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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

5 de mar. de 2025

Por que escrevi tanto!?

Depois de 10 contos em sequência durante um feriado prolongado de Carnaval, eu sinto que pude libertar várias ideias que estive acumulando antes e que eu pude expressar em uma longa variedade de histórias. Era um conjunto de contos que eu estive acumulando na cabeça, e assim como eu tirei tempo de assistir ao Dragon Ball Daima e ver o quão bom é esse anime (e ver o quão retardada é a comunidade de animes pra catar pelo em ovo pra falar mal do anime só pela modinha, ou o quão degenerada a fandom de Dragon Ball que fica discutindo à toa sobre níveis de poder e lógica canônica), eu também tirei pra escrever esses contos e preencher mais uma vez esse site.

Vida Secreta da Vovó
Esse conto foi feito pra ser surreal, com personagens principais sendo raposas humanoides e uma história feita pra ser uma aventura com múltiplos mundos diversificados e inesperados, e mesmo que me dissessem que a história não fizesse o menor sentido (que não vou citar nomes, porque foi só uma pessoa mas é uma webamiga que tô considerando), vou deixar bem claro que nem tudo é feito pra ser completamente analisado. Óbvio, ver alguma obra com atenção, vendo detalhes visuais, auditivos e narrativos, é bom, mas muita das experiências que a gente tem que importa de fato são aquelas que a gente absorve inconscientemente, ou seja, só lendo ou assistindo, e até com músicas pra ouvir, nunca conscientemente, que é de descobrir o sentido ou dar um pro que acabou de consumir.
No fim vivemos num mundo absurdo, uma esfera rochosa rica em água e vida, e que somos frutos de um monte de macacos calvos com ego inflado que acharam que era uma boa ideia pagar pra viver no próprio mundo em que nasceram, se isso não faz sentido e não questionamos, não é um mundo com mundos coloridos, raposas falantes e magos surfistas que terá que fazer um sentido e ser questionado.

Até que era pra ter mensagens mais sérias ou reais, como não usar drogas (nem falando do mundo mágico e doido, mas de por exemplo, quando a Anaria recusa uma bala das mulheres-águas-vivas e já é reprimida com um aviso ruim de que ela poderia não voltar, como se elas estivessem a chantageando pra aceitar aquela última área), mas uma das mensagens mais óbvias que teve foi do celular (e sobre como ficar muito preso em telas só pelo tédio e não pra algo útil como um entretenimento mais completo ou até pra aprender, faz mal, e a Anaria tava aproveitando um mundo novo por tudo ter sido um entretenimento maior que o celular poderia trazer).

Qual é o elemento da vida?
Esse conto eu fiz baseado no "Where did life go" de Doctor Nowhere, que embora não seja de terror, foi bem bizarro e estranho, mas com uma mensagem boa de apreciar a vida nos mínimos detalhes, mas com a adição de magos (algo que sou fascinado, ainda mais aqueles de ilustrações de fantasia ou algo como os livros do Tolkien), mundo dos sonhos, alquimia (que eu reutilizo itens do Projeto Dream) e astronomia (que leva ao contexto do mago ver o mundo humano) e uma crítica à urbanização excessiva (que chegam a ser problema sério no Sudeste que inclui o estado SP), esse foi mais fácil de explicar.

14 dias de Kubler Ross
Kubler Ross tem o nome baseado Elisabeth Kübler-Ross, uma escritora e psiquiatra suíça (além do Carl Jung, agora tenho mais uma psicóloga pra inspirar minha arte, pois é; e apesar da coincidência, nenhum momento da história sobre melhoria de vida, arte ou psicologia eu inspirei em Bob Ross) que escreveu os 5 Estados do Luto (que tentei representar com a Susaninha sendo a Negação, a Valéria sendo a Raiva, a Maria sendo a barganha e o Kubler sendo a depressão, e a Betina sendo a Aceitação), somado com uma crítica ao 6x1 (que faz mal pros trabalhadores justamente por causa dos trabalhos muito pesados ou muito repetitivos, com clientes filhos da puta e tanto estresse que nem o dia que sobra consegue aliviar) e à escravidão (seja da analogia entre essa e o 6x1 ou contra a escravidão colonial, ainda mais pela família Ross ser de pessoas negras comuns).

Pilar da Vida
A ideia inicial era pra ser só um conto pornô, mas com o tempo deixei isso de lado porque não seria o suficiente e claramente ninguém que quisesse tornar minhas produções mais profissionais teria interesse, então adicionei esse contexto de mundo mágico (reutilizando itens do Projeto Dream, como os pontos carteais elementais mas invertidos, as pedras mágicas e as flores mágicas), gênios (que eu misturo a ideia de realizar desejos com esse contexto de desejo sexual) e também Platonismo por trás de uma mensagem a favor dos LGBT+ (com aquilo do "conceito de sexo e gênero" que seria maior e mais genuíno, e qualquer variedade seria algo "particular" - ou seja, quando é algo individual e físico feito do tal conceito).

Choro das Corujas
Esse conto eu fiz reutilizando uma ideia de personagem que eu ganhei do meu webamigo Nicolas, eu ainda vou usar a personagem em si (Irene a Coruja) pra artes adultas, enquanto o Choro das Corujas só reutilizou o conceito pra um contexto mais sério.
As corujas de Choro das Corujas obviamente usam roupas normais e são de uma história séria, diferente da Irene, e esse conto foi usado pra explorar um cenário extremamente triste, distópico e niilista (com a citação dos Arbrestes poderem estar mortos tendo a ver com a frase de Nietzche, sobre Deus estar morto, que é uma metáfora ao quão sem esperança está o mundo ou o quão sem propósito espiritual está a vida).

Era Uma Vez...
Pinóquio

Eu fiz misturando o conto do Carlo Collodi com o filme antigo da Disney, seja pelo Pinóquio ter sido feito de uma madeira falante, ou o Pinóquio sendo enforcado pelo gato e pela raposa, enquanto tem a história do Pinóquio sendo engolido pelo dragão Oniryu (que, assim como substitui a Baleia Monstro, tem também uma referência à Segunda Guerra Mundial, seja pelo dragão ser japonês e ter nomes japoneses, ou por ter também o chefe chamado Hanz, de um nome alemão, e os personagens no geral sendo italianos) e depois vomitado pra fora e ressuscitado em uma forma humana, mas algo que eu cito é que eu odeio o Carlo Collodi e a versão dele do Pinóquio.
Contos de fada, ou Fábulas, têm como propósito usarem histórias mágicas como exemplo pra contar uma lição, alguns eram agressivos antigamente (como a Chapeuzinho Vermelho, a Cinderella e João & Maria), mas bem, o conto do Collodi do Pinóquio é bem escroto, e não é violento porque "os tempos eram outros" ou pela mensagem mais agressiva como eu disse, era só algo edgy, com o Pinóquio agredindo o Gepeto, incriminando ele, matando o grilo que tava o avisando que ele tava fazendo merda, vendendo o livro que o Gepeto comprou vendendo itens pessoais dele (porque aparentemente um carpinteiro, duma época que a madeira era ainda mais necessária, era falido) pra comprar bilhete de circo (porque do nada uma madeira que acabou de ganhar corpo já começou a se importar com entretenimento barato), e por algum motivo, além do grilo falante, também a fada dessa versão do conto também morre do nada e sem o menor peso, e o Pinóquio dessa história tem necessidades de comer e dormir (algo bizarro, porque ele é só madeira, não tem órgãos), só pra ter a mensagem de que "a vida não é um conto de fadas" (o que perde o sentido, por causa das coisas mágicas que foram mostradas e até uma delas avisando o Pinóquio dos problemas, deixando a mensagem desnecessária e inútil), por isso que misturei com versões mais felizes como a da Disney, e também elementos originais que adicionei (como o Consciência namorando a Mable, ou a irmã Giulia e a fada que a levou ser aparentemente também a Mable, e o bar de refrigerante e o dragão Oniryu).
Foi até que apertado pra adicionar os momentos do nariz do Pinóquio crescendo justamente por eu precisar de momentos em que ele não conseguiria esconder algo com mentiras, e por isso adicionei coisas como o Pinóquio usando o nariz como gancho, ou quando o Pinóquio é despedaçado eu detalhando que ele perdeu o nariz.

Branca de Neve e os Sete Anões
Essa versão também misturei um pouco a versão da Disney (inclusive assisti à versão antiga enquanto escrevia) e o conto original (embora muito pouca coisa, como a Rainha Má, disfarçada de velha, mordendo a maçã pra mostrar que não era envenenada, porque no conto original a Rainha Má enganou a Branca de Neve umas três vezes, com um pente envenenado, um espartilho que a Rainha Má aperta até quebrar a BdN, e depois a tal maçã, além do Príncipe Encantado não ter curado a Branca de Neve a beijando) e um pouco de mitologia (entre os elementos mitológicos, adicionei o fato dos anões terem magia, pra completar com a personalidade e função de cada um, assim como contextualizá-los ao reino da Branca de Neve e da Rainha Má, uma citação rápida do Valhalla), e há referências históricas (como a Revolução Francesa que cito logo abaixo, e Brasil Colonial por ter uma estátua de madeira escondendo pedras preciosas, referência ao Santo de Pau Oco), e também tive um mini esforço pra adicionar também detalhes como terem sido três caçadores (inclusive com uma pequena comédia com eles falhando em matar ela, e também um contexto de como eles enganam a Rainha Má com um coração de porco em vez de aparentemente dar uma caixa vazia).
Teve também na minha versão a Branca de Neve ajudando os anões a curarem os problemas deles e deixá-los mais fortes, o que consequentemente é retribuído com os anões vingando a morte da Branca de Neve (e o Zangado decapitando a Rainha Má, além de combinar o final da versão dos Grimm, em que a Rainha é executada, com Revolução Francesa por ter uma rainha chamada Antonieta sendo decapitada, também o anão mais irritado seria o que mais combinava com a cena), e até o Príncipe Encantado ressuscitando a Branca de Neve de outra forma (que foi bem mais íntimo, mas teve esse simbolismo da tal poção feita de felicidade do reino, e o nome Encantado de Castela foi meio que uma sacada que fiz em, assim como Branca de Neve era mesmo o nome da personagem e não só um título, também tem Castela no nome, sendo o reino mais conhecido e influente da Espanha).

Cinderella
Aproveitei que na versão original em livro o nome da princesa era apenas Ella, e lembro que em uma das versões Cinderella vem de Cinder (um tipo de cinzas grossas, geralmente cinzas vulcânicas ou de madeira muito mal queimada, que até aproveitei pra dizer que tinha a ver com as cinzas que a Fada Madrinha transformou em diamante, que por sua vez eu misturei com uma das versões live action da Disney, em que os sapatos eram de uma magia diferente que a Fada Madrinha usou e por isso não desfizeram com a Meia Noite), porém, sendo direto ao ponto, foi até que simples e curtinho porque aqui a madrasta e as irmãs não eram tão más (a madrasta que era muito rígida, uma irmã era a típica irmã odiável, e a outra era até boazinha; os nomes Iana Durand, Ella e Selene tinham algo a ver com ID/Instinto, Ego/Consciência e Superego/Moral), e tem também o príncipe, Freudrich, tendo Freud no nome, sendo Sigmund Freud o pai da psicanálise (que evoluiu pra psicologia e psiquiatria) que fez o conceito de ID, Ego e Superego que também uso como base pra magia em Projeto Dream.
E o título dessa versão minha tem um easter egg com referência à frase "My name is Bond, James Bond" do 007.

A Bela e a Fera
Essa história eu fiz com mais base em ideias originais, com um pouco da base na Disney (seja por ser a versão que mais conheço ou pelo design que desenhei no post desse conto), porém, assim como o da Cinderella foi bem curto e simples, nem adicionei alguma subtrama com o Gaston ou um equivalente, mas sim uma história com a nobre Julia, que seria, no título, a tal Feia, com base no título O Bom, o Mau e o Feio, aquele livro de velho oeste também muito popular e importante pro cinema.
Sobre a Fera, eu desenhei com cabeça de javali, cabelo de leão, orelhas de cabra, olhos de cobra, chifres de boi e de rinoceronte, mãos de urso e cauda de cavalo, e nessa história a Fera era temida mais por ter sido algo como um ditador pra aquele povo que por ser um monstro a ser abatido, e baseei inicialmente a origem dele no folclore brasileiro (especificamente a origem dos lobisomens segundo a lenda brasileira) e adicionei um pouco de citações cristãs (como a associação da Fera a demônios, ou o simbolismo da cruz pra cima - Jesus - ou pra baixo - Pedro, que foi crucificado de ponta cabeça por se ver indigno de ser "morto igual ao seu mestre", assim como este também é associado a um livro chamado Apocalipse de Pedro, que apesar de não ser escrito por ele, é um livro sobre apocalipse e uma rede de punições violentas e simbólicas -, ou o sonho final da Bela tendo uma certa inspiração nas profecias do capítulo 7 de Daniel).

Planolândia
A Planolândia eu já sabia muito dessa história porque eu via o Carl Sagan, o Davi do Ponto em Comum e o Pedro do Ciência Todo Dia falando sobre essa história como um tipo de introdução pra falar de quarta dimensão, e até vi algo parecido em Miekagure dum vídeo do Tropia (que no trailer do jogo eles usam uma versão 2D do jogo com momentos 3D pra explicar como seria o jogo normal, que é 3D que usa a quarta dimensão pra explicar o salto dimensional do jogo), assim como eu já joguei Fez (um jogo de plataforma 2D com uma feature de movimentação 3D e lore envolvendo essa tal manipulação dimensional, e que eu recomendo que joguem pois a experiência é realmente única), e a Planolândia eu usei um pouco mais baseado em uma das intenções originais do conto, que era criticar as classes sociais e o conservadorismo.
Obviamente tem uma introdução na versão minha de "uma nova era em que homens são triângulos e mulheres são círculos", que fiz pra criticar a Damares Alves falando que "estavam numa nova era em que menino usa azul e menina usa rosa" (que é ridículo ao limitar o gênero e a moda, seja de jovens ou adultos, a cores básicas, enquanto defendiam ideologias ultrapassadas, e obviamente, mesmo eu sendo contra o Bolsonaro e o PSL atualmente, eu ainda sou contra o Lula e mais ainda contra o PT num geral), além de referências momentâneas a um tal George Stinney (que foi condenado à cadeira elétrica por um crime que nunca cometeu e só foi descoberto inocente um século depois) e George Floyd (que apesar de não ter sido inspiração total do quadrado George, também combina por ele ter sido morto de uma forma bem injusta e sem ter feito nada de errado no momento que aconteceu), e um pouco de crítica a famosos como P Diddy e Epstein (que, assim como os triângulos, eram influentes e estavam fazendo coisa errada com gente mais vulnerável) e ao Heinrich Kramer (um monge que escreveu o Malleus Maleficarum, um livro que incentivava e ensinava a torturarem e matarem mulheres por qualquer mínima acusação de bruxaria, algo que, além de desumano, digamos que foi muito atrasado, porque foi a umas décadas depois do fim da Idade Média, em que já estavam usando o Renascimento na arte e o Iluminismo na filosofia, que questionavam a autoridade da Igreja).
A Esfera interferindo na Planolândia da minha história foi bem mais intenso por ter uma intervenção mais ativa da Esfera, assim como teve ela alterando a realidade pra dar mais força aos quadrados, e também tendo, assim como no conto original o quadrado saindo da Planolândia, aqui a Esfera mostrando a Segunda Dimensão pro quadrado, o que misturei com como se tivesse surgido uma religião ou idolatria na Segunda Dimensão dessa minha Planolândia, que aliás, era dita antes como plana e sem cor por justamente essa ligação entre a Terra Plana (relacionado ao plano, ao reto e ao ultrapassado) e autoritarismo (seja pelos triângulos ou por ser até mesmo um reino dito como antes sem cor e com castas com base em formas e cores).

Cada conto tem suas próprias mensagens, contextos e emoções que dá pra extrair, mas uma mensagem que todos eles têm em comum é de aproveitar a vida, e cada conto fala sobre vida, morte, ressurreição ou perspectiva de vida num geral.

Falando em ressurreição, algo que me irrita muito são essas pessoas """cult""" que reclamam que ressurreição em histórias tiram o peso da morte, o que por mais que seja compreensível, até esse raciocínio tem limites, eu tinha uma webamiga que, a qualquer momento que eu falava de ressurreição, ela reclamava e não gostava quando eu argumentava.
Eu sinto que muitas pessoas têm simplesmente fetiche com a morte (não falando de necrofilia, calma, é justamente sobre as pessoas terem um prazer estranho em personagens morrendo e não voltando), ou são edgy, que acham que pode todo tipo de poder menos trazer pessoas ou seres de volta, não pra "valorizar a morte" (porque há personagens numa história que podem ter o tal propósito de morrerem, ou continuarem a jornada, ou terminarem a jornada vivos, tudo tem um contexto pra esses casos, assim como, se as regras são bem estabelecidas, a ressurreição pode ter até mais valor que a morte), mas por algo como o que eu reclamei do Carlo Collodi, de serem edgy e com a mensagem barata de "a vida não é um morango", ou de tentar filtrar a realidade porque "sério e mórbido = realista" que muita gente repete que nem papagaios.

De qualquer forma, como eu disse antes, aproveitem a vida, porque diferente da fantasia e da ficção, aqui ela é só uma e não vai voltar se você desperdiçar, aquele desenho que você deixou de fazer por achar que seria fácil demais, ou aquela caneca do Sonic que você deixou de comprar porque na sua cabeça era muito cara, ou as semanas que você poderia tar estudando logística, história e física mas você gastou reclamando do Oscar desse ano e que o café tá caro, você só tá jogando todo esse tempo fora enquanto mente pra si mesmo que tem tempo infinito, a Terça-Feira que vem é totalmente diferente da Terça-Feira passada, mas a sua carne é sempre a mesma não importa o quão bem ou o quão ruim você trate, e no leito de morte você vai tar lamentando as oportunidades que você negou.

Não se esqueçam!

Era Uma Vez, A Bela, A Fera e a Feia

[Esse conto não marcou tanto a minha infância, mas eu gostava muito do design da Bela e da Fera da Disney antiga, e um tanto do live action de 2017 que consegue ser bem belo e gracioso, e também, embora eu não tenha visto o filme A Forma da Água, do Del Toro, ele me lembra um pouco A Bela e a Fera misturado com a Criatura da Lagoa Negra, mas focando na Bela e na Fera, e mesmo sem nenhuma insinuação furry, eu gosto dessa interação amorosa entre humanos e monstros, assim como, na medida certa, eu gosto dessa ideia de história com humanos sendo piores que os monstros]

Era uma vez, uma nobre família real que liderava na Espanha, e que teve sete filhas e apenas um filho, que embora esse filho nascesse mais sábio que todos do reino, ele era monstruoso, e mesmo que os monges tentassem matar o filho pelo rei e pela rainha, o próprio garoto, no primeiro dia de vida, o avisou que, se ele morresse, todo o reino sucumbiria. O garoto cresceu forte e alto, mas agressivo, difícil de controlar, e enlouquecia à Lua Cheia, aos poucos ele ficou mais animal e bestial, e quando ele matou o próprio pai, ele foi nomeado rei daquele reino, era difícil ter amor além do que a mãe e as irmãs traziam, e sabedoria além do que ele viu com os monges, e sozinho depois de adulto, ele ficou mais frio e cruel, as pessoas tinham medo de contrariar e eram fracos demais pra enfrentar ele, e os guardas protegiam o povo do rei, ao invés de proteger o rei do povo.
Bela de Las Nieves é uma filha de um sapateiro bem gentil e uma costureira bem bonita, que buscava ajudar sua família o quanto podia nas ruas fedidas que vivia, e ela escrevia e desenhava como podia imaginar essa Fera, o que leva uma nobre horrorosa, chamada Julia Juana, a contar uma fofoca sobre uma burguesa da baixa casta que estava interessada no Rei Bestial, o que leva um mensageiro enviado por essa Fera a anunciar à família de Bela, em que ela precisava ver o rei urgentemente.
Foram pedidos os tecidos mais leves, os corantes mais vibrantes e um perfume que purificasse o odor dos meses suados de Bela, e levada por uma carroça até o castelo, foi bem recebida pelo rei, que acompanhou a jovem moça ao castelo atualmente só habitado pela própria Fera e seus criados, enquanto a mãe faleceu da peste e as irmã se casaram com gente de outros reinos, naquela solitude, a Bela podia finalmente confortar o seu coração.
Paralelamente, Julia veio a ajudar os pais de Bela, pagando algumas despesas com moedas que, se coubesse na fortuna dela, teriam espaço que parecia infinito, e o cavaleiro marido dela, conferindo a casa, vê que estava feia e caindo aos pedaços, o que leva ele e Julia a convidarem um dos seus vassalos para ajudar os pais e os irmãos da Bela a limparem a casa, e de tábua em tábua, eles conseguiam limpar as partes sujas e trocar as partes podres, estava tudo tão renovado que, pra alguns, não era a mesma casa, mas pra quem esteve fazendo parte do processo, se via que era a mesma casa, apenas limpa e restaurada. A Fera, não apresentando tantos problemas de antes, soava bem diferente do que Bela achava, e vendo as cruzes invertidas nas paredes e uma pintura macabra próxima da cama, ela foi procurar saber o porquê daquilo, mas Fera admitia.
"Meu pai nunca teve um filho homem antes de mim, e pra me conceber, ele se deitou com a princesa dos demônios, e como pode ver, nunca apareci numa igreja, nunca me batizaram, e as cruzes parecem tão estranhas pra mim, mas algo que eu lembrava é que o amor me fortalecia, e me deixou distante da minha linhagem das trevas, mas hoje me dizeram que uma Lua de Sangue está a caminho essa noite, se esconde no meu quarto e vire as cruzes quando o sol se pôr"
Bela estava escondida e assustada, não entendia por que todo esse processo, ou se eles iriam sobreviver juntos, mas quando a Fera, insana, quebrava a porta do quarto enquanto carregava o corpo de um cavaleiro, a Bela segurava uma cruz para cima e outra para baixo, e aquilo aparentava paralisar a Fera.
"É uma cruz de Cristo e outra de São Pedro, lembre-se, você não é como nós humanos, mas é tão imperfeito quanto eu, mas eu já vi homens serem piores que você, por favor, Rei Fera, se controle, eu te amo"
A Fera adormece, e deixado na cama em segurança e com Bela dormindo no quarto de uma das irmã, ela sonhava então com oito mulheres,uma mais nova que a outra, derrotando uma figura irreconhecível, maligna, de 10 chifres e um corpo feminino que misturava vários animais, e elas acenavam à Bela, e subiam ao que parece o Céu. A Fera acorda e estava o mesmo, porém, sem o mal de seu sangue, e a Bela, então, o abraça, e com um casamento sendo anunciado, eles viverão felizes, a mãe da Bela estará mais próxima da nobre da qual se tornou amiga, e o pai e os irmãos agora faziam roupas mais limpas e de melhor qualidade pros nobres, e podiam tomar banho uma vez por mês agora, e a Fera teve 12 filhos saudáveis e humanos com a Bela, que irão herdar seu trono.

Fim!

Era Uma Vez, Ella, Cinderella

[Depois do sucesso do conto de Pinóquio e Branca de Neve, eu resolvi fazer esse da Cinderella e planejo pelo menos um da Bela e a Fera, fora isso, nada a declarar além disso, e garanto que também será bom mesmo que seja mais curto]

Era uma vez, no Norte da França, uma bela jovem gentil chamada Ella Blucoeur, porém, cujos pais foram mortos misteriosamente, e a amante do próprio pai, chamada Amélie Durand, junta com suas filhas bastardas, resolvem tomar conta da casa da agora órfã Ella, e por um tempo, parecia seguir normalmente, porém, Ella começou a limpar bem mais a casa para a sua família nova quando voltava da sua escola, e embora a irmã Iana Durand desprezava a Ella e até sujava mais ainda a casa, andando de sapatos sujos no chão recém-lavado, fingindo limpar enquanto esconde poeira debaixo dos tapetes caros de herança da mãe da Ella, ou deixando migalhas do que comia para que aparecessem ratos que se escondiam nas paredes, a outra irmã, Selene, ajudava o máximo que podia, embora ainda tivesse medo dos ratos e mal conseguia lidar com as poeiras, a madrasta só fingia que nada estava acontecendo, porém, terá um baile durante a noite seguinte, que terá uma bela Lua de Colheita.
Mas, dos vestidos que tinha, mesmo tendo dois vestidos, tinha quatro mulheres na casa, e a Amélie, pensando no que fazer, até pede ajuda pra Ella escolher quais usarão, e Ella, se importando com as irmãs novas, dá os vestidos pras duas, e diz pra elas poderem ir, a madrasta Amélie achava estranho, mas aceitava, e elas três, com Amélie tendo seu próprio vestido, ia com as irmãs naquela noite, enquanto Ella limpava a casa, e só tinha os ratos para com quem conversar, no entanto, das cinzas grossas, antes cinzentas da madeira queimada da lareira, agora amarelas como girassóis de verão, se levantava uma fada de cabelos, roupas e asas amarelas, que dizia a Ella que foi madrinha da mãe dela, e podia resolver aquilo, e pedia para ela e os ratos saírem da casa para a magia acontecer, e com um canto de palavras mágicas que só a fada entendia, a maior abóbora do campo virava uma carruagem, um casal de esquilos vira um cavalo e uma égua, alguns dos ratos ganham formas humanas para acompanhar e servir à Ella na viagem, a casa já estava limpa, com cada poeira e cinzas sendo acumulada sobre as mãos da fada que, enquanto a roupa velha dela virava um vestido de gala azul como safira, a fada com a própria força transformava aquele pó em diamante, e depois remodelava em sapatilhas que encaixavam perfeitamente nos pés da Cinderella, era encantador.
Porém, a Fada Madrinha não terá muito tempo, pois ela terá que ir embora à Meia Noite, junto com sua magia, como no casamento da mãe dela, e então, Ella, com pseudônimo Cinderella para o baile, vai ao baile com aquela carruagem, com seus companheiros meio ratos, guiada pelo casal de cavalos, e então, Cinderella ganha a oportunidade de dançar com o Freudrich, um filho do rei que começou aquele baile, e que estava indeciso com quem dançar pois, entre as feias, tinha Iana e Selene, e entre as bonitas, todas pareciam iguais demais, e parecia que ele já dançou com todas mas não teve interesse suficiente, e então, Cinderella e Freudrich dançam alegremente, a Iana estava brava, a Selene estava feliz, e Amélie não entendia, mas nem a Cinderella teve muito tempo, e dizia que tinha que ir embora, com ela e seus companheiros animais tendo que ir embora antes que tudo se desfizesse, o vestido voltava a ser um vestido vagabundo de faxineira, a carruagem se desintegrava em uma abóbora rachada, e o rato cocheiro e o rato bagageiro jogam Cinderella para se segurar nos cavalos, mas enquanto os servos voltavam a serem ratos, os cavalos voltavam a serem esquilos, e Cinderella, apressada, volta pra casa, deixando os sapatos para trás, que saíram dos pés devido ao acidente.
Os sapatos não eram transmutações, mas remodelações, do diamante que a Fada Madrinha coletou sem uma magia prévia, tal qual a carruagem de abóbora, e por isso se mantiveram, e a Amélie e suas filhas, sem entender, acharam os sapatos depois de restos da abóbora, achavam que a tal princesa havia morrido, e levaram os sapatos embora. Iana tentou calçar, mas eram apertados demais e espetavam suas unhas recentemente encravadas, e Selene caçou também, mas eram grandes demais, até se soltavam fácil, restou Cinderella, que calçou e, com medo de alguma repressão, contou como foi, a madrasta Amélie, curiosa com aquilo, a diz uma coisa.
"Mas por que fugiu?"
"Como eu disse, eram mágicos, mas também condicionados a desaparecerem à Meia Noite, nem sei como eles continuam intactos"
"Bem, talvez seja um sinal?"
"Mas que sinal?"
"Cinderella, o príncipe gostou de você, não só por ser bonita, mas por se destacar entre as demais, se você quer mudar de vida, basta pedi-lo em casamento"
Cinderella, entendendo da madrasta, tira um tempo criando um vestido novo, levemente parecido com o que usou na última noite, porém, o vestido saiu levemente feio, desarrumado, até do tamanho errado, mas arrumando e recosturando, ela foi corrigindo o vestido, não era nem um pouco perto da perfeição daquela noite, mas devia ser útil, e com o vestido e os sapatos, ela veio ao castelo onde estava Freudrich, e pediu ele em casamento. A madrasta Amélie foi a madrinha e a Selene foi a dama de honra, e Iana, vendo que perdeu muita coisa, buscou se desculpar com a Cinderella, e não sendo perdoada, ficou de castigo por um mês, a Selene pôde namorar um sapateiro da cidade, e a Iana continuou morando com a mãe e ajudando na casa, até namorar um carpinteiro que pôde ajudar ela a mudar de vida, mas Cinderella e Freudrich viveram felizes do jeito que estavam.

Fim!

Planolândia: Não Pense Plano

[Eu já tava planejando desde antes alguma história sobre Planolândia ou, como qualquer canal sobre ciência, associar àquela hierarquia 2D, 3D e 4D, mas eu pensei em usar como crítica a conservadorismos e conspirações, e criar um final próprio e bem mais maluco]

Uma dita nova era estava sendo anunciada, os homens tinham que ser triangulares, e as mulheres tinham que ser circulares, e os quadrados eram forçados às ruas mais baixas da Segunda Dimensão, ditos como menos inteligentes e mais fracos, enquanto os quadrados masculinos acreditavam que algum dia se tornariam triangulares pela meritocracia, e aqueles quadrados minimamente mais escuros ou "sujos" eram perseguidos por quadrados brancos e ignorados pelos triângulos e pelas círculas, como o quadrado chamado George, que foi condenado à piscina de espinhos como silenciamento, enquanto ele investigava um grupo de triângulos que estavam abusando de um grupo de escravos quadrados, e havia lendas de círculas usuárias de bruxaria que estariam ameaçando os triângulos e quadrados, também levando muitas círculas injustamente à piscina de espinhos, o lugar mais tenebroso, temido, quente e baixo da Segunda Dimensão, e aquelas lendas não tinham base numa ameaça, era criada por triângulos sacerdotes para aumentar o poder dos triângulos da Cidade do Céu, assim como alguns triângulos mercadores estavam promovendo, além de esquemas triangulares em que os quadrados acreditavam que poderiam se tornar triângulos, também a venda de jogos de aposta e aplicativos que distribuição de circulérios, algo como as moedas da Segunda Dimensão, só de estar lendo os "papéis venenosos", como os quadrados conheciam os livros, pois eram proibidos de aprender a ler, e os livros que chegavam ao Feudo Seco só contavam mentiras e contos inúteis.

Uma Esfera Dourada, vindo do Reino Absurdo e vendo um mundo tão plano e descolorido, se indignava, e como um moleque sem nada pra fazer com uma lupa e perto de um formigueiro, a Esfera usa do seu lápis dourado para, desenhando e desenhando as cidades, ela remodela alguns quadrados para que tivessem diferentes tamanhos, portes físicos e sejam coloridos, os triângulos e as círculas não entendiam o que estava acontecendo, e o sacerdote Kramer, que estava escrevendo sobre caçar as "bruxas", ordena que atacassem os quadrados, porém, os quadrados e as quadradas estavam muito mais fortes e com uma cidade muito mais aliementada, e massacram os triângulos e as círculas, e declaram a sua nova república, em que os quadrados, embora tivessem classes com base na sua força, estavam melhor destinados a uma vida digna, e acreditando num tipo de "deus de ouro", que era a Esfera, acreditavam agora na promessa de um paraíso, porém, a Esfera uma vez se manifestou pra um quadrado que parecia isolado, triste e aparentemente querendo morrer, aparentemente porque perdeu os amigos e parentes no passado, e a Esfera Dourada levou o quadrado ao alto, mostrando a ele o mundo novo que ele tinha ao redor, e a oportunidade de se renovar, não dentro da Segunda Dimensão, mas no Reino Absurdo, sem sentido, tridimensional e extremamente colorido, para o quadrado ver o mundo bidimensional que ele vivia e precisava aproveitar, e aparecendo "do nada", com a Esfera deixando em outro lugar, o quadrado triste se dizia estar iluminado, e emitia a sua palavra para que os quadrados possam aproveitar aquele novo mundo que foi garantido a eles, e a Esfera Dourada, se vendo satisfeita, ia embora, deixando todos viverem a sua autonomia.

Fim!