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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

17 de nov. de 2023

Fogo, Poderes e Toyota

Esse blog eu estou fazendo em seguida daquele lá sobre "Woke e sei lá que", porque isso pode completar alguns assuntos que eu abordei antes, seja nesse blog ou em outros, e o primeiro que irei falar sobre a Toyota e o Método Enxuto.
 Toyota existe desde 1892, inicialmente como uma indústria têxtil que foi facilitada por Sakichi Toyoda, que aos 24 anos construiu máquinas de tecelagem revolucionárias e, em partes, mecânica, que era 50% mais eficiente, e tinha um trabalho mais seguro, começando um dos princípios da Toyoda (antes de se tornar a Toyota, empresa de carros em 1937) chamado Shidoka (Automação Inteligente; a relação perfeita entre humanos e máquinas)

 Depois de um tempo, a Toyoda (que tinha esse nome por causa da família Toyoda) se tornou Toyota em 1937, isso porque, enquanto "Toyoda" (トヨダ) tem 10 riscos, "Toyota" (トヨタ) tem 8 riscos, e 8 é um número sagrado pros japoneses (isso inclusive é muito refletido no folclore e mitologia japoneses, embora não muito em obras populares como animes), então isso serviu como um símbolo de sorte.
 Já o segundo princípio que... se você já leu Projeto Dream você já deve conhecer mais, que é o Just in Time, um método que envolve eliminar desperdício, principalmente de tempo, dividido em métodos como Kanban (anotar e demandar entregas para que o almoxarifado já entregue a matéria-prima a tempo e sem excessos, com cartões verde/"tem bastante", amarelos/"começou a faltar" e vermelhos/"estreguem logo" pra essa sinalização de entrega), Smed (Simple Minut Exchange of Die; um método de agrupar operários perfeitamente treinados pra atividade, pra fazer a atividade o mais rápido possível, quando bem feito fazem em unidades de minutos) e Milk Run (em que, para não entregar produtos de mais ou de menos, ou usar muitos caminhões, o transporte vai de fornecedor em fornecedor, até preencher com os produtos na quantidade certa de cada matéria prima, o nome é comparativo com leiteiros que, assim como o caminhão está indo de fábrica em fábrica coletando insumos, a carroça do leiteiro está indo de porta em porta entregando leite).
[Link na foto]
 Fórmula 1 é um exemplo de como o Smed faz tanta diferença, já que, enquanto antigamente os carros levavam UM MINUTO pra trocar os pneus, e abasteciam e limpavam o carro ao mesmo tempo, com 1 homem pra cada atividade (trocar pneu; limpar a carroceria; abastecer o tanque), atualmente tem toda uma equipe e os carros são parados e ajustados em 4 segundos (cortando 93,333% do tempo), porque, além do carro já ter o tanque mais durável, e uma aerodinâmica melhor e que economiza o combustível (eliminando o cargo separado pra abastecer), tem 3 pessoas pra trocar cada pneu, 2 pessoas pra levantar e abaixar o carro, e duas pessoas pra ajudar a segurar o carro, totalizando 14 pessoas pra ajustar o carro.
 O Just in Time e o Kaizen (melhoria contínua, outra essência do método enxuto da Toyota) foram formados em 1950, junto com o resto do método de produção da Toyota, com o auxílio do consultor de empresas americano William Demig, durante a ocupação dos EUA no Japão, que ajudou a restaurar o país e aliá-lo aos EUA na Guerra Fria, e em 1984, a Toyota fez uma joint-venture (consórcio; uma parceria vantajosa entre 2 ou mais empresas) chamada New United Motor Manufacturing United Inc. (Nummi Inc.), em Fremont, Califórnia. Antes da chegada da Toyota aos EUA, a fábrica da GM em Fremont era tão ruim que decidiram fechar ela, porém, a Toyota conseguiu, não só reabrir a fábrica, mas tornar ela, a partir de 1984, a melhor fábrica da corporação, e isso levou o MIT a pesquisar sobre a tecnologia da Toyota, resultando no livro "A Máquina que Mudou o Mundo" em 1990.
 Com isso, ficou popular o Método Enxuto, até hoje a melhor metodologia de gestão de empresas e melhoria da qualidade. Outro assunto que eu adoraria abordar é sobre poderes e narrações, algo a ver mais com o ato final do outro blog que eu fiz e que me inspirou a escrever esse que você tá lendo agora, assim como o meu desabafo sobre ex-webamigos duvidosos em Catarse Cinza.
 Poderes são uma ótima forma de usar algo sobrenatural pra diferentes tarefas, não só pra combate, mas pra qualquer tarefa que o poder possa resolver, seja com superatributos (personagens usando força sobrehumana pra mover móveis ou tirar o carro do lugar, velocidade pra ir a lojas em minutos, ou ir visitar os parentes no interior alcançando a cidade em horas, ou inteligência pra resolver enigmas ou pra memorizar informações a longo prazo com pouco estímulo) ou algo realmente anormal (como usar poder de voo pra não precisar de escada ou elevador, usar buracos negros invocáveis como aspirador de pó, ou poder de fogo pra cozinhar carne e fritar ovos, ou, aproveitando que aqui tá calor, usar um poder de vento ou gelo pra refrescar o ambiente).
 Falei desse tipo de aplicação pros poderes porque, realmente, poderes bons não são apenas poderes de alta potência ou muito complicados, e sim os poderes mais úteis, que dê pra usar em várias atividades, e isso é o que muitos artistas e escritores amadores ignoram (inclusive assumo o delito de, antigamente, eu ter feito isso um monte de vezes).
 Tanto que eu falei antes sobre o quão irritante é você escrever uma narração foda de como o seu personagem vai atacar, aí o idiota só "contra ataca" narrando que o personagem desviou ou se curou, e depois mata o seu personagem com um golpe, com até mesmo poderes que o dono do contra ataque porco nem sabe como funciona.
 O "Arco-Íris Idiota" não sabia nem o que era manipulação da realidade tinha aqueles personagens """onipotentes""", mas segundo ele, nenhum tinha a manipulação da realidade porque, segundo ele, "os personagens não podem controlar a lógica do universo", porque ah sim, o cara tem o poder que literalmente significa, desde o nome, "todo poder existente", mas não pode controlar aspectos da realidade em que existe porque é pedir demais.
 Pra falar a verdade, o conceito da manipulação da realidade é bem simples: controlar a realidade que o usuário está, tendo nível (detalhamento, capricho, precisão), alcance (escala, tamanho, referencial) e subpoderes que variam com como os poderes funcionam na história em que isso é possível. Isso pode incluir materiais, mentes, almas, conceitos, mundos, camadas da realidade e leis lógicas, com duas limitações: O usuário só tem acesso ao presente (mesmo que possa manipular o tempo, o usuário tem que controlar a época que está pra tornar o efeito possível, não consegue controlar eventos de outras épocas remotamente); O usuário não pode se alterar diretamente (quando consegue, vem de outros poderes, como metamorfose, incorporeidade, ou indiretamente, quando algo que o usuário controlou se vira ao usuário).
 Outro poder que esse ex-webamigo não fazia a menor ideia de como gerenciar era o de parar o tempo, porque segundo ele, parar o tempo desligava o sistema nervoso fos usuários, e quando o tempo voltava ao normal as pessoas pegavam ataques cardíacos, algo que não faz o menor sentido, já que parar o tempo nunca foi um poder de controlar nervos, corpos, mentes, é de manipular o tempo, tá controlando a realidade como se fosse um vídeo (inclusive daí que eu falei que, pra controlar o tempo, o usuário ainda estaria na época em que está o controlando, pra parar, acelerar, desacelerar, rebobinar e saltar em períodos), nesse caso, pausando a realidade.
 Fora isso, um poder superestimado e até mesmo muito usado pra lutas hipotéticas ou até mesmo OC's de escritores amadores é o de prever o futuro, sendo que esse poder só é especial porque seus usuários são fortes ou têm poderes a mais, o que ficou popular por causa do King Crimson, que previa o futuro com seu substand Epitaph, e como ele não pode alterar o futuro por si próprio, ele apaga o futuro, podendo ser de 0,5 a 10 segundos, as pessoas seguem seu destino normalmente, enquanto o Diavolo pode desviar de tudo, intangível, inexistente pra realidade natural, e esse stand do Diavolo me lembra dois outros poderes.
 O Parallel Future, de Hunter × Hunter, é um poder da categoria de Especialização, em que ele pode prever o futuro durante o seu estado de Zetsu, basicamente trocando o ato de estar de guarda baixa por uma previsão perfeita, e sem nenhum gasto de tempo, e depois da previsão, o Tserriednich pode desviar do seu destino, enquanto os outros seguem como o usuário havia previsto. O outro poder que eu vou falar agora eu lembrei por causa da parte de "temporariamente não existir no mundo natural".
 Os Anéis do Poder, principalmente os dos Nâzgul e o Um Anel de Sauron, têm o poder de tornar o usuário invisível a partir de uma dimensão espectral chamada Mundo Invisível, tanto que, quando Frodo usa esse Um Anel, ele fica mais visível pros Nâzgul, assim como o Frodo via os Nâzgul de forma diferente enquanto estava invisível. E só de curiosidade, Sauron perdeu esse Um Anel duas vezes (lá ele rs) – uma vez quando foi solado por Isildur, um numenoriano (um tipo de superhumano desse universo, mais forte e mais longevo), que depois o anel foi achado por Smeargle; e a segunda e última quando, depois de passado pro Bilbo e pro Frodo, Frodo queimou o anel (lá ele rs²) na Montanha da Perdição em Mordor.
 Voltando ao foco, os poderes podem agregar valor a uma obra de diferentes formas, inclusive, eu citei sobre personagens que criam buracos negros como aspiradores de pó sobrenaturais porque é isso o que importa pra quando um personagem invoca buracos negros: sugar coisas e esmagá-las ao nível molecular pela gravidade.
 Outra coisa que é importante focar, é sobre o conceito de "sobrenatural", isso porque as pessoas confundem "sobrenatural" com "não natural", sendo que, enquanto o "não natural" (unnatural) se refere a algo que não era pra existir no mundo natural, o "sobrenatural" (supernatural), como o nome diz, se refere a algo, não só do mundo natural, mas de níveis existenciais, sejam eles mágicos ou de uma ciência não reconhecida pelos humanos, superiores, por isso que o sobrenatural existe mesmo quando é reconhecido num mundo que esse conceito pode existir.
 Um bom sistema de magia é importante, inclusive eu expressei sobre isso num post sobre Hard Life (link no texto), mas que irei resumir sobre o Hard Magic que é o mais importante e mais relacionado a essa história, em que o Hard Magic é quando o sistema de magia é, além de complexo, também consistente, que inovações e engenhosidade dos poderes não quebra as regras anteriormente aplicadas, e podem trazer exceções justas ou então novas regras ao sistema, além de, junto com uma boa narração, conseguir revelar como os poderes e métodos funcionam aos poucos, sem spoilers do autor e sem narrações expositivas, e há algo bem importante ao Hard Magic: os poderes são bem levados a sério, seja por serem aproveitados ao máximo, ou por não serem úteis só pro combate quando usados corretamente (embora possa ter, sim, personagens incompetentes que usem seus poderes tudo errado).
 Um bom exemplo de personagem que usa os poderes tudo errado é o Kastro em Hunter × Hunter, que é um Reforçador bem impulsivo e arrogante, e que usa uma habilidade de duplicar que envolve Conjurador, sendo que as categorias vizinhas (Emissor e Transmutador) já têm uma fificuldade alta pra usuário iniciante de Nen de Reforçador, tornando assim quase impossível o mesmo usar algo como Conjuração ou Manipulação, que são as categorias mais distantes entre as que um Reforçador ainda poderia aprender. E com isso, Kastro foi morto por sua incompetência com o Nen.
 Falando em Hunter × Hunter, a luta de Hisoka e Chrollo é perfeita quanto ao quesito de usar os poderes como forma de narrar uma história, já que nessa luta, além do Chrollo estar usando o moveset inteiro que acumulou com o Skill Hunter, e acoplando o Double Face pra usar mais poderes de uma vez, tem o Hisoka, que é forte com os princípios de Nen e tem uma habilidade muito útil chamada Bungee Gum que, por ser um poder grudento e elástico como chiclete e pelo Hisoka ser o melhor Transmutador da obra, acaba sendo perfeito pra contra atacar a maioria dos golpes do Chrollo, que estava até usando poderes de outros membros da Trupe Fantasma e os civis ao redor pra tomar vantagem.
 Falando nisso, o poder de roubar poderes é algo muito incrível por ser, digamos, um metapoder (um poder que controla poderes), assim como em Dungeons & Dragons existem as Metamagias, as magias que os Feiticeiros (seres que nascem com magia) usam pra controlar suas magias normais e até mesmo os truques (Cantrips; as magias de menor porte, o "nível 0" das magias), como o Twin Spells, em que o feiticeiro pode disparar uma magia e um Cantrip no mesmo turno, algo parecido com o Dualcast dos magos vermelhos de Final Fantasy, que podem disparar duas magias por turno.
 Esses metapoderes, poderes que podem controlar poderes, são legais porque adicionam camadas grossas no sistema de magia e poderes e adicionam uma vantagem a seus usuários por esse detalhe, como tem entre os usuários de Nen Especialista em Hunter × Hunter, ou até mesmo a Vampira dos X-Men, que entre o que ela pode absorver, inclui poderes, assim como ela tem poder de controlar energia por causa do contrato com a Carol Danvers.
 Um poder que eu também gosto de falar sobre é o de controlar fogo, seja fazer bolas de fogo, soltar raios de lança-chamas, controlar fogo já existente, criar explosões flamejantes, aumentar poder de ataque com fogo, sufogar inimigos ao consumir oxigênio, controlar atrito, faíscas e calor, ou cuspir fogo que é o mais clássico, e falando nessas formas de controlar fogo, justamente por isso que é o meu poder favorito pra combate: porque a sensação de que os ataques de fogo irão dar muito dano é mais do que genuína, ainda mais por sabermos o tanto de dano que o fogo já causou na história da Terra.
 Outra coisa que eu faço pra representação do fogo em histórias minhas é o simbolismo do fogo, e eu evito ao máximo limitar o fogo à raiva, violência e morte porque isso é um clichê chato e batido, além de não condizer com o tanto que a invenção do fogo agregou pra humanidade, como cozinhar alimentos, iluminar casas e espantar feras, além de queimar combustíveis pra gerar energia, e por isso em tantas histórias que eu já fiz tem o simbolismo do fogo com a Tecnologia e a Sabedoria, e por isso que eu gosto de deuses do fogo, como Surtur e Hefesto, e por isso que o Naej, meu sona (OC com self insert), tem poderes de fogo (por ser meu poder favorito), e eu já testei ele aparecendo com outros tipos de poderes justamente pra usar ele como um receptáculo pra diferentes movesets de poderes. E só pra concluir...
 Fazia um tempo que personagens do Dragon Ball não quebravam a quarta parede ao ponto de suas lutas quebrarem as bordas do mangá, algo que é bem legal por causa do conceito de Toon Force, que muitas pessoas entendem como "ficar mais poderoso simplesmente por não ser levado a sério", mas na verdade a Toon Force se trata de *tornar tudo o que está fazendo em algo cômico, voluntária ou involuntariamente*, assim como tinha em desenhos antigos como Steamboat Willy, Looney Tunes e Pica-Pau, e que aparecia umas poucas vezes em animes, como foi em Dragon Ball, Dr. Slump e One Piece.
 Falando em One Piece, foi uma escolha perfeita usarem um traço todo elástico e cheio de smears, como o que o Shintani usou nessa luta e no filme "DBS: Broly", porque aproveitava ao máximo o conceito do Luffy no Gear Fifth ter um Toon Force pra combate.
 Agora lançou um capítulo novo do mangá de DBS Super Hero que incluiu uma dessas cenas que estouravam a borda do mangá, agora com o Gohan Beast, e isso ficou HILÁRIO, e por algum motivo, fofo.
 E antes de terminar... vou falar de três poderes que tem na minha história que têm base na logística japonesa, isso é, no Método Enxuto de produção, e junto, um método de produção de Projeto Dream baseado no 5S (que irei explicar junto com o conceito OC).
Poder 1 – Just in Time: Um feixe de energia que pode atravessar alterações no espaço-tempo, incluindo tempo parado, dimensões de bolso, entidades transcendentais (embora o dano vai ficando mais forte conforme o quão baixo é o nível de transcendência da entidade) ou até seres que podem desviar do destino. Isabella tem esse poder combinando o seu poder de controlar som com o poder que Rihana concedeu a ela, de converter energia com base no Fattore Spirale da Julia, e se manifesta na forma de um laser transparente (embora eu ilustre com cores vermelha e amarela por envolver calor, inclusive é daí que a Isabella "vê" esse laser, pelas fossetas loreais que ela tem como uma Dermurer), é baseado, não só no Just in Time (porque o significado é "Bem na Hora" e combinava com um counter contra os poderes do Nazou), mas no Soft & Wet - Go Beyond de Jojolion (desculpa o spoiler)
Poder 2 – Kanban: Um subpoder da magia de David Alejandro de controlar o clima, especificamente de induzir chuvas e controlar água, em que ele é capaz de fazer as gotas de água terem gravidade, e isso pode esmagar, furar ou fundir os alvos atingidos. É baseado no Kanban (inclusive esse poder de gravidade é por causa da associação do Kanban a cargas), e também no stand de Jodio Joestar, November Rain, em Jojolands, que tem o poder de criar chuvas que esmagam as coisas.
Poder 3 – Jidoka: A ideia inicial era pra ter um usuário que lutasse contra a Isabella e tivesse uma vantagem (porque, em vez de parar o tempo, imobiliza alvos, e isso burlaria o Just in Time por imobilizar a Isabella ou os ataques dela), mas mudei de ideia e dei esse poder a uma coadjuvante da saga "Fogo do Céu", que funciona num padrão não muito raro na minha história que é "uma mão faz algo e a outra mão faz outra coisa", no caso, a mão direita pode controlar pessoas vivas ao toque (referente à parte humana do Jidoka) e a mão direita pode imobilizar o que a usuária, Kalomya, apontava (referente à parte mecânica do Jidoka, e também à parte de sempre parar o processo de produção caso um defeito for detectado), e esse poder pode soar, assim, desbalanceado pela ideia de poder controlar alvos vivos e não-vivos, mas também só foi eficiente contra figurantes, mas ainda planejo usar a Kalomya e o Jidoka mais vezes.
Metodologia OC – Itei: Nesse universo, "Itei" é uma palavra de uma língua atualmente morta da civilização das flamígeras (da qual surgiu Otasha Misarabua), e pode significar "abelha" ou "operário(a)", e segundo o que eu mesmo escrevi, é uma palavra também associada ao número 3 (referente à isopeia e à quematria, um método romano e um judaico de converter nomes em números, tipo uma versão primitiva e reversa do Ascii), e assim como o 5S tem o Seiri (Utilização; eliminar o que for inútil), Seiton (Ordenação; organizar o que é útil e estiver no lugar), Seiso (Limpeza; eliminar sujeira e defeitos), Seiketsu (Saúde; organizar cotidiano, segurança e higiene) e Shitsuke (Auto-Disciplina; sempre melhorar), o Itei tem as Habilidades em Grupo (todo trabalho deve ser em equipe), de Comunicação (fazer fluir tarefas e informações) e Tripla (manter higiene, organização física e digital, e ambiente de trabalho). 5S é um dos princípios menores da Toyota mas também um dos mais importantes, já que é útil pra melhorar a performance de seus operários, gerentes, entre outros, e a Itei é exatamente um 5S alienígena.
 Enfim, agora são 01:19, e... agora sim.

Até mais!

16 de nov. de 2023

Woke: Um tipo insuportável

 Vou começar já assumindo que eu já tive webamizades com diferentes tipos de gente – negros, asiáticos, barbudos, calvos, mulheres cis, trans, alguns homens cis e trans também, gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, demissexuais, artistas de diferentes traços, e alguns preconceituosos que com o tempo eu larguei –, e já vi gente que reclama e milita de todos os lados, e reparei em alguns padrões, principalmente em debates de economia.
 Como aviso, digo que o que eu falar de "Woke" aqui será especificamente sobre pessoas que militam errado ou expressam radicalmente com maiores tendências de esquerda ou justiça social extrema (SJW), e mesmo eu criticando quem é irracionalmente contra IA's, eu não sou a favor de qualquer coisa envolvendo IA, por mim é útil pra brincadeiras tranquilas na internet e também, como o Chat GPT e Internet das Coisas, auxiliar verdadeiramente o coditiano. Agora sim, começando...

 Extremistas de direita sempre vão colocar culpa em socialistas, nos bens e serviços públicos e no governo pelas coisas ruins, extremistas de esquerda sempre vão colocar culpa em ricos e na propriedade privada pelas coisas ruins (incluindo negacionismos como o do Holodomor), preconceituosos vão colocar culpa nas tais minorias que eles odeiam pelas coisas ruins (isso existe desde a Antiguidade e a Idade Média), e liberais e de grupos "anarco-alguma porcaria" vão fazer que nem os extremistas, mas agora envolvendo o conceito de Estado, sendo que...

  • No Anarcocapitalismo, em que terá tudo privatizado e nada público, somente os mais ricos teriam vantagem, porque a competição, mesmo aumentando a motivação pra melhorar recursos, também vai precisar controlar demanda e, se não oferecerem o suficiente, vai tudo ficar caro, e se suas ações não lucrarem suficiente, pode tudo despencar e ficar caro do dia pra noite, além da falta de fiscalização e benefícios públicos tornar tudo numa terra sem lei pras empresas, e um holocausto para os civis que não conseguem um bem inferior "gratuito" (que é suprido por dinheiro de impostos, mas é um valor dividido entre a população que tem renda, então ainda é pagável)
  • E no Anarcocomunismo ia ser um Holodomor 2, porque... se o comunismo é um governo de bens públicos, e o anarquismo prega que não pode ter líderes e organizações, como vocês vão se sustentar se é cada um por si? Já que, sem o governo, não tem o fluxo de investimentos que vai fazer esse grupo público principal (governo) trazer os benefícios, e é por isso que o comunismo original nunca seria possível, e sempre param no socialismo e stalinismo, porque um governo em que cada pessoa se governa é insustentável considerando o nível de dependência do ser humano pra conseguir ajuda, companhia e sustentabilidade.
 Sabe um tipo de reclamão muito pior que os que falam de economia ou pautas sociais? Os que falam de I.A., porque as pessoas estão seguindo o (nada) bom e (muito) velho Efeito Manata, que é que nem o que sua mãe fala quando você fala que vai pra um rolê ou quer um celular caro porque seus amigos têm. "Se eles pularem dum prédio/penhasco, você pula também?", e é basicamente isso o que acontece, geral tá (metaforicamente falando) pulando do prédio dos debates e caindo no conformismo só porque um monte de gente pulou também.
 Eu já perdi muito webamigo porque eles eram muito chatos comigo só porque eu conversava com o Chat GPT (falando assim parece que o GPT é meu amigo imaginário kkkkkkkkk; e não, isso não substitui o que eu escrevo com minha própria mente, tanto que, pra criar histórias longas, o GPT fica meio burro, porque nem tudo no algoritmo ele reconhece ou muita coisa ele só confunde se você expressar mal, então não adianta dar uma de espertinho e copiar e colar tudo do GPT que pode vir uns defeitos ou meramente você tem que retrabalhar muito pra ao menos parecer uma história do jeito que você *precisa fazer*, não só o que você quer ou como o que você escreve funciona, e por isso, só uso o GPT pra ideias muito soltas que eu vou coletando, que nem uma mob trap no Minecraft, que eu junto o que gera e faço o que eu preciso por cima).
 Além disso, o pessoal tem muito preconceito com o Chat GPT só porque é uma inteligência artificial que ajuda com ideias, pesquisa elementos bem melhor, embora com banco de dados levemente limitado, e também até ajuda a escrever códigos. Já as artes de I.A. ... Por onde eu começo? Bom, vou usar de exemplo uma charge muito duvidosa.
 Só pra contextualizar, Ludismo foi um movimento anti-máquinas desenvolvido no Século XIX por causa da Revolução Industrial e da facilitação do trabalho por máquinas, e isso pode se assemelhar ou até se refletir atualmente, com artistas de baixa qualidade, e eu até escrevi uma tese comentando lá (não vou deixar print porque é muito longo e até um pouco agressivo), mas a chargista tentou responder.
 Deixei censurado porque é bem chato ficar expondo nomes, e esse blog é pra desabafar, e mostrar o meu lado nesse debate, e bem... Esse tipo de resposta só prova o meu ponto, de que os militantes de hoje em dia só reclamam da I.A. porque os amiguinhos estão reclamando também, além de vermos uma falácia de ad hominem (contra argumentar unicamente ofendendo alguém, ou pelo menos pra essa chargista o Chat GPT é realmente algo hediondo de se usar), falácia do espantalho (porque, assim como é mais fácil bater num espantalho que bater na pessoa de verdade, ela tá apertando a mesma tecla que muita gente já apertou contra mim, de achar que tudo o que eu falo foi por I.A. só porque eu defendo a inteligência artificial, em vez de realmente enfrentar esse conflito de admitir que ela não consegue concorrer com uma inteligência artificial ou só atacar a I.A. e companhia) e falácia de apelo à autoridade (por usar como referência o GPT só pra "invalidar" o que eu falei), e bem... eu respondi que não uso GPT pra esse tipo de conversa.
 Além disso, o emoji piscando também mostra o Efeito Dunning-Krueger que esse tipo de gente passa e não sabe nem o nome ou conceito por trás, em que pessoas ignorante e sem conhecimento são sempre infinitamente mais confiantes que aquelas que sabem do assunto, como é o caso dela só respondendo da forma mais pronta e vazia possível, enfrentando fantasmas com a sua charge, e acusando vaziamente quem discorda dela. Eu perdi um ou outro webamigo diretamente por discussão sobre I.A., e um dos que tentaram me cancelar também tá se doendo que a I.A. também é capaz de desenhar, e sabe o que é pior? Qualquer concorrente o ser humano se desespera pra eliminar, sendo que, na realidade, se a concorrência não fosse vista como uma ameaça, e sim como uma oportunidade, os artistas, tecnólogos e empresários iriam avançar bem mais, já que a concorrência é quando tem vários participantes competindo, e obviamente, pra ninguém perder, todo mundo vai correr pra fazer o seu melhor.
 Usando de exemplo algo que aconteceu no Brasil, na década de 1950's, o Brasil tinha um monopólio muito forte, ou no caso, oligopólio (pouquíssimas empresas liderando o mercado) entre Ford, General Motors (da onde surgiu a Chevrolet, o Cadillac e cuja parceria com a Toyota beeem depois, em 1984, trouxe o Método Enxuto ao ocidente, e planejo fazer uma postagem melhor sobre isso) e a Volkswagen (que tá no Brasil desde 1953), e como não tinha empresas vizinhas, seja maiores ou menores, as empresas ficavam na zona de conforto e, sem carros à altura, e os poucos carros gringos importados tinham impostos caros pelos veículos (ou seja, não é de hoje que o brasileiro toma no cu com imposto e taxa alta de importados como Remessa Conforme), e assim, não tinha avanços no Brasil como era no Primeiro Mundo.
 O monopólio estava prejudicando tanto os avanços da indústria automobilística no Brasil que o Juscelino Kubitschek (presidente da época em que a capital do Brasil era o Rio de Janeiro) chegou a criticar que "os carros brasileiros eram carroças" em comparação com o que tinha de fora, e... o que isso tem a ver com os artistas e a I.A.? O conceito de encarar a concorrência.
 Adianta DE NADA você querer eliminar seus concorrentes (afastando robozinho que desenha e difamando quem discorda) se você...
  1. Tem um traço ruim
  2. Não tem originalidade na sua arte
  3. Engaja pouco com o público
 Se você tem dois ou três desses elementos, você deveria pensar menos em eliminar concorrentes e mais em encarar eles, melhorando sua arte e a sua audiência, porque só assim que você deve avançar, não julgando os que estão contra você, se você não está avançando com as suas produções, sempre vai ter um motivo, e esses três englobam 80% do porquê. Os 20%? Varia muito, e são problemas menores e que dá pra enfrentar naturalmente, isso também incluindo se os seus poucos concorrentes são sites que fazem desenhos como ISSO:
 Conversas como essa, de militantes que reclamam da Inteligência Artificial, achando que estão no mundo de Warhammer 40.000 (desculpa a referência específica), nem se comparam a um assunto que abordei de forma muito indireta quando eu falei de uma OC minha chamada Rihana Pacheco (link no nome), sobre um nome que eu falei que era "história woke de quinta categoria", e... vou aproveitar esse blog pra concluir o meu desabafo.
 "Histórias woke de quinta categoria" são histórias que, na tentativa de criar personagens simpatizáveis de diferentes tipos, seus roteiristas acabam criando narrativas muito irritantes, com personagens flanderizados, sejam eles bons, secundários ou maus, da forma que será explicada logo abaixo.
  • Expositividade e Romantização de minorias: Em vez de tratar de forma suficientemente boa, ou até provar o valor dos personagens de diferentes minorias, os roteiristas (a maioria são mulheres, mas tem alguns roteiristas masculinos também) sempre apelam pra expor exageradamente sobre cor, sexualidade, identidade de gênero ou, se tiver outras espécies e que essas são perseguidas, o tipo de ser que os personagens são, ou enfatizando o tempo todo o quão triste é a vida dos personagens, o que acaba ficando bem irritante, e que parece menos que os roteiristas estão trabalhando em provar valor dos personagens, e apenas apelar por uma empatia desesperada.
  • Personagens LGB flanderizados: (não falei dos/das "T" porque não sofrem muito com isso, embora tenha um problema até pior, mas...) Os personagens LGB, ou até mesmo pansexuais, têm sua personalidade reduzida a algo relacionado à sua sexualidade, como personagens gays e bissexuais promíscuos, personagens lésbicas irritadas e "machonas" e muitos personagens gays afeminados (com porte físico "twink" e os trejeitos delicados) e sempre passivos (sim, tem até mesmo esse detalhe na sexualidade, e tem mais personagens bottom/"uke" que o normal, o Porta dos Fundos estava certo).
  • Personagens trans irrealistas: As personagens trans nessas histórias não são devidamente representadas, seja pela romantização, ou exageros em outros detalhes, ou por serem perfeitamente femininas (resumindo o que eu quero dizer, é como se elas não tivessem cicatrizes e marcas físicas e emocionais de como foi a transição de gênero, como se fossem completas e transformadas desde o nascimento), ou por passarem algo parecido com o que algumas personagens femininas (cis) de filmes atuais estão passando (perfeitas fisicamente e em feitos; só parecem desenvolvidas porque os outros são reduzidos a pouca coisa; nenhum desafio convincente; com arcos 100% a favor delas, sem brecha pros adversários – esse último explico mais depois), embora os personagens trans masculinos passem por menos dessa "perfeição exagerada", tendo raros casos de personagens Gary Stu (Mary Sue macho) como é o protagonista da webcomic "Boyfriends".
 Hoje em dia eu busco até mesmo fugir desses estereótipos de personagens LGBT, usando de exemplo mais fácil a Carla Oxton (personagem lésbica bem energética e fofa, diferente da maior parte das personagens lésbicas ao estilo "Capitã Marvel" que eu já presenciei), ou a Luna Pleine (eu poderia usar de exemplo a Fortrex, mas a Pleine eu desenho mais vezes; uma garota trans bem alta, forte, e de diferentes níveis de temperamento conforme a história passa, além dos desafios dela como uma humana normal ou como uma feiticeira). Outros defeitos que encontrei também são:
  • "Últimos românticos": Eu chamo assim por causa desse meme abaixo da conversa, que deu origem ao termo de "último romântico", referente a pessoas que querem meramente namoros platônicos e românticos enquanto a maior parte da população quer atitudes sexuais mais diretas e até depravadas, e também estou usando esse título pra um arquétipo muito comum nesse padrão de história woke de 5ª categoria, que se refere aos poucos personagens heterossexuais ou de relacionamento heterossexual que são excessivamente desconstruídos "de forma positiva" (na realidade, sempre reduzidos eles ao nível de meros mascotes de suas esposas, que são das poucas mulheres fortes, seja de uma forma boa ou ruim, nessas histórias)
  • Inimigos sem personalidade: Os antagonistas e vilões nunca são tratados como realmente um desafio, como algo que os personagens precisem enfrentar física e verbalmente, e os debates de ideias sempre tem os protagonistas falando o que o roteirista segue de forma muito expositiva, e os vilões falando seus preconceitos sem nenhum ponto, e falando nisso, todos os antagonistas e vilões têm motivações baseadas em seus preconceitos, nenhum movido por ganância, fama, poder, metas e tão poucos são movidos por vingança.
    • Falando nisso, os poucos vilões bons são desconstruídos e movidos por vingança ou alguma conversa filosófica que podia ser complexa mas ainda assim causa num debate que você ainda vai querer estar contra ele, porque o personagem nunca aborda corretamente o que está falando, enquanto os protagonistas caem no clichê do "Cala a boca, você é o vilão" (quando os protagonistas não têm argumento enquanto o vilão ainda cria monólogos a seu favor, e os heróis só conseguem enfrentar na porrada)
  • História excessivamente desconstruída: Não estou falando que existe uma perfeição na hora de fazer histórias, já que fazer histórias é algo muito pessoal, mas estou falando sobre como essas histórias também saturam a desconstrução dos protagonistas e dos arquétipos de usar a narrativa pra falar sobre direitos e igualdade, e na tentativa de criarem personagens pra serem apegados acaba se tornando irritante.
 Uma coisa muito importante é que... eu não tô atacando minorias, pelo contrário, eu tô criticando gente que crie histórias que tendem a exagerar, expor e flanderizar personagens em 8/80 ("ou você ama os heróis coitadinhos perfeitinhos, ou você idolatra os equivalentes a Hitler, Mussolini e Stalin desse universo, não existe meio termo", é isso o que eles tendem a causa), diferente do que eu já arrisquei fazer, que é criar defeitos muito marcantes (Naej, um anão, sendo cabeça-quente e caótico; Fortrex, uma mulher trans, sendo gigante, monstruosa e assustadora; Carlos/Prisonbreak, um homem negro, sendo um homem traumatizado e violento) ou que se levam na vida inteira dos personagens (as minhas personagens femininas, embora não sendo assediadas só de existirem, mesmo tendo roupas muito provocantes, e ainda assim, cada uma tem seus altos e baixos, se irritam, choram, têm medos, paranoias, e seus poderes têm limitações; ou os irmãos Boltagon, que embora companheiros negros de Naej, não são "negros mágicos" – personagens negros místicos que ajudam protagonistas brancos –, pelo contrário, o baixinho Naej que ajuda eles em sua carreira, como as tecnologias em sua introdução)
 Além disso, também há gente que têm muito medo de criar vilões de minorias oprimidas, e mais medo ainda se esses vilões forem piores que os de maiorias opressoras, e... aqui 3 exemplos.
Calvin e Stephen (Django Livre): Em Django Livre temos dois vilões – Calvin, um branco escravocrata bem sádico, porém, limitado, e é um dos poucos vilões que o Tarantino não se orgulha de ter escrito (e olha que ele já fez o Hans Landa, um detetive nazista, como vilão mais carismático de seus filmes); e Stephen, um escravo negro, porém, inteligente e calculista o suficiente pra usar do racismo e da crueldade de Calvin a seu próprio favor, e sendo até mesmo mais vil e poderoso que o Calvin.
Em Busca de Sentido: Nesse livro de 1946, Viktor Frankl cita um tipo de cargo nazista chamado "Kapo", que é composto por (entre os envolvidos) judeus contratados para serem soldados e capatazes na Alemanha Nazista, inclusive, os Kapos eram descritos como igualmente, ou mais cruéis, em comparação aos soldados alemães arianos.
Minhas histórias: Pode não ter lá um vilão malvadão de grandes minorias nas minhas histórias, além do Hematon (um monstro homossexual) e seus irmãos (que tirando o que cada monstro representava, os monstros já são subestimados nesse universo), filhos de Amon (que por ser um deus, acaba não sendo considerado nesse tipo de assunto), mas há algo que esse pessoal não tem coragem de fazer: Uma militante extremista sendo alguém questionável.
Luna Ártemis, irmã mais velha de Lunére Jubuh (que iremos ignorar o Jubuh, infelizmente), é uma personagem francesa bem do jeito que eu falei que acaba sendo irritante em personagens femininas atuais (elas sendo sempre abordadas como imponentes e sem desafios), porém, eu uso propositalmente pra mostrar como uma fraqueza, ela se aborda como imponente, mas é apenas o que ela acha ser, pois na real ela é bem vulnerável e irritante, e critica os amigos e as parentes, inicialmente pelo que eles são ou pelo que fazem, mas depois também ela começa a criticar a Luna Pleine e seus amigos por serem americanos, ou, no caso da Pleine e da Tifanny, amigas de americanos, e... sabemos que os EUA fizeram muita merda, mas criticar esse país até hoje é vomitar no prato em que está comendo só porque chorões de cabelo azul te mandaram.
 Nos Estados Unidos ainda tem muita força econômica e também flui a maior parte das séries, estudos e outros tipos de informações que se conhece globalmente, além de produções que marcaram nossa infância terem surgido de entretenimento americano ou ter se tornado popular por causa da informática e logística americana. A GM, uma empresa americana, fez uma joint-venture chamada NUMMI Inc., com a Toyota, e foi logo graças a essa joint-venture que a Toyota se normalizou no ocidente, e surgiu o Método Enxuto que é um dos melhores métodos de gestão e melhoria de empresas do mercado de trabalho.
 Sem falar da informática, que só é o que é, por causa da Microsoft e da Apple que desenvolveram computadores como tem atualmente, e da Motorola e da Apple pelos modelos de celulares que revolucionaram desde o século passado, sem falar da Netflix que é a responsável pelos serviços de streaming, e revolucionou desde quando ela venceu a Blockbuster na questão de vender DVD's por entregas, antes da internet bombar tanto quanto hoje. E por que estou falando disso? Porque tem idiota na internet que reclama dos Estados Unidos só porque "ain, nos EUA tinha blackface, então se ele não existisse o mundo seria lindo", como se países como a França (pra piorar, as Luna e os Lunére do Projeto Dream, incluindo a Ártemis, são franceses) não fossem os maiores responsáveis pelo racismo que tem até hoje, doutrinas religiosas que tornam qualquer coisinha em motivo de ir pro Inferno, e ainda por cima países na África e no Caribe terem dívidas que existem desde o século XIX, e também não é como se o Brasil não fosse a terra da impunidade, onde pessoas como o Raluca e Leo Lins ficam famosos por cometerem crimes.
 E é isso o que eu critico a partir da Ártemis, a hipocrisia dela criticar americanos por coisas que teve no passado... sendo que a França faz merda até hoje (como é o caso da Peugeot, da Renault e da Ubisoft) e fez mais ainda no passado. Fora isso... esse diálogo (envolvendo outros personagens) já foi motivo de dor de cabeça pra mim até hoje, e é acho que a QUINTA e última versão do diálogo.
 Já me chamaram de preconceituoso e "bolsonarista" só porque eu fiz uma piada criticando... militantes que militam errado, e olha só, quem já tinha falado mal do diálogo eram militantes que militavam errado, disfarçadas de boas pessoas, e que não entenderam a piada de que a Tifanny tava comparando a crítica religiosa da Julie (que tava explicando o que era "Deus" pra Otasha, que nunca viu o cristianismo antes, e soou como o que histórias woke de quinta categoria tratam esse conceito) com o que militantes falavam pra defender a Pequena Sereia, inventando histórias, falácias e distorções, e isso do pronome neutro é justamente pra criticar esse tipo de militante, que usa pronome neutro pra TUDO, e também pelo próprio pronome neutro ser complicado e, por culpa de como a língua portuguesa que a gente usa separar tudo em gêneros, acaba perdendo a premissa que propôram.
 Tudo isso, infelizmente, diferente da língua francesa, que tem Cesi, C', Ça, etc., pra objetos e conceitos, ou inglês que tem It (pra objetos, conceitos e eventos) e They/Them (pra grupos, pra pessoas sem gênero e pra sujeito indeterminado), porque esses idiomas já criaram brechas pra esse tipo de termo, o contrário do Português, que teria que mudar o idioma inteiro pro pronome neutro ter o espaço que precisavam. Fora isso, eu consegui explicar tudo o que eu precisava e, mesmo tendo um desabafo mais agressivo, espero que isso não vire uma guerra.

Até mais!

15 de nov. de 2023

Quando fugi de uma panelinha

 Sabe o que o Jurandir Gouveia e o Cellbit têm em comum? Talvez vocês não saibam porque quem estiver assistindo aqui nem conhece o Jurandir Gouveia e nem lembra do vídeo que eu usarei de referência sobre o Cellbit, mas... Ambos falam sobre a graça de uma história não ser as conquistas e sim os desafios.
 No vídeo de Jurandir sobre as "garotas fortes" da Disney, o Juran diz que um dos defeitos das tais personagem é elas não terem desafios, seja desafio nenhum, ou desafios insuficientes, o que reduz a sensação de perigo das personagens e elimina qualquer entendimento da conquista das personagens, e no vídeo "Fracasso do Cellbit", o Cellbit falou bastante, no começo, sobre como a maior parte da diversão não é o herói vencendo, e sim o vilão se ferrando, e junto com uma referência sobre as Vídeo Cassetadas do Faustão serem o ápice da atração do Domingão do Faustão, o Cellbit conclui sua explicação sobre como vídeos de desabafos são chamativos, não pela empatia, mas por Schadenfreude (ver graça em gente se fudendo).
 Uma vez eu fui cancelado por puxar briga com uma panelinha, e... cês sabem o que acontece depois de irritar alguém no Discord? É exatamente assim:
  Vai ter corno te xingando mesmo que você esclareça que você tem problema ou que o caso foi leve, vai ter gente terceirizando culpa contra você, e se você se pronunciar contra, vai ter mais gente contra você, porque Discord é terra onde, se o cachorro mija no poste, a culpa é do poste, não existe justiça.
 Bem, tentaram acabar comigo, e não vou falar nomes porque a ideia não é reviver treta nenhuma, e nem os responsáveis lembram do que fizeram, e também eu meramente registrar que já aconteceu comigo, e que realmente é o que falam: "Não é mais cultura do cancelamento, agora é INDÚSTRIA do cancelamento", e sendo mais específico...
– Desenhei hentão dos personagens e representações de membros do grupo
– Fui banido e o cancelamento começou
– Me bloquearam por puro efeito manata (nem o lance do hentão colava)
– Tentei me defender e só piorou
– Um cara tirou tudo que eu falei de contexto e tentaram derrubar minha conta
– Escapei, mudei link e nickname do meu Face e acabaram os problemas
– Pra evitar que voltasse, eu fiz uma limpa
 Fora isso, pelo menos aprendi com esse cancelamento a tomar mais cuidado com o que eu falava, e também ser mais gentil com os que ainda estavam ao meu lado, embora um ou outro tenha se preocupado comigo, e superei de vez por causa desse post, já que eu tive uma boa Catarse (a sensação de libertar emoções reprimidas) a partir daqui, mesmo que o foco foi, como eu disse, desabafar que já aconteceu, e não especificar como foi. Enfim...

Até mais

Ah, e para todos os filho de uma puta que participaram dessa panelinha, ou compactuaram com o meu cancelamento...
--

4 de nov. de 2023

Catarse Cinza

Vou fazer esse blog como um desabafo, pode soar como uma "parte 2" do exposed de uma certa ex-webamiga e do meu desabafo sobre traços, ou uma "parte 3" do blog anterior a esse exposed, e sem enrolação... vamos por partes.

Primeiro vou continuar falando sobre algo que, curiosamente, me motivou a postar o "Patinho Feio de Grafite", que não foi porque as memórias da ex-webamiga estavam me irritando, mas porque um ex-webamigo bem mais recente estava enchendo o saco pra disgraça e pegando no meu pé em relação a traço.

Contexto: Eu tava conversando com esse webamigo na época que a amizade >>Ainda tava começando<<, e do nada teve isso.

O cara me chama de "Sortuda" do nada (eu tava com a Isabella no perfil, mas no Brasil não tem mulher chamada "JEAN"), e ainda me fala de "aprender a desenhar digital", sendo que arte manual é um traço já subestimado, e ainda vêm com essa de ter certeza que fique algo raro, eliminando gente que sabe desenhar em artesanal, e bem, amigos, se eu sei desenhar com lápis sem machucar a mão, vocês não têm direito de me obrigar a desenhar com um mouse que se move todo torto num aplicativo duvidoso ou que só dá pra obter pirateando ou pagando caro, e ainda por cima dobrar o tempo de produção digitalizando o desenho que já passei o lápis por muito tempo, trabalhando e retrabalhando. Não, eu não vou jogar minhas habilidades com lápis e papel fora porque "século 21".

Além disso, o idiota fala de "aprender a desenhar digital", sendo que eu só falei da faculdade que eu tô cursando, como dá pra ver no print, só depois que ele foi falar bosta. Além disso...
Além do cara não aceitar meu traço de jeito nenhum, mal vê o desenho e já tá julgando, ele também fica falando assim que nem um alienígena. "Vc tem ser atualizado", "presenta atenção", QUE POHA É ESSA???

Outra coisa importante... personagens, eu faço muitos personagens só pro Projeto Dream, e pra variar tem os personagens das histórias desse blog (Hard Life, a história lá do Davidson, histórias menores, até as fanfics têm OC) pra somar e bater mais de oito mil, mas o foda é que também tinha uma época que eu tinha webamigo que, além de ter pouco personagem (sabe algo que dá pra contar nos dedos? então), não cogitavam o fato de que alguém poderia ter muito personagem.
Prints de um ex-webamigo, que mal leu que o webamigo dele tinha 1000 OC's e já assume que tem problema. Mó tipo, gente, agora é falta de pai presente ter criatividade e história grande? Se eu estivesse um pouco mais irritado eu largaria esse webamigo por esse preconceito, já que 1000 OC's é uma Itatinga pras minhas histórias e esse moleque já deveria saber bem que cada um tem direito aos personagens que cria.

Histórias grandes, como eu conversei com um webamigo mais atual e que tenho até agora, necessitam de muitos personagens, já que é claro, conforme uma história se estende, ela vai ficar mais complexa, e pode ter personagens principais, como protagonistas, antagonistas e mentores, os intermediários, como coadjuvantes, companheiros, guias menores, personagens que podem se destacar por carisma, poder, etc., mas que não são o foco real da saga, e os figurantes, que existem por enchimento.

Só a versão de 2022 da minha história, não contando spin-offs (arcos separados pra não gastar a cronologia principal com as histórias), está agora com 223 episódios numerados, na temporada 12, então dá a entender que os personagens que já existiam desde o começo tão no pico de poder e conquistas, outros que vieram um pouco depois também têm arcos marcantes, e também personagens novos surgiram (link no texto se tiverem interesse)

Porém, tem um chat que me marca até hoje na época que a versão de 2019 estava continuando, e só pra terem uma noção do quão diferentes são as versões, enquanto na de 2022 o planeta Stereo é tão importante quanto a Terra... na de 2019, da qual surgiu o planeta Stereo, ele só surgiu lá em "Projeto Caos" (não vou deixar link porque tenho vergonha dessa versão >.<) em 2021, é como se, sei lá, o Chesperito só implementasse o Seu Madruga em 1979.

Mas voltando ao foco, o chat era esse... Estranho, não?
Ignorem o "todos" grifado, porque foi o que usei de palavra-chave pra achar o chat e falar sobre. Nem dá pra culpar o cara porque ele realmente não cogitou que, nessa época, eu teria uns 20 só de principais (Naej, Tifanny, Charles, Dragondorf, Muramasa, Hematons normal e do futuro, Pyrman, Fortrex, Eros, Isabella, Julia – ou agora Julie, que mudei a letra pra ficar mais francês –, Fugaret – era o meu favorito e eu me identificava mais que com o Naej –, Amon, John Parker, Ivan Carlotovski, Georgia Miller, Harii, Lykos – sim, o gordinho azul existia nessa época – e Cartuni), e vendo o elenco que eu contei, realmente, eu falar que eu ia perder as férias só contando personagens pra ele não era um exagero.

Fora isso, o pessoal deveria esquecer essa ideia de que "o certo é ter pouco personagem", porque você não vai criar uma história com 2 a 5 personagens, eu sei que o Jurandir Gouveia (canal foda inclusive) citou sobre os personagens serem os ingredientes e o roteiro ser a receita, mas aí que tá: Assim como uma receita simples com poucos ingredientes visa ser muito rápida e fará pouca coisa, um roteiro que usa muito pouco personagem também vai ser muito simples, afinal, figurantes são números também, os autores querendo ou não. Fora isso, esse cara nunca perguntou antes o tanto de personagem que eu tinha, e nem parou pra pensar em alguma chance de eu passar dos 20 personagens que eu citei.

Fora isso... bora falar de roteiro e coisas edgy, que infelizmente, não tenho prints sobre, porque as conversas eu sempre deletava por puro ódio desse ex-webamigo, e antes que venham me comparar com o Raluca, por tar expondo os outros por motivos pessoais, eu não tô falando nome algum, esses blogs nunca têm alcance, e eu não tô prejudicando ninguém, e sim apenas desabafando pra ter uma forma de explicar melhor, em vez de explicar tudo picado e incompleto de pessoa em pessoa sempre que bate a ansiedade desses assuntos passados, e pra completar...
Pra tirar qualquer um que esteja pensando em Raluca lendo o que eu fico falando aqui, vão precisar...

Enfim, vou resumir um webamigo aqui que vou chamar de... "arco-íris idiota" (por causa de uma frase que ele falou que era "você sabia que eu faço essas coisas edgy mas sou um arco-íris idiota?"). O Arco-Íris Idiota tinha umas coisas que me irritavam muito, como...

RP's podres: ele sempre era daquele que falava "meu personagem desvia e mata o seu personagem, foda-se oq vc escreveu do ataque", e isso matava mais os RP's de lutinha em si que os meus personagens.

Personagens filhos da puta: o problema nunca foi eles serem poderosos demais até pro que tinha na história dele (sério, tinha personagem dele que fazia buraco negro, mas na história isso era sempre fora de cogitação, os poderes do tipo "desvio e te mato" que falei antes, e também um personagem chamado Isaac, que era poderoso demais nos RP's mas foi deletado da história dele), mas também eram sempre personagens irritantes, arrogantes, picareta e que sempre me xingavam (sim, personagens dele me xingando, o cara sempre desconversava falando que os personagens eram assim ou que eu tava me ofendendo fácil, mas se você já assistiu Chapolin sabe que, se o boneco tá fazendo algo, o dono tá botando pra fazer, os bonecos não têm vida própria fora do controle de um autor).

[Esse episódio é lendário kkkkkkkkkkk]

Histórias nojentas: Eram sempre histórias edgy, cheias de gore, demônios, ou umas paradas que não faziam sentido, não por humor ou por duplo sentido, mas por burrice dele, como uma personagem água-viva que... mesmo tendo um corpo humano ainda tinha que defecar pela boca (sendo que isso é coisa de animais invertebrados, e a personagem era sempre descrita tendo aparência humana, o que deixa óbvio que, diferente da água-viva, ela era vertebrada), além de histórias de incesto (incluindo uma de irmãos adotivos, que o cara ainda usava como desculpa pra validar o incesto, ignorando o fato de que eram irmãos) e transfobia (tinha uma personagem, não lembro qual, que era uma pessoa-planta-hermafrodita, e ele sempre spammava que era "um trap", e vocês sabem que, hoje em dia, além de um fetiche, traps são usados como um termo transfóbico, o que piorava pelo personagem ser basicamente uma pessoa de gênero discutível usando vestido), e talvez homofobia (um personagem que ele vivia descrevendo que era gay... não era mais gay, não tinha um desenvolvimento, plot twist, versão alternativa, o Arco-Íris Idiota só esqueceu que um personagem lá era gay, e nessa história do momento ele AINDA foi pai, ou seja, ele fez aquilo com uma mulher por vontade própria).

Birras: Ele sempre fazia birras contra mim, eu fazia birra às vezes em resposta a birras dele, mas ele era sempre um péssimo perdedor, e tinha vezes que, quando eu corrigia ele, ele ficava bravo, fazia emoticon e tentava ameaçar terminar a história à força, mesmo com comentários muito pequenos. Além disso se completar com as outras coisas que eu citei, incluindo ele sempre se achar o "ODA GÊNIO N TEM COMO" das ideias, com histórias cheias de migué pra proibir poderes temporais (explico depois) ou ele usando história de placas tectônicas só pra ter um motivo "inteligente" pra metais se moverem na Terra (algo que não faz sentido porque... geografia básica), ou um personagem chamado "Dystopia", que ele tinha uma época mais edgy que o normal, em que ele falava que esse personagem era invencível por uns poderes e tal, e... também explico depois.

Sistema de Poderes podre: Como vocês sabem, eu tenho uma experiência, embora amadora, com sistemas de poderes, e os meus melhores sistemas foram o de Hard Life e o de Projeto Dream 2022, e sabe o que é pior? Lá em 2019 eu já via que o sistema de poderes dele era um LIXO – tinha uns 4 "onipotentes" (que de onipotente só tinha o título, porque uns 3 eram seres fracos e 1 o cara só não sabia como roteirizar os poderes), os poderes de parar o tempo paralisavam os nervos dos seres vivos e causavam ataques cardíacos (porque ah tá, os relógios são feitos de cérebros agora kkkkkkkk- mas falando sério, foi realmente desnecessário, já que parar o tempo não é um poder de controlar nervos, é basicamente uma pausa de vídeo só que na realidade, não é mágico de mais entender isso, mas o cara fez o impossível e não entendia como funcionava, e nem lembro como eu convenci ele que isso não fazia sentido) ou o sistema de viagem no tempo inconsistente.

Dystopia: Esse merece uma sessão própria. Segundo o Arco-Íris Idiota, o Dystopia podia controlar o tempo e também destruir tudo, mas aí que tá... como isso o deixa acima de dois onipotentes? (sabe quando eu falei que três eram fracos? então, um era o chefe do Dystopia, e dois eram "buxas") Ou pior, tinha uma das discussões sobre esse personagem que o cara falou "Chaos pode ser imortal, mas sofreria uma eternidade na sala da antimatéria", e tinha dois problemas porque...

1: Em momento algum ele usou essa "sala de antimatéria".

2: Ele nunca usou essa "sala de antimatéria" na história dele, só jogou na conversa.

3: Não era um RP de lutinha, mas como era algo sobre comparação de poderes, e do nada ele falou do Dystopia torturar o Chaos, assim, do nada, seria um equivalente a, por exemplo, Logan Paul tar lutando contra o Anderson Silva, e no meio da luta, o Logan Paul jogasse o Anderson Silva numa cadeira elétrica e eletrocutasse. Era basicamente essa a minha percepção, já que a citação daquele item foi gratuito demais e também dava essa sensação no calor da discussão.

4: O cara nem sabia o que era antimatéria e meteu aquela na conversa só pra ter razão. Ele achava que "antimatéria" era realmente algo intuitivo (ele não cogitou que era uma variante da matéria, só que negativa; como se antimatéria fosse algo realmente único, ou se a única base fosse "se colidir com a matéria explode").


Outro ex-webamigo que eu não tive uma interação saudável, mas foi algo mais curto, eu vou chamar de "Lolicon" por um motivo que vocês vão entender depois. Lolicon foi um ex-webamigo muito chato, que tinha uma história com um tema parecido com Zootopia e Beastars (história de furries com um tom de crítica ao racismo), mas tinha algo estranho: Os herbívoros que comiam carne pegavam uma doença mortal, que resumindo, era um tumor que ia crescendo e matando o hospedeiro, e se a pessoa remover, cresce outro.

Eu já tava tenso com essa conversa, então zoava um pouco pra aliviar (pique Deadpool), mas o Lolicon não perdia a seriedade e ainda falou mal de mim, e quando mandei mudar de assunto... o desgraçado começou a falar do livro do Lolitta, que resumindo também... é daí que surgiu o meme das lolis hoje em dia, só que múltiplas vezes pior.

Eu mandei parar o assunto da Lolitta, mas aí o cara tentou puxar uns papos furados de "ah, eu tinha que amadurecer mais cedo e nsei o que" (ele tinha uns 16 anos na época), e aí bem, eu desconversei, despedi, e sem ele perceber, bloqueei e deletei a conversa.

Por isso que, mesmo quando minha história tem algum tom mais sério, eu evito ao máximo que ela soe tão pesada, focando mais na ação e no calor do momento que realmente se tem um tropo triste (como mortes, sangue, traumas, sexualidade e pautas sociais), e tinha um webamigo (que vou deixar anônimo, não por ser algo pesado e que eu quero evitar que piore, mas sim pra aumentar a surpresa) que eu vou chamar de "Pato Azul" por causa do sona dele.

O Pato Azul me mandou umas histórias dos personagens dele, coisa triste e tal, mas ao mesmo tempo era com uns bonecos fofinhos.
Está em ordem aleatória, mas tem o personagem pato dele, que não é o único, mas é o que mais tá agregando pra análise aqui. Eu achei ele legal e, por me acostumar em saber que meus webamigos são mais velhos que eu, eu meti essa:
Foi engraçado, mas ele foi mais fofo que eu esperava. E sabendo que a história triste dos personagens fofos não foi proposital, mas por pressão de quem estava ao redor dele, me preocupei e fui conversar com ele. O print tá claro porque peguei do Messenger do Opera, diferente dos outros que foram no celular.
Eu me embananei, era pra ser "quanto mais a pessoa se força pra parecer matura, mais imatura ela é" ou "quanto mais você se força pra parecer maturo, mais imaturo você é", frase que absorvi com o passar do tempo já pelo que eu citei antes e outras experiências (afinal, não adianta, por exemplo, odiar Pokémon e jogar Call of Duty, se você age ainda que nem uma criança dentro e fora do que joga), mas fora isso, eu falei sobre como não era necessário ele forçar a maturidade nas histórias dele, se não fosse o foco dele (e pelo visto não era pra ser, já que além do jeito fofo dele, tinha também a experiência dele com outras animações e o chat aí do print).

Tem um print que eu não coloquei porque eu já expliquei o suficiente, mas tinha a ver sobre os temas tristes das histórias do Pato Azul serem por causa de hype, aí falei sobre o Digital Circus mal ter começado (e quando começou foi bem mais alegre que o esperado), Garden of Banban (que pelo que eu vi, fede a lavagem de dinheiro) e Pibby (que nem foi realmente uma série, foi uma pegadinha do Adult Swim), e talvez Lacey's tenha a ver, mas né... Lacey's tem um motivo pro traço fofo e história triste, não foi porque as pessoas não gostam de coisa fofa.

Mas fora isso, eu consegui realmente resolver o caso, e teve só conversa saudável.
Eu amo esse meme do Goku em 144p falando "q isso lek tmj", mas... Obrigado por tudo?

8 de out. de 2023

O patinho feio de grafite

Vou publicar neste blog porque é pessoal demais para deixar no blog do Projeto Dream, mas pode ter a ver por causa dos personagens que eu desenho desde essa época.

Olá, eu sou o Jean, e esse blog é um desabafo, já que inicialmente eu ia aproveitar uma postagem do Projeto Dream para falar, mas mudei de assunto e adiei a publicação.

Tudo começou com uma conversa com uma ex-webamiga (diferente do "ex-webamigo" que falei no blog do Projeto Dream sobre empoderamento feminino e roupas sexualizadas) por volta de 2019, quando eu já estava desenvolvendo o Projeto Dream, mas nunca publicava os episódios com ilustração, até que eu mandei pra ela um desenho de Donatello Dermurer e Julio Redlar (versão Rule 63 de Isabella e Julia/Julie Redlar, respectivamente)
Não tenho mais o desenho da época, então fiz uma reconstrução, e... olha oq era pra ser uma versão "Donatello" do Decote de Coração do traje da Isabella, é uma caveira com olhos formados de espiral, mas o que a idiota me fala?
Não sei que mundinho que ela vivia na época, mas o desenho é literalmente um DECOTE EM FORMA DE ESTAMPA, mas ela falava como se a ideia fosse uma caveira real, ou um desenho realista, porque ah tá, a boca e os olhos vão flutuar no peito do personagem.

Sim, eu falei com PALAVRAS que era um decote, e tava bem óbvio que era pra ser um decote, em contraparte do decote de coração da Isabella original, algo como quando você escolhe a roupa com estampa no Terraria, em que o masculino é uma caveira e o feminino é um coração, só que com decotes.
Inclusive a idiota que tanto reclamava dos meus desenhos, além de reclamar do detalhamento que não condizia com o que ELA queria, também sempre falava que meu traço feio (algo que ela talvez vá morrer sem considerar é... eu tinha 15 anos, nunca toquei em um curso de arte, era frágil assim das conversas e também ainda estava descobrindo meu traço), aí perto do fim da discussão e dessa amizade tóxica, teve isso:
Um personagem que era contraparte de uma personagem de decote (que aliás, ela DESENHOU a personagem original nessa época), tendo um decote, inclusive adaptado para um personagem masculino, e que estava estilizado pra adaptar como um decote (na época o desenho tinha mais detalhes, incluindo linhas musculares e pelos do boneco)... Deve ter sido uma surpresa bem grande, não é?

Por isso mesmo que me orgulho do meu traço estilizado e "bobo", não foi pra um minimalismo barato e nem para sacrificar qualidade (afinal, ver qualidade ruim em traço estilizado, cuja beleza é relativa e foca mais em identidade visual, é mais difícil que tirar leite de pedra), mas sim porque eu sempre gostei de desenhar em massa, e formei esse traço "bobo" porque era bem rápido de desenhar, o que é melhor ainda, porque se for para publicar desenhos consecutivos, ou enviar de presente para amigos, eu não decepcionava por causa do prazo.

Além dessa conversa torta que me deu um trauma com gente obcecada com traços "corretos", "realistas" ou "detalhados, tá na cara que nunca precisei fazer copia e cola da vida real e de obras alheias pra fazer desenhos meus, diferente de vários certos alguéns, como eu posso provar com esses meus desenhos.
Poucas pra mínimas referências, e esse Goku Super Saiyajin de Namekusei que eu desenhei ainda dá pra ver que o meu traço não se perdeu em prol de replicar o personagem de uma franquia que marcou a minha infância. Mas não como se eu só fizesse esses desenhos bobinhos e fofinhos não.
Sabe quando falei antes em um blog de Junho, eu desenho dragões para gastar o meu estresse, e esse desenho só foi possível ao treinar para desenhar um dragão de forma consistente, e não copiar e colar o dragão no papel.

Nesse lance de traços únicos e diferença entre dar dicas e julgar traços, eu também admiro muito a arte, desde artes bonitas e tradicionais a também desenhos mais abstratos e com menos forma, incluindo arte digital, que muitos eu sigo no Instagram. Acho que falei o suficiente...

Até mais!