Blog do dia

Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

20 de jun. de 2024

Coisas Específicas, Monstros e Horror

Esse vai ser um outro blog em que eu vou metralhar vocês com curiosidades bestas sobre cultura e espécies ao redor do mundo porque, além d'eu ter foco nesses assuntos, também faltava algumas coisas pra eu falar já que não tava cabendo.

Primeiro vou falar sobre um esporte bem específico e que é bastante jogado na América do Norte mas aqui no Brasil você talvez só tenha ouvido falar em aulas de educação física, que é o Lacrosse, é um esporte que funciona de forma similar ao Hóquei, mas em vez de um disco é uma bolinha, e em vez de tacos é usada uma rede chamada de Crosser, e as arenas, como são em terra com grama, não se diferem de campos de futebol normal. Esse esporte é mais conhecido no Norte por causa dos nativos dessas terras que jogavam, e que isso foi herdado com o tempo nos EUA e Canadá. Só pra terem noção do quanto o esporte mudou, os nativos jogavam em campos de centenas de metros a quilômetros só de comprimento (se pá por isso o Sandman em JJBA SBR é tão rápido, o cara era craque em Lacrosse). E pra terminar, "Lacrosse" vem de "La Crosse", um tipo de bastão usado por bispos, mas que depois de um tempo se tornou o nome da rede e desse esporte, mas há nomes alternativos como "Baggataway" e "Tewaarathon", que combinavam palavras nativas e inglesas.

Outro esporte interessante, mas dessa vez menos conhecido e que é praticado na Europa, especificamente nas Ilhas Canárias - que curiosamente, esse nome é baseado nos Cães-Canários, uma cruza espanhola de cachorros -, que é o Salto do Pastor, que por sua vez tem esse nome baseado numa prática que pastores de cabras tinham que aprender pra poder guiar cabras em terrenos tão irregulares e íngremes, mas depois de um tempo, os pastores foram precisando cada vez menos guiar as cabras a pé, e a prática foi reutilizada como uma prática esportiva canária.
Acho bem bonitinhos cachorros grandes, e sobre o que ilustrar sobre esse tal Salto do Pastor foi meio difícil pra eu selecionar as fotos, mas escolhi essa pela vibe de print de filme do Michael Bay ou do Zack Snyder. Outra curiosidade que dá pra falar também, aproveitando que falei sobre América do Norte e cachorros, é o Cachorro Quente, especificamente porque, embora tenha sido um sanduíche inventado por alemães, e popularizado dos séculos XIX a XX por causa de imigrantes que sabiam dessa receita, o nome exato tem algo mais a ver com os Estados Unidos, e eu já achei umas três versões disso, claramente porque teorias foram criadas, afinal, quem ia se importar naquela época de saber como o nome mudou/surgiu? Enfim, as teorias eram:
  • Em uma, o cachorro-quente antes era "Dachshund", ou "Hot Dachshund", mas depois de um tempo, vendedores de cachorros-quentes em estádios (que nem você vê aos montes em sitcons e desenhos) chamavam de "Hot Dog" porque era mais rápido e fácil de falar.
  • Em outra, havia rumores no século XIX de que o cachorro-quente era feito de carne de cachorro, o que não faz sentido, há muita piada de pastel de frango no Brasil e nem por isso chamamos de "pastel de pombo" ou "pombel".
  • Na terceira, é que o cartunista Tad Dorgan fez uma charge humorística de um cachorro-salsicha (ou Dachshund) como se fosse literalmente (não só um comparativo) um cachorro-salsicha.
Falando em pastel, o pastel pode ter duas origens, igualmente a ver sobre imigrantes asiáticos: Uma é chinesa, com os Rolinhos-Primavera, que na China esses são um tipo de pão recheado com vegetais, queijo, e a carne que, no Brasil, ficou mais popular, aí pode ter inspirado o pastel quadrado/retangular; Já a segunda é japonesa, em que imigrantes do Japão, seja refugiados ou disfarçados depois da Segunda Guerra, que faziam Guiozas, uma guloseima também à base de massa e também com recheios variáveis, esse é a base do pastel redondo ou em forma de meia-lua.
Aí algo legal que o Japão trouxe pro Brasil além de mangás, Karatê, Jiu-Jitsu e Judo (duas dessas artes marciais são melhor dominadas pelos brasileiros, mas tiveram origens japonesas).

Agora um assunto bem fora desses assuntos de curiosidades do mundo, e mais a ver com uma experiência pessoal, que é de um desafio que tive que fazer numa aula de 2 de Maio desse ano, em que a professora estava ensinando a diferença entre empatia e simpatia:
  1. Empatia: Sentir as emoções e sensações do próximo.
  2. Simpatia: Simplesmente gostar ou apresentar boas opiniões sobre o próximo.
  3. Por sua vez, gostar de algo ou alguém nem sempre quer dizer que a pessoa entende.
Aí o desafio em específico era de ir à sala do TI da faculdade, pedir o papel pra sala e levar pra sala de aula. No meu caso foi pra ir de cadeira-de-rodas (curiosamente a professora me selecionou pra essa situação porque julgou que eu era bem forte) pra sala, e voltar com a mesma, e a subida era muito difícil porque demorei pra entender que não era pra eu rodar as rodas da cadeira, e sim um suporte que tem junto das rodas, que era mais leve e menos doloroso (e mais limpo também, de tanto girar a roda pelo pneu minha mão ficou preta de tão suja), mas depois de lavar a mão e usar a cadeira de rodas o desafio saiu certinho. Curiosamente a cadeira não caber na porta do TI a professora até usou de exemplo pra explicar uma das dificuldades que um cadeirante pode ter.

Ok, voltando às curiosidades mundiais. Eu vou usar como base um desenho que eu fiz que era tunando uns designs de Supernatural que eu achei ridículos, e usarei a auto-análise dos desenhos como base pra falar sobre algumas das criaturas. O que quer que eu já tenha falado antes eu vou só explicar o porquê dos redesigns.
  • Vampiro: Eu adicionei as presas mais expostas (tipo a Porfiria, mas com dentes afiados), unhas pontudas e um cabelo claro, que se esse desenho fosse colorido eu adicionaria vermelho ou branco (ambos cabelos relacionados a vampiros.
  • Lobisomem: Eu só criei a transformação mais lupina, porque eu achava até mesmo ofensivo pra caracterização dos lobisomens de Supernatural a transformação deles serem apenas "humanos feios", algo tipo o Dentes-de-Sabre. "Ah, mas não ia ter dinheiro pra CGI", vocês já ouviram falar de maquiagem e figurino? Ou pra fã de Supernatural efeito prático é coisa das cavernas?
  • Metamorfo: Eu separei a forma humana como parte do poder dele, de se passar por humanos e trocar de peles pra mudar a forma, de uma forma monstruosa (baseada em Analog Horrors) que seria a forma sem pele. Metamorfos (Shapeshifters) pelo que entendi são baseados em Doppelgangers, um tipo de entidade maligna que se passaria pela pessoa que representa, e que se a pessoa de verdade encontrá-la, ela morre ou é amaldiçoada.
  • Fúria: Achei de boa o detalhe de serem monstros humanos com lâminas ósseas, mas pra deixar mais estranho, só precisei desenhar com os olhos pretos. Fúria pode se referir tanto a um tipo de fantasma puto após a morte, como também tem em World of Darkness, quanto à versão romana das Erínias, que são entidades que punem vingativos (Alecto), infiéis (Megera; inclusive daí a origem do nome "megera" pra definir mulheres com muito rancor e ciúme) e assassinos (Tisífone), então sim, os olhos pretos ainda têm um simbolismo de vazio e ódio.
  • Vetala: Pelo que eu vi é tipo um vampiro-dragão da mitologia hindu, que pode ser tanto espíritos que possuem corpos quanto os próprios corpos ressuscitados em forma de monstro, o que ocorreria, segundo a lenda, se não houver um funeral digno pra pessoa. Eu adicionei partes de cobra mais aparentes que o que tinha em Supernatural (de novo, na série os monstros só parecem pessoas feias ou que ficam feias quando tão mais fortes) e um tipo de pinta na testa, baseada no Bindi, um símbolo comum em mulheres casadas, um pontinho vermelho feito de um pó de açafrão chamado Kum Kum. O vestido eu tentei me basear na moda indiana mas saiu muito simples.
  • Castiel: O anjo co-protagonista da série, e só pra dar mais detalhes de anjo, mas ainda mantendo a parte simples, eu só adicionei asas com adornos e um sigilo na camisa, considerando que sigilos são os símbolos usados pra evocar anjos, gênios ou demônios.
  • Wendigo: Pode parecer que eu me baseei em Analog Horror de novo, mas na verdade o jeito do rosto eu me baseei em algumas ilustrações do Slender Man, e junto adicionei os chifres de alce. Wendigo é um monstro do folclore nativo-americano, das tribos algonquinas, geralmente descrito como um monstro meio alce e meio humano, que só se alimenta de carne humana.
  • Skinwalker: Achei sem graça esse monstro no Supernatural ser só humanos transformados em cachorros, afinal, na mitologia Navajo original, Skinwalkers eram bruxas malignas que extraíam poder dos animais dos quais vestiam sua pele, o que com o tempo foi interpretado como um poder de mudar de forma, como naqueles vídeos do Youtube e Tik Tok sobre animais andando de forma bípede, como vídeos estranhos de ursos andando em pé ou esses vídeos de um cachorro de três patas andando em pé que me deram arrepios, que eu vi a partir do Knuppy, o que me fez adicionar apenas o fato de que o Skinwalker "melhorado" do diagrama pode andar em pé, o que numa série com foco em terror de monstros ficaria bem medonho com a ambientação certa.
  • Ōkami: Vindo de Inari Ōkami, um kami japonês das raposas, do arroz e da fertilidade, que tem como avatar uma raposa branca, e eu achei desrespeitoso uma entidade tão foda da mitologia Tao japonesa ser só um monstro genérico em forma de mulher feia. Por isso adicionei detalhes tipo uma Kemonomimi (algo como uma personagem metade furry e metade humana), com olhos grandes, cabelo humano, um corpo esguio e mais leve que o do lobisomem transformado, e sem cauda, o que inclusive me levou a adicionar a cauda no lobisomem do redesign pra ficar ainda menos repetitivo.
  • Gênio: Não tive muito do que adicionar nos Djinn porque eles já têm um design muito incrível, então eu só fiz ele musculoso. Os Djinn mais legais são os com maior porte físico, mesmo se for músculo ou gordura. O poder dos Djinn na mitologia árabe é a de tanto serem fortes pra serviços manuais quanto controlar magia pra criar recursos pra seus chefes, e eles são na mitologia árabe o que os anjos são pros abraâmicos e o que os daemons são pra gregos e romanos, ou talvez o que os elfos são pros nórdicos e as fadas são pros celtas, mas acho que tô indo muito longe, e o poder de realizar desejo vem do livro de Aladdin nas Mil e Uma Noites, embora que no livro tenha dois gênios (um mais fraco pra serviços manuais e um mais forte que realizava desejos, mas eram desejos infinitos), o Gênio do filme da Disney podia realizar só três desejos, o que pra falar a verdade foi um nerf interessante e até teve um impacto no conceito de Djinns (tô especificando que são Djinns porque há mais categorias de Gênios, como os Ifrits - gênios demoníacos de fogo, sendo o líder deles o Iblis, uma contraparte islâmica de Lúcifer - e Ghouls - gênios malignos que se alimentam de carne humana e que inspirou o conceito de Tokyo Ghoul). Os Djinn de Supernatural não controlam a realidade pelo que eu saiba, mas seria interessante haver algo como contratos/pactos (realizar desejos com um custo).
  • Dragão: Eu desenhei eles de forma bem animal e similar ao dragão medieval, afinal, além de desrespeitoso que nem fizeram com a Ōkami, também é um roteiro preguiçoso pior que o que teve no filme do Flash que teve ano passado, porque usaram a ideia dos dragões mudarem de forma como desculpa pra eles terem forma humana, o que pra mim é pros dragões de Supernatural o que a pele que brilha no sol é pros vampiros de Crepúsculo. Fiz um design com e sem asas, pra indicar que o máximo que teriam como poder de mudar de forma é o pra criar e retrair asas, e se desse pra adicionar mais coisas, daria pra desde fazer o mesmo com as garras (assim como leões e tigres, que são ambos base pras patas de dragão de várias histórias) ou mudar de cor (assim como os camaleões, aproveitando que dragões são baseados em répteis)
[Curiosidade louca: Dragões-de-Komodo já foram considerados uma lenda por muito tempo, sempre descritos como "feras similares a dragões" que habitavam a ilha de Komodo, na Indonésia, até o animal começar a ser catalogado em 1910, esse animal raramente ataca humanos, embora seja bem venenoso]
  • Fênix: Eu mantive o design humano por um motivo experimental que era de testar a forma humana ainda com um estilo de Fênix: Extravagante, elegante, com tema aviário, como ilustrei no Olho de Horus no rosto (assim como a Fênix grega é tanto baseada na Benu da mitologia egípcia quanto uma entidade egípcia por si só), e se esse desenho fosse colorido, eu iria encher de cores, com um terno arco-íris como eu já fiz pro Turbalani e a Luna Pleine em Projeto Dream, a capa amarela e azul como a cauda de pavão, e um cabelo ruivo similar a um padrão de fogo. De quebra vou falar do Elias Flinch (uma fênix cowboy do passado) já aqui: Eu já gostei do estilo dele no original, então só adaptei pro redesign das Fênixes do diagrama.
  • Caim: Eu só adicionei um terno a ele, mas sobre a faca, eu fiz como uma faca asteca com lâmina de obsidiana, pra adicionar simbolismos da própria obsidiana, já que por ser um mineral vulcânico, é associado ao fogo, um elemento considerado primordial pra natureza e pra humanidade, diferente do design vazio como uma faca de prata que aparece na série, ou uma faca de mandíbula como é normalmente reconstruída. Obsidiana é um tipo de pedra especial, enquanto Caim é sempre descrito como alguém que matou Abel com uma pedra, tanto que na mesma Bíblia diz que Caim morreu com uma pedra caindo sobre ele, como se o que ele tivesse feito virasse contra ele.
  • Leviatã: Eu misturei várias coisas pra forma verdadeira desse ser, como lesmas (considerando que Leviatãs perdem força quando materiais alcalinos caem na pele deles) e polvos (baseado numa citação de que o Cthulhu é um ou tem a ver com Leviatãs), e mesmo que não pareça assustador no meu traço, ia ser muito maneiro se fosse feito um figurino disso, ou fizessem num traço mais sério e dark.
  • Jefferson Starship: São os monstros de elite criados por Eva pra deter os Winchester, fundindo vampiros e fúrias, nesse caso eu adicionei, além das presas, unhas e orelhas dos vampiros e as lâminas e olhos das fúrias, também asas de morcego e focinho, como se os detalhes dos dois monstros ficassem mais intensos, além de lembrar asas de dragão e cara de lobisomem.
[Não culpando a produção da CW, mas hoje em dia eu acho mais engraçado que assustador esse design de humano com a boca no lugar do rosto, lembra o Teethineer do Badwater Videos 2009, Monstros S.A tinha razão, tá cada vez mais difícil assustar as pessoas, e Universidade Monstros também, depois que a gente cresce a gente perde um monte de medo]

"Ah, mas o que é assustador de verdade pra você, Jean?"
Distorções da forma humana, ainda mais quando mistura muito detalhes escuros e sombrios com contraste de cores elevado, e esse contraste de design muito simples mas os poucos detalhes são muito destacados. Esse lance da entidade na foto olhar tão diretamente pra tela aumenta o fator horror, é bem desconfortável ficar olhando olho no olho, o que é mais comum em autistas no caso de humanos, mas em animais é quase uma regra eles não se olharem nos olhos, é como um sinal de desafio.
O body horror não precisa de gore ou violência, muita distorção física pode ser até melhor, como ocorre muito quando as entidades nas obras do Boisvert_ e aqueles poderes de braços gigantes.
Não só a simplicidade em contraste com o valor dos detalhes, e o uso de cores escuras e sem saturação, mas esse aspecto abstrato, parecendo entidades etéreas e invulneráveis, ou intangíveis. A Nictofobia (medo do escuro) é bem comum e até mesmo associada ao próprio medo do desconhecido e a monstros, o que dá a impressão de que esses seres se aproveitassem do próprio ambiente que se alojam, seja se escondendo em móveis ou em áreas pouco iluminadas.
Espaços Liminares: Fotos de lugares transitórios (assim como a liminaridade representa situações intermediárias), que você não vai tar lá por muito tempo, como salas de espera, salas de aula ou de escritório, banheiros e instalações como escolas, armazéns e supermercados, ou até mesmo ruas, porém, além de inabitados (o que deixa estranho por serem lugares de criação humana), adicionados com elementos que adicionem desconforto, como má qualidade, elementos fóbicos como escuridão, ou abstratos como olhos de frente pra tela e colagens, ou em casos raros algumas entidades, de preferência que sejam como o que eu falei: Claramente distorcidos ou então algo que pareçam, além de monstros fortes, algo que não dê pra vencer, no máximo fugir, por um motivo que completa alguns desses tópicos que eu citei. Conseguem ser assustadores na medida certa, eles dão uma ambientação boa pro horror e não dependem de chocar o expectador.
Mais sobre Body Horror: Como dito antes, não é necessário usar gore pra fazer "terror", afinal, gore não é exatamente assustador, é mais nojento e chocante, o que mais dá medo no gore, por ser desconfortável, é o fato de que alguém morreu ou se feriu muito gravemente, e o problema disso é a insensibilidade das pessoas que gostam desse tipo de situação. Body Horror é sempre o horror pela distorção corporal, como eu mostrei pelas entidades esticadas, abstratas ou vagamente humanas, no caso de monstros, a distorção de humanos ou animais acaba deixando eles medonhos, como o Seth (foto acima), do Uncanny Project da Molly Brown, conhecida como "Deadlymelodic".
Vilões bem-feitos: Algo que deixa os vilões gostáveis em qualquer história é se tem motivos pra sentir motivos negativos, seja medo, raiva ou dúvida (terceira opção se você souber criar motivações solidamente definidas sem necessariamente passar pano pro personagem), e um vilão que me dava medo na infância era o Doutor Octopus no Homem-Aranha 2 de 2004 (esse filme é uns 4 meses mais novo que eu e isso é... interessante), que não me dava medo só porque ele era bem maligno ou tinha um plano muito perigoso, mas também pelo que é construído no filme, como os tentáculos dele que são pesados e me davam na época a sensação de que, se ele apertasse, mesmo com pouca força, o Homem-Aranha, ele seria esmagado por aquilo, ou o chip inibidor perdendo controle dos tentáculos (o que também deixa triste pelo fato do personagem estar fazendo aquilo irracionalmente, corrompido), ou o Octopus ter colocado tanta gente em risco e, diferente do Venom que só enfrentou os heróis, e o Duende Verde que matava direto as pessoas, esse usava as pessoas como um tipo de arma, as colocando em perigo pra chantagear o Homem-Aranha, o colocando num dilema entre salvar as pessoas ou deter o Octopus, como a lendária cena do trem.

Mas falando um resumo melhor, há uma trindade que define melhor o que pode, não só me assustar, mas assustar qualquer um: O mistério, o desconforto e a sensação de ser real são muito importantes pra criar um terror bem-feito. É sempre importante induzir o medo do desconhecido e a curiosidade pra procurar a razão do próprio medo, criar uma ambientação ou suspense, indicando pouca segurança perante à fonte do medo, e deixar a produção imersiva, seja criando um realismo pra dar a ideia de que a entidade ou a ambientação possa existir, ou se não for uma produção em imagens (em textos ou em áudio), controlar bem o que tá narrando, descrevendo e tematizando, pra dar uma sensação enervante e paranoica, o terror literal, composto por monstros e gritos, é insuficiente quando não tem terror psicológico, o medo que entra diretamente na cabeça humana.

Nem eu esperava que terminasse com um tipo de tutorial de como criar produções de terror, mas é isso aí, às vezes só basta deixar as coisas acontecerem normalmente.

Até mais!

Curiosidades Sobre Vampiros

Esse blog é baseado em uma citação minha no blog anterior sobre eu ter planejado um blog só sobre vampiros, e cá estamos.

Como resumo introdutório, em basicamente todas as histórias, os vampiros são monstros de aparência humana, com preferência por se alimentarem de sangue de seres vivos, e têm um certo nível de poder mágico, sendo isso refletido em poderes físicos ou superpoderes.

Você pode ter visto variações de várias histórias, a maioria obras ficcionais, algumas que adicionam ou retiram características dos vampiros, como as fraquezas variarem (por exemplo o sol, que dependendo do tipo de vampiro ou da história que tem vampiros, ele majoritariamente é danoso pra eles), ou poderes também (há histórias que os vampiros só têm super atributos, poderes regenerativos - ou imortalidade física e biológica - e se alimentam de sangue, mas há histórias em que vampiros têm poderes telepáticos - podendo ser interpretação da habilidade de sedução do Drácula, que jajá chegamos nessa parte - e a habilidade de controlar elementos, como fogo, escuridão e névoa, ou se transformarem em animais, ou eles podendo se alimentar de outras características vitais humanas, como almas), e há histórias que tentam mudar os vampiros pra deixá-los mais únicos (como foi o Drácula dos cinemas, criado pra ser bonito e elegante, esteticamente bem característico e memorável, e ainda representando sua imponência).
Vamos falar primeiro da origem do conceito de vampiros:

Raiva: Conhecida como Rabies ou Lyssavirus, o vírus da Raiva tem 99% de chance de fatalidade em caso de animal ou pessoa não vacinada, e da Idade Antiga à Idade Média era tão comum que os infectados humanos eram vistos como algum tipo de criatura, o que inspirou lendas de, não só zumbis, mas lobisomens e zumbis também em toda a Eurásia. Ela ser transmitida por morcegos e diferentes canídeos infectados pode ter inspirado, em respectivo, a transformação em morcego dos vampiros e a transformação dos lobisomens, enquanto a transmissão por mordida inspirou o conceito desses monstros infectarem pelo mesmo meio.

Caixões: Há diferentes lendas envolvendo zumbis, que eram antes uma interpretação de fantasmas com corpos físicos, tanto que "Zumbi" vem de "Nzumbi", uma palavra do idioma Quimbundo (uma língua morta angolana) que significa "Fantasma", e vampiros tiveram muitas lendas em que eram um tipo de morto-vivo, especificamente que renascia de seus próprios cadáveres pra caçar e se alimentar durante a noite. Há a entender que os vampiros se alimentarem de humanos e dormirem em caixões possa ser uma interpretação antiga de quando os corpos apareciam mais "cheios" depois de um tempo, embora hoje em dia tenha sido comprovado que na verdade esse "enchimento" eram gases da decomposição do corpo, os mesmos que fazem baleias encalhadas explodirem.

Sangue: Não só sangue, mas há lendas de vampiros que se alimentam de energia mental, espiritual, almas em si, ou gordura (inclusive em Duck Dodgers tem um vampiro que se alimenta de gordura, e o mais engraçado que a fraqueza dele é comida saudável), mas o sangue é o mais conhecido por causa de algumas pessoas bem específicas como:
  1. Isabel Báthory: Uma rainha da Inglaterra que foi conhecida por ser extremamente sádica, e que se banhava com sangue de mulheres jovens, uma crença de que isso podia rejuvenescer o corpo, o que pode ter inspirado o conceito dos vampiros ficarem mais fortes ou mais jovens bebendo sangue.
  2. Vlad III: Príncipe da Valáquia, uma das três províncias da Romênia, também sádico, mas diria que chega a ser ainda pior, empalando seus inimigos, além de ter vezes que ele almoçava enquanto assistia às cenas como se fosse um espetáculo. Seu título de "Drâculea" inspirou o nome Drácula, antigamente significando "Filho do Dragão", mas combinando com "Drac", significando "Diabo".
Poderes: Já foram descritos diferentes tipos de poderes pra vampiros, alguns deles sendo:
  1. Super atributos: É uma regra vampiros serem fortes, rápidos e resistentes, no livro do Bram Stoker o Drácula tem a força comparada à de 20 homens.
    1. Super sentidos: Os sentidos são também apurados pras caças, como visão noturna, audição comparável à de morcegos e olfato capaz de reconhecer sangue humano.
    2. Armamento natural: Normalmente garras/unhas e presas, alguma toxina ou doença que emite o vampirismo e alguns podem ter normalmente ou criar asas temporariamente.
  2. Imortalidade: Motivos variam, seja pela grande capacidade regenerativa, ou porque só alguns procedimentos ou recursos podem matar eles, ou até mesmo por eles não terem alma, e assim não teria uma alma pra sair e deixar o corpo morto pra trás. Além da alta regeneração, eles não morrem de causas naturais.
  3. Absorção pela mordida: Se alimentam de sangue e extraem poder disso, e assim como alguns parasitas, é possível que eles tenham algum mecanismo anticoagulante, ou assim como mosquitos transmitem Malária e Zica, os vampiros possam passar o vampirismo, seja como um veneno ou um vírus, e também os vampiros podem metabolizar litros de sangue de uma só vez.
    1. Vampirismo: Quem sobrevive ao ataque de vampiro se transforma em um novo vampiro, embora nem sempre um vampiro tão forte, diferente dos que nascem vampiros.
  4. Telepatia, Hipnose ou Sedução: Alguns vampiros possuem poderes mentais avançados, podendo ler mentes, controlar humanos hipnoticamente, controlar vampiros mais fracos, ou manipular verbal e emocionalmente os humanos.
  5. Metamorfose: Não só em morcegos, mas há vampiros que se transformam em lobos, raposas, ratos, cobras e até mesmo neblina, última opção essa que possibilita o vampiro de atravessar paredes e portas. Há vampiros que se transformam em formas intermediárias similares à licantropia, a maioria envolvendo seres meio humano e meio morcego.
  6. Magia de Ataque: Há diferentes meios de vampiros usarem magia, geralmente pra ataque, como as bolas de fogo do Dracula de Castlevania, o Vampiric Drain de Skyrim, conjurar tempestades, ou magia negra e manipulação das trevas em casos mais genéricos, considerando a associação de vampiros a demônios.
Fraquezas: Vampiros já tiveram diferentes tipos de fraquezas com o tempo, como:
  • Prata: Há diferentes interpretações pra origem dessa fraqueza, seja pela Alquimia (como um símbolo de pureza, sabedoria e a Lua, em contraste a vampiros serem seres malignos da escuridão), ou algo cultural (como materiais sagrados, como as cruzes cristãs), ou por algo mais técnico e químico (já que sais de prata podem ser tóxicos pra humanos, e provavelmente isso ser mais forte em vampiros. Isso pode ter inspirado o detalhe de que vampiros não têm reflexo em espelhos, porque espelhos eram comumente feitos de prata, e pela lógica é como se a imagem dos vampiros fosse eliminada da prata polida.
  • Símbolos cristãos: Geralmente cruzes e bíblias, ou citações bíblicas como orações e salmos, mas também havendo variações de vampiros que têm medo de outros símbolos religiosos, como já foi usado no livro Eu Sou A Lenda (diferente dos filmes, o livro original é sobre um apocalipse de vampiros).
  • Alho: Pode haver dois motivos pra essa fraqueza: Por esse tempero ser comum pra absorver e eliminar toxinas (e vampirismo é interpretado como uma infecção); Ou por esse tempero ser perigoso pra pessoas com Porfiria, uma doença de sangue que também inspirou histórias de vampiros (e que é caracterizada pela deformação da pele e do rosto da pessoa e a dependência de transfusões de sangue).
  • Sol: Pode também ser por causa da Porfiria (que também dá como sintomas uma forte fotofobia e sensibilidade extrema ao sol), ou ruivos (que além de serem mais vulneráveis ao sol, e haver lendas de que ruivos podiam se transformar em vampiros depois da morte), ou simbolismos como a Alquimia (pelo símbolo de iluminação, enquanto vampiros são das trevas). Orloc (o nome verdadeiro do vampiro de Nosferatu) morreu ao se expor ao sol e também essa pode ser a fraqueza de outros mortos-vivos, como zumbis, fantasmas comuns e Ghouls.
  • Mutilações: Estacadas no peito ou decapitações são as poucas formas de eliminar o vampiro, e dependendo da versão ou do nível do vampiro, é necessário fazer os dois, como é com o Drácula do Bram Stoker, balas de prata também são eficientes. Dependendo da versão, a estaca tem que ser também benzida ou feita de alguma madeira considerada sagrada, como carvalho, ou as partes do corpo devem ser golpeadas por prata.
  • Sangue: Sendo mais específico, sangue contaminado por drogas ou doenças podem também contaminar o vampiro, e a dieta de sangue pode ser limitante pro vampiro, em que ele não vai conseguir outras opções de alimento, no máximo sangue de outros animais ou carne com sangue, sem falar das outras opções do que pode absorver.
Disclaimer sério: Para com essa palhaçada de falar que "isso mata qualquer um" sobre bala de prata, decapitação e estaca, tamo falando do que pode matar um vampiro, não do que pode matar SÓ vampiros. Tem tanta gente morrendo de câncer de pele, logo o sol não é mais fraqueza de vampiro? Tem muito ateu chato que fica reclamando de cristianismo toda hora no Facebook, cruz e Bíblia não são mais fraqueza de vampiro e demônio? Não é assim que as coisas funcionam, né gente?

Porfiria: Outra doença que inspirou os vampiros, essa é caracterizada por deformações no rosto - principalmente na gengica e lábios -, deterioração da pele, dentes e unhas, alta vulnerabilidade ao sol, incluindo fotofobia, secreções em tons de roxo, e deficiência de hemoglobina. É uma doença sem cura.

Relação com Lobisomens: Varia, tem histórias em que eles são aliados (como em Supernatural e nos filmes da Universal Studios, que aliás inspirou o Hotel Transilvânia), tem outras em que os lobisomens são servos dos vampiros (como em Castlevania, em que há uma variedade de animalsomens que são inimigos menores enquanto há poucos vampiros como o Dracula e o Alucard, que são os mais poderosos de seu universo), há histórias em que os vampiros chegam a ter licantropia (em Teen Wolf há híbridos de vampiros com lobisomens que têm os poderes de seus progenitores), e há versões em que são inimigos naturais (talvez a interpretação mais comum, popularizada por filmes como Anjos da Noite, Van Hellsing e também tendo mitologias que também usem isso, embora sejam menos conhecidas, como os Kresniks - lobisomens divinos - e os Kudlak - vampiros demoníacos).

Vampiros conhecidos: Só pra concluir com chave de ouro mesmo.
  • Dio Brando: Vilão de Jojo's Bizarre Adventure das partes 1 a 6, e tendo poderes bem únicos, como absorver sangue pelas garras, resistência a Hamon, absorção de calor, rajada ótica líquida, manipulação de sangue e veias, seu poder de converter humanos em zumbis que evolui pra converter em vampiros (como ele fez com o Vanilla Ice), criação de quimeras, hipnose (que pelo que parece evolui pras sementes de carne), e principalmente o seu stand, The World (que começou essa moda de personagens que param o tempo) e o stand do Jonathan (a partir do segundo corpo dele na parte 3) que funciona como um reflexo do Hermit Purple. Seu sadismo e sede de poder também o marcam como um vilão bem único.
  • Dracula: O Dracula começou essa onda de personagens vampiros, além de poderosos, também bem mais a cara do que conhecemos, que a Universal comprou os direitos do personagem em 1930, mas por uma violação de lei, ele caiu em domínio público muito rápido.
  • Orloc: Pode ser estranho, mas o nome do vampiro de Nosferatu não é "Nosferatu" (que aliás é uma palavra húngara para vampiros), e sim "Orloc" (Conde Orloc), e ele é um tipo de Dracula alemão que foi produzido em 1922, e mesmo sendo bem antes da Segunda Guerra, há muita relação do Orloc a ratos, além da inspiração do design do "Nosferatu" em figuras antissemitas da época, mas é claro, ele é um produto de sua época e isso ainda deve ser lembrado.
[Essa tirinha me deu uma nostalgia estranha]
  • Vampirella: Uma super-heroína vampira com poderes comuns de vampiros, uma membra do planeta Drakulon, e sua história é resumidamente sobre ela viajar pra Terra pra salvar outros vampiros de sua civilização e impedir os vampiros maus de se alimentarem dos humanos, e ela é popular simplesmente pelo seu corpo sensual e seu bikini icônico. Incrível como uma personagem de 1969 que nem é da Marvel, DC, Disney ou Warner consegue ser tão lembrada.
  • Myotismon: Meio estranho um vampiro ter ainda mais referências bíblicas e religiosas que um demônio propriamente dito (Devilmon), seja porque o Myotismon é uma mistura de vampiro com o Abaddon/Apollyon ou por citações de profecias e o número da besta. Era tão poderoso que precisaram da Forma Mega de Agumon (Wargreymon) e Gabumon (Metalgarurumon) pra destruí-lo.
  • Caim: Há versões de que o Caim seria um vampiro bíblico, provavelmente por ter sido o primeiro assassino e um humano amaldiçoado, o que serviu de referência pra histórias como World of Darkness, em que Caim é o pai dos vampiros. Curiosidade interessante: Caim morreu na história bíblica original, com uma pedra caindo sobre ele, em contraste a quando o Caim matou Abel a pedradas.
  • Dracula e Alucard: Ambos vampiros muito icônicos de Castlevania, sendo o Dracula o maior vilão da franquia, motivado por vingança após perder sua esposa, mas ainda com ações que levam a ameaçar a humanidade, em contraste ao Alucard, que apesar de ser conhecido pelo Symphony of the Night, ele teve sua estreia ao lado de Trevor Belmont e Sypha Belnades em Castlevania III - Curse of Dracula.
  • SCP-2191-1: Um grupo de vampiros de cabeça cômica, orelhas pontudas, olhos invertidos cobertos por pele, narizes planos, e pele rachada e muito clara, similar à de quem tem Ictiose Arlquim (que aliás, eu desenhei isso abaixo pra poupar vocês de verem tanto desenhos precisos do SCP quanto fotos reais dessa doença), e que caçam humanos pra alimentarem não só a si mesmos mas também ao SCP-2191-2.
  • Edward Cullen: Coloquei esse meio que por pena de Crepúsculo, que por ser uma série de livros/filmes adolescentes horríveis sobre monstros foi simplesmente humilhado, e só pra vocês não esquecerem da falha que essa série é (não é que tô com pena que eu vá passar pano, claro), é curioso como a Stephanie Meyer achou que fosse genial, em vez dos vampiros dela só não terem fraqueza ao sol, ou haver famílias resistentes ao sol, eles simplesmente brilharem sob a luz solar, o que além de nem combinar com vampiros, também é um detalhe ridículo que os filmes tentam colocar como algo sério, e nem é algo tão aproveitado, como o próprio Canal Peewee apontou em suas análises desses filmes. Além de ser forte, rápido e brilhar sob o sol, o Edward tem um poder telepático de ler mentes, algo que a Isabella Swan (algo que o pessoal até fala que é como se fosse porque ela não tivesse uma mente pro Edward ler, como diz o Guilherme Analisa).
  • Jefferson Starships: Uma espécie de monstros especiais criados por Eva em Supernatural, combinando as presas de vampiros, lâminas ósseas das fúrias e sendo mais fortes que lobisomens, combinando poderes praticamente dos três.
  • Alucard: Um vampiro do anime Hellsing, que além de poderoso e forte, possui alguns poderes interessantes, como controlar e se transformar em escuridão, pode controlar a gravidade pra escalar paredes (diferente dos que usam a própria força física pra escalar), e também, com o poder do Schrödinger, possui um certo nível de Onipresença e poderes quânticos. Sua personalidade edgy e estética gótica rica em cores vermelhas e pretas marcam bem a época de seu anime nos anos 2000.
Ufa, acho que pude contar muita coisa sobre essas criaturas que, depois de um longo tempo, comecei a gostar, e mostrar coisas que tão pouca gente sabia.

Até mais!

19 de jun. de 2024

Culturas

Esse post será sobre algumas culturas interessantes que eu ouvi falar por aí no mundo.
E antes de tudo, eu estive continuando o Projeto Dream num ritmo um tanto lento por causa de uns planos que eu estive fazendo, como criar uma temporada com mais ilustrações e ainda assim episódios longos, o que eu aproveitei também pra desenhar muitos personagens, e na faculdade eu tô quase terminando o quarto semestre.

De qualquer forma, começando...
Vocês sabiam que existe bolo de aniversário de cidade em outros países? Eu já vi vídeos sobre brasileiro sendo fdp e fazendo bagunça no aniversário da cidade por causa de bolo, mas no vídeo do JJ que usa um momento do vídeo pra falar de um vídeo que compara a cultura de bolo de aniversário da cidade.

Fui ver o vídeo diretamente (o link estará abaixo da próxima foto) e era interessante esse vídeo do Canadá tendo o pessoal se servindo com educação e o da Indonésia tendo até quem tá trabalhando servindo as fatias do bolo. No México também teve gente organizada como o vídeo mostra.
Eu sei que a qualidade é bem ferrada, mas as gravações do vídeo são muito antigas, tanto que diferente de outros vídeos sobre esse assunto, como o do Douglassola, esse vídeo por si só é antigo (de 2012), e se quiserem, podem clicar aqui nesse texto colorido.

Falando nessas culturas mais perto da gente, vocês sabiam que existe Acid Techno? É um tipo de música eletrônica bem psicodélica e de batidas intensas, que eu ouvi falar no site Every Noise at Once, que tem uma biblioteca de gêneros musicais ao redor do mundo.
Meu DJ favorito desse gênero musical é o Alignment, e gosto muito das músicas Attack e Multiverse. Inspirei nesse gênero pro Pitchwave que tem no universo de Projeto Dream.

Tem uns conteúdos hocertianos que eu criei inspirado, em sua suma maioria, em povos pré-colombianos, a maioria indígenas da América Latina, enquanto eu já cheguei a criar personagens indígenas norte-americanos como o Abraham Armstrong e Aika Naan e tinha tão poucas histórias latinas em Projeto Dream, e eu já tive inspirações bem mistas como:
O dragão de cerâmica eu misturei inspirações de estátuas karajá de animais com vasos incas que têm sistemas de água e apitos que fazem o som dos animais que eles representam. Os bumerangues hocertianos têm adornos baseados em bumerangues modernos que têm pinturas na estrutura.
[Incrível o quão grandes eram os bumerangues antigos, afinal, precisava de tamanho e peso pra ter bastante força]
O Varanque vem de "Varanus" (um gênero de lagartos bem comum no mundo todo, conhecidos pelo lagarto-monitor e o dragão-de-komodo), o Nóxmio é uma mistura de quati, muçaranho e gato, embora umas pessoas pras quais mostrei o diagrama ele pareça uma raposinha (apesar de que eu gostei da semelhança XD), o Beluvano é baseado em cachorros Fox-Paulistinha (raça da Kiara, uma cachorrinha de estimação que tenho em casa desde a infância), ratos (pelo rabo longo), coelhos (pelas orelhas e pelo que eu planejei de que o Beluvano muda de cor durante o frio, baseado em coelhos como o Coelho das Neves e o de Snowshoe, embora a inspiração mais direta seja o Coelho do Himalaia, que fica com pelos pretos em vez de brancos com exposição ao frio), e a pérola dele tem diferentes inspirações (pode ser tanto como a pérola de dragões long quanto de yokais pelas propriedades místicas e únicas, quanto sendo daí que emite sons como um sino ou cheiro como uma glândula odorífera de cachorro).
[Coelho Himalaio, a espécie cujos pelos ficam mais escuros no frio, diferente de outros que ficam mais claros]
A Dança dos Pais é inspirada numa estatueta Karajá de uma mulher abraçando uma onça, misturado com algumas mitologias que envolvem humanos e animais primordiais, como o criacionismo Zoroastra em que o primeiro humano e o primeiro touro, que após sua morte se tornaram a base pra outros seres vivos, e a própria mitologia, não só chinesa (que inspirou parte dos dragões) ou hocertiana, mas de todo o Projeto Dream, em que os dragões são fontes poderosas da magia no universo.
A Gênese tem esse nome baseado em Gênesis, o capítulo da Bíblia sobre a criação do mundo e civilização, e seu nome alternativo - Vênus do Deserto Hocertiano - é baseado na Vênus de Milo e Vênus de Willendorf, duas estátuas sobre deusas da fertilidade, embora a de Willendorf seja a inspiração mais direta, não só pelo simbolismo da estatueta ou ela ser de cerâmica, mas também pela ideia da pesquisa arqueológica inspirar o nome. A forma como uma mulher parindo é baseado numa estatueta que não sei de qual tribo é, mas que vi num vídeo do Julio Cocielo visitando o Richard Rasmussen.
Antes do próximo, um comentário engraçado: Já repararam que desde a Antiguidade o pessoal gostava das gordinhas? Tanto que era considerado um símbolo de saúde, embora por um motivo bem específico que a comida antigamente era mais escassa e só quem tinha a fartura certa conseguia comer muito. Sou contra a romantização da obesidade, mas ao mesmo tempo gente pesando um tanto é mais saudável que muita gente magra por aí, qualquer coisa cuidem da sua saúde.
A estueta Esfinges tem esse nome porque, pros hocertianos, é como se fosse o nome da posição da estátua, em formato de Esfinge, já a forma da estátua é baseado em uma estatueta que o Richard Rasmussen também tem em casa, que pelo que parece é da tribo Moche, embora a aparência seja diferente de quando eu pesquisei pra saber dessas coisas.
O Titanodon Hocertiano é baseado no Megalodon e nos Tulkuns de Avatar, fazem parte da pré-história hocertiana, as facas a laser hocertianas são baseadas nos Sabres de Luz, tanto que até tem uma piada similar a uma piada de um Jedi testando o sabre de luz e, embora na piada original o Luke morre, na piada do Projeto Dream o Sean salva o Jin e ainda comenta sobre isso, o plasma da faca hocertiana militar é mais quente e afiado. Os anéis de casamento têm inspiração no Anel de Sinete (Signet Ring) do Doctor Who embora o lance da joia no anel da esposa (mds, que frase feia) é baseado em alguns pássaros que entregam pedras bonitas pras fêmeas, pelo que eu vi incluindo pinguins, já o carimbo que a coroa do anel do marido carrega é baseado na Sinete, que pode ser usado tanto como carimbo quanto selo de envelope ou coroa de anel, um exemplo que eu achei sobre esses tipos de carimbo é o Inkan/Hanko, que é usado no Japão no lugar de assinaturas.
O anzol artesanal que os hocertianos fabricam (que eu também fiz uma piada do Adner teorizando como o anzol funcionava pra depois a Akari falar que o anzol parecer com o inseto já atraía os peixes) é baseado em vídeos de artesanato de insetos bem realistas modelados no anzol, como se fosse mesmo uma "isca infinita" como na premissa hocertiana.
A litografia hieróglifa tem só o nome inspirado na Litografia real (de desenhar ou limpar usando óleos e pedra, algo similar ao Afresco, mas em vez de pintar manualmente a Litografia é tipo imprimir na pedra), mas é bem inspirada naquelas tábuas e pilares sumérios, como o Código de Hamurabi, ainda com a ideia de "escrita na pedra" como o nome diz, e seria assim que tinha escrituras nas ruínas da vila onde o Sean estudou até desbloquear o poder das Cinzas de um povo hocertiano perdido.
Também já vi mesmo sem querer algumas curiosidades sobre tribos pré-colombianas, o que aliás era pra ser o maior foco desse blog, como o fato de que os maias e astecas não sofreram apenas o extermínio como é sempre narrado, mas parte dos grupos de maias e astecas colonizados tiveram uma certa aliança com os colonos espanhóis, e assim tinha mais vantagem numérica contra os que continuaram contra a colonização, em sua maioria os astecas.
Um dos legados dos nativos mexicanos é o Chocolate, que aliás, além de antigamente ser uma mistura de cacau com milho (assim como qualquer comida asteca, o chocolate antigo também usava milho), água e também pimenta (e curiosamente ainda tem alguns pratos de chocolate com pimenta, incluindo receitas), e com o tempo, principalmente por influência europeia, começou a ter os chocolates hoje conhecidos, como o chocolate ao leite, inventado pela Nestlé em 1867 usando principalmente leite condensado, ou as trufas (bombons), que têm esse nome por terem um formato redondinho que lembra os fungos trufas.
Ainda falando sobre o chocolate, o chocolate quente é até que antigo, já tendo desde o Século XIX quando era uma comida nobre, ao ponto de ter Chocolaterias, ou Casas de Chocolate (que eu tentei pesquisar alguma imagem sobre isso mas não achei), que são tipo cafeterias mas que servem essa bebida de chocolate, o chocolate amargo já era comum, era só o cacau com um pouquinho de açúcar e leite, e o chocolate branco foi inventado em 1930 na Suíça, usando principalmente leite em pó em vez do cacau em pó. Chocolate branco chega a ter 20% de cacau na composição, enquanto segundo dados da Anvisa o chocolate "normal" tem que ter no mínimo 25%, mas pô, ainda tá usando cacau, então ainda dá pra considerar chocolate, não é porque não é chocolate segundo a fiscalização que queria dizer que é pra dar isso pro seu cachorro, né caraio.
E voltando a falar sobre os astecas, algo interessante que eu também gosto dessa civilização são a sua arquitetura e astronomia avançadas, ao ponto de racistas sem vergonha acusarem de serem tecnologia alienígena, o que ajudou muito da agricultura deles, e tem dois itens astecas que eu acho ainda mais maneiros que são o Macuahuitl (um tipo de porrete ou espada asteca, do pomo ao cabo feitos de madeira, com lâminas pequenas feitas de obsidiana, que pela dureza moderada e afiação muito precisa consegue cortar até cavalos, um animal muito resistente) e o Ehecachichtl, ou Apito da Morte (que às vezes eu chamo de Apito de Jumpscare por causa do grito do apito, que tem dois sistemas de apito, que deixarei um link do Manual do Mundo que explica sobre isso, há teorias de que foi usado pra intimidar em guerras ou pra algum tipo de ritual).
[Link: Clique aqui]
Falando nesse vídeo do Manual do Mundo, tem essa parte que o Iberê fala sobre os apitos de chaleiras (podem assistir o vídeo, é muito bom e ajuda a contextualizar), e a parte que fala das arruelas que dividem esse apito, que me lembram as divisões e compartimentos dos caminhões-pipa (que têm esse nome porque eram comuns e até transportados do Porto de Pipas, em Portugal), que existem nos tanques pra reduzir a força de movimentação dos líquidos (incluindo combustíveis) e evitar que uma força muito forte pra frente empurrasse o caminhão, ou a força muito forte pra trás até mesmo jogasse o tanque pra longe.
Agora que eu terminei de falar o pouco que eu sei sobre povos americanos pré-colombianos, adoraria falar outra coisa interessante: A Ventosaterapia, um tipo de medicina tradicional que existiu na China e Egito antigos, feita a partir de ventosas (que no caso parecem um pouco com tetas de vaca, mas acho que é só pelo formato) e vácuo, que antes era formado pelo fogo dilatando ou queimando o ar, mas hoje existe ventosaterapias modernas que sugam o ar das ventosas até formar o vácuo. Esse procedimento era usado pra aliviar dores e estresse ao concentrar a circulação sanguínea em pequenas áreas. E como esse procedimento é antigo, em vez de ventosas de vidro e plástico, era feito com chifres ou cuias.
Falando em cuia, um tipo de vaso ou tigela, há um instrumento bem conhecido do Tibete que são esses sinos (sim, essa tigela de som hipnótico é um tipo de sino) compostos por um bastãozinho de madeira e tigelas geralmente de cobre ou bronze bem polidos, em que, em vez de só bater o bastão na tigela, era possível mover o bastão na borda da tigela, fazendo o atrito continuar o som inicial, há tigelas que vibram a 584,8 Hz, esse instrumento é geralmente usado pra auxiliar meditações, e apesar do nome de "tibetano", não surgiu especificamente no Tibete, mas em países vizinhos também budistas, como o Nepal e o Norte da China, e também sendo usado no Japão.
Falando em Budismo, tem um símbolo que eu gosto muito, embora tenha feito tão poucas referências a isso em desenhos meus, que é o Olho de Hamsá, e aproveitando pra falar, não só dele, mas de outros símbolos de olho, já repararam que antes, dos anos 2000 a 2010, qualquer coisa, não só sobre olhos, mas sobre triângulos, eram sempre coisas associadas ao mal? Provavelmente pela moda besta sobre "os Illuminati dominarem o mundo", o que se tornou fonte de inspiração pra grupos de grande dominação, como os Illuminati da Marvel e os Illumiricks dos quadrinhos de Rick and Morty, mas conforme passou o tempo a conspiração de uma seita maligna que quer dominar o mundo como se fosse história de filme de ação dos anos 90 foi esquecida, como dizia o Bruno Rataque (antes Kakaxe Rataque), "de tanto falarem da Nova Ordem Mundial agora ela tá velha", sem falar de conspirações sobre mortes como a da Princesa Diana, que já é comprovada que foi um acidente e não, como o Você Sabia já falou uma vez, uma obra dos Illuminati.
Lembro que tinha algo parecido em Yu-Gi-Oh, não só falando das Relíquias do Milênio, mas dessa histeria coletiva de achar que qualquer símbolo com olho era do mal (porém, dessa vez demoníaco), e pra encerrar o caso, tanto o "olho Illuminati/Maçon" da nota de dólar quanto o Olho Grego são baseados no Olho de Hórus, que assim como o Hamsá, é um símbolo de olho que protege o portador de Mau Olhado (um tipo de maldição provocada pela inveja), tanto que tem variações do Olho Grego no formato do Hamsá em vez de algo como um slime ou Mike Wazowski.
Eu fiz uns desenhos pro quadro do Instagram chamado "Sábado Mítico", um quadro em que eu publico desenhos temáticos de monstros, mitologias e misticismos humanos, e entre os desenhos eu fiz esse aqui.
Antes eu não gostava de vampiros por causa do Crepúsculo, não sei se já falei disso antes, mas depois de um tempo eu comecei a gostar dessas criaturas quando teve outros tipos bem melhores, talvez eu faça uma publicação sobre isso, então deixem isso como só uma previsão pro blog. Mas enquanto não falarei dos vampiros aqui, vampiros vestem preto, e sabe uma estética legal que eu descobri e que usa preto?
Black Tape Project, um movimento ou estética da moda, com diferentes modelos com bikinis feitos de fita adesiva bem lisa e brilhante, sendo a cor dominante e a principal dessa moda a cor preta, os padrões são bem diversificados, é claro sempre cobrindo o que um bikini precisa cobrir, junto de pulseiras nos braços e faixas nas pernas, algumas com espinhos metálicos nos bikinis, mas sério, olha que maneirinho as moças com bikinis que parecem algo como listras.
Esses bikinis inspiraram uns designs da minha história, incluindo uma aparição mais direta em Projeto Dream, e tem uma piada entre a Summer e a Oprah, baseado em algumas modelos mais escuras (pardas e negras) que usam bikinis brancos, embora não seja uma regra. E pra evitar terminar muito seco (já que esse blog já tá muito longo), algo curioso do Projeto Dream é que muitas personagens já apareceram de Femmesuits, um tipo de bodysuit feito pra ser uma contraparte feminina, futurista e sensual dos ternos, porém, com o tempo eu fui cansando dos bodysuits, não que nem eu me cansei da magia na mesma história, mas porque você não vai ver todo mundo de terno a menos que tenha um trabalho que leve a isso, como em escritório, assim como não fazia sentido quase toda mulher adulta no Projeto Dream aparecer de Femmesuit, o que levou a eu criar trajes alternativos bem casuais pras personagens femininas, além de eu voltar a incluir a roupa clássica na Tifanny, mas bem, acho que consegui expressar tudo o que eu pensei.

Até mais!

15 de jun. de 2024

Covil das Creepypastas: Jane

[Voltei com essa série, e terá mais que só 2 ou 3 capítulos desse projeto de reescrever creepypastas, e antes de criar o capítulo de Slender Man que eu tinha planejado, será necessário eu criar o capítulo da Jane the Killer]
[Assim como eu tô descontruindo algumas creepypastas que apelavam muito pra violência ou pro poder dos monstros, essa creepypasta pode soar "menos creepypasta" em comparação aos capítulos anteriores, embora por motivos como a própria narrativa da Jane]

A Transmissão
Uma pessoa em Wyoming estava assistindo à sua televisão às 2:30 da manhã, até que a transmissão era interrompida por um painel de cores da SMPTE - Society of Motion Picture and Television Engineers - que transita para a foto de um lixão em tons de sépia, com o título "333 Special Broadcast" piscando, sumindo e reaparecendo, enquanto toca uma sinfonia em notas graves de saxofones e violoncelos, nomes aparentemente aleatórios eram narrados por uma voz monótona, e de fundo, após o título, as seguintes legendas: "Você verá coisas muito lindas", depois "Por que você odeia? Você está doente", "Nós já vimos isso antes?", "Você pode perder tudo, nada é sem preço", "Estou de pé na sua porta", "Você está perdido no caminho", "Há realidade na ficção", e depois que termina a narração por voz e aquelas legendas, um último texto:

"Essas serão as vítimas de amanhã, o que se esconde na sua mente?" – Odiosamente, JEFF

A transmissão volta ao normal, e é passada a seguinte notícia: "Assassino em série foi avistado em cidades do interior de Wyoming desde Novembro desse ano, suspeito de stalking, invasão domiciliar e assassinato, o departamento de polícia recomenda a tranca de portas e janelas todas as noites, e em caso de qualquer som suspeito, de preferência de origem humana, denunciar à polícia local. Para caso descobrirem seu paradeiro, disponibilizaremos o seguinte retrato falado que conseguimos do suspeito."


Capítulo 1: Negação.
Jane havia acabado de acordar às 2:30 da manhã, e quando ela voltava do banheiro, ela ouviu barulhos de tombos e sentia um cheiro de sangue, e quando ela foi ao quarto de seus pais, ela os viu sem vida, no meio do sangue e quando ela olhava para Jeff, ele dizia "Vai dormir, assim como o meu, e o seu irmão".
Jane nem sabia que o Jeff existia, mas aparentemente o Jeff sabia de alguma ligação entre o Kyle, até então hospitalizado, e a família da Jane, que ele inspecionou sem nenhum deles saberem.

Capítulo 2: Raiva.
Enquanto Jane ainda estava se recuperando mentalmente, ela foi morar com seus tios, que cuidaram bem dela, embora ela ainda esteja irritada, chorava muito, e batia em móveis com muita força, até que passaram anos, e ela cresceu, e em vez de só se expressar sobre o que aconteceu, poder correr atrás, sabendo que Jeffrey ainda está à solta, embora suas atividades puderam cair cerca de 30%.
Jane, depois de se formar do Ensino Médio, se alistou como uma policial, tanto investigando quanto enfrentando os criminosos de forma direta.

Capítulo 3: Barganha.
Depois de um tempo, Jane colaborou o suficiente para capturar 12 ladrões e 18 infradores de trânsito, e matar 3 assassinos, incluindo um autodenominado "Jeffling", como são os membros da seita que idolatra o Assassino Jeff e tenta imitar seus passos acreditando que havia algum propósito nesses crimes. Porém, pra sorte de Jane, a sua vida não foi só o trabalho que praticava, periodicamente visitando uma lanchonete que ela ia desde a sua adolescência, era quase terapêutico comer semanalmente, às 17:15, o mesmo hambúrguer, e tomar o mesmo milk-shake, e em Sábado de Novembro de 2016, Jane conheceu Mary Vaughn, uma garota que ela conheceu durante o colegial e depois de anos nunca mais se viram até chegar esse dia.
Mary na época escolar parecia não gostar da Jane por causa do grupo das populares, mas ela só fazia isso por pressão das amigas, que depois do tempo escolar se separaram dela, e Mary, se sentindo livre, não quis mais se modelar sob as suas "amigas", e conhecendo uma de suas últimas colegas, decidiu se abrir emocionalmente, sobre como ela já esteve apaixonada pela Jane, que por sua vez, responde e aceita a declaração de Mary, e então, elas estão agora juntas, com uma ligação restaurada, ou talvez criada.
[Curiosidade: Nessa versão, Jane tem os olhos pretos por maquiagem e lentes de contato, ao invés de alguma modificação corporal como há a entender nas versões originais]

Capítulo 4: Depressão.
Jane estava numa patrulha difícil a essa noite, estava muito escuro na cidade em que operava, lanternas mais fortes foram necessárias para iluminar corretamente, ocorreu um apagão em um dos bairros que Jane visita em seu expediente, enquanto poucos dias atrás já havia sido denunciada uma invasão, e quando Jane encontra alguém agindo estranho nas ruas escuras, ela erra os tiros, acerta só o chão, enquanto o estranho se movia quase como se estivesse dançando, ocorria uma perseguição entre a Jane e aquele estranho, que acaba a cegando com um spray de pimenta e, quando ela ia ser atingida por um caco de vidro que ele segurava, Jane se desvia de forma que atingisse seu braço esquerdo e, em partes, o seu colete, e contra ataca com uma arma de choque curta, e mesmo aquela pessoa não parecendo sentir o mesmo nível de dor que uma pessoa normal, a mesma empurra Jane com força, e atordoado, o homem tropeça numa cerca atrás de si mesmo, e cai num esgoto escuro e fédido.
Não se sabe quem pode ter sido aquele suspeito, mas Jane teve que patrulhar mesmo machucada, costurada e com o braço enfaixado. No entanto, aquele ataque estranho havia a assustado, o envolvido agia como o Jeff, e sua risada era só um pouco mais aguda que o pouco que ela lembrava de sua voz. A investigação não tinha acabado.

Capítulo 5: Superação.
Mary conseguiu avistar Jeffrey atacando seu pai e falhando miseravelmente. O pai de Mary trabalhava como minerador e tinha que operar com máquinas pesadas, e mesmo atingido por uma facada na barriga conseguiu contra atacar batendo tanto em Jeffrey que o levou a fugir, Jane foi atrás e o encurralou, ambos sozinhos no alto de um prédio.
Jane: Parado aí!
Jeff: Espera aí, eu conheço você, não era pra isso acontecer.
Jane: Por que? Achou que ia ser o protagonista da sua vida pra sempre?
Jeff: Eu... Eu não queria dizer isso, mas você foi uma das únicas vítimas que eu cheguei a gostar de fato.
Jane: Eu nunca ficaria com uma coisa como você.
Irritado, Jeffrey avança contra Jane, em uma luta física curta, entre Jane com seus cassetetes e o Jeffrey com uma única faca, o Jeffrey, mesmo em desvantagem, usava o espaço curto pra pular entre as paredes e tentar dar uma estocada ou um chute, que Jane, na defensiva ao saber o quão selvagem quem ela enfrentava eram, contra atacava batendo com muita força com seus bastões, que não pareciam fazer diferença, era possível ouvir um osso rangendo durante a troca de golpes, mas era como se o Jeffrey estivesse inteiro.
Os dois iam descendo os andares durante a luta, ao ponto de Jane e Jeffrey pararem em um dos apartamentos, e eles continuarem a troca de golpes, e então, descobrindo os melhores pontos fracos, ela consegue desarmar Jeffrey, tirando a faca de sua mão, e depois, batendo em suas têmporas, como um golpe telefone, o que dava uma dor aguda e, se fosse numa pessoa normal, iria desmaiá-la, um golpe na virilha começou a doer mais ainda, e quando ela ia finalizá-lo batendo pelas costas, mesmo inclinado de dor, Jeffrey se joga para um lado mais próximo da parede com janela do apartamento, e Jane consegue acertar Jeffrey em um golpe mais provisório, partindo a janela no processo, e fazendo Jeffrey cair do andar.
Depois daquele incidente, a polícia e o prédio se ajudaram com as despesas dos reparos, enquanto casos do Assassino Jeff terminaram por completo. Jane e Mary, depois de um tempo juntas, se casaram.

. ... -.-. ..- .-. --- --..-- / . ... -.-. ..- .-. --- / . / -.-. .- -.. .- / ...- . --.. / -- .- .. ... / . ... -.-. ..- .-. --- --..-- / -.-. --- -- --- / ... . / . ..- / . ... - .. ...- . ... ... . / . -- / -.-. .- ... .- --..-- / .--. --- .-. . -- / -. ..- -- .- / -.. .. -- . -. ... .- --- / .- .-.. . -- / -.. --- / --.- ..- . / . ..- / .--- .- / ...- ..

.- / .- .-. -.-. .- / -. . --. .-. .- / . ... .--. . .-. .- --..-- / -. .- / .- .-. -.-. .- / -. . --. .-. .- / . ..- / . ... - --- ..- / . - .-.-.-

--- / --- .--. . .-. .- -.. --- .-. / .... .- -... .. - .- / .- / ..-. .-.. --- .-. . ... - .- --..-- / --- / --- .--. . .-. .- -.. --- .-. / .- -.. --- .-. -- . -. - .- / --.- ..- . -- / --- / .--. .-. --- -.-. ..- .-. .-

. ..- / ...- .. / . .-.. . / .--. .-. .. -- . .. .-. --- --..-- / . .-.. . / ...- . --