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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

24 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 2

[Aparentemente Julho tá sendo o mês do The Fat Dragons kk]
[Esse episódio é uma prequela do anterior, como uma forma de contextualizar esse mundo antes de continuarmos]

 Ganância, lucros, concorrências, talvez algo inevitável nos mercados e nas empresas, porém obviamente algo que prejudicou tanto a qualidade dos produtos que tanto prometeram, a ética com seus próprios integrantes e até mesmo o poder de compra de seus próprios clientes. Desde a Crise de 1929, a humanidade percebeu como o dinheiro era volátil, e estava mais prendendo e limitando que possibilitando suas compras, e ainda assim com aperto tiveram que emitir mais dólares para aumentar a economia, ainda assim o governo capitalista dos Estados Unidos se tornou menos liberal depois do incidente.
 Nesse mundo, durante a Guerra Fria, foram criados três Autómedes, um no Oceano Atlântico, gerido entre a América do Norte e Europa Ocidental, um na Ásia, gerido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, China e Vietnã do Norte, e um no Oceano Pacífico, gerido pelo Japão, Austrália e Nova Zelândia, e que eram grandes monumentos com o fluxo de litros de oricalco, um metal antes esquecido da Grécia Antiga, usado para conduzir a agora nomeada energia Planck, capaz de controlar partículas fundamentais e convertê-las em diferentes ressonâncias na natureza, uma arma de forma muito vagamente humanoide, com o corpo composto de pilares de aço e concreto, tubos que circulavam oricalco líquido como veias circulavam sangue, ou fios circulavam eletricidade, a necessidade por trás daquelas invenções aparenta ter a ver com usar esse poder da realidade para contra atacar bombas nucleares e mísseis balísticos, uns acreditam, mas o maior planejamento é poder usar esse poder sobre a natureza para poder reiniciar a mesma caso a Guerra Fria evoluísse a uma guerra nuclear.
 A Guerra Fria acabou antes de "esquentar" em uma Terceira Guerra, em 1989 demoliram o Muro de Berlim, em 1991 a União Soviética voltou a ser a Rússia, José Sarney redemocratizou o Brasil em 1985, e talvez a maior diferença a partir daí é como a tecnologia avançou mais rápido entre 1995 e 2015, principalmente devido ao Oricalco, uma liga de isótopos de ouro e de cobre, de tom relativamente menos brilhante e mais vermelho até mesmo que uma liga de ouro e cobre comuns, num tom âmbar, ainda misto com o ouro.
 Porém, como João havia testemunhado em 2017, bombas termonucleares estavam sendo lançadas no mar, tremendo as placas e os mares, e irritando nações próximas da Coreia do Norte, e então, foi acionado logo um dos Autómedes no Pacífico, que a curto prazo fixou o solo e acalmou o mar, aos poucos criou uma cadeia de montanhas e até mesmo atrapalhou os lançamentos de novos mísseis, quebrando muitos dos lançadores em terremotos que partiram a Coreia do Norte ao meio, a longo prazo, novas espécies de plantas estavam se formando na Ásia Central e Oceania, e em 2019, um grupo de dinossauros foi particularmente encontrado na América do Sul, incluindo um grupo de Velociraptors que estava começando a ser um tipo de praga no Acre.
 No ano de 2021, uma grande luz verde se formou em todos os cantos, é como se o despertar de um único Autómedes tivesse despertado os outros dois, e os três em conjunto projetassem energia Planck ao redor do mundo, o cobrindo, soterrando as arquiteturas, libertando os animais e fazendo mais plantas crescerem, e os humanos aparentavam não ter morrido exatamente, apenas tornados inertes por séculos, sobrando somente alguns grupos de agentes, de diferentes cantos ao redor do mundo, nomeados apenas de Neocaçadores, que durante um tempo se alojaram em bunkers em diferentes montanhas ao redor do mundo, para depois saírem e explorarem o que foi previsto que se tornaria, depois de 3 anos nos bunkers os Neocaçadores se coordenaram a saírem e explorarem o mundo.
 Durante esses anos, eles puderam catalogar a biologia que conseguia se conservar, no máximo se adaptaram ainda mais ao ambiente selvagem, e no chamado século I depois da Luz, mesmo que aquelas baterias sustentassem os aparelhos por ainda mais tempo, as famílias precisaram se adiantar para caso eles percam essa tecnologia, e por isso, em formações rochosas grandes o suficiente, escritas foram feitas em seus idiomas, e vilas foram construídas, ainda com certa memória do passado, os aparelhos foram guardados em caixas, e enterrados para não se perderem, assim como das tecnologias aos princípios físicos mais básicos foram ensinados, para seus descendentes não regredirem a uma possível nova Idade da Pedra Lascada, ou Idade das Trevas, assim como frases em latim como Non Necare Scientia, "Não mate o Conhecimento", assim como foi com a Vila Rio de Madeira, onde Clara foi resgatada e aliada, apesar que foi desperta poucos séculos depois que suas amigas, como Lara, Izabella Marques e Joana, que foram algumas das matriarcas daquela vila e tiveram uma vida fértil e farta por serem consideradas homo antiqua, o grupo de humanos que existiram antes da Luz de Planck.
 Como Clara ouviu dessa vila, as três eram tristes e viam um vazio na própria vida mesmo depois de terem contato com a Vila Rio de Madeira, o que a preocupou muito, ainda mais ao saber que o mundo como ela conhecida agora estava aparentemente extinto. Os Brokoks, um grupo de seres extraterrestres, parecia ter um domínio muito melhor sobre esse misterioso oricalco, também eram seres com um corpo aparentemente reptiliano, ainda bípede, coberto em placas similares a armaduras de antigos cavaleiros, e que habitualmente caçavam os humanos desse Novo Mundo, a cada mil mortes humanas, entre 1 a 3 mortes eram aqueles abatidos pelos Brokoks, para os povos agora supersticiosos, podiam ser deuses os punindo ou algum tipo de controle populacional, mas a maioria tinha certeza que eram um perigo real, físico, e por isso um dos avanços foi a metalurgia, para terem armas mais fortes principalmente, e a agricultura e pecuária para terem alimento para sustentarem as vilas e exércitos.
 Os poucos povos que viveram nas ruínas poderiam restaurar sua infraestrutura física, com o concreto sendo limpado e reconstruído aos poucos, porém, devido ao desmoronamento das redes elétricas, coisas como a internet original foram permanentemente perdidas, e as fábricas e usinas foram reutilizadas como um tipo de fazendas e engenhos, algo que lhe restava fazer, ainda que tenha restado menos de um décimo das cidades originais, a maioria soterrada definitivamente, dissolvidas na natureza do Novo Mundo, ainda que as denominadas Metrópoles de Pedra tivessem uma resistência levemente maior contra os Brokoks, talvez por essas cidades ainda terem de certa forma muros em cada casa, prédios grandes o suficiente pras pessoas se esconderem das rondas daqueles seres, e no combate haviam as chamadas relíquias, que eram armamentos antigos, físicos, ainda fáceis de aprender e manusear, restaurados com o que tinha para terem força contra os Brokoks, para vilas menores como a Rio de Madeira, as Metrópoles de Pedra pareciam uma lenda, um tipo de esperança contra essas ameaças.
 Clara teve certa afinidade com os civis da sua vila, seja uma boa relação com as crianças e adolescentes, sendo amigável com eles e indo com eles a um tipo de reunião pedagógica em que física e filosofia eram ensinadas, o que aos poucos a incentivou a aprender engenharia e ajudar principalmente nos aparelhos e móveis de madeira dos carpinteiros, e ajudava os mineradores a levarem ferro, estanho, níquel e cobre, e movimentava caixas desses materiais pros ferreiros, assim como ela teve algumas ideias de ferramentas, antes de pedra, agora de bronze, como foices para colher as plantas silvestres e cultivadas da região, ajudando o mago Enzo a ter ervas medicinais e leveduras, e isso levou uns 3 meses, com isso a consideraram uma dama de bile negra, um humor associado a pessoas rápidas e de alta proficiência trabalhista.
 Por isso que, durante uma expedição de exploração, ao lado de humanos nativos da Vila Rio de Madeira, para caçarem animais selvagens, garimparem pedras e investigarem a presença de vilas vizinhas ou então de Brokoks a caminho, e por isso Clara se perdeu no caminho, paralelamente com João acordando e Lucas se desesperando por, acordando pouco antes do João e entrar em tanto perigo, se desesperar e tentar morrer pra não ter que encarar o sofrimento que sentia nas primeiras horas daquele mundo mais selvagem, e por isso parecia se sentir melhor em não estar sozinho.

Continua>>>

Hard Life, T2E01

[Planejo continuar mesmo que por uns episódios uma série que faz uns anos que não continuei mais, e embora não seja um reboot, só elementos e personagens que foram mais essenciais serão continuados com exatidão, enquanto boa parte das aventuras serão mais inéditas]

> 04/02/2025; planeta Altair; Estamos de volta.
 Akio, Takeshi e Seiko estão visitando o aniversário da filha de Galos, a Lanisandra, caracterizada por seus cabelos verdes como os do pai mas cacheados como os da mãe, e uma grande tecelã que, durante uma aventura mística de Akio Yamada e Mike Nollan tiveram para deter o Juíz Pósitron em 2010, esses tecidos davam roupas espaciais leves que os protegeram das tempestades de antimatéria e amortecia os raios magnéticos. A mãe de Lanisandra, chamada Vegan Alpha, fez grandes bolos de diferentes frutas locais desse planeta, e o Galos era bom com pães e carne, fazendo diferentes petiscos de massa empanada e recheada.
 Juíz Pósitron foi um caçador de magos na Via Láctea que destruía planetas e matava heróis por ver a matéria como algo que existia sem seu consentimento, e que iniciou uma Nona Guerra Estelar por propagar aos civis que a guerra era apenas um jogo que todos poderiam jogar por ser instinto dos mortais, a empatia era uma blasfêmia e um enfraquecimento moral e sexual, e este treinou o temido assassino Morijack, atualmente morto depois de sua luta contra o Mestre Salah na Coreia do Sul, e mesmo que Morijack fosse só um discípulo, além dele ter assassinado grávidas e crianças, pessoas de etnias que não fossem claras como a dele por as ver como "impuras e corruptoras da terra", assim como usando venenos de dragão-tigre ele conseguia causar dores tão fortes em suas vítimas que chegavam a se espalhar como uma epidemia psíquica, tudo isso feito por prazer, enquanto o Juíz Pósitron já chegou a hipnotizar crianças para suas armadilhas, fez barbaridades tão terríveis com crianças e adultos que quando ele morreu, é como se as manipulações dele tivessem parado, todas as palavras que pareciam bonitas se voltaram uma abominação depois de ser revelada sua ficha criminal e só as vítimas conhecidas.
 De qualquer forma, em San Diego, Estados Unidos, Sasha adotou Emily e a levou como um tipo de companheira de viagem, e discípula, ambas morando no Canadá, Andrômeda e Kenshiro têm uma ideia deles cuidarem juntos do bóbon que era confiado a Salah e depois à Andrômeda, e uns anos atrás, como em 2008, quando Kenshiro se deparou com jornadas como o reino bóbon, ou viajando no lombo de um dragão-faro, e no começo de 2009, preso na barriga de uma Ama de Sangue, um tipo de mulher escrava da raça dos Dal'hak, morbidamente obesa e forçada a engravidar e fazer renascer soldados desse clã de guerreiros meio gorila e de três olhos, mesmo ele ficando forte e aumentado magicamente ele estava tão traumatizado com os eventos acumulados que desde então buscou treinar e viajar com Andrômeda à procura de se desculpar de seus ex-colegas, mas como faz muito tempo que tiveram rumos diferentes, e Andrômeda não tinha mais contato com eles, isso ainda tá demorando.
 De qualquer forma, Akio, Takeshi e Seiko se encheram muito, no Japão não é bem-visto comer muito, mas pelo incentivo com o fato de ter aqueles salgados, carnes, bolos, tortas e frutas de tantos tipos, eles sentiam que não podiam deixar de experimentar nenhuma das comidas, alguns altairanos estavam irritados com os três terem comido tanto, mas o Galos se sentia orgulhoso como se realmente isso indicasse que a comida fosse irresistível por ser muito boa, e a Lanisandra até pega de um armário da casa um remédio digestivo pra ajudar os garotos.
Galos: Caramba, há décadas não via gostarem tanto do que eu fazia, parecia que não comiam há anos.
Seiko: É...
Akio: Também não gostam na Terra quando comemos de mais.
Takeshi: Não dá pra resistir mesmo!
Lanisandra: Deviam tomar cuidado, ouvi falar de um tio do meu marido que explodiu de tanto comer.
Takeshi: Será que não era exagero?
Akio: Não seja besta, Takeshi! Deve ter estourado no mínimo algum dos órgãos, não é mesmo?
Lanisandra: Haha, um dos três estômagos.
 Os três vão com Lanisandra e o marido dela, Boikan, para praticarem um pouco de cavalgada nos xuburtes altairanos, criaturas grandes e quadrúpedes como cavalos, com rosto similar ao de uma larva, o corpo um pouco artrópode de cores variáveis, os mais comuns variam entre um bege claro (conhecido aqui como amarelo-pálido), ou marrom escuro de tons vibrantes, alguns de maior destaque podem ser pretos (comuns em soldados por ter uma crença de que seriam mais rápidos e duráveis), ou vermelhos (alguns com listras ou manchas de cor branca, comum em nobres, embora Galos tenha conseguido um depois de assumir um status comparável, pela cor ser bonita e esse tom ser raro e de reprodução mais controlada), porém, Akio, Takeshi e Seiko estiveram treinando sobre xuburtes azuis-ciano (azul é uma cor considerada de sorte em roupas e frutas em Altair, mas em xuburtes é quase um símbolo de azar, por serem animais mais lentos e de pouca força, por isso usados mais para abate e corte, suas ferraduras são maiores para caber algumas talhas de símbolos sagrados para afastar esse tal azar).
Seiko: Esses bichos são bem lentos.
Takeshi: Será que tão velhos?
Akio: Parem de reclamar, gente! Esses aqui parecem até que especiais.
Lanisandra: Se fosse especial mesmo estaríamos usando esses, não os escarlates.
Akio: Quer saber? Madame Lani, dá pra gente fazer corrida com eles?
Lanisandra: Ah, vamos ver!
 Numa corrida aproveitando os mais de 3 km² do campo de xuburtes local, o grupo aos poucos teve que se acostumar a guiar aqueles animais na marra, para então fazerem uma corrida, de algumas voltas, umas 3 voltas ao todo, Akio chegava em primeiro, Seiko em segundo, e Takeshi em primeiro, e com isso, em comemoração, Lanisandra faz umas medalhas de fita, uma vermelha para Akio, uma amarela para Seiko, e uma verde com listras azuis para Takeshi, ela fez todas bonitinhas, bem-feitas, até o Takeshi estava feliz com aquilo.
 Depois dessa corrida e de uma pequena comemoração do Boikan e da Lanisandra, anunciando que terão um filho daqui a alguns meses, e aquilo era extremamente maravilhoso pra eles, e os três deram presentes para a Lanisandra, como o Akio dando uma bolsa da Louis Vuitton Capucines vermelha que ele comprou como presente, o Takeshi dando uma Palantír que ele conseguiu depois de matar um demônio no planeta Inferno num duelo de projeções de água draconiana, e Seiko dando três vasos de ervas místicas, de ervas helênicas, ctônicas e etéreas, logo em seguida o Akio saca de sua bolsa marrom xadrez uma Chave Dimensional para ele e seu grupo voltarem para o Japão num atalho dimensional.

Continua>>>

23 de jul. de 2025

Sonhos, Jogos e Arte Japonesa

Esse post não é de história, já é tipo um diário, então vou contar algumas coisas da minha vida que não quero esquecer, como:
Ainda tô conseguindo sonhar normalmente, uns que eu pude memorizar e anotar mesmo fazendo uma semana são:
  1. Eu estar me aventurando no que pareciam com shoppings ou escolas, com lojinhas e salas de aula e também salas secretas, uma delas parecia envolver uma gameplay estilo Metroidvania ou Roguelike, com uma sala com muito dinheiro, com a condição que a pessoa seja boa, eu lembro que as salas secretas apareciam em um tipo de túneis de tom azul marinho escuro com luzes de tom mais claro e turquesa, e as salas eram melhor iluminadas e com o dinheiro principalmente em caixas.
  2. Um sonho parecido envolvia minha mãe indo sair da cozinha em que tava pra visitar o quarto do meu irmão, com condição que ela não brigasse (como se fosse continuação do outro sonho, somado que meu irmão e minha mãe brigam muito)
  3. Outro em que meu personagem num joguinho tinha habilidades e armas, e usava bombas em forma de olho de basilisco pra explodir obstáculos ou inimigos maiores, mas por uma feature do jogo se tornava num tipo de larva gigante, e destruía os construtos do jogo de forma parecida com a cobrinha do Nokia comendo maçãs, um pássaro pega o personagem transformado em verme e leva pra um mercador em troca de "café da manhã" (talvez era um pássaro que só comia sementes).
  4. Um personagem de uma história diferente também acaba visitando um tipo de cidade brutalista de criaturas humanoides consegue viver com eles normalmente, mas as criaturas começam um golpe e levam um monte de dinheiro e posses pra encurralar o personagem, que fica furioso e começa a enfrentar as criaturas, incluindo seu rei que aparenta ter uma regeneração ao absorver água (mesmo que água da umidade aérea)
 Por incrível que pareça, nenhum desses sonhos me inspirou pra qualquer uma das histórias que fiz esse mês, embora eu mentalizasse algo como usar isso pro Projeto Dream, eu também lembro de sonhos como eu estar num tipo de cidade de casas de concreto naquele estilo de arquitetura brasileira antiga que costuma ser comum hoje em cidadezinha de interior, mas com acesso a praia, e eu já sonhei que estive em topo de prédios amarelados, ou um que não lembro com muito detalhe mas parecia que eu estava num hotel, e assim como sonho com versões distorcidas de jogos que eu já joguei, já sonhei com mapas de Gmod com tema meio de terror (não diria que exatamente, mas parecia com algo entre Silent Hill, SCP Countainment Breach e uns jogos antigaços de PC como Half Life 1, que aliás, quando eu fui jogar levava susto de alguns dos bichos e acho que o gráfico antigo deixava tudo mais bizarro).
Falando em jogos...
  • Queda do Milênio eu me baseei em jogos de sobrevivência, de coletar recursos e criar ferramentas como Minecraft, Terraria, de certa forma também Earthbound (que marcou minha infância aliás) e Ark, me inspirei pouco em Dr. Stone, no máximo pro contexto dos personagens principais também surgirem de um mundo pré-catástrofe e terem que reinventar tecnologias no tal Novo Mundo, se vai ter algo sobrenatural em Queda do Milênio além dos Brokoks, eu planejo talvez reutilizar o Crisáureo de outra história.
  • Depois da Vinda de Almatarion eu me baseei inicialmente nos Mitraicos de Raised by Wolves e um vídeo do Bruno Rataque em forma de ARG/Analog Horror, e com só um pouco de All Tomorrows, Xeelee Sequence e diria que uma versão melhor do protótipo que foi a história do Império Mallumo.
  • O Lado da Terra eu me baseei em Blame!, Girls' Last Tour e 1984 pra ideia e um mundo pós-guerra e também milênios num futuro em ruína, embora a distopia ou aparente ditadura seja algo mais secundário, me baseei também em Gorogoa e Gris pra um design que aparece num dos desenhos, e a ideia de personagens não tendo moeda e nem privacidade eu me baseei numa frase do Fórum Econômico Mundial que virou piada.
    • O nome era pra ser O Lado da Galáxia, mas a escala dessa história não era tudo isso, mas O Lado do Sistema Solar parecia ainda um nome muito longo e feio, por isso o nome "da Terra".
    • Assim como Gorogoa tem as frutas vermelha, verde, amarela, azul e roxa, e Gris tem as cores vermelha, verde, azul, amarela e rosa, em O Lado da Terra tem referências ao Nigredo (o passado obscuro que tornou essa humanidade prejudicada), Albedo (o céu cinzento, chuvoso e triste), Citrinedo (a vila amarela e seu dinamismo), o Leão Verde (que na alquimia é ilustrado mordendo o Sol, resultando na quebra do Ego, ou a realidade subjetiva, ou vaidade) e o Rubedo (não sobre o planeta Marte, e sim sobre a interação do protagonista com a sacerdotisa, de certa forma amor).
[A ideia do bondinho e uma parcela do design da arquitetura eu baseei na quinta fase de Gorogoa, e a árvore eu desenhei baseado em Gris, o orbe Crisáureo eu fiz baseado no Artefato de Sons of the Forest]
Antes de eu falar do Gorogoa e Gris, queria expressar um pouco sobre como a frase do FEM que tá aqui no print está extremamente longe de algo utópico.
 Claramente tem a ver com um projeto econômico de serviços cíclicos sem posse, porém, obviamente só é bonito na teoria (escrita), porque:
  • O comunismo utópico, que é mais perto desse projeto de futuro, nunca deu certo porque não tinha sustentabilidade, seja com ou sem a ética pelos trabalhadores, porque as pessoas não trabalham "porque querem/gostam", mas porque precisam, seja dos ganhos do trabalho ou porque as pessoas precisam de quem trabalha para/por elas, e essa ideia de "eliminar a propriedade privada" nunca deu certo justamente porque nem tudo que as pessoas buscam ter é luxo (como comida, moradia ou saúde), e mesmo quando é (como veículos, casas maiores, materiais colecionáveis) podem ter seu benefício (carro pra ir longe mais rápido e carregar próximos junto, casa maior para caber mais pessoas e bens menores, colecionáveis que servem como ativos de dinheiro), mas as pessoas que apoiam o comunismo apagam isso para alimentar a narrativa que "ter bens próprios = consumismo" levada aos limites.
  • O comunismo científico tem seu nome porque tinha toda uma análise do capitalismo e uma estratégia sociológica para resolver o problema dos trabalhadores, tanto que hoje em dia direitos trabalhistas ocorrem mais no capitalismo que em países autoproclamados socialistas, ou em países stalinistas (extrema esquerda, pra muitos, incluindo esquerda liberal, era só um nazismo de esquerda, ou pra George Orwell, socialista que criticava Stalin, o nazismo era um socialismo oligárquico, de direita).
 Mas a ideia de "não ter nada e ser feliz" é papo de gente rica que nunca passou fome (se eu escolhesse um exagero, é gente que desenvolve fator de cura pra nunca precisar ir a um hospital público ou uma farmácia) e nunca viu uma morte na vida (pessoas do primeiro mundo foram vistas como piada por acharem que o filme Cidade de Deus não era realista pela violência, mas é até hoje o filme que mais retrata o lado dos civis e traficantes nas favelas do RJ, como diria o Miguel do Canal Peewee, "ah, mas aqui na Suíça isso não acontece- É óbvio!", e ironicamente é na Suíça que surgiram aquelas câmaras de automorte, que aliás além de lembrar o tom distopicômico de Futurama, também mostra o quão entediadas são as pessoas no Norte da Europa, assim como a Noruega já teve problemas com bandas satanistas violentas, e advinha? A pessoa da frase "[…] e minha vida nunca esteve melhor" é da Dinamarca, o mesmo tipo de país que falei e que resumo como algo que parece que veio de Ultrakill ou dos Eldar de Warhammer: lugares com tanta paz que buscam algo violento por tédio), assim como antes desse assunto eu vi o caso de Mike Black, que na tentativa de provar que era fácil ficar milionário e que "era tudo mindset", sofreu doenças sérias, não chegou na meta mesmo reutilizando habilidades de marketing de quando era rico, que aliás envolvia muita desonestidade (incluindo ele publicar vídeo sobre "por que você deveria trabalhar de graça", que se dá como uma piada pronta só pelo título do vídeo), e quando desistiu do projeto ele mesmo foi atrás das riquezas que ele largou pro plano dele.
 Tópico acima me lembrar do Príncipe Harry que largou o título de realeza inglesa pra ter uma "vida humana" com a Meghan Markle (e que quando criticaram em South Park a própria família real elogiou, e muitos memes compararam essa atitude do Príncipe Harry com a família Donquixote de One Piece, falando que o filho do Harry e da Markle ia ser "como o Doflamingo") chega a me assustar de certa forma, porque, eu pensando aqui como humano, ainda mais brasileiro (não me ocorreu, mas vi muitos relatos de gente que só é pobre porque o avô desperdiçou todo o próprio dinheiro), eu teria ódio do meu pai se ele deixasse de ter grandes cargos e herança achando que seria o "jeito ideal de ter humanidade/humildade".
 Com isso dá pra concluir que as frases do Fórum Global que falei só são frases de efeito, economicamente inaplicáveis, acham que as pessoas deixarem de ter bens e direitos é o passo único da utopia, mas eles falam exatamente o que teria no livro 1984 (seja pessoas pobres e eternamente vigiadas, ou pelo duplipensamento de achar que algo que é chave da distopia seria viável pra utopia).
 Falando em frase de efeito economicamente ou socialmente inaplicável, tem aquele papo de "homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis fazem homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis, tempos difíceis fazem homens fortes", que é uma frase bem estúpida de conservador nostálgico com um tempo em que romantiza o próprio sofrimento e maquia o esforço dele como se fosse muito maior que realmente foi, assim como essa frase é bem errada considerando que gente criada em lugares ou épocas sem esperança crescem sem esperança (tanto que há uma geração pré-boomer que é a Geração Perdida, que nasceu um pouco antes da Crise de 1929 que foi considerada a pior época do século passado considerando os problemas econômicos), assim também como muitos dos coaches que propagam essa frase como um bordão é sempre um pessoal que cresceu à base de golpe (como o Daniel Penin, que reclamava da Blaze, não por prejuízos reais do vício em cassino, mas porque "booo, dopamina, boooo!!!", enquanto ele também vendia curso de "vencer em loteria" e depois ficou mentindo que colocaram o nome dele no site, assim como ele chegou a fazer vídeo contra pornografia, não porque realmente esse vício é pesado e terrível, mas porque "ah, masturbação não é natural" (como se não tivessem outros animais que também se masturbem na natureza, como esquilos, elefantes, macacos, e até uma raça de iguanas em Galápagos que fazem tipo uma circuncisão), e que ele ficou falando que "ah, hoje em dia 'homem' usa crop" (como se isso não fosse moda nos anos 90 em que até o Stallone e o Will Smith usavam), enquanto ele em vídeo que não tem edição nível Michael Bay ele não consegue falar uma letra direito)
[Falando em direitO, não ironicamente achei essa foto à direitA no Face enquanto eu tava escrevendo esse blog kkkkkkkkk]
 Mas antes de terminar, gostaria de falar de um Tanabata Matsuri que teve no último Domingo, dia 19, em Botucatu, em que teve tendas vendendo comida, cosplayers e principalmente umas apresentações, de umas japonesas cantando desde aberturas de Naruto a músicas tradicionais japonesas, e Tanabata é o nome de um tipo de festival relacionado à seguinte lenda:
A Princesa Tecelã Orihime (que na astronomia Orihime é nome japonês da estrela Vega, do árabe an-nasr al-wāqi, a estrela mais brilhante da constelação Lira) estava apaixonada pelo Vaqueiro Estelar Hikoboshi (que na astronomia Hikoboshi é nome japonês da estrela Altair, do árabe al-nasr al-ta'ir, cuja tradução "grande águia voadora" o refere também como estrela mais brilhante da constelação Águia, legal como num canto a estrela é associada a vacas e em outro é associado a águias) enquanto ela tecia roupas no Amanogawa (algo como Rio Celestial, o nome japonês da Via Láctea), mas o Imperador de Jade (玉皇/Yù Huáng em chinês, 玉皇/Gyokō em japonês - vem do Taoismo, uma religião dessa porção da Ásia e que compõe boa parte da cosmologia chinesa), pai da Orihime, não aceitava um amor entre sua filha com um plebeu, e os separou, mas sob suplício da própria filha, deixava que eles só se encontrassem uma vez por ano.
 Com isso, durante esse encontro entre Orihime e Hikoboshi, as pessoas deveriam escrever seus desejos positivos (seja saúde, paz ou melhoria de habilidade, como tecelagem pras moças e caligrafia pros moços - entendo eles, eu conheci uns no ensino médio e faculdade que pareciam que tavam escrevendo outra língua, e muitos com inveja da minha letra ficavam falando que minha letra era pior quando tavam sem argumento) em papéis, os pendurarem num tipo de altar ou em árvores, e queimar os papéis (como se iluminasse a noite pro casal ou fizesse a "alma" dos papéis escritos saírem).
[Algumas das fotos do evento que eu tirei]
 Essa minha selfie minha com o cosplay de Homem-Aranha é só mais uma das selfies que tirei (fora que eu amo Homem-Aranha e tenho hiperfoco nesse personagem), mas na foto à direita eu tirei foto com um japonês barbudo do evento só pra trollar minha mãe e falar que era um cosplay do Raul Seixas kkkkkkkkkk - Mas fora isso, eu e meu irmão (incluindo também minha cunhada e meu sobrinho) não ficamos tanto tempo no evento, saímos antes da noite que por exemplo a parte dos papéis ia acontecer, mas eu e o núcleo do meu irmão fomos ver um museu de arte que tinha perto.
 O MAC Itajahy Martins (nome em homenagem a um artista-plástico da cidade) tinha diferentes obras, como esses bonecos de Lego (e maquetes também), e esse dos Vingadores me lembra de como antes eu gostava do Hulk e tinha como Vingador favorito por eu ver ele como um "literalmente eu" porque na infância eu achava maneiro um monstrão musculoso e também tinha problemas sérios de estresse, mas hoje em dia odeio o Hulk por causa do Buxaverso. Fora isso, é bom achar um museu de Arte Contemporânea e esquenta o coração ver que "arte contemporânea brasileira" não é como o Nando Moura falava na década passada (eu tentei procurar outro vídeo, mas só achei esse) que se resume a qualquer lixo com assinatura, ou coisa pior como Macaquinhos (aquele """teatro""" de um enfiando o dedo no ku um do outro) ou aquela catástrofe que era o caso do Wagner Schwartz no Queermuseu de 2017 (que aliás, se chamava La Bête, algo como O Bicho em francês, e pelo que eu pesquisei, isso ferrou a reputação do museu e da Lei Rouanet, aumentou movimentos de direita como o MBL, mas por mais bizarro que pareça o Schwartz não foi preso e nem morto como acreditaram).
 Falando em arte contemporânea duvidosa, é engraçado saber que até aquela exposição da banana numa fita tem mais poder artístico que o lixo que foi o tal La Bête, considerando que além da banana no silver tape ser inofensivo, também tem essa "punchline" de ser uma "arte" descartável, substituível, e que qualquer um podia fazer, a banana pode estragar ou ser comida, e a fita perder força ou ser arrancada, mas dá pra fazer isso quantas vezes possível se tiver banana e fita.
[Eu amo esse desenho da Miku com a banana na fita kkkkkkkkkkk - Fonte: Mumu323m]
 Eu comecei esse post bem despretensiosamente, só pra não esquecer as ideias que eu tava tendo ultimamente, assim como continuar esse blog no tempo que Projeto Dream tá em hiato (quando eu voltar, uma saga que planejo envolve Naej e Joana Diamond tendo aventuras juntos no espaço), e acabei terminando com um monte de críticas sociais que eu estive guardando faz um tempo.

Até mais!

O lado da Terra

[Como essa narração está em primeira pessoa, além do personagem narrar como alguém que está testemunhando essa realidade, também haverá alguns pequenos problemas de vocabulário quando o personagem narrar, como se algumas coisas realmente tivessem se perdido ou palavras novas e termos novos surgissem]

 O ano é desconhecido, estamos a milênios de mais para a humanidade, ainda que sobrevivente, ainda poder lembrar. O céu é cinzento, chove a cada nove dias, mas... assim como fazíamos milênios atrás, as semanas são em sete dias, mas os meses, são 13, é estúpido embaralharmos o calendário só para satisfazer líderes arrogantes de um reino que foi extinto umas três vezes, e por medinho de um número que falavam que dava azar.
 Isso porque eu tive que passar pela Onda pra pegar mais suprimentos, as rações são feitas aqui na Terra ainda, o Setor C-296 é ótimo com as carnes de porco e molho de tomate, dizem que em outro tempo as comidas eram feias de tão ruins e ainda tinham sistema político liderado por reis de enfeite, enquanto boa parte do mundo já votava por seus líderes, e falando nesse passado, que pra você, leitor, é presente, me surpreende ainda termos como lembrar de pequenos pontos da história humana como essa diferença.
 Não posso perder tempo, então pedi por uma ajuda, uma carona de um Catador, o hidracarro que ele usa pra viajar tinha carga pra muitos caixarates que ele usava pra carregar aquelas mercadorias, prometi cuidar delas durante a navegação, mas aquele Catador em específico não parecia já muito feliz, tentei conversar com ele, mas ele me xingou, me xingou com uma palavra que eu não entendi, mas a intensidade dele me assustou. Seguimos por um dia, a chuva parecia bem mais leve que no mês passado, lembro que tinha algumas que só sobrevivi por passar a tempo por dentro de uma das casas, não sei se pra nós dois aqui no hidracarro a sensação era confiança ou alívio.
 O que é um hidracarro? Na frente é como uma carroça, mas há espaço pra até duas pessoas se sentarem com um motorista como aquele Catador, um tipo de agente que coleta tanto frutas quanto caça animais e busca fungos e raízes selvagens, era uma forma comum deles coletarem comida pra Terra, e as caixarates são feitas de madeira de silitra, uma árvore comum nas regiões ártica e subtropical, tão resistente quanto pedras, por isso era confiável pra guardas as comidas além de grãos de matusalina, um sal cultivado nas luas de Júpiter, boa em conservar materiais, o nome é por ser comum pra deixar a gente viver mais, parece que na Terra que a população continua maior o uso medicinal pra velhice é proibido, talvez por controle populacional, mas se for isso não tenho o que fazer em resposta, só aceitar. O chassi é como veículos de combate, mas pelo que eu saiba tem hidrodinâmica e pode boiar, o casco é duro, balístico, mas a maior proteção à frente é a metralhadora automática à esquerda do motorista.
 Pelo menos pude chegar a um vilarejo, mal sabe ele que peguei dois batoides e um betenol, minha marmita irá render mais, e eu saí do hidracarro, o Catador parecia não saber, ou ele só não quis discutir? Bom, aquelas casas cor-de-ouro, talvez mais pálidas e opacas, e um bondinho levando os civis, e vendo o mapa, percebi como tinham símbolos, não eram tão abstratos, eram compreensíveis, mas parece que os pontos eram muito longe um do outro, e pelo visto, eu precisava de uma ficha, eu até poderia conseguir um no ponto mais próximo, mas no caminho, fui assaltado, tentaram me esfaquear, me surpreendo que conseguiram cortar linhas nessa minha roupa de carbonita, mas nenhum sobreviveu a tiros de Kalibri, uma pistola dessas era leve e tem muita munição, mas é muito forte, espero não ter assustado ninguém ao meu redor, consegui três mesmo pedindo só uma.
 De qualquer forma, precisei pegar um bondinho bem rápido ao Leste da cidade, o que leva um total de 1900 microcronos, ou 31 medicronos, um pouco mais de meio macrocrono, espero que meu relógio esteja funcionando devidamente. Naquela vila cor-de-ouro com arquitetura gótica, talvez barroca como vocês chamariam, cada bondinho tinha peças de aço dando firmeza a uma carcaça de madeira com um telhadinho de bronze, os trilhos são feitos de uma liga de oricalco, um metal que ouvi falar que é comum nos Crisáureos, um orbe metálico capaz de transfigurar a matéria, eu adoraria ter um material desse assim como aprendi um pouco o fluxo de energia atômica desse aparelho nas aulas de engenharia.
 Mas chegando ao ponto que eu queria, é só um medicrono de caminhada até um possível Templo, lá era similar a um templo religioso, porém, eu não estive aqui à procura da bênção da Madame Lua, por mais que, por minha família ter sido religiosa, eles pediam pra que eu orasse com eles pra ela a cada nove dias, mas sim por causa da Sala do Leão Verde, uma sala de múltiplos andares, parecia maior por dentro que é visível fora do Templo. Algum controle do vácuo no ambiente pra controlar o tamanho das salas? Não seja idiota, as medidas das salas são obviamente discretas quando os Templos estão perto de outras casas como esse aqui, ou sob montanhas como costuma ser em Marte, apenas arquitetura aproveitando todo esse vácuo entre as salas, e aqui, temos estátuas de leões, alguns com esferas de ouro na mão, outros com elas na boca, um simbolismo antigo, da dominação da realidade física e subjetiva.
 Pude usar a Onda a partir de uma câmara, em troca eu almocei junto com a sacerdotisa que operava naquela sala, e com medo de eu nunca mais a ver, confessei com ela as minhas mentiras, os meus furtos, e daqueles que matei, só aqueles assaltantes dessa vila, e os soldados que tive que abater durante a proteção na trincheira de Novo Volcano, um grande anel de concreto estelar criado pelas Esferas da Criação próximas ao Sol, era uma guerra bem violenta, estava tão chocado de ter sobrevivido que, só de lembrar dos amigos que perdi, eu chorei, e aquela sacerdotisa... me confortou, e antes de eu passar pela Onda pra voltar dessa minha expedição, ela me convidou a um banho de sacra-agualena, um tipo de água energizada com uma força mística lunar, e então, eu pude voltar pra casa.
 No planeta vermelho, Marte, era tudo tão seco e frio quanto na Terra, por incrível que pareça, jovem do passado, uma colônia marciana, ou quem sabe em qualquer ponto atual do Sistema Solar, não está tão utópico quanto numa possível outra história de ficção científica, e assim como não pagamos com moeda, só podemos usar ferramentas e veículos a empréstimos, nossos trabalhos são ganhos com comidas e, quando não há bebidas prontas, também nos pagam com água, ou esses bens são distribuídos por pessoa e por dia em lugares como a fazenda terrestre que visitei, às vezes temos duas opções de banho: o individual, que é permitido 3 medicronos por dia, senão haverá taxações que diminuirão nosso pagamentos ou tempos de uso das ferramentas, como uma enxada ou um machado, até mesmo um sopra-folhas; ou o coletivo, termas públicas foram construídas, e homens e mulheres, de nascença ou transitados, tomavam banho juntos, tive amigos que conheci nessas termas, e muitos relatam histórias de amor que perderam ou nunca tiveram por estão ocupados demais trabalhando, enquanto não puderam conhecer as que sonhavam que fossem suas esposas.
 Não se preocupe com os animais, tivemos fazendas daqueles que há muito tempo já estavam domesticados, animais selvagens eram preservados em pequenos zoológicos, mesmo fora da Terra, lendas dizem que a elite plutoniana tem, além do poder de fabricar os Crisáureos, também grandes dinossauros de estimação, se isso é verdade? Não duvido, já tivemos problemas com uma boiada de brontossauros, ou o meu irmão mais novo relatou ter sido atacado por um therizinossauro numa casa dele em Titã, Saturno. Câmeras nos vigiam, agentes nos avaliam, vindos de Mercúrio, cada agente aparenta nos avaliar minutos antecipadamente e julgar se estamos fazendo o que consideram certo.
 Meu tio Bakiler foi executado por ter falado alto de mais aos patrões depois de ser convidado a uma hora extra, cortado num só golpe na Praça de Eros no planeta que agora estou, e minha tia Sandra e minhas primas foram convidadas a morarem com o Contador da cidade, não sei da situação entre a tia e o Contador, mas elas aparentam dar assistência doméstica e à fazenda sob posse dele, às vezes ela me dá a cada onze dias um prato de fios de massa com cenouras fritas, e me avisa que é uma porção que acaba sobrando. Talvez o Contador, assim como os Silicopescadores, tenha algum domínio e recursos no Novo Volcano, afinal, ele aparenta não precisar retribuído além dos favores de famílias que operem com ele, e o que chamam de casa daquele Contador, é como eram castelos de lendas medievais, só um pouco menor, talvez bem menor, com estátuas do que parecem ser os Observadores.
 Observadores são grandes bípedes de pele de silício, olhos grandes e boca pequena, e embora tenham mãos e pés, preferem usar interferências gravitacionais e magnéticas pra mover objetos, a plebe da Terra chama de telecinese, e eles aparentam ser usados como símbolo de autoridade, como vi em gravuras nas paredes de uma universidade em Vênus, onde estudei com minhas 7 irmãs e minha tia Luisiana para me formar, ao lado de desenhos de pássaros, um símbolo de natureza e sabedoria, mas assim como estampas dos pássaros em Marte e Terra, me observavam.
 Marte, que hoje tem atmosfera densa e campo magnético, tem grandes monolitos que vi por exemplo na Praça de Eros, e que meu pai me contou que era um meio de cortar os ventos antes que formassem algum furacão, talvez assim como no Setor C-195, na América do Norte, e falando no meu pai, minha mãe está desaparecida desde quando eu era pequeno, ela me prometeu uma vez poder voltar, mas nunca mais vi ela, e meu pai era bruto no ensinamento, mas também parecia me censurar, ao menos ele me ensinou a cuidar de ervas e especiarias, e assim eu tinha uma parcela própria de independência, e trocava unidades delas por armamentos, pelo que entendi, quando Fobos faz eclipse no Sol aqui em Marte, é sinal de um mal presságio, e quem sabe minha mãe tanto me falava pra ter uma religião com a Madame Lua, enquanto não era obrigatória a religião, era obrigatório obedecer ao Partido, e quem sabe, a sacerdotisa ter ouvido minhas confissões não sirva como minha advogada, mas como testemunha de ter matado os violadores do que era pra ser a lei.
 Aquele banho com a sacerdotisa segue fresco na minha memória mesmo já estando agora próximo do mês que vem, em vez do dia da minha expedição, e se essa passagem no tempo pareça estranha, talvez vocês não tenham viajado pela Onda, uma ondulação no vazio espacial, arde porque cada molécula é transpassada a outro planeta, o corpo chega em microcronos, o que tem medicronos-luz de distância, mas eu oscilo entre sentir estar no lugar antes de meu corpo, ou sentir um a três macrocronos de viagem, a sacerdotisa me deu um cabeça-dormente, uma mistura de ervas sedativas, pra não sentir dor e nem dissonância psicotemporal.
 Depois da viagem, só precisava de um banho, um banho de 2 medicronos, um um whisky e um bolo de massa de cacau, afinal, é o que resta pra um mero Dracomilitar sem amigos e com a família dividida, ao menos posso durar até o próximo dia?

Fim...

19 de jul. de 2025

Depois da vinda de Almatarion

 Depois de uma Terceira Guerra Mundial no ano 2070, motivada por uma guerra comercial, disputas de território e uma pandemia da Gripe Laranja que começou no Saara Africano, a população caiu de 9 bilhões a 895 milhões de pessoas, a natureza só não aparenta ter sido tão pouco afetada devido a avanços para atacarem apenas as cidades capitais, e o uso de drones explosivos com inteligência artificial teleguiada, o povo só se organizou mundialmente devido a uma seita chamada Sequência de Almatarion, uma ordem que durante um período de 37 anos esteve catalogando conhecimento digital e em mídia física, buscando informações suficientes para a engenharia dos inventos e contratando mão de obra para restaurar mão de obra na humanidade, principalmente para automatizar as fábricas e terem matéria-prima para basicamente tudo necessário, cada fábrica, cada cidade, energizadas com painéis solares, e como todo o petróleo do mundo estava acabando, qualquer plástico que fosse necessário por ser durável era extraído de carbono de reflorestamento, espécies de árvores inteiras eram expandidas e salvas só para haver mais recurso, os civis estavam desesperados, perderam muitas famílias e amigos, e lhes restou pouco além de irem atrás da Sequência de Almatarion.
 Aqueles que não seguiam, tentavam apenas se mudar, com os veículos que tinham, e a internet restaurada pela Sequência, pra alguma cidade mais ocupada por pessoas, mas mesmo nessas cidades, tinha prédios danificados ou sujos por terem sido abandonados, ou ocupados por animais aleatórios, mesmo que tivessem androides com um símbolo de um sol sorridente, ou ginoides com uma nuvem sorridente, dispostos a ajudar e guiar, era desconfortável depois desses civis terem perdido um pai, um irmão ou um vizinho pra um drone, ou verem muitos vídeos e fotos duvidosos feitos por uma IA de índole pior que a qualidade, as redes sociais pareciam vazias, não porque não se atualizavam, mas por bilhões de pessoas terem desaparecido em um ano, e as pessoas mais novas que estavam usando elas provavelmente já nem estarem mais as usando, e sim usando a Sunnyboys, uma rede social útil para postar mini-blogs, trends, vídeos e fotos, ainda que algumas contas aparentam repostar o que foi jurado ter sido uma mídia perdida, as páginas mais populares variavam entre postar blogs mais informativos, ou até mesmo filmes e séries inteiras, o que deixa tudo mais confuso, porque a essa altura, as redes de streaming eram acessíveis de graça, até mesmo sem conta, afinal, ninguém mais estava ganhando com elas, e a ordem reprogramou para ficarem livres, talvez serviu como chave para algumas páginas da Sunnyboys.
 As músicas antigas que pareciam brecha para uma nostalgia de uma época boa, pareciam tristes, e conforme foi passando um tempo, de até 50 anos, os sobreviventes da Terceira Guerra se foram, só restando seus descendentes, embora desse pra voltar a pelo menos 2 bilhões de pessoas, porém isso não era caminho pra dominação mundial, não valia a pena forçar as outras pessoas opostas ao seu cargo a seguir suas ordens, eles precisavam alcançar as estrelas, ao passo que a Lua tinha um pequeno jardim no primeiro laboratório espacial deles, Marte e as luas jupiterianas Europa, Ganimedes e Io estavam num processo de terraformação, cada um num processo que iria levar muito tempo.
 Milhares de anos se passaram, uma conspiração chamada Parada dos Deicidas, o plano e o objetivo era tentar obter domínio máximo terrestre, e alcançar os bilhões que agora estavam vivendo em colônias no sistema solar, ainda que cada uma até recebia quantidades elevadas de energia pelo planetoide Hélio, um conjunto de satélites que guiava a direção da nuvem de Dyson nomeada Vulcano para os planetas e satélites sob domínio, porém, os Deicidas construíram grandes complexos mecânicos chamados Tanques Fomorianos, com pernas para se locomover, armas que atiravam mísseis e espaço para os pilotos morarem no veículo, e com esses veículos, começaram uma Quarta Guerra, agora com a Terra dividida, não entre a Parada dos Deicidas e a Sequência de Almatarion, mas entre os Deicidas e os denominados Teístas, uma tropa contrária a essa organização, embora independente, androides eram construídos para fins médicos para os civis humanos, e engenheiros que coletavam e reparavam peças, drones especializados e tanques balísticos autônomos foram construídos contra os Tanques Fomorianos, e mesmo que cada aparelho tivesse um sistema operacional especializado e um certo tipo de personalidade artificial própria, todos tinham uma interface própria.
 Já os Deicidas rejeitavam todo tipo de máquina consciente, nem mesmo telefonemas, e-mails ou aparelhos com chat eram permitidos, eles regrediram a usar mensagens em cartas de papel escritas a lápis ou caneta, nem fax era usado mesmo nas operações na Ásia, alguns casos, como generais, escolhiam imprimir documentos quando precisavam de algo mais organizado ou com mais informações ou então imagens, e falando nos generais, todos eram acima de 150 anos, alguns que ouviram histórias de seus avós, bisavós, trisavós, sobre guerras humanas e acreditam que a guerra era inevitável, enquanto seus capitães, muitos já eleitos nesse cargo à força por seus pais generais, começaram leis marciais na Nova Bósnia no Caribe, e na Nação Pakim na América do Norte, chamando pré-adolescentes como seus soldados, eles mesmo já sabendo falar, andar e contar desde os primeiros dias de vida devido a melhorias na condição física e mental humana, obviamente não faziam a menor ideia da situação, não podiam reclamar e recebiam "medicamentos" para terem menos emoções, e aqueles que nasciam com alguma deficiência física ou tinham um transtorno diagnosticado durante o alistamento podiam ser descartadas ou escravizadas em diferentes trabalhos forçados, como agrícola e manufaturas onde os Deicidas aboliram a automação.
 "Mantenha o orgulho humano, nenhuma máquina deveria substituir um homem", diziam os Deicidas durante sua campanha, enquanto ainda usavam diferentes estimulantes como os capacitores musculares da medicina de Almatarion, dita nesse tempo como algo ancestral, porque mesmo que tenham chegado milênios, esse remédio foi desenvolvido pouco depois da Terceira Guerra Mundial, porém, seja pela ineficiência dos generais na gestão militar, leis marciais impráticas que desde proibiam mulheres e garotas de ler ou aprender a ler, a saúde pública começou a ser proibida, e homens e garotos só podiam ter plano de saúde após alistamento, até darem isenção de impostos para mulheres que dessem seus filhos ao exército, ou elevar o cargo de militares que abatessem os "traidores", que muitos eram manifestantes Teístas ou contra os extremismos Deicidas, ou então a própria limitação dos soldados, era 40 soldados Deicidas para derrubar um único robô soldado.
 Durante as décadas de guerra entre Deicidas e Teístas, os Teístas ganharam, porém, sentiam que os Deicidas eram impossíveis de redimir, então, aqueles agora adultos foram executados, pra muitos uma eutanásia espiritual, por antes terem sido crianças manipuladas, e depois homens doutrinados e tão terríveis quanto seus chefes, os generais morreram dolorosamente antes mesmo da guerra acabar pois, sem a medicina de Almatarion, se definharam violentamente enquanto não fizeram nada além de mandar ordens e exigir mais mortes, seja dos inimigos ou de seus próprios soldados, as Amas de Sangue (uma casta de mulheres obrigadas a se alimentarem até engordar, e engravidarem com soros que faziam as gestações se concluírem em menos de um mês, só pras crianças crescerem e se tornarem soldados de elite) eram socorridas e retiradas imediatamente dali, mesmo que não pudessem se recuperar antes de morrerem, queriam ao menos saber onde estavam os filhos biológicos delas, e com suas famílias tentarem contribuir de novo à humanidade, agora com médicos e engenheiros, o que levaria tempo, e a Sequência de Almatarion só não está retornando, seja porque colônias marcianas e jupiterianas estavam com medo de interferir, ou porque a organização maior estava ocupada colonizando outros planetas ainda mais longe, e estavam em uma guerra contra algo que não parecia nem material.
 O problema de alguns planetas não era terraformar, haviam planetas já aptos para viver, mas viajar para essas estrelas de forma mais rápida, as naves tinham tamanho para famílias inteiras morarem juntas, ainda que periodicamente dormiam em sono criogênico para hibernarem enquanto os dispositivos mapeavam e guiavam as naves, o bico de cada nave era grande para caber, além de um motor que processasse uma propulsão tão forte, também um campo de Higgs que fizesse o tempo passar mais devagar, e um campo magnético para proteger de raios cósmicos ou antimatéria, simulando uma viagem mais rápida que a luz, podendo alcançar múltiplas décadas-luz em talvez umas semanas, e além dos suprimentos para essas famílias durarem antes de improvisarem tecnologias e lares, também existiam rádios de múons com comunicador interplanetário, muitas vezes para avisarem o alcance desses planetas, ou para mensagens especiais como o registro de algum grande aniversário ou festival no sistema solar, ou algo tão importante quanto, como o Festival de Prata do planeta Kepler 22b, agora denominado planeta Magno, interrompido por uma guerra contra os "Argemagnas", de nome provisório após a descoberta desses seres nesse evento.
 Argemagnas tinham múltiplas formas físicas, mas por padrão sempre tinham um corpo luminescente multicolorido, com o que pareciam asas, mas como eles voavam no espaço e eram grandes demais para qualquer asa suportar seu peso, e sempre que aqueles seres passavam, nuvens criavam tempestades e os ventos aceleravam, até mesmo vulcões entravam em erupção, eram criaturas tão poderosas que a arma usada pra subjugar os Argemagnas são consideradas segredo, ainda que necessariamente com a tecnologia replicada por outros domínios da Sequência de Almatarion, justamente pra se defenderem, não só de Argemagnas, embora esses se manifestassem também nesses planetas, mas para outras guerras interplanetárias. A Supernova de Betelgeuse marcava o céu quase como um "sol da noite" desse tempo, conspiradores insistiam que os Argemagnas que explodiram tal estrela.
 Durante os milhões de anos, a humanidade até mesmo já estava se transformando, muitos povos como na Terra já estavam evoluindo de uma forma natural, de olhos menores, levemente dependentes de óculos ainda que um tipo novo de célula-cone surgisse, ao ponto que eles podiam enxergar ultravioleta como os insetos, orelhas de audição mais complexa, resistente a ultrassom e sensível a infrassom, a um alcance melhor, os dedos estavam mais espalhados nas mãos para uma movimentação mais versátil e com digitais aderentes e capazes de reconhecer substâncias só de tocarem em seus recipientes, e mesmo que evoluções se divergissem, como marcianos estando mais altos, magros e alaranjados, genética humana era combinada para aumentar sua força, não tão diferente quanto com os humanos lunares como os jupiterianos que tinham uma pele grossa imune ao vácuo espacial, e um sistema respiratório que podia se isolar do vácuo, o que as colônias espaciais foram convidando entre os planetas, combinando as famílias, isso podia tornar as gerações humanas compatíveis entre si, ou fundir as espécies num povo mais poderoso.
 Porém, em contraste aos Argemagnas que eram inimigos, uma das espécies catalogadas que evoluíram ao lado do Povo Éon (como se chama a espécie mista, híbrida entre aquelas espécies humanas), estavam os Aeródromos (um povo de seres humanoides, alados, embora não pudessem usar mãos, ainda tinham proficiência por pés com dedões opositores, e garras afiadas, foram assistentes pra forças aéreas e arquitetura, e pelas cordas vocais complexas, havia um idioma deles tão complexo que era usado como criptografia para guerras pequenas que ocorriam por desentendimento), os Toxígonas (um povo de corpo réptil, que evoluiu durante a terraformação em Marte e nos últimos milênios tiveram vilas independentes, seu sangue era alcoólico e resistente ao frio, o nitrogênio do corpo deles era processado junto de suas peçonhas de forma que eles projetassem chama de suas bocas, era uma ótima arma, e durante o desenvolvimento da cultura deles isso era usado até mesmo como uma arte marcial, mas não tendo sistema vocal para falar por voz, eles se comunicavam por sinais de mão, e de certa forma por aromas que variavam com suas emoções) e os Cancironoides (uma raça de crustáceos vindos inicialmente de uma praga em uma das colônias da agora extinta Sequência de Almatarion, mas conforme aumentaram de tamanho e força, também aparentam ter aumentado a inteligência e convivido com os Éon daquele planeta, e tiveram seus domínios melhor definidos em áreas litorais ou submarinhas, mesmo em outros planetas como K2-18b, ou planeta Thor, e Kepler-62e, ou Romina).
 Depois da parada nos ataques dos Argemagnas, durante esses milênios, um problema maior era agora eram os Antiastrais, ou o Império Antiastral, um império de ondas eletromagnéticas sapientes, que aparentam ter invadido e se anexado a tecnologias de uma galáxia vizinha, a informação sobre aqueles seres era censurada, a informação de naves tão grandes e que estavam usando as mesmas tempestades e mesmas ondulações de realidade que eram usadas contra os Argemagnas, senão mais casualmente que a humanidade anterior, iria causar pânico em massa, ao passo que o Povo Éter (a aliança entre o Povo Éon, outras subespécies humanas não-mestiças, Aeródromos, Toxígonas e Cancironoides) ainda armava defesas de mão de obra viva e mecânica contra aquele povo, o céu azul de dia aparecia roxo, a carne de animais era virada no avesso e plantas simplesmente paravam de crescer e fazer fotossíntese devido a danos graves na realidade, ainda que levasse uns dias, com engenharia das máquinas dos Antiastrais, pra reverter essas anormalidades.
 Os Antiastrais nunca seriam extintos, eram simplesmente ondas, mas o Povo Éter podia contra atacar, quem sabe usando uma combinação de tecnologias de realidade, seja com um campo de força tão grande que impediria novos Antiastrais de chegarem de sua galáxia à Via Láctea, os "corpos" de onda dos Antiastrais começaram a ser rastreados, atraídos em máquinas andarilhas no espaço que eles poderiam invadir e colocar sua consciência, um caixão de Higgs era feito ao juntar essas máquinas compactadas e lançar nos buracos negros como uma forma de execução sem retorno, e ainda que os Antiastrais resistissem, furassem os campos de força para continuarem as invasões e até mesmo modificassem aqueles pós-humanos de planetas mais próximos deles pra tornar em novos escravos, como era o caso dos colonos do planeta Urantar, dito como última colônia da Sequência de Almatarion, transformados em abominações quadrúpedes, de asas luminescentes e capazes de formarem furacões e tempestades só de estarem perto, e por sobreviver ao próprio planeta em colapso tectônico foram apelidados pelas colônias de "Os Andafogos".
 Depois da tragédia em Urantar, e a descoberta que esse povo consegue transformar vidas em armas de destruição, foi necessário o uso do Inobtânio, um metal tão poderoso e tão resistente que era usado ambos pela humanidade e pelos Antiastrais para conduzir reálitons, um tipo de partícula que reagia de múltiplas formas nas quatro forças fundamentais, no tempo e na matéria escura, por isso sendo tão poderosas para derrubar os Angemagnas, e sendo melhorada após as primeiras vitórias sobre os Antiastrais, que por sua vez, assim como os Antiastrais simplesmente se espalharam na tecnologia como um vírus, considerando o jeito que os Andafogos abriam fendas na matéria escura como túneis, viajando como os Argemagnas pareciam fazer, dava a entender tanto uma ligação entre a origem de ambos, quanto também a possibilidade se os reálitons e o Inobtânio foi usado pelos Antiastrais como uma forma de viajar de um universo a outro, ou quem sabe, tenham vindo de outra época no tempo, afinal, experimentalmente foram usadas viagens ao passado na Terra, que pode ter prevenido muitos problemas da humanidade ainda que as Grandes Guerras e a Queda de Alexandria pareciam inevitáveis ou difíceis demais de interferir de forma discreta, nas viagens temporais ditas Operações Crônicas, assim como elas aceleraram a origem da Sequência de Almatarion e ainda explicava como essa organização parecia "convenientemente" sabendo e tendo tudo o que era tão necessário.
 Com tantas dúvidas da origem dos Antiastrais e seus "filhos", o Povo Éter chegou a criar uma dimensão de bolso, ao inserir bombas de múon-bárions em buracos negros para tornar os mesmos em portais com espaço para o que depois foi construído o chamado Escritório, ou Oficina, onde, por ter um espaço e realidade rudimentares, e a gravidade mais leve, o tempo lá era mais rápido e o tempo na realidade normal era mais lento, e juntando a matéria já disponível no ambiente artificial com mão de obra suficiente vinda da galáxia, tinham um tipo de painel de controle do espaço-tempo, onde podiam até mesmo medir e analisar as cordas quânticas, ao ponto que podiam achar um tipo de névoa entre as realidades, como a realidade na qual fica a Via Láctea e sua civilização, e que parece que as ondas aparentam corromper a imagem, só não sendo possível pela interface do painel incluir Inobtânio e estar numa realidade artificial de leis da física mais fracas.
 O Povo Éter tinha medo de se arrepender do que ocorrerá quando o plano der certo, mas sabem que será uma forma definitiva de impedir os Antiastrais de invadirem mais o multiverso, e mesmo que já tenham entrado em outras realidades, estariam lá em número menor, e era questão de tempo, mesmo que leve éons ou eles tenham que criar um novo universo após tudo isso acabar, e assim como o Dr. Magnus Raj liderou a Sequência de Almatarion a ajudar a humanidade biologicamente e tecnologicamente, o Capitão Liu Huang Cho liderou a engenharia necessária para as viagens espaciais coloniais e selecionou as famílias para o repovoamento, e a Senadora Amanda Martorelli ajudou a afiliar espécies para terem mais forças contra ameaças como os Argemagnas e depois foi repassado a enfrentar os Andafogos e Antiastrais, o último descendente deles, Hórus Plínio, que nem humano dá mais pra considerar, mas está liderando o legado deles, o líder secretário da dimensão Escritório, organiza uma frota de pessoas daquelas raças afiliadas no que era como aquelas antigas naves coloniais, com agora um motor de Inobtânio, mais leve, mais direto em questão de controlar o espaço para viajar mais rápido, e que protegia a nave da influência Antiastral, eles precisavam agora de uma bomba de realidade.
 Não teria como lançar essa bomba à distância, entre as dimensões só energia viajaria sozinha, por isso era necessária uma nave que viajasse diretamente, e seria uma viagem sem volta, o grupo era pequeno, e tinha menos aparelhos, porque a bomba era grande, mas tinham tecnologia compacta para a façanha, a fusão usaria um mecanismo gravitacional pesado e potente, os plasmas que energizam o circuito energizarão a bomba em uma fissão, e múons e quarks se espalhariam de forma tão acelerada que a reação em cadeia podia tanto apagar aquela nuvem quântica da realidade, junto com as ondas, quanto também um universo novo nascer a partir dali, como foi visto do Escritório depois que o plano se realizou. Hórus não quis sacrificar quaisquer pessoas, ele já carregava o peso de um legado multimilenar, então por isso foi planejada toda uma engenharia, talvez reaproveitando cada avanço de seu povo para um plano à prova de falhas, e mesmo se ele morresse, ele não precisaria ser ressuscitado mesmo se esse procedimento retrobiológico fosse possível a essa altura, ele não se via seguro em viver numa humanidade assombrada por um perigo imparável, assim como seus 110 filhos e 353 clones continuariam as operações no Escritório, ainda que como um laboratório ou fábrica quase infinito, com espaço suficiente para isso.
 Os Andafogos, no entanto, foram aos poucos detidos, às vezes exterminados por falta de opções, mas um antítodo foi criado, não podia desfazer todas as mutações agressivas, mas daria consciência e um controle no corpo deles, e os Andafogos, grandes dragões espaciais de origem humana, foram recuperados pra humanidade, e um deles, quando foi enviado para investigar a nuvem quântica, avisa seus companheiros do Povo Éon.
"É lindo, simplesmente a maravilha da natureza, criada por vocês, vocês conseguiram! Nós temos um novo lar pra nós, vocês precisam ver isso!"

Fim!

18 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 1

 Uma pessoa acorda num mundo ocupado por uma enorme floresta, depois do que parecia um sonho de uma vida passada, e quando ele olha ao redor, sem resistência, admitia e dizia "acabou, onde eu vivia acabou", ele se via triste, mas se lembra um pouco do que um humano ancestral faria, ou ao menos o que um humano ancestral fez pra começar tanto avanço: Ao redor tinha pedras e terra à vontade, e seu plano inicial, era pegar algumas pedras menores, e partir ou raspar nas maiores, polir elas para ficarem mais lisas e afiadas, ele subia nas árvores para pegar um galho mais firme, confiando que galhos já caídos estariam fracos demais pra isso.
 Ele se machuca, mas sabendo que não tinha recursos, ele só passava uma terra pra secar o ralado das pernas, doía? Sim, mas ele podia seguir em frente, e pra firmar a pedra no cabo, juntou fibras de flores que ele encontrava, e com elas fazia a liga de uma lança, já era um ótimo começo, e ele seguia, ele encontra um amigo dele, Lucas, que estava desesperado e batendo a cabeça numa árvore. João, o que o achou, tenta acalmar.
João: Ei, espera!
Lucas: João? Você também?
João: É, eu mesmo, é bem estranho, mas pelo visto não estamos sozinhos.
Lucas: Eu tô com frio e com fome, essas roupas não tão aguentando, um javali quase acabou comigo, mas... E essa lança?
João: Eu mesmo fiz, e precisamos de mais coisa pra sobrevivermos pelo menos alguma noite.
 Lucas recebe duas daquelas pedras afiadas, ele esperava ganhar mais uma lança também, mas João admite que também não esperava achar seu amigo perdido naquela floresta, e então, entre pegarem frutas pra comerem, como algumas maçãs e laranjas que tinha naquela região, pescarem peixes e até mesmo o João e o Lucas, com dificuldade, caçarem um alce, parecia que tinha muita carne, mas não adiantava só abater o animal e comer sua carne, eles precisavam levar pra um lugar seguro, e próximos de algumas árvores maiores, eles juntam palhas de folhas velhas, e juntam em argila e água, um barro firme em que usariam as árvores como um tipo de vergalhão, assim teriam uma barreira inteira, eles não acharam nenhum carnívoro ao redor, então talvez seja seguro. Lucas usa as pedras para partirem árvores mais distantes, e partir elas depois em tábuas, aquilo levava horas, mas o João cortava a carne e o couro enquanto isso, e os dois usavam a madeira pra uma fogueira, e enquanto estavam em todo aquele trabalho, se questionavam.
Lucas: João, você não acha que devíamos parar?
João: Olha, eu adoraria, mas considerando como a gente tá... E se a gente não sobreviver amanhã?
Lucas: Pô, João, esse bicho cansou a gente de mais, a gente podia só... Você sabe, deixar a carne assando, e a gente parar um pouco por essa noite.
João: ... Pode ser.
 Os dois conseguiam assar as carnes normalmente, ao lado de vasos de cerâmica improvisada, a palha foi reutilizada pra manter a queima da fogueira no buraco, onde o fogo ficava protegido e mais forte, não só assavam a carne, mas com uma madeira adicional pra fazer mais fumaça, defumava um pouco, o máximo que tinham pra temperar a carne era umas folhas das flores que eles tiraram, mas parecia suficiente, eles estavam melhores, e o couro, como não poderiam curtir o couro pra secá-lo de forma mais complexa, improvisavam uma técnica passando madeiras queimando, aquilo secava a pele e parecia suficiente como um cobertor. No dia seguinte, eles planejam melhor o que fazer, com o mesmo improviso Lucas fazia um machado, útil para a madeira e pra caça, mas enquanto eles finalmente montavam uma pequena base melhor elaborada com paredes de madeira, e iam comer o restante da carne defumada do alce, eles viam alguém perambulando pela floresta.
 Lucas ia na frente, com mais iniciativa, quem sabe a moça estava perdida como eles dois, mas a própria moça se joga nele, e os dois se deitam. Lucas não entendia e se estressava.
Lucas: Ei, o que era pra isso ser?-
A moça: Quieto! Eles estão vindo.
João: Mas o que?
 João chegava perto, logo depois, a moça olhava pra ele e também fazia sinais, não só pra silêncio, mas indicando uma direção, que João não entendia se era pra se esconder ou sobre onde estava vindo um tal perigo, mas João olhava, perto dos dois, pra tal direção, ouvindo um som junto dos insetos batendo asas e das folhas voando, pareciam pessoas falando e andando. João tenta conversar com a moça.
João: Quem são eles?
A moça: São os Brokoks, eu poderia explicar se tivesse tempo, mas confia em mim, eles não são como a gente, nem... humanos eles são.
João: Droga... Se levantem, rápido.
 João inclusive ajuda eles a se levantarem e saírem daquele canto, e pouco depois de se esconderem naquela base, que parecia os tirar da vista daqueles "Brokoks", eles desconfiam que não podiam mais estar ali, comiam tudo o que aguentavam, o pouco das maçãs, laranjas e carne que sobraram cabiam nos potes e sobrava espaço, a moça, chamada Clara, se voluntaria pra levar aquele tapete ou cobertor deles, e eles saíam. Clara guiava eles, ela tinha acordado mais próxima de outras pessoas e eles tinham formado um pequeno bando, e conforme ela lembrava, estavam mais ao que parecia ser o Oeste pra eles, em que aos poucos encontravam pesadas mais pesadas e que aparentavam com calçados, assim como um tipo de X de gravetos pendurado em uma corda de fibra, pendurado no galho de uma árvore.
 O grupo precisava se esconder, estava de noite, e só tinham disponível uma caverna, em que, mesmo dormindo em segurança, o lugar era extremamente úmido, a Clara até tenta ajudar eles com um tipo de espanador de alfeneiro que ela tinha pra bater e eliminar aqueles mosquitos e besouros, antes deles dormirem, a Clara ia dormir descoberta, mas o João deixa ela ficar junta do Lucas, em troca dele vigiar um pouco a região antes dele dormir, embora descoberto, perto deles.
João: A gente só aprende a se importar com os outros quando também sofremos um perigo, não é mesmo?...
 Passa a noite, e eles tinham um plano só um pouco antes de voltarem ao grupo antigo da Clara, a madeira que eles juntaram agora era útil pra um pequeno trenó terrestre, com plataforma de tábuas maiores, um apoio de tábuas menores, pra carregar os potes de cerâmica com menos problemas, e quando achavam ninhos, já levavam os ovos embora, e guardavam nos potes como comida, cobertos pelo couro, agora danificado em alguns cantos, assim como só precisava de uma corda, um pouco melhor porque, além dos três juntarem fibra para fazê-la, também envolvia fios menores que se laçavam em uma corda mais grossa, além do nó que Lucas e Clara improvisaram, deixando mais firme, e com isso, eles carregavam a carga, e até a enchia com novas frutas, como uvas e até mesmo algodão que também achavam e usariam posteriormente, e entre as folhas que tinha mais perto do território que estavam atrás, tinha muita menta e pimenta, eles não sabiam o porquê exatamente dessas plantas tão modernas num ambiente tão selvagem, quem sabe algo que ficou pra trás e se sustentou com o tempo, talvez pessoas que sobreviveram a tal cataclisma do passado ainda cultivaram essas plantas, então, era bom aproveitar esse presente da natureza.
 Eles chegam à cidade que precisavam, Clara avisa seus colegas de lá que ela está viva e com companheiros. Com isso, seja testemunhado pelos dois ou em troca daquele trenó que parecia bem útil, eles podiam entrar, iam jogar o cobertor fora, mas Lucas tinha apego por aquele couro, e João convence os tribais a queimarem aquele couro, não só jogar fora como qualquer material, e quando assim fizeram, João pega as cinzas pra si, e misturando numa água de um mero vaso próximo, fez pinturas nos braços em forma de alce, e Lucas e Clara escolhem fazer o mesmo.
 Os soldados Peter e Pierre estranham aquilo, enquanto já iam os abordar a fim de conseguir respostas porque o "grande mago" Enzo soube dos inventos deles à distância e acha que eles também eram úteis. João admite que achou eles primeiro porque soube fazer lanças e cerâmica, o Lucas ajudou muito por conseguir madeira pra eles, e Clara deu a ideia do trenó e ajudou a coletar as comidas cujas mais frescas ainda estavam nos potes.
 Interessado, Enzo chama primeiro o Lucas, que por ser mais forte era classificado como eles chamavam de "sanguíneo", que seria uma casta dos mais fortes, e quando Lucas olhava os vasos de porcelana branca com escritas no idioma deles em tinta preta, com cada nome de diferentes plantas, ele questionavam.
Lucas: O que você faz com tanta folha e pédala?
Enzo: Muita coisa, corantes, perfumes pras mulheres, especiarias pra remédios.
Lucas: Você já fez chá com algum desses?
Enzo: O que é chá?
Lucas: Deve fazer tempo que vocês não veem mais isso, né? Mas é água quente com algumas ervas, não lembro a função de cada uma, mas muitas são calmantes.
Enzo: Isso é útil pras nossas poções, gostaria de dar mais uma ideia?
Lucas: Me fazendo de tonto por responder com outra pergunta, como vocês fazem cálculos além de mentalmente?
 Enzo acha essa pergunta interessante, e juntos eles juntam tábuas menores para a base, cilindros finos para circularem miçangas de ouro, em que assim fizeram o primeiro ábaco da vila, eles tinham um depósito de metais que eles peneiraram dos rios e cavaram das cavernas, o cobre e estanho eram já usados pro bronze de armas e ferramentas diárias, já o ferro era usado meramente pra lanças mais fortes como a de Peter e a de Pierre, embora minérios como a hemadita eles ainda tentavam usar pra fazer um tipo de bússola, já o ouro e a prata, como não sabiam uma utilidade tão grande e não escolheram usar como dinheiro, deixaram em caixas de madeira mais grossas um pouco mais escondidas, mas Clara tinha uma ideia.
 João analisou as caixas de cada metal, como a do cobre com um símbolo de triângulo à direita, estanho um triângulo à esquerda, ferro um tipo de seta, talvez uma lança desenhada minimalista, já o ouro e a prata tinham círculos não tão bem-feitos por erro técnico de pintura, talvez o círculo represente alguma coisa, enquanto o João resolve pedir pros ferreiros fazerem um círculo de bronze, o questionaram a troca por aquilo, mas João tinha uma ideia.
João: Eu vou tornar esses círculos em algo mágico e útil pras pessoas da região, só precisarão de um pouco de prata, o círculo será mais claro e o eatanho de costume não faria isso.
 Os ferreiros levam um dia inteiro pra derreter e modelar apropriadamente, e o João usava panos de algodão finos para limpar e água do rio pra polir, enquanto Clara já tinha contratado ferreiros pra algo menor, com brincos de prata do formato de pequenos patinhos, ela tinha memórias desses animais sendo fofos, embora os civis não tinham visto pássaros além de umas galinhas domesticadas e os pássaros que voavam sobre eles, ela só precisava de uma agulha de aço, que por enquanto só conseguiam improvisar misturando com estanho, talvez níquel que tinha na mesma caixa por não reconhecerem tanto os metais, e deixavam passar pelas fumaças, com dica do João, pra muitos era estranho "defumar" o ferro, mas assim conseguiam um aço mais durável, e as moças mais velhas da vila se interessavam, talvez aquela plebéia tenha criado um símbolo de status e interesse? Um brinco de pato, o qual elas ofereciam um quarto para ela dormir ao lado delas, e os ferreiros podiam ter filhos com elas caso fizerem mais daquelas joias.
 João, no dia seguinte quando terminou o projeto, vai junto com Peter e Pierre por segurança e porque tinha um próximo plano para com eles, e os espelhos eram oferecidos áquelas mesmas moças, João admite ter tido a ideia, e os gêmeos o defendem, as mulheres acham interessante aquilo, e uma delas até disse "já demos um pagamento bem caro pra seja lá qual ferreiro você tenha precisado que fizesse, então, o que deseja pra você?", e João, com dúvida, conversava um pouco com Peter e Pierre, que acharam que ele iria pedir alguma das mulheres em casamento, afinal, aquelas mulheres eram mães de alguns dos aldeões e ainda eram fortes e férteis, mas João tinha medo dessa responsabilidade, Pierre ri ao ver João como medroso, mas João se lembra que o que restou das roupas originais dele eram aquelas calças rasgadas, então, João, se fazendo de humilde, só diz.
João: Eu só preciso de uma roupa mais durável e mais limpa, seria tão estranho alguém que mal tem uma calça inteira ter feito um patrimônio pra vocês.
 Peter acha estranho, até mesmo barato de mais, e defende que "não era só uma calça", mesmo nesse povo todos usando vestidos ele já presumindo que a calça é como aquela peça de vestuário, mas melhor e mais inteira, como advoga que ele precisava de alguma túnica, Pierre ficava quieto, mas João se lembra do Lucas.
João: Aquele meu amigo que deve tar com aquele que vocês entitularam um mago, poderia pelo menos ter uma roupa do formato como a roupinha dele, não sei muito o tecido de vocês, mas as roupas devem ser ótimas.
 As mulheres aceitam a ideia, o tecelão é chamado, e usava um tear para fazer os panos, e depois a camisa e a calça, o João aceita sem reclamar, não por disciplina mas só sentindo que já era uma etapa de seu plano, enquanto Clara e Lucas chamam João para uma vista num tipo de vale, e quando ele foi ver junto, parecia ter um tipo de torre, ligada a 6 direções, incluindo o morro em que estavam, a partir de correntes de um metal azul irreconhecível, Peter e Pierre enquanto isso criticavam João de longe, e acham que ele e Lucas poderiam facilmente planejar trair eles depois de conquistar confiança deles, os civis ouviam, tinham dúvidas, mas conversavam sobre aquilo.
 Clara desce com seus colegas, e sua próxima meta era usar o trigo e as batatas que tinha na região pra fazerem algum tipo de comida, João admite lembrar das batatas fritas que ele comia num restaurante tempos atrás, e Lucas pergunta se já tinha algo como pães ou macarrão. Clara garante que já eram ótimas ideias, a farinha era moída nos moinhos hidráulicos ligados ao rio que parecia partir a vila em quatro, e com a farinha, fazia pães de diferentes formatos, e também fios de massa, enquanto João ajudava os pescadores usando o aço da Clara pra fazer anzóis, fazendo a pesca algo menos estressante ao juntar com fios das teias de aranhas domesticadas e também cabos de madeira que antes eram as lanças, e Lucas convenceu viajantes a conseguirem água do mar, pois iriam ebulir ela para fazer sal, e em dois dias, juntando as massas da Clara com queijo, tinham pizzas, juntando com tiras de carne assadas, tinham sanduíches, e o que se tornava o macarrão, ou os peixes, eram servidos com batatas que eram fritas sob gordura de vaca derretidas.
 A fofoca que fazia desconfiarem de João e Lucas circulavam, e quando alguém de capa preta atira uma flecha na perna de João, ocorre uma revolta contra aquele assassino anônimo, os civis iam atrás dele, embora não conseguiam, e Lucas convence Enzo a juntar teia e uma agulha de bronze recém-forjada pra costurarem a ferida do João, e fibra era usada pra uma bandagem, que entre ela e a ferida tinha uma mistura de menta e curália (uma erva desse novo mundo) pra ele se recuperar. Peter e Pierre se arrependem daquilo, mas não admitem terem iniciado esse assunto, e até pedem a João algum recurso pra melhorar a eficiência deles como soldados.
João: Olha, tá doendo de mais pra eu ter uma ideia de armas pra vocês, mas que tal uma espada?
 Peter ia perguntar o que era aquilo mas Pierre interrompe já querendo que ele comece o mais rápido possível esse plano. João não queria, se sentia cansado, mas à noite conversa com Lucas e Clara pra eles arquitetarem com o Enzo um plano de espada de aço para os soldados, enquanto no dia seguinte o Lucas inicia com o Enzo um plano de partir as madeiras de móveis descartados e ferver pra extrair celulose, e secar pra fazerem papel, que poderia substituir os papéis de pele de bezerro, enquanto podiam fazer algo mais compacto que escrever seus planos em paredes ou pintar complexos quadros na seda de tela, assim como o primeiro pergaminho deles resumia, entre a planta dos projetos dos colegas do Lucas, também incluía o plano que seria a espada, posta em prática pelos ferreiros, usando bronze para o cabo, guarda e pomo, a lâmina era um aço fino de dois gumes, a Clara faz uma caixa inteira só pra guardar as espadas, usando inclusive um método experimental, alinhando peças de madeira que se encaixassem em técnica Sashimono, e assim, as caixas não precisavam mais de pregos, e além de vernizarem em óleo queimado, e Clara desenhar uma seta para baixo, ao contrário da caixa de minérios de ferro, pra simular a espada, também usavam ossos e cartilagens das carcaças de animais, moídos e fervidos, para modelar uma cola que fortalecia a liga Sashimono usada nessas caixas.
 João dormia, mas ali estava uma daquelas mulheres mais velhas o cuidando e o tecelão ajudando a vigiar, os três conversavam, e João admitia que não esperava ver eles tão preocupados com ele, a mulher se preocupava, avisava que ele podia morrer se acertassem mais acima, ou a flecha de pedra estivesse suja, assim como o tecelão avisa, olhando pela janela, que irão cortar a cabeça daquele homem que tentou o assassinar, João diz que quer conversar com ele, mas sendo tarde demais, agora na Praça da Chama Eterna, com uma lareira que ilumina a praça central e serve como referencial, o João conversa com aquele carrasco.
 O carrasco e o João, em um porão do templo que ele trabalha, conversava com ele, e diz que há uma suspeita sobre ele, mas o João não parece realmente alguém mal-intensionado, "porque se fosse, por que dar tantos presentes, ou ajudar gente que acabou de conhecer a dar presentes?", o carrasco, coberto numa roupa vermelha e com uma máscara de caveira do primeiro homem executado, questionava, e o carrasco, mapeando e medindo o corpo de João, esculpe uma bengala, de carvalho recém-pedido, tingido em azul, associado a fleumáticos, a casta dos mais sábios, um pouco melhor talhada que uma bengala qualquer, e por ideia do João, o carrasco poderia ter uma lâmina melhor, talvez uma daquelas espadas da Clara assim como os soldados.
 De qualquer forma, o João comia uma pizza com, além do queijo fresco, também umas tirinhas de linguiça e folhas de salsa e manjericão, e conversava com a matriarca e o tecelão que ainda o acompanhavam.
João: Como vocês conseguiram queijo e defumados enquanto mal sabiam fazer papel?
Tecelão: Queijo e carne são mais fáceis de descobrir o que fazer.
Matriarca: Também a minha mãe e as mães das minhas companheiras eram fazendeiras, sabiam fazer algo assim desde milhares de anos antes do Cataclisma.
João: MilharES? Quanto tempo exatamente?
Matriarca: Difícil contar, mas nossas avós só sabiam que uma guerra do seu tempo devastou esse mundo, e você, a Clara e aquele seu amigo foram escolhidos a renascer.
 João estava assustado, como se ele tivesse recebido conhecimento proibido, assim como sua dúvida, de como essee dois tinham ancestrais e uma vila, dá a entender por admissão dessa matriarca que ela e os outros são filhos, netos e bisnetos dos que se espalharam pelo mundo depois da Terra se reinventar. Lucas e Clara estavam felizes com o sucesso deles, e junto do Enzo, estavam almoçando um macarrão com molho de tomate e papas fritas com pimentas vermelha e preta, era forte, mas também bom, mas precisavam de algo para descer a comida, a água não tinha um gosto tão bom quando tomada após uma comida, o vinho, a cidra e a cerveja eram fortes demais e iriam deixar com mais sede, e o suco das frutas estava começando a ficar enjoativo pelo menos pro Lucas, e repetitivo pra Clara e Enzo, então, misturando o suco de limões e laranjas próximos de estragar, e uma rodela de abacaxi e fatias de gengibre, misturavam em água com açúcar que eles extraíram de canas na hora, e deixam passar um tempo em garrafas de vidro, tampadas com tecidos leves, empacotados em uma caixa de madeira em um lugar escuro e frio, a bebida agora fermentada, bebiam, era Spritzbier, como chamam esse tipo de refrigerante de limão.
 No dia seguinte, uma guilda de caçadores voltam, conseguindo carregarem em cada barco um mamute inteiro, e quando desembarcam, raspam a pele para tecidos e tiram a carne para comer, e os caçadores ouvem falar da volta da Clara, que se perdeu da guilda, e do Lucas e João que eram novos inventores, e como prova de confiança deles, uma das operárias do rio entrega a três dos maiores caçadores da guilda, cada um uma daquelas espadas, enquanto, falando no aço das espadas, e na água do rio mas que também teriam pela chuva a caminho, João juntou três barras de ferro puro recém-coletadas, dito por ele como um simbolismo, aproveitando a crença deles nas Três Estrelas dessa vila, juntou num tipo de para-raio com cabos de bronze no topo de uma das torres, um raio acertava o para-raio, e quando via os cabos intactos, mas vermelhos de quente, as três barras estavam juntas, "o plano deu certo", crê João, e poderão ter imãs, que uma barra menor ele manda os ferreiros partirem e modelarem, sem derreter pois desmagnetizaria, pra num tipo de cápsula esférica de vidro, com um anel fino de aço, fizessem umas 15 bússolas, e assim, usando a direção dela como base, Clara ajuda a corrigirem as posições dos mapas, e era reensinada a direção do Norte.
 A segunda barra era remodelada para um tipo de turbina cilíndrica, ligada a manivelas, para transformar movimento dela em eletricidade, e coloca esse motor dividido em turbinas menores, pois a barra foi bem grande, e então, Enzo via isso e complementa com um sistema de polias, antes usado pela vila pra levantar cargas maiores em guindastes e invenção de seu avô, o mago Épimas que chegou a se casar com uma das matriarcas de sua época, para assim poder girar o motor com mais força, ligando o campo elétrico a fios de cobre, o Enzo estava compreendendo aos poucos o que fazer, era aparentemente, segundo ele, uma forma de criar e dominar os raios elétricos, e tendo isso como base, os ferreiros mais novos que ajudavam o João a conseguir as peças agora chamam ajuda aos carpinteiros pra ajudar.
 A ideia era simples, enquanto o João e o Enzo montaram um dínamo que podia tornar pequenos fios em fonte luminosa, era questão da mão de obra conseguir elevar o nível, usando um sistema de engrenagens maiores e menores, num segundo moinho no braço central desaguado do rio Pema, ainda sob obra pelos arquitetos e engenheiros. Paralelamente, Peter e Pierre contrataram os carpinteiros e ferreiros mais velhos para fazerem uma máquina de tecelagem maior, em que em vez de um tear pequeno, que faria um tecido por vez, podiam agora tecer várias tiras numa só máquina, num só dia, foram feitas umas 10 máquinas, por 10 carpinteiros com peças metálicas de 10 ferreiros e isso seria útil para 20 a 30 tecelãos, mas Peter e Pierre entregam as máquinas sozinhos, no máximo entregue em algo como o trenó de Lucas, mas com espaço para cada máquina de madeira e pregos usada para tecelagem avançada, as matriarcas duvidavam como eles misteriosamente chegavam com complexos tão grandes assim se nem fleumáticos e nem sanguíneos eles eram, mas Peter e Pierre alegam que seus trabalhadores responsáveis se mataram em uma briga por quem conseguiria o crédito e as recompensas, e quando mandaram seus guardas inspecionarem, estavam aqueles 20 homens mortos, ensanguentados e com duas espadas e algumas facas largadas no chão, todos ali acreditavam embora João e o carrasco desconfiassem, ainda sem como provar com exatidão.
 Ambos os projetos levaram uma semana inteira, junto do dínamo do João e do Enzo que era prometido ser usado para umas invenções futuras que o João lembrava e estava sentindo saudade, e por isso "um gerador de energia num mundo que não parecia precisar dela", A perna do João chegava a cicatrizar nesse meio tempo, a bengala era mais um símbolo, pra uns do status dele, pro próprio João da amizade dele com agentes da lei local, ao passo que Enzo convenceu Lucas a "dar uma nova cara" aos papéis, Lucas inicialmente pensou em fazer papéis mais fracos, macios e com um pouco de algodão, um tipo de papel higiênico, o que foi engraçado, mas Enzo falava das máquinas que Peter e Pierre entregaram, e que com papéis longos e perfurados, eles poderiam ligar a ganchos que fluíssem as peças das máquinas de tecelagem, assim tornando automáticas, como Tear de Jacquard. Um dia inteiro foi necessário pra fazerem isso numa única dessas peças, em papéis mais firmes, os tecelões aposentados foram treinados, em compensação, a usarem tanto as máquinas ainda manuais quanto programar e testar esse tear novo. Três tortas foram dadas a Lucas, e três galinhas foram servidas a Enzo como pagamento, os dois preparam um prato de frango assado pra comerem juntos, as tortas eram sobremesa... Se encheram tanto que, pra algo sair depois, o papel higiênico do Lucas deixou de ser visto como uma ideia estúpida.
 Uma matriarca chamada Maria Pascal, inspirada no projeto mecanoelétrico dos carpinteiros e ferreiros, chamou três de cada cargo para montarem engrenagens para um sistema de cálculo mais ágil que o ábaco do Lucas e Enzo, cada engrenagem tinha 10 dentes, marcados de 0 a 9, e a cada volta completa de uma engrenagem, a engrenagem à esquerda eleva o número de um dos dentes, mas não era apenas girando as engrenagens que o cálculo era realizado, o aparelho tem 9 botões de madeira cada lado, do lado esquerdo para subtrair, do lado direito para somar, em que cada botão girava a peça uma quantidade de vezes correspondente ao seu número, assim, as matriarcas tinham uma calculadora pascalina, e uma cópia foi montada como presente para o João e outra para o Enzo, e aquele primeiro ábaco do Lucas foi guardado na casa da árvore do Enzo como uma mera relíquia ou lembrança. Com o plano do João em mãos, os ferreiros mais novos estiveram preparando pedras de silício, ao purificar e queimar a sílica de vidros velhos e descartados, e modelando em pequenos anéis, contornados num bulbo de vidro, com vácuo formado ao extrair todo o ar, e o circuito de cobre era encaixado nos anéis de silício, tornando os cobre incandescentes em um tipo mais limpo e frio de lâmpada, com anéis de tungstênio, aos poucos extraído após saberem a partir da planta-baixa do Enzo que a lâmpada precisava, e aos poucos, o cobre, misturado com pequenas quantidades de ouro para melhorar condutibilidade e durabilidade, era usado para fios que acendiam as lâmpadas.
 Peter e Pierre já tinham saído em um tipo de guerra, ao lado de outros soldados, por causa dos chamados Brokoks que estavam em direção da vila, agora usando armaduras de aço após, entre as melhorias recentes, o aço da Clara e uma melhoria daquelas fornalhas em altos-fornos, o quartzo, antes usado como um mero amuleto de sorte pela vila, foi usado cada vez mais ao lado da areia, que já estava sendo cada vez melhor-peneirada em areia branca, para um vidro mais claro, limpo e ainda assim resistente, conectando em garrafas de elixires estimulantes que combinavam os chás com beladona e melmendro em baixa dose, e frutas-vermelhas pra melhorar o gosto, entre os projetos, até mesmo as carroças foram reinventadas, não que rodas foram inventadas agora por algum dos nossos heróis (longe disso), mas porque eram agora maiores, algumas isoladas pra suprimentos, e a Maria Pascal separou guiadores dessas carroças como agentes logísticos das expedições, e com isso, mesmo que tivessem a mesma força e número, tinham mais recurso, e recursos mais fortes e duráveis contra os Brokoks, o capitão Kin até mesmo tinha peças, como dínamos melhores movimentados a elásticos, e cabos em seu corpo, pra sua armadura emitir campo elétrico, matando pelo menos um três quando esteve desarmado, as turbinas da terceira barra de ímã, giradas a uma corda, conectadas a cabos de cobre, isolados por borrachas, um material antes usado apenas em elásticos e pequenos coletes pela resistência a impacto, agora podia isolar a eletricidade, no caso do capitão Kin, para não se machucar com o próprio circuito elétrico, seu cabelo elevando durante o uso dessa armadura o fazia parecer mais poderoso.
 Enquanto o gerador menor foi usado experimentalmente e pra energizar só a casa do Enzo, e criar novos ímãs, o gerador maior, no segundo moinho, tinha algumas bobinas de cobre que giravam para uma turbina maior, com peças maiores de um quarto ímã recém-criado, e que gerava corrente alternada, dando mais energia à cidade. A fogueira deixou de ser a única fonte luminosa, mas conseguia ainda ser muito útil devido à fonte térmica, então, talvez diminuir essas fogueiras seria bom, então, reaproveitando os adubos das fazendas, em vez de usarem só a parte sólida, balões, usando borracha vulcanizada em um fluido de enxofre suavemente, largos o suficiente para suportar, se enchiam do metano, que era esfriado eletricamente, transferindo o calor do metano para uma resistência, e o gás agora liquefeito era colocado num tipo de barril de 5 litros cada um, pequeno para poder caber em casa, e circulado por mangueira para poderem queimar o gás num forno elétrico, ambos o barril e o forno de cada casa sendo feitos de um aço carbonado mais bruto, o barateamento foi por ser um invento pra aqueles com casas menores, e que não tinham espaço ou lenha pra fogueiras maiores, já que o aço não era muito, e estava sendo usado pra outros aparelhos, assim como, para economizar metais, eles precisarão inventar plástico.
 Por isso, por um mês, um laboratório químico foi construído só para invenções futuras, incluindo máscaras de gás de vaqueta, um couro mais grosso e resistente, com lentes do vidro melhorado anteriormente, e uma roupa de tecido maior, que cobre eles bem melhor, muito vinho e muita garapa recém-fermentada foram ebulidos até terem etanol, que era secado ao misturar em ácido até formar o eteno, que era polimerizado em polietileno, que era misturado em cloro extraído do sal para fazerem policloreto de vinila, ou PVC, que era altamente resistente e por enquanto estava sendo usado ao lado de madeira e metais para móveis resistentes, e o Lucas descobre que, além de terem descoberto o plástico muito rápido, estavam mais perto de algo que antes tinha mudado a vida deles mas agora ainda parecia longe. Com aquilo eles podiam fazer telefones, e se continuarem nesse ritmo, talvez eles voltem a ter smartphones.

Continua>>>