Blog do dia

Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

24 de dez. de 2024

Deuses, Símbolos e Mitologia

Esse blog eu planejei também misturando coisas que eu já pesquisei sobre, porém, em vez de alguma dica de vida, são só algo misturando o que eu sei sobre simbolismos e mitologia com experiências próprias criando algo pra minha história.

Deuses e como criar um panteão
De forma parecida com o jeito que eu falei sobre o Necronomicon, mas agora sobre deuses de mitologias comuns e fora de algo do terror, os deuses são sempre representações de algo superior, geralmente em alguma aparência familiar (alguns se parecem humanos, outros com animais ou híbridos, e os de mitologias mais modernas podem ser mais abstratos e terem seu design baseado no simbolismo deles), poder baseado em um domínio (que podem envolver a natureza, como Céu, Submundo/Morte, Colheita, Oceano, Amor/Fertilidade, etc., ou a civilização, como Fogo, Comércio, Mensagens, Justiça, Guerra, etc.) que deve ser importante tanto para o mundo em que a mitologia se passa quanto pra civilização que o habita, o que é óbvio.
Esses deuses devem ser retratados no panteão com um certo respeito, principalmente dos mortais, e o seu poder deve ter uma influência necessária pro universo, seja direta (principalmente os deuses maiores e mais importantes, com domínios mais necessários e mais cultos sobre eles) ou indireta (seja pra deuses menores, ou variações de algum deus, como avatares, ou algum tipo de deus proibido que não pode ser cultuado por motivos como o perigo do deus, ou por ser um deus falso ou maligno, ou por alguma lei na sociedade desse mundo). Há uma infinidade de formas, porque o que basta é representar eles como algo realmente divino (por esse traço superior ou transcendente, ao ponto de sua influência ser mais interpretada do que vista em totalidade).
Com isso, o Panteão (do grego, significando Todos os Deuses) é tanto uma união e organização dos deuses catalogados quanto a explicação deles e também dos semideuses (que têm poder divino em escala menor e força sobrenatural num corpo humano, sendo filho de um deus com uma humana ou alguma raça intermediária de deuses e humanos), que embora façam parte dos mitos e lendas mais mundanos, esses também podem participar tanto tendo intervenção como os deuses, ou existindo como personagens de destaque.

Símbolos na divindade ou na cultura
Não adianta a mitologia da história ter seus deuses e a adoração deles, se não há símbolos que representem sua presença, seja em amuletos protetores (como o Olho de Hórus, que é tanto um amuleto que protege de azar e inveja quanto uma referência à luta de Hórus e Seth em que Hórus perdeu um dos olhos), em identificação dos cultos, lendas e filosofias (como o Yin-Yang do Taoísmo e aquela roda de Samsara do Budismo), muitas das vezes tendo a ilustração de algo abstrato (abstrato pode significar tanto algo interpretativo quanto algo que é meramente desenhado) que representa algo maior.
Olho de Hórus, talvez muito comum em algumas artes (seja desenhos animados, ilustrações ou vídeos) que tinham alguma representação do misticismo egípcio, era pra ser um símbolo sagrado, seja por ser um olho poderoso de Hórus/Rá, ou por algo como o chamado Nazar (um amuleto em forma de olho azul com a crença de que protege do azar e da inveja).
Esse olho pode ser a inspiração do triângulo com olho que era comum em notas de dólar (e que inspiraram rumores de Illuminati que tinham um certo hype nos anos 2000 e 2010 mas só geraram uma onda de preconceito com qualquer símbolo que tivesse olhos ou triângulos), e que falando nesse triângulo, ou pirâmide, uma pirâmide pode também representar arquitetura, pois tanto pirâmides egípcias quanto maias foram os maiores feitos de arquitetura de suas civilizações, seja pelo grande planejamento, grandes quantidades de recursos usados ou até mesmo a ligação com a astronomia (pois são alinhadas com estrelas).
Embora o Yin Yang seja conhecido pela religião Taoísta, achei também essa arte com escudos romanos com artes que incluem algo similar ao Yin Yang. Taoísmo é
 uma religião e mitologia que dita que o bem e mal são subjetivos, e que a dualidade maior está ligada à natureza, como o Yin que é o mundano e a escuridão e o Yang que é o espiritual e a luz, e embora esse tenha sido um resumo base pra explicar o contexto, essa cultura é bem mais rica que isso, como o Wu Xing (5 Formas, ou 5 elementos: fogo, água, terra, madeira e metal, que são elementos importantes pra essa cosmologia), o Chi (conhecido como Qi na China, ou Ki no Japão) que é uma energia mística associada tanto à medicina quanto a poderes místicos, etc.
O Budismo, que também compõe a mitologia e tradição chinesas, tem herança de elementos hinduístas como o Samsara (um ciclo de renascimentos, cujos tipos de reencarnações que a pessoa pode assumir tem relação ao Karma que é como o budismo e hinduísmo interpretam sobre como nossas ações têm consequências que se voltam contra nós), apesar que essa rota significa também o caminho óctuplo (algo como um guia budista pra assumir o melhor caminho e atingir a iluminação).
Falando no Budismo, bora tirar o elefante austríaco da sala. As suásticas já existiram em civilizações em quase todo o mundo, e pararam de usar principalmente no ocidente por culpa do bigode austríaco (tanto que, em Projeto Dream que eu tô escrevendo, como não teve esse bigode austríaco interferindo na Segunda Guerra Mundial, eu até planejei adicionar referências ao Manji, e fiz de formas muito indiretas porque ainda sei que vai ter gente ignorante falando mal como se o símbolo fosse exclusivo do bigodudo monobola, assim como eu mostro num blog sobre a sociedade La Chapellin e no começo desse outro blog), e óbvio, a suástica maligna não é só girando pro lado esquerdo como o pessoal fala, ela também é inclinada, inclusive pelo que parece há uma certa combinação de símbolos (misturando o Manji japonês, que é retinho, com a suástica nórdica que é inclinada e gira pra esquerda), porém, em ilustrações antigas como os primeiros quadrinhos do Capitão América e da Marvel num geral, a "suástica maligna" nunca era do jeito que era usado na Alemanha.
Só de curiosidade, o nome chinês do Manji (suástica budista) é Wanzi, e mesmo a "suástica boa" pode ter variações, como a Omote (girando pra direita) que é o clássico símbolo da paz (e falando nisso, pelo que eu saiba Tokyo Revengers tentou adotar essa simbologia pra tentar "revitalizar" o significado bom, mas obviamente saiu pela culatra, afinal, nem fudendo que um anime sobre um bando de loiro com roupas pretas e vermelhas falando sobre violência tariam usando um treco desse pra paz), e é o formato de um dos tempos do Zelda 1 de NES, enquanto o Ura (girando pra esquerda, mas também retinho) representa força, intelecto e até poder. Mas assim como eu falei, é melhor evitar ficar usando esse símbolo pra todo lado e, quando for representar nesse sentido budista, também deixar bem contextualizado, porque até hoje é algo desconhecido.
Agora falando de algo mais fofo: O Claddagh é o nome de um anel especial celta, cujo topo tem como símbolo duas mãos segurando um coração com uma coroa (as mãos representam união, o coração o amor, e a coroa a lealdade e o valor), e temos algo equivalente como os anéis de casamento.

Poderes e Magia
Como já falei um monte de vezes nesse blogspot sobre monstros e criaturas, eu vou (antes de falar de novo sobre eles) falar sobre como organizar um sistema de poderes, magia e misticismo, pois isso pode ter diferentes significados e contextos, e agora irei dividir em tópicos alguns exemplos pra ficar mais organizado e até mais compacto (pra compensar o quão longo ficou o segundo assunto ali acima):
  • Alta Magia e Baixa Magia: Explicando algo citado por Eliphas Lévi, a Alta Magia se trata de magias adquiridas de cerimônias de maior esforço mas de maior recompensa, como algum grande culto aos deuses ou espíritos necessários, enquanto a Baixa Magia são as magias praticadas por superstições (aquelas lendas menores, geralmente sobre o que se fazer a pessoa será recompensada ou punida, a maioria sobre sorte) e relíquias comuns (seja algo que dá pra carregar no corpo, como amuletos já citados, ou varinhas Wicca mágicas que conduziriam energia da natureza, ou colocar na casa, como estatueta Hindu de elefante virada de costas pra porta pra trazer sorte, ou o Maneki Neko japonês que traz fortuna).
  • Seidr e Chi: São dois sistemas de poderes místicos usados (em respectivo) nas mitologias nórdica e CHInesa, e ambos podem ser usados tanto de forma "maior" (como pra rituais, como a medicina chinesa e a acupuntura, ou pra extrair algum poder divino, assim como no panteão nórdico o poder de alguns deuses como Odin e os Vanir possuem o Seidr, que é ilustrado como uma magia rúnida especial) quanto "menor" (em que atos cotidianos, como uma arte marcial ou alguma habilidade caseira, quanto bem feita pode ter essa energia em maiores quantidades). Numa fantasia mágica é mais do que válido adicionar propriedades mais específicas, como os elementos e melhorias que cada feitiço que use o Qi ou as Runas pode fazer (assim como RPG's tradicionais incluem em magias a interpretação ou a escritura de runas).
  • Alquimia e Astrologia: Eu citei antes sobre Astronomia (a ciência sobre as estrelas), e como disclaimer, temos como algo separado a Astrologia (o misticismo em que as estrelas, os planetas, a Lua e o Sol teriam algum poder divino, seja por representar esses deuses ou por terem nelas algo escrito sobre o destino ou a espiritualidade), o que tem elementos combinados com a Alquimia (que embora tenha muitos estudos científicos, seja pela química ou por alguns inventos, alguns simbolismo e filosofias serviam tanto pra explicar o que eles estudavam quanto pra ocultar o que eles não queriam espalhar, tanto que a Crisopeia, que é a transmutação dos metais "ruins" em ouro, surgiu como uma metáfora pra iluminação e pra sabedoria, algo que era gravemente censurado na Igreja, e entre os produtos criados com a justificativa mística temos os boticários, que eram originalmente gente que mexia com perfumes e medicinas pra fazer os cosméticos, algo anterior aos remédios de hoje em dia).
Sistemas de poderes esses feitos pra algumas mitologias e filosofias pra poder fazer algo além de só um sistema com poderes de força e energia que acabaria muito genérico.

Feras, monstros e reinos
Geralmente, numa história em que os deuses têm um grande foco e interferência, é válido colocar que esses deuses criaram totalmente os seres de seu mundo ou faziam com que os seres se tornem em outros (que numa mitologia tradicional geralmente envolve a corrupção e purificação dos seres em outros, mas considerando o que temos hoje, dá pra misturar com evolucionismo), com isso há também a justificativa pra origem de diferentes tipos de criaturas possíveis pra esse mundo.
Outra opção de criaturas/seres pra adicionar inclui espíritos (qualquer ser que, embora vivo e energético, não possui tanta ou nenhuma materialidade), demônios (não inclui só seres malignos ou que usem seu poder pro mal, mas também seres intermediários entre deuses e mortais, com poder mágico avançado e esperteza, embora possa haver variações boas como os anjos e elfos, ou selvagens como os gênios/djinn/ifrits) e elementais (seres compostos por elementos da natureza em sua forma mais pura), e dependendo da mitologia, os dragões podem ser tanto o topo da hierarquia dos monstros quanto algum tipo de seres semidivinos porém selvagens (seja algo natural, como os dragões chineses, ou caóticos como os dragões europeus).
Mas agora explicando algo menos falado aqui, mais a ver com algo de Projeto Dream por falar de multiverso e dimensões, e também que pode ser uma recomendação pra elevar a cosmologia e misticismo do mundo das mitologias que vocês criarem, algumas mitologias incluem conceitos de mundos que estejam, não só conectados ao mundo humano, mas têm sua função cósmica, como:
  • Yggdrasil: Na mitologia nórdica temos o Midgard (que pode ser interpretado como a Terra ou todo o mundo material), Asgard (reino dos Aesir, um grupo de deuses de domínios humanos), Vanaheim (reino dos Vanir, um grupo de deuses de domínios da natureza), Alfheim (da onde vêm os elfos, que na mitologia nórdica são os responsáveis pela luz do universo e também grandes portadores da magia), Muspelheim e Nilfheim (o reino de fogo que traz calor e modela e equilibra o gelo do reino de gelo paralelo, e dependendo da interpretação, esses reinos podem ter seus tipos de gigantes - que na mitologia nórdica são poderosos ao ponto de rivalizar com deuses, e grandes ao ponto de Ymir ter sido remodelado em Midgard após a morte -, não só em Jotunheim), Svartalfheim (sendo Svartalf, ou elfos escuros, um tipo de elfos sem a escuridão de Alfheim, e que incluíam os anões, que dependendo da história de fantasia os anões podem ser uma raça vizinha/rival ou uma variação dos elfos) e Helheim (reino dos mortos).
  • Cosmologia chinesa: Digo assim e não "cosmologia hinduísta/budista" ou "taoísta" porque a cosmologia chinesa mistura vários conceitos em um mundo mais completo, além do Reino do Desejo (que tem os 6 reinos das reencarnações, que são os reinos humano, animal, Naraka/Inferno - que no Samsara os mortos desse reino são punidos por tempo suficiente até serem purificados e reencarnarem de novo -, Preta - algo similar a vampiros, por serem espíritos com uma fome eterna -, Asuras - que são tanto demônios quanto semideuses corruptos ou algo similar aos Jotun/gigantes nórdicos - e Devas - deuses comuns, e inspiração da terminologia dos Deva a deuses menores em Projeto Dream), o Tian/Reino do Céu (onde habitam deuses acima hierarquicamente do Reino do Desejo), Mundo das Formas (algo que mistura tanto algo similar ao mundo abstrato das filosofias de Platão e Aristóteles, da onde viria toda a imagem e forma da realidade) e o Mundo Sem Forma (como se aquilo que habita essa camada da existência está transcendendo tudo que existe), além das Marcas da Existência, como Anatta (em que nada é independente, e tudo está ligado as coisas com as outras), Anicca (nada é permanente, tudo muda) e Dharma (a ordem natural da natureza, na mitologia chinesa o Tao/"Caminho" é tanto o nome taoísta do Dharma quanto a aplicação do mesmo pra todos os mundos dessa mitologia).
  • Makai e Oblivion: Agora me baseando em duas obras populares, tem algo interessante que dá pra extrair de ambos o Makai e de Dragon Ball e o Oblivion da série The Elder Scrolls, que é o fato de ambos serem reinos que abrigam entidades místicas de diferentes níveis e também ser um reino muito rico em magia. Atualmente em Dragon Ball Daima tá sendo explorado esse reino, incluindo novas explicações da origem dos Namekuseijins, Shinjins (Kaiôs e Kaioshins) e até Saibamen ligados a demônios como a raça do Majin Buu e até mesmo [Spoiler] um deus chamado Rymus, que é a contraparte Kaioshin de Zenô, mas bem, ultimamente estive jogando Skyrim e uma magia que eu amo usar são as de Conjuração, e dos principais que dá pra conjurar temos os Astronach de fogo, gelo e eletricidade, e os Dremoras, e de seres "selvagens" que temos vindos do Oblivion (reino da onde vêm os Daedra conjuráveis), temos também uma lenda sobre a origem dos vampiros (descendentes de uma humana com um Príncipe Daedra).
[Parando pra pensar, Skyrim fez uma versão waifu do Chama bem antes do Chaquetrix]
Esses foram vários conceitos que eu pude juntar pra conectar a ideia de várias raças (seja de monstros, tipos de deuses, ou entidades menores como demônios e elementais) pra poder assim fechar essa parte com chave de ouro, assim como dá pra conectar pontos como o poder das relíquias ligados a deuses, à natureza ou ao poder dos símbolos e superstições, ou a construção de um folclore pra conectar o que é real e o que é mal interpretado num reino mágico, e também essa ideia de um "multiverso" (entre aspas porque meio que o sentido é bem diferente do tradicional) pra origem de deuses, poderes e criaturas.

Até mais!

16 de dez. de 2024

Como Desfoder a Porra da Sua Vida

Olá, pessoal, eu sou o Jean Galdino e isso pode soar anticlimático publicar logo uma publicação motivacional com título agressivo no mês do Natal (uma data feita pra ser fofa, alegre ou até cristã, com o Cristianismo pregar e prometer a paz), mas tanto ultimamente tá sendo um ano tenso pra mim e pra webamigos meus, quanto a chegada do Natal tá me lembrando aquele tal Caso Choquei, quando a jovem Jéssica Canedo "automorreu" ano passado, e também eu posso compilar muita coisa que eu aprendi, seja com experiências próprias ou com diferentes vídeos que eu assisti e com os quais aprendi.
[Aviso: Esse texto será GIGANTE, então só lê se tiver vontade ou tempo pra ler]

Introdução e Justificativa

Como dito antes, esse ano foi bem chato pra mim (blog, faculdade, emprego, redes sociais e família), seja por uns momentos ruins ou por transformações bem difíceis no meu cotidiano, e ano passado, embora mais tranquilo pra mim, teve umas notícias ruins como a tragédia da Jéssica Canedo e do Daniel Penin (que embora seja alguém contra a Choquei, se aproveitou da morte dela tanto quanto essa rede, e perdeu o hype depois que foi pego na mentira), assim como alguns webamigos meus terminaram ou tão terminando o Ensino Médio (sou mais velho que alguns deles e só simpatizei por eles entenderem alguns assuntos mais juvenis que eu tinha).

Desafios do Ensino Médio

Óbvio que a educação no Brasil é bem ruim e as escolas tentam ensinar matérias aleatórias de má vontade, mas esse não é o foco, mas sim alguns problemas socioemocionais que muita gente tá enfrentando, não só quem eu conheci na internet, mas indo por partes, temos:
  1. Sono: Um webamigo com o qual mais conversei esse ano esteve enfrentando problemas sérios de sono, ao ponto de perder dias inteiros de aula por não dormir direito e acordar muito tarde. O que eu recomendo pra resolver e evitar isso é: Sempre anotar o que vai precisar fazer no dia seguinte ou em outros dias (pra não ter que carregar na cabeça); Ter um bom despertador (de preferência com um som bem irritante e alto, pra te acordar e você não se arrepender da música ficar irritante); e Dormir cedo, mas num horário condizente (equilibrar os horários pra que possa dormir em média 8 horas por noite).
  2. Interação social e fala: Eu já vi até mesmo em faculdade gente inexpressiva ao conversar (isso é, uma aluna irritante que narrou de forma tão estática um TCC que afetou a nota dela), por isso, é necessário conversar de forma bem solta (sem formar parecer estável ou calmo, porque senão vai parecer que você vai tar falando pra dentro ou com muita vergonha) e ter uma variedade de assuntos (seja de mídia popular ou do cotidiano entre você e a outra pessoa, pra que ambos se entendam). Também é necessário ter coragem pra conversar com pelo menos as pessoas certas (aquelas que você terá a melhor relação ou mais vai precisar ter moral e associação), porque por exemplo eu precisei conhecer uma quantidade razoável das pessoas no emprego e na faculdade pra que possam confiar em mim e até me ajudarem.
  3. Arte e Metas: Outro problema que eu vi em webamigos específicos (que também não irei citar por não ser o foco falar sobre eles), em que já vi alguns me invejarem ou invejarem outros amigos meus (mistificando que a gente tinha algum "dom" pra desenhar, mas óbvio que desenhar não é um "dom" que se nasce e sim uma disciplina), ou outros que simplesmente não desenvolvem habilidade alguma, e por isso não têm algum hobby criativo, nem algum preparativo pra um novo emprego e nem algo pra preencher o tempo livre.

Estresse

O estresse é qualquer reação a perigos, seja essa reação física ou emocional, mas ultimamente muita gente anda sofrendo estresses emocionais, principalmente por ansiedade e antecipação, incluindo um forte medo do futuro e dificuldades extremas de dormir.
  1. Teleofobia: Há muita gente com forte medo do futuro, e nem tô falando de, por exemplo, medo de morrer ou de perder alguém (isso eu explico no outro tópico), mas sim até mesmo o medo das consequências que pode ter no dia seguinte por exemplo. Um colega de trabalho meu admite que já se sentiu na necessidade de ajudar todos que conhece e ele já teve alguns problemas com as pessoas não conseguirem o ajudar, como depressão. É necessário lembrar que vocês não vão precisar ajudar todas as pessoas, apenas as pessoas que você precisa ou pode ajudar, como por exemplo eu ter tido uma amizade e proximidade logo com esse colega desde meus primeiros dias de trabalho. Se preocupar com o futuro sem fazer nada no presente só vai te deixar no passado.
  2. Memória: Estresse pode dificultar a formação de novas memórias e a atenção, e por isso é necessário ter alguma forma de manter a calma (como superar esse medo do futuro) ou anotar (por exemplo, escrever o que você passou no dia, ou precisará fazer em outro, e até os seus sonhos e ideias, em um diário) pra, além de conectar as suas memórias a um objeto e lugar (e ligar pontos melhora a memorização), também pode traduzir o que você está pensando em letras e imagens (habilidades artísticas como desenho e boa letra melhoram muito nas anotações), ficando mais tranquilo de relembrar.
  3. Pensamentos Ruins: Estresse também causa depressão, uma tristeza tão forte que afeta o corpo (lembro de uma vez que eu caminhava no bairro e me sentia fisicamente mais pesado que o normal e até mais fraco), mas também é consequência de uma vida difícil (eu tive por causa da pandemia, problemas de nota no Ensino Médio e também tava meio de mal com minha mãe), e como é um estresse ao ponto da mente criar ideias de como resolver isso com a morte, ou pensando se a morte não seria tão ruim, era uma das poucas coisas que foi mais difícil resolver, ao ponto de durar até o tempo que eu tinha emprego, enfim eu só pude destruir isso da minha mente ao ser sincero comigo mesmo: Admitindo que aquele tipo de pensamento (seja os pensamentos suicidas ou os pessimismos gerais) só tava me fazendo mal e que eu não podia aceitar, e que eu tinha que encarar a minha atual como ela realmente tava: ela tava boa, no mínimo muito melhor que quando a minha depressão começou.
  4. Necrofobia: O mesmo webamigo meu que admitiu ter tido problemas de sono e de habilidades artísticas já admitiu tendo medo da morte por acreditar no risco de acabar encontrando um "Inferno eterno" ou uma "Inexistência eterna" depois de morrer (sendo que ele tem 17 anos e ainda nem terminou o Ensino Médio, é bizarro ele ter esse tipo de pensamento mesmo sem ter depressão), o que eu rebati com pensamentos como:
    • Quem tem medo da morte é quem não tá vivendo direito: O que realmente era o caso dele, ele não conseguia estudar direito, virava muito a noite, só tem amizades na internet e até jogava LoL, e durante as explicações eu completei que qualquer vida pode no mínimo parecer mais longa que realmente foi se a pessoa tá desfrutando ela direito, seja fazendo tarefas corretamente ou se divertindo com entretenimento e lazer;
    • O que deixa tão diferente a eternidade depois da morte e a antes de nascer?: Tanto que, em pensamentos depressivos, há também pensamentos sobre nunca ter querido nascer, sendo que nascer é o oposto de morrer assim como a existência só começa com o nascimento, por isso a gente não devia ter medo da morte assim como não temos medo de quando nascemos, porque são duas pontas do caminho da vida;
    •  A vida não é o oposto da morte: Como dito antes, a morte é o oposto do nascimento e até mesmo são uma simetria (o começo e o fim), assim como a vida não é algo que depende de uma "não-morte" pra fazer sentido ou acontecer, pelo contrário, a morte só ocorre porque algo tem vida (algo que não morre por nunca ter vida, obviamente, inclui tudo que é chamado inanimado) assim como a vida só faz sentido porque a morte uma hora chega (e que a gente tem que aproveitar essa vida antes dela acabar);
    • Sofrer ou fazer sofrer: Isso eu me baseei no budismo em vez de alguma filosofia grega ou alguma palestra, em que a gente busca viver e evitar sofrer (e mesmo que soframos, o que é inevitável, não nos apegarmos ao que nos fez sofrer), assim como evitar fazer os outros sofrerem (o que até Buda diz que é algo difícil porque muita gente só não sofre porque fez os outros sofrerem), e por isso, qualquer coisa boa ou ruim que recebemos é consequência das que fizemos.

Depois da Escola

Agora com algo mais suave, e como eu disse, uns webamigos tão terminando o Ensino Médio, bem como eu disse, é necessário ter disciplina (principalmente manter hábitos e a consistência de seu cotidiano) e prática (melhorar qualquer habilidade útil) pra poder se amparar, seja dentro ou fora de uma carreira. Afinal, depois dos 18 a corrida contra o tempo começa pra ter alguma forma de se sustentar, e por isso minhas dicas são:
  1. Arte e Hobby: Como eu disse antes, ter alguma habilidade artística como desenho e escrita é ótimo até fora de um trabalho, mas se quiser que isso dê certo, é bom construir seu portfólio no Instagram ou Artstation a longo prazo, se alguém estiver fazendo sua arte antes dos 18 é melhor ainda porque dá pra atrair algum contrato igualmente cedo. Ter um canal pro Youtube e começar a carreira com vídeos também é benéfico porque, dependendo do seu sucesso ou de como você sustenta o seu canal, dá pra viver só disso.
    • Sobre arte, pra quem ainda não começou a aprender a desenhar as dicas que eu tenho são: Sempre procurar referenciais pro que você precisa desenhar (deleta da sua cabeça essa ideia de que usar referência não é bom pra artista ou que artista de verdade não "copia"; referências guiam muito pra visualizar a imagem que precisa criar; até recomendo que tenha um Pinterest pra pesquisar novas referências); e Faça rascunhos (mesmo eu desenhando diretamente pra forma final, não recomendo porque é arriscado e eu só faço isso porque meu traço é muito simples e eu sei o que tô fazendo; você precisa primeiro desenhar as formas que irão mapear o desenho antes de transformar na forma final).
  2. Faculdade: Faculdade é recomendável pra caso tiver tempo e oportunidade (afinal, não adianta fazer qualquer faculdade por pressão social ou familiar e acabar escolhendo alguma que não lhe agrada ou não é tão boa pra abrir vaga, como filosofia, ou fazer faculdade num lugar que não é sustentável fazer uma, como em São Paulo capital), mas caso fizer, estude ela até o fim porque é necessário e vale a pena (seja pelos benefícios da faculdade por distribuir conhecimentos – embora seja ainda melhor por cursos que dá pra complementar com a faculdade ou que são distribuídos nas faculdades, como o curso de 6 Sigma que eu fiz ano passado – e te dará acesso a cargos melhores ou no mínimo mais tranquilos), ainda mais que no Brasil há faculdades gratuitas disponíveis.
  3. Estágio: Dá pra fazer antes de uma faculdade, ou pra ter qualificação pra concluí-la ou até continuar depois da faculdade, porque a importância do estágio é que ele dá experiência pra alguns empregos (inclusive faculdade necessita de um estágio por causa da experiência prática pra assim quem se formar da faculdade já ter certa qualificação e também pôr em prática o que estudou), e isso é um preparatório suficiente pra quem ainda tá começando a carreira, embora depois de um certo tempo (como depois de terminar a faculdade) é necessário já ir atrás de um emprego.
  4. Concurso Público: Concurso público à primeira vista tem cara de coisa de NPC, por ter que trabalhar pra algo da prefeitura e ser algo que praticamente 70% da população escolhe, mas é uma boa escolha caso não tiver muita opção de emprego onde você mora (ou pelo menos pra quem mora no interioR que nem eu), e nos concursos públicos há uma forte variedade de cargos pra trabalhar e basta escolher com base na sua formação acadêmica.
    • Português: Nas atividades de português basta o que vocês aprenderam ou puderam estudar no Ensino Médio, que tem o Professor Noslen que é ótimo em ensinar isso.
    • Matemática: Geralmente envolve tanto a matemática básica quanto algumas matérias de Ensino Médio (equação de primeiro e de segundo grau, e áreas como a do círculo), e algumas provas pedem falar sobre Juros Simples (que em suma, os juros são o produto do dinheiro fixo pela taxa de juros e pelo tempo (C x i x t), e o Montante que é o total é o dinheiro fixo somado com os juros (C + J), o que eu soube com mais facilidade pela faculdade usar isso em contabilidade)
    • Informática: Geralmente falam sobre software (parte digital da tecnologia, como sistema operacional, programas e internet), hardware (parte física, como mouses, teclados, etc.), hackers (malwares – qualquer arquivo infeccioso –, phishing – um meio de hackear após enganar a pessoa pra convencê-la a passar informações pessoais – e brute force – hackear ao chutar várias senhas) e e-mail (há informações úteis como os e-mails em si terem surgido em 1971 por Ray Tomlinson, mas os primeiros sites que usaram isso popularmente começaram com o Hotmail em 1996).
    • Conhecimentos Gerais e Atualidades: Enquanto conhecimentos gerais envolve ciências humanas e naturais de diferentes tipos, embora do nível do Ensino Fundamental, as atualidades se trata de notícias que tenham impactado bastante, que pode ser desde uns poucos meses antes do concurso ser anunciado a muito poucos anos (lembro de um concurso que fiz em 2022 com uma questão sobre a morte do George Floyd que foi em 2020, e num que fiz em 2023 citou a morte da Rita Lee que era tão recente que eu não tava esperando que tivesse algo sobre suas músicas na questão sobre ela).
 

Filosofia

Depois do que eu disse sobre conselhos de como desenvolver uma carreira ou até melhoria de saúde mental, é bom alguns ensinamentos filosóficos que podem melhorar o entendimento da vida. Filosofia vem de philia (que significa amizade e é a origem da definição do Amor Aristotélico, que é a satisfação pelo que tem) e sophia (sabedoria), algo como "amigo da sabedoria", "amor pelo saber" ou "satisfação ao aprender", começando a ter sua solidez graças a Sócrates, e continuou com Platão e depois Aristóteles.
  1. Maiêutica: Busca pelo aprendizado com o diálogo, conversando e aprendendo a partir do conhecimento dos próximos, seu nome significa "parto", algo como "parir a verdade", e que é a base pra Dialética de Platão, que envolve ligar informações opostas até descobrir a conclusão.
  2. Ironia Socrática: Essa envolve questionar para certificar do conhecimento da pessoa, afinal, uma descoberta é feita quando a informação/hipótese resiste às dúvidas e se mantém verdadeira, com isso Sócrates fazia muitos de seus alunos aprenderem justamente por descobrirem como responder questionamentos que antes elas não sabiam que sequer existiriam.
  3. Mundo das Ideias e Alegorias: Platão fez diferentes alegorias pra explicar muita coisa, algumas delas usadas pra política, como o Mito da Caverna (que se trata da metáfora ao conhecimento, de como as pessoas presas na caverna são iludidas a verem só as formas – como Platão chamava os conceitos ou logos, mas na alegoria sendo sombras vistas na frente de uma fogueira, essas formas são como a gente ilustra e compreende o que era pra ser o real – mas quem sai da caverna pode ver o mundo real e iluminado, mas não pode retornar – assim como o conhecimento é um caminho sem volta, e isso também é uma crítica a como, depois do movimento Sofista e da morte de Sócrates, era raro os plebeus aceitarem os aprendizados socráticos e platônicos porque os políticos que aprenderam com filósofos sofistas só tinham a habilidade de argumentar mas manipulavam muito a própria plebe, o que coincide com a situação atual do Brasil) e a República (que cita sobre um cenário de uma sociedade perfeita em que todos tinham ensinamento eficiente e um grande poder de voto, e há uma história sobre o Anel de Giges, que se trata de um anel mágico que pode tornar a pessoa invisível e irrastreável, podendo fugir das consciências de qualquer crime que cometia, como uma metáfora ao anonimato, em que a corrupção se torna a consequência justamente da pessoa não poder ser achada e encarar as consequências).
  4. Aristóteles: Segundo Aristóteles, os conceitos na verdade surgem do mundo humano e ascendem ao mundo das ideias, diferente do que Platão dizia, de que os conceitos surgiriam do mundo das ideias primeiro, mas Aristóteles foi o primeiro biólogo (catalogando animais e plantas em categorias) e autor de alguns estudos físicos (embora alguns conceitos ainda usavam misticismo, pois Aristóteles acreditava que a matéria era composta por elementos, enquanto Platão acreditava que a matéria era composta por átomos, algo que só retornou com John Dalton em 1808, o mesmo ano que D. Pedro I transferiu sua cidadania e realeza para o Brasil, mas Aristóteles teve alguns estudos sobre a gravidade que inspiraram Newton e Galileu) e é conhecido como Pai da Lógica (por seus estudos sobre filosofia, silogismo – em suma um "jogo de ligar pontos conceitual", de conectar conceitos que se concordam em uma conclusão dedutiva correta – e linguística) e o mentor de Alexandre o Grande.
  5. Tetrafármaco: Um "remédio filosófico" de Epicuro (filósofo grego que construiu sua filosofia na mesma época), que se trata de: 1) Não ter medo de Deus ou dos deuses (baseado justamente na hipocrisia na mitologia grega ao colocar deuses como seres impulsivos, temperamentais, promíscuos e arrogantes, o que não condizia com uma raça celestial tão responsável); 2) Não ter medo da Morte (como dito tópicos acima); 3) O que é bom é alcançável (Epicuro cita em sua filosofia que pra buscar a felicidade é necessário obter o que faz bem, seja pra saúde, pras relações ao redor ou pros desejos pessoais, e evitar que o excesso desse prazer se torne doloroso); 4) O que dói é suportável (como dito antes também, sofrer é inevitável, e não devemos nos render a esse sofrimento).
  6. Quatro Verdades: Buda (o autor do Budismo na Índia) citava 4 verdades nobres: 1) O sofrimento é inevitável e o prazer é curto (Dukkha); 2) Todo sofrimento tem sua causa; 3) É necessário eliminar a causa do sofrimento (que cada um tem seus próprios sofrimentos com as próprias causas); 4) Caminho Óctuplo (são 8 passos que Buda descreveu que, resumindo, são formas de ser uma boa pessoa e ter uma vida melhor). 
  7. Amor Fati: Nietzche (um filósofo alemão contemporâneo) criou o Niilismo como justamente uma filosofia que explicava a falta de propósito e esperança na sociedade de sua época, como nascemos sem um propósito e não há um motivo metafísico pra existirmos, e o Amor Fati se trata de aceitarmos que o futuro não é algo pronto desde o início, e que devemos aproveitar a vida da forma que ela é em sua materialidade.
Outra filosofia importante é o estoicismo (do grego "stoá", que significa pórtico, um tipo de lugar com teto e pilares muito comumente associado às escolas de filosofia), que é uma filosofia sobre encarar a vida como ela é, boa parte disso em algumas formas diferentes, com filósofos de castas e tempos diferentes mas que se conectam perfeitamente.
  1. Crates de Tebas: Aluno de Diógenes (um dos homens que Platão mais odiava, mas que foi relativamente importante pra filosofia grega também) que deixou a vida de nobreza e riqueza pra conviver junto com seu mestre. Esse era conhecido como alguém bem amável. Sendo mestre de Zenão de Cítio (que fundou essa filosofia), Crates dizia justamente sobre honestidade e humildade, afinal, Crates vivia praticamente que nem um mendigo, mas seja quando ele vivia em palácios como nobre ou nas ruas junto com o Diógenes, o que ele usava como base pra sua moral e reputação não tava nos bens que ele tinha ou não, e sim no comportamento dele e nas suas relações terem sido legitimamente boas.
  2. Sêneca: Meu irmão ficava falando que "estoicismo era algo que não se pode levar a sério", sendo que ele lia A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, cuja ideia é praticamente uma versão Geração TikTok de alguns dos princípios estoicos, como o caso do Sêneca, que começou bem mais essa parte da irreverência às adversidades, tanto que uma frase dele que me fez conhecer o estoicismo "Sofremos mais na imaginação que na realidade" (que se trata justamente sobre como alguns problemas acontecem e são mais tranquilos de resolver do que a gente é ensinado a pensar). Curiosamente, Sêneca e São Paulo (sim, o santo que escreveu Coríntios 1 e 2 da Bíblia) também se conheciam e conversaram entre si, influenciando então na filosofia cristã (o que parando pra pensar refuta também o meu irmão que se dizia "ser cristão" como desculpa pra ser contra o estoicismo, porque isso mostra a hipocrisia dele, ainda mais que Coríntios são os livros favoritos dele).
  3. Marco Aurélio: Um dos maiores imperadores de Roma ainda assim era conhecido como um dos imperadores mais justos desse império, e seu diário que tinha frases pra ele controlar suas escolhas, motivações e ideias (o que coincide com o que eu disse sobre ter um diário ou controlar seus pensamentos) se tornou o livro Meditações, que resumindo, é outro pilar estoico e se trata principalmente sobre iniciativa (há algumas frases bem importantes que dá pra explicar aqui, como "Não perca tempo discutindo como deve ser um bom homem, seja um" – que mostra que desde essa época não era certo reclamar das próprias falhas e não tentar se melhorar – e "A melhor vingança é ser diferente de seu inimigo" – afinal, se a gente quer punir alguém, a gente não pode fazer com esse alguém o que a gente condenava quando ele fazia, senão isso só prova que o que a pessoa fez era o certo e a vingança foi à toa).
  4. Epicteto: Epicteto foi um escravo que pelo que dá pra entender não tinha seu nome original registrado, tendo esse nome por significar "comprado", e ele teve uma vida bem trágica justamente por ser bem debilitado, aleijado por seu próprio mestre e também vivia doente, mas algumas das frases que ele falava eram justamente sobre o segredo da felicidade, e ele sustenta mais o pilar da resiliência. Achei frases dele como: "Não busque a felicidade fora, mas sim dentro de você, caso contrário nunca a encontrará", "É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe" e "Qualquer pessoa capaz de te irritar se torna teu mestre; ela consegue te irritar somente quando você se permite ser perturbado por ela" (inclusive duas dessas frases praticamente se conectam aos outros pilares dos outros filósofos ditos).
E só pra completar, também vale mencionar os filósofos iluministas, que também são úteis pra melhorar a disciplina e o potencial pra novos aprendizados.
  1. John Locke: O pai do Liberalismo foi conhecido por explicar o empirismo e também como a sociedade (não falando só de algo como governos, mas grandes grupos das pessoas) pode influenciar na vida das pessoas, e junto com o empirismo (uma forma de aprendizado com base em práticas e costumes), é base para a analogia de Locke da mente humana como "uma folha em branco".
  2. Jean-Jacques Rousseau: Embora Rousseau tenha se baseado em muito pouca coisa (como por exemplo a situação que áreas urbanas do tempo medieval passavam) pra justificar o "Estado de Natureza", em que o humano poderia viver melhor na natureza, ainda tem essa questão de questionar os detalhes ruins da sociedade, que inclusive influenciaram a Revolução Francesa que eliminou muito das opressões anteriores que a França passava, e também Rousseau concordava que muito que a gente aprende sobre ética e moral é deturbado pela sociedade.
  3. Immanuel Kant: Kant é mais ou menos o contrário do Rousseau, mas mais especificamente sobre como a sociedade precisa necessariamente trazer ordem às pessoas, e como os humanos são selvagens fora de uma sociedade organizada, e uma frase de Kant que é bem conhecida ("Liberdade é quando você faz o que você não quer", quando colocada no contexto certo, se trata de como não adianta Querer fazer algo mesmo sendo algo ruim, ou Não Querer fazer algo mesmo sendo algo bom, e completando com uma frase que eu conheci em um desenho – "Não força a barra, assim vai ficar pior", que ouvi em Asterix e os Vikings (2006) –, não adianta de jeito nenhum "se forçar" a escolhas que dá pra considerar melhores ou mais necessárias porque algo só começa a ser obrigatório quando a pessoa naturalmente não vai querer).
Essas citações de diferentes filosofias são justamente por explicarem o que eu precisei ensinar praticamente na primeira metade desse blog, como se fosse a bibliografia disso tudo mas também uma parte normal de toda a explicação, assim como, se você conseguiu ler até aqui, você teve foco pra querer saber o que eu apresento aqui e também interesse em mudar de vida mesmo que não use tudo o que eu ensinei aqui, o que eu entendo, até na faculdade eu aprendi que não dá pra ser 100% produtivo ou dar abertura a 100% das chegadas, porque assim como uma fila com 100% de atendimento sofre sérios gargalos, uma vida 100% produtiva é muito estressante.
Assim como eu disse que, pra desenhar, é necessário desenhar o rascunho (aquela parte mais fraca, abstrata e dividida que dá forma antes do desenho final) e ter referências pra desenhar (afinal, ninguém é onisciente pra saber tudo que precisa visualizar e também desenhar não é que nem escrever ou fazer exercício que precisa memorizar o que fazer, desenhar não é talento de memória muscular), na vida os nossos problemas sempre têm aquela parte menor (ou menos preocupante), mais compreensível (porque o que é abstrato é, embora mais simples e básico, também mais explicável, porque vem de "abstractus", algo como o particípio de "abstrahere"/"separar", como separar aquela camada mais básica da forma completa) e nunca é só uma causa, e sim várias, e também no cotidiano, seja viajando pra outro lugar ou indo achar alguma peça, sempre temos referências, como algo próximo ou a localização que o estabelecimento ou a peça fica.
Autoconhecimento é a habilidade de conhecer suas opiniões, pensamentos e limitações, e eu tive meu autoconhecimento durante o meu trabalho, descobrindo que eu tenho um transtorno comportamental associado ao autismo e que adiou por um tempo de eu ter meu primeiro emprego, o que me fez entender a fonte de muitos dos meus problemas, e que não fazia mais sentido fingir que eu era absolutamente neurotípico, já que a criação aqui em casa que me pressionava a acreditar que fosse neurotípico (e mesmo antes do diagnóstico eu já acreditava ter outros transtornos por me sentir meio sem respostas pra tantas dificuldades terem sido "naturais demais" e coincidirem com eles, até eu descobrir um transtorno que eu realmente tinha) e ironicamente isso só me causou problemas (seja eles de controle emocional, de socialização ou até de trabalhar e estudar, por não saberem como, por assim dizer, me gerenciarem nas áreas que todo esse cuidado é pouco).
Por isso eu mesmo desenvolvi esse blog: Pra desenvolver melhor o autoconhecimento de qualquer um que tenha a oportunidade de ler esse post nesse blog, que inclusive eu não sabia como eu voltaria a escrever aqui depois de um mês sem nada novo.

Até mais!

9 de nov. de 2024

Necronomicon: Como criar um grimório proibido

 Eu lembro que fazia cerca de uns 5 a 7 anos que eu assisti a uns vídeos prometendo que o Necronomicon existia ou que com ele seu portador teria um poder elevado sobre a magia, ou que esse livro seria só um mistério, acho que é porque antigamente a gente era adolescente e achava que qualquer porcaria que falavam pra gente era uma verdade secreta ou perdida, algo parecido com vampiros ou "mensagens subliminares da Disney" (que pelo que eu vi os vídeos originais sumiram e só sobraram os reacts), mas conforme passava o tempo isso foi desmistificado e eu também comecei a ouvir falar do contexto desse livro.

 Hoje em dia o Cthulhu é claramente um dos monstros mais populares da cultura pop, mas uns poucos anos atrás esse bicho era até que underground (eu lembro que quando era adolescente só conheci por causa do Terraria), eu lembro de quando eu assistia a alguns canais de terror como Explorando Segredos e Mistérios, e um dos monstros que eu mais gostava de ouvir sobre era o Cthulhu, não por história ou poderes, mas por eu simplesmente ter achado uma das coisas mais maneiras que eu podia encontrar, já que era um monstro gigante com corpo humanoide, cabeça de polvo e asas de morcego, e eu já gostava de criaturas como o Kraken e dragões.
 Eu não assistia a vídeos com jumpscares (inclusive odiava o canal Ambu porque a parte mais "assustadora" eram os jumpscares que eu só queria pular pra ver, por exemplo, os youtubers contando relatos deles) e antigamente os canais de terror eram péssimos em terror psicológico, muitas vezes contavam como se fossem quase contos de fadas de tão fantásticos, alguns narradores tinham até uma voz fina demais pra algo que era pra ser intimidador, como o MysteriumTV (apesar que eu goste desse canal), mas eles tinham ainda assim muita imersão, e o medo que eu tinha era se esses monstros, demônios e alienígenas fossem reais e pudessem me devorar, ou que alguma coisa sobre os jogos que eu jogava fossem canônicas e deixavam o jogo mais trágico (como a creepypasta que o Hypno devorava as crianças que hipnotizava ou que o Raticate do Blue morreu)
 Tudo isso é o contexto para explicar como toda essa imersão e crenças faziam as histórias de terror mais mal-contadas ficarem tão macabras, por elas parecerem algo que existiu e ninguém sabia, assim como o Cthulhu é um dos contextos pro Necronomicon que é o motivo principal desse blog, por ambos serem criações bizarras de Lovecraft, que sobre ele ter sido muito racista já é outra coisa muito falada sobre ele, e bem como o Quadrinhos na Sarjeta disse uma vez, realmente, parte do racismo de Lovecraft ajudou em alguns conceitos como muitos dos seres serem muito bizarros ou perigosos por serem de fora do nosso espaço e controle, como A Sombra Sobre Innsmouth, que além de falar sobre uma cidade portuária afastada ainda na Terra, também tem um pouco de miscigenação, embora com criaturas.
 No entanto, o folk horror (em que o terror é baseado em algum povo tradicional ou distante e sua própria cultura) e o terror de monstros não têm a ver necessariamente com o racismo, mas o folk horror é baseado justamente em tradições que podem ser ou soar perigosas, ou sobre como povos que a gente pode ter encontrado tem motivos pra terem segredos ou manterem suas tradições, como o filme Homem de Palha de 1973, assim como os terrores mais conhecidos são esses de criaturas assustadoras, desde mitologias antigas, o que deixa mais assustador quando criaturas cruéis têm suas próprias sociedades, como os orcs em Senhor dos Anéis ou os vampiros em histórias de fantasia moderna.
 No fim, o Necronomicon foi um resultado desse gênero do terror cultural, com criaturas malignas em lugares distantes e elementos que fogem da compreensão, pelo menos na compreensão do homem cristão ocidental médio, como múltiplos deuses, forças científicas tão avançadas que nas mãos de humanos parecem poderes, e civilizações diferentes que foram extintas ou tão escondidas, assim como o próprio autor do Necronomicon é o árabe louco Abdul Alhazred (inclusive esse "Alhazred" seria considerado um nome impossível no vocabulário árabe muçulmano, e o certo seria "Al-Hazrad", embora etimologicamente possa ter algo a ver com "Hazard", um termo pra aviso de perigos à saúde), e Necronomicon na verdade é um nome grego para Al Azif, cujo "Azif" era uma palavra arábica para barulhos de inseto ou algo que era acreditado ser uivo de demônios.
 Infelizmente, Abdul teve uma morte extremamente violenta, estraçalhado por um monstro invisível em público sob plena luz do dia, aterrorizando muita gente no processo, não se sabe o que aconteceu com os testemunhas, mas há a entender que o monstro só atacava aqueles que conseguiam o ver ou sabiam da sua existência. Mas falando em monstros, o Necronomicon teve vários feitiços que envolviam ressuscitar os mortos, viajar entre dimensões e invocar esses seres para servirem favores ou realizar desejos, e por isso, muitos desses feitiços podem incluir também controlar o espaço-tempo, seja pela natureza anormal dos feitiços que controlam as leis da física no universo ou por envolver invocar seres com esse poder, como o Yog-Sothoth, o deus do tempo e guardião das dimensões.
 O livro Necronomicon é ilustrado sempre como um livro de páginas bege com desenhos realistas macabros juntos de escritas incompreensíveis (o que acho paia, o livro foi escrito na Terra e teve traduções em árabe, grego, latim - que já é uma língua bem macabra - e até espanhol; mas isso de ter um idioma próprio ainda concordo que dá um medo e vai combinar com algo que falarei depois), e a capa feita de uma cara humana (o que eu queria entender ao menos qual é o dono dessa pele, o cara é mais esquecível que a Gwen Stacy; mas pelo que parece isso foi popularizado pela reinterpretação do Evil Dead, em que a capa e páginas são de pele e as letras são de sangue, o que ao menos dá a entender que não foi só uma pessoa, e sim várias), e hoje em dia essa parte da necromancia e magias dimensionais tá cada vez mais difícil de achar em representações atuais, retratando como se fosse um livro de magia muito forte, o que me irrita justamente pelo Necronomicon ser feito pra ser um livro proibido, e necromancia é uma das magias mais macabras que pode ter na história das civilizações e também em RPG's.
 Um momento pra continuar isso das representações atuais do Necronomicon, que foram baseadas em Evil Dead, eu acho preguiçoso todo esse esforço pra escrever as páginas inteiras com essa língua alienígena pra soar "Eldritch", não só considerando o que eu falei do Necronomicon ser escrito em idiomas inclusive bem comuns, mas também porque tá bem na cara que eles não queriam esforço algum pra escrever o que o Necronomicon teria pra ensinar, como taumaturgia e cosmologia, além de alguns desenhos parecerem que foram feitos só pra chocar as pessoas, como esses sigilos (apesar que sigilos podem ser desenhados e escritos de forma estranha, mas são sempre feitos pra soar visceral ou das trevas), esses rostos de zumbis sem contexto, ou nessa página tendo simplesmente um cara parecendo que tá dando o olho (lá ele rs) pra uma criatura na terra. Essa do idioma bizarro até me lembra aquela cena do Cada Um Tem a Gêmea Que Merece, em que os personagens falam um idioma nada a ver e sem tradução pra não ter que elaborar algo coerente usando uma escrita de verdade, mas ainda lembra um pouco isso aqui abaixo.
 O Manuscrito de Voynich é até hoje um livro indecifrável que, pelo que há a entender, havia todo um catálogo sobre botânica ou medicina, rituais (considerando as ilustrações que envolvem pessoas) e astronomia (tendo até o que há a entender uma ilustração da Via Láctea), mas que não pudemos reaprender o que foi escrito nunca teve uma tradução oficial e também não houve nenhuma pista do que podia ser interpretado. E aproveitando que tô falando sobre esse livro, esse e outros da mesma época já foram feitos de pergaminho, no caso um tipo de papel feito de pele, geralmente de ovelhas/carneiros, vacas/bois/bezerros e cabras/bodes, o que não deixa tão impossível a ideia de papéis feitos de pele. E falando em pele, mesmo que isso ajude a assustar por, afinal, assim como a necromancia, tá mexendo com a morte e coisas do corpo humano, a ênfase na carne não é necessária.
 O Museu das Almas do Purgatório é um museu de 1917 em Roma, Itália, que retrata tanto pinturas quanto livros e outros tipos de materiais que contam sobre a Morte, como ilustrações do pós-vida ou artefatos que tiveram um certo "contato" com os mortos, como essa tábua e outros produtos que tiveram essas manchas de queimaduras em forma de mão. Muitas vezes, o que falta em representações modernas de conhecimento proibido, ainda mais os que falam sobre a morte, precisam também tocar nos assuntos espirituais e morais, não só por algo como paraíso, inferno e essas magias de morto que dá pra achar até em RPG engraçadinho, mas algo parapsicológico, como espíritos e poder espiritual, assim como em mitologias antigas a morte tem seu peso intensificado pela jornada dos espíritos, ou seres mais fundamentais, como os deuses, se comunicam nos sonhos, algo que também envolve o espírito e inclusive foi inspiração pra profecias e símbolos, como as profecias de José (filho de Jacó), as feras contadas por Daniel (o profeta que ficou amigo de leões) ou o Chi Rho (ou Cruz XP) do Imperador Constantino.
 Símbolos religiosos podem ter diferentes quantidades de detalhes, o que inclusive precisaria de uma publicação inteira sobre isso, então pra facilitar pra vocês, > aqui < terá um link sobre uma variedade de símbolos, o que quero dizer nessa parte também é que símbolos, como os sigilos, quando são todos detalhados ou bizarros mas sem uma explicação, ficam simplesmente sem sentido, como aqueles mostrados no Necronomicon de Evil Dead, enquanto há símbolos sagrados que são muito simples ou têm apenas detalhes "suficientes", mas seus significados são muito ricos, e só são detalhados quando todos os detalhes têm seus significados, enfim, isso no fim envolve parte da arte abstrata, em que temos o formato base (ou "forma", que por sua vez esse termo também pode ser usado como "conceito") e precisamos completar com o significado da obra, muitas vezes a pintura ou figura.
 Isso resume parte da recapitulação e como os pontos estão ligados, mas a minha maior conclusão sobre o Necronomicon ou Al Azif é que, sendo um grimório (um livro de feitiços, encantamentos e rituais), precisa ter seu sistema mágico, teológico e cosmológico pré-estabelecidos e consistentes, seja para ligar os pontos desses elementos, como quais magias se ligam a quais deuses, ou a importância dos deuses e monstros pro universo, ou como essas magias afetam elementos e leis da natureza, e também como essas magias podem impactar positiva e negativamente a vida das pessoas, assim como, sendo um elemento para um conto de terror, deve no mínimo ter seus mistérios à medida certa, nada tão exposto mas ainda dando brecha pras pessoas "estudarem" o que essa história oferece, também deve trazer diferentes sentimentos negativos também pela imagem pois o susto ou o nojo não são tudo, e mesmo que esteja claro que é um material fictício, é necessário trabalhar para que isso soe ou seja ameaçador caso existisse, ou tenha detalhes que aumentam as chances de poder existir.

O conto de terror Calada da Noite que eu escrevi pro Halloween eu mesmo escrevi com base nessa trindade do terror como o que eu citei no mapa mental acima, escolhi o folk horror justamente por esse mistério de um lugar tão diferente, o desconforto dos relatos e da lenda, e também a narração em primeira pessoa foi feito pra que vocês leitores se sentissem na pele do narrador, que por sua vez eu nem decidi um nome, assim como nenhum personagem humano ali tinha um nome e a vila não tinha um nome, poderia acontecer com qualquer um em qualquer lugar, mesmo que monstros não existam, é perigoso ficar isolado nas ruas, é perigoso andar sozinho à noite e eu pude unir a ideia de fantasmas e lobisomens num mesmo ser, e o final em aberto é justamente pra aumentar essa ansiedade, se não tinha fotos feias pra chocar e nem vídeos barulhentos pra fazer jumpscares, isso fica melhor ainda, com "palavras assustadoras" que te guiam pra entender um mundo assustador e inseguro.

Até mais!

30 de out. de 2024

A Calada da Noite - Um Conto de Halloween

"Quando aprendemos o que nos causa medo, aprendemos quem nós somos" – Guillermo Del Toro.

Era uma noite de céu limpo, sem nuvens, eu e minha namorada estávamos numa viagem de carro para visitarmos os pais dela no interior, estava com o rádio ligado na estação FM, a estrada tava vazia, me senti menos preocupado em olhar para minha namorada e dar mais atenção ela no assunto, isso pôde me confortar enquanto eu tava ansioso naquele escuro que eu só via a Lua, os postes e o pouco que o meu carro iluminava.
Virei a curva para a cidade que a gente precisava ir, comecei a desacelerar à medida que chegava às ruas dela, e eu visito a casa dos sogros junto com a namorada, eles foram gentis comigo, o meu sogro ainda era rígido comigo pois ele ainda vê a filha como alguém mais vulnerável que ele tivesse que proteger, talvez algo como um dragão de seu tesouro, eu não sou perfeito, até brigamos uma vez, mas pude convencê-lo, já a sogra eu não tenho o que comentar, ela fica muito na tela, e ela é muito tranquila, um contrapeso.
Porém, o sogro ficou olhando pra janela, olhando pro céu, enquanto parecia... assustado, antes ele ficava muito de cara fechada comigo, ou sorrindo com os colegas de trabalho, mas ele parecia tar em choque, como se tivesse visto algo errado, eu tentei ajudar ele, mas ele me afastou, e avisou que era pra eu não sair da casa até amanhecer, assim como ele depois de sair do transe teve que trancar as portas e foi jantar junto conosco, uma preze eles faziam pra agradecer por terem comida na mesa, eu sem opções resolvi orar com eles, mas era meio estranho.
"Obrigado, Ceuci Itaiauara, por dar-nos essa terra, por dar-nos essas frutas e essa carne, obrigado, Ceuci Itaiauara, por dar-nos força pra aproveitá-las"
Ceuci Itaiauara? É uma entidade local? Bem, tava até com medo de questioná-los, pois não sabia o que iriam responder, a comida estava ótima, como as batatas, o frango e o milho, eles até que comiam muito antes de dormir, mas nem me importei, meu sono foi ruim, mas foi uma maravilha a refeição. De manhã, eu e a minha namorada passeamos pela cidade, e conhecemos alguns que eu lembro de relance, mas a namorada aparenta saber desde a infância.
Porém, tão perto do meio dia, quando eu estive conversando com três ex-colegas de sala dela, o grupo falava casualmente do desaparecimento de quem era pra ser o quarto na roda, ou quinto se eu for incluso, ou sexto se contar a namorada minha.
Não entendi o que queriam dizer, até achei que o que ouvia naquela noite não tivesse a ver, mas tinha, eram gritos horríveis o que ouvimos lá, e o que os garotos contaram é que esse outro tivesse sido devorado por um Cachorro Mor. Questionei o que era aquili, e me contaram do que se tratava como se fosse só mais um conto.
Um velho da mesma cidade, num outro século, apanhava cachorros das ruas, os abatia, a carne virava seu almoço e a pele virava tapetes e jaquetas, porém, eram cães de rua, sem dono, ninguém se importou, até que ele fez com o cachorro de um barão da cidade quando era vila, o condenaram a um espancamento, o velho não se deixou por vencido, e sequestrou a filha com a qual começou a se deitar sobre ela à força.
O barão descobriu, e então, o espancaram mais, o decapitaram, e incendearam a cabeça, enquanto a filha recitou premonições de que elesentiria 7 noites no Inferno como 7 anos, mas 42 dias depois, alguém velho tão parecido com aquele lá, aparecia eventualmente nas ruas, andava torto em pé, preferia andar de quatro, deitava enrolado e uifava quando recebia uma moeda, enquanto de noite, algo estranho aparecia, e podia atacar homens, mulheres e crianças, eu achei que era por terem feito algo de errado, mas me calaram de discordaram.
Cachorro Mor perseguia aqueles que andassem no escuro da noite, pelo que se sabe evitava grandes grupos, preferia aqueles mais sozinhos, um deles diz que o avô dele sobreviveu a um ataque desse ser. O Cachorro Mor começava comendo os membros exteriores, como os braços ou as pernas, esse avô perdeu o pé direito e a mão direita, o monstro depois abriria a barriga para depois devorar os órgãos, o que há a entender por palavra daquele colega que o Cachorro Mor não conseguiu, ele não contou o resto, ele não sabia, mas quem sabe, essa fera tenha evitado lutar.
Eu fiquei com medo pensando na tortura, enquanto almoçava a galinhada de hoje com dificuldades de engolir, eu me sentia... que tava devorando pedaço por pedaço do que um dia foi aquela tal galinha, enquanto minha namorada tentava me acordar da paranoia, e o sogro ficava sem entender. 
Talvez eu só precisasse me confortar, a sogra me guiou e deixou assistir à TV junto com o meu cunhado e seu filho, por essa eu não esperava, o irmão da minha namorada, por parte de outra mãe, já tinha um filho, e quando conversei com ele, disse que era só o terceiro, quem sabe há um deus da fertilidade aqui, porque eu com três meses sérios com a minha namorada não preparei nem o meu casamento. De qualquer forma, era uma animação boba de Três Porquinhos passando num programa de Sábado.
Como sempre, um porco preguiçoso faz a casa de palha, um mediano a de madeira e outro mais dedicado a de tijolos, o lobo sopra a casa de palha, e ele devora o porco, mesmo de forma engraçada, com ele devorando o porco inteiro sem violência, isso me pegou de surpresa, era algo novo pra mim, mas enfim, o lobo sopra a casa de madeira, também engole o porco, ele não consegue soprar a casa de tijolos, o porco ria, mas então, ele esperava uma quinta personagem aparecer: uma porquinha mais nova e mais baixa, filha do porco da casa de tijolos, vestindo um vestido e um capuz vermelhos.
O lobo convence a porquinha a ir pra um caminho errado, acho que essa parte era mais familiar, enquanto o lobo chegava mais rápido à casa de tijolos, e o porco da casa de tijolos deixou a porta aberta, o lobo aproveita e entra na casa, o porco o flagra, e uma luta inicia, a porquinha chega tarde, e ficava com medo, o lobo que havia levado uma surra tentava ir à porquinha, mas o porco segura o lobo pelo rabo, e com dificuldade, o joga no caldeirão, o lobo derretia, um pouco mais graficamente, com detalhes em vermelho entre a pele e os simplificados ossos, mas então, o lobo era dissolvido, e servido, o desenho acabava.
No fim da tarde, me mandaram comprar creme de leite, alguns molhos e mais frango. Por que comem tanto frango nessa casa? Enfim, entrando no mercado e fazendo compras foi tudo normal, porém, não tinha frango, tentei compensar comprando bacon e salsicha,não usei meu carro pra ir e não chamei carona, já estava de noite, o caixa até me avisou dizendo "Volte sempre, e não ande longe dos postes, é o que você tem na falta de estrelas", eu já entendi a segunda frase, mas não entendi a terceira, mesmo que me desse medo.
Eu, com a sacola numa mão, e outra mão no bolso ocupada pra um canivete, tentei andar sob os postes, me sentia enganado, e se isso me deixasse mais vulnerável? Eu tô refletindo luz praticamente, e no meio de muros e casas tão comuns, com as vizinhas me saudando quando me viam, eu me sentia tranquilo, mas eu esqueci o caminho que tomei, quatro quarteirões, quatro malditos quarteirões eram o suficiente para me perder.
Eu vi numa esquina um par de muros de tijolos vermelhos, com um portão de grades que não sei que cor era, haviam olhos atrás daquilo. Se eu correr, aquilo me pega mesmo que eu tente, se eu ficar, ele me devora sem eu me defender, eu andei, não tirando aquilo do meu campo de visão, eu tentei não piscar, mas quando pisquei, o rosto parece ter se mexido, e algo que parece uma pata saía do portão, eu corri, corri, e corri, algo que parecia um humano imitando um uifo enquanto sofria sérias dores ecoava mesmo comigo muito longe, eu achei a casa que tava procurando, mas tava tão longe, eu tiro a caixa de salsichas e jogo elas pra trás, aquele ar estranho e quente parecia parar de me seguir, o isopor da caixa caía quando eu havia soltado pelo desespero.
Eu batia com força no portão e gritava, ouvia eles discutindo se podiam abri-la pra mim, e eu tinha que dar tempo deles concordarem, aquele bicho era alto, muito magro, parecia um cão vira-lata gigante, de pelo cinza que brilhava como prata sob a Lua, os olhos azuis brilhavam como se eu visse de perto, ele galopava em minha direção, eu penso nas minhas escolhas, sobre quando eu quebrei o porcelanato da minha mãe na infância, sobre meus amigos delinquentes e minhas covardias contra os alunos da frente no colegial, sobre como eu fiz minha namorada chorar por ter falado mal do meu sogro, mas quem sabe, é isso, aquilo ficava cada vez mais perto, e mais perto, eu puxo o canivete e ouço a maçaneta.

Fim!

12 de out. de 2024

Desaparecido

Estive a um tempo sumido, não porque não tinha nada de interessante acontecendo a esses meses, mas porque eu não tava tendo tempo nem pra mim mesmo ou pro meu blog, e aproveitando que o blog anterior foi sobre Homem-Aranha, eu já me identifiquei com o Homem-Aranha recentemente por causa das pessoas me julgando injustamente só porque tem gente mais popular buscando se impor (nem falando de internet, eu reparei como as pessoas, mesmo erradas, tentam subjugar quem eles discordam pra criar uma "ordem natural", como na faculdade).

Uma vez eu já mandei uma sala parar de gritar porque aquilo tava irritante, aí o pessoal começou a gritar mais ainda, um ficou me acusando de também tar gritando (como se eles gritarem por macaquice que fosse o bonitinho e alguém gritar pra todo mundo ouvir que fosse o pecaminoso e o imperdoável; sem falar do cara ter simplesmente me acusado do que ele acabou de fazer muito mais vezes), um deles falou que eu "tava discutindo com gente grande" (como se aquela gritaria não fosse coisa de crianças do maternal), e quando eu falei "gente grande aqui sou eu do quinto ciclo, e vocês são do quarto", todo mundo riu desse último.
[Na Fatec, os semestres são chamados de "ciclos", e dá pra passar dela em 6 ciclos, o limite é 10 mas só se você for muito panguão pra não passar da faculdade]
No fim é isso, os valentões tentam criar uma "ordem natural" falsa e domesticada por uma vontade hostil e egoísta, que incomoda todos que são contra eles e até tendem a ameaçar destruir aqueles que se oporem (na mesma situação, um dos gritadores até ameaçou me denunciar pro diretor, o que eu convenci ele de que não seria necessário ou ninguém acreditaria, enquanto eu já denunciava pra um coordenador e o mesmo deu uma lição neles), e até pode prejudicar quem fisicamente e sensorialmente sofre só dessa vontade hostil existir, como eu, que pelo meu autismo mesmo que leve tenho uma audição muito sensível.

No fim, eu me associo ao Homem-Aranha basicamente porque agora eu trabalho e tenho faculdade, e minha ocupação com hobbies como desenhar e escrever tava decaindo e acabo limitando tudo pros fins de semana ou pra momentos muito estreitos dos dias úteis. E no fim, esse e o blog do Projeto Dream ficaram em longos hiatos, aqui porque eu não tinha o que compilar já que eu já estive escrevendo as coisas num diário (o que aliás, melhorou muito o meu sono) e o Projeto Dream porque as histórias malucas que eu tava planejando não tinham tanto tempo pra pensar enquanto eu taria escrevendo espontaneamente, e com isso eu mudei de estratégia pra usar esses hiatos como tempo pra roteirizar a ordem das ideias já anotadas.

E se bem que essa minha autocomparação ao Homem-Aranha soa mais pesada considerando um dos maiores estereótipos do herói que é perder um tio, e eu já perdi vários, seja alguns por parte de pai, ou atualmente um tio meu por parte de mãe que, além de um câncer terminal, acabou sofrendo uma negligência de dois irmãos específicos que visitaram Pernambuco só por inveja e acabaram ignorando esse tio (enquanto minha mãe e minha avó realmente visitaram esse tio pra acompanhar e acalmar ele), nem vou focar muito nisso, embora eu espere que a situação não escale tão longe.

Outra coisa louca que me aconteceu, mas que dessa vez é mais ou menos um livramento, ou um mal que veio pra um bem, que é de dois webamigos meus que eu abandonei depois deles se tornarem insuportáveis pra mim (e olha que fui traído por muito webamigo e isso começou a desafiar minha confiança e empatia).
Tá ligado aquele estereótipo de que o personagem "inteligente" só soa inteligente porque ele é tão prolixo que os personagens não entendem e, por roteiro pobre, simplesmente ridicularizam ou não levam a sério? Eu fiz um post sobre isso em desenhos da DC.
Mas aí esse ex-webamigo, bancando o intelectual, tentou usar como prova o Lex Luthor controlando a Equação Anti-vida, sendo que nesse desenho da SBT (Liga da Justiça - Ação Sem Limites) o Lex Luthor e o Batman só soam inteligentes porque os heróis já são mais burros até do que a média de suas versões em quadrinhos e os vilões sempre abriam brechas muito óbvias. Sem falar que no próprio desenho a "Equação" não é expressa como um cálculo matemático ou alguma coisa igualmente abstrata, como textos ou alguma alteração estética, é simplesmente um Ki.
Além disso, eu já tinha argumentado algum outro assunto (que nem eu tava lembrando direito mas já deixou ele tiltado à toa) envolvendo mulheres e arte, mas enfim, ele ficou me xingando de graça e mandou 83 fotos de um cara pelado que eu nem sei quem é (claramente pra ofender minha sexualidade, mas com senso crítico dá pra entender que o cara é o que gostava de outras coisas considerando a dedicação dele de me mandar foto mais de 80 vezes), e me tirou da lista de amigos (como se eu sentisse pena ou desespero por ele depois de toda essa palhaçada, pelo contrário, até achei engraçado).
Já outro que eu não vou mostrar quem é dessa vez (embora apareça aí apenas como "Capivara" porque não tô conseguindo abrir o Paint pra barrar os nomes) ficou me irritando por causa de desenhos, e... só olhem isso.
Não entendo por que chamam as pessoas de gay em chats mesmo que as pessoas não sejam de verdade, se é pra provocar ou se é por um meme idiota, mas no começo o que me irritou foram essas mensagens mais no fundo desse primeiro print. O cara já vacila na interpretação de texto de não entender duas linhas de texto.
Raiva é uma emoção (que diferente do sentimento, é algo curto e passageiro) usada como uma defesa interna (não só pra lutar contra ameaças, mas pra responder e expressar indignação, em sua maioria contra burrices), se o cara não entendeu de primeira com textos curtos, eu apelei pra estender e explicar o que eu tava passando.
Ele depois faz vitimismo pra fingir que não quer ler o que eu quis dizer e nem entender a minha situação, e tentar se colocar como um coitadinho indefeso. Depois de uma troca de mensagens, eu até tentei mudar de assunto pra algo que eu já tava mais acostumado e preparado, mas no fim ele mete essa.
Mó tipo
"O que acha do meu sistema de poderes da minha história"
"É bom melhorar o seu traço"
???
E também que mesmo quando eu fiquei explicando o porquê do meu traço tar "parado no tempo" é justamente por eu já ter encontrado um traço que eu me sinto confortável de desenhar (pode soar fofo demais pra assuntos violentos, assustadores ou sexuais que eu abordo, mas eu gosto desse traço por ser mais polido e ágil pra desenhar, assim como eu por mim mesmo não gosto de desenhar muito detalhado, às vezes até redesenho pra ficar mais simples e compacto, ainda sem perder qualidade), e também não é como se meu traço ficasse ruim, afinal, traços mais simples e cartunescos são mais amados independente de épocas, e assim como esse webamigo não tem muita credibilidade em falar de qualidade de arte.
[Antes de tudo, algumas atualizações sobre a versatilidade do meu traço pra explicar como, mesmo sendo tão uniforme, não quer dizer que eu não sei ou aceito praticar outros temas]
Eu às vezes só exijo muito que as pessoas expliquem o porquê de acharem minha arte ruim, mas no fim o cara mete uma dessas.
O cara acha que South Park é um traço de obra prima kkkkkkkkkkkkkkkkkk
E acha meu traço "arcaico" (sendo que arcaico é pra definir coisa velha ou primitiva, e se for seguir essa lógica, há muito mais pinturas ricas em detalhes e até realistas que são arcaicas) sendo que meu traço funciona quase como o do South Park.
No fim eu até falei pra ele ser sincero (afinal, ele tava soando muito desonesto e tentando procurar motivo pra falar mal do meu traço igual a uma certa ex-webamiga artista minha)
"Nossa, eu propositalmente fiquei falando mal da tua arte de graça e colocando defeitos que não existiam, fiquei fingindo de sonso pra você talvez ter peninha de mim, fiquei te empurrando trend que você não tem nem tempo de fazer goela abaixo, nossa, como ousa se irritar, né???"
Aí não deu outra, xinguei ele, não tava aguentando mais dar trela pra ele, ele até tentou fazer uma chantagem emocional que tava começando a me fazer ter pena dele, mas depois eu bloqueei ele porque vi como ele tava sendo insuportável, e que provavelmente ele iria sair mentindo sobre mim.
Sabe quando uma mãe ou namorada pergunta se parece gorda com alguma roupa e o cara fala que sim ou fala algo que dá brecha a essa interpretação e ela só responde "ah, vá procurar uma mais magra que eu"? Pode soar específico demais, mas senti algo tipo isso, e também o cara fala como se ele fosse mais especial sendo supostamente "analfabeto funcional", sendo que meu xingamento foi baseado em erros de interpretação de texto simplesmente inconcebíveis, que não era pra alguém com internet cometer.

Fora isso, agora falando sobre a seguinte pergunta cuja resposta pode finalmente compilar o futuro do Projeto Dream com ou sem essa faculdade que tô cursando:
"Projeto Dream ainda tem potencial pra inovar ou ao menos se sustentar?"
Resposta curta: Sim, com certeza, só tá demorando.
Mas em uma resposta mais longa, assim como eu tenho planos novos, eu também precisarei reestruturar os planos que já fiz.
  • De ideias que eu preciso organizar, a magia antes chegou a se tornar um encosto como eu falei uns meses atrás, um estoque encalhado, como eu dizia junto com alguns professores quando falamos de estoque, quando o gasto deixa de ser de guardar os materiais pra agora fazê-los durarem mais tempo, já que o sistema tava ficando mais fora de controle, com regras quebrando mais fácil e até precisando de personagens capazes de romper magia pra contra atacar a quantidade elevada de magos, já que eu não quis "monopolizar" os poderes e reduzi-los à magia. Assim como o multiverso foi cada vez menos usado porque realmente nunca tive histórias interessantes pra criar histórias pros universos paralelos que tinha ao lado do universo 255-P, o que por um lado compensei com mais histórias no universo principal e até na Terra do mesmo, e dimensões menores que existiriam dentro do próprio universo, não tão fora da ideia antiga da dimensão dos monstros.
  • Falando em multiverso, assim como um certo ex-webamigo chamado Eric (que apelidei de Arco-Íris Idiota uma vez depois de ter largado ele por umas brigas passadas, e que eu fiz uma página só pra explicar isso com mais detalhes), eu limitava muito o multiverso de Projeto Dream pré-reboot a um conjunto de universos iguais, embora com temas diferentes e, entre eles, um com referência meta-linguística ao universo dos quadrinhos lost media, porque eu me baseava muito em AU's de Steven Universo e Undertale (na época lá de 2017 a 2019 eu não fazia ideia de como eram os multiversos de Marvel, DC, Doctor Who ou Rick & Morty com tanto detalhe, então pra mim é como se as fanfics que tivessem inventado o multiverso, e só depois fui definindo os universos por números de série que nem essas 4 inspirações melhores), e conforme passou o tempo, o multiverso ficou cada vez mais acessório, mesmo no reboot que só surgiu porque a série Anomalous não tava se sustentando como continuação espiritual (o que dá pra ver que aquele final que fiz pra versão pré-reboot, com Universo do Caos e Teoria de Tudo foi tudo pra dar um final megalomaníaco ou definitivo, pra no fim tudo ser inútil por eu acabar criando uma história que parecia um plágio da anterior, e no fim desisti e refiz a original pro que tem hoje). E resumindo, embora o multiverso tenha parado de ser usado por um longo tempo, os universos alternativos terão histórias próprias, assim como as camadas pré-definidas terão cada vez mais importância, como o plano astral e o espiritual, assim como há um arco novo com o Pyrman investigando um universo novo pra história.
  • Também planejo temas novos pra minha história, como:
    • Dar ainda mais destaque a alguns temas filosóficos pra minha história, afinal, somando elementos da minha história como a lei do suicídio (em que aqueles que tiram as próprias vidas têm suas almas destruídas e não recebem um pós-vida; uma mensagem anti-suicídio que criei pra simplificar o quão irreversível e ruim isso é) e as grandes ações e aventuras daquele universo, há uma lição estoica, existencialista e até absurdista ou niilista-ativa, por serem filosofias sobre enfrentar a vida por mais difícil que seja, ou viver a vida mesmo que não faça sentido ou não tenha um motivo pra ter acontecido. Assim como (spoiler) um dos episódios futuros, mesmo que spin-off, terá algumas analogias entre evolução física (adaptação, seleção natural, espécies) e evolução espiritual (melhorias pessoais).
    • No meio do multiverso (só pra terminar esse detalhe com uma chave melhor), terá alguns mundos como Reino das Fadas, o universo N100 tendo uma importância além de um mundo novo pro Pyrman visitar, os antiversos de Qliphoth e por aí vai, assim como já tenho uma página no blog só pra usar de bloco de notas.
    • Também irei manter o ritmo quanto aos poderes únicos ou no mínimo impressionantes, e às viagens diversificadas dos personagens, e isso vai ser bem tranquilo de cumprir. Planejo mais poderes envolvendo controlar conceitos e também mais poderes considerados inesperados, o que eu perderia muito tempo pra especificar como seriam.
Mas fora isso, evitei dar spoilers além da citação do Universo N100 e do tal episódio sobre evoluções, porque assim como spoilers são irritantes, evitando prometer muito, eu tenho menos pressão em tentar cumprir tudo. Assim como eu fiz esse blog aos poucos durante o dia porque assim eu podia curtir uns vídeos no Youtube e jogar um pouco (finalmente pude comprar muita coisa que pra mim no TF2 era inalcançável), e assim como fazendo esse blog eu também pude libertar muita coisa da minha mente.

Até mais!