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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

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23 de abr. de 2026

Curando a sua síndrome de vira-lata

Das histórias mais recentes desse blog:
Por enquanto tô sem ideias de histórias únicas (começo, meio e fim) ou pra Royal Life.
  • Fenômenos e Chronos Inc. acabaram, mas vou ainda aproveitar sua cosmologia e também usar a experiência que acumulei com essas histórias pra criar artefatos e poderes novos, ou reutilizar uns dessas histórias.
  • Covil das Creepypastas tecnicamente terminou antes, já que é do mesmo universo dos anteriores.
  • Hard Life vou demorar pra continuar por falta de ideias, mas planejo continuar até encerrar sua temporada.
  • Banban o Cookiezinho não vou continuar (ainda) porque, como é uma história episódica, não tem muito o que avançar e nem prioridade pra continuar como sequência.
  • Untitled 2014 ainda tá em progresso.
Fora isso, tem algo que eu refleti quando vi esse vídeo, que é: Os brasileiros que falam que "tem que ter folclore brasileiro e vivências brasileiras pra você não ser um escritor vira-latinha" na verdade são só otakus frustrados, da mesma forma que quem tentou boicotar o Halloween e enaltecer o hipotético Dia do Saci hoje em dia são conservadores vira-latas que querem que o Trump e o Milei invadam o Brasil.

Tal conclusão não é precipitada ou baseada em tão pouca experiência, mas também baseado na filosofia derrotista, de repetirem a mesma fórmula porque "quanto mais, melhor" mesmo que essas histórias são esquecidas ou reprimidas a algum nicho, como eu já vi que, mesmo que tenha HQ's boas no Brasil, você talvez não conheça um São Paulo dos Mortos tanto quanto The Walking Dead ou Independência ou Mortos tanto quanto aquele filme do Abraham Lincoln matando zumbis, não vão conhecer tanto o filme O Som ao Redor quanto o filme coreano Parasita (pra caso você conheça um ou ambos e não entendeu a comparação, é que ambos associam a desigualdade social a sentidos, como O Som ao Redor a visão e audição, e Parasita a cheiros/olfato), e não vão conhecer tanto o 48 Km quanto Heartstoppers (que aliás, eu lembro que fiz um meme com a Carla e a Alex baseado num meme da artista Iara, mas não lembro onde foi parar - 100% não uma desculpa pra não pôr fotos nesse post pra ser mais rápido de postar, magina).
  • A propósito, tem uma HQ de Ação a lá Justiceiro e V de Vingança, chamado O Doutrinador, que... mesmo que tenha filme eu não recomendo, tanto o roteiro quanto a coreografia são amadores e fica ruim de assistir com atenção.
Não que as mídias brasileiras sejam ruins, afinal, Brasil continua ser exemplar em desenhos animados (alguns desenhos da TV Cultura, Gui e Estopa, Estresse e Relax, Fudêncio e Seus Amigos ou Mega Liga - desenhos velhos, mas recomendo, não falei do Irmão do Jorel porque esse já era óbvio), sketchs de comédia (tipo Porta dos Fundos), filmes e novelas (afinal, Tropa de Elite e Cidade de Deus são filmes brasileiros tão impactantes e tão bem-feitos que gringos nem acreditaram que isso era algo rotineiro do RJ), também música (Pitty e Matanza foram tipo uma porta de entrada pra mim no rock e metal).

Mas e os otakus? O que têm a ver exatamente? Especificamente porque, não sendo vira-latas pra americanos, são vira-latas pra japoneses, que aí parece até que americanos dependem da mídia do Japão, afinal, a sugestão de música da Copa 2026 sendo um country sério (depois do louvor K-pop de 2022 e das músicas alegres de Samba desde a Copa 2010) parecendo mais música de encerramento de filme de ação e com letra genérica feita por IA tão de má vontade, e depois a Ado fazer uma música FODA e bem-feita, não só nos instrumentos e na letra, mas cantada com coração, mostra que sem o Japão a dita "maior potência" n
ão tem cultura.

Não se diferindo daquela parada que a Inglaterra faz, que teve maior império do mundo mas a culinária dos caras faria de "parece o que um cachorro faria se virasse um humano" pra "ah não, mamãe, uma maçãzinha já basta" (pra quem é novo demais ou só não lembra, é que nuns desenhos de até o fim dos anos 2000 tinha aquelas cenas de café da manhã com muita comida e cheios de coisa, mas que o protagonista adolescente só comia a coisa menos calórica da mesa ou só bebia alguma coisa).

Falando em "sem Japão, EUA não tem cultura", as mídias populares que o pessoal tanto associa a "coisa de americano bleh" nem é americano/estadunidense.
  • Contos de Fadas? São histórias alemãs baseadas em folclores germânicos e celtas.
  • Clássicos da Disney? Adaptados de contos de fadas e mitologias da Europa à Ásia.
    • Dos menos falados, Aladdin é de 1001 Noites, um livro persa, Mulan é de um conto chinês, e Mogli é de um livro indiano mas tirando tudo de racista do autor original.
    • Falando em Mulan, a parada de "ninguém canta na guerra" foi só desculpa preguiçosa pra não ter música e parecer """realista, mas tem músicas na guerra pra acalmar ou motivar, como os hinos, marchas, ou a música "Oi, u luzi chervona kalyna", uma música ucraniana que foi passada por gerações.
  • Senhor dos Anéis? O Tolkien era sul-africano e naturalizado britânico, e baseou em diferentes mitologias e em sua experiência de guerra.
  • Fúria de Titãs? Uma adaptação cagada da mitologia grega com uma versão interessante do Kraken de contos nórdicos de pescador.
  • Harry Potter e Doctor Who? Histórias britânicas baseadas em histórias, mitologias e até teorias de diferentes cantos.
  • Daft Punk? Os DJs são franceses.
  • Mad Max, Digital Circus e Murder Drones? Diferentes autores australianos.
  • Rock n Roll? Blues vem da matrix afro-americana, Jazz e Country têm aspectos diferentes vindos de regiões com mais europeus e brancos, sem falar da influência Punk pós-guerra.
  • Jogos RPG indie? Undertale foi baseado no jogo japonês Earthbound, e temos jogos japoneses como Yume Nikki e Castelo Mogeko, ou o OFF que é um jogo belga e o jogo finlandês Fear and Hunger.
  • EBM? O mais popular do ramo é a banda alemã Rammstein, e ainda tem sua influência no estilo musical Jumpstyle, do lituano Yabujin.
  • DJ's famosos? Alok e Umulu/Mulú são brasileiros, Avicii (Deus o tenha) é sueco, Alan Walker é norueguês, Speedycake (aquele dos memes Paffendorf e Caipirinha) é japonês, Yabujin é lituano, Daft Punk e DJ Snake (aquele de memes de 2012 a 2015) são franceses.
  • Histórias de máfia? Máfia italiana em histórias em Nova Iorque, máfia chinesa em filmes de Kung Fu, às vezes máfia russa quando é uma história de fato internacional e tem vilões russos sem ter tema ou subtexto de Guerra Fria.
  • Witcher, Dying Light e até Cyberpunk 2077? Autores poloneses, incluindo a empresa CD Projekt com K ao invés do C (no caso de Witcher incluindo o livro, já o Cyberbug foi só o jogo em si).
  • Também recomendo jogos indies brasileiros, como Oniken, Odallus, Chroma Squad, a Lenda do Herói (que ainda planejo jogar) e Mars 2120.
  • Assim como animes também podem se passar na China (como Apothecary Diaries e, só pra completar, também muitos animes como Naruto, Dragon Ball e o cartoon Avatar têm inspirações chinesas e indígenas), ou no Brasil (Michiko no Hatchin), ou animes baseados em mitologias ocidentais (Record of Ragnarok e os jogos de Fate).
Falando em jogos, até os jogos mais mal-feitos, daqueles que eu chamava de "história woke de quinta categoria", mas dá pra chamar de "histórica típica woke" ("típica woke" porque woke perdeu significado, então tô evitando usar esse termo ou usando entre aspas), que "todo branco é fdp, todo negro, pardo e asiático é vítima", ou "todos os heróis gays e os vilões sendo héteros cristãos" (que por sinal esse ateísmo extremo é culpa dos anglicanos e puritanos que viveram pintando os católicos como conservadores ou supersticiosos), e "nossa protagonista tem que ser escrota e todo diálogo dela parecer discurso do Twitter" (ganhando pontos se for self insert de alguma diretora), e tem um problema em jogos como Dustborn e Concord que prejudicou mais que ser "woke" (não ser só progressista, mas industrializar todo tipo de pauta até ficar errado ou irritante), que é o jogo ser feio e sem graça.

Acho que nesse blog é a terceira vez que eu falo sobre Concord, mas nesse caso é pra explicar que nem esses jogos ruins com marketing agressivo e industrialização de pautas é estadunidense, isso é, o Concord nem tanto já que é mais um dos jogos fracassados e militantes que a canadense Sweet Baby Inc ficou pressionando, já o Dustborn é um jogo norueguês (pra um país que pratica satanismo e nazismo por tédio, acho que tá explicado por que a "história de amor, esperança e robôs" foi tão deturbada pela própria ideologia), e pior ainda: um jogo que vive de verba pública.
  • Post meu falando sobre Concord: Clique aqui
  • Post meu falando sobre Dustborn: Clique aqui
  • Um pouco mais sobre Concord é que: A falência desse jogo, que foi investido 400 milhões de dólares e levou 8 anos pra fazer, modelar e programar, ensinou lições como:
    1. Hero Shooters e Jogos de Serviço já saíram de moda, só tão se mantendo os jogos que tão fazendo bem-feito (como Fortnite e, até certo ponto, o Overwatch e o Valorant);
    2. Levar mais de 3 anos pra fazer um jogo tão grande e detalhado (que inclusive o jogo ficou tão feio porque colocaram detalhes de mais, eu e o Amaterasu vimos fotos da HUD do jogo e é poluída pra caramba, sobra pouco espaço pra ver o cenário e personagens que vai mirar e tem desenho em coisas que ninguém ia ligar nem se o jogo desse certo) não adianta se você não acompanha as inovações dos jogos e nem constrói um público adequado (eu só ouvi falar do jogo porque a notícia do jogo falindo foi muito impactante, mas também tão engraçado que desenvolvi hiperfoco pelo jogo só por causa da curiosidade, se o jogo tivesse notícias, curiosidades, construísse comunidade, atrairia mais gente);
    3. Não adianta chamar youtubers ou membros da sua equipe pra bajular o jogo, falar que é "o futuro do PlayStation", que "el Concord es clave", se vier tão cheio de defeitos e acabar esquecido como um jogo e lembrado só como um tipo de tragédia.
    4. Tem que ter algo bonito, atraente, interessante, bem-feito, dependendo do jogo e seu público até focar na estética dos personagens (lembre-se do Astro Bot que é fofinho e divertido e do Stellar Blade que tem personagens gostosas - "ah mas a personagem não tem personalidade", ¹quer personagem com caras e bocas esticadas de exageradas? vai ler a HQ Jack, carai, ²história em jogo é que nem história em pornô, para de fingir que importa, ³isso é tão tipo "oh não a lagosta tá tão saborosa" do nível de pessoa reclamando)
      • Tem até num print que eu vi alguém falando pro pessoal de Concord, "na próxima vez lembre-se de fazer personagens que gamers REALMENTE gostem" (que antes que algum desocupado, do tipo que cagou pra Concord e depois ficou lamentando a falência do jogo, venha reclamar, nem precisa fazer personagem gostosa, basta ser personagem bem-feito, relevante, de destaque, etc., eu já fiz o personagem Marshall Anthonny que é tão feio que era parte do poder dele, e ele é até tipo apoio emocional do meu webamigo Gabriel).
    5. Sério, das fan arts que eu vi, não incluindo desenhos meus e nem R34, era só redesign corrigindo defeitos, e olha que mesmo os devs de Concord falando mal dos "poeteiros" por não comprarem o jogo (ué, mas não era logo o pessoal que tanto tentou confrontar os apelos sexuais e queria o público que é contra essas coisas?), mas tem relatos de devs do jogo commissionando artes NSFW, mas não achei a notícia e talvez virou lost media, mas é real que tanto teve dev de Concord que queria NUNCA MAIS fazer jogo ou arte/design, e devs que até imploraram pra não serem zoados cedo demais por um jogo chamado Marathon.
Já se você ainda quiser pôr folclore brasileiro, ou uma história que se passa no Brasil, faça por vontade própria, não pra agradar algum otaku de Anta Gorda RS, Ponta Grossa PR ou ganhar crédito social de Areiópolis SP (é que eu tava cansado da piada de Xique Xique Bahia, fui ver foto de lá e é até bonitinha a cidade, a propósito, Areiópolis não é um nome absurdo mas temos em São Manuel uma piada interna que Areiópolis é tipo a nossa "Guiana"), e se quiser fazer história baseada em alguma coisa estrangeira ou internacional, não só faça sem medo mas faça desde que fique bom e, no mínimo, original.

 Não adianta você fazer um Umamusume de Mulas Sem Cabeça meninas do agro (improvisei, lembrei da Umamusume Mula Sem Cabeça da Lanaflowers que ficou ótima) pra ser elogiado em Pratânia mas a história ser sem pé nem cabeça, cheia de furos ou então sem propósito além de surfar no hype de meninas cavalo e folclore, assim como não dá pra um autor americano criar uma história de cowboys vs wendigos vs androides se vai ser um roteiro genérico e cansado tipo o que acusam Wish da Disney, apesar que coisas mal roteirizadas e genéricas existiam antes das IAs sequer serem um conceito popular, eu vi recentemente o FFG de Santa Claus Saves the Earth (o jogo da fada que parece mais uma bruxinha e quer atrapalhar o Papai Noel), assim como teve caso dum cara que tentou criar uma rede social usando programação só dada pela IA e teve milhões de dados vazados em minutos, a questão não é que as IAs criaram essa preguiça e sim que elas aumentaram o alcance disso.
 Eu zoei Areiópolis e Pratânia, mas no caso da Pratânia eu não zoei por ser uma cidade dependente de São Manuel, e sim porque lembrei de duas coisas que nem sei onde mais eu contaria:
  • Teve uma vez que eu passei num concurso público de administrador pra Pratânia, mas além do concurso na verdade ser pra um tipo de vaga temporária que quando terminar eu teria que sair, e teria que eu sair do emprego anterior de limpar parque (que aliás hoje foi mó rolê pra limpar a pista do Poli), a mulher entrevistadora tentou me dar um papel de aceitar vaga mesmo eu recusando a vaga, aí também tinha o detalhe que Pratânia era mais longe que a média de outras cidades.
    • Sobre o papel, era pra mulher dar dois papéis pra recusar a vaga (um ficaria comigo e um com a prefeitura), mas ela tentou esconder o segundo papel e falar pra eu assinar o papel de aceitar (detalhe: eu li os títulos porque eu sabia que era pra tomar cuidado, e percebi naquele momento que ela queria o papel de aceitar a vaga assinado pra virar contra mim), e eu já percebendo aquilo, já impedi esse plano dela e peguei o segundo papel de recusa pra assinar.
  • Também tinha um relato que meu irmão contou, de um colega de escola que pegou um jornal com "Pratânia" no texto, e ficou falando "Pênis, Pratânia" (e a piada tá bem óbvia).
 Sobre Concord ser feio, tem diferentes formas de jogos serem bonitos ou no mínimo carismáticos, dá pra ser fofo/charmoso tipo a maioria dos jogos da Nintendo (eu sei que a Nintendo tá mal-caráter esses anos, mas a Sony tá ativamente criando jogos ruins, remasters cansativos e deixando serviços mais caros, e já chegou a existir um Metal Gear que precisava pagar 10 dólares pra fazer save novo, então dá pra ficar pior que já tá), ou doido/bobo/engraçado tipo jogos do Crash e alguns da Rare da geração PS1/N64, ou expressivo e dinâmico como jogos do Sonic, Castlevania e até mesmo Spyro, e se for pra fazer feio, tipo jogo/filme de terror, que seja feio de propósito, assustador, medonho, aprendam a usar body horror também, não feio tipo malfeito (ex: Dormitablis (fangame de FNaF) ou Spawn (filme adaptado de HQ)). Só evitem fazer realista, com o orçamento e tempo que cês têm irá ficar malfeito e nem realista vai ficar o suficiente, que nem é com Mineirinho Adventures (que a propósito... pouca gente sabe, mas esse jogo é baseado numa marca de lanchonete e churrascaria chamada Dom Zellitu's, que por sua vez, fui ver e o restaurante é bem avaliado, então o problema tá 100% no jogo mesmo)

 Falando em pautas e Sul do país, eu subestimava muito as cotas de vestibulares e concursos mas era porque antes eu considerava isso racista e segregador, por presumir que a pessoa estudou menos ou em escola de menor qualidade só por ser de tal grupo étnico e social, assim como teve caso de gente (mesmo casos isolados e insuficientes pra dizer que é exatamente uma amostra) que foi recusada pelo Enem por "não ser negro/pardo" (mesmo sendo escura pra considerar parte da cota ou só pra não dizer que a pessoa é realmente branca), ou jovem que fez blackface pra tentar tirar vantagem de cota de concurso público.
 O problema é que tô parando de falar mal do sistema de cotas porque parece que hoje em dia no Brasil o racismo tá até aumentando, com gente de estados como RS, SC, SP e, por algum motivo, a Bahia também, até mesmo se associando ao nazismo e derivados (crimes de ódio, apologias genocidas, Nanauê/integralismo e eugenia), tá tão pesado que achar nazistas em RS e SC tá tipo achar talhares na cozinha, enquanto tem motivos de cotas existirem, que é ter uma maioria de pessoas pobres e classes média a média-baixa de etnias diferentes, mais que só pelo menor acesso, mas também como apenas um dos passos pra reparação histórica considerando o passado com trabalho escravo e afins (então atacar a cota como se fosse a única tentativa pública disso é, além de racista, uma falácia de espantalho, e eu não criticava sob essa falácia, só criticava o que fazia sair muito pela culatra).

Chega a não ter a ver com o que acabou progredindo, mas tem a ver com umas notícias que vi também nesse meio tempo e, assim como a piada de Areiópolis e a treta minha com Pratânia, não fazia a menor ideia se eu falaria isso alguma outra vez ou em outro post, mas é de uns contrastes que, se eu não fosse só um jovem cheio de hiperfocos em tropos e que já assistiu a tantos assuntos, iria parecer um poeta falido procurando frase de efeito, como o contraste entre pautas progressistas exageradas e deturbadas pela capitalização vazia e o extremismo puramente ideológico e usado pra causar pânico coletivo, ou o contraste entre se faz mesmo ou não algo baseado puuuuramente em cultura do próprio território por opção própria ou porque tem amadores derrotistas cagando regra pra não admitir a incompetência pra concorrer.

Até mais!

21 de abr. de 2026

Untitled 2014, episódio 6

[link do episódio anterior: aqui]
[Aliás eu também vou tentar usar mais ainda os personagens e entidades do folclore brasileiro, junto com um personagem inspirado no livro do Mario de Andrade ainda que com liberdades criativas próprias]

> ??/??/2014; Piauí.
"Ai ai, que maresia, que preguiça"
 Macunaima Silva, um jovem que saiu de Xique-Xique, porque depois de ter perdido muito dinheiro em Jogo do Bicho porque confiou demais na própria sorte e a mulher e a mãe dele o expulsaram da casa que ele morava, ele tá assumindo uma vida nômade e errante, no meio do caminho ele acha um canto do Parnaguá onde estava um homem baixinho, forte apesar do corpo pequeno e deformado, e com uma barba ruiva, e que parecia ter rejuvenescido logo na sua frente.
Macunaima: Oxe, meu rei, quem é ocê?
Barba Ruiva: Barba Ruiva, filho do lago, o que um mero humano tá fazendo aqui?
Macunaima: É... eu acho que só tô de saída, tô num barril fudido.
Barba Ruiva: É bom então você sair logo, afinal você não sabe o que te espera.
Macunaima: Eu concordo, mas... Isso é o seu nome ou o seu cargo? Eu nunca vi um nêgo chamado Pele Preta.
Barba Ruiva: TE ARRETA!
 Macunaima, assustado com a voz alta, mas firme e grossa como um trovão, vai embora, tropeça, mas ainda corre, enquanto ainda carrega o seu bastão ou o seu saco, à procura de onde fugir dele, afinal, Barba Ruiva só possui tanta ligação com o lago e pouca paciência com os humanos porque a mãe dele o largou no lago, considerado uma aberração por seu cabelo vermelho e corpo deformado.
 Porém, o que dá pra considerar humano que Barba Ruiva teve tanto carinho foi a Segunda Iara, uma bela sereia, que diferente da Primeira Iara, uma guerreira amaldiçoada por seu pai e jogada ao Rio Amazonas por se vingar eliminando seus irmãos, a Segunda Iara foi uma sereia fluviano gentil, amaldiçoada após ser caçada por uma tribo rival e salva pela Mãe d'Água, e que esses tiveram filhos, em forma de sereias de cabelo vermelho.

> floresta amazônica.
 Conforme a natureza mágica foi se desenvolvendo, e a América do Sul resistiu a uma Guerra Mundial, não só os magos se uniram em diferentes pontos do Brasil por motivos já citados, mas também também as entidades da Mata Atlântica aos poucos foram se agrupando para enfrentar boa parte das forças da empresa misteriosa, que além de seus dispositivos só se sabe em parte o nome dessa tal empresa: Salomona.
 Iaraboia, que os locais duvidam se é essa ou uma posterior a Terceira Iara pois séculos atrás ocorreram duas mulheres que faleceram em algum rio (sendo Iaraboia perseguida por seu marido e seus cunhados após ser acusada falsamente por seu filho de trair o pai dele com um amante, e caindo no rio enquanto fugia), está atualmente liderando as Filhas de Iara, lindas sereias descendentes de Barba Ruiva e Segunda Iara, que possuem sua própria sociedade entre os rios brasileiros e, mesmo só podendo se mover sob a água, não morrem fora dela pois de certa forma são mamíferas, e desenvolvendo ferramentas, são eficientes na pesca e em gerenciar os rios, por sua vez quebrando os dispositivos que desviavam a água para a Salomona ou as circulações que esfriavam as máquinas, assim como um grupo menor era preparado para evitar que qualquer sujeira se espalhe mesmo que por acidente ou por algum plano sair pela culatra.
 Já a Caipora, junta com animais disponíveis, ao invadir uma fábrica menor acabou encontrando e resgatando as pessoas que antes estavam trabalhando em turnos excessivos, mais longos que o normal e dolorosos, com o fato deles não serem assalariados sendo um agravante, porém como a fábrica era registrada como terceirizada e não algo próprio da Salomona, no processo foi tão rápido e direto terem fechado a fábrica que isso piorou as suspeitas principalmente para a organização ambientalista nessa época ainda crescente.
 Macunaimba em uma cidade próxima ouviu, leu notícias sobre o caso, mas parecia não se importar porque, pra ele, não parecia que ia afetar ele, até quando ele foi beber a água de uma torneira pública e ela tava com sabor de fluido de pilha velha.

> 27/06/2016; Botucatu, São Paulo.
Tales: Eu tô falando, eu encontrei um molequinho, baixinho e escuro, tentando me atacar com ventos.
Sutefani: Mas tem um tipo de mago desse jeito?
Marcos: Não é um mago, é um Saci.
Ioann: O que? Um? Tipo, indefinido mesmo?
Márcio: Sacis são espíritos dos ventos, alguns meio pássaro mas sempre de apenas uma perna, eles voam em ventanias.
Tales: Eu consegui acertar ele com uma granada, e depois tentei sair na porrada com ele.
Mateus: Caraca! Isso deve ter sido demais! Será que vocês aguentariam parar um lobisomem transformado?
 O grupo estava conversando enquanto caminhava numa mata isolada, na Avenida José Ítalo Bacchi, por onde vai levar eles para a vila uraniana que precisam visitar, até que um grupo de chupa-cabras vindos de uma época de reprodução e infestação bem maiores começavam a nos perseguir, na teoria seria fácil.
Sutefani: Ah, vai ser moleza, só o Ioann desenhar um dinossauro pra devorar esses...
Ioann: Mas eu não trouxe o meu lápis mágico.
Sutefani: Que!? Como assim? Você deixa tão longe de você a arma mais poderosa que a gente já encontrou?
Ioann: Já temos magia mesmo.
Tales: Ah, que se foda!
Marcos: E então, esses bichos tão ameaçados nesse período do ano?
Márcio: Não, senhor Marcos, tem quantidade pra não ser preocupante pra espécie deles.
Mateus: Ah, que ótimo socar uns chupa-cabras, e...
 Logo quando eles iam sacar seus bastões elementais, e o Marcos e Mateus colocam cada um uma faixa dos ventos na testa e Márcio ia passar pra Sutefani, a Sutefani vê alguns segundos no futuro uma figura misteriosa atacando aquelas coisas, enquanto ela desacelera o tempo com o poder de seu Olho Rosa do Tempo, o que dá tempo para Ioann e Mateus lançarem umas esferas pequenas de fogo que atingem 2 dos 18 chupa-cabras, e Márcio e Mateus em conjunto criarem uma fissura no chão que dispara água em alta pressão sob outros 5 deles, e Tales, vendo uma criatura estranha ao ligar a lanterna onde estava tão pouco iluminado na avenida à noite, grita pra todos, "Correm!", e eles indo para um lugar mais escondido antes do tempo voltar ao normal, viam um lobisomem rosnando enquanto devorava os chupa-cabras.
Ioann: Eu achava que lobisomens eram menores!
Mateus: Os lobisomens gregos e franceses são, mas os brasileiros são realmente maiores.
Mateus: Agora eu entendi por que o meu avô ostentava seus relatos de enfrentar um lobisomem num Quaresma no Ceará.
 Uma voz ecoava, "Tá bom, cessar", o lobisomem descia e sumia, depois se levantava Miguel Luna, acalmando, o Mateus fica bravo com ele e reclama com Miguel sobre o susto.
Mateus: Caralho, cuzão, cê quer matar noiz do coração, meoh!? Que isso?
Ioann: Como ele destransformou?
Márcio: É comum uma coleira nos lobisomens pra reprimir a transformação, tem alguém controlando.
Tales: Mas quem controlaria um lobisomem pra caçar chupa-cabras convenientemente aqui?
Sutefani: Para de olhar pros dentes do cavalo dado, Tales, seu ingrato!
Tales: Não é ingrato não, só... é tão estranho.
Mateus: Mas e aí? Quem mais está com você?
Miguel: Eu estranhei vocês terem demorado, então eu e umas colegas seguimos vocês numa força tarefa.
O resto do grupo: Que!?
 Um grupo bem pequeno, umas 5 Icamiabas, com fuzis Imbel A2 customizados, caracterizados pela estampa de onça como identidade natural delas pois são guerreiras descendentes da Primeira Iara, cujas filhas diretas dela em forma de sereia foram uma tribo de guerreiras femininas. Como são mulheres tão mais fortes e com características de peixe, uma boa parcela delas migrou para ou tem bases nas vilas uranianas e favelas netunianas e inclusive pela força e competência delas com a coordenação dos magos elas diminuíram muito a criminalidade mesmo de áreas afastadas e arriscadas, por isso só 5 delas parecia até mesmo muito segundo o Miguel e o Márcio.
 Mesmo grupo de Ioann e companhia até são bem recebidos com uns pastéis de frango ou queijo, e fatias cúbicas de bolo de cenoura cobertas de chocolate 70% cacau na face de cima, já o Mateus, Marcos e Miguel conversam com o grupo de Icamiabas sobre os avanços geográficos e o impacto negativo da Salomona contra os territórios florestais e que falta pouco para derrubá-la e impedir que isso volte ainda pior que no começo.

Continua>>>

16 de abr. de 2026

Untitled 2014, episódio 5

[Esse é o episódio 5 porque o reboot que vem antes é um remake dos episódios 1 a 4]

> ??/??/2014
; floresta amazônica.
 Tanto tempo depois da Guerra, há por volta de 83 países remanescentes, entre eles o Brasil, ainda vivo e resistente, entre as formas de vida mágicas mais notórias dessas matas, há os Anhangás Brancos, uma espécie de feras cervídeas elementais da magia e que infelizmente estão sendo ameaçadas por causa de uma empresa extremamente expansionista que está desmatando as florestas para colocar no lugar as fábricas de sua empresa.
 A Comunidade Mágica está atualmente sedeada na América do Sul, não apenas pelos biomas ainda conservados apesar do ocorrido, que por sua vez ter uma natureza saudável aumenta o potencial mágico, mas devido à diversidade genética e cultural dos humanos que leva os magos a se misturarem tão melhor.

> Osasco, São Paulo.
 Nossos heróis, descendentes de clãs de magos, entre eles...
 Marcos Pyron é o maior do grupo, empacotador e caixa de um mercadinho em Osasco, seu convívio com parentes magos costuma ser à noite nas Cerimônias do Fogo, um conjunto de rituais que envolvem andar sobre carvões em brasa, comer Tartilus, um tipo de torta salgada (geralmente de carne vermelha ou de frango) extremamente picante, e praticarem as chamadas Brigas Expiatórias, onde homens e mulheres, pais, mães e filhos, irmãos e primos, brigam fisicamente entre si para desconter raivas passadas, e mesmo Marcos já tendo o seu Bastão Elemental, ele não teve lutas em que usar essa arma fosse proporcional, além das Brigas Expiatórias.
 Márcio Hidrancio é um homem jovem, estudando na Etec e sendo um ótimo programador e eletricista, com seu grupo montando uma circulação estável de eletricidade e internet. Magos conservadores, associados ao PL e ao IMDB, odeiam tecnologias eletrônicas e são contra, mas magos a favor dos avanços e que são pessoas comuns a maioria sem partido, estão aproveitando normalmente, recusa a usar seu Bastão Elemental da água porque não vê necessidade.
 Já o Mateus Terra, um ótimo atleta, campeão de ginástica, lançamento de disco, dardo e peso, além de goleiro na Seleção, nesse mundo fazendo o Brasil conseguir o Hexa em 2010 e dando 3 x 0 no time da Alemanha, seu Bastão Elemental da terra é geralmente um símbolo de seu desempenho e poder, ainda que seja comprovado que tem nada mágico o fortalecendo ou facilitando os jogos. Os três são da favela netuniana da mesma cidade.
 Favelas netunianas sendo comunidades precárias e suburbanas nas metrópoles e que concentram muitos magos e energia mágica, o que ficou comum no Brasil, a desvantagem é muito mais a magia selvagem e a concentração de feras e bestas em vez de algum crime organizado pois os Comandos são contra magia e exterminam magos onde o Comando domina.

> 25/06/2016; Botucatu, São Paulo.
 O guardião das florestas Curupira esteve perdendo muito tempo lutando contra os soldados da empresa que esteve se expandindo recentemente, mas algo muito inesperado esteve acontecendo. 
 Da comunidade de magos que estiveram se acostumamdo com o convívio em São Paulo, muitos magos britânicos e alemães estiveram, não só comprando as baterias e remédios da empresa meramente pela utilidade, mas também tentando criar dispositivos mágicos combinando as peças dessa corporação com magia, o que resultou em testes tóxicos que fez uma névoa fatal se espalhar e, num acidente, explodir a fábrica onde os testes estavam ocorrendo.
 Márcio presenciou isso e, com ajuda de seus colegas não magos, iniciou um protesto pacífico contra a mistura da magia com máquinas, inicialmente apenas contra isso, mas também já levando a um boicote bem grande na empresa.
 Durante a chegada de mercenários pata abater os protestantes, o Márcio sacou seu Bastão Elemental da água e, projetando água para remodelá-la, criava grandes barreiras à prova de balas e fogo, dando tempo para humanos fugirem, e Curupira, correndo rápido demais para dar tempo de vê-lo, derrubou os guardas, desarmou com chutes e até quebrou algumas das armas e abateu os mais teimosos com sua lança, porém, um rastro de sangue verde no chão e de faíscas no ar apareceram.
 Foi o rastro suficiente do Curupira para a empresa então preparar mais um avanço, porém, Marcos e Mateus apareceram, com jatos de lança-chamas do Bastão Elemental do fogo que queimou os inimigos mais próximos e afastou os mais distantes, e um tremor de 3 a 5 graus à curta distância do Bastão Elemental da terra que afundou vários.
Marcos: Acho que a gente tá exagerando. 
Mateus: Eu discordo, afinal eram eles ou os amigos do Márcio.
Marcos: É um bom ponto, é que só não usei meu máximo porque de última hora pensei nas famílias deles.
Márcio: Não vale a pena pensar nisso, senão, e quanto à família de cada um que os mercenários fuzilaram e explodiram?
Marcos: ... Tem razão.
Mateus: Falando nisso, por que você se preocupou com esses caras?
Marcos: Sou o mais pobre desse trio, pensei nesse risco de uns desses soldados estarem nesse cargo pelo dinheiro. Olhem, esse aqui não deve ter nem 20 anos.
 Marcos levanta um dos soldados e lhe tira a máscara, e Márcio, tendo uma ideia e com ajuda dos outros dois, usam cada um o seu Bastão Elemental para curar cada um dos que sobreviveram e estavam muito feridos, em troca de ajudar a enfrentar esse sistema.

> 27/06/2016.
 Ioann e Sutefani estiveram por um tempo caçando algumas feras e bestas mágicas no Sudeste do país e conseguindo couro e ossos de Capelobo para um mago que contratou eles para ter esse material, e em troca os dois puderam participar num churrasco de carne de capelobo, enquanto Márcio e Mateus estiveram treinando, numa região próxima na vila uraniana (um tipo de vila menor, porém rural e calma, que agrupa magos), principalmente nadando com um Ipupiara local que treina natação e o Caminho das Águas para os jovens magos.
 Já o jovem Tales, se perdendo enquanto procurava Ioann e Sutefani, acaba se perdendo na Avenida Demétria e se deparando com o Saci Pererê, que ele não consegue ver por um tempo por causa do vento onde o Saci está se localizando.
Tales: Mas o que tá acontecendo!?
Saci: Não é óbvio, gringo? Foi só o vento!
Tales: Mas que maldito, isso não vai ficar assim!
 Tales joga 3 granadas, uma pra cada direção, que fazem estouros pequenos que fazem o Saci perder o controle de seu voo, e com isso o Saci cai mas também se apoia num movimento giratório de seus braços e sua perna, e isso vira uma luta corpo-a-corpo entre o Saci lutando capoeira, e o Tales desviando enquanto busca algum ponto fraco para socar do Saci, e os dois se machucam mutuamente e vão embora cada um pra um lado, uma luta sem vencedor.

Continua>>>

16 de dez. de 2025

Sobre Untitled 2014 e Chronos Inc

Esse blog será bem necessário porque condiz um paralelo entre eu ter rescrito 4 episódios de Untitled 2014 durante o hiato de Projeto Dream atual, e a versão 2020 ter sido escrita durante uma versão 2019 do Projeto Dream.

No caso, eu não só juntei tudo num mesmo blog e postei, eu tive o trabalho de reler (pra caso eu continuar ainda na mesma versão) e também adicionar mais descrições, corrigir erros de escrita e também atualizar a cosmologia e sistemas de poderes.

Também foi bom porque na versão nova que postei ontem, eu tirei os "E", "Então", "E tal coisa", "Enquanto isso" que era um vício de linguagem meu de colocar essas palavras, e por isso hoje em dia pelo menos o Projeto Dream quase nem tem parágrafos começando com E, porque fica muito feio.

Das ideias do Untitled 2014
  • O Ioann era um self-insert meu, a Sutefani e o Tales são baseados em primos meus, e o Bruno era pra ser baseado no meu irmão e a gangue de animais do personagem é baseada nuns brinquedos da casa dele (como uma ursa branca e um pouco - baseado num cofrinho - que irão aparecer futuramente).
  • A magia em Untitled 2014 agora tem um sistema fixo, não creio que será um sistema "ortodoxo" do hard magic mas irei preencher com o sistema de magia que tinha em Hard Life porque realmente é muito útil, porém, do sistema original, temos os lápis e os Nove Aromas.
  • Os lápis mágicos eu me baseei em um gibi de Turma da Mônica que eu tinha lido na época quando eu era criança e meu irmão comprou pra mim num bairro que a gente tava visitando, "A fuga pelos gibis infinitos", e realmente funciona que nem o lápis mágico do Bob Esponja, mas tem esse detalhe que a inspiração foi no gibi do Cebolinha, e eu adicionei poderes como magia baseado nas Keyblades de Kingdom Hearts.
  • Já os Nove Aromas da Magia são uma mistura dos Oito Ventos da Magia de Warhammer Fantasy (antes do 40k inclusive), mas com detalhes que eu adicionei envolvendo gostos, cheiros e uma porta de entrada pra conectar aos Dragões-Faro, que a história deles não coube em Hard Life e meio que tô usando Untitled 2014 pra estender isso também.
    • Aroma Vermelho: Sabor doce, elementos de sangue, cura e vida.
    • Aroma Verde: Sabor azedo, elementos do ácido, do metal e também inclui feitiços de defesa.
    • Aroma Azul Marinho: Sabor salgado, elementos de água, minerais e inclusive o mar.
    • Aroma Azul Turquesa: Sabor salgado-doce (tipo cloreto de amônio, paçocas, doces sabor sal e também comidas nórdicas como o Kanelsnegle, que caso você não conheça, é tipo o Sweetroll do Skyrim), elementos da pureza, de energia sagrada (incluindo luz) e da virtude da paciência.
    • Aroma Amarelo-Ocre: Sabor dos amidos (pesquisas recentes indicam que massas à base de farinha tenham sabores mais diferentes que os 5 principais), elemento da força, fertilidade e felicidade (o que combina com a cor e aroma associado a trigo).
    • Aroma Laranja: Sabor gorduroso (mais um sabor catalogado recentemente, com receptores chamados Oleogustus), elementos do fogo, durabilidade e auto-regeneração.
    • Aroma Castanho: Sabor Umami, elementos dos animais, da terra e das plantas.
    • Aroma Rosa: Sabor Agridoce (tipo chocolate ou cafés mais açucarados), elemento do vento, da premonição e das viagens.
      • O "elemento da viagem" no caso envolve portais, magias de aumento de velocidade e também controle sobre o espaço-tempo.
    • Aroma Roxo: Sabor amargo, elementos da morte, da escuridão e dos venenos.
Também, sobre a cosmologia, as histórias de Fenômenos, Chronos Inc, Cookieverso, Hard Life e agora Untitled 2014 são universos diferentes num mesmo megaverso, ou no caso um multiverso bem grande, já que não são multiversos separados mas num mesmo grupo, é realmente o mesmo multiverso. Entre as dimensões específicas de Untitled 2014:
  • O Mundo Nebuloso é um reino, plano ou universo paralelo rico em magia, com leis da física mais moldáveis e que, além de possibilitar ilhas flutuantes como se o próprio espaço fosse um oceano pra esse mundo, também a magia seja mais intensa. A nave espacial e as tecnologias que levaram os protagonistas a essa dimensão têm a ver com um povo que ainda tá escondido nessa dimensão.
  • O Reino da Escuridão é um outro plano, a uma camada mais baixa do multiverso e mais a ver com a escuridão, não é um plano preenchido só pela falta de luz, mas possui monstros e entidades habitando esse plano, assim como a energia negativa pode fortalecer o mago, mas pode corrompê-lo, seja pela ganância, ira ou orgulho, e falando em monstros, os "níveis" de monstros são:
    • Feras: Animais comuns, inclusive sem poderes além das próprias vantagens naturais.
    • Bestas: Animais maiores, com inteligência pra controlarem sua malícia e impulsos, e com poderes mágicos sobrenaturais.
    • Mutantes: Criaturas humanoides, embora não humanas, seu nível é maior porque podem avançar ao ponto de civilização, e o nome do nível vem de uma evolução alterada.
    • Demônios: Entidades com poder elemental maior, tendência quase unânime a forças malignas e ao Tártaro ou à Hila.
    • Dragões: Grandes monstros de maior nível, reis da magia e com ligação mais pura a pelo menos um dos Aromas da Realidade, não só a elementos derivados.
  • Os Dragões-Faro são dragões primordiais e que estiveram no início da criação para, com os Aromas da Realidade, que incluem os elementos da natureza e a matéria e energia necessárias pra natureza, isso valendo inicialmente para Hard Life mas eu tendo que estender isso porque não coube.
Comparação de um desenho de 2023 e um de 2025 dos Dragões-Faro (e outros dragões). Aparentemente meu conceito de dragão mudou muito, assim como eu pude elaborar melhor uma hierarquia de dragões sem forçar algum retcon estranho para Hard Life.
  • Dragões comuns de fogo no catálogo da Chronos estão como M-Nt-025, registrados como perigo baixo para humanos, não por terem pouco poder (longe disso), mas porque são poucos e raramente usam seu poder máximo ou caçam humanos.
  • Dragões-tigre no catálogo são M-Cr-861, são de perigo alto, e são Cr e não Sg porque, apesar da força tal como a de um dragão comum, seu maior perigo é o veneno, cuja dor causada é tanta que pode causar uma epidemia sensorial de alta dor.
  • Dragões-crídrigos no catálogo são M-Sg-812, seu perigo vem dos fortes ventos gelados e forte poder elemental sobre a água e tempestades, mas o perigo é puramente físico e por isso são Sg.
  • Dragões-Faro não foram catalogados pela Chronos Inc até agora, pelo menos não a espécie em si.
Um possível FAQ hipotético que eu preparei preventivamente
"Como os Aromas da Magia são usados na sociedade? Existem guildas de magos especializados em cada Aroma?"
  • Curiosamente, a magia é rara no universo principal de Untitled 2014, seja porque tem poucos lugares com ensinamento direto, ou porque realmente a humanidade tem um certo desprezo por magia, por isso o Ioann era humilhado mesmo já despertando magia.
"Qual é a relação entre os Dragões-Faro e os outros monstros? Eles são vistos como deuses ou são temidos e respeitados?"
  • Os Dragões-Faro não são deuses, ainda possam ser cultuados como tais dependendo do que tais povos consideram como um deus, eu não quero dar spoiler mas também não quero esquecer ideias futuras, então a dica é que tem um culto a uma Dragonesa-Faro na França em Untitled 2014.
"Como a alquimia é vista na sociedade? É uma prática respeitada ou é vista como algo sombrio e perigoso?"
  • A alquimia antes era genérica, era simplesmente uma química pra poções, mas atualmente que eu aprendi melhor sobre como a alquimia mistura esoterismo, metáforas e química normal porém primitiva (inclusive eu odeio Fullmetal Alchemist nesse quesito em que os alquimistas fazem tudo, menos alquimia, você nunca vai ver eles fazendo poções ou encantando metais mesmo isso sendo algo canônico em crenças de alquimia, e tudo que eles falam de química complicada não é como a alquimia medieval dizia e olha que era pra ser a inspiração maior da série), a alquimia aqui inclui:
    • Anabolizantes que dão poderes.
    • Poções comuns de cura.
    • Cirurgias que tornam humanos em superhumanos ou mutantes.
    • Olhos mágicos e criação de outros órgãos sobrenaturais.
    • Sutefani podia escolher entre o Olho Rosa do Tempo ou o Olho Verde do Espaço, ela escolheu o olho rosa durante a cirurgia de transplante (isso não é um retcon, eu que era apressado e isso não coube no episódio original).
    • Artefatos mágicos, como os lápis mágicos.
  • Por isso a alquimia é comum, ainda que possa ser metafisicamente perigosa e de difícil manuseio.
"Qual é a origem dos demônios em Untitled? Eles são criaturas nativas do mundo ou vieram de outra dimensão? Funciona da mesma forma em Chronos Inc?"
  • Pode ter tanto demônios que simplesmente nasceram na Terra ou outros planetas e são entidades mágicas perambulando na natureza, sendo perigos de grau variável, mas a maioria vem de Hila (que é o reino demoníaco em Untitled 2014).
  • Já em Chronos Inc., demônios são quase sempre interdimensionais, mesmo que o universo central de Chronos Inc. tenha entidades sobrenaturais frequentes, houve esforço pra ocultá-las o suficiente pra viver nesse mundo ser seguro e até mesmo, com recursos sobrenaturais diários (ex: poções podendo ser remédios baratos, mas caseiros) melhorando a vida dos civis.
"Como os mutantes surgiram? Foi um processo natural ou foram criados por alguma força externa? Quais são as implicações sociais e políticas da existência de mutantes na sociedade?"
  • Tem mutantes que surgiram evolutivamente, de forma natural, ou de forma artificial, como animais expostos a radiação o suficiente pra se deformarem em outros seres, ou magia transmutando eles em sua versão humanoide e inteligente, e diferente do Projeto Dream (em que mutantes são humanos evoluídos de forma mutagênica, e possuem seu espaço na sociedade e até usei com subtextos sobre o autismo), em Untitled 2014 os monstros são escória pra sociedades humanas, e vivem em periferias perigosas.
"Quais são as consequências de viajar entre dimensões? Existem riscos ou efeitos colaterais?"
  • No momento não, mas usar magia em si pode desgastar o usuário. Diferente do Projeto Dream, em que o desgaste é mental e espiritual, em Untitled 2014 é como em Hard Life, em que a magia é baseada em energia vital e o uso excessivo causa desde cansaço a morte.
  • Já em Chronos Inc., será mais multifacetado, com maior tendência ao desgaste mental, considerando que Chronos Inc. é uma história com mais base no terror cósmico, em que o terror não vem de entidades perigosas em si, e sim na implicação da existência delas que reduz a importância da vida humana, assim como pensar excessivamente no sobrenatural depois de descobri-lo é o que causa a loucura, não só "oh não o homem polvo é tão feio que fiquei louco, meu Deus do Céu aaaaaaa"
"Quais são as principais características da tecnologia alienígena que apareceram no primeiro episódio e no Remastered? Ela é baseada em princípios científicos conhecidos ou é completamente desconhecida?"
  • Pra falar a verdade, eu diria que a tecnologia alienígena eu redefini (retcon por causa do reboot) pra ser mais específica de "oh não, ataque de robôs alienígenas!", adicionando detalhes biomecânicos, com adição da alquimia com metais místicos com engenharia dimensional pra essa energia mágica combustível viajar entre planos.
"O que acabou de acontecer nos episódios novos de Chronos Inc!?"
  • Ok, caso alguém tenha uma obsessão pelos meus blogs e destrinche a toca de coelho e queira saber dos ARG's, vou explicar pelo menos o dos episódios 2 e 3 da Chronos Inc, que destoam muito do primeiro. Eu me baseei em Analog Horrors, em que o terror se manifesta em gravações antigas, que eu combinei com o fato que, por incrível que pareça, fitas VHS tenham marcado minha infância, e baseei 2004 (o ano de origem das fitas nesse ARG) no ano que eu nasci.
  • Das fitas, o código morse e os craquelados escondem mensagens sobre Rei de Amarelo (pra descriptografar, traduzam do código morse, e puxam 6 letras à esquerda na Cifra de César, algumas letras ficarão estranhas porque eram letras com acentos e isso vai complicar mais pra vocês), com um pouco de inspirações no 11B X 1371.
  • As fitas 1, 4 e um trecho da 6 foram baseadas no El Retolam (eu achei esse Analog Horror interessante apesar de bem tosco), a fita 5 foi baseada no Local 58 e na creepypasta do 333-333-333
  • A fita 7 é, por incrível que pareça, original, ainda que reciclando umas ideias que eu queria muito adicionar no site da SCP original, mas como não sei postar na Wikidot eu desisti da ideia.
"Os próximos episódios de Chronos Inc. continuarão a ter as tomadas VHS? Ou voltará à forma do primeiro episódio?"
  • Vai ter novas fitas, incluindo as do Dr. Orange, a questão é que não será a forma principal de contar ou listar essas ideias de entidades que, por incrível que pareça, eu posso tanto conectar em contos posteriores quanto reutilizar em novas histórias, já que usam a mesma cosmologia e magia.
"Planeja continuar Untitled 2014? Terá spin-offs de outras histórias também?"
  • Sim, planejo continuar Untitled 2014 mas também tem uma ideia de história que eu também planejo escrever, talvez será ano que vem, já que antes tenho que continuar a saga do Projeto Dream e, se eu conseguir, fazer o especial de Natal também.

Até mais!

15 de dez. de 2025

Untitled 2014, Remastered

[Esse lançamento em blog é para compilar os capítulos antigos de Untitled 2014, que por si só é um reboot de quadrinhos antigos que eu fazia quando criança e nunca parei pra pensar se precisava de algum nome]
[Está marcado como "reboot", mas não refiz a história inteira do zero, é só um relançamento antes de continuar possivelmente essa história de fato, e juntando os outros capítulos que eram bem curtos em comparação à média que eu faço hoje em dia, e por isso a ilusão de que parecia que eu fazia mais capítulos. Erros de escrita, inconsistências e defeitos narrativos da época foram corrigidos]

> 22/02/2014; Rússia.
 Um mundo alternativo, em que a Guerra Fria se tornou uma Terceira Guerra Mundial, e não são muitos países os que sobreviveram, entre os países que foram pro saco inclui a Europa, maior parte da África e da América do Sul (com exceção do Brasil, da Argentina e do Peru), porém, os que mais estão bem são a Rússia (antes União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e os Estados Unidos da América, ambos países que estão se esforçando ao máximo para poder progredir a humanidade.
 Lá está nosso protagonista, Ioann, um soldado russo que cuida dos recursos e alimentos da base secreta que opera em seu país, algo que é atrapalhado quando uma ninja rebelde chamada Sutefani aparece e ataca a base, causando uma luta entre ninjas japoneses e soldados russos, mas Sutefani é presa e todo o resto de seu grupo é exterminado e aniquilado, e ela não entende o porquê dela ser a única a não ser morta.
 Porém, enquanto isso, Ioann começa a conversar com Sutefani, e eles ironicamente se dão bem, mesmo nesse mundo russos e japoneses estarem ainda em conflito.

> 24/02/2014.
 Durante esses dias, Ioann continua seu treinamento duríssimo com seu chefe, Hisvan Kalimov, porém tudo é interrompido por um exército de robôs alienígenas que interromperam o progresso, eles não entendem o que estava acontecendo mas mesmo assim eles têm de enfrentar aqueles robôs, mas enquanto detêm os grandes drones de três garras e de carcaça roxa orgânica como a de insetos, Hisvan não consegue sobreviver, pois para aniquilar aqueles robôs, ele se sacrifica com uma explosão tão intensa, com uma bomba C4 bem grande que ele carregava, que só sobra uns 10 robôs, que os soldados enfim conseguem derrotar. Ioann, por raiva dos outros soldados, foi mandado descascar batatas.

> EUA.
 Nos Estados Unidos, uma gangue de motoqueiros, liderada por Bruno e composta em sua maioria por animais mutantes e humanoides, está negociando com uma máfia canadense, liderada por um cara chamado Tales, em uma venda de drogas, mas não drogas comuns, e sim umas anabolizantes alquímicos que dão poderes anormais, porém tudo é interrompido pelos mesmos robôs, que ainda não se sabe tal origem além de ter vindo de nenhum lugar terrestre, de qualquer forma, depois de derrotarem esses robôs eles descobrem que um fonte deles está vindo da Europa, local que eles resolvem ir, coincidentemente junto de Ioann, Sutefani e o exército russo.

Europa.
 Ioann, Sutefani, Bruno e Tales chegam à Europa, seja pela coincidência eles se encontram ainda que coincidência deles terem tido a mesma meta ao mesmo tempo, ainda um lugar onde há uma nave espacial criando ainda mais desses robôs para poder dominar o mundo, porém, o grupo dos protagonistas consegue chegar dentro dessa nave e percebem que lá não há nada além dos mais diversos circuitos complexos, em peças de garras e placas-mães de ouro e um metal violeta que criam esses robôs estranhos para invadir diferentes pontos, e investigando ainda mais eles descobrem que dentro tem um portal para outra dimensão, outro plano de existência, e eles conferem esse portal para ver se aquilo era perigoso porém eles começam a ouvir uma voz humana e vão atrás pra ver o que é, encontrando uma pessoa similar completamente a um humano, especificamente alguém de etnia europeia e caucasiana, e esse homem diz precisar da ajuda deles, coisa que eles atendem, o resgatam e vão com ele para o portal, desligando a nave e seus robôs.

> Outra dimensão.
 O grupo dos protagonistas vai com esse humano que estava antes preso nessa outra dimensão, que era um mundo muito estranho cheio de ilhas flutuantes e com um céu azul escuro com muitos vórtices violetas nebulosos. Indo ver o que tem nessa dimensão eles descobrem que lá tem uma civilização inteira, incluindo casas amorfas e feitas de madeiras das árvores das ilhas, culturas com um tipo de festival nas ilhas, tecnologias que tenham a ver com essa nave, usando mesmas peças artrópodes, porém, algo exclusivo deles é a magia, que eles podem manifestar tanto de suas mentes quanto de canalizadores físicos.
 Mas é claro, Ioann e seu grupo são inicialmente confiscados até que o humano que foi resgatado por eles diz que está tudo bem, e então as pessoas dali resolvem ajudar aquele homem e os protagonistas que estão juntos com ele, além de conversar mais sobre o que é essa dimensão e alguns conhecimentos importantes que eles precisam para poder viajar por lá, inclusive o homem da nave, que se chama Zeredus, pega e entrega a eles um lápis encantado que pode invocar entidades desenhadas pelo mesmo.
 Com esse lápis e uns livros de magia em mãos e os colegas de Zeredus ao lado deles, eles finalmente podem viajar dentro dessa dimensão para investigar mais daquele reino, e percorrendo vários quilômetros e viajando entre diversas ilhas flutuantes, usando o lápis pra desenhar caminhos ou magia dos livros para voar, eles descobrem mais sobre um mal maior para combater, que inclusive é quem baniu Zeredus para o mundo humano onde ele se fundiu com uma tecnologia alienígena por um longo tempo. Porém, esse alguém percebe que eles descobriram sobre suas intenções, então ele prepara seus soldados dos mais variados para derrotar eles de diferentes formas, entre eles estão um grupo de 3 magos elementais que esperam os heróis chegarem na ilha em que eles estão para prepararem seu ataque.
 Uma poça de água de repente ataca eles e corta o olho direito de Sutefani e a nuca de Bruno, os colegas de Zeredus contra atacam com diferentes magias, como bolas pequenas de fogo, setas de gelo, serpentes gêmeas de fogo e água que atacavam separadamente, ou chicotes de raios elétricos, mas não adianta, e um mago elemental da terra aparece para golpear eles, inclusive quebrando ossos de Bruno e de vários magos com as rochas que lançara, mas é morto a tiros por Tales com sua M-16, por fim eles rastreiam um elemental da água que é o responsável pelo primeiro ataque, "Eu não tive opções", aquele homem diz, já os atacando com uma chuva violenta que fura a pele deles e até corta o outro olho de Sutefani, "Quem não tem opções aqui é a gente", diz Ioann, impulsivo, indo em direção dele com uma faca de combate e cortando a garganta do homem sem lhe dar tempo de reação, após isso, todos do grupo saem correndo para se esconder em algum lugar, logo após a vitória eles ficam numa pousada e planejam se separar em dois grupos: Um liderado por Ioann e Tales, que seguirá em frente na missão de ir atrás desse tal vilão; E outro que irá hospitalizar Sutefani e Bruno, e também ir atrás de ajuda.
 Com isso em mente, eles seguem a sua jornada, enquanto Tales e Ioann exploram distantes regiões desse plano desconhecido, Bruno e Sutefani estão sendo hospitalizados e tratados na última cidade que o grupo alcançou, em que Bruno e Sutefani conversam um pouco sobre eles estarem um tanto sozinhos, ao mesmo tempo que com companhia, assim como os médicos irão demorar um tanto para recuperar todas as feridas deles, inclusive, Zeredus faz uma chamada telepática para os dois e diz que pode, não só curá-los, mas também dar poderes a eles, o que pode os ajudar na viagem.
 Zeredus, logo após a chamada, viaja o mais rápido possível para essa ilha flutuante, da Cidade Resher, com ajuda de suas assistentes e uma carroça solar, carregando seus utensílios principais de alquimia e, por fim, ajuda eles com seus equipamentos, criando olhos novos para Sutefani e aprimorando o corpo de Bruno, além de lhe criar uma prótese que pode mudar de forma e ser usada como arma, e Bruno dá a ideia de completar essa prótese com uma munição, em que agora sim ficará mais eficiente o uso dela e reprogramar para certas formas de armas.
 Mas antes deles seguirem o resto do grupo, eles vão treinar seus novos poderes. Numa ilha distante a poucas unidades astronômicas de distância, Ioann se separou de Tales durante uma luta contra um dos servos de um certo agente suspeito que eles acharam, e agora ele está perdido nessa ilha tentando entender mais sobre aquele lápis que ele recebeu e, no meio de uma luta contra um bando de ladrões com pernas de gafanhoto, ele foge para se esconder e, escondido e testando mais o lápis, ele tem mais uma ideia do que fazer, assim como Ioann volta a encarar esses ladrões porém os leva a uma armadilha, com vários fios que desencadeiam escopetas a matá-los explodindo várias partes de seu corpo, que o Ioann conseguiu manipular desenhando esses fios e as escopetas.
 Logo em seguida, Ioann se limpa da sujeira e, interagindo com o pessoal da cidade Malue, ele descobre mais coisas sobre caminhadas e se dá bem com um humano chamado Daniel, um navegador que ajuda ele a resgatar o resto de seu grupo em Resher, enquanto eles se dão muito bem, não só por se entenderem, mas por se ajudarem usando as naves de Daniel e as criações de Ioann para então ajudar Tales que estava antes preso por esse mesmo servo que naufragou Ioann, Tales e os outros, sendo esse ser chamado Uracargo, um monstro meio humano e meio caracol, e Ioann, com nojo desse monstro, simplesmente desenha e lança várias bombas para matar ele, e esse ataque exagerado acaba despedaçando o prédio inteiro onde eles estavam, e antes que eles caíssem do alto, Ioann desenha aves e balões gigantes para segurar seus colegas porém não dá tempo para ele se salvar, e ele acaba caindo em um rio, supostamente morrendo.
 Todos do grupo se preocupam muito, mas preferem não olharem para trás e seguir em frente. Então eles se encontram com Bruno, Sutefani e Zeredus, porém estes recebem a má notícia de que eles perderam o Ioann e, consequentemente, aquele lápis mágico que Zeredus deu, e o mago fica muito furioso, "miserável, eu acabei perdendo o meu lápis mágico que tinha confiado tanto a ele... vocês fazem ideia do quão difícil é sintetizar um desses!?", diz ele, mas os outros ficam bravos com ele se preocupar mais com um bem material que com uma pessoa que tinha o salvado, mas Zeredus os explica o porquê da preocupação, que é que esse lápis foi feito a partir de materiais mágicos bem caros, mesmo que similares aos de um lápis comum, como o Grafite de Zur, madeiras de Macieira de Parilina e a borracha de Látex de Samarito.
 Eles inicialmente não ligam, menos Thales que fica interessado, Zeredus fica furioso e diz que eles têm de deixar essa rebelião porque eles perderam o equipamento mais importante do plano, e que é completamente insubstituível de perder e inadmissível de ignorar, pois esses materiais são difíceis demais para achar e fazer o lápis perfeito e com todos os aromas da magia, e por isso que os lápis comuns são sempre feitos de apenas um elemento da natureza. Com isso esclarecido eles se desesperam em arrependimento e vão atrás, não só de Ioann, mas também do lápis mágico.
 Todavia, Ioann vaga naquele rio até parar em uma vila na ilha e ele, sem saber onde estão seus amigos, viaja sozinho por aquele arquipélago cósmico, inclusive conhecendo mais magos que o treinam melhor suas técnicas mágicas e entenderam sobre os chamados Nove Aromas da Magia. Porém, uma dessas colegas que ele conhece, chamada Izi, é na verdade uma espiã do homem que está tentando roubar o lápis de Ioann e, incrivelmente, ela não consegue e cai no charme de Ioann, que lhe oferece uma barra de chocolate de seu bolso e ela se torna amiga dele depois de uma conversa curta e um xaveco simples e eloquente, comparando as estrelas com os olhos dela, porém ela começa a se irritar por causa das atitudes que ele estava tomando por descuido ou só por não dar o lápis a ela de jeito nenhum mesmo eles estando próximos.
 E claro, por ela ter um mínimo de conexão com esse mestre, ela tenta trazer Ioann até esse ser logo de cara e o resto do grupo se depara com uma estrela de pura escuridão, que leva para o reino de escuridão onde o aparente vilão mora.

> Reino de escuridão.
 Ioann e seu novo grupo são os primeiros a chegarem no reino das trevas onde o mestre misterioso mora, e ao entrarem no castelo eles se deparam com o líder de Izi, que é um humano de pele parda, cabelos negros e lisos e trajes verdes, e seu nome é Jaknik. E ele tenta roubar o lápis mágico de Ioann e até consegue... muito fácil, porém aquele lápis era muito estranho, era como se fosse um modelo 3D com gráficos 2D (sabe alguns jogos de Mortal Kombat antigos? É por aí).
 "Maldito!", e ele, furioso, dispara uma rajada de antimatéria contra ele, que desvia com muita dificuldade com uma escudo de platina que ele desenhava e até perde uma de suas pernas pelo impacto do golpe, ele tenta andar ainda assim, então Izi se sacrifica para ajudar ele, sendo aniquilada no meio do caminho por um ataque que ela segurava com um poderoso escudo para dar tempo e com eles saem do castelo vermelho, em seguida da floresta vascular dolorosa, por fim daquele reino que estava rachando.

> Outra dimensão.
 Logo após, Ioann se revela para o resto de seu grupo original e eles começam a conversar sobre suas aventuras, e ele diz que é melhor eles irem embora, e Zeredus consegue equipamentos para trazer eles de volta para a Terra.

> 12/03/2014; Rússia.
 Desacreditado dos eventos, Ioann está de volta ao exército, ele teve que encarar monstros interdimensionais, os colegas que ele conseguiu se ferraram miseravelmente e ele ainda tem de seguir seu trabalho chato como soldado, até que ele conhece uma oportunidade de conhecer Dr. Vasla, um mago russo que se mostra interessado em histórias de outras dimensões.
 Conversando com Dr. Vasla, Ioann descobre que há outras realidades juntas do mundo normal e da tal Outra Dimensão, chamada normalmente de Mundo Nebuloso, enquanto temos a Primeira Dimensão – o mundo onde a magia surgiu –, a Segunda Dimensão – uma realidade misteriosa que sempre aparece em casos de fim do mundo – e a Terceira Dimensão – o mundo onde os humanos vivem. Então, pesquisando melhor, ambos os mundos têm 3 dimensões espaciais como o mundo normal, mas possuindo uma quarta dimensão que liga elas que é o tempo.
 Com isso em mente, Ioann viaja pelo mundo para poder estudar melhor sobre o assunto, assim, ele aproveita para ver se ainda tinha a tal fenda dimensional para a Segunda Dimensão e... o local não tinha mais a tal nave, agora ferrando para a sua descoberta e o que ele estava tanto planejando durante aquele tempo.

> 18/03/2014; França.
 Na biblioteca de magia em um lugar não revelado na França, ele começa a estudar sobre magia e descobre que tem como criar portais para essas outras dimensões, então ele passa um tempo na tal biblioteca estudando aqueles livros, aproveitando que assim ele também aprendesse francês.

> 19/03/2014.
 Pesquisando tudo aquilo, ele vê que perdeu muito tempo com coisas mais chatas do que ele esperava, mas pelo menos aprendeu como invocar portais e quais materiais poder usar para sacrificar ao invés de energia vital, coisa que humanos têm muito pouca para a magia, como ele podia usar ossos de galinha que ele foi juntando de alguns pratos de frango, e torrando pra secar e ter só o osso duro, assim ele compra o livro de magia que achou para poder estudar mais, então ele volta para a Rússia.

> 20/03/2014; Rússia.
 Ioann reencontra Dr. Vasla, que está junto com outro cientista, dessa vez americano, com um projeto de formar um super soldado artificial a partir de clonagens. "Finalmente, você está aqui", diz Vasla a Ioann, que não entende nada, e mesmo ele perguntando o que está a acontecer eles não respondem com exatidão, "É sério, tô ficando preocupado", diz o protagonista, realmente expressando desespero, mas então eles pegam uma seringa.
 "Essa coisa está esterilizada, né? Vocês não vão injetar nada de ilícito em mim como fizeram antes, não é?", dizia Ioann, e Dr. Vasla pega uma quantidade de sangue para encher a tal seringa usada, e logo os dois doutores colocam em um tubo de ensaio para conservar. "Isso será útil para nós, Ioann", o garoto tenta entender o porquê deles mudarem de assunto tão de repente mas na verdade foi que, enquanto Ioann viajou entre outros lugares do globo, Dr. Vasla conseguiu um contrato para fazer um experimento científico que poderá ser muito importante para os exércitos de todo o mundo, que são clones modificados e treinados.
 Ioann não entende o que aconteceu, e ainda quer entender aquilo, mas Vasla não liga, e diz que ele já está dispensado, então, soldados aparecem para puxar Ioann para fora do laboratório.

> 28/03/2014.
 Ioann continua como um militar na Rússia, treinando como sempre e sendo humilhado por não estar sendo o suficiente para o exército russo, independente da viagem. Em segredo, ele conseguiu treinar tabém suas magias de portais para outras dimensões e, com isso, ele não só consegue viajar mais longe em menos tempo, como também invocar criaturas desconhecidas com seus poderes, porém ele não sabe como fazer esses ataques com mais frequência, sem acabar se machucando no final.
 Com o livro que ele tem em mãos, ele testa invocar mais um portal, dessa vez com gestos de mão, palavras secretas e com alguns desenhos de runas, mesmo isso dando certo acaba dando também muito errado, destruindo um dos prédios do exército. Os homens estão indo descobrir o que está acontecendo e Ioann, com medo, foge.

> Estados Unidos da América.
 Ioann está agora na América, sem o que ele poderá fazer, só com seu livro e sua metralhadora, então ele procura por algum número de seu colega Bruno, e ligando para ele, Ioann descobre que Bruno está sendo perseguido pela polícia, então o jovem russo tem uma ideia: de se tornar membro da gangue de seu amigo americano, e assim eles serão imbatíveis.

Continua>>>

27 de nov. de 2025

Mitologia do Mundo Fantásico

 A mitologia a seguir mistura conteúdo de umas histórias antigas que eu fazia em cadernos de desenhar, e que infelizmente eu perdi, mas teria a ver com o atual Untitled 2019, ou com ideias que eu falava pro meu irmão de uma mitologia hipotética que eu tava inventando na época de adolescência, isso é tipo antes do The Fat Dragons pra vocês terem ideia do quão antigo, e que como muito tempo passou eu só retornei o que eu conseguia lembrar, e atualizei com o que eu sei ou poderia melhorar quanto a esoterismo, teologia das entidades ou coesão de uma das civilizações.

 No Mundo Fantásico, entre as civilizações de origem humana ou dos poucos monstros com sapiência, a tribo de destaque é a Majora Takan, ou Tribo Majora, um povo caracterizado por tradições de caça e seus guerreiros extremamente habilidosos, entre as artesãs as suas artes de maior destaque são principalmente as máscaras, cada uma customizada, nenhuma máscara era igual ainda que possam se parecer por inspiração, tradição familiar ou identidade de ordens menores na tribo.
 Seus deuses, assim como os deuses do Mundo Fantásico, aparentam personificar elementos muito simples, mas também fundamentais, como:
  • Fayratan, o deus do fogo, também associado à destruição e morte como aspecto negativo, mas à arte, sabedoria ou poder como aspecto positivo.
  • Aquatai, a deusa da água, seja dos rios, chuvas ou oceanos, associada à caça e pesca e também é uma padroeira dos partos e nascimentos.
  • Natraquan, a deusa das florestas, da colheita, fartura e aspecto feminino do elemento terra e o aspecto espiritual dos animais.
  • Buruqutuun, o deus das montanhas, da força física, da guerra e também aspecto masculino do elemento terra e o aspecto físico dos animais.
  • Unquan, deusa dos ventos, das tempestades, dos mensageiros, dos pássaros e insetos, e também deusa do casamento e da sorte por associarem ventos e o destino ambos a fios que só aqueles do Monte G'nung conseguiriam ver e só aqueles em Hasta podiam controlar.
  • Tanlnla (pronúncia: Tânl'un láh), deus do equilíbrio, dos ciclos e das leis, é dito como filho de Natraquan e Buruqutuun para intermediar por eles no concelho com Fayratan, Aquatai e Unquan, e por seu aspecto envolver leis, ele é patrono da justiça (leis humanas) e do tempo (pelos ciclos e, segundo exploradores dimensionais, as leis da física também, muitos talismãs de Tanlnla são lembrancinhas desses viajantes como proteção diplomática).
  • Neunqaqa (pronúncia: Neúncuaca (quando referida como deusa do amor e fertilidade) ou Neúncacua (como deusa da morte e medicina)), irmã de Tanlnla, deusa do amor, da fertilidade, mas também com aspectos da morte e da medicina, ela é uma interpretação da seguinte lenda:
    • Uma vez, Diago (um tipo de deus demônio do plano de Hila) decapitou o rei e duas rainhas dos deuses, e roubou suas cabeças, e os filhos desses três deuses tiveram que vingar seu pai e mães, empalar Diago e ressuscitar o pai e mães ao recuperar e montar suas cabeças.
    • Na vertente de Majora Takan, Neunqaqa e três filhas de Fayratan e Aquatai foram decapitadas (na lenda original, Diago matou o rei e as rainhas para os usurpar, na vertente de Majora Takan é por ciúme por ele não conseguir ter filhos), e enquanto ressuscitaram só a Neunqaqa com a cabeça de uma Coelha Lunar, uma espécie de coelhos filhos do Coelho Gigante Lunar, a própria Neunqaqa, enfurescida pelo instinto animal, esfolou Diago e jogou seu corpo de volta a Hila, e essa é a interpretação do Diago ser vermelho, enquanto outros povos acreditam no simbolismo do vermelho à violência e pecado, ou acham que é a pele queimada, para Majora Takan são músculos esfolados.
    • Ela carregando a cabeça das primas é ilustração dessa lenda, dando a entender que a própria também colou a cabeça de cada uma a seu corpo.
 A magia desse povo pode ser por feitiços elementais: Magia de fogo e de transmutação são devotas a Faratan, magias de água e de cura são devotas a Aquatai, alquimia de ervas e poções é devota a Natraquan e Neunqaqa, metalurgia, encantamento e clarividência de cristais são devotos a Buruqutun, magias de vento e velocidade são devotas a Unquan.
 Controlar o tempo como interpretamos a cronocinese atual são heresias contra o poder de Tanlnla, mas há feitiços permitidos como controlar o ciclo das plantas, do solo, induzir animais a crescerem (seja envelhecendo negativamente ou se fortalecendo com a idade) ou controlar ciclos de chuva e nuvens, como os grandes sacerdotes Majugs podem fazer.
 Majugs são sacerdotes desses deuses, e também de deuses menores e anciões que lideram a Tribo Majora, sendo mestres alquimistas, também podendo prever o futuro e podem induzir chuvas. Sacrifícios de animais podem fortalecer essas magias embora não sejam obrigatórios, e sacrifícios humanos são uma blasfêmia, pra alguns é porque os deuses veem isso como desrespeito à vida (mais que um assassinato criminoso ou uma traição), pra outros é porque os deuses não se alimentam de sangue ou almas humanas. Não tem magias específicas de Neunqaqa, ainda que a fertilidade estejam nas plantas de Natraquan, nos animais e humanos de Buruqutuun e no solo de Tanlnla.
 Os Majugs usam máscaras de touros negros com marcas vermelhas e galhadas verdes, em referência a Buquruqutuun (Buruqutuun seria algo como "grande rocha negra", e Buquruqutuun seria algo como "grande touro de rocha negra"), que não é criação exclusiva de Buruqutuun, ele também teve manufatura por Aquatai, Natraquan e Unquan, com Fayratan ajudando a abater essa grande fera com características mamíferas, répteis, aviárias, vegetais e de peixe, para um banquete para se recuperarem depois de sobreviverem a Saiol, como o banquete era longo porque a fera era gigante, pedaços dele se tornavam florestas, animais de diferentes tipos (uma parcela incluindo feras mágicas e os humanos, alguns interpretam que surgiram por influência do poder divino, como uma criação mais proposital, outros dizem que era inevitável já que Buruqutuun se dissolveu em múltiplas espécies) e até mesmo rios e mares, os olhos se tornaram o Sol (Sorok) e a Lua (Marak).
 No Mundo Fantático há quatro planos existenciais, ou pelo menos a interpretação desses planos:
  • Hasta: Transcendendo qualquer universo do plano físico, esse é um plano existencial da onde surgiu uma grande luz verde que transcende os outros planos, e há a entender que os Dragões Faro são as manifestações, ainda puras, mais fracas dessa luz, ainda que qualquer ser vivo e físico, desde que ainda existente, tem uma porcentagem fundamental dessa luz. Esse plano tem composições como a Cidade Dourada de Karqosya, a Floresta dos Segredos onde árvores são iluminadas pelo Bem e dão frutas de conceitos e ideias que mudam o plano físico, e câmaras e cavernas por onde a consciência viaja e convive os sonhos.
  • Gaia: Assim chamam, não só a Terra, mas dependendo de quem você perguntar também o plano material, enquanto outros irão chamar de Ëa, por exemplo, para Majora Takan, Ëa Milan é como eles chamam a Via Láctea desse mundo, que segundo o criacionismo desse mundo, vem de rios de leite de Aquatai, Natraquan e Unquan para nutrir seus filhos, e cujo leite em excesso se espalhou pelo céu em forma de rios, nessa história também seria a origem das Auroras Boreais, muito vistas perto do Monte G'nung, uma montanha tão alta que é usada como primeiro passo para visitar Hasta.
    • (Nota de rodapé): Inspirações minhas pra esse trecho misturam a mitologia grega envolvendo Hera dando leite a Hércules e interpretações japonesas da Via Láctea sendo um rio cósmico, com o nome Ëa baseado no deus sumério dos rios e da criação, e também Ëa que, nos livros de Tolkien, é o universo material.
  • Sorok e Marak: Os planos existenciais do Sol e da Lua, nesse mundo eles podendo ter vida: Marak podendo ter vida e arquitetura em sua superfície, sendo as marcas em forma de coelho um tipo de sigilo místico da Lua, e teriam os Coelhos Lunares que são feras devoradoras tão famintas que os deuses aprisionaram na Lua com um tipo de floresta cinzenta, enquanto Sorok tem vida e arquitetura dentro, como um plano dentro do Sol, e são relacionados a pássaros ou a Fênix.
  • Saiol: Um vazio primordial, inicialmente onde os deuses surgiram no meio dos chamados apenas de Ossanos, entidades em forma de ossos (algo como seres que nunca viram a vida mesmo que se alimentem da morte, e por isso se alimentavam de deuses antes de serem afastados pelos deuses liderados por Faratan e Aquatai), e depois Saiol se tornou tanto um abismo de monstros rejeitados quanto um mundo dos mortos.
  • Hila: O Inferno, por onde foram lançados os Ossanos e o deus Diago (que tentou declarar guerra aos outros deuses após eles escolherem acolher os humanos ao invés de deixá-los à própria sorte contra os animais e os monstros). Esse plano existencial não é necessariamente fogo ou rios ferventes, embora tenha e isso aqueça esse plano, mas há torturas tão violentas, demoradas e dolorosas que é reservada para os piores mortos porque isso dá dor a Diago, desmonta os Ossanos e nenhum vivo sobreviveria nem a ouvir ou ler com detalhes.
 Dentre os deuses e as deusas, a única registrada que se tornou uma deusa - além de mãe de um grande profeta que, independente de seus nomes que variem entre culturas ele é sempre conhecido como "O Rei Ungido" ou "O Novo Livro" ou "O Verdadeiro Caminho da Vida" - foi Amaquan Naythla, conhecida mundialmente como Virgo, era uma mulher humilde e jardineira que foi visitada por Tanakha (ou no caso, uma manifestação do mesmo, uma entidade que personifica o plano material e a escuridão que existiu junto com a luz verde, e não é uma entidade ruim, é apenas um tipo de "deus da falta", enquanto a luz é o "tudo divino"), eles conviveram juntos, Tanakha melhorou a vida e fortunas dela, e em seus últimos dias, lhe prometeu uma coisa, em que o filho deles terá uma vida saudável e será um grande mestre em troca dela ascender ao Hasta, e seu filho ser cuidado por um carpinteiro humilde que ela nunca teve a chance de namorar ou se casar antes, e ela aceitou essa proposta, já que seu filho estaria seguro e, se ele morrer, ele sendo um semideus inevitavelmente poderia ir ao mesmo reino que ela.
 Geralmente os mortos, mesmo bons, iam a Saiol, mas Virgo, com as plantas da Floresta dos Segredos, criou um jardim por onde conviveriam as almas boas e também os heróis de guerra ou as vítimas de injustiças, e pelas rosas vermelhas serem suas plantas favoritas, povos como Majora Takan usam rosas para perfumar suas casas e proteger jardins de entidades malignas, muitos curandeiros de Natraquan cultivam flores medicinais, oleiros de Fayratan esculpem ou pintam rosas como símbolos femininos e de cura, e fazendeiros de Buqutuun têm talismãs de rosas para proteger seu gado de predadores e proteger as plantações de pragas, e por isso insetos que devoram pragas, como as joaninhas, são associados a Virgo.