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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

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30 de dez. de 2025

Bob Dentes de Piranha (Repost Comentado)

 2010, muitas pessoas já têm começado a usar a internet e também já tinha existido o conceito de Creepypasta, vlogs e fanfics, e então que um garoto jovem de 21 anos, chamado Robert Jones Jr., começou a criar algumas histórias para o Youtube nessa época, com sua dentadura de vampiro e uns enchimentos para parecerem que ele era um personagem com dentes e mandíbula de uma piranha, e junto com sua família e uns amigos do colégio, ele criou seus próprios personagens.
 Os primeiros vídeos eram bem amadores, com o personagem de Robert, conhecido apenas como Bob, interagindo com diferentes pessoas, falando assuntos do dia-a-dia (BOB's ADVENTURES, #1 a #17, caracterizados por uma câmera de qualidade baixa mesmo para a época, caracterizada por cores verdes que muitas pessoas pensavam que era da edição) ou fazendo desafios bobos de jackass (BOB's ADVENTURES, #19 a #29, os episódios #18, #24 e #27 foram perdidos), porém, conforme ele foi ganhando experiência com seus vídeos, ele foi melhorando e desenvolvendo seu personagem e então criando um universo inteiro de personagens, tendo ali na família de Bob os seguintes personagens:

  1. Janet: Interpretada pela melhor amiga de Robert, chamada Nina Wong, e seria a irmã de Bob, tendo a mesma boca de piranha, porém com um cabelo loiro e tranças.
  2. Bob's father: O pai de Bob, porém interpretado por um dos tios de Robert, Gary Goodman Esay, era para o pai do próprio Robert, chamado Louis Jones, ser o pai de Bob, mas ele recusou porque não aceitava essas histórias do Robert e achava aquilo coisa de vagabundo e que não daria futuro pro mesmo.
  3. Bob's mother: A mãe de Bob, interpretada pela mãe de Robert que, diferente do pai, aceitava e apoiava a criatividade de Robert, o nome da mãe é Joliana Jones, e atualmente se vê viúva, pois o Louis Jones foi vítima do vírus da Covid-19 em 2021.
  4. Johnny Walker: Amigo de Bob e era muito parecido com o Michael Jackson, porém com a cara do Jack Sparrow, era interpretado por outro amigo de Robert, chamado Frederick Lane, que segundo o próprio Robert Jones, havia viajado para o Colorado e eles só têm contato por Snapchat e Reddit.

 E a partir do vídeo número 32, número favorito de Robert, o youtuber por trás de Bob começou a tentar coisas novas com seus vídeos, e então temos os seguintes vídeos:

> SOUP.
 O primeiro de todos os vídeos, em 3 de Abril de 2010, e mostra Bob comendo sopa branca, genérica e gosmenta com muita dificuldade, devido àqueles dentes esquisitos de piranha, e termina com bob limpando a boca com o guardanapo.

> BOB's ADVENTURES #31 - WALKING A MILE.
 Nesse vídeo, de 8 minutos e 3 segundos (8:03), Bob é visto andando enquanto cantava uma música sem sentido até os últimos dois minutos, em que o personagem apenas fala um agradecimento especial para alguns inscritos, agradecendo pelos 122 inscritos. Boa parte dos trechos em que Bob cantava, era "I am Bob, lala lala, I am Bob, lala lala".

> BOB's ADVENTURES #34 - I'M BOB.
 Um vídeo de 3 minutos e 10 segundos (3:10), em que Bob cantava enquanto tocava um violão e alguns cachorros da casa latiam. E o principal refrão da música era:
"I am Bob, the piranha boy, I am Bob, of the piranha fangs. I am Bob and need some help, because of my physical conditions and my depression, I hope to be okay with myself, if you need a problem, call your momma!"
 E a música basicamente se resumia no Bob se lamentando por nascer com aquela condição que lhe dava os dentes de uma piranha e por estar com depressão, o que levou muitos personagens a se preocuparem, nos últimos segundos dá para ouvir o Louis falando "what?" assim que ele abre a porta, mas o restante é cortado.

> BOB's ADVENTURES #35 - APOLOGIES.
 Após o alvoroço da música que Robert fez como Bob, ele apareceu completamente normal, dizendo que é só um personagem, e que Bob está e ficará bem, é um dos únicos vídeos em que Louis Jones aparece e admite também ter discutido com o filho por causa desses vídeos e ter ameaçado cortar a internet do Robert se ele continuasse daquele jeito.

> BOB's ADVENTURES #40 - MONKEYS.
 Um vídeo de 16 minutos em que Bob vai a um zoológico ver os animais, e os que ele mais gravou vídeos eram macacos, entre eles macacos-prego, macacos-aranha e chimpanzés. E além do Robert como Bob, também tinha a amiga de Robert como Janet e o amigo de Robert como Johnny Walker, e aquilo deixou a viagem ainda mais divertida.

> BOB's ADVENTURES #55 - PAINTBALL INCIDENT.
 Um dos últimos vídeos de 2012 de Robert, mesmo sendo o ano em que ele menos postou vídeos, em que Bob começa a jogar paintball com algumas pessoas, mas começa a sofrer preconceito de um dos jogadores, que apanha muito fisicamente nas mãos de Bob até manchar suas mãos de sangue (nota: cena simulada, muito mal atuada, o jogador rindo e o Bob socando eram de uma atuação fraca e forçada), esse vídeo foi muito difícil de encontrar após ser deletado, e quando foi postado muito mais recentemente o vídeo está com restrição de idade por ser muito violento.

> 1.000 subs special.
 Um vídeo humilde de 5 minutos com Robert e seus amigos e parentes aparecendo e lendo e respondendo perguntas dos fãs em 2014, enquanto se divertem trocando respostas e ideias, até então, um vídeo normal e alegre, no último minuto é visto um bolo circular e branco, com chantili azul nas bordas e um desenho que parecia um Bob Dentes de Piranha sorrindo em forma de emoji, e com um loop de "Happy Birthday to you" dito 18 vezes, na 19ª vez sendo cortado de forma seca.

> RED MAN FROM VOID DIMENSION.
 De 2014 a 2015, existiam algumas creepypastas de Bob sendo um ser do mal ou vídeos muito estranhos, versões editadas de vídeos do Bob, incluindo trechos antigos de tais episódios perdidos, e cheios de sustos com o rosto do Bob ou da irmã, então Robert, entrando na brincadeira, fez um vídeo para ser o mais assustador possível. Nesse vídeo, que dura 3 minutos, tem Bob sendo crucificado em frente a uma luz vermelha muito forte e ao som de um barulho muito alto, tanto em frequência quanto em áudio, a uma oscilação desconfortável, e também com imagens de um manequim vestido de Bob com a cabeça girando até cair, dizendo "RED MAN", "VOID DIMENSION WAITS", "EAT IT, TAKE IT", "call your momma". Isso traumatizou muita gente, mas ele ficou ainda mais famoso.

> Stop motion - Bob's stop doll.
 Uma animação Stop Motion em que um bonequinho de anatomia cantava e dançava Radio/Video, de System of a Down, e não se enganem, esse vídeo foi bem depois daquele em que Bob é crucificado, o reupload de 10 de Maio de 2019 diz que o original foi em 2016.

> MY SWEET REVENGE.
 Nessa época, ainda 2016, os vídeos de Bob deixaram de ser numerados desde o episódio 57, e nesse vídeo Bob era agredido por algumas pessoas quaisquer e, depois, se preparava para "se vingar deles", e nos últimos 3 minutos Bob mata aquelas pessoas, mesmo que sendo só uma atuação e a faca do personagem sendo nitidamente feita de plástico com a lâmina coberta de alumínio para parecer mais "real", ainda era perturbador devido à edição visual e sons originais de grito, que Robert e Nina fizeram caseiramente, como mostrado em um vídeo de Making Off de 2021 de vídeos antigos.

 Existem vários desses vídeos espalhados pelo Youtube, e para ficar mais fácil de achar esses vídeos precisa ser em inglês (Bob Piranha Fangs), os vídeos deletados foram a maioria devido a eles violarem as diretrizes do Youtube ou foram severamente censurados. E atualmente, o canal de Robert, Robert32, é apenas um canal de gameplays de terror, ação e FPS, além de ter um Instagram de @Bob32piranhafang, em que Robert faz vários ensaios fotográficos junto com seus amigos que estão ativos com ele até hoje, todos como seus respectivos personagens, e...

Fiquem traquilos!

Agora que acaba vamos a alguns comentários:
 Esse foi o primeiro conto que eu fiz no estilo "ARG", em que eu conto simulando como se fosse um relato, e que só em contos ARG mais recentes que eu adicionei enigmas, como as tomadas da Chronos Inc., que por sinal essa série e o Covil das Creepypastas foram ótimos exercícios pra contos de terror e também enigma, e a versão antiga foi em 2020, uma época em que o Projeto Dream antigo ainda estava continuando, mas também desde essa época eu já tava meio cansado do Projeto Dream e precisando variar de histórias (na época o Projeto Dream não tinha tanta variedade de significado, criação de mundo, tramas e nem subtextos e talvez por isso o Projeto Dream tava cansativo, nem é pelo powerscaling EXCESSIVO que eu só fiz porque tinha webamigos que tinham essa fissura de "meu OC ganha de todos os seus!!!"
Meio que criei personagens excessivamente poderosos e com poderes cada vez mais absurdos (manipulação da realidade, magia infinita, acausalidade, ataque que mata a pessoa em todo o multiverso, joias planetárias estilo joias do infinito...), mas curiosamente no Projeto Dream de 2022 consegue ser ainda mais OP's justamente porque até os mais fracos têm variedades únicas de poder.
No fim, se o Bob Dentes de Piranha, assim como os versos originais que eu fiz, participam do Jverso? Diria que sim, e mesmo que eu ainda esteja pensando se o Covil das Creepypastas e a Chronos Inc. sejam de fato do mesmo universo e linha do tempo, eu diria que dá pra considerar agora que sim, inclusive quando tem algo a ver com creepypastas em uma parte da Chronos, eu coloco a tag de Covil das Creepypastas, e sobre como as entidades da Chronos não se encontrarem com as das creepypastas vem justamente da questão que a Chronos aprisionou boa parte do sobrenatural, e ela não é absolutamente onipresente e capaz de prevenir tudo de acontecer, por isso que, mesmo não em público, haverá a prisão de entidades ainda não contidas, ou as pessoas nem precisam ser vítimas do sobrenatural, como o Jeffrey e a Jane.
Falando na Jane the Killer, eu não fiz ela sendo pro Jeff o que a Arlequina é pro Coringa antigamente (um tipo de "namorada capacho"), porque seria uma falta de respeito à história original que eu usei como base em que, não só Jane é uma vítima traumatizada do Jeff, mas ela odeia ele e namora uma mulher Mary Vaughn, e aproveitei essa briga da Jane contra o Jeff pra Jane ser uma policial, investigando ele sem precisar do vigilantismo, e aliás, olha essa arte que eu achei < clique aqui.
Mas planejo capítulos baseados nas creepypastas do Jack Risonho, do NormalP#rnForNormalPeople e do Jeff vs Slenderman, mas só ano que vem.

Até mais!

27 de dez. de 2025

Banban, o Cookiezinho, episódios 1-5

[Compilei esses capítulos, não planejando um reboot, embora eu marque como um só por eu tar repostando aqui, mas é pra quem quiser ler só as histórias do Banban que fiz até agora poder ler eles em sequência, é uma historinha que eu fiz de forma terapêutica, pra alegrar mais a minha vida e esse blog com fofuras]

> Capítulo 1: Onde Tudo Começou
 Na cidade Mar de Pão, em uma região comum, mas litorânea longe de algumas metrópoles, está o escritor de livros chamado Bludraco, um homem velho de cabelo azul natural e olhos verdes, e usando roupas grossas que remetem à região do Norte que ele nasceu, antes um mago lendário das águas que venceu múltiplos perigos ao redor do mundo, mas atualmente está tendo uma vida calma com Cassandra Petrov, uma sereia de cabelo loiro liso, pele macia com regiões escamosas parecendo diamante do busto à região entre as pernas, e usando vestidos azuis e laranja leves, antes uma assassina de aluguel profissional e agora aposentada depois de abandonar seu passado violento e ajudar Bludraco e um grupo de monstros que o seguiram, casada com ele também, e que adotou Chloé, uma garota meio elfa-da-madeira e com um corpo coberto em nada além de vinhas verdes com folhas e espinhos, e uma jaqueta jeans sem manga, e o que era seu olho esquerdo, está coberto com um girassol.
 Um elemental do fogo e amigo de Bludraco, chamado Daemuki, adotou alguns filhos pra cuidar ao lado da sua colega de laboratório chamada Alex Cheng, e convidou umas famílias de uns amigos também de diferentes raças e linhagens pra se conhecerem e então comemorar. Bludraco e sua família foram pro castelo cinza de Daemuki imaginando que ia ser nada de mais até verem o bebê Zephyrson voando com um aviãozinho de madeira levitado por magia dos ventos dele, a Alex tenta chamar ele pra descer, e quando o Zephyrson tenta pousar, o avião explode e o bebê de orelhas pontudas e cabelo branco saía voando. Chloé e Cassandra achavam isso extremamente fofo, e o Bludraco estava surpreso, quase assustado por não entender o que tava acontecendo, enquanto isso, um bebê meio leão chamado Simon engatinhava num sofá, esgueirando em direção deles, e ele pula no Bludraco, que reage abraçando ele bem apertado.
 Os pais do Simon, os Sr e Sra Pawclaw, pegam ele de volta e falam um pouco sobre ps bebês deles, a Sra Pawclaw tá segurando uma bebê meio leão com olhos pálidos, sem visão, mas bem feliz, e a Cassandra tá segurando um bebê de cabelo azul mais claro chamado Geracial, e um pouco geladinho, ele tá bem, só é meio elemental de gelo, e junto tem também a Chloé interagindo com, entre os bebês, uma que tem poder polimorfo de se transformar em animais, mas como só podia virar animais pequenos ou filhotes, tava na forma de um beija-flor, Chloé só consegue pegar a bebê no ar porque já tava cansada, e quando a bebê se destransforma, retornando a uma forma élfica mas cheinha com orelhinhas de urso, Kuminha, e de vestido Lolita laranja, era pesadinha ao ponto que a Chloé que quase não tava esperando teve que se sentar no primeiro sofá que achou pra se apoiar direito.
 Bludraco foi se sentar com Cassandra e Geracial no sofá maior, e ali subia um bebê elemental elétrico, com corpo clarinho, maior que a média dos outros e com cabelo meio amarelo que nem banana, o Bludraco estava alegre com a fofura daquele bebê, ao ponto de mal esperar que o bebê mal deitou no colo dele e já começou a se mexer e sair de perto dele, talvez o bebê queria correr enquanto queria brincar de pega-pega, ou como Cassandra presumiu, ele queria ver o Geracial, e quando os dois ficam mais perto, com Geracial no chão, eles se abraçam.
 No entanto, a irmã gêmea da Kuminha, Barroquinha, mas que Bludraco acaba só chamando de "massinha de pão", também elfa, mas com penas e asinhas pequenas de calopsita, vestindo uma roupinha de marinheiro, olhava pro Bludraco e pedia abraço, que o Bludraco atende e segura ela abraçadinho. O pessoal fica assistindo a um filme bobo, seja pras crianças verem ou pra ter algum som no ambiente enquanto os adultos conversam ocupados, e falando nas crianças, a maioria dos bebês já estava no chão pra andar ou engatinhar à vontade, inclusive Geracial estava perto do bebê elétrico, chamado Brondes, estavam brincando com umas figuras de personagens fofinhos, a maioria em forma de guaxinins e cachorros humanoides com roupinhas coloridas (Brondes segurava um guaxinim médico e um guaxinim bombeiro, o Geracial mordia o cachorro hacker) feitas de borracha e que era seguro pros bebês morderem, aí chega um humano um pouco acima do peso, com pelos visíveis nos braços e usando uma regata e shorts simples, chamado Rogério, segurando a irmã dele de sua família adotiva, Tália, e põe ela ao lado do Geracial e Brondes pra se interagirem.
 Rogério é humano, embora Chloé tenha descoberto ser prima dele por parte de pai e tio, que são humanos (te trollei, achou que eram ligados por família de elfo, né?), e a família adotiva dele é uma família de docianos, um povo de outra dimensão cujo planeta natal é dominado por doces ambulantes, incluindo doces humanoides como Bóris Churri e Júlia Churri, que apesar do Bóris ser loiro com detalhes que parecem de um pudim em seu corpo, incluindo sua pele clara macia, a filha dele com Júlia é quase idêntica a uma Júlia pequenininha, com pele mais parda e sardas brancas, mas seu cabelo de doce-de-leite caramelizado sendo mais liso e os olhos mais finos. Geracial abraça a filha de Júlia, Misa, que também abraça de volta e dá umas mordidas, não machucava, mas Rogério se assusta e até tenta separar os dois, aparentemente estavam bem, o Geracial fica olhando pro Rogério fixamente, depois o Brondes e a Misa, e eles sorriam.
 De qualquer forma, a Chloé estava entediada com o filme bobo, sem nem um celular pra mexer (porque ela nunca usou um além das ligações, no máximo usou o computador do Rogério algumas vezes), e confortável de abraçar a Kuminha, acaba dormindo... Mas um bebê anão-de-brasa, de nariz redondo, orelhas largas embora redondas e um cabelo vermelho bagunçado, que estava andando por ali porque os pais dele deixaram ele perambular, solta umas pequenas explosõezinhas, seja porque ele não sabia o que tava fazendo ou porque meio que anões-de-brasa se entretêm assim desde bebês, e isso começa a acordar a Chloé de susto. Aquele bebê, chamado Vulcas, estava bem feliz, e Chloé estava em choque, não por ser um bebê anão, e ter mais anões ali (ela mesmo sendo elfa nem era ensinada da rivalidade entre elfos-de-madeira e anões-de-brasa mesmo que sejam raças em guerra), mas porque "como uma coisinha fofinha tá literalmente projetando fogo e fazendo barulho?", e ela ficava olhando aquilo enquanto estranhava, e os pais do Vulcas, Sr. e Sra. Ferrus, até ignoravam a Chloé enquanto ficavam perto só pra vigiar o Vulcas em segurança.
 Vulcas, por sinal, fica amiguinho com Banban, um bebê filho da Alex Cheng antes dela perder seu marido numa expedição dimensional mal-sucedida, humano como ela, mas curiosamente forte por ter caído acidentalmente num tipo de poção de superforça experimental que a Alex tinha acabado de inventar, e mesmo o Banban amassando o Vulcas no abraço, o que aliás surpreende os pais Ferrus porque anões-de-brasa eram fortes ao ponto da força deles concorrer com poder elemental dos elfos-da-madeira, assim como o Banban tinha abraçado o Simon até o amassar anteriormente e se arrependido, o Vulcas e o Simon se recuperaram inclusive muito rápido.
 A interação foi divertida pras crianças e saudável pros adultos, cujas famílias vão se separando e de uma a uma indo embora do castelo pras suas casas. Chloé queria visitar a casa do Rogério em vez da dos pais dela, porque ela queria interagir mais com ele já que tavam uns anos sem se ver.

> Capítulo 2: Brincando na Escolinha.
 Depois de um tempinho, os bebês mágicos foram colocados para estudarem numa creche simples, ainda na Terra pra que aquelas crianças mesmo de espécies e planetas diferentes possam crescer unidos, considerando que as famílias deles são amigas, então os filhos claramente deveriam. A criança de gelo, Geracial, estava junto com as outras, a primeira aula parecia tranquila, e a professora Buffy Fluffy conversa com as criancinhas, querendo saber sobre algumas das que estavam ali.
 Depois daquilo, a professora organiza uma brincadeira, são dados vários bloquinhos com letras, pra eles montarem palavras que sabiam, enquanto isso a Buffy Fluffy foi se sentar pra responder e assinar uma papelada que ela tinha de outras escolas, a Kuminha e a Misa Churri já escolheram montar com uns bloquinhos que elas pegaram, e formaram a palavra "BOLINHA" (eram todas letras maiúsculas), mas a Misa tinha colocado o A do final de ponta-cabeça, parecendo "BOLINHV", e isso fazia a Kuminha rir muito. Já a Barroquinha não parecia tar a fim de brincar, só andava em direção dos outros bebês que tavam brincando, e se senta olhando pro Brondes montando bloquinhos junto com o Simon, que por não saber falar, e nem ouvir palavras, não sabia que palavra montar, só entregava os bloquinhos, ou os oferecia, e o Brondes colocava, eles faziam as palavrinhas "PÃO", "OVO" e "LEITE".
 Zephyrson estava entediado com os bloquinhos, então foi fazer companhia pra Barroquinha, que tem uma ideia deles abrirem um armário e tirarem dele uma bolinha, eles davam chutinhos leves, com medo de serem vistos jogando bola, mas também porque queriam jogar bola sozinhos, Banban e Geracial estavam colocando um bloquinho encima do outro, achando que iam fazer melhor que os outros que estavam fazendo com os blocos um do lado do outro, mas acabaram fazendo ao contrário, saiu "LUZA" em vez de "AZUL", Banban fica bravo, empurra os bloquinhos e cruza os braços sentado, o Geracial fica triste. Durante essa brincadeira, uma criança Warg em forma de uma raposinha humanoide com cabelo e rabo bem vermelhos entrava escondida, até que ela foi vista pela Barroquinha, e foi oferecida pra jogar bola com os dois, mas quando ela ia responder, ainda tímida, a Buffy percebe, guarda a bola de volta ao armário e leva a Warg raposinha de volta à sala dela.
 Nesse meio tempo, o Banban anda um pouquinho na sala e, subindo no banquinho da cadeira, resolve pegar a caneta da professora e desenhar o sorriso num canto bem nas bordas em branco da folha, e desce de volta, o Geracial conversava com a Misa e o Brondes, e eles pareciam planejar alguma coisa.
Geracial: O que vocês vão fazer depois?
Misa: É... num sei.
Brondes: Vamo brincar de olhar?
Geracial e Misa: Vamos!
 Brondes, Geracial e Misa ficam olhando um pro outro, parecia que na brincadeira não podiam piscar e nem perder contato visual... até que o Vulcas joga um bloquinho pra longe com uma explosão que ele fez com sua magia, e assusta a Misa que sai da frente, e o Brondes também pisca quando o bloco voou na direção dele, o Geracial parecia que ganhou em 3 segundos e comemorava, quando chega a hora do recreio, os bebês saíam mesmo antes da professora voltar, e quando a ela volta e olha os papéis, acha estranho ter um rostinho desenhado num dos papéis dela, mas se recusa a questionar porque parecia triste. As crianças pegavam maçãs que tinham numa mesinha, a maioria delas eram maçãs Fuji bem crocantes, mas a Barroquinha pegava as maçãs farinhentas com barulho de como se a poupa estivesse se esfarelando na boca.
Criança raposinha: Vucê... gosta de maçã?
Barroquinha: Sim! :)
 As duas comiam todas as maçãs da mesa em pouco tempo, a raposinha que comeu mais acabou ficando um pouco redonda de tão cheinha, e foi embora rolando. Geracial andava num corredor bem longo, de paredes meio brancas com a metade de baixo alaranjadas, com portas vermelhas de vidro, do tipo de correr pras laterais pra abrir e fechar, até que então aparecia um garoto humano, do mesmo tamanho e talvez porte físico, porém, em vez de cabelo azul claro, ele era ruivo e com sardas, e vestindo roupinhas verdes um pouco ásperas, e quando eles se abraçam, a criancinha humana, chamada Fernando, o solta e fala.
Fernando: Ei! Você é...
Geracial: Hã?
Fernando: Um sovete!
Geracial: Sovete?
Fernando: Sim, bem fofinho e gelado, que nem um sovete.
 Geracial sorri e convida o Fernandinho pra ir com as outras crianças pro pequeno pátio, e quando o Fernandinho tropeça e faz uns cones de plástico colorido se baterem e caírem, ele tinha uma ideia. Geracial se sentava no chão coberto de tatames e o Fernando põe um cone vermelho sobre a cabeça dele, uma garotinha da mesma sala do Fernando, com vestido rosa, cabelo castanho-escuro e pele clarinha, chamada Lisa, questionava aqui.
Lisa: O que tá acontecendo? '^'
Fernando: Geraci é um sovete.
Geracial: SOVETE!! Espera, quem é vucê?
Lisa: Ah, eu sou a Li. :)
Fernando: ... Eu já te vi na casa dos meus pais, a gente comeu muito queijo ontem.
Geracial: Queijo? Quero!
Fernando: Eu não trusse queijo.
Lisa: Nem eu.
 Geracial olha pra Misa comendo bananas com o Brondes, e foi até eles, passa perto, atrás dela, e morde um pouquinho o cabelo dela, a irritando, e pega uma banana pra descascar e também comer, já o Banban tava no playground, escalando o trepa-trepa quadrado, e quando um bebê que também conseguiu subir ao topo empurra o Banban pra ele cair, e o inspetor correu desesperado pra socorrer ele... o Banban tava intacto enquando o solo estava até mesmo amassado.
 Durante a volta dos bebês e seus professores às salas depois do intervalo, a sala em que o Banban e seus amigos estavam não consegue ligar, o professor até tenta arrumar e reposicionar a lâmpada mas não funciona, tinham que trocar. Rogério é chamado pra trazer uma lâmpada de tubo pra escola, já que ele era o mais próximo e também amigo dos professores, e não queriam gastar dinheiro com um técnico, ele traz uma lâmpada fluorescente de tubo, e quando ele entra na sala, a Misa corre até o Rogério e abraça uma perna, o Geracial corre também e abraça outra perna dele (eles são bem pequenos, a altura parava por aí).
Misa: Imão!!
Geracial: Rogéro!!
 Banban apenas tenta puxar a cadeira pensando se poderia ajudar, mas o Rogério só segura o Banban e o deixa encima da cadeira do professor, que fica confuso com aquilo enquanto o Rogério ia trocar a lâmpada, e quando ele ia sair... a Misa ficava se segurando numa perna da calça dele.
Misa: I... Imão... Não me deixe! :'(
Rogério: Tá tudo bem, eu busco você depois do trabalho.
 Depois daquilo, com o Rogério saindo da creche e indo trabalhar como pedreiro com o seu pai adotivo, as crianças têm uma aula curta, isso é, ouvindo uma música sobre números, com o professor vendo se as crianças estavam acompanhando, mas depois que o tempo escolar terminou hoje, as crianças esperavam seus pais, e hoje a Cassandra buscava eles, e conseguia posicionar os bancos pra que coubessem todos os bebês de uma vez e em segurança, com uma modificação que a irmã dela fez no carro, e chegando na casa, o Bludraco para de escrever seu rascunho de livro, e quando foi abrir a porta, via a Cassandra contornada pelas crianças, logo antes delas correrem, quase o atropelando, mas ele sentia que já tava sendo atacado pela fofura deles, que aliás, dos conhecidos, só não tinha o Fernando, a Lisa e a Misa, e o Geracial, o último a entrar na casa, o Bludraco ainda se levanta e abraça dele.
Geracial: Papai!
Bludraco: Minha massinha de pão!
 Depois de um tempo, aparecem a Alex, o Daemuki e outros, indo buscar seus filhos depois do combinado da Cassandra buscar todos eles de uma vez, até a Cassandra estranhou o porquê da Misa não tar ali, mas o Rogério já buscou ela então tá tudo bem, o Daemuki fez pães de alho.
Brondes: Meu favorito!
Banban: Que pãozinho estranho. '^'
Brondes: Num é não! >:(
Banban: É sim, pãozinho amarelo é estranho. :)
Kuminha: Quer provar, sovete? É bom!
Geracial: Mais isso num é sovete.
Kuminha: O sovete é você!
 Kuminha aponta pra barriga do Geracial, que olha pra baixo, e a Kuminha levanta o dedo até passar no nariz dele, e isso o empurra, bem perto do Bludraco que ainda tava sentado no tapete. O pessoal se arruma, e as crianças cada uma ganhava uma fatiazinha de pão de alho, o cheiro infestou a casa, mas como o cheiro de pão de alho era bom, não era problema.

> Capítulo 3: Um Filhote de Lobo.
 Banban está com seus amiguinhos Misa, Brondes e Kuminha na casa do Bludraco porque a Alex e o Daemuki vão viajar para o planeta Inferno, enquanto outros filhos estavam acompanhando a Chloé na floresta dos elfos na dimensão dela e gostando muito dos bosques de luz dourada com penumbra âmbar e árvores que parecem não acabarem, além do Zephyrson gostar de brincar com os bonecos de madeira com os bebês elfos. Misa estava sentada quietinha no sofá e olhando pra TV, que o Bludraco não sabia que canal colocar e deixou em um canal aleatório da TV aberta, já o Banban estava brincando de pega-pega com o Geracial e o Brondes, e quando tropeçavam saíam rolando no chão por uns segundos até pararem e se levantarem, e a Kuminha... ouvia o Bludraco lendo um livrinho de 3 Porquinhos.
Bludraco: E quando o lobo mal, não conseguindo soprar a casa de tijolos, foi embora, enquanto os três porquinhos viveram felizes para sempre.
Kuminha: Yayyy! Mais ispera, tem mais livrinhos?
Bludraco: Tem, mas... vá assistir alguma coisa com a Misa.
 Bludraco põe Kuminha ao lado da Misa, as duas estavam assistindo a comerciais de hambúrgueres e... babando de fome, o Bludraco tentou mudar de canal pra algum canal da TV a Cabo onde os comerciais eram apenas trailers de desenhos, enquanto o Geracial e Brondes se cansaram e o Banban tinha se perdido, então, enquanto a Kuminha assistia aos desenhos abraçada com a Misa, que por causa do conforto, dormia de tão macia que era de abraçar, o Bludraco se levantou pra ir procurar o Banban.
Bludraco: Cookiezinho, volte aqui, a brincadeira acabou, o Geracial e o Narizinho Fofinho já desistiram.
Banban: Intão eu ganhei!?
 Banban saía de trás de uma laranjeira e corria até o Bludraco, os dois voltam pra sala de estar, e enquanto o Bludraco ia fazer uns sanduíches bem simples com pão quadrado, mozarella e presunto baratos e umas alfaces só pra temperar, uma amiga da Cassandra foi visitar, seu nome era Hanako Gamayama, uma mulher de um clã de lobisomens japoneses, e que ela veio inicialmente pedir ajuda a cuidar do filho dela pois o mesmo estava doentinho, o Bludraco se voluntaria.
Bludraco: Eu posso resolver isso, fazer poções de cura é fácil.
 Bludraco deixa Hanako e seu filho Akira entrarem e, enquanto o Akira esperava na poltrona vermelha, e o Bludraco pegava umas folhas de hortelã, cidreira, camomila e também misturando o chá recém-cuado com um suco de laranja temperada com ervas helênicas, e como sobrou aquela poção e não coube em só uma mamadeira, os outros pequenos também receberam chá e tomaram, o Brondes por algum motivo tava distraído com os periquitos de estimação da casa do Bludraco, cantando e assobiando com eles.
Akira: 彼は鳥の言葉を話している!
Hanako: Sim, meu sushizinho, ele tá falando com os passarinhos.
 Akira é levado mais perto deles, e... a Misa acorda e ela e a Kuminha ficam perto do Akira, com ele no meio das duas.
Akira: 君たちは何をしてるの?
Kuminha: Do que eli tá falano, tio Draco?
Bludraco: Ah, é... você ainda morava no Japão quando teve ele?
Hanako: Haha, não, é que eu ensinei meu idioma primeiro pra ele.
Akira: 君たちはどうしてそんなにかわいいの?
Misa: Bom dia pa vucê tambein. :)
 Bludraco ria aquela risada curta e baixa de sair ar do nariz, a Hanako ri também mas dá um tapa nas costas do Bludraco. Já o Geracial e o Banban... queriam ficar mais perto do Akira, o Banban e o Geracial sobem o sofá e apontam pra porta pra eles saírem, mas o Akira não entendia e só olhava eles logo indo em direção da porta e pulando, mas o Akira não entendia ainda assim, os dois ficam tristes, o Brondes até vai ao Geracial e abraça ele, a Misa tava longe e com preguiça de se levantar, mas não aguentava ver uma criança redondinha tão triste, e desce do sofá e corre pra abraçar o Banban.
Bronde: Taum macio e geladinhu!
Misa: Nene foite!... AAAAA!
 Misa se machuca ao abraçar o Banban e cai deitada, mas se mexendo no chão, ela se levanta praticamente intacta de novo, o Bludraco até leva a Kuminha e o Akira pra brincarem um pouco no quintal perto dessa noite, a Hanako tava hesitando pra avisar mas fala de última hora.
Hanako: Senhor Draco, o meu filho também tem licantropia!
Bludraco: O que?
Akira: 助けて, 頭が痛い!
 Akira ganha pelos pretos, suas orelhas ficam pontudas e seus olhos brilham em vermelho, ele uiva, ele corre atrás dos outros pequenos que até conseguiam, enquanto Kuminha tem uma ideia.
Kuminha: Ispera! Eu resolvo!
 Kuminha vira uma forma de lobinho filhote, bem parecido com a forma meio lobo do Akira, e os dois... Se viam como amiguinhos mesmo Akira estando animalesco até emocionalmente, e eles corriam não como uma perseguição, mas como se fosse um pega-pega. Passa mais ou menos uma hora, e o Akira, cansado, dorme.
 Bludraco leva as crianças dessa vez ao quarto da Chloé e, vendo os DVDs piratas que Rogério baixou pra ela, os com títulos mais inofensivos como "Toy Story, Transformers e Era do Gelo" e "Michael Jackson, Latino e muito mais" (que na verdade era um DVD de Clips Animados, Vol 4) escritos em caneta permanente, ele escolhe um DVD escrito "vídeos que vi na infância", e põe no player e sintoniza os cabos na TV pra eles assistirem, enquanto Chloé abre um portal na cozinha, e os outros filhos da Alex e Daemuki corriam querendo abraçar o Bludraco e acabam o atropelando.
Chloé: Hai, papai!
Bludraco: Yokoso, fofura!
 As outras crianças corriam procurando os irmãozinhos e priminhos e... Se assustam ao verem um bebê ainda em forma meio lobo, ainda que dormindo, com a Kuminha parecendo só um filhotinha de vestido fazendo companhia. Os outros se juntam pra assistir juntos e a Hanako liga pra Cassandra pedindo pra dormir hoje na casa deles porque tá numa noite de lua cheia e ela poderia correr perigo de noite. A Cassandra deixa e, ao voltar do trabalho, ajuda a arrumar uma cama só pra ela, com um futon velho e dormindo na sala de estar.
Cassandra: Pensei que não viria hoje.
Hanako: Eu posso explicar, não fiz nada aqui com o seu marido.
Cassandra: Ah se fizesse... Eu não teria coragem de te matar, hahahaha!
Hanako: Para! Os bebês tão ouvindo.
Cassandra: Eles devem nem tar entendendo, mas bem, a gente brigaria fisicamente mas nós duas saíamos machucadas, e eu gosto de você.
Bludraco: Olha, a massinha de pão integral tava com vocês também. 
Barroquinha e Misa: Si! :)
Vulcas: Eu brinquei di esconde esconde co os elfos da foresta, a Chloe me achou muitu rápido.
Bludraco: É mesmo?
Vulcas: A tia dela me achou vem fofio.
Bludraco: Ela não está errada. :)
Brondes: Já ti falei que vucê é fofia?
Misa: É... Naum?
Brondes: Intaum... Vucê é fofia.
 Depois de desligar a TV e guardar os DVDs, o Bludraco junta as crianças que não são dele pra esperar seus pais buscarem e levar pra casa, foi bem rápido, enquanto o Bludraco foi o último ainda na casa dele a dormir porque ele ficou vigiando um pouco se tava tudo bem, assim como ele tirou um tempo sozinho pra ler algum livro de romance sozinho na sala, que ele não tinha terminado o livro mesmo continuando a leitura naquela noite porque acabou dormindo no meio da leitura e esqueceu tudo que leu antes, ainda assim teve um sonho bem feliz.

> Capítulo 4: A Irmãzinha de Geracial
 Cassandra teve uma filha mais nova depois do Geracial recentemente, ambas a Cassandra e sua filha Kiara estava chorando muito, também bem alto. A família de Rogério foi visitar a família da Cassandra por um momento, e eles ficaram sem entender a barulheira.
Júlia: Por que a nenenzinha tá chorando tanto?
Cassandra: Eu não sei, porque a gente já alimentou bem ela.
Geracial: Vucês podem ajudar minha imãzinha?
Rogério: Sim, sorvetinho, o que aconteceu com ela?
Cassandra: Ah, não sabemos, mas se você conseguir resolver dá pra considerar um herói.
 Rogério pega a pequena Kiara, a balança levemente aos lados, ela deitada no braço dele, com o Rogério cantando, mas a Kiara continuava chorando alto, o Rogério faz carinho na barriga e... Era isso mesmo, a barriguinha dela tava doendo e roncando, mas ela tava bem cheinha, então o Rogério a apoia do ombro dela e dá uns tapas leves, aos poucos acelerando, e ela arrotava, aquilo aliviava a pequena Kiara até ela esvaziar, ela até sorri.
Cassandra: Ah, então era tudo por causa do olho gordo dessa fofurinha?
Bóris: Fofinha e clarinha mesmo, parece uma massinha de pão.
Misa: Tambei é um sovete?
Cassandra: Sorvete quente?
Rogério: Ah, um salgado.
 Rogério olha pra Kiara e os dois sorriam.
Misa: Yayyy, nene salgado! Mais cual salgado? '^'
Júlia: Uma esfihazinha quatro queijos.
Rogério: Só porque essa é meio amarelinha?
 Kiara ria, enquanto a Alex Cheng que estava junto com o grupo dos Churri deixou uns bebês pra brincarem principalmente com a Misa e o Geracial, mas o Banban estava dormindo nos braços da Alex e a Barroquinha foi subir até o colo da Cassandra, com pulinhos impulsionados por suas asas, e a Cassandra a segura.
Cassandra: Olá, pãozinho cheinho!
Barroquinha: Como foi conhecê o tiu Draco?
Cassandra: Ah, é... Quando eu tinha conhecido ele eu cheguei a ficar sem ar.
 Barroquinha ficava triste, ela pensava que Cassandra tava em perigo quando viu o Bludraco, mas a Cassandra acalma ela, avisa que era só figura de linguagem, mas Cassandra lembra de quando ela tava passando mal depois de fugir da polícia (na época a Cassandra era uma assassina temida) e foi conhecer o Bludraco. No entanto, a Hanako esteve ocupada trabalhando, e como hoje não tem aula, ela deixou seu filho Akira na casa do Bludraco e Cassandra, onde a Hanako e a Cassandra acharam que ele iria brincar e correr com os outros garotos, mas por algum motivo ele ficou um tempo deitado e dormindo, diferente do Thiago Taiga, um elemental da terra que o Bludraco esteve cuidando porque os pais dele estavam ocupados junto com os pais do Vulcas (que no caso estão em um trabalho de forja nas montanhas da dimensão dos anões vulcânicos, e o sr. e sra. Taiga tinham encomendado algumas taças e pratos de vidro artesanais pra uma festa na dimensão elemental com os elfos de madeira, e embora anões vulcânicos e elfos de madeira se odeiam, os Ferrus não querem atrapalhar o plano dos seus amigos Taiga), o Thiago estava correndo com as outras crianças.
 Misa a Júlia achou que também iria ficar quietinha no sofá, inclusive junto com a Kiara, mas a Misa estava brincando, principalmente correndo atrás do Brondes, mas depois que eles trombaram no Thiago e dois caíam sentados no chão enquanto Brondes caía de lado e chorava, sendo socorrido pela Alex Cheng que o amamenta por um tempinho, no entanto a Misa e o Thiago ficavam olhando um pro outro por um tempinho, e se abraçam, a Misa era macia e quentinha pelo corpo de doce vivo, já o Thiago era durinho pelo corpo de pedra mas também cheiroso porque o cabelinho de folhas tinha cheiro de grama cortada, ou algo parecido com caldo de cana, o Geracial até fica curioso com os dois.
Misa: Taum bom di abraçá!
Thiago: Concordo :)
Geracial: Possu abraçá tambei?
Thiago: Cual de nois?
Geracial: Cualquer um :)
 Geracial abraça a Misa, já o Banban solta a mamadeira com suco de laranja da boca e das mãos e vai até o Thiago abraçar ele, mas ouve um som de coisa rachando, o que assusta as outras crianças por acharem que Banban quebrou os ossos de um amiguinho de novo, mas tinha algo estranho.
Misa: Num solto naum, uwu.
Geracial: Eu tambei naum, uwu.
Banban: Ah naum!
Thiago: U que?
Misa: Aconteceu nada? '^'
Thiago: Naum, é...
Geracial: Nene foite.
Banban: MUITO FOITE!!!
 Thiago solta o Banban e dá uns tapinhas na camiseta, saindo umas pedrinhas da pele que rachou, mas ele tava praticamente inteiro ainda assim, a parte que rachou só tava descascando, enquanto isso, Brondes estava perto da Misa de um lado e Kiara tava do outro, até que a Kiara resolve engatinhar um pouco no sofá em que tava sentadinha, passando pelo Rogério, depois pela Cassandra, e como a Cassandra tava segurando Kuminha e Barroquinha, as duas pequenas que tavam com ela sorriam pra ela.
Kuminha: Ei, vamu fazer a iniciação.
Barroquinha: Si.
Kuminha e Barroquinha: SUPER ABRAÇO RECHONCHUDO!
 Barroquinha e Kuminha abraçam Kiara, ela sorri e levanta os braços, ela ria bem fofamente, antes de dormir pela fofura, passa um tempo com as crianças brincando ou vendo algum desenho na TV que o Rogério pôde colocar os DVDs do que eles gostavam, os adultos também falavam umas fofocas tediosas do que acontecia na vida deles, até que de pouco em pouco seus pais também buscaram seus filhos e levaram de volta pra casa, com exceção de Rogério, que vai cuidar da Misa enquanto ela dorme na mesma casa que o Geracial e a Kiara hoje, um incenso é queimado pra nenhum inseto voar até nenhum dos bebês, ainda mais a Misa que é um doce humanoide, antes do Rogério assistir a uns filmes de ação sobre carros monstros marcianos, e dormir cansado de assistir aquilo tão repetidamente.

> Capítulo 5: Aniversário do Banban.
 Hoje é aniversário de Banban, filho de Alex Cheng, e seus primos mais velhos e tios alugaram uma chácara próxima para a festa, assim tendo muito espaço e uma piscina grande, onde a Chloé se sentia tão bem nadando, ainda que, mesmo coberta das vinhas, espinhos e folhas contornando seu corpo, ela não estava usando nem a jaqueta de sempre.
 Kuminha e Barroquinha brincavam de pega-pega até que, tropeçando, elas rolavam numa descida curta de poucos metros, até atropelaram e amassaram o Brondes que tava parado sozinho, o Geracial e o Thiago foram socorrer ele. Misa estava andando com o Banban na cozinha da chácara, o Banban pulando todo alegre com os bracinhos pro alro mas também cai.
Banban: Eu caio muinto! :(
Misa: Hihi, Banban caió.
 Misa levanta o Banban e eles continuam correndo até que... Eles se cansam, o Rogério estava carregando um filhinho dele com Sakura, uma senhorita dos ventos (de um tipo de clã de pessoas com magia de vento, no caso de Sakura ela não usando nenhuma roupa além de seus óculos finos de 2° de hipermetropia e faixas vermelhas e rosa espirais cobrindo suas vergonhas, ou contornando seus tríceps e suas coxas) que o Rogério se casou e ensinou parte da vida civilizatória, e esse filho é Nioky, bem pequenininho, só um pouco mais novo que a Misa.
 Sakura, entediada, resolve brincar um pouco, segurando o Nioky e andando rápido pela cozinha, posicionando o filhinho como se ele estivesse voando ou fosse um avião, até que o Vulcas estava andando por aí comendo uma tirinha de contrafilé, a Sakura mira o Nioky em direção do Vulcas.
Sakura: Pah, pah!
Vulcas: Oh naum! Ixpludi.
 Vulcas solta uns foquinhos pra cima, bem pequenas explosões de estalo, e deita no chão, o Banban se preocupa e, mesmo na brincadeira, tenta simular que tá salvando o Vulcas, massageando a barriguinha dele.
Vulcas: *yawn* Tô siguro :)
Rogério: Nhéummm, ratatatata nhéummm.
Banban: Oh naum!
 Rogério estava segurando a Misa também na posição de voo, e "acerta" o Banban, que deita pertinho do Vulcas, mas o Sr. Ferrus, pai do Vulcas, não gosta de ver seu filho deitado e fala bem alto pra ele se levantar, e ele levanta pelo susto, o Banban também se levanta e corre pra outro canto, Sakura para a brincadeira e se senta, pra amamentar o Nioky. Sakura é vegetariana e de corpo leve e magro, assim ela pode se manter ágil, mas depois que teve filhos, ela teve que comer coisas como ovos fritos, queijo e ricota pra se manter mais forte ou estável.
Misa: Quein é esse com a Saku, imão?
Rogério: Você não lembra, fofurinha? Você agora é titia.
Misa: ... Mais eu só tenio três anhos! '^'
 Rogério e Sakura riam muito alto daquilo, mas Rogério tenta explicar sobre tio ser só irmão de um pai, Zephyrson foi brincar pulando na cama elástica com o Brondes, Simon, Lisa e Fernando, enquanto Bludraco cuida da Kiara, Kuminha, Barroquinha e uns dois filhos de Rita Carla (uma mulher de cabelo castanho bem longo, chegando à região da cintura, e com alguma bênção de super força, mesmo ela sendo humana, seus filhos são meio bolinhos de canela por parte de pai), que aliás, a Rita está ajudando o Sr. Ferrus e o Daemuki a assar as carnes na churrascaria e ferver salsichas em milho para o cachorro quente.
Sakura: Ei, Rogerinho, você contratou aquelas mulheres que ajudam em festa?
Rogério: Não se preocupa, elas vão demorar bem pouquinho.
 Rogério levou uma bola de futebol Pingo de Leite pros pequenos também jogarem bola, até as meninas queriam brincar, ainda que a Kiara fosse muito pequena pra ir, a Kuminha e a Barroquinha não quisessem e a Misa tava gostando de tar perto da Sakura e da Júlia, que parecia tar conversando sobre uns planos pra seus filhos. Júlia deixa Misa interagir com as pequenas que tavam perambulando, até que a prima do Rogério, chamada Linda Churri, uma pão-de-caramelo humanoide com cabelo amarelado com cheirinho de banana e vestimenta notável por uma Femmesuit roxa, começa a pôr umas músicas temáticas de pirata, afinal, boa parte dos pequenos estavam vestidos de pirata, e o Geracial (vestido de capitão), única criança masculina que não foi jogar bola, tava dançando junto com aquelas meninas, como a Misa (vestida de sereia), a Kiara e a Barroquinha (vestidas de piratas, a Kiara com tapa-olho e Barroquinha com um sapato simulando perna-de-pau) e a Kuminha (vestida de tubarão) tava cansada e deitou no chão, mas se levantou pra dançar também. 
Geracial: Nois somus pilatas!
 Mas a Linda muda a música pra uma do anime de piratas que o Banban tinha assistido recentemente e gostado, chamado Dragon Cove, um anime sobre piratas com barcos de estrutura temática de dragões e que enfrentam shinigamis nos Sete Mares usando poderes sobrehumanos, incluindo frutas que são encarnações de shinigamis antigos, algumas dão poderes únicos e outros só conduzem energia e, ao juntar sete do segundo tipo, é possível realizar um desejo. As tais mulheres que a Sakura perguntou se o Rogério convidou realmente chegaram.
 Selena é uma mulher indígena alta e esbelta, de cabelo liso longo e tatuagens vergonhas, Isabelle é uma mulher loira sulista, de olhos azuis e com o corpo redondinho e com curvas boas, já a Antônia é de porte atlético e musculoso, pele escura e cabelo crespo redondo, e as três vestiam Femmesuits verdes com luvas, botas e estampas amarelas, e bonés verdes de aba amarela, elas trouxeram pães e um tipo de mesinha específica, com uma panela pra fazer pipoca e uma máquina de algodão doce, e isso chama atenção das crianças, que comeram pipoca, cachorro quente e algodão doce até encher, enquanto os adultos, como os pais dos pequenos, estavam comendo mais o churrasco.
 Bóris Churri assou pães de alho inicialmente pro Rogério e pra Misa comerem, mas o Brondes tava com vontade, e recebeu umas fatias pequenas que ele aguentaria comer, e pertinho um do outro, Brondes e Misa se abraçam, a fofura é tão forte que soltava uma luz mágica que cegava o Bludraco temporariamente. Fora isso, Rogério conversa com as "Panteras" (Selena, Isabelle e Antônia).
Rogério: Então, parece que a hora do bolo tá bem perto, que horas os cosplays vêm?
Isabelle: Oh, na verdaade não vai demoraar de faato, 'ja'?
Selene: Você tinha mostrado uns personagens pra gente trazer, não é? Bom, acho que deu pra completar a lista inteira deles.
Rogério: Será que vão caber todos?
Selene: São uns quinze personagens, aqui tem espaço pra até mais.
Antônio: Caramba, vocês esvaziaram as caixas mesmo.
Kuminha: Duki vucês istaum falando? '^'
Rogério: Ah, uns personagens que o Banban gosta vão aparecer, se você contar você não vai ganhar coxinha.
Kuminha: NAUUUM!! Eu num vo contá, prometo! :'(
 Kuminha olhava com olhos tão tristes e grandes que pareciam joias, o Rogério foi até segurar e abraçar a Kuminha pra confortar, enquanto isso o Nioky tava andando pra lá e pra cá com um copinho de risolis, coxinhas pequenas e bolinhas de queijo embanadas, e bem, a Linda e a Antônia estavam conversando em sinais de mão sobre como tá a festa e se vão precisar dos preparativos, e a Linda envia uma mensagem pro celular do Rogério, "têm refrigerante?", Rogério faz um joinha pra Linda e pra Antônia, e separa os refrigerantes e os picolés pra quem quiser.
 Chegaram cerca de 18 cosplayers, de diferentes personagens de filmes, jogos e animes, alguns eram cosplays que ainda dá pra ver o ator vestido, outros eram cobertos em fantasia de mascote que chegava a ser difícil andar sob o calor de hoje, o Brudraco até usa uma garrafa de refrigerante de laranja como "oferenda" pra uma magia grande que faz o clima ficar nublado e mais frio. As mulheres que estavam na piscina, como a Cassandra, a Júlia, a Sra. Pawclaw e a Sra. Ferrus, não tavam esperando por essa, e elas saíram da piscina e se secavam em um canto isolado pra depois elas e outras pessoas se agruparem pra cantar o Parabéns pro Banban, que aliás, tava chorando, o Bludraco tava com dó achando que era de tristeza, mas Cassandra e Alex viram que ele só tava chorando de alegria. As fotos tavam ótimas, o Rogério tava abraçando alguns cosplayers e mascotes depois do parabéns e do bolo. O Geracial, que comeu pouco porque não sabia o que escolher pra comer, comeu umas três fatias de bolo, enquanto os outros só comiam cada um uma fatia, mesmo a Kuminha e a Barroquinha que comeram uns brigadeirinhos e confetes de chocolate.
 Depois da festa e antes de todo mundo ir embora, Rogério deu tampões de ouvido pras crianças, e enquanto ele usa tampões de ouvido, com uma espada velha que o Bludraco e a Akadraco (irmã do Bludraco, mestra do fogo e da moda) tinham levado pra mostrar na festa, ele estourava os balões velhos.

Continua>>>

15 de dez. de 2025

Untitled 2014, Remastered

[Esse lançamento em blog é para compilar os capítulos antigos de Untitled 2014, que por si só é um reboot de quadrinhos antigos que eu fazia quando criança e nunca parei pra pensar se precisava de algum nome]
[Está marcado como "reboot", mas não refiz a história inteira do zero, é só um relançamento antes de continuar possivelmente essa história de fato, e juntando os outros capítulos que eram bem curtos em comparação à média que eu faço hoje em dia, e por isso a ilusão de que parecia que eu fazia mais capítulos. Erros de escrita, inconsistências e defeitos narrativos da época foram corrigidos]

> 22/02/2014; Rússia.
 Um mundo alternativo, em que a Guerra Fria se tornou uma Terceira Guerra Mundial, e não são muitos países os que sobreviveram, entre os países que foram pro saco inclui a Europa, maior parte da África e da América do Sul (com exceção do Brasil, da Argentina e do Peru), porém, os que mais estão bem são a Rússia (antes União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e os Estados Unidos da América, ambos países que estão se esforçando ao máximo para poder progredir a humanidade.
 Lá está nosso protagonista, Ioann, um soldado russo que cuida dos recursos e alimentos da base secreta que opera em seu país, algo que é atrapalhado quando uma ninja rebelde chamada Sutefani aparece e ataca a base, causando uma luta entre ninjas japoneses e soldados russos, mas Sutefani é presa e todo o resto de seu grupo é exterminado e aniquilado, e ela não entende o porquê dela ser a única a não ser morta.
 Porém, enquanto isso, Ioann começa a conversar com Sutefani, e eles ironicamente se dão bem, mesmo nesse mundo russos e japoneses estarem ainda em conflito.

> 24/02/2014.
 Durante esses dias, Ioann continua seu treinamento duríssimo com seu chefe, Hisvan Kalimov, porém tudo é interrompido por um exército de robôs alienígenas que interromperam o progresso, eles não entendem o que estava acontecendo mas mesmo assim eles têm de enfrentar aqueles robôs, mas enquanto detêm os grandes drones de três garras e de carcaça roxa orgânica como a de insetos, Hisvan não consegue sobreviver, pois para aniquilar aqueles robôs, ele se sacrifica com uma explosão tão intensa, com uma bomba C4 bem grande que ele carregava, que só sobra uns 10 robôs, que os soldados enfim conseguem derrotar. Ioann, por raiva dos outros soldados, foi mandado descascar batatas.

> EUA.
 Nos Estados Unidos, uma gangue de motoqueiros, liderada por Bruno e composta em sua maioria por animais mutantes e humanoides, está negociando com uma máfia canadense, liderada por um cara chamado Tales, em uma venda de drogas, mas não drogas comuns, e sim umas anabolizantes alquímicos que dão poderes anormais, porém tudo é interrompido pelos mesmos robôs, que ainda não se sabe tal origem além de ter vindo de nenhum lugar terrestre, de qualquer forma, depois de derrotarem esses robôs eles descobrem que um fonte deles está vindo da Europa, local que eles resolvem ir, coincidentemente junto de Ioann, Sutefani e o exército russo.

Europa.
 Ioann, Sutefani, Bruno e Tales chegam à Europa, seja pela coincidência eles se encontram ainda que coincidência deles terem tido a mesma meta ao mesmo tempo, ainda um lugar onde há uma nave espacial criando ainda mais desses robôs para poder dominar o mundo, porém, o grupo dos protagonistas consegue chegar dentro dessa nave e percebem que lá não há nada além dos mais diversos circuitos complexos, em peças de garras e placas-mães de ouro e um metal violeta que criam esses robôs estranhos para invadir diferentes pontos, e investigando ainda mais eles descobrem que dentro tem um portal para outra dimensão, outro plano de existência, e eles conferem esse portal para ver se aquilo era perigoso porém eles começam a ouvir uma voz humana e vão atrás pra ver o que é, encontrando uma pessoa similar completamente a um humano, especificamente alguém de etnia europeia e caucasiana, e esse homem diz precisar da ajuda deles, coisa que eles atendem, o resgatam e vão com ele para o portal, desligando a nave e seus robôs.

> Outra dimensão.
 O grupo dos protagonistas vai com esse humano que estava antes preso nessa outra dimensão, que era um mundo muito estranho cheio de ilhas flutuantes e com um céu azul escuro com muitos vórtices violetas nebulosos. Indo ver o que tem nessa dimensão eles descobrem que lá tem uma civilização inteira, incluindo casas amorfas e feitas de madeiras das árvores das ilhas, culturas com um tipo de festival nas ilhas, tecnologias que tenham a ver com essa nave, usando mesmas peças artrópodes, porém, algo exclusivo deles é a magia, que eles podem manifestar tanto de suas mentes quanto de canalizadores físicos.
 Mas é claro, Ioann e seu grupo são inicialmente confiscados até que o humano que foi resgatado por eles diz que está tudo bem, e então as pessoas dali resolvem ajudar aquele homem e os protagonistas que estão juntos com ele, além de conversar mais sobre o que é essa dimensão e alguns conhecimentos importantes que eles precisam para poder viajar por lá, inclusive o homem da nave, que se chama Zeredus, pega e entrega a eles um lápis encantado que pode invocar entidades desenhadas pelo mesmo.
 Com esse lápis e uns livros de magia em mãos e os colegas de Zeredus ao lado deles, eles finalmente podem viajar dentro dessa dimensão para investigar mais daquele reino, e percorrendo vários quilômetros e viajando entre diversas ilhas flutuantes, usando o lápis pra desenhar caminhos ou magia dos livros para voar, eles descobrem mais sobre um mal maior para combater, que inclusive é quem baniu Zeredus para o mundo humano onde ele se fundiu com uma tecnologia alienígena por um longo tempo. Porém, esse alguém percebe que eles descobriram sobre suas intenções, então ele prepara seus soldados dos mais variados para derrotar eles de diferentes formas, entre eles estão um grupo de 3 magos elementais que esperam os heróis chegarem na ilha em que eles estão para prepararem seu ataque.
 Uma poça de água de repente ataca eles e corta o olho direito de Sutefani e a nuca de Bruno, os colegas de Zeredus contra atacam com diferentes magias, como bolas pequenas de fogo, setas de gelo, serpentes gêmeas de fogo e água que atacavam separadamente, ou chicotes de raios elétricos, mas não adianta, e um mago elemental da terra aparece para golpear eles, inclusive quebrando ossos de Bruno e de vários magos com as rochas que lançara, mas é morto a tiros por Tales com sua M-16, por fim eles rastreiam um elemental da água que é o responsável pelo primeiro ataque, "Eu não tive opções", aquele homem diz, já os atacando com uma chuva violenta que fura a pele deles e até corta o outro olho de Sutefani, "Quem não tem opções aqui é a gente", diz Ioann, impulsivo, indo em direção dele com uma faca de combate e cortando a garganta do homem sem lhe dar tempo de reação, após isso, todos do grupo saem correndo para se esconder em algum lugar, logo após a vitória eles ficam numa pousada e planejam se separar em dois grupos: Um liderado por Ioann e Tales, que seguirá em frente na missão de ir atrás desse tal vilão; E outro que irá hospitalizar Sutefani e Bruno, e também ir atrás de ajuda.
 Com isso em mente, eles seguem a sua jornada, enquanto Tales e Ioann exploram distantes regiões desse plano desconhecido, Bruno e Sutefani estão sendo hospitalizados e tratados na última cidade que o grupo alcançou, em que Bruno e Sutefani conversam um pouco sobre eles estarem um tanto sozinhos, ao mesmo tempo que com companhia, assim como os médicos irão demorar um tanto para recuperar todas as feridas deles, inclusive, Zeredus faz uma chamada telepática para os dois e diz que pode, não só curá-los, mas também dar poderes a eles, o que pode os ajudar na viagem.
 Zeredus, logo após a chamada, viaja o mais rápido possível para essa ilha flutuante, da Cidade Resher, com ajuda de suas assistentes e uma carroça solar, carregando seus utensílios principais de alquimia e, por fim, ajuda eles com seus equipamentos, criando olhos novos para Sutefani e aprimorando o corpo de Bruno, além de lhe criar uma prótese que pode mudar de forma e ser usada como arma, e Bruno dá a ideia de completar essa prótese com uma munição, em que agora sim ficará mais eficiente o uso dela e reprogramar para certas formas de armas.
 Mas antes deles seguirem o resto do grupo, eles vão treinar seus novos poderes. Numa ilha distante a poucas unidades astronômicas de distância, Ioann se separou de Tales durante uma luta contra um dos servos de um certo agente suspeito que eles acharam, e agora ele está perdido nessa ilha tentando entender mais sobre aquele lápis que ele recebeu e, no meio de uma luta contra um bando de ladrões com pernas de gafanhoto, ele foge para se esconder e, escondido e testando mais o lápis, ele tem mais uma ideia do que fazer, assim como Ioann volta a encarar esses ladrões porém os leva a uma armadilha, com vários fios que desencadeiam escopetas a matá-los explodindo várias partes de seu corpo, que o Ioann conseguiu manipular desenhando esses fios e as escopetas.
 Logo em seguida, Ioann se limpa da sujeira e, interagindo com o pessoal da cidade Malue, ele descobre mais coisas sobre caminhadas e se dá bem com um humano chamado Daniel, um navegador que ajuda ele a resgatar o resto de seu grupo em Resher, enquanto eles se dão muito bem, não só por se entenderem, mas por se ajudarem usando as naves de Daniel e as criações de Ioann para então ajudar Tales que estava antes preso por esse mesmo servo que naufragou Ioann, Tales e os outros, sendo esse ser chamado Uracargo, um monstro meio humano e meio caracol, e Ioann, com nojo desse monstro, simplesmente desenha e lança várias bombas para matar ele, e esse ataque exagerado acaba despedaçando o prédio inteiro onde eles estavam, e antes que eles caíssem do alto, Ioann desenha aves e balões gigantes para segurar seus colegas porém não dá tempo para ele se salvar, e ele acaba caindo em um rio, supostamente morrendo.
 Todos do grupo se preocupam muito, mas preferem não olharem para trás e seguir em frente. Então eles se encontram com Bruno, Sutefani e Zeredus, porém estes recebem a má notícia de que eles perderam o Ioann e, consequentemente, aquele lápis mágico que Zeredus deu, e o mago fica muito furioso, "miserável, eu acabei perdendo o meu lápis mágico que tinha confiado tanto a ele... vocês fazem ideia do quão difícil é sintetizar um desses!?", diz ele, mas os outros ficam bravos com ele se preocupar mais com um bem material que com uma pessoa que tinha o salvado, mas Zeredus os explica o porquê da preocupação, que é que esse lápis foi feito a partir de materiais mágicos bem caros, mesmo que similares aos de um lápis comum, como o Grafite de Zur, madeiras de Macieira de Parilina e a borracha de Látex de Samarito.
 Eles inicialmente não ligam, menos Thales que fica interessado, Zeredus fica furioso e diz que eles têm de deixar essa rebelião porque eles perderam o equipamento mais importante do plano, e que é completamente insubstituível de perder e inadmissível de ignorar, pois esses materiais são difíceis demais para achar e fazer o lápis perfeito e com todos os aromas da magia, e por isso que os lápis comuns são sempre feitos de apenas um elemento da natureza. Com isso esclarecido eles se desesperam em arrependimento e vão atrás, não só de Ioann, mas também do lápis mágico.
 Todavia, Ioann vaga naquele rio até parar em uma vila na ilha e ele, sem saber onde estão seus amigos, viaja sozinho por aquele arquipélago cósmico, inclusive conhecendo mais magos que o treinam melhor suas técnicas mágicas e entenderam sobre os chamados Nove Aromas da Magia. Porém, uma dessas colegas que ele conhece, chamada Izi, é na verdade uma espiã do homem que está tentando roubar o lápis de Ioann e, incrivelmente, ela não consegue e cai no charme de Ioann, que lhe oferece uma barra de chocolate de seu bolso e ela se torna amiga dele depois de uma conversa curta e um xaveco simples e eloquente, comparando as estrelas com os olhos dela, porém ela começa a se irritar por causa das atitudes que ele estava tomando por descuido ou só por não dar o lápis a ela de jeito nenhum mesmo eles estando próximos.
 E claro, por ela ter um mínimo de conexão com esse mestre, ela tenta trazer Ioann até esse ser logo de cara e o resto do grupo se depara com uma estrela de pura escuridão, que leva para o reino de escuridão onde o aparente vilão mora.

> Reino de escuridão.
 Ioann e seu novo grupo são os primeiros a chegarem no reino das trevas onde o mestre misterioso mora, e ao entrarem no castelo eles se deparam com o líder de Izi, que é um humano de pele parda, cabelos negros e lisos e trajes verdes, e seu nome é Jaknik. E ele tenta roubar o lápis mágico de Ioann e até consegue... muito fácil, porém aquele lápis era muito estranho, era como se fosse um modelo 3D com gráficos 2D (sabe alguns jogos de Mortal Kombat antigos? É por aí).
 "Maldito!", e ele, furioso, dispara uma rajada de antimatéria contra ele, que desvia com muita dificuldade com uma escudo de platina que ele desenhava e até perde uma de suas pernas pelo impacto do golpe, ele tenta andar ainda assim, então Izi se sacrifica para ajudar ele, sendo aniquilada no meio do caminho por um ataque que ela segurava com um poderoso escudo para dar tempo e com eles saem do castelo vermelho, em seguida da floresta vascular dolorosa, por fim daquele reino que estava rachando.

> Outra dimensão.
 Logo após, Ioann se revela para o resto de seu grupo original e eles começam a conversar sobre suas aventuras, e ele diz que é melhor eles irem embora, e Zeredus consegue equipamentos para trazer eles de volta para a Terra.

> 12/03/2014; Rússia.
 Desacreditado dos eventos, Ioann está de volta ao exército, ele teve que encarar monstros interdimensionais, os colegas que ele conseguiu se ferraram miseravelmente e ele ainda tem de seguir seu trabalho chato como soldado, até que ele conhece uma oportunidade de conhecer Dr. Vasla, um mago russo que se mostra interessado em histórias de outras dimensões.
 Conversando com Dr. Vasla, Ioann descobre que há outras realidades juntas do mundo normal e da tal Outra Dimensão, chamada normalmente de Mundo Nebuloso, enquanto temos a Primeira Dimensão – o mundo onde a magia surgiu –, a Segunda Dimensão – uma realidade misteriosa que sempre aparece em casos de fim do mundo – e a Terceira Dimensão – o mundo onde os humanos vivem. Então, pesquisando melhor, ambos os mundos têm 3 dimensões espaciais como o mundo normal, mas possuindo uma quarta dimensão que liga elas que é o tempo.
 Com isso em mente, Ioann viaja pelo mundo para poder estudar melhor sobre o assunto, assim, ele aproveita para ver se ainda tinha a tal fenda dimensional para a Segunda Dimensão e... o local não tinha mais a tal nave, agora ferrando para a sua descoberta e o que ele estava tanto planejando durante aquele tempo.

> 18/03/2014; França.
 Na biblioteca de magia em um lugar não revelado na França, ele começa a estudar sobre magia e descobre que tem como criar portais para essas outras dimensões, então ele passa um tempo na tal biblioteca estudando aqueles livros, aproveitando que assim ele também aprendesse francês.

> 19/03/2014.
 Pesquisando tudo aquilo, ele vê que perdeu muito tempo com coisas mais chatas do que ele esperava, mas pelo menos aprendeu como invocar portais e quais materiais poder usar para sacrificar ao invés de energia vital, coisa que humanos têm muito pouca para a magia, como ele podia usar ossos de galinha que ele foi juntando de alguns pratos de frango, e torrando pra secar e ter só o osso duro, assim ele compra o livro de magia que achou para poder estudar mais, então ele volta para a Rússia.

> 20/03/2014; Rússia.
 Ioann reencontra Dr. Vasla, que está junto com outro cientista, dessa vez americano, com um projeto de formar um super soldado artificial a partir de clonagens. "Finalmente, você está aqui", diz Vasla a Ioann, que não entende nada, e mesmo ele perguntando o que está a acontecer eles não respondem com exatidão, "É sério, tô ficando preocupado", diz o protagonista, realmente expressando desespero, mas então eles pegam uma seringa.
 "Essa coisa está esterilizada, né? Vocês não vão injetar nada de ilícito em mim como fizeram antes, não é?", dizia Ioann, e Dr. Vasla pega uma quantidade de sangue para encher a tal seringa usada, e logo os dois doutores colocam em um tubo de ensaio para conservar. "Isso será útil para nós, Ioann", o garoto tenta entender o porquê deles mudarem de assunto tão de repente mas na verdade foi que, enquanto Ioann viajou entre outros lugares do globo, Dr. Vasla conseguiu um contrato para fazer um experimento científico que poderá ser muito importante para os exércitos de todo o mundo, que são clones modificados e treinados.
 Ioann não entende o que aconteceu, e ainda quer entender aquilo, mas Vasla não liga, e diz que ele já está dispensado, então, soldados aparecem para puxar Ioann para fora do laboratório.

> 28/03/2014.
 Ioann continua como um militar na Rússia, treinando como sempre e sendo humilhado por não estar sendo o suficiente para o exército russo, independente da viagem. Em segredo, ele conseguiu treinar tabém suas magias de portais para outras dimensões e, com isso, ele não só consegue viajar mais longe em menos tempo, como também invocar criaturas desconhecidas com seus poderes, porém ele não sabe como fazer esses ataques com mais frequência, sem acabar se machucando no final.
 Com o livro que ele tem em mãos, ele testa invocar mais um portal, dessa vez com gestos de mão, palavras secretas e com alguns desenhos de runas, mesmo isso dando certo acaba dando também muito errado, destruindo um dos prédios do exército. Os homens estão indo descobrir o que está acontecendo e Ioann, com medo, foge.

> Estados Unidos da América.
 Ioann está agora na América, sem o que ele poderá fazer, só com seu livro e sua metralhadora, então ele procura por algum número de seu colega Bruno, e ligando para ele, Ioann descobre que Bruno está sendo perseguido pela polícia, então o jovem russo tem uma ideia: de se tornar membro da gangue de seu amigo americano, e assim eles serão imbatíveis.

Continua>>>

27 de nov. de 2025

Mitologia do Mundo Fantásico

 A mitologia a seguir mistura conteúdo de umas histórias antigas que eu fazia em cadernos de desenhar, e que infelizmente eu perdi, mas teria a ver com o atual Untitled 2019, ou com ideias que eu falava pro meu irmão de uma mitologia hipotética que eu tava inventando na época de adolescência, isso é tipo antes do The Fat Dragons pra vocês terem ideia do quão antigo, e que como muito tempo passou eu só retornei o que eu conseguia lembrar, e atualizei com o que eu sei ou poderia melhorar quanto a esoterismo, teologia das entidades ou coesão de uma das civilizações.

 No Mundo Fantásico, entre as civilizações de origem humana ou dos poucos monstros com sapiência, a tribo de destaque é a Majora Takan, ou Tribo Majora, um povo caracterizado por tradições de caça e seus guerreiros extremamente habilidosos, entre as artesãs as suas artes de maior destaque são principalmente as máscaras, cada uma customizada, nenhuma máscara era igual ainda que possam se parecer por inspiração, tradição familiar ou identidade de ordens menores na tribo.
 Seus deuses, assim como os deuses do Mundo Fantásico, aparentam personificar elementos muito simples, mas também fundamentais, como:
  • Fayratan, o deus do fogo, também associado à destruição e morte como aspecto negativo, mas à arte, sabedoria ou poder como aspecto positivo.
  • Aquatai, a deusa da água, seja dos rios, chuvas ou oceanos, associada à caça e pesca e também é uma padroeira dos partos e nascimentos.
  • Natraquan, a deusa das florestas, da colheita, fartura e aspecto feminino do elemento terra e o aspecto espiritual dos animais.
  • Buruqutuun, o deus das montanhas, da força física, da guerra e também aspecto masculino do elemento terra e o aspecto físico dos animais.
  • Unquan, deusa dos ventos, das tempestades, dos mensageiros, dos pássaros e insetos, e também deusa do casamento e da sorte por associarem ventos e o destino ambos a fios que só aqueles do Monte G'nung conseguiriam ver e só aqueles em Hasta podiam controlar.
  • Tanlnla (pronúncia: Tânl'un láh), deus do equilíbrio, dos ciclos e das leis, é dito como filho de Natraquan e Buruqutuun para intermediar por eles no concelho com Fayratan, Aquatai e Unquan, e por seu aspecto envolver leis, ele é patrono da justiça (leis humanas) e do tempo (pelos ciclos e, segundo exploradores dimensionais, as leis da física também, muitos talismãs de Tanlnla são lembrancinhas desses viajantes como proteção diplomática).
  • Neunqaqa (pronúncia: Neúncuaca (quando referida como deusa do amor e fertilidade) ou Neúncacua (como deusa da morte e medicina)), irmã de Tanlnla, deusa do amor, da fertilidade, mas também com aspectos da morte e da medicina, ela é uma interpretação da seguinte lenda:
    • Uma vez, Diago (um tipo de deus demônio do plano de Hila) decapitou o rei e duas rainhas dos deuses, e roubou suas cabeças, e os filhos desses três deuses tiveram que vingar seu pai e mães, empalar Diago e ressuscitar o pai e mães ao recuperar e montar suas cabeças.
    • Na vertente de Majora Takan, Neunqaqa e três filhas de Fayratan e Aquatai foram decapitadas (na lenda original, Diago matou o rei e as rainhas para os usurpar, na vertente de Majora Takan é por ciúme por ele não conseguir ter filhos), e enquanto ressuscitaram só a Neunqaqa com a cabeça de uma Coelha Lunar, uma espécie de coelhos filhos do Coelho Gigante Lunar, a própria Neunqaqa, enfurescida pelo instinto animal, esfolou Diago e jogou seu corpo de volta a Hila, e essa é a interpretação do Diago ser vermelho, enquanto outros povos acreditam no simbolismo do vermelho à violência e pecado, ou acham que é a pele queimada, para Majora Takan são músculos esfolados.
    • Ela carregando a cabeça das primas é ilustração dessa lenda, dando a entender que a própria também colou a cabeça de cada uma a seu corpo.
 A magia desse povo pode ser por feitiços elementais: Magia de fogo e de transmutação são devotas a Faratan, magias de água e de cura são devotas a Aquatai, alquimia de ervas e poções é devota a Natraquan e Neunqaqa, metalurgia, encantamento e clarividência de cristais são devotos a Buruqutun, magias de vento e velocidade são devotas a Unquan.
 Controlar o tempo como interpretamos a cronocinese atual são heresias contra o poder de Tanlnla, mas há feitiços permitidos como controlar o ciclo das plantas, do solo, induzir animais a crescerem (seja envelhecendo negativamente ou se fortalecendo com a idade) ou controlar ciclos de chuva e nuvens, como os grandes sacerdotes Majugs podem fazer.
 Majugs são sacerdotes desses deuses, e também de deuses menores e anciões que lideram a Tribo Majora, sendo mestres alquimistas, também podendo prever o futuro e podem induzir chuvas. Sacrifícios de animais podem fortalecer essas magias embora não sejam obrigatórios, e sacrifícios humanos são uma blasfêmia, pra alguns é porque os deuses veem isso como desrespeito à vida (mais que um assassinato criminoso ou uma traição), pra outros é porque os deuses não se alimentam de sangue ou almas humanas. Não tem magias específicas de Neunqaqa, ainda que a fertilidade estejam nas plantas de Natraquan, nos animais e humanos de Buruqutuun e no solo de Tanlnla.
 Os Majugs usam máscaras de touros negros com marcas vermelhas e galhadas verdes, em referência a Buquruqutuun (Buruqutuun seria algo como "grande rocha negra", e Buquruqutuun seria algo como "grande touro de rocha negra"), que não é criação exclusiva de Buruqutuun, ele também teve manufatura por Aquatai, Natraquan e Unquan, com Fayratan ajudando a abater essa grande fera com características mamíferas, répteis, aviárias, vegetais e de peixe, para um banquete para se recuperarem depois de sobreviverem a Saiol, como o banquete era longo porque a fera era gigante, pedaços dele se tornavam florestas, animais de diferentes tipos (uma parcela incluindo feras mágicas e os humanos, alguns interpretam que surgiram por influência do poder divino, como uma criação mais proposital, outros dizem que era inevitável já que Buruqutuun se dissolveu em múltiplas espécies) e até mesmo rios e mares, os olhos se tornaram o Sol (Sorok) e a Lua (Marak).
 No Mundo Fantático há quatro planos existenciais, ou pelo menos a interpretação desses planos:
  • Hasta: Transcendendo qualquer universo do plano físico, esse é um plano existencial da onde surgiu uma grande luz verde que transcende os outros planos, e há a entender que os Dragões Faro são as manifestações, ainda puras, mais fracas dessa luz, ainda que qualquer ser vivo e físico, desde que ainda existente, tem uma porcentagem fundamental dessa luz. Esse plano tem composições como a Cidade Dourada de Karqosya, a Floresta dos Segredos onde árvores são iluminadas pelo Bem e dão frutas de conceitos e ideias que mudam o plano físico, e câmaras e cavernas por onde a consciência viaja e convive os sonhos.
  • Gaia: Assim chamam, não só a Terra, mas dependendo de quem você perguntar também o plano material, enquanto outros irão chamar de Ëa, por exemplo, para Majora Takan, Ëa Milan é como eles chamam a Via Láctea desse mundo, que segundo o criacionismo desse mundo, vem de rios de leite de Aquatai, Natraquan e Unquan para nutrir seus filhos, e cujo leite em excesso se espalhou pelo céu em forma de rios, nessa história também seria a origem das Auroras Boreais, muito vistas perto do Monte G'nung, uma montanha tão alta que é usada como primeiro passo para visitar Hasta.
    • (Nota de rodapé): Inspirações minhas pra esse trecho misturam a mitologia grega envolvendo Hera dando leite a Hércules e interpretações japonesas da Via Láctea sendo um rio cósmico, com o nome Ëa baseado no deus sumério dos rios e da criação, e também Ëa que, nos livros de Tolkien, é o universo material.
  • Sorok e Marak: Os planos existenciais do Sol e da Lua, nesse mundo eles podendo ter vida: Marak podendo ter vida e arquitetura em sua superfície, sendo as marcas em forma de coelho um tipo de sigilo místico da Lua, e teriam os Coelhos Lunares que são feras devoradoras tão famintas que os deuses aprisionaram na Lua com um tipo de floresta cinzenta, enquanto Sorok tem vida e arquitetura dentro, como um plano dentro do Sol, e são relacionados a pássaros ou a Fênix.
  • Saiol: Um vazio primordial, inicialmente onde os deuses surgiram no meio dos chamados apenas de Ossanos, entidades em forma de ossos (algo como seres que nunca viram a vida mesmo que se alimentem da morte, e por isso se alimentavam de deuses antes de serem afastados pelos deuses liderados por Faratan e Aquatai), e depois Saiol se tornou tanto um abismo de monstros rejeitados quanto um mundo dos mortos.
  • Hila: O Inferno, por onde foram lançados os Ossanos e o deus Diago (que tentou declarar guerra aos outros deuses após eles escolherem acolher os humanos ao invés de deixá-los à própria sorte contra os animais e os monstros). Esse plano existencial não é necessariamente fogo ou rios ferventes, embora tenha e isso aqueça esse plano, mas há torturas tão violentas, demoradas e dolorosas que é reservada para os piores mortos porque isso dá dor a Diago, desmonta os Ossanos e nenhum vivo sobreviveria nem a ouvir ou ler com detalhes.
 Dentre os deuses e as deusas, a única registrada que se tornou uma deusa - além de mãe de um grande profeta que, independente de seus nomes que variem entre culturas ele é sempre conhecido como "O Rei Ungido" ou "O Novo Livro" ou "O Verdadeiro Caminho da Vida" - foi Amaquan Naythla, conhecida mundialmente como Virgo, era uma mulher humilde e jardineira que foi visitada por Tanakha (ou no caso, uma manifestação do mesmo, uma entidade que personifica o plano material e a escuridão que existiu junto com a luz verde, e não é uma entidade ruim, é apenas um tipo de "deus da falta", enquanto a luz é o "tudo divino"), eles conviveram juntos, Tanakha melhorou a vida e fortunas dela, e em seus últimos dias, lhe prometeu uma coisa, em que o filho deles terá uma vida saudável e será um grande mestre em troca dela ascender ao Hasta, e seu filho ser cuidado por um carpinteiro humilde que ela nunca teve a chance de namorar ou se casar antes, e ela aceitou essa proposta, já que seu filho estaria seguro e, se ele morrer, ele sendo um semideus inevitavelmente poderia ir ao mesmo reino que ela.
 Geralmente os mortos, mesmo bons, iam a Saiol, mas Virgo, com as plantas da Floresta dos Segredos, criou um jardim por onde conviveriam as almas boas e também os heróis de guerra ou as vítimas de injustiças, e pelas rosas vermelhas serem suas plantas favoritas, povos como Majora Takan usam rosas para perfumar suas casas e proteger jardins de entidades malignas, muitos curandeiros de Natraquan cultivam flores medicinais, oleiros de Fayratan esculpem ou pintam rosas como símbolos femininos e de cura, e fazendeiros de Buqutuun têm talismãs de rosas para proteger seu gado de predadores e proteger as plantações de pragas, e por isso insetos que devoram pragas, como as joaninhas, são associados a Virgo.

27 de jun. de 2025

Na Torre do Dragão

 Um guerreiro bárbaro no Norte, chamado Ragnarik IX, que vagava em grandes terrenos gelados para se fortalecer, quando ele retornou de sua peregrinação no curto Verão de sua terra e pôde rever os seus velhos amigos, entre eles, Bjornburg o Berserk, que ao extrair energia vital de sua capa de urso, por poções feitas pelas völvas ele aumentava o seu frenesi e podia lutar desenfreadamente, Eisendr Pele de Prata, que se camuflava nas neves com seus cabelos grisalhos e, com um martelo de guerra, amassava a cabeça ou armadura dos inimigos, e Wyrmfried o Lagarto, que era capaz de se esconder de seus inimigos, e feri-los a flechadas, porém, entre esses 3 e os outros civis na vila, faltava a sua esposa, que eles admitiam que estavam precisando contar o que aconteceu com ela.
 Como lhe disseram um feiticeiro vindo de fora veio com enormes bestas para atacar eles, que eram como lagartos, escamas mais grossas que as de crocodilos, os olhos brilhavam no escuro da noite em que lutaram, e eles cuspiam fogo para lutar, o Bjornburg e o Eisendr até conseguiram matar dois daqueles monstros, mas a luta parou de verdade quando Livrid, esposa de Ragnarik, se entregou ao feiticeiro em troca deles pararem aquele ataque. Ragnarik se recusava a chorar, não parecia másculo, mas os outros ao redor estavam extremamente tristes, alguns eram audíveis e visíveis que estavam chorando, e Ragnarik queria saber onde estariam o feiticeiro e a Livrid, o máximo que podiam informar é que foram pra região Leste, a questão é que eles não sabiam o caminho exato depois dos primeiros quilômetros.
 Depois desse assunto, todos foram dormir, ainda com peso do que foi contado e lembrado, para no dia seguinte, Ragnarik acordar e prometer a seu povo poder resgatar sua amada e poder vingar os outros danos que o feiticeiro forasteiro causou ao vilarejo, enquanto Bjornburg, Eisendr e Wyrmfried se reúnem, e prometem lutar a seu lado. Um grupo de marinheiros prepara um grande barco Drakkar, para navegarem num rio disponível para o Leste, assim podendo chegarem tão longe, agora que no Verão o rio estava bem líquido, e fluindo tão rápido.
 Chegando cada vez mais perto, e cruzando o Mar Báltico, eles chegavam à Sibéria, por onde, tão próximo das praias, mas longe ao ponto de ainda ser visto pequeno, quando subiam algumas das colinas, e tendo que caminhar por horas, e acamparem com tendas de couro dos mamutes da região, e comiam sua carne assada em lareiras de pinheiro e abeto, tinham tempo o bastante para irem à grande torre, que por sua vez, era bem larga, cerca de 6 metros de raio e 37,6 metros de circunferência, com mesas e baús de madeira para eles saquearem, porém, pelo menos três daqueles dragões, como os répteis daquela noite, apareciam prontos para devorá-los.
 Bjornburg, no entanto, segurava um dos dragões, o virava e desviava o bafo de fogo para fora do alcance dele e dos colegas, e com uma adaga, dá várias apunhaladas na barriga e garganta do dragão, que contra atacava com golpes de sua cauda e suas garras, machucando Bjornburg, ainda que o dragão assim acabasse sangrando até morrer. Eisendr usava seu martelo para bater na cabeça do dragão que estava em sua direção, mas em seguida que o dragão cuspia fogo, destruindo o escudo que Eisendr usa pra se defender completamente, o dragão é laçado na boca por Wyrmfried, que usa uma corda para amarrar e prender a criatura, e é derrubado na cauda pelo dragão, e tem seus ossos quebrados por golpes do mesmo, ele estava incapacitado por completo.
 Ragnarik, no entanto, conseguiu acertar seu machado uma vez em cada olho, depois de golpes que ele errou ou acertou nas costas ou partiu-lhe a cauda, e assim, o dragão estava cego e mais fraco, Ragnarik estava pronto pra acabar com o dragão, que por sua vez cospe uma forte chama que o máximo que Ragnarik teve tempo de pensar é contra atacar com seu machado, e assim, o machado tinha o cabo queimado e a lâmina derretida, mas o fogo foi dissipado, e Bjornburg, chegando para ajudar, dá-lhe o próprio machado dele, que Ragnarik usa para cortar a cabeça do dragão, embora não cortando verticalmente pelo pescoço, ainda acertando horizontalmente, separando desde a mandíbula, e eles tinham que subir antes que o fogo virasse um problema real pra eles.
 Quando Ragnarik, Bjornburg e Eisendr subiam as escadas, eles pareciam não mudarem de andar, a partir do segundo e terceiro, mesmo eles conferindo tudo, e a um momento em que sobem a escadaria de novo, acabaram parando no primeiro andar, o que só estava acontecendo por magia que o feiticeiro aplicou na torre, enquanto o próprio ria em seu trono, a Livrid, acorrentada e furiosa com o que estava acontecendo, ainda andava em direção do feiticeiro, e dá um tapa na cara dele, e exigia que ele os deixasse em paz, e parasse com aquele joguinho sádico com eles. O feiticeiro, irritado, se levantava de seu trono e dava passos lentos na direção dela, enquanto ela sentia o ar pesado pela presença maligna dele.
 Os três, ainda buscando alcançar o andar do feiticeiro, continuaram, mesmo que seus músculos doessem, os ossos rangessem, e os olhos cansassem, o coração batesse mais devagar, aquela coragem ainda quebrava as barreiras mágicas, e eles subiam até o quarto andar, e Bjornburg, o primeiro a agir, lança a sua adaga contra o feiticeiro, que rebate a lâmina contra Bjornburg, partindo a carótida esquerda de Bjornburg, que o mesmo ainda tenta resistir, e lutar, mesmo que o feiticeiro desviasse ao levitar, e até mesmo comandar um lobisomem, antes cuidando da Livrid, para enfrentar Bjornburd.
 Eisendr, por sua vez, saca um arco e uma flecha, e a atira contra o feiticeiro, que contra ataca desfazendo a flecha, e quando o Bjornburg, lutando contra o lobisomem, já conseguia arrancar um braço do mesmo com força das mãos, e cortar outro com seu machado, o Bjornburg não sobrevive devido ao sangramento, ao passo que Ragnarik chegava perto do lobisomem e, com uma espada que ele saqueou de um dos baús, corta a cauda do lobisomem, ainda mais fácil que toda a força do Bjornburg, e quando o lobisomem se vira em direção de Ragnarik, é empalado na barriga pela espada, o feiticeiro estava horrorizado, mas quando ele ia lançar seus raios contra o Ragnarik, acaba atingindo o corpo do lobisomem, o reduzindo a pó.
 Eisendr, em seu último esforço, usa a mesma corda de antes e, amarrando no pescoço do mago, puxava-a com força, Livrid se soltava e caía de joelhos, o feiticeiro agonizava, enquanto não sentia mais força pra continuar, nenhuma magia dele parecia adiantar, mesmo se ele levasse mais alguém não iria eliminar as perdas dele, o Eisendr não entendia como o feiticeiro não reagia mais, e puxando com mais força, quebrava o pescoço do inimigo, que caía sem vida. Os três, feridos e cansados, fugiam da torre, e iam para o barco voltarem a seu lar.

Fim!

2 de jun. de 2025

A Relatividade do Terror

Olá, e sem enrolação, tem algo que vi nuns vídeos de Half Life 2, sobre como o Stalker antes era pra ser, como na esquerda, uma figura ameaçadora, sofrendo uma eternidade de torturas dos Combine, mas ainda tentando lutar pra sobreviver, com um grito bem ameaçador também, talvez ele seria pra Half-Life 2 o que o Regenerator foi pro Resident Evil 4 (que aliás foi lançado logo um ano depois de HL2), mas a Valve descartou essa ideia justamente porque essa ideia anterior seria vista mais como "maneira" que assustadora (matar uma criatura extremamente ágil, e provavelmente acabar o sofrimento desse ser como foi com os zumbis de Ravenholm, e talvez evitaram repetir o mesmo tema também), e preferiram um terror mais sutil, mas mais pessoal, como na foto da direita, que o corpo não é "gore", mas tão ferrado quanto, com a mesma origem, e com uma função de um tipo de escravos (como os Servidores de Warhammer 40k).
O que aliás me lembra aquela polêmica de Urbanspook, que claro, vou resumir porque já destrincharam isso:
  1. Os episódios parecem apresentação de slide e o áudio é bem nada a ver;
  2. A série foi inteira feita só pra marketing de desenhos do Urbanspook (o que soa errado, porque logo o personagem que fez o "Fucktoy Cory" acaba soando como o self-insert do autor);
  3. O Urbanspook é homofóbico, capacitista (usando autismo como ofensa), tenta bancar de "mais louco que todos nós" (falando que não tem limites pessoais, enquanto além da existência do... Cory - não vou repetir o outro nome! -, também esse imbecil fica usando como meme, porque é superdescolado usar um equivalente às artes do Shadman só que muito pior, pra ilustrar """gente fresca e woke"""/j);
  4. Tem relato que ele já fez animações tão gore e erradas quanto, mas como não sei a história toda não consigo afirmar;
  5. A fandom dessa série, como o subreddit de Urbanspook, só existe pra puxar saco do autor, o que é extremamente perigoso, porque uma coisa é não ser bom com críticas (e o Urbanspook parece o Chris Chan respondendo trolls, pqp, além disso, contra argumentar ou evitar ataques, e avaliar críticas válidas e construtivas e usar como base do que melhorar é fácil de fazer, ainda mais com o tempo), outra é só receber gente falando bem mesmo das coisas erradas que tá fazendo, o que ironicamente é o que fez a série cair junto com a fandom, ninguém quer mais saber dela e tudo o que tô falando é só um desabafo porque essas avaliações não saíam da minha memória.
  6. Além disso, o autor até tenta assustar, mas ele fazendo a história parece o que tanto criticaram no JC The Hyena quanto fez Sonic.exe, com narração explícita, apelo expositivo demais, tenta falar que é "A Coisa Mais Assustadora" o tempo todo, e o gore que esse autor faz dá mais raiva que gore normal (gore já me faz ter raiva da humanidade, mas esse gore me faz ter raiva da humanidade e de tamanha ruindade narrativa, a polícia da série parece polícia da Noruega de tão inútil), as narrações me dão apatia (seja porque as mortes e plot twists não têm peso, ou porque tudo de "novidade" da história é desinteressante), e os barulhos dão dor (até suspeitei que tivesse algo a ver com o capacitismo do Urbanspook, já que autistas têm uma sensibilidade sonora maior, e os jumpscares são de estourar os ouvidos).
Chega a ser bizarro como a maioria esmagadora dos vídeos que tanto mostram o quão ruim é o Urbanspook e o quão estúpidas são as atitudes dele, são logo em posts do subreddit feito pra apoiar a série e o autor.

O que tanto falaram sobre o Cory pode ser repetitivo demais, mas é justamente o defeito mais gritante, porque foi logo com um personagem de 11 ANOS, e que o autor fica tratando como se assassinato e outras paradas contra crianças são terríveis justamente por serem feitos contra crianças (é óbvio? Sim, mas se esses crimes são tão comuns, ao ponto de ter mídia tratando com desrespeito, é porque tem gente que não faz a mais remota ideia do caso). Bem como o Core disse sobre o Analog Horror do pintor, "Parece o BanBan dos Analog Horror".

Eu já tinha feito antes uns blogs que eu explico sobre como um terror *bom* é feito, e resumindo, temos:
  • Ambientação: O mundo tem que ter no mínimo seus elementos centrais e principais pré-estabelecidos, preparando terreno para onde os personagens estão e também os elementos (não necessariamente monstros, mas a fonte do medo em geral) que estarão carregando o medo do desconhecido.
  • Imersão: A sensação de que a história é real ou pode ser real deixa mais desconfortável, e pode variar, como o medo de algo acontecer com você que tá vendo esse terror, ou como o elemento do medo está agindo nos personagens feitos pra você ter empatia.
  • Mistério: Medo do desconhecido, às vezes uma história sobrenatural em que você não sabe a procedência e explicação (como qualquer história de terror mística ou mitológica, no Brasil tinha Setealém antes da moda de Backrooms, esse medo de parar em uma dimensão alternativa onde estar sozinho deixa de ser um medo, e vira uma esperança), mas sabe que é assustador, ou um assassino cruel que você não sabe uma motivação convincente, e espera que os personagens bons fujam ou então o vilão morra (como os assassinos de filmes Slasher que envelheceram mal mas ainda entretêm, ou os assassinos do filme Funny Games, apesar que nesse filme os vilões vencem).
 Lovecraft já disse uma vez que o medo é o sentimento mais ancestral, e o medo mais ancestral é o do desconhecido, assim como, quando algo já descrito como "terrível", ou detalhado de forma que fica terrível, quando há detalhes faltando ou a história não elabora os detalhes que faltam, tudo parece mais assustador.

 Falando no Analog Horror terrível do pintor, outra coisa que também vi falarem tanto que isso não sai da minha mente é aquilo que, englobando de forma genérica, chamo de "comédia feminina", que envolve aqueles tipos de comédia duvidosa comum em comunidades femininas, que envolve o seguinte:
  • Stand ups falando sobre sexo, genitais e vida sexual - Por que esse é ruim? Ele é comum pra reduzir homens e criar um falso empoderamento feminino, o que não seria tão preocupante se não fosse reflexo de um humor machista que fazia da mesma forma porém em sentido oposto (reduzindo mulher e aumentando homem), o que fica ruim porque, pagando da mesma moeda e justificar insistentemente, isso só faz soar que esse humor duvidoso era certo também no polo machista, em suma, sendo uma questão de oprimida virando opressora, inclusive falando mal de homens e moços que têm nada a ver com o machismo que causou isso.
  • Regina George - Como uma personagem se tornou uma literalmente eu feminina? Claramente por muitas mulheres e moças verem na figura de uma patricinha debochada, com uns momentos de valentona, não como um tipo de personagem inconveniente pra ser superada, mesmo só precisando fazer isso moralmente, mas como um tipo de empoderamento ou símbolo de elegância e liderança (o que perde o sentido, considerando que amigos não tem líder no sentido "o líder pisa nos colegas", e sim "o líder apoia e organiza os colegas", e que assim como comparei com o meme de "literalmente eu", o conceito de machos alfa e até fêmeas alfa também funcionam assim: Liderança não é força e brutalidade, e sim coordenação e empatia, o que fãs da Regina George não entendem por ver, como é retratado no grupo dessa personagem e em outros trios de patricinhas, aquelas ao lado da líder nunca têm uma personalidade própria), e já vi um vídeo do Caramelo Animation falando algo interessante, de que uma pessoa com personalidade da Regina George, na vida real, seria o alvo de bullying.
  • NewMFX - Resumindo muito porque essa parte já tá longa... é pornô escatológico, e que muita gente não sabe que é um contexto bem pesado e até mesmo cruel de memes como "Eu sou uma rata, senhora" (que mesmo sendo um meme que chegou a saturar, é engraçadinho sem contexto, mas com o contexto fica esquisito e nojento), e pelo que vi num vídeo do Arttur, as pessoas dessa comunidade chamam as membras desses vídeos de "chocoqueens" (um termo que já diz muito dessa comunidade que romantiza e eufemiza coisas como coprofilia)
 Tudo que já é ruim é porque tem chance de ficar pior, e chega a ser curioso como mesmo conteúdos por tanto tempo tão detestados só são criados ou continuados porque sempre vai sobrar alguém que acha que será uma boa ideia, e a ideia já ruim fica ainda pior, isso vale pra produzir algo, ou pra publicar e assistir a conteúdos danosos (NSFL), ou até mesmo ideologias políticas (que não serão assunto aqui nesse post).

Por eu ter falado de putaria... Que tal concluir falando um pouco sobre a psicanálise de Freud e um pouco de mitologia grega?
Freud é considerado pai da Psicanálise, e muito do conceito de "freudiano" ser associado a psicologia sexual ou até mesmo incesto por ter a ver justamente com a maioria do que Freud pesquisou ter a ver com intimidade e complicações familiares. O Complexo de Édipo, por exemplo, não se trata só de incesto mãe-filho como o conto mitológico, ou sobre o filho querer namorar quem parece com a mãe, mas sim com como o filho, especificamente o filho masculino, tem uma tendência instintiva ou institucional a rivalizar com o próprio pai (algo tipo concorrência por quem receberá afeto da mãe do filho ou esposa do pai), e o amor pela mãe pode incluir amor meramente fraterno, e que essa interação é instintiva, só precisa ser controlada pra não se tornar um fetiche.

Fetiches podem ter diferentes motivos, e Freud desenvolveu o termo traduzindo "feitiço" (do português) pra francês ("fétiche"), e esse termo também é válido pra artefatos de adoração (admito que no conto de Akinaduba eu usei esse termo pra um artefato mágico propositalmente pra uma piada de duplo sentido homossexual - feliz mês do orgulho), e a comparação ao fetiche sexual vem justamente de algo que parece ser indiferente ou até mesmo repulsivo, mas pra pessoas específicas pode ser fonte de atração.

 Atração por pessoas coxudas ou bundudas (como é ilustrado em artes antigas, com esculturas de mulheres até mesmo gordinhas, como Vênus de Willendorf) pode ter a ver com mulheres bem alimentadas, logo, que irão sustentar melhor um filho futuramente, esses detalhes parecem indiferentes ou até mesmo pragmáticos demais, mas pra quem tem atração por interesse romântico ou sexual, é um atrativo amoroso. Peitos grandes podem ser pela lactação, seja pros filhos ou, assim como Freud trata a oralidade e o consumo do leite como a primeira intimidade que a pessoa fará na vida, a pessoa possa ter essa vontade de mamar os peitos de uma mulher.
 Pra interesses nos homens? Músculos são um fetiche comum pela presença de alguém forte ser necessária, e no caso de humanos, a maioria dos que vão ocupar esse cargo vão ser homens inevitavelmente, assim como partes íntimas, grandes podem ter a ver com força e dominação (seja pelos motivos mais óbvios e físicos, mas também biologicamente, a testosterona e a saúde genital masculina podem aumentar o tamanho dessas partes), antigamente gregos consideravam partes grandes coisa de pessoas selvagens ou até de monstros, o que aos poucos foi criticado junto com a libertinagem dos gregos (aqueles papos de "homossexualidade" na Grécia na verdade são frutos desse povo ver relações homoafetivas como prazer sexual, e fruto do machismo e misoginia ao tratarem mulheres como inferiores - desde aquela frase "tão macho que pegam outros machos", a também como os homens na arte grega eram sempre representados pelados justamente pra mostrar mais do corpo masculino, e muitas lendas e mitos condenando ou vilanizando muito mulheres, assim como são muito comuns histórias da deusa Hera sendo retratada de forma bem sádica e desproporcional às amantes do Zeus).
 A atração por femboys eu não diria que dependem dessa misoginia libertina da Grécia Antiga, e nem com eunucos, mas sim porque há certa representação estética e de elegância de formas que hoje em dia são femininas, mas antigamente eram apenas classe, e por esses padrões de moda serem a maioria europeus, é quase inevitável imaginar femboys brancos ou no máximo asiáticos (enquanto no Japão também tem a androginia como símbolo de beleza, embora mais "proposital", intencionada pra isso), enquanto homens negros são associados a masculinidade e força justamente por terem mais culturas africanas em que o homem forte que é o símbolo nobre, antigamente representados como "selvagens", mas hoje em dia algo muito apreciado, em partes um arquétipo de guerreiros e atletas ideais, e eu diria que desde romance a conteúdos adultos de mulheres claras com homens escuros não tem a ver com racismo e objetificação, mas com a superação do racismo, e o amor entre grupos físicos tão diferentes.
 Fetiches por dor, sofrimento e até por fezes que nem falei antes, pode ter a ver com esse desejo em se submeter a alguém em posição maior (Masoquismo vem de Leopold Von Sacher-Masoch, que escrevia livros de um tipo de persona dele sendo humilhado por uma mulher que o lidera e domina), e o fetiche por pés, segundo Freud, pode ser pelo pé ser fálico e uma opção pra uma pessoa com os desejos fálicos reprimidos, mas pensando bem, pode ser pelos fés bem macios e lisos serem algo comum em pessoas já bonitas, com os pés protegidos e cuidados.

 Freud também catalogou um tipo de "fenômeno" chamado Medusenhaup.
Sabe a lenda de Medusa, que dependendo da história era uma entre as górgonas (uma raça de entidades femininas belas) que foram amaldiçoadas por blasfemar Atena, e dependendo da interpretação a Medusa não era imortal porque a Atena se relacionou com Poseidon (e por Poseidon e Atena se odiarem, Atena amaldiçoou mais ainda por vingança), e que em outra versão a Medusa foi abusada por Poseidon, e Atena, não querendo admitir uma interação com o tio que ela odeia e vendo aquilo como traição, a amaldiçoou?
 Perseu degolou Medusa pra usar a cabeça dela como arma contra um rei que tava assediando a mãe dele, e essa estátua de Luciano Garbati inverte isso pra representar a subversão do machismo estrutural e da injustiça a vítimas de abuso.
 Então, Freud comparou a visão petrificante com um choque de realidade, e Perseu decapitando Medusa com um tipo de "castração" que o jovem sentia ao descobrir que mulheres não têm as mesmas genitais que os homens, o que parece idiota, mas numa época em que não existiam "livros pornô", nem revistas, fotos, filmes, vídeos, e a sociedade era tão distanciada dos impulsos sexuais e ensinada a odiá-los, que Freud chamava de "complexo de castração", isso era praticamente um evento canônico masculino, já que na época jovens não tinham tanto acesso a artes sexuais, e isso durou mesmo umas décadas depois.
 Freud também desenvolveu, com base no conceito de Consciente, Inconsciente Pessoal e Inconsciente Coletivo do Carl Jung, o conceito de Ego, ID e Superego, que praticamente as duas teorias psicológicas se completam, como:
  • Consciente: Camada em que controlamos nossos pensamentos e atitudes, a parte racional que era apenas a superfície da mente humana. Freud chama a parte puramente racional de Ego.
  • Subconsciente ou Preconsciente: Camada intermediária entre racional e irraccional, como o Superego, que envolve as morais que a pessoa pode tanto construir culturalmente quanto carregar emocionalmente, ou também conhecimentos que se aprende inconscientemente, mas podem ser usados conscientemente, como a experiência e conhecimento.
  • Inconsciente Pessoal: Pra Freud, é o ID, ou Identidade, que envolve instintos, emoções, memórias e impulsos, são elementos mentais extremamente complexos de controlar, mas ainda assim compreensíveis.
  • Inconsciente Coletivo: Pra Carl Jung, essa camada seria algo também inconsciente, mas que não se limita a pensamentos e instintos pessoais, mas sim carrega arquétipos que todos têm acesso. Pra Jung, as camadas inconscientes, como as ideias pessoais e os arquétipos, são necessários para a Imaginação Ativa, um método criativo de criar ideias diretamente da própria cabeça, sem referência externa.

Escrevi isso aqui por puro tédio e meio que como um desabafo pra reclamar desse tipo de coisa que eu vi, que pra uns pode não ser grande coisa, mas é pra esmagadora maioria e podem até deturbar arquétipos e conceitos normais, que nós podemos criar pessoalmente ou coletivamente, e é necessário termos uma certa ética pra controlarmos o que iremos falar, expressar ou propagar, já que mesmo que palavras não nos machucam, elas podem motivar atitudes que irão nos machucar.

Até mais!