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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

25 de jul. de 2025

Fiz esse post antes de esquecer tudo

 Eu tive uns sonhos surreais e vou aproveitar esse blog que planejei pra outros assuntos pra não esquecer porque de certa forma foi engraçado.

  1. Um dos sonhos que eu tive envolvia três versões do Bob Esponja (um clássico, um "da Era Punk" que era na verdade só o Bob Esponja de um traço diferente ainda das primeiras temporadas, e um das temporadas mais recentes), que estariam no que parecia a Fenda da Pedra, e eles são abordados por um tal Famoso Zé da Rocha (que parecia com os personagens daquele episódio duvidoso do desenho sobre caretas, o nome era tipo o Zé do Picadinho, um dos Bob Esponja até fala "o moço cantador, o osso rangedor, o caroço voador..." por algum motivo), que parecia realizar o pedido de quem tinha a boca cheia de ostras (como aquele episódio do Show de Talentos), mas o "Bob Esponja da Era Punk" não tinha a boca cheia de ostras, e foi desintegrado da existência (deletado?) pelo Famoso Zé da Rocha.
  2. Um personagem policial genérico aparentemente orando e cultuando a um tipo de "deus do sabonete", mas que não era só um deus da higiene a lá Higéia, também era dito como um tal deus dos doces também, e mesmo aquele sonho não tendo a ver com Warhammer, também é citado que esse deus seria um inimigo do Nurgle (mds, falando assim fica difícil levar a sério), e na lore do sonho mostra que eu que tava escrevendo aquela história do policial, e que taria supostamente em um caso com dois personagens masculinos que eu não consegui reconhecer.
 Diferente dos sonhos que falei no outro blog, esses não parecem fazer o menor sentido, nem algum tipo de história imaginária e nem algum simbolismo psicológico, e não ironicamente, o blog de diário anterior que eu fiz (link no texto colorido no parágrafo) chegou a ser bom pra eu ter feito, porque eu consegui dormir melhor, talvez pelo mesmo motivo que eu escrevo tantas histórias diferentes nesse site ou no Projeto Dream, em que escrever essas coisas abria espaço na minha mente, e talvez eu ter dormido... de mente vazia (?) eu acabei produzindo mais melatonina (hormônio comum do sono), e falando em vazio e Bob Esponja, é tão estranho como os "vídeos de vazio" o Eu Hipe mesmo não tendo começado essa moda acabou popularizando e isso se tornou uma piada (não do tipo que a gente ri da piada, e sim do piadista).
 Seja porque os autores dessa palhaçada sempre isolam episódios do desenho ou gameplays específicas como se isso resumisse a produção inteira (como foi com Bob Esponja e Gumball, e pelo que entendi até o JJ fez paródia desse estilo ao fazer um "vazio do Xvideos", apesar que ele já fez vídeos de vazio de outros jogos (no caso jogos além de Minecraft) relativamente melhor que os que faziam por moda e levando tudo a sério), eu mesmo já fiz um episódio com a Alex Valiant tendo um "sentimento de vazio" com um episódio de Shark Family em Projeto Dream, um pouco com piada, mas realmente pra atacar e criticar quem se ilude com essa moda. É surreal como até o Eu Hipe, que espalhou esse lixo, aos poucos começou a criticar esse estilo, não só no tweet do print acima, mas num vídeo que ele fez de Minecraft, sobre como o "sentimento de vazio" do jogo é ilusório, aaapesar que Minecraft tem um motivo pra essa memética de "jogo triste e vazio", afinal... Minecraft em parte é um jogo de terror, mesmo que sem querer, por mim é um jogo de dark fantasy.
 Essa moda de "redesenhar jogo/desenho como filme dark fantasy de 1980" (talvez algo ao molde de Conan o Bárbaro) pode parecer besta e só um meme, mas pelo menos era criativo como a IA modelava os designs dos personagens, e já vi falarem que essas ideias de um "Minecraft dark fantasy" seria melhor e mais atraente que o filme live action que fizeram, que... não vi o filme, mas o pouco que repetiram indica que o filme é bem brainrot e também algo que se fizessem em filme de outros jogos não iria pra frente (assim como foi com o Sonic). Mas o Minecraft eu digo que já é dark fantasy porque:
  1. Assim como falam que o Minecraft tem vibe de terror, como as cavernas ou os barulhos assustadores, assim como entre os monstros (zumbis, esqueletos, humanoides das trevas que teleportam, criaturas camufladas que explodem) são um tipo de criatura comum em filmes, mesmo sérios e tensos, também fantasiosos e épicos, com o adicional do Enderman e Creeper como coisas originais, sem falar dos Phantons do Minecraft atual que são monstros de insônia, tudo criaturas comum em histórias de terror.
  2. Dark fantasy também é caracterizado por protagonistas fortes, com armas medievais e armadura enfrentando esses perigos, algo bem comum numa gameplay vanilla do Minecraft, assim como a magia é escassa no dark fantasy e no Minecraft (isso é, os poucos itens mágicos são difíceis de achar, como bola de fogo ou de vento, itens de alquimia e boa parte do que dá pra considerar magia serem as poções que são difíceis de fazer, e a maioria das coisas realmente mágicas você tem que enfrentar, como Endermen e Blazes).
 Mas falando no diário anterior, tem uma parada sobre Gorogoa e Gris (e também Rogue Legacy) que eu não falei antes, mas valeria muito a pena falar sobre. Primeiramente, sempre deem uma chance a jogos indie, eles são leves, muito mais baratos que os AAA e também muito diversificados (não à toa existe o estilo roguelike/roguelite deriva do estilo Metroidvania com elementos comuns do Rogue Legacy).
Rogue Legacy: Esse eu diria que tive uma experiência "tsundere", no primeiro eu tente jogar, no segundo eu fiquei tão bravo que na Steam até avaliei falando mal do jogo, mas no terceiro quando dei outra chance eu cheguei a viciar e ir melhor, do quarto em diante eu progredi até zerar, e o plot twist com o primeiro cavaleiro eu achei genial e os créditos deixava o coração quente. O jogo é difícil? Muito, mas é melhor que o Cuphead porque o sistema de HP ao estilo RPG e Metroidvania faz durar mais tempo nas fases, assim como é relativamente fácil de se adaptar e melhorar no jogo e com o tempo fica cada vez mais prazeroso progredir, e a ideia de cada morte te dar um cavaleiro diferente é um 8/80 bem chato - Mesmo que tenha uma mensagem criativa sobre cada cavaleiro seguir o legado um do outro, e ter aos poucos cavaleiros melhores, teve uns cavaleiros tão zoados que eu recebi que eu até achei que os cavaleiros tavam praticando incesto.
Gorogoa: Por ser um jogo de quebra-cabeça (e eu tenho hiperfoco em Zelda e na infância eu joguei jogos em Flash de enigmas), foi bem satisfatório jogar o jogo e ir resolvendo os enigmas (seja os quebra-cabeças das fases pra conseguir as frutas, ou o mistério do jogo), eu conheci o Gorogoa e o Gris a partir do Cellbit e do Tropia, e esse eu fui mais além que o Rogue Legacy: eu cheguei a platinar o jogo e até comprar cartinha pra conseguir insígnia na Steam, e esse jogo eu vou arriscar dar spoiler do jogo porque tem bastante assunto pra falar, irei separar pelas frutas/fases do jogo.
  • O jogo se trata de uma entidade que o protagonista que você guia descobre e busca conseguir uma oferenda pra entidade.
  • A fruta vermelha é basicamente um tutorial do jogo, bem fácil de conseguir mesmo sem dicas, numa passagem do jogo o símbolo vermelho também é associado a sangue, claramente por ter a ver com o garoto se machucando e ficando paralisado, pelo que há a entender enquanto ele ia fazer a oferenda como no final do jogo.
  • A fruta verde é também tranquila, de transitar pra um tipo de jardim e depois pra um cenário de guerra (pelo que parece no começo da adolescência do protagonista, e aparentemente foi a mesma guerra que quebrou o prédio e fez o garoto ficar paraplégico depois de cair, e a fruta verde ter a ver com você ter que dar zoom nuns padrões pode ter a ver com o personagem buscando pela imagem do Gorogoa até em detalhes que seriam mínimos, em parte um ser onipresente.
  • A fruta amarela eu me perdi pra concluir mas aos poucos aprendi a fazer os quebra-cabeças dos móveis e das lâmpadas, estrelas e mariposas. Sobre o impacto desses materiais na lore, o personagem nessa época está estudando astronomia (como mostram as constelações, e pelos quebra-cabeças em si, não só de estrelas, mas de uma imagem de meteoritos) e religião (já que o hipocampo que aparece nas imagens parece ser um tipo de deus ou no mínimo um símbolo folclórico desse mundo do jogo). Não duvido que as mariposas tenham ligação entre elas se atraírem com lanternas, e você dar zoom nelas ser algo tipo "o Gorogoa está em todo lugar" como foi no enigma da fruta verde.
  • Já a fruta azul foi um pesadelo de tão chata e complicada de passar, seja pelas relíquias do protagonista adulto (aparentemente relacionado à terceira foto do primeiro quadro na ilustração aqui, diria que é a terceira foto porque a segunda foto parece ser das frutas verde e amarela, dele se recuperando do acidente e guerra e também estudando astronomia, e na terceira foto ele parece estar em outro país, assim como nessa fase há cenários dele em diferentes pontos diferentes da cidadezinha principal), que são necessárias pra transitar a versão que você controla entre essas fotos até a quinta, os enigmas são de fritar o cérebro, então vou só interpretar o que o personagem faz nos cenários das relíquias.
  • Aliás, assim como o verde simboliza plantas (pra gameplay o jardim da fase, pro final aparentemente a natureza que se perdeu depois da guerra) e o amarelo representa luz (seja de estrelas ou de lâmpadas), o azul eu não sei se tem a ver com sabedoria ou tecnologia (já que entendi que como nessa fase ele tá adulto, então é uma fase em que ele se formou da faculdade e tem emprego, somado com o tema de engrenagens) ou com divindade (já que nessa fase tem versões dele fazendo ritos a outras entidades.
  • Pro primeiro ritual (por assim dizer), o personagem batala sinos num tipo de peregrinação, pro segundo, ele põe velas pra uns altares, e pro terceiro ele se banha com água que ele encontra num tipo de escadaria (tipo aquelas escadarias de dojo Xiaolin gigante), não mostrei quais mas cada ritual é pra algum tipo de entidade, se não do mesmo panteão, ainda de culturas que o personagem deve ter encontrado em busca de se conectar com o Gorogoa. O Gorogoa aparece a cada enigma concluído, e sempre que ele aparece indica alguma mudança permanente, por isso mesmo os mesmos quadros assumem propriedades diferentes quando ele aparece.
  • Agora a fruta roxa é bem tranquila de fazer, não é curta como a da fruta vermelha, mas é muito mais fácil que a fruta azul, me lembra o enigma da Esfinge, "qual animal tem 4 pernas de dia, 2 de tarde e 3 de noite?", "é o homem, que quando bebê engatinha, quando cresce anda sobre só as duas pernas, e quando velho, precisa de bengala". Mas resumindo, há tanto enigmas usando um mapa de bondinho, escadas, e até mesmo uns tecidos. O que entendi da história desse jogo é que o garoto entregou uma oferenda física pro Gorogoa, mas ocorre um acidente que interrompe tudo e ele se machuca, durante sua recuperação ele estuda pra poder investigar essa entidade, no processo ele se forma numa faculdade, consegue um emprego, e desde o incidente à velhice dele, ele teria esse tal contato com o Gorogoa, e por isso ele parece ter sido "levado embora" pela entidade no final.
Gris: Esse eu não platinei, mas vou falar logo umas coisas que eu gostei. O jogo é EXTREMAMENTE lindo, seja na imagem, animação, até a sonografia, a arquitetura das fases é muito boa (assim como em Gorogoa), lembra um pouco as primeiras temporadas de Steven Universo (seja pelos prédios ou pela água), cada frame é ótimo pra usar como plano de fundo no PC ou no Opera GX, a psicologia das cores, com cinza, vermelho, verde, azul e amarelo com as Fases do Luto é muito bem aplicada, o worldbuilding é maravilhoso também.
Interessante como, a cada cor desbloqueada, o mundo fica mais completo, como o deserto vermelho, com ventos, rochas e prédios com relógios, esses robôs em pedras (bem na vibe Studio Ghibli) ou esse bichinho de pedra que come maçãs (bem fofo e até busquei fazer a conquista de dar todas as maçãs pra ele), a floresta que combina vermelho e verde de forma muito boa (mostrando o vermelho não só como algo bruto ou a raiva em si, mas também vida, como a madeira e as maçãs, completada com o verde das folhas e esse tom rosa/laranja pastel de luz da tarde), e esse pássaro preto ter como fraqueza o som de sinos me lembrou o Venom, aliás essa cena dos sininhos antes do "boss battle" dele foi um foreshadowing bem natural.
As fases azuis, com água, são bem lindas, seja essa floresta com chuva (que aliás, é criativo as árvores de folha invisível com o chão revelado pela água, embora as plataformas sejam irritantes, a metáfora do azul a tristeza, numa fase de chuva, me lembrou aquele meme do Vegeta na chuva kkkkkkk) ou a literal caverna aquática (que aliás é maravilhosa no design e bem satisfatória de jogar também), dos poucos jogos que eu vi que a fase aquática não é irritante ou enrolada.
A fase de caverna aquática é maravilhosa, ainda mais com essa tartaruga rosa luminosa (meu personagem favorito :) ) ou a Lua quando desbloqueia a cor amarela, e o castelo principal fica maravilhoso quando tem todas as cores e a habilidade de cantar é desbloqueada.
Não zerei o jogo ainda, e planejo fazer 100% que nem o Gorogoa por ser curto e as conquistas valerem a pena.

Antes de concluir esse post, um aviso: O Jverso (como eu chamo esse megaverso que une as histórias minhas) não tem suas histórias tudo no mesmo universo, e mesmo que tenha multiverso, as histórias não são necessariamente da mesma cosmologia (embora eu tenha planejado o Cookieverso e o antigo Hard Life pro mesmo multiverso de Fenômenos), e elementos que aparecem em comum com histórias que pareçam nada a ver, considerem como a bolinha de estrela ou o carro do Pizza Planet da Pixar, são meros itens que uso como forma de conectar esses universos (uma marca registrada), incluindo itens e seres que obviamente terão a mesma propriedade nas histórias diferentes (como as ervas helênicas, ctônicas e etéreas, os xuburtes e até o Crisáureo que pode ser melhor explorado em outras histórias que o tenham), como parte dessa minha mitologia.

Até mais!

24 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 2

[Aparentemente Julho tá sendo o mês do The Fat Dragons kk]
[Esse episódio é uma prequela do anterior, como uma forma de contextualizar esse mundo antes de continuarmos]

 Ganância, lucros, concorrências, talvez algo inevitável nos mercados e nas empresas, porém obviamente algo que prejudicou tanto a qualidade dos produtos que tanto prometeram, a ética com seus próprios integrantes e até mesmo o poder de compra de seus próprios clientes. Desde a Crise de 1929, a humanidade percebeu como o dinheiro era volátil, e estava mais prendendo e limitando que possibilitando suas compras, e ainda assim com aperto tiveram que emitir mais dólares para aumentar a economia, ainda assim o governo capitalista dos Estados Unidos se tornou menos liberal depois do incidente.
 Nesse mundo, durante a Guerra Fria, foram criados três Autómedes, um no Oceano Atlântico, gerido entre a América do Norte e Europa Ocidental, um na Ásia, gerido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, China e Vietnã do Norte, e um no Oceano Pacífico, gerido pelo Japão, Austrália e Nova Zelândia, e que eram grandes monumentos com o fluxo de litros de oricalco, um metal antes esquecido da Grécia Antiga, usado para conduzir a agora nomeada energia Planck, capaz de controlar partículas fundamentais e convertê-las em diferentes ressonâncias na natureza, uma arma de forma muito vagamente humanoide, com o corpo composto de pilares de aço e concreto, tubos que circulavam oricalco líquido como veias circulavam sangue, ou fios circulavam eletricidade, a necessidade por trás daquelas invenções aparenta ter a ver com usar esse poder da realidade para contra atacar bombas nucleares e mísseis balísticos, uns acreditam, mas o maior planejamento é poder usar esse poder sobre a natureza para poder reiniciar a mesma caso a Guerra Fria evoluísse a uma guerra nuclear.
 A Guerra Fria acabou antes de "esquentar" em uma Terceira Guerra, em 1989 demoliram o Muro de Berlim, em 1991 a União Soviética voltou a ser a Rússia, José Sarney redemocratizou o Brasil em 1985, e talvez a maior diferença a partir daí é como a tecnologia avançou mais rápido entre 1995 e 2015, principalmente devido ao Oricalco, uma liga de isótopos de ouro e de cobre, de tom relativamente menos brilhante e mais vermelho até mesmo que uma liga de ouro e cobre comuns, num tom âmbar, ainda misto com o ouro.
 Porém, como João havia testemunhado em 2017, bombas termonucleares estavam sendo lançadas no mar, tremendo as placas e os mares, e irritando nações próximas da Coreia do Norte, e então, foi acionado logo um dos Autómedes no Pacífico, que a curto prazo fixou o solo e acalmou o mar, aos poucos criou uma cadeia de montanhas e até mesmo atrapalhou os lançamentos de novos mísseis, quebrando muitos dos lançadores em terremotos que partiram a Coreia do Norte ao meio, a longo prazo, novas espécies de plantas estavam se formando na Ásia Central e Oceania, e em 2019, um grupo de dinossauros foi particularmente encontrado na América do Sul, incluindo um grupo de Velociraptors que estava começando a ser um tipo de praga no Acre.
 No ano de 2021, uma grande luz verde se formou em todos os cantos, é como se o despertar de um único Autómedes tivesse despertado os outros dois, e os três em conjunto projetassem energia Planck ao redor do mundo, o cobrindo, soterrando as arquiteturas, libertando os animais e fazendo mais plantas crescerem, e os humanos aparentavam não ter morrido exatamente, apenas tornados inertes por séculos, sobrando somente alguns grupos de agentes, de diferentes cantos ao redor do mundo, nomeados apenas de Neocaçadores, que durante um tempo se alojaram em bunkers em diferentes montanhas ao redor do mundo, para depois saírem e explorarem o que foi previsto que se tornaria, depois de 3 anos nos bunkers os Neocaçadores se coordenaram a saírem e explorarem o mundo.
 Durante esses anos, eles puderam catalogar a biologia que conseguia se conservar, no máximo se adaptaram ainda mais ao ambiente selvagem, e no chamado século I depois da Luz, mesmo que aquelas baterias sustentassem os aparelhos por ainda mais tempo, as famílias precisaram se adiantar para caso eles percam essa tecnologia, e por isso, em formações rochosas grandes o suficiente, escritas foram feitas em seus idiomas, e vilas foram construídas, ainda com certa memória do passado, os aparelhos foram guardados em caixas, e enterrados para não se perderem, assim como das tecnologias aos princípios físicos mais básicos foram ensinados, para seus descendentes não regredirem a uma possível nova Idade da Pedra Lascada, ou Idade das Trevas, assim como frases em latim como Non Necare Scientia, "Não mate o Conhecimento", assim como foi com a Vila Rio de Madeira, onde Clara foi resgatada e aliada, apesar que foi desperta poucos séculos depois que suas amigas, como Lara, Izabella Marques e Joana, que foram algumas das matriarcas daquela vila e tiveram uma vida fértil e farta por serem consideradas homo antiqua, o grupo de humanos que existiram antes da Luz de Planck.
 Como Clara ouviu dessa vila, as três eram tristes e viam um vazio na própria vida mesmo depois de terem contato com a Vila Rio de Madeira, o que a preocupou muito, ainda mais ao saber que o mundo como ela conhecida agora estava aparentemente extinto. Os Brokoks, um grupo de seres extraterrestres, parecia ter um domínio muito melhor sobre esse misterioso oricalco, também eram seres com um corpo aparentemente reptiliano, ainda bípede, coberto em placas similares a armaduras de antigos cavaleiros, e que habitualmente caçavam os humanos desse Novo Mundo, a cada mil mortes humanas, entre 1 a 3 mortes eram aqueles abatidos pelos Brokoks, para os povos agora supersticiosos, podiam ser deuses os punindo ou algum tipo de controle populacional, mas a maioria tinha certeza que eram um perigo real, físico, e por isso um dos avanços foi a metalurgia, para terem armas mais fortes principalmente, e a agricultura e pecuária para terem alimento para sustentarem as vilas e exércitos.
 Os poucos povos que viveram nas ruínas poderiam restaurar sua infraestrutura física, com o concreto sendo limpado e reconstruído aos poucos, porém, devido ao desmoronamento das redes elétricas, coisas como a internet original foram permanentemente perdidas, e as fábricas e usinas foram reutilizadas como um tipo de fazendas e engenhos, algo que lhe restava fazer, ainda que tenha restado menos de um décimo das cidades originais, a maioria soterrada definitivamente, dissolvidas na natureza do Novo Mundo, ainda que as denominadas Metrópoles de Pedra tivessem uma resistência levemente maior contra os Brokoks, talvez por essas cidades ainda terem de certa forma muros em cada casa, prédios grandes o suficiente pras pessoas se esconderem das rondas daqueles seres, e no combate haviam as chamadas relíquias, que eram armamentos antigos, físicos, ainda fáceis de aprender e manusear, restaurados com o que tinha para terem força contra os Brokoks, para vilas menores como a Rio de Madeira, as Metrópoles de Pedra pareciam uma lenda, um tipo de esperança contra essas ameaças.
 Clara teve certa afinidade com os civis da sua vila, seja uma boa relação com as crianças e adolescentes, sendo amigável com eles e indo com eles a um tipo de reunião pedagógica em que física e filosofia eram ensinadas, o que aos poucos a incentivou a aprender engenharia e ajudar principalmente nos aparelhos e móveis de madeira dos carpinteiros, e ajudava os mineradores a levarem ferro, estanho, níquel e cobre, e movimentava caixas desses materiais pros ferreiros, assim como ela teve algumas ideias de ferramentas, antes de pedra, agora de bronze, como foices para colher as plantas silvestres e cultivadas da região, ajudando o mago Enzo a ter ervas medicinais e leveduras, e isso levou uns 3 meses, com isso a consideraram uma dama de bile negra, um humor associado a pessoas rápidas e de alta proficiência trabalhista.
 Por isso que, durante uma expedição de exploração, ao lado de humanos nativos da Vila Rio de Madeira, para caçarem animais selvagens, garimparem pedras e investigarem a presença de vilas vizinhas ou então de Brokoks a caminho, e por isso Clara se perdeu no caminho, paralelamente com João acordando e Lucas se desesperando por, acordando pouco antes do João e entrar em tanto perigo, se desesperar e tentar morrer pra não ter que encarar o sofrimento que sentia nas primeiras horas daquele mundo mais selvagem, e por isso parecia se sentir melhor em não estar sozinho.

Continua>>>

Hard Life, T2E01

[Planejo continuar mesmo que por uns episódios uma série que faz uns anos que não continuei mais, e embora não seja um reboot, só elementos e personagens que foram mais essenciais serão continuados com exatidão, enquanto boa parte das aventuras serão mais inéditas]

> 04/02/2025; planeta Altair; Estamos de volta.
 Akio, Takeshi e Seiko estão visitando o aniversário da filha de Galos, a Lanisandra, caracterizada por seus cabelos verdes como os do pai mas cacheados como os da mãe, e uma grande tecelã que, durante uma aventura mística de Akio Yamada e Mike Nollan tiveram para deter o Juíz Pósitron em 2010, esses tecidos davam roupas espaciais leves que os protegeram das tempestades de antimatéria e amortecia os raios magnéticos. A mãe de Lanisandra, chamada Vegan Alpha, fez grandes bolos de diferentes frutas locais desse planeta, e o Galos era bom com pães e carne, fazendo diferentes petiscos de massa empanada e recheada.
 Juíz Pósitron foi um caçador de magos na Via Láctea que destruía planetas e matava heróis por ver a matéria como algo que existia sem seu consentimento, e que iniciou uma Nona Guerra Estelar por propagar aos civis que a guerra era apenas um jogo que todos poderiam jogar por ser instinto dos mortais, a empatia era uma blasfêmia e um enfraquecimento moral e sexual, e este treinou o temido assassino Morijack, atualmente morto depois de sua luta contra o Mestre Salah na Coreia do Sul, e mesmo que Morijack fosse só um discípulo, além dele ter assassinado grávidas e crianças, pessoas de etnias que não fossem claras como a dele por as ver como "impuras e corruptoras da terra", assim como usando venenos de dragão-tigre ele conseguia causar dores tão fortes em suas vítimas que chegavam a se espalhar como uma epidemia psíquica, tudo isso feito por prazer, enquanto o Juíz Pósitron já chegou a hipnotizar crianças para suas armadilhas, fez barbaridades tão terríveis com crianças e adultos que quando ele morreu, é como se as manipulações dele tivessem parado, todas as palavras que pareciam bonitas se voltaram uma abominação depois de ser revelada sua ficha criminal e só as vítimas conhecidas.
 De qualquer forma, em San Diego, Estados Unidos, Sasha adotou Emily e a levou como um tipo de companheira de viagem, e discípula, ambas morando no Canadá, Andrômeda e Kenshiro têm uma ideia deles cuidarem juntos do bóbon que era confiado a Salah e depois à Andrômeda, e uns anos atrás, como em 2008, quando Kenshiro se deparou com jornadas como o reino bóbon, ou viajando no lombo de um dragão-faro, e no começo de 2009, preso na barriga de uma Ama de Sangue, um tipo de mulher escrava da raça dos Dal'hak, morbidamente obesa e forçada a engravidar e fazer renascer soldados desse clã de guerreiros meio gorila e de três olhos, mesmo ele ficando forte e aumentado magicamente ele estava tão traumatizado com os eventos acumulados que desde então buscou treinar e viajar com Andrômeda à procura de se desculpar de seus ex-colegas, mas como faz muito tempo que tiveram rumos diferentes, e Andrômeda não tinha mais contato com eles, isso ainda tá demorando.
 De qualquer forma, Akio, Takeshi e Seiko se encheram muito, no Japão não é bem-visto comer muito, mas pelo incentivo com o fato de ter aqueles salgados, carnes, bolos, tortas e frutas de tantos tipos, eles sentiam que não podiam deixar de experimentar nenhuma das comidas, alguns altairanos estavam irritados com os três terem comido tanto, mas o Galos se sentia orgulhoso como se realmente isso indicasse que a comida fosse irresistível por ser muito boa, e a Lanisandra até pega de um armário da casa um remédio digestivo pra ajudar os garotos.
Galos: Caramba, há décadas não via gostarem tanto do que eu fazia, parecia que não comiam há anos.
Seiko: É...
Akio: Também não gostam na Terra quando comemos de mais.
Takeshi: Não dá pra resistir mesmo!
Lanisandra: Deviam tomar cuidado, ouvi falar de um tio do meu marido que explodiu de tanto comer.
Takeshi: Será que não era exagero?
Akio: Não seja besta, Takeshi! Deve ter estourado no mínimo algum dos órgãos, não é mesmo?
Lanisandra: Haha, um dos três estômagos.
 Os três vão com Lanisandra e o marido dela, Boikan, para praticarem um pouco de cavalgada nos xuburtes altairanos, criaturas grandes e quadrúpedes como cavalos, com rosto similar ao de uma larva, o corpo um pouco artrópode de cores variáveis, os mais comuns variam entre um bege claro (conhecido aqui como amarelo-pálido), ou marrom escuro de tons vibrantes, alguns de maior destaque podem ser pretos (comuns em soldados por ter uma crença de que seriam mais rápidos e duráveis), ou vermelhos (alguns com listras ou manchas de cor branca, comum em nobres, embora Galos tenha conseguido um depois de assumir um status comparável, pela cor ser bonita e esse tom ser raro e de reprodução mais controlada), porém, Akio, Takeshi e Seiko estiveram treinando sobre xuburtes azuis-ciano (azul é uma cor considerada de sorte em roupas e frutas em Altair, mas em xuburtes é quase um símbolo de azar, por serem animais mais lentos e de pouca força, por isso usados mais para abate e corte, suas ferraduras são maiores para caber algumas talhas de símbolos sagrados para afastar esse tal azar).
Seiko: Esses bichos são bem lentos.
Takeshi: Será que tão velhos?
Akio: Parem de reclamar, gente! Esses aqui parecem até que especiais.
Lanisandra: Se fosse especial mesmo estaríamos usando esses, não os escarlates.
Akio: Quer saber? Madame Lani, dá pra gente fazer corrida com eles?
Lanisandra: Ah, vamos ver!
 Numa corrida aproveitando os mais de 3 km² do campo de xuburtes local, o grupo aos poucos teve que se acostumar a guiar aqueles animais na marra, para então fazerem uma corrida, de algumas voltas, umas 3 voltas ao todo, Akio chegava em primeiro, Seiko em segundo, e Takeshi em primeiro, e com isso, em comemoração, Lanisandra faz umas medalhas de fita, uma vermelha para Akio, uma amarela para Seiko, e uma verde com listras azuis para Takeshi, ela fez todas bonitinhas, bem-feitas, até o Takeshi estava feliz com aquilo.
 Depois dessa corrida e de uma pequena comemoração do Boikan e da Lanisandra, anunciando que terão um filho daqui a alguns meses, e aquilo era extremamente maravilhoso pra eles, e os três deram presentes para a Lanisandra, como o Akio dando uma bolsa da Louis Vuitton Capucines vermelha que ele comprou como presente, o Takeshi dando uma Palantír que ele conseguiu depois de matar um demônio no planeta Inferno num duelo de projeções de água draconiana, e Seiko dando três vasos de ervas místicas, de ervas helênicas, ctônicas e etéreas, logo em seguida o Akio saca de sua bolsa marrom xadrez uma Chave Dimensional para ele e seu grupo voltarem para o Japão num atalho dimensional.

Continua>>>

23 de jul. de 2025

Sonhos, Jogos e Arte Japonesa

Esse post não é de história, já é tipo um diário, então vou contar algumas coisas da minha vida que não quero esquecer, como:
Ainda tô conseguindo sonhar normalmente, uns que eu pude memorizar e anotar mesmo fazendo uma semana são:
  1. Eu estar me aventurando no que pareciam com shoppings ou escolas, com lojinhas e salas de aula e também salas secretas, uma delas parecia envolver uma gameplay estilo Metroidvania ou Roguelike, com uma sala com muito dinheiro, com a condição que a pessoa seja boa, eu lembro que as salas secretas apareciam em um tipo de túneis de tom azul marinho escuro com luzes de tom mais claro e turquesa, e as salas eram melhor iluminadas e com o dinheiro principalmente em caixas.
  2. Um sonho parecido envolvia minha mãe indo sair da cozinha em que tava pra visitar o quarto do meu irmão, com condição que ela não brigasse (como se fosse continuação do outro sonho, somado que meu irmão e minha mãe brigam muito)
  3. Outro em que meu personagem num joguinho tinha habilidades e armas, e usava bombas em forma de olho de basilisco pra explodir obstáculos ou inimigos maiores, mas por uma feature do jogo se tornava num tipo de larva gigante, e destruía os construtos do jogo de forma parecida com a cobrinha do Nokia comendo maçãs, um pássaro pega o personagem transformado em verme e leva pra um mercador em troca de "café da manhã" (talvez era um pássaro que só comia sementes).
  4. Um personagem de uma história diferente também acaba visitando um tipo de cidade brutalista de criaturas humanoides consegue viver com eles normalmente, mas as criaturas começam um golpe e levam um monte de dinheiro e posses pra encurralar o personagem, que fica furioso e começa a enfrentar as criaturas, incluindo seu rei que aparenta ter uma regeneração ao absorver água (mesmo que água da umidade aérea)
 Por incrível que pareça, nenhum desses sonhos me inspirou pra qualquer uma das histórias que fiz esse mês, embora eu mentalizasse algo como usar isso pro Projeto Dream, eu também lembro de sonhos como eu estar num tipo de cidade de casas de concreto naquele estilo de arquitetura brasileira antiga que costuma ser comum hoje em cidadezinha de interior, mas com acesso a praia, e eu já sonhei que estive em topo de prédios amarelados, ou um que não lembro com muito detalhe mas parecia que eu estava num hotel, e assim como sonho com versões distorcidas de jogos que eu já joguei, já sonhei com mapas de Gmod com tema meio de terror (não diria que exatamente, mas parecia com algo entre Silent Hill, SCP Countainment Breach e uns jogos antigaços de PC como Half Life 1, que aliás, quando eu fui jogar levava susto de alguns dos bichos e acho que o gráfico antigo deixava tudo mais bizarro).
Falando em jogos...
  • Queda do Milênio eu me baseei em jogos de sobrevivência, de coletar recursos e criar ferramentas como Minecraft, Terraria, de certa forma também Earthbound (que marcou minha infância aliás) e Ark, me inspirei pouco em Dr. Stone, no máximo pro contexto dos personagens principais também surgirem de um mundo pré-catástrofe e terem que reinventar tecnologias no tal Novo Mundo, se vai ter algo sobrenatural em Queda do Milênio além dos Brokoks, eu planejo talvez reutilizar o Crisáureo de outra história.
  • Depois da Vinda de Almatarion eu me baseei inicialmente nos Mitraicos de Raised by Wolves e um vídeo do Bruno Rataque em forma de ARG/Analog Horror, e com só um pouco de All Tomorrows, Xeelee Sequence e diria que uma versão melhor do protótipo que foi a história do Império Mallumo.
  • Já O Lado da Terra eu me baseei em Blame!, Girls' Last Tour e 1984 pra ideia e um mundo pós-guerra e também milênios num futuro em ruína, embora a distopia ou aparente ditadura seja algo mais secundário, me baseei também em Gorogoa e Gris pra um design que aparece num dos desenhos, e a ideia de personagens não tendo moeda e nem privacidade eu me baseei numa frase do Fórum Econômico Mundial que virou piada.
    • O nome era pra ser O Lado da Galáxia, mas a escala dessa história não era tudo isso, mas O Lado do Sistema Solar parecia ainda um nome muito longo e feio, por isso o nome "da Terra".
    • Assim como Gorogoa tem as frutas vermelha, verde, amarela, azul e roxa, e Gris tem as cores vermelha, verde, azul, amarela e rosa, em O Lado da Terra tem referências ao Nigredo (o passado obscuro que tornou essa humanidade prejudicada), Albedo (o céu cinzento, chuvoso e triste), Citrinedo (a vila amarela e seu dinamismo), o Leão Verde (que na alquimia é ilustrado mordendo o Sol, resultando na quebra do Ego, ou a realidade subjetiva, ou vaidade) e o Rubedo (não sobre o planeta Marte, e sim sobre a interação do protagonista com a sacerdotisa, de certa forma amor).
[A ideia do bondinho e uma parcela do design da arquitetura eu baseei na quinta fase de Gorogoa, e a árvore eu desenhei baseado em Gris, o orbe Crisáureo eu fiz baseado no Artefato de Sons of the Forest]
Antes de eu falar do Gorogoa e Gris, queria expressar um pouco sobre como a frase do FEM que tá aqui no print está extremamente longe de algo utópico.
 Claramente tem a ver com um projeto econômico de serviços cíclicos sem posse, porém, obviamente só é bonito na teoria (escrita), porque:
  • O comunismo utópico, que é mais perto desse projeto de futuro, nunca deu certo porque não tinha sustentabilidade, seja com ou sem a ética pelos trabalhadores, porque as pessoas não trabalham "porque querem/gostam", mas porque precisam, seja dos ganhos do trabalho ou porque as pessoas precisam de quem trabalha para/por elas, e essa ideia de "eliminar a propriedade privada" nunca deu certo justamente porque nem tudo que as pessoas buscam ter é luxo (como comida, moradia ou saúde), e mesmo quando é (como veículos, casas maiores, materiais colecionáveis) podem ter seu benefício (carro pra ir longe mais rápido e carregar próximos junto, casa maior para caber mais pessoas e bens menores, colecionáveis que servem como ativos de dinheiro), mas as pessoas que apoiam o comunismo apagam isso para alimentar a narrativa que "ter bens próprios = consumismo" levada aos limites.
  • O comunismo científico tem seu nome porque tinha toda uma análise do capitalismo e uma estratégia sociológica para resolver o problema dos trabalhadores, tanto que hoje em dia direitos trabalhistas ocorrem mais no capitalismo que em países autoproclamados socialistas, ou em países stalinistas (extrema esquerda, pra muitos, incluindo esquerda liberal, era só um nazismo de esquerda, ou pra George Orwell, socialista que criticava Stalin, o nazismo era um socialismo oligárquico, de direita).
 Mas a ideia de "não ter nada e ser feliz" é papo de gente rica que nunca passou fome (se eu escolhesse um exagero, é gente que desenvolve fator de cura pra nunca precisar ir a um hospital público ou uma farmácia) e nunca viu uma morte na vida (pessoas do primeiro mundo foram vistas como piada por acharem que o filme Cidade de Deus não era realista pela violência, mas é até hoje o filme que mais retrata o lado dos civis e traficantes nas favelas do RJ, como diria o Miguel do Canal Peewee, "ah, mas aqui na Suíça isso não acontece- É óbvio!", e ironicamente é na Suíça que surgiram aquelas câmaras de automorte, que aliás além de lembrar o tom distopicômico de Futurama, também mostra o quão entediadas são as pessoas no Norte da Europa, assim como a Noruega já teve problemas com bandas satanistas violentas, e advinha? A pessoa da frase "[…] e minha vida nunca esteve melhor" é da Dinamarca, o mesmo tipo de país que falei e que resumo como algo que parece que veio de Ultrakill ou dos Eldar de Warhammer: lugares com tanta paz que buscam algo violento por tédio), assim como antes desse assunto eu vi o caso de Mike Black, que na tentativa de provar que era fácil ficar milionário e que "era tudo mindset", sofreu doenças sérias, não chegou na meta mesmo reutilizando habilidades de marketing de quando era rico, que aliás envolvia muita desonestidade (incluindo ele publicar vídeo sobre "por que você deveria trabalhar de graça", que se dá como uma piada pronta só pelo título do vídeo), e quando desistiu do projeto ele mesmo foi atrás das riquezas que ele largou pro plano dele.
 Tópico acima me lembrar do Príncipe Harry que largou o título de realeza inglesa pra ter uma "vida humana" com a Meghan Markle (e que quando criticaram em South Park a própria família real elogiou, e muitos memes compararam essa atitude do Príncipe Harry com a família Donquixote de One Piece, falando que o filho do Harry e da Markle ia ser "como o Doflamingo") chega a me assustar de certa forma, porque, eu pensando aqui como humano, ainda mais brasileiro (não me ocorreu, mas vi muitos relatos de gente que só é pobre porque o avô desperdiçou todo o próprio dinheiro), eu teria ódio do meu pai se ele deixasse de ter grandes cargos e herança achando que seria o "jeito ideal de ter humanidade/humildade".
 Com isso dá pra concluir que as frases do Fórum Global que falei só são frases de efeito, economicamente inaplicáveis, acham que as pessoas deixarem de ter bens e direitos é o passo único da utopia, mas eles falam exatamente o que teria no livro 1984 (seja pessoas pobres e eternamente vigiadas, ou pelo duplipensamento de achar que algo que é chave da distopia seria viável pra utopia).
 Falando em frase de efeito economicamente ou socialmente inaplicável, tem aquele papo de "homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis fazem homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis, tempos difíceis fazem homens fortes", que é uma frase bem estúpida de conservador nostálgico com um tempo em que romantiza o próprio sofrimento e maquia o esforço dele como se fosse muito maior que realmente foi, assim como essa frase é bem errada considerando que gente criada em lugares ou épocas sem esperança crescem sem esperança (tanto que há uma geração pré-boomer que é a Geração Perdida, que nasceu um pouco antes da Crise de 1929 que foi considerada a pior época do século passado considerando os problemas econômicos), assim também como muitos dos coaches que propagam essa frase como um bordão é sempre um pessoal que cresceu à base de golpe (como o Daniel Penin, que reclamava da Blaze, não por prejuízos reais do vício em cassino, mas porque "booo, dopamina, boooo!!!", enquanto ele também vendia curso de "vencer em loteria" e depois ficou mentindo que colocaram o nome dele no site, assim como ele chegou a fazer vídeo contra pornografia, não porque realmente esse vício é pesado e terrível, mas porque "ah, masturbação não é natural" (como se não tivessem outros animais que também se masturbem na natureza, como esquilos, elefantes, macacos, e até uma raça de iguanas em Galápagos que fazem tipo uma circuncisão), e que ele ficou falando que "ah, hoje em dia 'homem' usa crop" (como se isso não fosse moda nos anos 90 em que até o Stallone e o Will Smith usavam), enquanto ele em vídeo que não tem edição nível Michael Bay ele não consegue falar uma letra direito)
[Falando em direitO, não ironicamente achei essa foto à direitA no Face enquanto eu tava escrevendo esse blog kkkkkkkkk]
 Mas antes de terminar, gostaria de falar de um Tanabata Matsuri que teve no último Domingo, dia 19, em Botucatu, em que teve tendas vendendo comida, cosplayers e principalmente umas apresentações, de umas japonesas cantando desde aberturas de Naruto a músicas tradicionais japonesas, e Tanabata é o nome de um tipo de festival relacionado à seguinte lenda:
A Princesa Tecelã Orihime (que na astronomia Orihime é nome japonês da estrela Vega, do árabe an-nasr al-wāqi, a estrela mais brilhante da constelação Lira) estava apaixonada pelo Vaqueiro Estelar Hikoboshi (que na astronomia Hikoboshi é nome japonês da estrela Altair, do árabe al-nasr al-ta'ir, cuja tradução "grande águia voadora" o refere também como estrela mais brilhante da constelação Águia, legal como num canto a estrela é associada a vacas e em outro é associado a águias) enquanto ela tecia roupas no Amanogawa (algo como Rio Celestial, o nome japonês da Via Láctea), mas o Imperador de Jade (玉皇/Yù Huáng em chinês, 玉皇/Gyokō em japonês - vem do Taoismo, uma religião dessa porção da Ásia e que compõe boa parte da cosmologia chinesa), pai da Orihime, não aceitava um amor entre sua filha com um plebeu, e os separou, mas sob suplício da própria filha, deixava que eles só se encontrassem uma vez por ano.
 Com isso, durante esse encontro entre Orihime e Hikoboshi, as pessoas deveriam escrever seus desejos positivos (seja saúde, paz ou melhoria de habilidade, como tecelagem pras moças e caligrafia pros moços - entendo eles, eu conheci uns no ensino médio e faculdade que pareciam que tavam escrevendo outra língua, e muitos com inveja da minha letra ficavam falando que minha letra era pior quando tavam sem argumento) em papéis, os pendurarem num tipo de altar ou em árvores, e queimar os papéis (como se iluminasse a noite pro casal ou fizesse a "alma" dos papéis escritos saírem).
[Algumas das fotos do evento que eu tirei]
 Essa minha selfie minha com o cosplay de Homem-Aranha é só mais uma das selfies que tirei (fora que eu amo Homem-Aranha e tenho hiperfoco nesse personagem), mas na foto à direita eu tirei foto com um japonês barbudo do evento só pra trollar minha mãe e falar que era um cosplay do Raul Seixas kkkkkkkkkk - Mas fora isso, eu e meu irmão (incluindo também minha cunhada e meu sobrinho) não ficamos tanto tempo no evento, saímos antes da noite que por exemplo a parte dos papéis ia acontecer, mas eu e o núcleo do meu irmão fomos ver um museu de arte que tinha perto.
 O MAC Itajahy Martins (nome em homenagem a um artista-plástico da cidade) tinha diferentes obras, como esses bonecos de Lego (e maquetes também), e esse dos Vingadores me lembra de como antes eu gostava do Hulk e tinha como Vingador favorito por eu ver ele como um "literalmente eu" porque na infância eu achava maneiro um monstrão musculoso e também tinha problemas sérios de estresse, mas hoje em dia odeio o Hulk por causa do Buxaverso. Fora isso, é bom achar um museu de Arte Contemporânea e esquenta o coração ver que "arte contemporânea brasileira" não é como o Nando Moura falava na década passada (eu tentei procurar outro vídeo, mas só achei esse) que se resume a qualquer lixo com assinatura, ou coisa pior como Macaquinhos (aquele """teatro""" de um enfiando o dedo no ku um do outro) ou aquela catástrofe que era o caso do Wagner Schwartz no Queermuseu de 2017 (que aliás, se chamava La Bête, algo como O Bicho em francês, e pelo que eu pesquisei, isso ferrou a reputação do museu e da Lei Rouanet, aumentou movimentos de direita como o MBL, mas por mais bizarro que pareça o Schwartz não foi preso e nem morto como acreditaram).
 Falando em arte contemporânea duvidosa, é engraçado saber que até aquela exposição da banana numa fita tem mais poder artístico que o lixo que foi o tal La Bête, considerando que além da banana no silver tape ser inofensivo, também tem essa "punchline" de ser uma "arte" descartável, substituível, e que qualquer um podia fazer, a banana pode estragar ou ser comida, e a fita perder força ou ser arrancada, mas dá pra fazer isso quantas vezes possível se tiver banana e fita.
[Eu amo esse desenho da Miku com a banana na fita kkkkkkkkkkk - Fonte: Mumu323m]
 Eu comecei esse post bem despretensiosamente, só pra não esquecer as ideias que eu tava tendo ultimamente, assim como continuar esse blog no tempo que Projeto Dream tá em hiato (quando eu voltar, uma saga que planejo envolve Naej e Joana Diamond tendo aventuras juntos no espaço), e acabei terminando com um monte de críticas sociais que eu estive guardando faz um tempo.

Até mais!