algum sistema econômico mais eficiente e direto para poderem medir o valor de seus materiais, sem necessariamente dependerem do escambo.
 Por mais que a Vila Nobre Casco tivesse preparado seus armamentos para uma possível defesa contra uma possível guerra, aos poucos também posicionando seus soldados em acampamentos próximos, prontos para o ataque, a aliança Rio de Seda (entre aquelas duas vilas e mais duas recém-convidadas ao Reino Rio de Madeira) esteve deixando a otimização logística mais homogênea entre as vilas que cresciam em cidades, o uso da pirólise acelerava a produção de biocombustíveis com óleos combustíveis comuns e fibras de carbono com o algodão, úteis para os carros e também as novas proteções dos soldados, e a eletrólise que transformava salmoura em soda cáustica aumentou a produção de sabões e sabonetes, que junto com a construção de banheiros e termas públicas muitas pessoas podiam tomar banho, melhorando a saúde pela higiene, o grupo das vilas chegou a replicar o uso dos painéis solares para cada casa para terem mais energia, assim como o Reino Rio de Madeira tinha um complexo de geradores eólicos, junto dos moinhos dos camponeses, gerando energia do vento que circulava, o que era ótimo considerando a época de grandes ventanias, mais cachorros e gatos eram acolhidos, domesticados e cuidados, que garantia uma proteção nas casas contra pragas e invasores.
 Peter e Pierre estavam desaparecidos, junto com um grupo de 33 homens e 13 mulheres, aparentemente os suspeitos pelo Baile Cinzento, considerando que desde que eles sumiram não tinha mais assassinatos, e com isso, Peter e Pierre passaram a ser procurados, ainda que tivessem sido capturados e interrogados pela Vila Nobre Casco em busca de respostas sobre a "bruxaria", só sendo resgatados pelo próprio grupo que eliminou as matriarcas dessa vila e assumiram a liderança. A vila não estava nem nos primeiros passos de se comparar com o Rio de Seda, assim como esses 8 meses de defesa esperando um ataque que não acontecia foi desperdiçado. O mercador da Vila Roda Firme já estava liberado há muito tempo, e como compensação, foi convidado por João a um tipo de coorporação de lojas da própria vila dele, chamada Silkwheel, em que as feiras podiam vender produtos, se coordenarem para produzirem e venderem com qualidade, combinando um bom método de produção com o fluxo econômico das Wiverdólia (singular: Wiverdól), moedas de lanze (um metal que ligava 50% de cobre com um misto de alumínio, zinco e estanho, sendo extremamente resistente e barato, conhecido também como ouro vermelho), cada uma de um tamanho, entre as de 1, 5, 10, 25 e 50 créditos, com bordas serrilhadas para identificar o quão intactas elas estavam e assim evitar a replicação das moedas.
 Peter e Pierre coordenaram e convenceram os soldados da Vila Nobre Casco a recuarem, pois aquelas condições em que eles estavam eram inviáveis e só irão colocar eles em risco e a vila perderá soldados à toa, da mesma forma que a cada 10 espiões que foram enviados pela vila, só 4 sobreviviam, e a cada 8 sobreviventes só 1 tinha informações úteis, então como punição a maioria desses espiões foram abatidos, enquanto o grupo de Peter e Pierre coordenava o exército de Nobre Casco para dominarem outras vilas não associadas ao Rio de Seda, pra conseguirem mais números de soldados e mão de obra para o plano deles.

Continua>>>

25 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 3

 João, Lucas e Clara tiveram suas ideias anotadas para uma meta futura, mesmo logo depois de recriarem o PVC e isso aumentar a quantidade de peças para móveis e algumas decorações, ainda com pouca produção devido ao risco dela no momento e ainda não terem tanta infraestrutura, durante esses dias, o João, o Lucas e o Enzo tiveram algumas relações  íntimas diretas com as matriarcas, cada um com três delas, o João e o Lucas estavam surpresos por elas pedirem pra esse tipo de encontro, e relutaram antes de aceitarem por causa da intimidade, já o Enzo estava se sentindo honrado, já que normalmente essas matriarcas escolhem homens de diferentes grupos, para terem descendentes com as melhores qualidades possíveis, alguns dos que trabalham no palácio são maridos ou filhos masculinos das matriarcas, usando túnicas azuis mais claras, com flores pastéis azuis, algumas de cor turquesa, enquanto as matriarcas usam vestidos tingidos de lápis-lazuli ou corante índigo.
 Durante esses meses, seja dessa pausa e folga, ou da gestação das matriarcas, também João, Lucas e Clara tiveram um tempo para conversarem e interagir com os civis, como na Taverna Bravo próximo do centro da vila, pequenas visitas nos campos e florestas eram feitos, o João e o Lucas também começaram a ajudar no trabalho de coletar os cultivos e frutas, também João teve mais amizade com o ferreiro Fritz e o carpinteiro Walter, e Lucas e Enzo reformaram a casa na árvore, tendo um andar novo acima, embora apenas pra guardar os materiais num espaço novo, e aquele gerador menor criado pelo João foi deslocado para um espaço abaixo dessa casa. Durante esse tempo, a borracha e resina foram extraídas e Clara ajudou a fazer monstros de brinquedo, baseados no que João modelava em argila durante seu hobby novo, e também fez um tipo de bola de Futebol, com a qual ela foi jogar com João, Lucas e Enzo quando o grupo tinha um tempo realmente livre, o que aos poucos incentivou os grupos juvenis a praticarem o Futebol como um esporte de lazer, as áreas usadas pras reuniões pedagógicas começaram a ter um andar inferior que escondia uma quadra onde o jogo podia ser praticado à vontade.
 Peter e Pierre, enquanto isso, estiveram organizando durante esses meses um grupo próprio, esses faziam pequenas operações secretas, paralelas ao governo das matriarcas, com todos desse grupo, chamado Baile Cinzento, devido às máscaras de cerâmica cinza com detalhes variáveis, o Peter e o Pierre tendo adornos adicionais em forma da seta de espada, suas operações variavam entre vigilância violenta, abatendo pessoas associadas ou não ao Baile Cinzento que fossem pegas roubando ou matando os civis, e sempre deixando algum papel em criptografia ASCII para os civis decifrarem, três das mensagens eram:
"78 111 32 99 195 169 117 32 110 111 116 117 114 110 111 44 32 110 101 109 32 111 115 32 109 97 117 115 32 105 114 195 163 111 32 115 101 32 112 114 101 118 97 108 101 99 101 114"
"65 113 117 101 108 101 115 32 113 117 101 32 97 110 100 97 109 32 115 111 98 32 99 97 112 97 115 32 110 101 103 114 97 115 32 101 32 109 195 161 115 99 97 114 97 115 32 99 105 110 122 101 110 116 97 115 32 118 105 103 105 97 109"
"79 32 100 101 109 195 180 110 105 111 32 116 114 97 122 32 112 114 101 115 101 110 116 101 115 32 101 109 32 116 114 111 99 97 32 100 101 32 98 117 115 99 97 114 32 115 117 97 115 32 97 108 109 97 115 44 32 101 118 105 116 101 32 111 32 100 101 109 195 180 110 105 111 44 32 109 97 116 101 32 111 32 100 101 109 195 180 110 105 111"
 As pessoas estavam seguras com a criminalidade diminuindo, mas paranoicas assim que alguns "bandidos" mortos eram familiares demais, o Peter e o Pierre fingiam não saber do assunto, assim como os disfarces deles como líderes estariam espalhados em pontos desconhecidos das ruas, os de integrantes de menor grau também, com exceção de uma capa preta e uma máscara cinzenta com três setas de lança vermelhas estavam vestidas em um espantalho dos campos, o que deu um susto nos camponeses que testemunharam, e com medo daquela ordem secreta ser um grupo de espíritos, incentiaram aquela capa, e quebraram aquela máscara, o mago Enzo queimou incensos para um ritual purificador.
 Falando nos camponeses, paralelamente, muitos estavam reclamando de terem dores de dentes, o próprio João e Lucas perceberam o fedor de alguns, um "bafo de bicho", enquanto outros operários podiam resolver desinfetando a boca com um vinagre fedido e azedo, e resolviam o odor com folhas de menta, ou mascando frutas ácidas como maçãs ou laranjas, o João pega um dos pergaminhos e põe uma das ideias anotadas em prática, misturando a menta pelo efeito refrescante, melaleuca que as mulheres já usavam pra cuidado da pele, por ter efeito bactericida, em uma massa misturada com bicarbonato de sódio, que levou um certo tempo devido à busca para minerar, mas foi obtido de nacolita de algumas minas, e é usado para clarear os dentes, algumas produções mais baratas usavam carvão que, embora muitos associassem a tingir de preto, era compreensível que tivesse um efeito de filtragem, durante esse desenvolvimento, a água coletada também aos poucos foi armazenada em filtros que pudessem limpar ela, ao saber que não só ferver água era suficiente, e agora, os civis tinham água ainda mais segura e os navegadores podiam se sustentar por mais tempo por poderem purificar mais ainda as águas próximas.
 O sabão é raro, geralmente usado pelos professores, artesãos e matriarcas, e o banho é normalmente feito no rio que circula a vila, por isso era comum ver desde os camponeses mais sujos até as mais lindas matriarcas se lavando dependendo dos cantos do rio, enquanto os banheiros têm latrinas que eram esvaziadas por um grupo especializado para extrair fertilizante, amônia e metano semanalmente, então, Lucas e Walter têm um plano, de fazer um encanamento como um esgoto, isso levaria muito tempo se não tivessem tanto empenho em resolver esse problema, um esgoto foi planejado, conectando cada ponto que antes eram meras latrinas subterrâneas, as casas mais ricas não se preocupavam mais com o fedor, e as casas mais pobres não se preocupavam mais com as madeiras da casa apodrecendo, e falando em madeira, o mago Enzo reutiliza as anotações do João, sobre relatos dele sobre o tal concreto, que era resistente, à base de cal e água e altamente resistente, e Enzo aproveita para aproveitar os ossos de animais e farinha de osso não utilizados para, depois, purificar os materiais em fogo para extrair o cálcio, e misturar em cinzas (de resíduos de carvão e madeira), argila, cascalho e muita água, num tipo de betoneira criada por Fritz e Clara, e a longo prazo, os construtores substituíram paredes de madeira e de pedra por concreto, embora não completamente, quase usando como o que seriam vergalhões nas casas mais pobres, e as casas mais ricas eram aumentadas e melhor modeladas com aquele concreto.
 Um mercador viajante dirigindo uma carroça movida a burros entra casualmente na vila, passando pela muralha e os guardas, e estava estranhando como a Vila Rio de Madeira estava tão, mas tão diferente, ainda assim buscando oferecer tecidos, caixas de especiarias e potes de corantes, que pareciam interessantes, mas haviam caixas de enxofre e salitre, antes os materiais menos vendidos, mas a matriarca Bella Tiana, escolhe comprar tudo, incluindo os minérios que antes a vila nunca comprava, em troca de 6 ovelhas e 3 galinhas, pois esses minérios eram ingredientes pra uma das anotações do Lucas para os chamados fogos de artifício, e pela melhor tecnologia, também ficou melhor a agricultura que alimentou e fortaleceu os animais, então cada animal entregue valia mais que as ovelhas e galinhas de outras vilas, e o mercador foi embora bem grato. Lucas e Enzo foram correndo misturar unidades de enxofre e salitre com carvão, podendo fazer então uma pólvora chinesa, e uma bombinha de teste, isso assustou os aldeões que foram logo ver, Lucas buscou esclarecer que foi só um teste e deu certo, só precisava de melhorias. Quando veio o carrasco por perto, os dois ficaram com medo, mas a punição máxima foi apenas umas batidas de um cinto de couro na costa dos dois, por má conduta e perturbar ordem pública.
 Os dois estavam envergonhados, e tentaram cuidar um do outro, o que não precisou de muito tempo, assim como os fogos de artifício que eles prepararam não demoraram muito tempo, e Lucas tinha uma certa memória de ter usado elas em festas antigamente, o ferreiro Fritz e seus colegas oferecem facões de aço com cabo de latão para eles em troca de pelo menos um barril, Enzo não sabia o porquê, mas Lucas confiava que o plano deles parecia óbvio, ele até fica um dia com os ferreiros, num tipo de brainstorming, trocando ideias pro projeto deles, que era pra ser segredo, mas pelo Lucas ter descoberto tão rápido, aceitaram participação dele para ajudar na ideia desde que ele não espalhe aquilo, um pergaminho foi feito em segredo para os ferreiros prepararem, só era necessário um pouco de chumbo, um metal antes proibido de minerar, considerado sinal de azar, mas com ajuda de mineradores com novas máscaras de gás, mais fechadas e resistentes, ligadas ao que seria um barril de oxigênio (que não era oxigênio puro, mas era ar fresco embalado) e até um tipo de símbolo místico, de um pingente de porcelana (o grupo ainda acredita nesse azar pelo chumbo ser venenoso, então pediram a João esculpir símbolos de águias negras de desenhos vermelhos e brancos) para os proteger espiritualmente.
"76 117 99 97 115 32 101 32 69 110 122 111 32 115 195 163 111 32 117 109 32 118 101 110 101 110 111"
 Lucas e Enzo estiveram a caminho da Taverna Bravo para poderem beber um vinho ou hidromel, enquanto três agentes do Baile Cinzento estavam entrando no bar, logo depois de cortarem os fios de energia ligados ao bar com flechas, e os agentes estavam visíveis apenas por causa da luz das velas, que deixavam desde as máscaras às capas mais avermelhadas no brilho. Lucas e Enzo sacam suas lâminas, a Garra de Urso (facão de Lucas, com detalhes na guarda e pomo que deixam o saque mais firme, e talhas em forma de um urso feito de espirais) e o Bico de Corvo (corvos são associados a sabedoria, quase como anjos da morte guiando os vivos pro folclore local, os detalhes da arma em geral lembrando penas e garras do animal), e têm um combate direto e próximo contra aqueles três, que por estarem usando adagas de ferro, foram fáceis de abater, os civis até se voluntariavam e arriscavam em segurar aqueles assassinos, e ao tirarem as máscaras, o grupo se horroriza ao saberem que eram apenas pessoas, talvez vindas da mesma vila e sociedade que estão agora, então, o caso é denunciado, gravado numa tábua de argila marcada por uma agulha, e entregue a um mensageiro que avisou aos guardas, que agora estavam preocupados ao saber que dois agentes confiáveis viraram alvos da tal organização.
 Bella Tiana e Maria Pascal, então, iniciam dois protocolos: Um incentiva os professores a ensinarem defesa pessoal, seja o combate desarmado ou saque de armas brancas curtas, aquela arte marcial, chamada Sildo, também foi ensinada aos guardas, que também os ferreiros, depois de terminarem seu projeto, oferecem a eles revólveres, muitos deles similares a um Colt, incluindo um tambor de até 8 balas, de cápsula de cobre, ponta de chumbo e espoleta que detona a pólvora, os soldados estavam com medo daquela arma ser muito perigosa, mas Fritz insiste que seria necessário, e então, um certo treinamento era feito, para os soldados se acostumarem a, não só manusearem as armas, mas também sacarem com agilidade caso a espada ou lança estiver sendo usada primariamente. João e Clara, no palácio, estiveram testando mel e caramelo de açúcar, aquecido e congelado, para fazer novos doces para as pessoas do castelo, e durante o mesmo treinamento de culinária, os dois também aprenderam provisoriamente a caramelizar cebola, e usar isso como novo ingrediente para os sanduíches, junto da carne, tomate e queijo.
 Lucas, no entanto, chama o grupo e os lembra sobre o plano deles, de utilizar o policloreto de vinila, ou vinil, para fazer novos dispositivos, o que leva Clara a ter uma ideia antes dos planejados telefones, considerando os bardos locais estarem agora criando novas piadas e músicas com base nos feitos deles.

Continua>>>