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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

21 de abr. de 2026

Untitled 2014, episódio 6

[link do episódio anterior: aqui]
[Aliás eu também vou tentar usar mais ainda os personagens e entidades do folclore brasileiro, junto com um personagem inspirado no livro do Mario de Andrade ainda que com liberdades criativas próprias]

> ??/??/2014; Piauí.
"Ai ai, que maresia, que preguiça"
 Macunaima Silva, um jovem que saiu de Xique-Xique, porque depois de ter perdido muito dinheiro em Jogo do Bicho porque confiou demais na própria sorte e a mulher e a mãe dele o expulsaram da casa que ele morava, ele tá assumindo uma vida nômade e errante, no meio do caminho ele acha um canto do Parnaguá onde estava um homem baixinho, forte apesar do corpo pequeno e deformado, e com uma barba ruiva, e que parecia ter rejuvenescido logo na sua frente.
Macunaima: Oxe, meu rei, quem é ocê?
Barba Ruiva: Barba Ruiva, filho do lago, o que um mero humano tá fazendo aqui?
Macunaima: É... eu acho que só tô de saída, tô num barril fudido.
Barba Ruiva: É bom então você sair logo, afinal você não sabe o que te espera.
Macunaima: Eu concordo, mas... Isso é o seu nome ou o seu cargo? Eu nunca vi um nêgo chamado Pele Preta.
Barba Ruiva: TE ARRETA!
 Macunaima, assustado com a voz alta, mas firme e grossa como um trovão, vai embora, tropeça, mas ainda corre, enquanto ainda carrega o seu bastão ou o seu saco, à procura de onde fugir dele, afinal, Barba Ruiva só possui tanta ligação com o lago e pouca paciência com os humanos porque a mãe dele o largou no lago, considerado uma aberração por seu cabelo vermelho e corpo deformado.
 Porém, o que dá pra considerar humano que Barba Ruiva teve tanto carinho foi a Segunda Iara, uma bela sereia, que diferente da Primeira Iara, uma guerreira amaldiçoada por seu pai e jogada ao Rio Amazonas por se vingar eliminando seus irmãos, a Segunda Iara foi uma sereia fluviano gentil, amaldiçoada após ser caçada por uma tribo rival e salva pela Mãe d'Água, e que esses tiveram filhos, em forma de sereias de cabelo vermelho.

> floresta amazônica.
 Conforme a natureza mágica foi se desenvolvendo, e a América do Sul resistiu a uma Guerra Mundial, não só os magos se uniram em diferentes pontos do Brasil por motivos já citados, mas também também as entidades da Mata Atlântica aos poucos foram se agrupando para enfrentar boa parte das forças da empresa misteriosa, que além de seus dispositivos só se sabe em parte o nome dessa tal empresa: Salomona.
 Iaraboia, que os locais duvidam se é essa ou uma posterior a Terceira Iara pois séculos atrás ocorreram duas mulheres que faleceram em algum rio (sendo Iaraboia perseguida por seu marido e seus cunhados após ser acusada falsamente por seu filho de trair o pai dele com um amante, e caindo no rio enquanto fugia), está atualmente liderando as Filhas de Iara, lindas sereias descendentes de Barba Ruiva e Segunda Iara, que possuem sua própria sociedade entre os rios brasileiros e, mesmo só podendo se mover sob a água, não morrem fora dela pois de certa forma são mamíferas, e desenvolvendo ferramentas, são eficientes na pesca e em gerenciar os rios, por sua vez quebrando os dispositivos que desviavam a água para a Salomona ou as circulações que esfriavam as máquinas, assim como um grupo menor era preparado para evitar que qualquer sujeira se espalhe mesmo que por acidente ou por algum plano sair pela culatra.
 Já a Caipora, junta com animais disponíveis, ao invadir uma fábrica menor acabou encontrando e resgatando as pessoas que antes estavam trabalhando em turnos excessivos, mais longos que o normal e dolorosos, com o fato deles não serem assalariados sendo um agravante, porém como a fábrica era registrada como terceirizada e não algo próprio da Salomona, no processo foi tão rápido e direto terem fechado a fábrica que isso piorou as suspeitas principalmente para a organização ambientalista nessa época ainda crescente.
 Macunaimba em uma cidade próxima ouviu, leu notícias sobre o caso, mas parecia não se importar porque, pra ele, não parecia que ia afetar ele, até quando ele foi beber a água de uma torneira pública e ela tava com sabor de fluido de pilha velha.

> 27/06/2016; Botucatu, São Paulo.
Tales: Eu tô falando, eu encontrei um molequinho, baixinho e escuro, tentando me atacar com ventos.
Sutefani: Mas tem um tipo de mago desse jeito?
Marcos: Não é um mago, é um Saci.
Ioann: O que? Um? Tipo, indefinido mesmo?
Márcio: Sacis são espíritos dos ventos, alguns meio pássaro mas sempre de apenas uma perna, eles voam em ventanias.
Tales: Eu consegui acertar ele com uma granada, e depois tentei sair na porrada com ele.
Mateus: Caraca! Isso deve ter sido demais! Será que vocês aguentariam parar um lobisomem transformado?
 O grupo estava conversando enquanto caminhava numa mata isolada, na Avenida José Ítalo Bacchi, por onde vai levar eles para a vila uraniana que precisam visitar, até que um grupo de chupa-cabras vindos de uma época de reprodução e infestação bem maiores começavam a nos perseguir, na teoria seria fácil.
Sutefani: Ah, vai ser moleza, só o Ioann desenhar um dinossauro pra devorar esses...
Ioann: Mas eu não trouxe o meu lápis mágico.
Sutefani: Que!? Como assim? Você deixa tão longe de você a arma mais poderosa que a gente já encontrou?
Ioann: Já temos magia mesmo.
Tales: Ah, que se foda!
Marcos: E então, esses bichos tão ameaçados nesse período do ano?
Márcio: Não, senhor Marcos, tem quantidade pra não ser preocupante pra espécie deles.
Mateus: Ah, que ótimo socar uns chupa-cabras, e...
 Logo quando eles iam sacar seus bastões elementais, e o Marcos e Mateus colocam cada um uma faixa dos ventos na testa e Márcio ia passar pra Sutefani, a Sutefani vê alguns segundos no futuro uma figura misteriosa atacando aquelas coisas, enquanto ela desacelera o tempo com o poder de seu Olho Rosa do Tempo, o que dá tempo para Ioann e Mateus lançarem umas esferas pequenas de fogo que atingem 2 dos 18 chupa-cabras, e Márcio e Mateus em conjunto criarem uma fissura no chão que dispara água em alta pressão sob outros 5 deles, e Tales, vendo uma criatura estranha ao ligar a lanterna onde estava tão pouco iluminado na avenida à noite, grita pra todos, "Correm!", e eles indo para um lugar mais escondido antes do tempo voltar ao normal, viam um lobisomem rosnando enquanto devorava os chupa-cabras.
Ioann: Eu achava que lobisomens eram menores!
Mateus: Os lobisomens gregos e franceses são, mas os brasileiros são realmente maiores.
Mateus: Agora eu entendi por que o meu avô ostentava seus relatos de enfrentar um lobisomem num Quaresma no Ceará.
 Uma voz ecoava, "Tá bom, cessar", o lobisomem descia e sumia, depois se levantava Miguel Luna, acalmando, o Mateus fica bravo com ele e reclama com Miguel sobre o susto.
Mateus: Caralho, cuzão, cê quer matar noiz do coração, meoh!? Que isso?
Ioann: Como ele destransformou?
Márcio: É comum uma coleira nos lobisomens pra reprimir a transformação, tem alguém controlando.
Tales: Mas quem controlaria um lobisomem pra caçar chupa-cabras convenientemente aqui?
Sutefani: Para de olhar pros dentes do cavalo dado, Tales, seu ingrato!
Tales: Não é ingrato não, só... é tão estranho.
Mateus: Mas e aí? Quem mais está com você?
Miguel: Eu estranhei vocês terem demorado, então eu e umas colegas seguimos vocês numa força tarefa.
O resto do grupo: Que!?
 Um grupo bem pequeno, umas 5 Icamiabas, com fuzis Imbel A2 customizados, caracterizados pela estampa de onça como identidade natural delas pois são guerreiras descendentes da Primeira Iara, cujas filhas diretas dela em forma de sereia foram uma tribo de guerreiras femininas. Como são mulheres tão mais fortes e com características de peixe, uma boa parcela delas migrou para ou tem bases nas vilas uranianas e favelas netunianas e inclusive pela força e competência delas com a coordenação dos magos elas diminuíram muito a criminalidade mesmo de áreas afastadas e arriscadas, por isso só 5 delas parecia até mesmo muito segundo o Miguel e o Márcio.
 Mesmo grupo de Ioann e companhia até são bem recebidos com uns pastéis de frango ou queijo, e fatias cúbicas de bolo de cenoura cobertas de chocolate 70% cacau na face de cima, já o Mateus, Marcos e Miguel conversam com o grupo de Icamiabas sobre os avanços geográficos e o impacto negativo da Salomona contra os territórios florestais e que falta pouco para derrubá-la e impedir que isso volte ainda pior que no começo.

Continua>>>