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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

23 de fev. de 2025

Tecnologia e Filosofia: Obrigado, Tropia

Esse blog eu tô escrevendo porque, depois de reassistir a uns vídeos do Tropia, daquela "época de ouro" dele que fazia vídeos sobre física, filosofia e algumas ficções, eu resolvi fazer um blog bem terciário só pra anotar umas coisas que eu vi, seja revendo esses vídeos ou vendo conteúdo de assuntos relacionados.

Quarta Dimensão, Física Quântica e Subespaço
É muito falado sobre a Quarta Dimensão ser, na física de Einstein, a coordenada do tempo, que se completa com o espaço tridimensional que define o nosso universo, e o Tropia mostrou duas coisas, como o Tesseract (o cubo em quatro dimensões, e que a gente já viu muito desse nome em objetos com poder sobre o espaço como na Marvel) e Miegakure (um jogo que o Tropia usou pra ilustrar a explicação dele, e que é tipo o Fez, porém, em vez de 2D com mecânica 3D, o jogo é 3D com mecânicas 4D)

Explicando melhor o Miegakure, ele é como um jogo de plataforma 3D (a versão 2D que teve tanto no vídeo do Tropia quanto no trailer do jogo não é o jogo normal, apenas uma ilustração de como ele funciona), cuja quarta dimensão (nesse caso sendo uma camada adicional do espaço) é usada como mecânica pra, girando entre planos (que embora soe como uma viagem dimensional, ainda é como se fosse tudo num mesmo espaço, porém em dimensões só acessíveis pelo espaço 4D), poder acessar as novas áreas que precisar, isso considerando que essa quarta dimensão não é temporal, e sim hiperespacial (espaço acima das três dimensões).
Porém, ainda há dimensionalidades maiores, como a Teoria das Cordas (que explica o multiverso de forma quântica, como as "cordas" sendo laços energéticos que vibram de forma que define a probabilidade e como estamos presenciando a realidade), que combina a física quântica de Schödinger (em que a realidade só pode ser mensurada se tivermos como observar, sentir ou tendo qualquer forma de perceber ela) com a relação microcosmo-macrocosmo (que se refere como as menores coisas têm relação ou similaridade com as maiores), em que, pra essas tais cordas terem tamanhas vibrações que formariam um multiverso, seriam necessárias 11 dimensões/coordenadas/camadas (9 espaciais, 1 temporal e 1 mental, que explicarei essa depois), tendo assim um Subespaço (em que, embora tendo camadas dimensionais bem baixas, elas são mais numerosas que a base tri/quadridimensional).
A possibilidade de uma quinta dimensão não é tão debatida embora pudesse ser útil pra avançar a interpretação das 11 dimensões da teoria das cordas, mas como eu disse, seria possível ter no mínimo uma dimensão mental, entre os motivos porque a física quântica têm esse conceito de só podermos ter uma certeza sobre a realidade se pudermos sentir e medir o que há nela, o que é considerada a tal dimensão mental por ter o nosso raciocínio e consciência para sobrepor a realidade a ser medida (Schödinger inclusive usou como analogia pra explicar isso o Gato de Schödinger, em que no cenário, o gato estaria colocado em uma caixa isolada, com um frasco de veneno e um medidor, em que esse medidor de ondas e partículas reagir, ele tem 50% de ativar, estourando o frasco no gato, ou não, deixando o gato vivo, o que não teremos a certeza se a caixa estiver fechada e o evento continuar sem entendimento), assim como, na ficção, a Quinta Dimensão já é associada a algo mental, como na DC Comics (em que na Quinta Dimensão os Duendes têm poder sobre a realidade e a magia com base na própria imaginação), na Fundação SCP (em que a Noosfera era considerada, além de um mundo conceitual, também a Quinta Dimensão da realidade) e um pouco da franquia de Sonic (sem falar de powerscaling, é que há lugares específicos em jogos do Sonic, como o Cyberspace do Rubi Fantasma de Sonic Frontiers que são fora de um multiverso normal como o que inclui o Reino dos Sonhos e os mundos como o do Sonic e o da Blaze), sem falar que desde a filosofia platônica e o Budismo havia o conceito de mundo conceitual acima do mundo físico.
Fora isso, só pra concluir esse assunto da quarta dimensão e do subespaço, teve muitos vídeos do Tropia sobre viagem no tempo, incluindo um sobre paradoxos e efeito borboleta, e vou resumir bem e explicar do meu jeito.
  • Paradoxo do Avô: O paradoxo de caso a pessoa mate um pai, avô ou versão passada de si mesmo, colocando a sua existência em risco, muitas das histórias colocam o protagonista se colocando nesse paradoxo para evitar que se concretize, como Marty McFly em De Volta Para o Futuro (bem quando viagem no tempo tava começando a ser moda no cinema dos anos 90).
  • Paradoxo Retrocausal: Um looping temporal de acontecimentos ou da previsão deles, muitas vezes a ver com algo do passado ou presente que só aconteceu por causa de algo no futuro, uma inspiração do Paradoxo de Bootstrap (que começou em Exterminador do Futuro e apareceu em alguns desenhos como Ben 10), em que a viagem ao passado induziu consequências que levaram à situação desse futuro ou com informações que acontecem de forma cíclica na viagem temporal, um exemplo que Tropia citou na época foi:
    • Em um cenário hipotético, pessoa A constrói uma máquina do tempo e viaja ao futuro, e ensina à pessoa B, que adiciona a função de voltar ao passado, e voltando ao passado, a pessoa ensina essa tecnologia de viagem no tempo mas, para evitar problemas maiores, só ensina a pessoa a viajar pro futuro, se revelando que era a mesma pessoa A do começo.
    • Outro exemplo, seria um cenário hipotético em que um robô surgiria do futuro e o bigode austríaco, encontrando durante a Segunda Guerra, usaria como arma para dominar o mundo, e a pergunta seria "quem mandou o robô pro passado?", ainda mais considerando que o robô viajou pro passado, facilitou a guerra pros alemães, e claramente os alemães usariam a viagem no tempo pra enviar um modelo do robô pro futuro depois de aprenderem a montar vários dele, mas ainda assim é só um exemplo absurdo pra indicar como viagens no tempo podem embaralhar a história.
  • Efeito Borboleta: Sabe aquela piada de "viajante no tempo mexe a cadeira" ou a do cara que atirou num príncipe austro-húngaro que deu na origem dos hentais? Basicamente os dois resumem bem como é esse fenômeno, com pequenas causas iniciais tendo resultados absurdos, e o Efeito Borboleta tem esse nome por causa da teoria do caos, ilustrada por um pêndulo com uma ponta que se move de  forma imprevisível, em que a movimentação forma uma borboletinha, e bem, eu lembro de um vídeo de Replai (um canal que parei de assistir por achar meio chata) sobre Efeito Borboleta, e algo que eu concordo é como deturbaram o conceito de efeito borboleta, soando como se fosse "Predestinação 2", como em Life is Strange ou, como a Replai disse umas vezes no vídeo dela, "você não causou nenhum tufão ao mudar as suas escolhas", o que dá pra completar com o fato do quão estúpida é a explicação de Efeito Borboleta como "enquanto uma borboleta bate as asas num lado do mundo, no outro tem furacão", que claramente era pra explicar como as borboletas moveriam os ventos (sendo que isso nem faz sentido porque nem 1 trilhão de borboletas teria força pra isso), mas a cultura pop associou muito disso a "borboletas caóticas que fazem furacão", o que eu lembro de uma piada assim no desenho do Gumball e era até que engraçado.

Predestinação e Demônio de Laplace
Esse é mais curto por envolver menos tópicos, mas se baseia basicamente na Predestinação, que pra muitas civilizações era considerada uma lei da natureza ou até que os deuses seguiam, como se houvessem coisas que aconteciam porque precisavam, o que inspirou conceitos como Moiras, sorte e Astrologia, e demorou pra existir religiões que dissessem sobre Livre Arbítrio, em que nós temos consciência suficiente pra escolher o que podemos fazer, e que as coisas boas e ruins que fazemos dependem de como a gente reage ao que acontece.
  • Moiras e Nornas: Na mitologia grega há as Moiras e na nórdica há as Nornas, os dois grupos envolvem entidades com poder suficiente pra decidir o destino desde os menores animais aos deuses mais fortes, o que é curioso considerando que a Grécia tinha a própria Astrologia (em que acreditavam que as constelações eram deuses, espíritos de entidades e monstros mortos ou algum indício do futuro) e deuses do tempo (além do Cronos, havia também Kairós - um filho de Zeus com uma mãe não especificada, talvez Hera ou Métis por ele não ter tido problemas de família, e que é deus das oportunidades e dos bons momentos, que depois eu explico o que isso significa -, Éon - um filho de Cronos que representava todo o universo, e que foi contra o Cronos, se aliando a Zeus ou até sendo absorvido por ele para dar poder de detê-lo -, as Moiras já citadas - já que o Destino era algo como um tempo divino - e a Nix sendo deusa especificamente da noite, enquanto já havia deuses do sol [Apolo e Hélio], da Lua [Selene, Hécate e Ártemis], da Escuridão [Hades, Érebo e Tártaro, que são em respectivo um deus, uma personificação e um Titã do mundo dos mortos] e do Amanhecer [Éos]).
  • Mecânica Celeste e Simon Laplace: Antigamente o Destino era considerado uma lei da física (tipo em Jojo Stone Ocean), e que segundo os cientistas de até o fim do século XIX, a ciência seria determinista e tudo poderia ser previsto com a matemática (falando assim parece babo de cientista genérico de desenho bobo), e por isso surgiu o conceito de Simon Laplace, Demônio de Laplace, em que seria uma entidade que, com conhecimento suficiente sobre as leis do universo e um bom raciocínio matemático, poderia saber tudo ao redor e também o passado e futuro, o que obviamente deixou de fazer sentido, seja pela Física Einsteiniana desmentir alguns conceitos newtonianos clássicos (como a Relatividade Geral explicar que a gravidade dos planetas pode deformar o espaço-tempo, o que também afetava órbitas de planetas mais próximos, o que eliminou a cogitação de um hipotético planeta chamado Volcano, ou como pra Newton a velocidade da luz era infinita, mas como Einstein indicava, a velocidade da luz é finita e calculável, só é tão elevada que supera os limites de relatividade temporal), assim como a física quântica (que, assim como começou muito dos conceitos atuais de átomos, com prótons, nêutrons, elétrons e fótons, também teve conceitos como a física de Schödinger em que só é possível saber de algo se tiver como observar e analisar, assim como a própria física quântica defendia a probabilidade, em que as coisas têm chances diferentes de acontecer, ou não têm causa única, ou podem ter várias causas e vários efeitos, quebrando a física antiga que dizia que cada ação tinha apenas a chance de um resultado).
  • Corrida Bancária: Isso é um tipo de predestinação artificial que existia desde o Século XIX, que acontecia quando se dizia previsto que um ou mais bancos irão falir, e pra não perderem o dinheiro, todos tiram seus dinheiros, e o banco, sem nada pra depositar, terá que ser fechado, assim concretizando a falência dos bancos afetados.
Outro vídeo que eu tinha visto do Tropia e que se conecta com um outro tópico relacionado a esse, que era um vídeo sobre simulação e como funciona uma, que nesse caso irei comparar com o que vi num vídeo de Epifania Experiência sobre o assunto.
  • No vídeo antigo do Tropia: Há um argumento de que não existiria tecnologia suficiente na Terra pra criar tamanha simulação, dando a entender que não existiríamos numa realidade simulada, depois um segundo argumento em que, mesmo quando existir simulações, as pessoas não teriam interesses pela banalização dela (o que faz sentido, já que jogos VR se tornaram algo normal e hoje em dia até sem hype), pela ética (pelas igrejas antigamente serem contra os avanços tecnológicos, mas diria que um problema ético é justamente a questão de "vale a pena viver num mundo perfeito, mas falso?", como muito visto em Show de Truman, Matrix e muitos episódios de Black Mirror) ou por não dar tempo de chegarmos a esse nível tecnológico (algo como Paradoxo de Fermi, que explicaria que muitas civilizações não teriam tempo de avanços tecnológicos como a viagem espacial), e no terceiro argumento, nós já vivemos numa simulação de uma realidade criada por seres mais elevados e mais complexos (algo bem comum em histórias com níveis de poder multiversais, em que há entidades que existiram antes ou são ainda superiores à realidade quadridimensional, como os Senhores do Tempo em Dr. Who, os Ancestrais em Sonic Frontiers ou qualquer história criacionista com deuses), e o jogo que o Tropia/Aiport usa de exemplo pra mostrar como nós já criamos simulações muito simples, pra exemplificar como seres poderiam nos simular e criar algo além, não tem exatamente um nome, mas deixarei um link (clique aqui).
  • No vídeo do Epifania: Esse vídeo mostra um cenário hipotético em que pesquisadores científicos, terapeutas psicólogos e hackers criariam um mecanismo em que qualquer um, enquanto estiver dormindo em um tanque, possa sonhar com qualquer ambiente em que a pessoa pode imaginar e desejar, e que pra Robert Nozick ninguém iria querer viver numa realidade simulada por alguns motivos que pra época pareciam absolutos, mas pra hoje em dia são só status quo, como "a gente quer ver as experiências reais, não as imaginárias" (o que não faz sentido, porque se esses sonhos são tão vivos, vale a pena presenciá-los, algo como um sonho lúcido só que em HD, e há muitos problemas reais que encaramos mas sentimos que não podemos resolver ou sentimos que são necessários só por status quo), "a gente quer ser realmente ser as pessoas que queremos" (mesmo sem essa máquina maluca de um cenário filosófico e [hipot]ético, que o cara com pelo nos braços e na cara que nunca jogou o jogo de luta usando a mulher bunduda só por não ser mulher, que atire a primeira pedra) e "estaríamos numa realidade criada por humanos, e a vida real seria mais complexa e rica" (sendo que, cara, a realidade é bem sem graça na verdade, qualquer coisa minimamente fora do padrão que acontece, tipo um irmão mais novo quebrar o copo ou uma frase do colega de trabalho que pegou mal já é engraçado ao ponto de ficar marcado na memória, e além disso, há milhares de histórias que foram criadas justamente com base não só no real, mas no imaginário), assim como esse vídeo termina com uma citação de Paradoxo de Teseu, mas em vez de falar do barco de Teseu, o Epifania faz com uma cadeira. O paradoxo é o seguinte:
  • Conforme Teseu voltou a Atenas, o barco dele foi ficando muito podre e perdendo pedaços, e tiveram que trocar por peças novas, porém, o barco inteiro foi transformado num barco novo, até a vela branca (que era pra indicar que Teseu voltou com vida) foi trocada por uma vela preta (que indicava que eles perderam Teseu), o que desesperou Egeu ao ponto dele se matar e Teseu homenagear o pai, seja por culpa ou por carinho, nomeando o mar da Grécia de Mar Egeu, e enfim tem o questionamento de "ainda é o mesmo barco?", e bem, obviamente é o mesmo barco, só teve que ser reformado, afinal, pela lógica ele deixaria de ser o mesmo barco no momento que trocaram a primeira tábua, ou a segunda, ou o convés, ou que algum marinheiro morreu e teve que ser substituído, Tropia também fez um vídeo sobre esse paradoxo (lembro de ter visto uma versão toda bugada porque o Tropia tentou fazer o desafio de "não pode corrigir nada", e a versão normal que ele explicou e editou certo), em que o Tropia até cita sobre como esse paradoxo pode se aplicar à gente, já que física e mentalmente estamos sempre mudando, e não faria sentido nos considerar impostores de nós mesmos, enquanto, no mesmo cenário do mito grego, tenham recuperado as peças do barco antigo, montem o barco do zero, e comparem com o barco novo do Teseu, e então, qual é o verdadeiro? Mas bem, respondendo essa pergunta com outra pergunta, qual desses três abaixo é o Sonic verdadeiro? Então...
[Até escolhi só designs dos jogos pra nenhum engraçadinho falar que alguma das versões não seria a "real" - mesmo se fosse versão de filmes ou quadrinhos, as mídias alternativas ainda são produções reais da Sega, só não daria pra considerar contextos como fangames ou creepypastas -, assim como não dá pra desconsiderar o Sonic DJ porque, além de ser de um trailer promocional do Dreamcast - em que o vídeo é produção legítima e usa modelo do Sonic Adventure de Dreamcast -, o Sonic da Geração Adventure/Advance é um dos mais importantes por ser a geração transitória entre o Clássico e o Moderno, além dos jogos do Sonic serem canônicos atualmente]
Fora isso, o Tropia usou os conceitos de predestinação, efeito borboleta e simulação da realidade pra explicar um filme interativo de Black Mirror, que será melhor vocês verem o vídeo porque a explicação também é longa demais e preciso passar pro próximo tópico (clique aqui)

Multiverso
Esse vai ser menor por envolver um tópico e o resto que pudesse também se enquadrar eu já falei antes, mas tem a ver com o vídeo do Tropia associando o multiverso a bolhas de espuma no banho, especificamente ele associa como universos se colapsariam com:
  • Gravidade: Com a gravidade puxando a matéria pra baixo ou pra dentro, o excesso dessa gravidade causaria um Big Crunch (quando o universo implode).
  • Energia escura: Que por algum motivo ele chama de "Dark Matter" pra parecer estiloso (na época eu achava ridículo mas hoje em dia eu acho engraçado), mas é a energia que expande o universo, e cujo excesso esticaria o universo a um Big Rip.
É um conceito bem simples (as "bolhas" podem implodir e não formarem direito, ou inflarem até estourar), mas a ideia nessa parte não é só recapitular, mas expandir esse conceito. Recentemente eu vi sobre o Multiverso, ainda mais a teoria de Brian Geene que explica o conceito de multiverso em forma de camadas.
  1. Nível 1: A expansão do nosso universo, seja do centro até as suas bordas ou então as divisórias do universo, como os Pontos Cardeais, ou Quadrantes (algo como a cosmologia de Dragon Ball Z da imagem acima).
  2. Nível 2: Linhas do tempo ou universos paralelos, em que mesmo tendo todos uma mesma lógica natural, há os habitantes que são versões espelhadas de nós tendo escolhas, resultados e destinos diferentes. Muitas histórias param nesse nível, seja por histórias de "e se", personagens vendo futuros e presentes alternativos ou histórias de viagem no tempo.
  3. Nível 3: Na interpretação de vários mundos, teria mais do que universos com presentes e futuros diferentes, mas também com lógicas cada vez mais diferentes. Muitas vezes a gente sofre o Efeito Mandela que, embora possa ocorrer por meras memórias falsas (às vezes a gente sendo criança e entendendo tudo errado, e depois descobrindo que era uma mentira depois de adulto, como o "Espelho espelho meu" na Branca de Neve ou o 11/09 interrompendo Dragon Ball na Globo), ainda pode ser interpretado como algo quântico (às vezes, a gente pode tar percebendo a realidade como uma, e depois de um tempo, começamos a passar pra outra com poucas diferenças, assim como a realidade só tá definida quando podemos perceber ela).
  4. Nível 4: O Conjunto Final, ou Hiperverso em muitas histórias, é uma camada no multiverso em que os universos são abstratos, matemáticos, como se fossem vários planos conceituais platônicos, ou se cada lei da física, da biologia, da entropia ou do poder tivessem seus próprios universos da onde eles surgiriam.
Minhas histórias geralmente têm multiversos muito simples, ou no máximo param no nível 3 sendo Megaversos (quando é um conjunto de multiversos), só o Projeto Dream que foi praticamente meu Magnum Opus (que era tão grandioso que precisei dum blog só pra essa história) que cheguei a criar um tipo de multiverso com a Matriz Espacial (níveis 1 e 2), Matriz Dimensional (nível 3), e o plano da Quarta Dimensão (que diferente da quarta dimensão em si, é como um plano puramente temporal em que habitam deuses verdadeiros) e a Matriz Dimensional Ômega (nível 4), e falando no Projeto Dream, o mesmo tem um multiverso 20D justamente por ter o espaço normal 3D, o tempo como quarta dimensão, a probabilidade e número de realidade como quinta dimensão, dimensões espirituais, e também o subespaço que mede as camadas das dimensões e também as dimensões dentro dos planos existenciais de cada universo (e olha que abandonei essa palhaçada de powerscaling e power freak há muito tempo, e foquei mais nas aventuras e estilos de combate e ação que nos níveis de poder, e isso tudo é pelo tamanho da cosmologia dessa história), assim como eu planejei que a Matéria Escura fosse a matéria do espaço (por isso o Wanderley Ororo pode criar armas de matéria escura usando o poder de controlar espaço) e a Energia Escura a energia do tempo (em que eu tava planejando elaborar melhor os poderes temporais de alguns personagens que são expressos com auras coloridas, geralmente verdes por ser a "cor do tempo" em Projeto Dream), e também tem o Éter como tanto um mundo das ideias quanto como um reino dos deuses, que são espiritualmente tridimensionais enquanto os mortais são espacialmente tridimensionais e espiritualmente unidimensionais.

Paradoxos Verbais, Manipulação e Gato Radioativo
Tropia também fez vídeos sobre filosofia e aproveitarei pra falar isso só pra terminar com chave de ouro, assim como o Tropia foi um dos primeiros vídeos que eu aprendi sobre filosofia e psicologia, isso antes de canais como Hamlet ARL (que os vídeos dele sobre Rick and Morty, além de ótimos, foram uma porta de entrada pra mim pra esse canal), mas como esse blog já tá longo demais a essa altura, vou resumir esses tópicos.
Os paradoxos que Tropia já citou (não incluindo paradoxos temporais) incluíam:
  • Paradoxo de Russel: Quando é possível juntar itens e conceitos num lugar só, é um conjunto, q não vai poder incluir a si mesmo por conjuntos não serem necessariamente o que se incluem, porém, e se o conjunto for? Por exemplo, um conjunto de cães (uma matilha) não é um cão por si só, mas um conjunto de caixas pode também incluir uma caixa que possa guardar todas elas, o que não é esperado, e por isso o conjunto é considerado um tipo separado, e se juntarmos todos os conjuntos anormais (que incluem a si mesmos por serem o item que incluem), é mais um conjunto anormal (inception), mas não dá pra fazer isso com um conjunto de conjuntos normais (que não se autoincluem), porque, se for um conjunto anormal, então ele não tá sendo um conjunto normal, mas se for um conjunto normal ele não pode se incluir, o Paradoxo do Barbeiro (em que, numa vila hipotética em que os homens escolhem se barbear ou barbear com o barbeiro, que só barbeia quem não sabe se barbear, quem faria a barba do barbeiro? Esse paradoxo é mais para facilitar o Paradoxo do Russel que pra dar um problema a resolver, afinal, se o barbeiro sabe barbear outros barbeiros, ele mesmo pode se barbear, ou alguém que sabe barbear pode barbear ele, é algo como a piada do Pagliacci de Watchmen).
"Um homem vai ao médico e diz estar deprimido, pra ele a vida parece dura e cruel, e o médico diz: Recomendo que visite o palhaço Pagliacci, o espetáculo dele vai te animar. Mas o homem, triste, diz: Mas, doutor, eu sou o Pagliacci" (uma frase do Comediante, e que até me lembra um vídeo do Viralquest sobre histórias de terror curtas, e apesar disso ter sido uma piada do Comediante, essa parábola é triste e assustadora demais pra uma piada)
  • Paradoxo do Mentiroso: O paradoxo em que, ao mentiroso estar falando que está mentindo em sua frase, ele pode acabar se autoanulando (como a frase "Essa afirmação é falsa", ou "Esse tá mentindo >"/"< Esse diz a verdade", ou Epiménides, um cretense, dizendo "todos os cretentes são mentirosos", ou o Pinóquio falando que seu nariz vai crescer), muitas das vezes, o máximo que dá pra usar no paradoxo é usar a interpretação de texto, e indicar com que intenção a pessoa diz quando está falando sobre mentiras (o próprio exemplo do Tropia é, se o Pinóquio diz que o nariz dele vai crescer, só cresceria se o Pinóquio soubesse que fosse uma mentira), falando assim parece até coisa de advogado.
  • Paradoxo da Forca: Só pra não irritar o Tropia (que odeia o Paradoxo do Crocodilo e analogia com Sítio do Pica-Pau Amarelo), vou falar um paradoxo parecido mas sem falar de crocodilos (mesmo que eu goste de jacarés e crocodilos), em que: Imagina você estar sendo condenado a uma execução, e só deixarão você escapar com uma condição: Em que, se você acertar, você será livre, senão já sabe, e eles perguntam se eles irão te levar à pena de morte (por exemplo, à forca), e você responde que, sim, você irá, porém, como você acertou, você não será enforcado, mas se você não será enforcado, supostamente você errou, e pra não haver injustiças e violações de acordo, eles simplesmente te libertam.
Tropia ensina um pouco sobre manipulação nesse vídeo, e resumindo muito, o Tropia mostra o cenário hipotético em que:
  1. Pessoa A diz à Pessoa B que alguém misterioso a tratou mal, e a Pessoa B se irrita;
  2. Pessoa A depois diz à Pessoa C que alguém misterioso também a tratou mal, irritando Pesso C;
  3. Com isso, Pessoas B e C, mesmo sem se conhecer, estão irritadas uma com a outra por Pessoa A dizer a um sobre a suspeita de outro ser ruim.
Tropia também usa de exemplo a frase de Cassiopeia do LoL ("Muitas guerras começam com um sussurro"), e depois contextualiza sobre como a Alemanha invadiu a Polônia em 1945 por acreditarem que a Polônia que planejava invadir a Alemanha por culpa do Hitler cheiradasso de metanfetamina, e se você assistiu Auto da Compadecida, talvez já entenda disso com base no João Grilo e no tanto de brigas que eles causaram por mentiras que eles usam pra virar todos contra todos, ou mentiras pra esconder mais mentiras.
Com os inscritos do Tropia não acreditaram muito que isso fosse tão efetivo, e com isso, o Tropia/Aiport fez um vídeo (que aliás, só de ver a introdução dá pra ver que foi feito muito de má vontade) sobre gatos potencialmente emitirem uma radiação própria que poderia matar humanos (eu não tô brincando, o vídeo nem existe mais mas há um depoimento do Tropia sobre), e que de tantas fontes falsas minimamente arquitetadas, ficou muito acreditado, e geral ficou com medo de gatos, eu até fiquei tipo "é, beleza, não tenho gato em casa então tô salvo", mas revendo hoje em dia... eu sinto que tinha escapado da tal manipulação (que o Tropia não teria feito se ele explicasse sobre Auto da Compadecida no vídeo de Manipulação), mas bem, algo que vale a pena explicar sobre comunicar e ter poder sobre pessoas, como as 48 Leis do Poder (que eu citei acima no tópico de multiverso e vocês nem entenderam, acharam que eu tava falando de poderzinho), cujas mais importantes que vocês podem aprender, e que aprendi, são:
  • Lei 1: Não ofusque o mestre - Qualquer autoridade acima de você, mesmo que você não bajule, você a respeita e tenta conquistar parceria.
  • Lei 3: Oculte suas intenções - Sejam boas ou ruins, muito do que você realmente quer fazer, se você deixar muito óbvio pode estragar muitos planos seus.
  • Lei 5: Defenda a sua reputação - Mantenha a sua imagem e a sua autoridade boas, e evite que você seja visto como um problema.
  • Lei 7: Faça as pessoas trabalharem por você, e ganhe crédito delas - Mesmo créditos pequenos, como o de você ensinar a pessoa a fazer (o clássico "se você der um peixe pra pessoa, ela tem comida por um dia, mas se ensinar a pescar ela tem comida pra sempre") ou de servir as tarefas (afinal, é literalmente a função do chefe, que é de organizar as tarefas e, desde que os chefes tenham essa noção que, se não fossem os trabalhadores, ele não teria elas feitas, seria melhor), ainda são coisas válidas e bem-vindas.
  • Lei 10: Evite o infeliz ou azarado - O pessimismo é contagioso, busque evitar pessoas assim, ou tire esse pessimismo das pessoas, Nietzche diz sobre o abismo olhar pra quem o olha, mas não diz sobre olhar pras pessoas ao redor de quem o olha também.
  • Lei 15: Esmague seus inimigos - Mesmo que não seja pra matar o seu inimigo, o subjugue para que ele não possa revidar. Um exemplo recente foi de quando eu fiz um desenho engraçadinho de Jesus com uma água viva (piada com a "água viva" que na Bíblia é realmente uma água muito limpa, corrente e natural), mas alguém conseguiu ver ofensa nisso, e além de argumentar, eu o expus e as pessoas concordaram comigo como ele foi ridículo, eu poderia falar o caso do Wooloo, mas esse é bem mais recente.
  • Lei 18: Não se isole - Criar meios de fugir, se esconder ou se proteger dos outros pode te fazer perder a diferença que você faz na vida das pessoas.
  • Lei 21: Se faz de bobo pra conhecer os bobos - Algo parecido com a Ironia Socrática, de você não se parecer o "sabe-tudo" e no fim você pegar os tolos e desinformados de surpresa, seja os refutando, ensinando ou subjugando.
  • Lei 34: Aja como um rei - Busque criar uma sensação de confiança e força, pra que as pessoas tenham motivos pra te seguirem.
  • Lei 48: Assuma uma forma fluida - Sempre se adapte, não se limite a um único caminho, atitude ou linha de raciocínio, as pessoas não são iguais, muito menos os ambientes.
E bem, depois de tudo isso, boa noite a todos, e talvez eu veja vocês depois de terminar meu TCC.

Até mais!

2 de fev. de 2025

O Deus dos Presentes

Geralmente eu uso esse blog quando não tô no Projeto Dream ou quando tem algo que fez muita diferença na minha vida, mas bem:
  • Sobre eu não tar escrevendo Projeto Dream hoje é porque eu realmente tava cansado de escrever a história, o episódio que eu estive fazendo, mesmo sendo filler, não será um spin-off, porque vou arriscar fazer uma temporada sem spin-off nenhum;
  • Mas sobre algo importante, uma que eu gostaria de mostrar é essa variedade de brinquedos e outros gadgets (incluindo um limpa-língua) de diferentes épocas (tem aí um Sasuke e um Capitão Pikachu desses últimos meses, mas também uns brinquedos que ganhei entre minha infância e adolescência).
[Sim, entre eles tem um Luigi que viu coisas que comprei em Campos de Jordão, e entre os Pikachus velhos, um tá encima de uma mesinha daquelas de caixa de pizza que achei enquanto tava tirando lixo do parque]

De qualquer forma, o que eu admito que o foco desse blog não é nenhum desses brinquedos, principalmente porque seria mais interessante eu fazer um vídeo sobre isso no meu canal, mas por enquanto o canal tá congelado porque eu perdi o interesse em fazer vídeos, e se eu fizesse eu teria que dedicar muito só ao canal, o que arriscaria o trabalho e os blogs (não tô citando a faculdade porque até esse cenário ser real eu já vou tar formado), mas falando em dedicar a publicar conteúdo, algo que eu vi e irei citar antes de falar do assunto principal, é sobre um tal Thomas Romain, um desenhista e animador francês que ficou conhecido por tornar desenhos aleatórios do filho em obras de arte, criando personagens e cenários com inspiração neles.
Pra um pessimista, o pai taria humilhando o filho, pela diferença de criatividade e de traço, mas pra um otimista ou simplesmente quem é experiente o suficiente com arte, essa interação é perfeita, porque além do pai estar mantendo a prática e o filho ter até alguém pra se inspirar, o filho desenhou claramente com base em ideias aleatórias que pôde imaginar, e o pai completa com a própria habilidade de detalhar os personagens, cenários, e no quinto desenho acima até indicando um sinal de cultura dos bonecos. Isso chega a me lembrar O Pequeno Príncipe.
O protagonista desenhou uma cobra depois de engolir um elefante, o que é óbvio e intuitivo pra uma criança criativa o suficiente, mas pra gente pragmática demais, seja um adulto ou até algum adolescente que se acha maduro, vai ser só um chapéu, seja por não ter detalhes como escamas, o olho quase se camuflar numa das pontas, ou onde tá o elefante ter mesmo a forma de um chapéu, e essa é uma das mensagens desse grande livro franco-americano (ou seja, da França e dos Estados Unidos), de como a gente perde a criatividade com o passar do tempo, entre os motivos por como a sociedade nos pressiona e modela a sermos sem graça e sem esperança. Eu posso não ter chegado a um nível de "adulto cinzento", mas sentia que tava ficando menos criativo que antes, até que eu recorri a pesquisar sobre a Imaginação Ativa.
Carl G. Jung (que aliás, o nome desse autor é a inspiração do meu personagem Jungher, embora o poder do Jungher seja baseado em Reprodução Proibida de René Magritte) é um psiquiatra suíço que escreveu o Livro Vermelho, ou Liber Novus, para pôr em prática a Imaginação Ativa, que combina a capacidade de combinar ideias e conceitos que o próprio artista já está pensando (seja algo que ele já sabe ou aprendeu, sem referência externa), e embora pareça ter base em pseudociências e filosofias abstratas como a Alquimia (que embora seja base de ciências como química e física molecular, ainda usou muito da arte e do abstrato pra explicar conceitos mais complexos), teve sua aplicação prática (inclusive essa técnica me ajudou muito), e o Jung usou como base pra explicar a "fonte" da Imaginação Ativa o inconsciente coletivo.
O inconsciente coletivo é, na suma mais pura, um conjunto de ideias que qualquer pessoa pode imaginar de arquétipos, estereótipos e outros conceitos que misturem o literal (qualquer detalhe a ser ensinado) e o abstrato (a parte dos significados e a conexão dessas ideias em uma nova), e por isso a Imaginação Ativa pode extrair ideias complexas mesmo da própria mente, por combinar conceitos literais e abstratos que qualquer um pode imaginar.

Mas fora isso, eu tava precisando contar, ou no caso relembrar, uma história que eu vi do canal do Sábado Qualquer sobre John Frum, e uma certa conexão entre Segunda Guerra Mundial, tribos na Papua Nova Guiné e 2001 - Odisseia no Espaço.

Durante a Guerra do Pacífico (entre Dezembro de 1941 e Setembro de 1945) na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e o extinto Império Japonês tiveram bases espalhadas em ilhas no Oceano Pacífico, incluindo Polinésia e Oceania, por alguns motivos logísticos e estratégicos de ambos os lados, porém, nesse meio tempo, algumas tribos primitivas (obviamente não num sentido eugenista como "inferiores" e sim num sentido literal, já que eram tribos de tecnologia muito básica e inicial) acabaram presenciando, além de bases daqueles homens de diferentes cores, também aviões que vinham trazendo os suprimentos: Pousando para depois serem descarregados, ou droppando as caixas com seus paraquedas diretamente.
Pra gente num mundo já atualizado, tecnologicamente complexo e globalizado, pode ser óbvio como esses aparelhos funcionam (mesmo que muito resumidamente, e só profissionais saberão até mesmo a montagem dos equipamentos), mas pra tribos que não tinham nem pólvora ou armas de ferro podia soar absurdo ou até mesmo algum tipo de magia, as marchas podiam ser vistas como um tipo de dança em nome das entidades, os rádios podiam ser artefatos para comunicar com o deus, as torres de transmissão podiam ser monumentos em nome desse deus, ou os aviões podiam ser entidades do tal "deus das caixas" ou os próprios deuses que trazem caixas aos soldados, e algumas das tribos na Oceania passaram até hoje a seguirem um conjunto de cultos com base nos aviões.
David Atenborough, um pesquisador britânico, viajou à Papua Nova Guiné inicialmente pra pesquisar sobre as tais Aves do Paraíso, que eram conhecidas pela sua variedade de cores, e no meio desse caminho pesquisando esses pássaros, ele conheceu uma tribo que cultuava esses "deuses das caixas", e assim como tinha um ou vários deuses relacionados a esses aviões e às caixas de suprimentos, havia um tal salvador humano pra eles (um equivalente deles a Jesus, Maomé ou Buda) chamado John Frum, que não se sabe muito além dele ter seu legado relacionado a uma promessa que ele teve com algumas dessas tribos papuásias de voltar pra eles, há a entender que o nome desse salvador veio de "John from America", o que pode ser óbvio mas, pra povos que claramente na época mal sabiam inglês, cabeu como se fosse o nome desse tal soldado John.
Chega a ser curioso como toda uma religião se formou tão recentemente, sem ser por puro meme (como a do Monstro de Macarrão que foi feito pra satirizar os Estados Unidos sendo "laico" mas tendo por muito tempo um tipo de "fiscalização" da religião das pessoas) ou crítica (como o Luteranismo que surgiu por causa da corrupção que a Igreja Católica teve na Idade Média), ou seja, surgindo de forma meramente inconsciente, e também tendo esse elemento mitológico, deles verem algo real (os aviões, rádios, etc.) e darem algum significado místico (por acreditarem que tinha a ver com rituais e entidades), e a ligação que eu quis dizer com 2001 - Odisseia no Espaço é:
Arthur Clarke, que além de autor de livros como 2001 e suas sequências, e ter previsto a internet e as viagens espaciais, também foi inventor do Ramjet, um tipo de motor otimizado para aviões a jato, e uma frase dele que combina com essa história dos cultos a cargas na Oceania é "Uma tecnologia avançada o suficiente é indistinguível de magia".
O que aliás acaba coincidindo com alguns elementos de Projeto Dream, isso é, pelo menos pras Larapink, que são mulheres feiticeiras de muito alto nível (senão o nível em poder, ainda o nível em status, conhecimento e território), mas elas desconhecem muita coisa, incluindo não saberem que era possível os mutantes terem poderes por genética, e achavam que elas tinham alguma energia espiritual especial, além de (assim como uso os mutantes como uma metáfora ao autismo), uma frase da Laura é uma referência ao estereótipo de "cara de autista" ou "parecer um autista", já que tem gente que acha que autismo afeta aparência.
Assim como eu planejo mais momentos e interações entre as personagens, principalmente as Larapink, dessa vez com alienígenas, seja pela piada, pelo desenvolvimento das personagens descobrindo coisas novas ou pela crítica social leve misturada numa história fantasiosa, afinal, mesmo o Projeto Dream sendo uma história de aventura, com ficção científica e fantasia mágica misturados, e adições de ação, terror/suspense, surrealismo (pelas inspirações em Jojo, Ena e Twin Peaks) e investigação paranormal, basicamente o segundo e o terceiro gênero se completam porque justamente o que difere tanto a ficção científica da fantasia mágica é a inspiração na ciência, seja por ter leis naturais próprias, tecnologias próprias ou maior inspiração em fatos reais e atuais para algo novo, afinal, um dos maiores nomes da ficção científica, Julio Verne, já previu a Viagem à Lua, os submarinos elétricos, câmeras e fotografia, e os Ducktales previram o streaming.
Curiosidade pessoal sobre mim: Teve uma prova do livro (que numa escola que eu estudei tinha em cada semestre junto com a prova de português) de Volta ao Mundo em 80 Dias, também do Júlio Verne, mas como eu não tinha o menor interesse ou foco em ler, e a educação brasileira é uma merda e, ao invés de ter toda uma preparação pra incentivar a ler, eles só empurravam livros goela abaixo de todos nas salas, mesmo eu tendo o livro eu só consegui acertar as respostas porque assisti a uma versão da Disney em que os personagens clássicos atuavam como os do livro:
    • O Mickey era o Phileas Fogg;
    • O Pateta era o Jean Passepartout (parece que no original tinha um trocadilho com Passaporte, mas no livro que eu li o personagem era chamado Jean Chaves);
    • A Minnie era a Princesa Aouda;
    • Se eu não me engano o Tio Patinhas era o Fix.
Enfim, eu pensei que esses assuntos não iam se conectar de jeito nenhum, mas eu consegui me superar e provar que eu posso mesmo conectar pontos bem mais distantes do que eu conheço ou presenciei, e obrigado àqueles que me desejaram feliz aniversário.

Até mais!

18 de jan. de 2025

Sentimentos Que Pouco Compreendi

Eu ultimamente vi que um ex-webamigo que eu discuti ao ponto de eu chutar o balde e, na primeira vez, criar uma tirinha que criticava o comportamento imaturo dele...
... e na segunda vez eu ter que expor as reações que ele tava fazendo por ele ter sido palhaço comigo, negando as minhas ajudas e ainda tentando achar culpa em mim por eu ter sido mais insistente em ensinar e motivar a melhorar suas habilidades de desenho e roteiro, teve uma nova conta (que jajá eu explico um pouco mais abaixo, primeiro preciso explicar a situação da conta anterior).
Antes de tudo, esse "e se não cria história" é porque no dia eu tava falando sobre todo mundo ter buscado ajuda ou referências e dicas pra aprenderem a desenhar ao invés de "aprenderem sozinho" - o que é mentalmente impossível, porque o aprendizado se baseia em informações que observamos ou praticamos -, e ele tava se lamentando sobre ele ter medo de ser mal falado só porque "não tem habilidade", e esse Nicolas é um webamigo meu que também tentou ajudar e não conseguiu.
Esse "desculpa por não fazer a Mona Lisa" é um exagero muito desproporcional, não só pela situação que eu quis que ele melhorasse sua habilidade de desenho, mas também por eu mesmo não ser um artista de tão alto nível (mesmo eu tendo sido reconhecido no trabalho ao ponto do meu patrão atual pedir um desenho pra eu fazer e ele moldurar num quadro, mas aí é outra história), assim como o "arte é uma desgraça" é um último prego no caixão como insulto a qualquer artista, já que é uma frase pronta que adultos mal-sucedidos e amargurados falam pra quem tem um mínimo potencial artístico, pra arrastarem essas pessoas pra não quererem mais se dedicar.
"Coitadolândia" eu não falei diretamente, lembro que o Nicolas falou um pouco sobre mas também nem tanto, assim como ele mostra, pelo menos nesses prints do ano passado, não querer admitir de jeito nenhum que essa falta de habilidade é culpa dele (por não ir atrás) e não da natureza (porque a arte não é um poder mágico, afinal, que poder bosta, é só saber desenhar no papel, eu queria cuspir fogo) e nem das outras pessoas (que "roubaram esse poder místico de desenhar" dele), assim como eu mostrei que o outro webamigo (Gabriel) melhorou uns meses de incompetência de desenhar em pouco mais de uma semana de treinamento e ele até mostrou um desenho de uma personagem de um projeto que estamos fazendo juntos (eu tô mais ajudando e dando ideias, mas o dono real é ele).
Esse desenho foi de ontem, não tá colorido e nem digitalizado, mas comparando com o passado dele, foi ótimo.
Enquanto isso, esse era o desenho do Wooloo (o webamigo que eu briguei) na época (de Junho, enquanto a discussão era de Agosto e o traço dele não tinha mudado), e como eu disse, ele tá em uma conta nova e, pelo que vi, ele mesmo admite que não quis mais usar esse nome (ou era o que deu a entender), e assim como a intenção é só relembrar essa experiência, e comparar com alguns elementos da minha carreira e vida, e o que eu também vi sobre e que combina com esse post, eu não quero que ataquem ele, ele já deve ter aprendido a lição e se arrependido há muito tempo. A questão é:
  • Como eu disse em o Patinho Feio de Grafite e Catarse Cinza (duas postagens minhas; link nos nomes), outros artistas me julgavam de forma desproporcional ao que eu era capaz de aprender, entender ou sequer competir, teve gente me mandando """melhorar""" (sem explicar como, ou com dicas que não funcionavam pra mim, ou com o câncer que é o realismo na arte) o meu traço e que acabava matando muita amizade porque do nada eles decidiam que eram professores de arte de 1930, e resumindo minha reação a esse pessoal de antes...
  • E como eu falei sobre o webamigo Gabriel, ele tinha um traço antes bem pior (em questão gráfica e de forma) que o Wooloo que eu disse antes (e que tive pouco desenho pra mostrar por ele desenhar pouco e o pouco que ele desenhou ter sido perdido) e ainda assim não se remoeu pro "ain vocês aprenderam sozinhos", "ain vocês nasceram com dom", "ain arte não dá futuro" ou "ain e se eu sofrer bullying", porque algo que se deve pôr acima da segurança é a disciplina, porque há uma diferença quilométrica entre planejar evitar riscos, e não fazer nada pelo medinho de falhar.
  • Também como no blog sobre como desfoder a vida, houveram pessoas que me mistificaram e mistificaram outros amigos meus, incluindo esse Wooloo, que achava mais fácil e confortável ficar falando que os outros tinham dons mágicos em vez de se dedicar (e parando pra pensar, isso piora o que eu falo sobre considerar desenhar um "dom" como um tipo de ofensa, porque desmerece e mente sobre a disciplina da pessoa até o resultado), assim como arte não é só pra trabalhos grandes, podendo servir de passa-tempo como é meu caso na maioria das vezes (recebo tão pouca encomenda de commissions que meus desenhos são baratos justamente pra aumentar a demanda).
Agora como um assunto transitório, considerando que também irei falar sobre sentimentos (seja sentimentos que eu já tive e não esqueço mesmo de muito tempo, ou o que pesquisei sobre sentimentos), é que uma webamiga minha (que vamos chamar só de Miwa) está se sentindo mal por causa de um ex que, mesmo que ela saiba que o ex fez coisa errada na relação (ela não especificou, mas ir atrás demais disso seria sacanagem) ela ainda tenta ir atrás e conversar sobre, e eu alertei ela que isso vai dar muito errado.
Vocês devem ter visto antes sobre, mas a minha personagem Isabella foi baseada numa crush que tive na época do fundamental 2, tanto que era pra ela se casar com o Naej nas HQ's piloto (o que eliminei antes de chegar nessa parte, e em versões atuais o padrão é o Naej com a Tifanny e a Isabella com a Julie R/Julia R), porém, como eu era uma criança sem a menor consciência dos meus limites mentais e que foi manipulado por um bando de moleque da mesma idade que não sabia deixar os outros em paz, eu tentei forçar a barra e tentar ficar com ela, e hoje em dia essa antiga crush me bloqueou de todas as redes sociais, e hoje em dia a personagem Isabella eu distancio muito de ideias antigas como a ligação com o Naej (que era pra ser tipo uma paródia de mim mesmo, inclusive na altura) ou qualquer similaridade física (inclusive os óculos, que surgiram pra essa associação da miopia dela à cegueira de cobras, foi um detalhe que deixei mais destacável conforme evoluí o Projeto Dream), e eu até avisei a tal Miwa que ela não poderia ir atrás justamente de alguém que ela perdeu por motivos de relacionamento e não tinha mais como voltar.

Assim como, ultimamente, eu estive falando sobre eu ter descoberto ter autismo e tar superando a depressão, e achei num grupo sobre ateísmo (que eu vejo publicações no Reddit por boa parte do conteúdo ser contra extremistas religiosos) um vídeo de um religioso falando que doenças e transtornos como depressão, autismo, ansiedade e TDAH serem mentiras criadas pela Indústria Farmacêutica, o que obviamente é uma mentira que o próprio religioso tá falando só porque esse tal Pastor Rodrigo falou e fez vídeos suficientes sobre, e isso é extremamente perigoso.
Assim como homofobia e racismo estão perdendo cada vez mais a justificativa religiosa, em que antes a religião usava esses preconceitos com a justificativa de que a Bíblia disse (o que por si só é uma falácia de apelo à autoridade e também um agravante a crimes de ódio), também perde a credibilidade de imediato quando se usa um pastor como referência pra falar que condições mentais não existem, assim como no mesmo vídeo fala que esses transtornos "não têm causas conhecidas", sendo que as causas são sempre cerebrais, químicas (dependendo do caso, a depressão pode ser causada por algum dano químico no cérebro, como café em copo de isopor que faz mal pro cérebro) e psicológicas (seja no autismo e TDAH que são um padrão diferente comportamental, ou a depressão que em sua maioria é por tristeza crônica, traumas ou outras dificuldades envolvendo ficar feliz), inclusive depois de descobrir que tive depressão, e depois autismo, eu de cara vi como vídeos como esse que tentam falar que doenças mentais não existem são uma das piores coisas que alguém pode falar, assim como vi que, em meados de 2020 em que a Pandemia tava no auge (que não só o Coronga, mas depressão e ansiedade aumentaram muito), ficou extinta a palhaçada de criarem lendas urbanas de Baleia Azul e Momo porque era uma falta de respeito colocar culpa em monstrinhos que não existem ao invés de ajudar as pessoas.

Agora falando sobre algo diferente, teve um vídeo do André (não lembro se era como André Young ou Andrezito) sobre tipos de sentimentos raros ou com nomes pouco falados, ou com nomes que só se fala em cantos específicos, esse vídeo não saía da minha cabeça mesmo que foi deletado, então eu tentei pesquisar por mim mesmo.
  • Sonder: Sentir e imaginar como pessoas ao redor (mesmo desconhecidas, existindo ou passando pelo ambiente que você tá vendo) tem toda uma vida própria, que não são como meros NPC's, palavra que usei de inspiração pro spin-off Mutasonder de Projeto Dream.
  • Ópia: Sabe quando você olha pra alguém familiar mas não sabe se é a pessoa que você lembra ou alguém só parecido? Essa é a ópia, por essa ambiguidade se tá reconhecendo ou confundindo com alguém.
  • Monacopse: Sensação de estar fora do lugar em que realmente tá, um exemplo que posso explicar é como a gente se sente fora do lugar quando tem uma roda de amigos inteira conversando mas você não tá conseguindo participar, o que é bem comum, só não é inevitável.
  • Énouement: Algo como, quando você já avançou muito na vida, mas nem dá pra olhar pra trás, ou quando dá a gente só sente que esses momentos passados acabaram e nunca mais vão voltar. Eu assisti ao filme Viagem de Chihiro na minha adolescência e percebi como o final desse livro e outras histórias (principalmente filmes infantis) exploram essa ideia de "presenturo" (presente + futuro), de que pra gente avançar, não podemos voltar atrás só pra olhar algo que passou e se apegar, porque isso ainda irá atrapalhar a nossa vida, assim como eu espero que a Miwa entenda.
[Por isso que eu digo, quando se olha pro futuro sem fazer nada no presente, ficamos presos no passado]
  • Velhiceira: Não é (só) uma emoção, mas a consequência de um ato, especificamente de comprar materiais antigos em uma loja, como livros numa biblioteca. Eu viajei pra Bauru uma vez em Novembro de 2023, e mesmo uma biblioteca que eu, meu irmão dois amigos fomos juntos tenha sido muito claustrofóbica e difícil de passar entre as salas, era uma biblioteca bem bonita, seja pelos móveis de madeira, ou pela iluminação meio amarelada ou porque, além dos livros e revistas, também  tinha uns materiais como engradados de cerveja e máquinas de escrever, o que aumenta a nostalgia porque ver isso pessoalmente é raro.
  • Rubastose: Aquela sensação estranha quando a gente começa a sentir o nosso próprio coração batendo, seja quando tá batendo muito devagar, muito forte ou com muita força por diferentes motivos.
  • Kenopsia: Vazio, especificamente o vazio emocional quando se vê algo perdido, muitas vezes lugares abandonados, que inspirou a ideia de espaços liminares e uma trend cringe de "o vazio de..." (que o canal Espantalho, do Eu Hipe com aquela garota que não sei se é namorada ou só webamiga dele, de ver essa sensação de solidão em tudo que é desenho pra parecer "cult") que até o próprio Eu Hipe criticou (não sei se foi por uma autocrítica irônica ou porque até ele tava enjoado disso).
  • Afasteza: Uma vontade não explicada de querer se afastar de todos, mesmo amigos, o que inclusive eu percebi o tal Wooloo fazendo, e até mesmo pude impedir outro webamigo meu (que não falarei o nome por não ser o foco exato) de fazer isso, e que, assim como eu falei que tem essa sensação do Énouement em Viagem de Chihiro, vi em filmes infantis e juvenis também arcos que o protagonista se sente muito mal (seja ódio ou desespero) e se sente obrigado a afastar dos outros, como o Sonic em Sonic 3 que (Spoiler) ignora os conselhos de Knuckles e toma a Esmeralda Mestra pra dar uma surra no Shadow ou o Alex em Madagascar 1 que, quando fica louco e se arrepende de morder o Martin, resolve ficar longe dele e dos lêmures e ficar mais perto das fossas.}
  • Jouska: Simplesmente conversar com os próprios cenários hipotéticos, algo que pode soar estranho mas, se souber o que estiver falando sobre consigo mesmo, ou numa situação confortável, como um banho ou sozinho no quarto, pode ser meditativo.
  • Crisalismo: Resumindo muito, meramente o conforto de estar seguro em algum lugar fechado, como a própria casa.
  • Vemödalen: Também chamado de Tristeza da Torre Eiffel, é uma decepção quando tira foto ou no mínimo registra qualquer outra coisa de algo que todo mundo já fez antes.
  • Ma (間): Essa sensação tem um nome que significa "vazio", não no mesmo sentido da Kenopsia de que "não sobrou nada", mas sim algo como "espaço não ocupado", o que Hayao Miyazaki usou como maior base para momentos de respiro que tem nos filmes da Ghibli, de quando os personagens estão fazendo nada, esperando ou fazendo algo muito simples, como se fossem checkpoints no filme, em que não tão fazendo nada, não por ser uma cena à toa, mas apenas um descanso, não só pros personagens que têm momentos calmos, mas pro público se acalmar e se preparar pra ação seguinte, o mais próximo que eu lembro disso é em vídeos sobre histórias pesadas (de terror ou casos criminais), em que o youtuber coloca uns segundos de clipes de cães e gatos fofos como um "detox emocional".
  • Elipsismo: A tristeza de como não sabemos como será o nosso futuro (seja a curto ou longo prazo), referente a Elipses de filmes, em que há cortes na história pra pular momentos desnecessários (quase o oposto do Ma, exceto que o Ma não é à toa, por mais que seja um enchimento), o que inclusive eu cito sobre como resolver isso no blog sobre como desfoder a vida que falei antes.
  • Kuebiko: O cansaço ou até preocupação depois de um ato de violência sem sentido, o que eu já senti algumas vezes quando eu era um adolescente muito mais impulsivo e já cheguei a bater nas pessoas quando minha raiva era crítica, e mesmo eu tendo raiva, e sabendo como a raiva é importante (porque é uma irritação ou explosão emocional, e temos direito de expressar o que sentimos), hoje em dia não chego mais nesse nível e sei que não é necessário.
  • Laqueísmo: Vontade de ser atingido por um desastre, como sofrer um acidente, ser encharcado por uma tempestade ou até perder tudo que é material num incêndio, algo que eu nunca vi em experiências minhas e nem de amigos, mas já vi algo assim em Clube da Luta, que o narrador (que na verdade era o Tyler Durden verdadeiro, mas não falam isso pra não dar spoiler ou pelo meme da regra nº 1) acaba tacando fogo no próprio apartamento pra começar a se livrar da vida vazia.
"Sem dor, sem sacrifício, nós não teríamos nada", "Essa é a sua mão, essa é a sua dor, essa é a sua mão queimando", "Só depois de perdemos tudo é que estamos livres pra fazer qualquer coisa", diz o Tyler Durden imaginário quando tava mostrando ao narrador como ele tá num mundo sem esperança, e também sobre como muito do que a gente dá valor tem esse risco de perder.
  • Eros: Amor segundo Platão, que se refere pela busca e pelo desejo de algo que ainda não tem, ou pela satisfação em apreciar (amor platônico), um amor que é necessário conhecer, por mais que hoje soe invisível num mundo tão material.
    • Ludus: Outro tipo de amor menos falado, que Platão também cita, o amor lúdico relacionado ao jogo de seduções ou meramente de interações (brincadeiras) entre as pessoas.
    • Philautia: Algo como amor próprio ou autoestima, aquele amor para si mesmo, de se valorizar, valorizar o seu corpo, saúdes física e mental e a própria beleza.
  • Filia: Amor segundo Aristóteles, a satisfação em conquistar algo, seja um objeto ou uma boa relação, o que mesmo sendo bem precioso de se conquistar, está mais difícil de achar num mundo onde sempre que estamos na ânsia de querer algo, a gente não sente aquela mesma sensação (boa) quando conseguimos. Valorize o que ou quem você tem disponível.
    • Pragma: Amor que se desenvolve a longo prazo, em suma uma boa relação de tolerância e compromissos que duram longo tempo.
    • Storge: Amor familiar, natural e instintivo, bem simples e conhecido, incluindo a fraternidade.
  • Ágape: Amor segundo Jesus, incondicional, para todas as pessoas, feito pra ser o maior dogma cristão, de unir e redimir as pessoas, e que embora seja um princípio importante na Bíblia, é difícil achar nas pessoas religiosas que são levadas pela ganância de dinheiro e fiéis, e por isso digo que, mesmo que eu diga os conselhos cristãos, isso não é uma pregação da religião em si, mas das mensagens mais benéficas e necessárias que posso oferecer.
  • Exulância: Desistência de explicar algo porque a segunda pessoa não consegue entender, geralmente uma experiência muito pessoal, algo que eu sinto muitas das vezes quando eu explico uma filosofia minha ou uma ideia que tenho pra histórias como o Projeto Dream.
  • Adronite: Frustração por demorar pra conhecer alguém de verdade, algo que eu sinto que sofro ultimamente porque tá difícil ter novas amizades na internet, principalmente porque ninguém usa Messenger ou Whatsapp pra conversar (o que pra mim é hipocrisia, os caras têm rede social pra não conversar), e tá mais fácil ter as amizades pessoalmente no trabalho e faculdade.
  • Rückkerhrunruhe: Resumido como Retornismo, se resume a qualquer sensação que vem quando chega de volta em casa.
  • Nodus Tollens: Uma sensação que ocorre quando a vida que nos passou antes não faz mais sentido, algo que eu não achei exemplo melhor além de uma certa redenção do Toddyn, seja quando ele resolveu mostrar o rosto e explicar o porquê de demorar tanto pra se mostrar, ou o vídeo mais recente dele sobre como ele deixou de ser ateu (link no texto com cor).
[Mesmo que o Toddyn tenha cometido umas atitudes ruins, o doxxing que ele sofreu foi, além de desnecessário, completamente desconectado do que ele fez antes]
  • Unismo: Aquela sensação de estar preso a um único corpo, espaço e tempo, talvez um oposto total do Sonder, e também um certo nível de ansiedade, elipsismo e monacopse, como se nada ao redor se aplicasse tão bem à gente, e embora eu tenha planejado um episódio que tratasse dessa sensação, eu não vou contar nem dicas desse episódio porque eu tô planejando, tanto quanto esse episódio, alguma carta de autor sobre o porquê de eu ter parado de escrever tanta história de multiverso, porque também vai se conectar.
  • Liberose: O ato de se importar menos com as coisas, mas não algo como um edgy tipo "foda-se Deus e o mundo", mas sim algo estoico, de não se preocupar se ganhar pouco e perder muito, e evitar exageros econômicos e emocionais.
  • Alschmerz: Cansaço com as próprias falhas e problemas, podendo levar a resolver elas (como o Toddyn) ou se lamentar por elas (como o Wooloo).
  • Schadenfreude: Alegria e riso à custa da desgraça alheia, algo bem comum no humor antigo, principalmente no pastelão ou quando era comum assistir TV e tinha desde antigamente o Vídeo Cacetada no Domingão do Faustão, conheci esse nome por causa do Team Fortress 2 que tem um taunt com esse nome.
  • Ohrwurm: Aquele momento que uma música não sai da nossa cabeça, o que praticamente acontece com a gente um monte de vezes e tem uma piada sobre isso em Divertida Mente 1, e eu passei por algo parecido depois de assistir Sonic 3 também, especificamente com a música Live and Learn do Sonic Adventure 2.
  • Kummerspeck: "Bacon do estresse" numa tradução mais literal, e se refere a momentos em que a gente come pra aliviar alguma emoção ruim, algo que também acontece com frequência e até vi o meu irmão passar por isso.
Eu anotei um monte de nomes de emoções diferentes no final, e pude conectar com experiências que eu falei sobre sensações e memórias estranhas que eu tava passando e era difícil ignorar e impossível esquecer, assim como o Projeto Dream está tendo um hiato, não pra dar tempo de criar ideias novas, mas porque as ideias que eu tava pensando eram melhores pra anotar aqui, e eu precisava expressar isso pra desocupar espaço.

Até mais!