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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

3 de fev. de 2024

Covil das Creepypastas: Sonic

[O primeiro episódio teve um relativo sucesso, o que já me levou a escrever esse com um tanto mais de ânimo, e como conheço essa história de cor e outras mídias paralelas da mesma, dá pra criar algo mais fiel mesmo que seja original e não só... uma paráfrase do conto]
[Alguns nomes familiares podem indicar, não só as referências, mas pistas de um universo compartilhado]

"Sega apresenta... Um campeão do bem, um peão do mal, é Sonic e Knuckles, não só um dos melhores jogos de todos da Sega, também vem com tecnologia Lock-on! 'Pluga' no Sonic 2 e use o Knuckles de toda uma nova forma! 'Pluga' no Sonic 3 434 megas de poder, novos mundos e finais surpresa! Sonic e Knuckles com tecnologia Lock-on, somente no Sega Genesis! Sonic e Knuckles, outros cartuchos e Sega Genesis, cada um vendido separadamente."

Capítulo 1: Tom e Kyle
 Kyle havia chegado a Wyoming junto com sua família, e diferente do resto de sua família, a qual ele não parecia entender muito bem, ele conseguiu interagir bem com as pessoas da cidade, seja amigos na escola, como Tom e Jane, ou então pessoas comuns, como quem quer que os três encontrassem na lan house, e jogassem jogos de computador, como Counter Strike 1.6, ou os Mega Drives que normalmente estavam disponíveis apenas pras crianças.
 Jane, Kyle e Tom eram os mais novos na lan house Block Hill Zone, e a partir daquele console, eles jogavam Sonic 3 ou, quando tinha algum arquivo salvo já avançado, plugavam com o Sonic & Knuckles, os dois entendiam que precisava necessariamente zerar o jogo para, depois, ligar ao Lock-on do Sonic & Knuckles e "desbloquear" as fases novas, e até agora não descobriram que os jogos também funcionavam separadamente. Jane, considerada diferente das garotas e mais amante de mídias "trevosas", preferia jogar Ghouls n Ghosts, os dois ficavam com medo quando chegava na parte do Satan ou então do Lucifer, ambos chefões do jogo, mas a Jane também era boba, e ela achava que o jogo terminava se perdesse para o Lucifer, já que ela não conseguia manter o Arthur com a armadura dourada ou então aquela bola de fogo, a única arma que dava dano real no chefe.
 De qualquer forma, eram felizes nessa época.

> Capítulo 2: A Fantasma de Wyoming.
 Dizem as más línguas que um grupo de adolescentes inconsequentes, amantes do sobrenatural e caçadores de lendas e perigos, acabaram começando uma briga de bar por motivos que até hoje estão sendo investigados, uma garota chamada Sara foi abatida no Natal de 1993, e os seus antigos amigos, envolvidos na briga, tentaram acobertar. Pior erro deles.
 O fantasma de Sara assombrava aqueles envolvidos, eram 3 homens, que embora não tivessem sido ligados ao incidente da briga de bar que levou à lenda, ainda pareciam ter sido pegos com sucesso, porém, a Sara parecia irritada, seu vazio em ter levado eles não parecia a tirar da Terra, mas ao mesmo tempo, parecia que os 3 levaram ela junto para um mesmo mundo, um mundo não material, nem espiritual, era um mundo digital. Sara conhecia os três e, junto com eles, uma vez no passado fizeram um ritual para invocar uma entidade chamada Zalgo, que se dizia ter destruído um mundo antigo e dado origem ao nosso mundo, e que poderia dar poderes àqueles que lhe jurassem lealdade, porém... que poder exatamente? Aparentemente, esse poder só funcionava após a morte, assim como Sara fez a eles.

 Sejam eles quem tinha se envolvido, eles morreram perdendo os olhos, aparentemente pelo dano na cabeça, até então misterioso, afinal, não se coincidia com algum golpe físico, e nem com uma doença ou morte súbita, enquanto eles jogavam Sonic 2, menos o mais novo, um atleta chamado Johnny, que esteve jogando Sonic 3, e por isso, havia uma caça para impedir que mais alguém fosse pego pela maldição, e tentaram destruir seus Mega Drives e cartuchos de Sonic, porém, o dono da atual lan house Block Hill Zone não fez isso, mas guardou o console, o chamaram de louco por ter se recusado a fazer o mesmo que os outros, mas no fundo, ele temia que destruir o que acreditavam que fosse a entrada só deixaria o espírito mais irritado, e o mesmo daria um jeito de invadir de outra forma, mas talvez isso possa ter dado ideias para o espírito.

> Capítulo 3: O CD Azul.
 Kyle nesse tempo havia perdido seus pais para um assassino até então desconhecido, e morou por um tempo na casa da Jane, isso iria dar tempo até os assistentes sociais chamarem algum tio ou então avós para cuidarem dele, afinal, assim como Tom e a própria Jane, Kyle tinha só 14 anos de idade, e ele jogava um jogo de Sonic que parecia ser bem estranho, os nomes dos personagens estavam trocados, e apesar dos gráficos de Mega Drive ou Sega CD, o som era polido demais, aparentemente originais do jogo, e era muito violento para um jogo legítimo de Sonic, em que os badniks sangravam, ou ao menos, dava a entender isso, já que quando o Sonic pulava neles, o robô era quebrado e estatelado onde era abatido, e saíam pixels vermelhos ou, dependendo da fase, algo como se fosse uma animação de sangue vazando, pobremente renderizada, como se fosse uma animação de Mortal Kombat, os flickies não saíam, e os robôs soltavam um tipo de grito fino e muito curto, e tinha como chefões, pelo que dá a entender, o Tails, chamado de Nero, o Knuckles, chamado de John, e, depois de enfrentar muitos robôs do Robotnik, o próprio Robotnik, chamado de Boris. Todos tinham gritos horríveis quando apanhavam, mas Jane e Kyle, ignorantes, achavam aquilo normal, até que aconteceu algo anormal.
 Jane e Kyle viram, depois de vencer o "Boris" pela última vez, os créditos aparecem junto com o Sonic maiúsculo, assim como ele saltava pra tela no fim dos jogos de 16-bits, porém, em sua forma base, já que o jogo não tinha Super Sonic, mas havia uma figura assustadora, incompreensível, com o rosto de uma entidade que só Sara e seus assassinos conheciam, e isso doía os olhos dos dois, que estavam sozinhos em casa, Jane não conseguia mais ver cor nenhuma, e Kyle estava com manchas azuis no rosto e nas mãos. Desesperados, eles tentam destruir o CD, e não conseguem, eles tentam quebrar o CD, e não conseguem, eles tentam riscar, e não conseguem, eles acendem um isqueiro e tentam passar nele, e não conseguem, e então, eles só guardam no estojo do CD, e jogam no lixo, porém, parece que Sara tinha outros planos.

> Capítulo 4: Pronto para o Round 2?
 Tom estava voltando pra casa depois de sair da mercearia local, até que uma caixa com o CD cai na calçada, Tom pega o CD e acenava o segurando, alertando o que esqueceram, mas não dá certo, e Tom, sem entender bem, leva isso junto com as compras, e só escondia e evitava mostrar para sua mãe, já que ela poderia estranhar e não deixar ver o que tinha nele.
 O jovem consegue colocar o CD no computador, e abria um aplicativo novo no computador, chamado "Sonic.exe", um arquivo executável, com só o primeiro nome do personagem como título,  e quando Tom abria, o nome "Sonic", sem aditivos, como o título "the Hedgehog" do personagem ou então algum subtítulo original para a mídia citada, e então, o Tom jogava, e tinha uma jornada similar à de Kyle na Green Hill Zone, porém, ele acessava os super anéis e jogava as fases especiais, e parecia com o que tinha em Sonic 1, apesar dos gráficos se parecerem com o Sonic CD, incluindo os sprites dos personagens, e ele acaba pegando, de anel em anel, cada uma das 7 Esmeraldas do Caos.
 Diferente de Kyle, Tom era mais experiente com Sonic, e além dele ser bom nos jogos antigos e não ter perdido atualizações dos jogos novos, ele parecia se adaptar bem mesmo a um fan game que supostamente teria um conteúdo mais original, como ele presenciou ao conseguir 50 anéis normais e, com os botões de pulo, ativar um Super Sonic com os espinhos pretos e os olhos em espiral, Tom estava com dúvida se aquilo era mais próximo do Dark Super Sonic do Sonic X ou do Fleetway Sonic dos quadrinhos Archie, mas ele adorava jogar aquilo, já que funcionava normalmente, embora que a tela bugasse, para Tom, parecia tudo normal, até que ele tinha que enfrentar o Tails, ou no caso Nero.
"Sara, o que aconteceu com você? Você tá tão diferente..."
"Ha ha ha, Nero, você gostava daqueles brinquedinhos e celulares, mas não deve ter jogado o suficiente pra saber que o Sonic se transformava, assim como aquele idiota anterior não sabia, e me obrigou a ter mais trabalho com você"
"Sara, não faça isso, Sara... SARA"
 Sonic, na forma transformada, atropelava o Tails, voando nele, e nem tinha um grito, simplesmente, ele explodia em pixels vermelhos e laranja, e a cabeça de Tails girava em sentido anti-horário, enquanto caía pra fora da tela, o Sonic se destransformava, e fazia aquela pose, de quando o Sonic passa pela placa da fase, ou quebra o container do Robotnik, e então, na Genocide City Zone, segunda fase após a Green Hill, assim como toda segunda fase era algo mais concretado após uma zona tão verde como as Hills, tinha sujeira vermelha, subconscientemente, dá pra dizer que é sangue, e restos de badniks que, na gameplay de Tom, tinha menos pedaços dos robôs que na gameplay de Kyle. E de fundo, era possível ver uma figura escura pulando e planando entre os prédios do parallax de fundo da cidade, tudo sob um céu noturno, com a Lua parecendo um olho maligno.
 No act 2, Sonic encontrava Knuckles, chamado de John.
"Eu não quero fazer isso, Sara, mas eu vou precisar"
"Fazer o que? Morrer duas vezes no mesmo dia? Você me bateu muito porque aquele idiota não tinha um bom controle sobre mim, ou porque você era o mais teimoso daqui, Johnnyzinho, mas eu agora tenho uma nova carta!"
 Sonic se transforma, e fala "Thomas, é a sua vez", e então, parecia quando se enfrentava o Knuckles no Sonic & Knuckles com o Super Sonic, o Knuckles tentava bater no Sonic, mas não adiatava, e só do rato agulhado encostar naquele monotremado vermelho, o mesmo apanhava, e então, no final, Knuckles caía, como quando um Sonic ou Tails morre num jogo 2D.
"Nem teve graça, Thomas, mas sabe, eu gostei de você, mas a gente tem um trato a fazer, certo?"
 Sara não deixava claro, mas Tom passava as fases que eram Blood Labyrinth Zone, uma fase aquática com uma água muito vermelha e um design de mundo bem assustador e desconfortável, a Dragon Plant Zone, uma fase metálica que, quando caía no rio químico, surgiam dragões robôs para mordê-lo, o que era inútil sob a transformação daquele Sonic, e Sara falava "Sabe, Thomas, eu acho que fiz Tempestade em Copo d'Água com eles, com o Nero, com o John, e com o Boris que estamos chamando de Eggman, hehehe, homem gordo, mas você... você está jogando tão bem, passei por outros, eles morreram, e me fizeram perder os anéis, ou deixavam aqueles três escaparem, e eu ficava mais irritada, mas agora, estou mais forte, e é o que dizem, a gente só se vinga quando faz algo diferente, mas e agora o que sobra pra mim, depois que eu me vingar?"
 Tom ficava inconformado com a Sara ter um nível digital tão avançado ao ponto de saber o nome do Tom em seu computador, e também quebrar a quarta parede tão conscientemente, e então, enquanto Tom falava baixinho, para sua mãe não ouvir e estranhar, com aquela fantasma encarnada num ouriço azul digital, e depois da Sky High Zone, Sara e Tom se deparam com a Death Egg Zone, quase igual à de Sonic 2, mas Sara, movendo o Sonic e o fazendo andar para a direita e pra esquerda, depois vira pro Tom e fala "Thomas... você tem um plano B? Não temos anéis aqui!", mas Tom se lembra do pesadelo que era passar dessa fase, e só manda Sara confiar nele, e então, aparecia uma espécie de Silver Sonic com marcas vermelhas naqueles espinhos de metal da sua cabeça, e Tom, destemido, enfrentava o robô, mas quando tava a 1 hit de destruir ele, o Tom perde uma vida, mas ele tentava de novo, e enquanto ele jogava, e perdia as vidas, Sara mandava parar, estava doendo e ela perdia poder, mas então, quando sobrava uma única vida, Tom consegue destruir o Silver Sonic, e era questão de tempo enfrentar a forma final do "Boris" ou Robotnik.
"Você tentou confiar no seu jogador em saber que não podia mais se transformar aqui, não é mesmo?"
"Espera, Boris, eu posso explicar"
"Eu poderia explicar também, se você não tivesse arrancados nossos olhos, ou nos possuído, e nos arrastado pros seus jogos idiotas, você pode ter morrido rápido, mas e eu? Acho que é por isso que encarnei no Eggman, você me odiava, como sua forma atual odeia a minha, mas sabe, a fase está diferente, não é? Antes, você deixava carregar anéis da fase anterior, pra dar chance pras suas vítimas zerarem, e darem uma surra na minha cara, pra depois, você jogar o Zalgo na cara deles, e com isso, ficar mais forte, pra continuar descontando raiva, mas quando você viu um 'jogador digno', você desafiou ele a zerar sem o seu poder total, não é?"
 Tom ficava inconformado, enquanto ainda desviava dos golpes do Robotnik extremamente nervoso, e quando Tom e Sara vencem o Robotnik, Boris gritava, como se o robô gigante esmagasse ou explodisse junto com ele, porém, o jogo crasha, e Sara apenas tem tempo de falar "Tom, não olhe", e Tom colocava os braços na frente, e virava o rosto pra direita, e então, surgia a face da entidade, tentando tomar Tom, porém, ela sumia, o jogo fechava, e então, abria-se um arquivo novo, chamado "Sara.avi", que Tom abre, e então, pula pra trás de susto com a imagem, que depois, aquela foto assustadora com a frase "EU SOU DEUS" muda para algo como "eu estou bem", com ambas as formas usando como base o Sonic, um personagem fofo e icônico, que tinha se degenerado junto com o espírito de Sara por anos, mas finalmente tinha alguém com quem desabafar, e ter ideia de como se reconciliar.
 Uma energia saía, em formas humanoides, que só Tom via, enquanto o vídeo narrava uma carta para Tom, e depois daquilo, o vídeo e o Sonic.exe eram deletados.
"Thomas, eu só te conheci hoje, pouco depois de ter me irritado com seus amigos, mas como eu disse antes, eu só estava com raiva, e quanto mais eu sofria, mais fraca eu ficava, e mais eu me irritava, e precisava de uma força maior pra poder me recuperar, mas tudo aquilo perdia o sentido quando tudo era feito como se eu, ou você, soubéssemos cada passo que dávamos, mesmo você nunca tendo jogado antes, nem eu ter te conhecido, Kyle e aquela garota, acho eu que ela se chama Janet, iam pagar por aquilo, mas não se preocupe, eles estarão bem, mas depois dessa, não nos veremos nunca mais, com prazer, Sara".

Fim?

Covil das Creepypastas: Jeff

[Posso ter deixado de fazer as histórias menores daqui por causa do Projeto Dream, e ficado um tempo usando esse blog como um tipo de diário, mas eu tive umas ideias que não saíam da cabeça]
[Serão 2 Creepypastas que irei reescrever por não gostar delas, seja as originais, ou o conteúdo fan made que veio depois, terá uma terceira que é exceção à regra, mas quando chegar nela, eu explicarei melhor]

> Capítulo 1: A chegada de Jeff.
 Jeffrey Weston era um adolescente inconsequente, triste e introvertido, porém, quando tinha certos surtos, ele era muito agressivo e não tinha filtros, e era difícil para seus pais cuidarem, e seu irmão tinha medo de ficar perto dele, embora fosse o único da casa que Jeffrey parecia no mínimo se importar. Saindo do Colorado, a família Weston se alojou numa cidade no interior de Wyoming, e diferente de onde eles moravam inicialmente, lá em Wyoming era um lugar seco e muito nublado, e pelo inverno, estava nevando muito, e Jeffrey, com seus problemas de saúde, engripava fácil.
 Passam-se uns dias, e Jeffrey, no novo colegial em que estudava, era ridicularizado e humilhado, porém, explosivo como sempre, Jeffrey pulava, arranhava e mordia os valentões, pra alguns, ele parecia um herói, para outros, o diabo na Terra, afinal, se até quem dava medo nos alunos tinha medo do J. Weston, imagina como era para nerds, patricinhas, atletas e esquisitões das salas. Um psicólogo foi contratado para investigar como poderiam acalmar o Jeffrey, ou ao menos saber por que ele era tão problemático.
 Porém, nesse meio tempo, os valentões conseguiram isolar Jeffrey em um beco, sabendo que ele ia entre a casa e a escola a pé, eles o nocautearam e, inconsciente, o maquiaram como um palhaço com tintas velhas, tóxicas e tão ardentes na pele humana que fizeram Jeffrey acordar só com a dor.

> Capítulo 2: O laudo.
 O psicólogo entrou em contato com a família Weston, e ele descobriu alguns transtornos que Jeffrey passara, que envolviam, segundo o psicólogo, um transtorno autista, podia não ser a fonte daqueles surtos, mas se os pais de Jeffrey soubessem, eles poderiam ter tratado a tempo, e prevenir parte dos problemas. Todo o ódio que Jeffrey passava por aqueles caras de 30 a 50% mais altos que ele estava se transformando em medo, enquanto os mesmos não foram descobertos, foi tão rápido pro Jeffrey que ele nem tinha tempo de saber eram as mesmas pessoas que ele agrediu anteriormente, e uma paranoia crescia em seus olhos, assim como a dor na pele, e a tremedeira em suas mãos, abanando como asas de um pássaro que tentava voar sem sucesso.

 Mesmo com a tinta saindo pelo suor ou até mesmo passando sabão com água no rosto, era como se Jeffrey quisesse parecer com aquela sujeira, um palhaço triste, desesperado para que riam das suas piadas, e não da sua cara.

> Capítulo 3: Inútil.
 Jeff estava desistindo daquilo tudo, ele não estava indo bem nas notas, nenhum medicamento conseguia o acalmar, e ele nunca teve amigos, e mesmo seu irmão não tendo mais medo, isso não poderia consertar, Jeff estava quebrado. Jeff às vezes passava maquiagem da mãe pra retornar aquela maquiagem de palhaço, com rosto branco, boca vermelha e um azul ao redor de cada olho, podia ser idiotice replicar o que fizeram de ruim com a cara dele, mas ele associou aquele dano a uma espécie de renovação, porém, aquela descoberta do psicólogo não parecia ter ajudado os Weston a resolverem o problema do Jeff, mas sim ter dado um álibi a Jeff para ele não mudar, ele vivia no mesmo mundo branco e sem vida que ele tinha desde o Colorado.
 E então, o vermelho da sua boca naquela noite não era mais batom, era sangue.
 Jeff cortou as pontas da sua boca, e ele, então, com a mesma faca de cozinha afiada, abatia seu pai, e depois a sua mãe, ambos muito antes do pai acordar, ou da mãe reagir depois do susto, o seu irmão, Kyle Weston, ia ao quarto dos pais ouvir o que aconteceu, e Jeff só dizia...
"Vá dormir!"
 E Jeff, na sombra do quarto não iluminado, desaparecia, e Kyle só podia ver pegadas de tênis sujas de sangue, e o que parecia o braço do pai, sobre o lençol antes branco, e agora vermelho.

Fim?

25 de jan. de 2024

O que é Logística?

Esse blog eu estou fazendo porque tenho um forte hiperfoco por logística, principalmente a Logística Japonesa, já que eu ainda estou cursando uma faculdade dessa área e também passei do terceiro pro quarto semestre, e irei citar algumas características do que eu já estudei desses semestres pra cá.

Etimologia
Logística vem de "Logistikos", um nome grego para Raciocínio Lógico e também usado para um cargo estratégico e logístico dos exércitos, algo como os "Logistiques" (isso não é um pronome neutro, é um nome francês), um cargo dessa mesma função, porém da França pós-Revolução, na época de Napoleão.
Há também outro termo chamado "Loger", um verbo francês que significa "Alojar", o que condiz com uma das características da logística que é o estoque.

Como funciona
Logística é a ciência que estuda as empresas e seus atributos, envolvendo essencialmente:

  • Gestão de Estoques: Gerenciar e cuidar dos estoques, seja dos fornecedores ou da própria fábrica, e também saber aproveitar corretamente esse estoque.
  • Processamento de Pedidos: Uma boa relação entre cliente, fábrica/loja e fornecedor, podendo transformar o pedido do cliente numa boa entrega de um produto ou serviço.
  • Transporte: A forma como o produto ou serviço será entregue.
Logo por isso que a logística é uma área tecnológica muito demandada no mercado de trabalho, já que é a com a maior administração sobre a empresa.

O que a faculdade garante?
Além do estudo necessário e também do diploma da graduação, eu também já participei de algumas palestras e até mesmo fiz cursos, como o Lean Manufacturing e o 6 Sigma, que apesar dos nomes estranhos, eu explico depois. Também conheci e até tirei selfie com o Ricardo Nagano, CEO da RL & Associados e o japonês à direita da foto.
Na faculdade que eu estudo (Fatec Botucatu), tem também as jornadas científicas, conhecidas como Jornacitec ou Fatec Portas Abertas, em que a que teve em 2023 foi bem mais característica, os 4 outros dias seguiram normais igual à do ano retrasado, mas a Segunda-Feira teve algo especial que era um maestro espanhol chamado Fernando Ortiz de Villate apresentando umas aula de como a música influencia na psicologia de quem ouve – desde tons maiores pra músicas alegres, tons menores pra músicas tensas, até como algumas músicas podem ser conhecidas por obras populares em vez de seu autor original, como por exemplo, a abertura original mexicana de Chaves que usa o Elephants Never Forget, uma música baseada na Rondo Alla Turca de Mozart –, e foi o ensino mais diferenciado que eu vi na Fatec.

Economia
Logística também inclui conhecimento econômico. Economia vem do grego "Oikonomio" (junção de "Oiko"/ambiente e "Nomos"/lei, regra, norma), que pela origem das palavras que a compõem, é algo como "gestão territorial", já que se aplica a casas, complexos, cidades, países e, óbvio, empresas e corporações. Ter um bom conhecimento sobre o próprio dinheiro é muito útil pra saber corretamente o que e como gastar sem ficar completamente duro no fim do mês.
Além disso, na faculdade eu aprendi sobre sistemas econômicos, e também como eles funcionam:
  • Capitalismo: Sistema econômico baseado em propriedade privada, o que pode incluir bens, serviços e dinheiro. Curiosamente, não existe um sistema econômico completamente capitalista, já que pra isso ser possível precisaria ser tudo privatizado, eliminando a ideia de um governo.
    • Com o Capitalismo tendo economia privada, em que cada um tem seus próprios bens, isso leva a uma competição maior, o que deixa muita gente pra trás quando não conseguem acompanhar, mas em que aqueles que conseguem acompanhar, de uma forma ou de outra, ainda podem melhorar, como tá no mercado de trabalho, em que não é qualquer um que chega a um cargo tão avançado justamente pela imensa quantidade de desafios.
  • Socialismo: Sistema econômico baseado em benefícios gerados pelo governo, financiados pelo público e suas produções (impostos e taxas), este se difere do Comunismo verdadeiro (em que os bens viriam do povo diretamente ao povo).
    • Com o Socialismo tendo uma economia sob ordem do governo, centralizada e monopolizada, ela fica estática, o que pode dar pra acompanhar melhor porque "todos estão iguais", mas ao mesmo tempo o sistema em si não avança, como aconteceu na URSS, em que o Stalinismo (Socialismo militarizado) não tinha avanços comerciais, enquanto ainda tinha avanços tecnológicos militares e espaciais só pra ganhar a Guerra Fria, e mesmo assim não conseguiram ganhar essa guerra.
Porém, tem um sistema econômico que o pessoal não fala, que é a Economia Mista, um sistema que usa economia privatizada, ou seja, liderada por empresas (não só empresas grandes ou médias, as micro, as pequenas e o empreendedorismo individual valem) e a fiscalização pública (ou seja, todo o cuidado sobre empresas e trabalhos tem administração do governo), que é basicamente quase toda a economia mundial, embora com concentrações diferentes (como os EUA tendo uma economia mais capitalista e a China tendo uma mais socialista).

Gestão de Qualidade e Processos
Processos de produção são muito importantes porque são daí que vem a produção, e os três métodos de produção são:
  • Artesanal: Produção feita à mão, organizada por pequenos grupos (geralmente famílias) e que todos têm habilidades mistas (chamados também de generalistas) e as produções são feitas e refeitas com vários retoques, em que a qualidade é garantida que vai ficar boa, mas a produtividade é muito baixa, já que gastam muita energia pra cada material.
  • Ford/Produção em Massa: Um método criado por Henry Ford (fundador e primeiro CEO da atual Ford) e Frederick Taylor (que criou o método de administração Taylor, um dos componentes do método de produção Ford), que tinha muita padronização de produção e também cada um tinha uma função específica (especialistas), o que acelerou muito as produções e até barateou os carros da época, chegando a US$ 360,00 por um Ford T, o que não parece muito, mas considerando a inflação isso daria US$ 9.577,93, ou R$ 47.054,43.
  • Toyota/Lean Manufacturing: Como eu disse antes em "Fogo, Poderes e Toyota", esse método é considerado até hoje o mais revolucionário, já que teve toda uma organização para combinar uma produção boa nos meios ético e técnico, incluindo até mesmo o mapeamento do método em forma de uma casa. (Exemplo que desenhei no caderno abaixo; o chão são os princípios básicos, as salas são os métodos maiores, e o telhado é o resultado final)
O método da Toyota também inspirou o Método 6 Sigma da Motorola, conhecido por ser um método de gestão de qualidade que otimiza métodos de produção da Toyota, junto com métodos estatísticos, como Ishikawa (criar gráficos em formato de espinha de peixe, pra conectar todas as causas de um mesmo defeito) e Paretto (baseado num estudo de Vilfredo Paretto, e que assim como em seus estudos apenas 20% da população tinha 80% das riquezas italianas, tem defeitos que uma média de 20% das causas têm 80% da responsabilidade pelo defeito), além da gestão de qualidade conseguir corrigir os defeitos de fábrica, não só durante o próprio procedimento, mas também prevenindo que esses defeitos voltem.
Esse "Sigma" (σ ou Σ) se refere a uma medida de Desvios Padrões que separam um produto bom de um produto ruim, e esses 6 desvios padrões definem 99,99966% de resultados positivos, o que equivale a 3,4 falhas a cada 1 milhão de oportunidades de produção.

Tributos
Também é ensinado na faculdade, em que tributo é um tipo de pagamento obrigatório, porém, que não vale sanção (ou seja, multas não são dívidas tributárias), e que nesse caso irei ser bem breve e explicar só sobre alguns tipos de impostos federaisestaduais e municipais:
  • IOF: Imposto sobre Operações Financeiras.
  • II: Imposto sobre Importação.
  • IRPF e IRPJ: Imposto de Renda sobre Pessoa Física e Pessoa Jurídica.
  • IPI: Imposto sobre Produtos Industrialidade - curiosidade: atualmente bombons como Ouro Branco e Sonho de Valsa são agora wafers, porque assim a Lacta pode gastar menos dinheiro com impostos porque os biscoitos/bolachas wafer têm 0% de IPI.
  • IPVA: Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor.
  • ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
  • IPTU: Imposto Predial e Territorial Urbano.
  • ISS: Imposto Sobre Serviço, o imposto que você irá pagar pelo trabalho de carteira assinada, e que pode converter no dinheiro da aposentadoria.

Transporte
Transporte é outra das coisas mais importantes da logística, já que obviamente irá precisar de transporte para levar os materiais comprados. Cada meio de transporte tem uma vantagem ótima e uma desvantagem terrível, tais como.
  • Rodoviário: É ótimo porque tem uma grande variedade de lugares pra acessar, incluindo entregar a mercadoria na casa da pessoa, mas é um modal que gasta muitos recursos e ainda corre mais risco de ser danificado e roubado (inclussive assaltos a caminhões nem raros são). Aí o real problema do Brasil não é ter investido muito no rodoviário, o Brasil quase SÓ TEM RODOVIÁRIO.
  • Hidroviário: É ótimo porque as "rodas" (mar e rios) não precisam de manutenção, só precisam de água pra navegar, e o gasto de energia é baixo, seja por velas ou porque está cada vez mais acessível usar uma fonte limpa como a solar, mas o problema é que é um transporte muito limitado, tanto que na Europa as pessoas chegam a cavar o solo pra abrir rios e ter mais espaço hidroviário.
  • Ferroviário: O transporte de trens é bem eficiente por ser rápido, bem direcionado, gastar menos recursos que o rodoviário e também servir pra transportar passageiros, mas o real problema é que, com poucas ferrovias, não tem muita variedade da onde ir de trem.
  • Dutoviário: É parecido com o ferroviário, porém, subterrâneo, o que aumenta a variedade de lugares mesmo com menos dutovias que ferrovias, mas é mais caro porque, além do investimento de uma ferrovia, tem o investimento pra escavar a terra e abrir caminho.
  • Aeroviário: Esse é o transporte mais rápido, já que pode dar voltas ao mundo em horas, e também é bem resistente, mas além de ser também o meio de transporte mais caro, diria que é o com os acidentes mais fatais e, por isso, muito investimento é necessário para maximizar a segurança, tanto que pilotos de avião precisam treinar desde a pilotagem de avião a idiomas estrangeiros anualmente.

O que é qualidade?
Essa pergunta é bem importante já que é um princípio praticamente interno da logística, que embora tenha alguns conceitos já no ocidente, este só começou pra valer com os métodos japoneses, como:
  • Método Taguchi: Segundo Genichi Taguchi, um produto de boa qualidade precisava ser altamente resistente a alterações e modificações danosas, e também que condiz com o que os clientes querem ou precisam, que satisfaça a necessidade e os desejos deles, e por isso, pra Taguchi, um produto de má qualidade é uma grande perda pra sociedade.
  • Método Lean: Segundo a Toyota e seu método de produção, um produto de boa qualidade é aquele que se assegura de cada etapa do processamento, ainda dentro do mesmo processamento em que foi feito.
  • Opiniões anteriores: Com base nesse vídeo no texto colorido, ainda havia outros conceitos anteriores de qualidade. Para Aristóteles, qualidade poderia ser qualquer característica, como cores, forma, condições e comparações, para Philip Crosby, qualidade é resultado de um ambiente cultural cuidadosamente construído, embora que, de forma geral, para o mesmo, uma boa qualidade é a ausência de defeitos, uma definição atualmente desatualizada, já que não ter defeitos pode não ser necessariamente uma qualidade alta, apenas um "não-negativo", mas a frase mais interessante é a de Ford, em que pra ele, qualidade é fazer o certo sem ninguém estar olhando.
Depois disso tudo, eu acho que concluí por completo as minhas experiências estudando Logística em faculdade e cursos extracurriculares, e então...

Até mais!

23 de jan. de 2024

Terra plana, Diário e Morar com os Pais

Achei que ia começar bem mais tarde a escrever nesse blogspot, já que eu meio que deixei engavetado as histórias secundárias que escrevo aqui, assim não dizendo muito na cara que larguei todas as outras histórias que tavam em hiato, já que mesmo que eu larguei de fato, não vai ser pra sempre, e vou falar uns assuntos aleatórios pelos quais eu passei ultimamente.

Tem esse post do Ciência Freestyle que me chamou a atenção.

Curioso como essa página curte tirar sarro dos terraplanistas, extremistas políticos, e outros tipos de gente que acredita em ideologias irracionais, no caso desse post, alguns comentários chegam a completar ou até explicar a crítica que o post traz à ideologia.

[E olha que os "tiozões" que o pessoal tá falando é o mesmo tipo de tiozão que elogia a Ditadura Militar]
Falando em Jovem Pan, tem uma parada de que a tal "PL da Censura" não seria lá tudo isso, considerando que ela só tava sendo demonizada por gente da direita, como o Daniel Penin, o Impera e o canal Central (depois de tanta polêmica eu larguei a Central antes deles falarem disso, mas o Penin e o Impera eu acompanhei o suficiente pra verem eles falando sobre), enquanto, tirando a moral desses daí, a Jovem Pan escreveu muita notícia falsa e tentou dar força pro Bolsonaro (e falharam miseravelmente), e isso virou até um dos motivos da PL 2630/2020 ter explodido tanto, não por uma ameaça ao governo em si, mas porque o jornalismo tá realmente morto. Nem ligo pra treta da PL, já que eu desisti de assumir lados na política depois que as eleições acabaram. Mas pra fechar com chave de ouro.
Isso chega a ser engraçado, já que o colégio de freira separar ciência e criacionismo parece mesmo coisa de outro mundo, considerando a hipocrisia do """Estado Laico""" cobrar que ensinem criacionismo nas aulas de biologia, enquanto a matéria de religião com o tempo foi extinta da educação brasileira, com a intenção de separar a vida acadêmica da vida religiosa. Fora isso, até se parece com o que eu falei no post (e já que eu vou detalhar como é, não vai ter print do mesmo), que é o seguinte.

Logo o autor do post da "Doutrinação" já tá seguindo uma doutrinação, já que não precisa ser um "gênio eu sabo muito" que o terraplanismo é um conceito muito limitado, já que não considera a análise geométrica, como o horizonte (que a propósito, terraplanista gosta da falácia da régua no horizonte, como se a Terra não fosse cosmicamente gigante), ou como o sol e a lua giram em torno (que eles distorcem muito, pregando que são astros pequenos e que girariam em torno da Terra, sendo que além de representações que não fazem o menor sentido considerando a gravidade, também são conceitos ultrapassados; já que foi desmentido desde a Grécia Antiga e esses estudos começaram a "bombar" e retornar no fim Idade Média, seja pelo Renascimento ou no Iluminismo).

Embora tinha civilizações com aprendizados mais adiantados que a Europa Antiga e Medieval, como a arquitetura do Egito, a navegação dos Nórdicos (antes deles serem parte da mesma Europa que os romanos e depois os bizantinos), a matemática Indo-Arábica que usamos até hoje, ou a grande variedade de materiais na China (tinta, tecidos, pólvora e papel como conhecemos), a Grécia Antiga tinha também muita descoberta legal, entre elas, Eratóstenes, do século II a.C., conseguiu calcular a circunferência da Terra usando como referência a diferença de sombra entre Alexandria e Siena, e Aristarco de Samos do século III a.C. começou o conceito de Heliocentrismo, embora só fosse melhor explorado por Nicolau Copérnico no século XVI.

Fora isso, essas anotações extensivas me lembraram de quando eu comecei a escrever muito em um diário meu, e serviu pra desabafar, pra falar umas coisas que não daria pra falar pra todo mundo, anotações alheias, e até anotava sonhos ou experiências minhas, e eu usei como inspirações duas histórias de gente que já escreveu diário:
  1. Meditações: Um diário que Marco Aurélio escrevia seus princípios filosóficos e seus próprios conselhos, que eram pra si mesmo, mas se tornaram um dos maiores exemplos do Estoicismo.
  2. O livro que inspirou LSD Dream Emulator: Um diário que Hiroko Nishikawa, colega de Osamu Sato, escreveu seus sonhos que foram base pra boa parte das fases do jogo LSD Dream Emulator, de 1998.
Aí isso virou um hiperfoco meu, de falar os assuntos que eu mais gostava de ter anotado no diário, ou no mínimo os assuntos mais recentes, geralmente os sonhos, alguns novos, e outros que eu tive há anos e que só lembrava no dia que anotava, dos sonhos que eu tinha, os que eu mais lembrava eram:
  • Às vezes sonho com episódios de Dragon Ball que só existem nesse mundo dos sonhos, como se fossem fan animations, e variava de episódios típicos das temporadas Z e Super, crossovers a até mesmo um sonho em que tinha um Goku Drip num desfile de moda.
  • Ou então sonhos em que eu estava sozinho, como em um andar alto de um prédio escuro, cinzento, com só a iluminação das lâmpadas, tinha uma faculdade em um desses sonhos com uma ambientação parecida, mas embora nesse tivesse muita gente, eu me sentia avulso daquela instalação, ou então, eu já sonhei com outras instalações, como hospitais e prédios empresariais sem ninguém além de eu sozinho explorando os lugares.
  • Já sonhei com banheiros, mas pelo menos nunca usei as privadas deles, pelo que eu lembro, no máximo as pias, ou entrava nas cabines, e a cor dos banheiros variava, tinha eles azuis, ou com cores quentes tipo banheiro de shopping, ou em preto e branco.
  • Eu também já tive sonhos que me acordavam no susto, como um sonho de infância em que eu me via me segurando encima de um caminhão da Elma Chips, ou quando eu sonhei que tava jogando Slender The 8 Pages e fui pego pelo Slenderman, e também já sonhei que levei um jumpscare do robô de Daft Punk – Technologic (aquela música do meme "sonim bleinim" do Lucas Inutilismo) com um som de TV estática muito alto.
[Mas também??? Olha essa porra! Como que eu não ia ter medo disso?]

Foi legal eu contar as minhas experiências sobre o diário, ainda mais da parte dos sonhos que geravam muito assunto, aí teve uma conversa que teve isso:
E isso:
Foi com esse webamigo, falando nisso, que eu falei sobre uma mensagem que eu aprendi sobre "morar ou não com os pais". Normalmente coaches falam que morar sozinho, e crescer sozinho, é coisa de adulto porque "um adulto de verdade não cresce de verdade sob as asas dos pais", o que seria bonito se não fosse a nossa realidade brasileira: Mais de $1000 por mês pra uma kitnet, pra morar perto de faculdade que, quando formar, não vai dar currículo pra um emprego tão bom, isso se você escolheu uma faculdade cujo diploma garante muita vaga, ou se você saiu do emprego anterior pra pegar o que bate com o diploma, e olha que faculdade e emprego na mesma carreira já deterioram as condições de uma pessoa devido ao desgaste físico e mental.

Além desses coaches que falam de morar sozinho serem os mesmos que desde vendem cursos falsos de carreira digital a criam golpes inteiros contra idosos (que a propósito, tá no nível de corromper crianças que nem certos youtubers fazem, mas os idosos têm um agravante a mais de não serem protegidos que nem as crianças). A ideia nem é pregar o moralismo, e sim concluir falando da hipocrisia das pessoas que pregam sobre a "forma certa" de ser adulto, enquanto eles nem cresceram daquela forma, e também cometeram um monte de coisa errada e até uns crimes.

Inclusive, sobre morar com os pais mesmo adulto, tem dois detalhes importantes:
  • Não vale a pena morar com os pais se eles forem péssimas pessoas;
  • E também só adianta morar com os pais se você agregar um valor pra casa, no mínimo não sendo só um peso morto pra eles.
Isso do mesmo canal que eu aprendi com isso, esse me deu um ponto de vista interessante, sobre como morar com os pais por um tempo a mais (rima não intencional) pode melhorar a relação familiar, e vou parafrasear o exemplo hipotético do canal que eu peguei a ideia:
  • Suponhamos que tenha 4 pessoas na casa: Pai, mãe e dois filhos.
  • Os dois filhos crescem, e mesmo ainda na casa dos pais, eles não são um problema, mas sim um apoio, já que eles trabalham e têm uma renda própria que preenche as contas a pagar da casa.
  • Depois, cada filho tem sua própria família, com esposa e filhos, e os pais anteriores agora são avós.
  • Os netos/filhos novos podem interagir com os avós normalmente, ou diariamente, ou meramente quando os próprios avós ajudam a cuidar dos filhos, seja quando os pais atuais tão ausentes em algum compromisso, ou quando os pais ainda estão aprendendo a cuidar deles (clássicos pai e mãe de primeira viagem).
  • Os avós ficam mais velhos, mas os filhos deles, por já estarem próximos e também bem financeiramente, cuidam deles.

Já, se os filhos saem da casa dos pais "de graça" (por motivos que os coaches pregam), tem também um exemplo próprio:
  • Os filhos saem da casa dos pais;
  • Eles crescem pobres porque caíram na Corrida dos Ratos (um ciclo vicioso de trabalhar pra pagar dívida e pagar dívida pra trabalhar) e tão com menos tempo ainda por juntarem faculdade e emprego na mesma rotina;
  • Esses filhos, trabalhando com o que tinha e morando onde tinha, conseguem formar uma família;
  • Esses filhos, agora pais, só se encontram com os seus pais, agora avós, em festas de família ou em alguma visita muito importante (ex: algum assunto de trabalho ou de família a resolver);
  • As crianças novas, filhas desses novos pais, ficam na creche e, depois, na escola, não pra começar seu desenvolvimento escolar, mas porque só lá pra não ficarem abandonadas em casa ou nas ruas, já que nessas famílias geralmente até a mãe, normalmente acostumada a cuidar da casa pra deixar a parte econômica pro pai/marido, está precisando trabalhar.
Enfim, valorizem seus pais quando possível, e...

Até mais!

23 de nov. de 2023

Jusnaturalismo: A Tentativa de Reviver Sodoma

 8 de Novembro de 2023, essa foi a data do primeiro e principal assunto, e diferente dos outros blogs daqui, em que eu falei outros assuntos mais tangentes como introdução, aqui vou introduzir diretamente pelo que é o foco desse blog. Você já ouviu falar de "Jusnaturalismo"? Jusnaturalismo é uma ideologia política que, segundo ela mesma, os direitos só são válidos como direito se for algo não-artificial, ou seja, "direito natural", o que seria interessante ou até bonito... se na Selva a vida já fosse bonita, na Selva não existe dignidade e direitos, se um animal matar o outro, ninguém vai ser preso, se um animal roubar a comida do outro, ninguém vai ser perseguido (pelo contrário, existe o Comensalismo, em que os animais comem o que sobra do que outros animais já comeram), e se um animal fazer atos libidinosos contra a vontade dele, incluindo se for de outra espécie, ninguém vai ser julgado.

 Basicamente é essa a trindade dos crimes – Matar, Roubar e Estuprar –, os referenciais que eu citei pra falar sobre o quão perigosa é a Natureza, e também o por quê de não ter tanto humano atualmente na Natureza, as cidades são lugares ruins dependendo do lugar, claro, tem ainda mais crimes, incluindo crimes que tem gente que até hoje não sabe que é realmente crime, como racismo, homofobia, pedofilia e dirigir bêbado.
 Por que estou falando de crimes tão pesados pra invalidar o conceito de "direito natural"? Eu inocentemente postei um meme que era esse abaixo e virou motivo de discussão por causa de um agora ex-webamigo provavelmente anarcocapitalista, e eu poderia colocar prints do que a gente falou sobre, mas não vai dar porque, depois dele me bloquear (pois é, ele não aprendeu a lição), os comentários sumiram e o que sobrou foi relato meu.
 Segundo o cara, educação e saúde não eram direitos e sim serviços porque "não existe almoço grátis" e "médico/professor não trabalha voluntariamente", sendo que... resposta curta: Não faz sentido. Resposta longa: Não é que o trabalho rende dinheiro que automaticamente não exista quem esteja trabalhando por querer, ainda mais que esses serviços são muito comuns publicamente, e pra variar ainda são garantidos por concursos em que, pra serem qualificados, têm que passar com uma nota alta e o exame psicotécnico feito corretamente, ou seja, além de entrar lá quem quer, também entra quem está muito disposto pra conseguir o emprego.
 Além disso, direito, segundo o dicionário, se refere a algo que é certo, correto ou que está na lei, e segundo eu... Direito são os bens e serviços que são acessíveis por motivos éticos, e a lei em um bom governo vai seguir uma ética, que é a concepção coletiva de certo e errado, algo que os Jusnaturalistas discordam porque eles acreditam que algo só é verdadeiro se for natural. Mas sabe o que mais mata o Jusnaturalismo?
 Esse pessoal que se diz "Jusnaturalista" nunca são eremitas que, por viverem na natureza, sabem lidar com ela encarando suas adversidades, e nem políticos/advogados que sabem algo sobre lei, são sempre uns trouxas esquecíveis que vivem em apartamento, se duvidar, moram em metrópole, com apartamentos minúsculos, e isso nem é um ad hominem (falácia de xingar alguém), é verdade isso, esse pessoal não tem credibilidade alguma e tende até mesmo a ser o oposto do que acreditam apoiar.
 Tanto que tinha um webamigo que, junto comigo, discutimos com esse agora ex-webamigo, que a partir daqui vou chamar de Monark por algo que vai ficar mais claro depois, e diria que essa discussão revelou um pouco que o "Monark" pensava, já que eu mesmo disse que a ideia de que, só porque "a liberdade de um custa a do outro" (sim, esse Monark usou isso como ponto do lance de educação e saúde "não serem direitos"), automaticamente a liberdade dos alunos e pacientes custava a dos professores e médicos, o que por si só dá pra ver que ele, além de não entender o que era um direito, e também não saber o quão importante é a saúde e a educação, que em um lugar como um Brasil beira um sacrifício em questão de trazerem um bem maior, além dele anular a existência de professores e médicos que não sofrem, e claro, não é rara, pelo contrário.
 Fora isso, eu virei a "argumentação" do cara, desse papo de liberdade, contra ele mesmo e falei que essa ideologia não fazia sentido, já que isso de "a liberdade de um custa a do outro" é, óbviamente, que não dá pra dar o mesmo espaço pra um judeu e um antissemita por exemplo, e que o cara comparar isso com a classificação da educação e da saúde como um direito era uma grande falta de respeito, e daí o "Monark" ficou PUTO da comparação, e me chamou de mau-caráter... por algo que ELE MESMO estava fazendo, ou seja, isso do cara de colocar A em local de B só funciona se o mesmo cara que começou deixar kkkkkkkkkkkkkkkk
 Por isso eu tô chamando o cara de "Monark", porque além dele usar papo furado de "liberdade de expressão acima de tudo" (que é sempre papo furado pra esconder preconceitos, sem exceção; só que agora com o Jusnaturalismo), o cara tava argumentando da forma mais noia  e sem sentido possível. Fora isso, eu até citei, de exemplo sobre o quanto que não faz sentido invalidar um direito só porque existe algo comercial por cima, o caso do Peter Brabeck (ex0-CEO da Nestlé) considerar o "direito à água" uma ideia extremista... sendo que a Nestlé é até mesmo INVESTIGADA porque ela não só privatiza água, mas deixa o acesso muito desigual por causa da crueldade desesperada por lucro, o que pode soar conversa de web-socialista hipócrita, mas qualquer um que saiba sobre empresas sabe que isso é desumano e hipócrita.
 Inclusive esse caso do Brabeck é até bizarro, ele negando a ideia da água ser um direito e não só um bem comercializável como se fosse o papo mais genial e "nossa, olha como tô refutando", e sabe o que o Monark falou no meu chat? De que isso do ex-CEO da Nestlé tar negligenciando o acesso a água em nome do lucro é culpa dos políticos que a gente elege, tipo...
 Aí que caiu a ficha do desespero do cara pra validar o ponto dele de uma vez porque, segundo ele, tinha muito a ver um empresário cara-de-pau tar prejudicando civis na África e América, com políticos também estarem prejudicando civis, no Brasil, sendo que empresas não têm nada a ver com governo (empresas são redes privatizadas, pessoas jurídicas de grande porte, e governos são redes PÚBLICAS de fiscalização e serviços), ainda mais a Nestlé, que nem lucra com água aqui no Brasil, só conhecemos por causa dos chocolates e misturas lácteas, mas na cabeça do Oda Gênio anarcocapitalista, "ah, se os empresários são ruins, o governo é ruim e ninguém pode dizer nada do governo ser ruim".
 Tanto que eu até falei sobre eu não ter "rabo preso" (tirei essa expressão do Hamlet ARL/PNG) com político, e reparei como, quando você discorda de qualquer coisinha que alguém fala de política e economia, as pessoas imediatamente acham que você é escravo do sistema que as pessoas odeiam por motivos irracionais, assim como eu vi de gente que se dói quando tem alguém falando que os EUA não é um Inferno na Terra que nem os usuários do X falam, mas não importa, eles vão continuar te julgando, e se você insistir, eles até mesmo irão te cancelar.
 Assim como me lembrou de uma ex-webamiga, que eu perdi na época que fui cancelado por uma panelinha, que ficava falando que a indústria farmacêutica era ruim e corrupta (o motivo segundo ela: Não vender em uma farmácia o material mas vender em outro, sem fonte nenhuma e sem considerar a quantidade de consumo e demanda), o que por si só lembra as PLR's falsas que vendem produtos duvidosos e golpes, com a fachada de que supostamente a indústria farmacêutica não permitiria a cura do câncer ou da diabetes de fluir no mercado, argumento esse que eu sempre achei que fosse um meme e que eu parei de acreditar de vez nessa época que eu fui cancelado.

19 de nov. de 2023

Como uma treta salvou o meu engajamento do Face

 Estou sem inspiração pro episódio novo de Projeto Dream, e... vou desabafar sobre o que aconteceu ontem e anteontem, em que teve algo muito inesperado. Antes de começar a explicação, vou contextualizar que o episódio que eu estava escrevendo antes desse desabafo não ia ser só a continuação do arco do torneio de Evonotio que Projeto Dream, já que tinha mais coisa acontecendo e eu não quero abandonar os outros arcos pro tal arco do torneio. Enfim...

 Algo que eu não tava esperando é que algum desocupado que criou todo um perfil que espalha homofobia, transfobia e misoginia tentasse me mandar solicitação, sendo que, como eu disse em outros blogs, eu sou amigo de diferentes minorias, e seria uma hipocrisia muito grande eu adicionar um cara desses, além disso, certeza que o cara me mandou solicitação cegamente, e diferente dele, eu não ia adicionar cegamente.

 Só pela capa, perfil, nome, dá pra ver que o cara era um perdedor que, se eu atendesse, iria ficar mais forte, e se eu recusasse, o cara só ia seguir uma vida de idiota, e bem, eu não só bloqueei o cara mas também xinguei ele, mas não sabia que o cara tinha fãs, e aí aconteceu que um cara começou a invadir minhas postagens só pra me xingar de graça.
 Uau, que força tarefa, hein meus amigos, o cara chegando em quem xingou seu namora- quero dizer, amigo, pra tentar xingar, seria um elas por elas se... o tal "Agiota Chad" postava coisas como isso:
 Como se não bastasse a imaturidade no perfil, o cara realmente postava crimes no Facebook, mas não acontece nada, agora experimenta *falar* a palavra com V só por citação pra você ver. Fora isso, o tal Atumalaka Junior tentou me atacar do nada outras vezes, e foi tudo seguido.
 Aí cancelei o cara usando esses prints e o desse perfil, e... diferente de outras pessoas, eu não tô censurando esses dois porque quero que eles se fodam e também porque é um tipo de gente tão abaixo do underground, literalmente desconhecidos, que nem faz diferença ir ou não atrás, e aí tinha um doido tentando me "cancelar", e pra falar a verdade eles acabaram tecnicamente SE cancelando porque eu já causei um dano suficiente a eles e também eles já perderam o alcance totalmente de mim.
 Tavam só pensando mesmo, porque a prática foi pro Inferno praticamente porque os caras foram bloqueados e eu até mesmo acabei cancelando, e... uau, muito hipócrita xingar um cara extremamente preconceituoso e depois acabar com a credibilidade de um amiguinho dele, e não o seu amigo ser o babaca, ter sido xingado com razão, você "xingar de volta" e depois reclamar que tá sendo colocado no meio da discussão. É o que uma frase pronta que eu conheço diz.
 Ultimamente eu aprendi essa frase depois de ser cancelado por uma panelinha de ex-webamigos, e pra falar a verdade, isso de eu cancelar duas pessoas foi basicamente nada perto de quando EU que fui cancelado, e também já vi idiota tentando dar razão pra eles, e antes de contra argumentar (embora o tal cara nunca mais me veja ele e ele nunca escute o que eu queira dizer, então ficará só pra quem esteja lendo esse blog), já vou dizendo que o cara que tá com o Griffith no perfil nem interagia comigo desde quando a gente tinha se adicionado, e quando eu voltei a engajar o cara aparece pra dar razão pra quem não fazia dar essa razão.
 Eu tava discordando do que o que tem o Gengar no perfil porque eu realmente tava indignado com só gente estranha ter vindo logo no tempo que eu tava me dando mal em questão de alcance e visualizações no meu Facebook, o que realmente é uma porcaria quando não é uma conta privada ou quando se tem mais de 500 contatos numa conta. Fora isso... Nem faz sentido o cara falar que eu "não busco melhorar", sendo que esse é o meu traço atual, e enquanto o tal traço atual é fofo e bonito (segundo o que avaliam) por causa da simplicidade e praticidade pra desenhar rápido... o meu traço antigo não tinha isso, era basicamente assim:
 O pescoço tá desnecessariamente longo, eu só sabia desenhar esse nariz pontudo, a boca é muito mal colocada e perto do queixo (mas graças a Deus que eram bocas simples desde essa época), o personagem não era pra ser tão magro e esticado, mas aqui tá, e dá pra ver que eu tentei fazer algo mais 3D e humano mas não adiantou, ficando tudo deformado, além de eu ter forçado a fazer cabelo todo detalhado mas só ficou tudo bagunçado, além dos olhos do personagem humano não emitirem personalidade o suficiente, diferente dos olhos de risco que eu faço baseado em desenhos animados infantis, e eu sempre desenhava os personagens putos por um motivo que eu não sei, acho que é porque, pra mim na época, "sério = foda" (sim, eu já tive uma fase edgy e me sinto bem de ter superado), além disso, o personagem "stand" (acho que era um stand, eu era muito jojofag nessa época, ultimamente não tô mais "preso" a só um anime por vez) não tá demonstrando personalidade o suficiente, e se você sabe de Vale da Estranheza você sabe que são logo os personagens menos humanos em aparência os que têm personalidades mais notáveis, as expressões são melhores e são até mais aceitáveis de se ver, algo que eu falhei miseravelmente em representar porque o imbecil aqui achou que realmente era muito importante manter todos os detalhes humanos, o que piora com um traço podre desse antigo, e perdeu-se todo o carisma, além do terno nele tar ainda pior. Enfim, tentei responder o cara do Griffith no perfil, mas não adiantou.
 Eu falei de "largar frases prontas" justamente por causa do cara achar que "traço simples = arte ruim", ignorando o fato de que a qualidade nunca esteve ligada sobre o quão próxima é a arte da realidade, mas sim o quão bem ela pode transmitir imagens, mensagens ou sensações, assim como existem tipos de arte diferentes, como desenhos animados bobinhos desde os anos 1920 até hoje, ou Dadaísmo, Impressionismo, Pós-Impressionismo, Cubismo, Futurismo e Arte Abstrata, por isso que hoje em dia eu amo desenhos doidos e surreais como Ena e Amazing Digital Circus, e também eu gostar muito das artes do pintor espanhol Pablo Picasso.
 Eu também gosto do Van Gogh, Salvador Dalí (que eu não coloquei aqui pra economizar espaço) e Artes Pop por causa dessa influência na quebra de padrões, mas o Picasso é o que mais me inspira em duas coisas: Quebra de estigmas e Surrealismo visual. O Picasso começou esse traço doido justamente quando as câmeras começaram a ficar comuns e populares, ou melhor, as câmeras começaram a ficar portáteis, e por isso, os artistas que faziam pinturas realistas se sentiam sem propósito porque, embora ainda fossem fotos em preto e branco, demorando só um pouco mais pra começar a ter as fotos coloridas, nenhuma pintura iria se assemelhar a uma foto.
 Por isso eu abracei muito o estilismo gráfico, porque foda-se o realismo! O que eu quero é desenhar o que eu quero, de forma que ainda fique bom. E quando o cara do Griffith no perfil me respondeu me zoando, eu já respondi falando sobre ele mesmo.
 Tanto que, realmente, o que ele desenha não é nem um pouco original, são sempre demônios com body horror genérico ou algo nada original. É um equivalente a um fumante obeso dando dica de saúde e xingando alguém que malha 3 dias por semana. Porque, realmente, o cara não falou nada de construtivo, só me ofendeu e ofendeu o que eu construí aproveitando que tava no hype...
 Foi literalmente "Não faça o que eu faço, faça o que eu digo e nada mais", o que eu não quero, eu não quero receber ordens, não quero me modelar só pelo que os outros tão fazendo, eu não sou todo mundo, se eu tô evoluindo, não é porque as pessoas tão me mandando evoluir, é porque EU quero evoluir.
 Outra coisa também é que o meu traço assim, de desenhos pequenos, estilizados e expressivos a partir da simplificidade, já fazia um tempo que eu tinha arriscado começar, lá no Fundamental 2, porém, era algo muito reprimido, porque eu só fazia esses desenhos em um sketch book minúsculo e... muito caro (40 reais num caderno de cada grossa do tamanho de uma CLT é um golpe do caralho)
 Inclusive, pretendo refazer os desenhos desse caderno e levar tudo pro Instagram, clicam nesse link no texto colorido pra não perderem a chance em tempo real. Enfim, depois dessa treta toda, o engajamento do meu perfil voltou ao normal, com os desenhos tendo auges de reações, e os outros posts tendo quantidades aceitáveis de avaliações.
Até mais!