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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

27 de nov. de 2025

Mitologia do Mundo Fantásico

 A mitologia a seguir mistura conteúdo de umas histórias antigas que eu fazia em cadernos de desenhar, e que infelizmente eu perdi, mas teria a ver com o atual Untitled 2019, ou com ideias que eu falava pro meu irmão de uma mitologia hipotética que eu tava inventando na época de adolescência, isso é tipo antes do The Fat Dragons pra vocês terem ideia do quão antigo, e que como muito tempo passou eu só retornei o que eu conseguia lembrar, e atualizei com o que eu sei ou poderia melhorar quanto a esoterismo, teologia das entidades ou coesão de uma das civilizações.

 No Mundo Fantásico, entre as civilizações de origem humana ou dos poucos monstros com sapiência, a tribo de destaque é a Majora Takan, ou Tribo Majora, um povo caracterizado por tradições de caça e seus guerreiros extremamente habilidosos, entre as artesãs as suas artes de maior destaque são principalmente as máscaras, cada uma customizada, nenhuma máscara era igual ainda que possam se parecer por inspiração, tradição familiar ou identidade de ordens menores na tribo.
 Seus deuses, assim como os deuses do Mundo Fantásico, aparentam personificar elementos muito simples, mas também fundamentais, como:
  • Fayratan, o deus do fogo, também associado à destruição e morte como aspecto negativo, mas à arte, sabedoria ou poder como aspecto positivo.
  • Aquatai, a deusa da água, seja dos rios, chuvas ou oceanos, associada à caça e pesca e também é uma padroeira dos partos e nascimentos.
  • Natraquan, a deusa das florestas, da colheita, fartura e aspecto feminino do elemento terra e o aspecto espiritual dos animais.
  • Buruqutuun, o deus das montanhas, da força física, da guerra e também aspecto masculino do elemento terra e o aspecto físico dos animais.
  • Unquan, deusa dos ventos, das tempestades, dos mensageiros, dos pássaros e insetos, e também deusa do casamento e da sorte por associarem ventos e o destino ambos a fios que só aqueles do Monte G'nung conseguiriam ver e só aqueles em Hasta podiam controlar.
  • Tanlnla (pronúncia: Tânl'un láh), deus do equilíbrio, dos ciclos e das leis, é dito como filho de Natraquan e Buruqutuun para intermediar por eles no concelho com Fayratan, Aquatai e Unquan, e por seu aspecto envolver leis, ele é patrono da justiça (leis humanas) e do tempo (pelos ciclos e, segundo exploradores dimensionais, as leis da física também, muitos talismãs de Tanlnla são lembrancinhas desses viajantes como proteção diplomática).
  • Neunqaqa, irmã de Tanlnla, deusa do amor, da fertilidade, mas também com aspectos da morte e da medicina, ela é uma interpretação da seguinte lenda:
    • Uma vez, Diago (um tipo de deus demônio do plano de Hila) decapitou o rei e duas rainhas dos deuses, e roubou suas cabeças, e os filhos desses três deuses tiveram que vingar seu pai e mães, empalar Diago e ressuscitar o pai e mães ao recuperar e montar suas cabeças.
    • Na vertente de Majora Takan, Neunqaqa e três filhas de Faratan e Aquatai foram decapitadas (na lenda original, Diago matou o rei e as rainhas para os usurpar, na vertente de Majora Takan é por ciúme por ele não conseguir ter filhos), e enquanto ressuscitaram só a Neunqaqa com a cabeça de uma Coelha Lunar, uma espécie de coelhos filhos do Coelho Gigante Lunar, a própria Neunqaqa, enfurescida pelo instinto animal, esfolou Diago e jogou seu corpo de volta a Hila, e essa é a interpretação do Diago ser vermelho, enquanto outros povos acreditam no simbolismo do vermelho à violência e pecado, ou acham que é a pele queimada, para Majora Takan são músculos esfolados.
    • Ela carregando a cabeça das irmãs é ilustração dessa lenda, dando a entender que a própria também colou a cabeça de cada uma a seu corpo.
 A magia desse povo pode ser por feitiços elementais: Magia de fogo e de transmutação são devotas a Faratan, magias de água e de cura são devotas a Aquatai, alquimia de ervas e poções é devota a Natraquan e Neunqaqa, metalurgia, encantamento e clarividência de cristais são devotos a Buruqutun, magias de vento e velocidade são devotas a Unquan.
 Controlar o tempo como interpretamos a cronocinese atual são heresias contra o poder de Tanlnla, mas há feitiços permitidos como controlar o ciclo das plantas, do solo, induzir animais a crescerem (seja envelhecendo negativamente ou se fortalecendo com a idade) ou controlar ciclos de chuva e nuvens, como os grandes sacerdotes Majugs podem fazer.
 Majugs são sacerdotes desses deuses, e também de deuses menores e anciões que lideram a Tribo Majora, sendo mestres alquimistas, também podendo prever o futuro e podem induzir chuvas. Sacrifícios de animais podem fortalecer essas magias embora não sejam obrigatórios, e sacrifícios humanos são uma blasfêmia, pra alguns é porque os deuses veem isso como desrespeito à vida (mais que um assassinato criminoso ou uma traição), pra outros é porque os deuses não se alimentam de sangue ou almas humanas. Não tem magias específicas de Neunqaqa, ainda que a fertilidade estejam nas plantas de Natraquan, nos animais e humanos de Buruqutuun e no solo de Tanlnla.
 Os Majugs usam máscaras de touros negros com marcas vermelhas e galhadas verdes, em referência a Buquruqutuun (Buruqutuun seria algo como "grande rocha negra", e Buquruqutuun seria algo como "grande touro de rocha negra"), que não é criação exclusiva de Buruqutuun, ele também teve manufatura por Aquatai, Natraquan e Unquan, com Fayratan ajudando a abater essa grande fera com características mamíferas, répteis, aviárias, vegetais e de peixe, para um banquete para se recuperarem depois de sobreviverem a Saiol, como o banquete era longo porque a fera era gigante, pedaços dele se tornavam florestas, animais de diferentes tipos (uma parcela incluindo feras mágicas e os humanos, alguns interpretam que surgiram por influência do poder divino, como uma criação mais proposital, outros dizem que era inevitável já que Buruqutuun se dissolveu em múltiplas espécies) e até mesmo rios e mares, os olhos se tornaram o Sol (Sorok) e a Lua (Marak).
 No Mundo Fantático há quatro planos existenciais, ou pelo menos a interpretação desses planos:
  • Hasta: Transcendendo qualquer universo do plano físico, esse é um plano existencial da onde surgiu uma grande luz verde que transcende os outros planos, e há a entender que os Dragões Faro são as manifestações, ainda puras, mais fracas dessa luz, ainda que qualquer ser vivo e físico, desde que ainda existente, tem uma porcentagem fundamental dessa luz. Esse plano tem composições como a Cidade Dourada de Karqosya, a Floresta dos Segredos onde árvores são iluminadas pelo Bem e dão frutas de conceitos e ideias que mudam o plano físico, e câmaras e cavernas por onde a consciência viaja e convive os sonhos.
  • Gaia: Assim chamam, não só a Terra, mas dependendo de quem você perguntar também o plano material, enquanto outros irão chamar de Ëa, por exemplo, para Majora Takan, Ëa Milan é como eles chamam a Via Láctea desse mundo, que segundo o criacionismo desse mundo, vem de rios de leite de Aquatai, Natraquan e Unquan para nutrir seus filhos, e cujo leite em excesso se espalhou pelo céu em forma de rios, nessa história também seria a origem das Auroras Boreais, muito vistas perto do Monte G'nung, uma montanha tão alta que é usada como primeiro passo para visitar Hasta.
    • (Nota de rodapé): Inspirações minhas pra esse trecho misturam a mitologia grega envolvendo Hera dando leite a Hércules e interpretações japonesas da Via Láctea sendo um rio cósmico, com o nome Ëa baseado no deus sumério dos rios e da criação, e também Ëa que, nos livros de Tolkien, é o universo material.
  • Sorok e Marak: Os planos existenciais do Sol e da Lua, nesse mundo eles podendo ter vida: Marak podendo ter vida e arquitetura em sua superfície, sendo as marcas em forma de coelho um tipo de sigilo místico da Lua, e teriam os Coelhos Lunares que são feras devoradoras tão famintas que os deuses aprisionaram na Lua com um tipo de floresta cinzenta, enquanto Sorok tem vida e arquitetura dentro, como um plano dentro do Sol, e são relacionados a pássaros ou a Fênix.
  • Saiol: Um vazio primordial, inicialmente onde os deuses surgiram no meio dos chamados apenas de Ossanos, entidades em forma de ossos (algo como seres que nunca viram a vida mesmo que se alimentem da morte, e por isso se alimentavam de deuses antes de serem afastados pelos deuses liderados por Faratan e Aquatai), e depois Saiol se tornou tanto um abismo de monstros rejeitados quanto um mundo dos mortos.
  • Hila: O Inferno, por onde foram lançados os Ossanos e o deus Diago (que tentou declarar guerra aos outros deuses após eles escolherem acolher os humanos ao invés de deixá-los à própria sorte contra os animais e os monstros). Esse plano existencial não é necessariamente fogo ou rios ferventes, embora tenha e isso aqueça esse plano, mas há torturas tão violentas, demoradas e dolorosas que é reservada para os piores mortos porque isso dá dor a Diago, desmonta os Ossanos e nenhum vivo sobreviveria nem a ouvir ou ler com detalhes.
 Dentre os deuses e as deusas, a única registrada que se tornou uma deusa - além de mãe de um grande profeta que, independente de seus nomes que variem entre culturas ele é sempre conhecido como "O Rei Ungido" ou "O Novo Livro" ou "O Verdadeiro Caminho da Vida" - foi Amaquan Naythla, conhecida mundialmente como Virgo, era uma mulher humilde e jardineira que foi visitada por Tanakha (ou no caso, uma manifestação do mesmo, uma entidade que personifica o plano material e a escuridão que existiu junto com a luz verde, e não é uma entidade ruim, é apenas um tipo de "deus da falta", enquanto a luz é o "tudo divino"), eles conviveram juntos, Tanakha melhorou a vida e fortunas dela, e em seus últimos dias, lhe prometeu uma coisa, em que o filho deles terá uma vida saudável e será um grande mestre em troca dela ascender ao Hasta, e seu filho ser cuidado por um carpinteiro humilde que ela nunca teve a chance de namorar ou se casar antes, e ela aceitou essa proposta, já que seu filho estaria seguro e, se ele morrer, ele sendo um semideus inevitavelmente poderia ir ao mesmo reino que ela.
 Geralmente os mortos, mesmo bons, iam a Saiol, mas Virgo, com as plantas da Floresta dos Segredos, criou um jardim por onde conviveriam as almas boas e também os heróis de guerra ou as vítimas de injustiças, e pelas rosas vermelhas serem suas plantas favoritas, povos como Majora Takan usam rosas para perfumar suas casas e proteger jardins de entidades malignas, muitos curandeiros de Natraquan cultivam flores medicinais, oleiros de Fayratan esculpem ou pintam rosas como símbolos femininos e de cura, e fazendeiros de Buqutuun têm talismãs de rosas para proteger seu gado de predadores e proteger as plantações de pragas, e por isso insetos que devoram pragas, como as joaninhas, são associados a Virgo.