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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

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1 de jul. de 2026

Mais sonhos, videntes cegos e Harry Potter

Dia 27 de Junho: Essa noite eu sonhei com:
  • Eu, meu pai e meu irmão indo ajudar crianças pobres, seja resgatando crianças sequestradas ou seus brinquedos, e numa cena tinha também eu guardando meus próprios brinquedos.
  • Eu usando um computador estranho, o monitor lembra um computador antigo que tinha em casa numa época que tinha dois, o papel de parede era tipo o Windows 7, mas os icons dos arquivos e do Chrome eram tipo o Windows XP.
  • Tinha uma cena comigo e com outras pessoas rindo e fazendo uma piada, tinha uma suposta piada em que o apelido Windows significava que a pessoa trava muito, e bem em paralelo tinha eu usando um Internet Explorer.
  • Depois, no sonho, uma gameplay de TF2, ou um vídeo sobre o jogo, de um suposto jogador chamado Ivan, que é um main Scout com set de uma Espingarda ou Força da Natureza, uma Guilhotina Voadora e um João Pestana, e que segundo a lore o Ivan tinha as personalidades de Olivian (masculino e mais centrado e introspectivo) e Olívia (feminina e mais caótica), ambos ilustrados com versões editadas da Osaka de Azumanga Daioh (o Olivian tendo um cavanhaque e bigode de pilantra enquanto a Olívia era normal, mas tinham tipo a roupa do Scout só que a ilustração era em preto e branco).
Dia 29 de Junho: Essa noite eu sonhei com:
  • Um tipo de episódio alternativo de Digital Circus em que a Ragatha tinha que enfrentar Fúrias (que segundo o sonho, eram tipo as da mitologia romana mas com nomes estranhos, uma delas até mesmo não tinha nome), num tipo de lugar azul que parecia o Meta-Sonho do Projeto Dream, até que aparece um Kinger musculoso pra resolver, segundo o sonho ele tava forte porque estava com ícor no sangue (aquele líquido divino da mitologia grega).
  • Depois mostrando o Morty de Rick n Morty usando um tipo de máscara amarela de plástico e um patinete que é mais rápido e eficiente que o normal, com um visual legal também, e em um tipo de espaço liminar escuro com um monte de máquinas.
  • Também tinha no sonho um tipo de ARG de personagens em forma de bonecas de pano ou madeira com um visual que variava entre góticas com um estilo meio do Pierrot, ou mais vibrantes e similares ao Arlequino, num tipo de "busca para se tornar 9000 de QI" ou "dedicar a 110%", e o lugar parece um tipo de sala típica do Mario 64 e com um tipo de brinquedos de creche.
Como vocês podem ver, o episódio 8 foi bem curto, não por falta de ideias e nem por pressa e nem por cansaço, mera e puramente foi porque realmente a saga deu no que deu e aproveitei um desenho que eu fiz dum Pássaro de Fogo (que a propósito, no design e ideia eu baseei, não só na versão grega ou egípcia, mas também em equivalentes eslavos, chineses e até mesmo a versão capixaba que tem a ver com a Festa Junina) pra colocar numa cena pouco antes de finalizar num tipo de Ultimato, mesmo que envolvendo mais os coadjuvantes e figurantes que podiam realmente ter muito mais a ver, assim como pude despedir os protagonistas do Brasil como gancho pra uma próxima saga que, aí sim, vai ter mais a ver com uns planos iniciais ou antigos do Untitled 2014.

Dia 30 de Junho: Essa noite eu sonhei com:
  • Um tipo de casa de paredes e portas de madeira, cujas salas e portas sempre mudavam e eu até reclamei com o meu pai (que segundo o sonho era quem ficava reformando a casa) que desse jeito não vai ter como sustentar a casa;
  • Depois muda pra uma cena que o Matheus Canella tenta trollar o Luigi, conversa algo errado com algo que dá errado com um vendedor e põe culpa no Luigi (aliás eu lembro que o Mario e o Luigi tinham no sonho uns sprites tipo os do Mario & Luigi de GBA e DS);
  • Não entendi essa parte, mas tinha um ponto falando ou insinuando que o Luigi e o Scooby Doo são judeus e depois segue uma explicação sobre Torás que são Bíblias reimprimidas sem o Novo Testamento;
  • A Enna Suspiria do Projeto Dream fazendo um tipo de programação de jogos indie, jogando um jogo um tanto abstrato mas que envolvia água e era um jogo 2D de visão de cima e que envolvia levar um peixe ou slime pra sobreviver a umas fases cheias de inimigos, com um chefão que nem dentro do sonho entendi como a Enna venceu, mas o bichinho dela cresce, evolui e vira um tipo de sapo de água com o topo da cabeça sendo verde, e a frase "ele agora tem massa!";
  • Teria um ponto no sonho insinuando que a Enna seria gamedev e programadora, e isso já classificando ela e o Naej como "artesãos";
  • Depois, não entendi se era eu ou o Naej, mas o protagonista dessa parte estava carregando um moleque perdido e até comprando um pacote pequeno de Ruffles pra ele, enfim consegui passar o teste que eu tava fazendo de tentar sonhar com um supermercado e foi realmente bem imersivo.
Também eu conversei no Whats com meu webamigo Pato Azul, às vezes ele pede umas ajudas e dicas sobre criação de história ou também referências mitológicas, dessa vez eu tava explicando do porquê que tem tantas histórias de cegos videntes/profetas.

Não tem a ver com uma compensação sensorial (blindsight), senão não seria retratada como "ver o futuro", assim como se fosse assim teríamos videntes surdos, anósmicos (sem olfato), ageúsicos (sem paladar), com anáfia (doença que elimina o tato) ou então profetas com doenças/deficiências fatais como a Hanseníase/Lepra, assim como lendas como o Tirésias e o Fineu dos gregos e o Odin (que não é cego mas é caolho e tem um filho cego chamado Hodr, um deus da escuridão e da noite e que, por uma sacanagem do Loki, matou o Baldur por engano) dos nórdicos são justamente de uma época que qualquer mínima deficiência seria fatal.
 Ao ponto que era comum cegos, surdos e doentes terem que ficar em hospitais (como os leprosários ou o hospital francês Hôpital des Quinze-Vingts) ou em ruas como mendigos (da mesma forma que na Bíblia há muitos milagres de Jesus curando cegos, surdos, surdocegos, leprosos e até mesmo possuídos, que eram todos abandonados → que se considerarmos como a epilepsia era interpretada, a possessão na real era uma interpretação pejorativa da epilepsia assim como Lepra é hoje em dia um nome ofensivo que insinua que a pessoa está amaldiçoada).
 Assim como em povos celtas eles matavam seus filhos deformados por medo de que fossem Changelings (um tipo de fadas colocadas no berço no lugar de uma criança humana, assim como fadas, chamadas no gaélico de sith, eram seres malignos e similares a pequenos demônios), e na Europa medieval as crianças ou deformados eram mortos por serem considerados vampiros (não vou apontar na papagaiada de acusar de bruxaria, pode ter tido muitos inocentes mortos à toa mas de um jeito muito menos exagerado ou supersticioso que isso soa quando narrado no Ensino Fundamental).

O simbolismo e o significado de videntes cegos a gente só entende se entender o simbolismo da cegueira pra esses povos:
  • Tirésias já foi transmutado em mulher por Hera por um longo tempo e, depois de voltar ao padrão, e questionado sobre quem sentia mais prazer, Tirésias foi cegado por Hera por dizer que o homem sentia mais, mas Zeus compensou ao dar a ele uma bênção de prever o futuro e até certo ponto sentir a verdade (clarividência);
  • Já o rei vidente Fineu recebeu poder profético de Apolo (provavelmente pode ter a ver com a fumaça do dragão Píton já que mitologicamente é o dragão cuja podridão faz subir a fumaça mágica do Oráculo de Delfos), mas por um tipo de abuso de seus poderes (provavelmente só prevendo coisas ruins, só prevendo coisa boa pra gente de interesse, ou mentindo profecias para bajular), foi cegado por Hélios (poderia ter sido tipo uma super catarata, considerando que foi logo o deus sol que cegou ele);
    • Ambos apresentam a cegueira como punição por seus interesses, a sua falsidade no passado e a luxúria e talvez gula (considerando que Tiréssias foi bem guloso quando tava transformado em mulher parecia que era nesse sentido, mas não quis dizer isso), e a previsão é porque, numa época que a natureza era misteriosa e, logo, considerada domínio de múltiplos deuses, o futuro ou qualquer outro domínio temporal era dos deuses de maior valor e poder.
  • Na mitologia nórdica Odin fura ou arranca um dos olhos como oferenda para o poço de Mimir, um gigante sábio que tinha o segredo das runas e da magia, em troca ele recebeu corvos mágicos chamados Huginn e Muninn, que podem voar entre os 9 reinos para contar informações ao Odin.
    • Praticamente Odin sacrifica um olho físico, que por ser um olho de um deus filho direto de jotuns antigos valia muito, pra conseguir avatares menores da onisciência.
    • Porém, caso queiram saber, Odin se pendurou na Yggdrasil (às vezes ilustrado pendurado num galho ou pregado com sua Gungnir no tronco dele e da árvore) pra conseguir a magia rúnica, e teve até mesmo que se travestir de mulher pra aprender magia Seidr com a Freya.
      • Eu odeio a versão do Odin pendurado pelo pescoço como se tivesse se matado, é uma parada edgy e emo, além de levar de mais ao pé da letra o Odin se pendurar já que "hang" se traduz como "pendurar" ou "enforcar" e é sempre estadunidenses que ilustram Odin se matando na Yggdrasil.
    • Seidr é magia feminina nórdica, de cura, proteção, maldições (venenos, azar ou alteração sensorial), comum para xamãs e artistas femininas.
  • Na mitologia egípcia Horus (deus do sol e da guerra) trocou porrada com o Seth (deus do caos e das tempestades) e saiu sem um dos olhos, que esse olho teria caído na Terra, explicando o seu uso como um amuleto comum, sendo um símbolo de olho humano com a pupila de um falcão e a essência do Sol, protegendo de inveja, azar e outras maldições, e é a inspiração do Nazar ("olho grego" que na verdade é turco, provavelmente de algumas absorções culturais do Islã no Oriente Médio e África do Norte) e no "Triângulo Illuminati" (que na verdade é um símbolo maçônico do Arquiteto do Universo que se popularizou na nota de 1 Dólar).
  • Na Bíblia o fariseu Saulo (que depois se tornou o apóstolo Paulo) ficou cego e sem comer e nem beber por 3 dias inteiros, ele não tinha poder "mágico" de prever o futuro mas depois de se converter ele se recuperou e, durante sua jornada, foi um apóstolo importante e o santo cujo nome inspira um dos maiores estados do Sudeste brasileiro em economia, comércio e um dos maiores em futebol.
    • Falando em São Paulo, apóstolo e discípulo são coisas diferentes, por padrão um discípulo apenas aprendendo o ensinamento e a mensagem, o apóstolo sendo quem aprende e espalha a mensagem, por exemplo os 12 Apóstolos sendo mais que alunos, mas também quem espalharam o evangélio de Jesus.
  • Em Warhammer 40k os Astropatas são Psykers cegos que fazem a comunicação interestelar do Imperium, dependendo da versão eles são cegos por terem se sobrecarregado tendo que ler a Warp a longo prazo de seu cargo ou ficaram cegos como parte da ligação de alma (soulbinding) que torna eles resistentes ao Caos e até mesmo à insanidade.
  • Em Darkest Dungeon tem um boss que é um profeta sem olhos e que os ataques "mágicos" dele envolvem trazer visões horríveis a partir dos olhos nas mãos dele ou fazer escombros caírem por presságio.
  • Nos livros de Duna (spoiler do livro Filhos de Duna) o Paul Atreides fica cego e usa por um tempo a sua Presciência (um poder de prever o futuro por cálculo de probabilidade, possível pela Especiaria) pra se orientar e acho que esse é o único caso que realmente a previsão do futuro age como blindsight.
  • Em Trench Crusade e em Jojo's Bizarre Adventure parte 6 tem snipers cegos, a diferença maior é que os snipers de Trench Crusade usam orientação divina enquanto o Johngali A usa um stand de vento, e a parte 6 tem umas contrapartes legais com a parte 3, como o Johngali lembrando o N'Doul que é um cego que usa um stand de água e também é super preciso (N'Doul conseguia matar mosca com uma pedra que ele bateu com uma bengala).
  • Em Steven Universo tem as Safiras e a Garnet, que não são cegas mas sempre escondem os olhos (no caso das Safiras combina mais já que o cabelo delas sempre cobre o olhão delas), mas não creio que Steven Universo ou então sua autora Rebecca Sugar teria elaborado um simbolismo complexo ou uma inspiração sofisticada quanto eu acabaria fazendo parecer (presumo que ela tem certa inspiração no Olho de Hórus ou no mero simbolismo dela ter uma visão mágica e um olho bem grande).
    • Steven Universo tinha um roteiro tão à moda caralha que o próprio Ian JQ teve que fazer um misleading ("Yo her name is Rose QUARTZ") porque o roteiro tava muito óbvio e... Ficou a fandom validando por anos sapoha e aí foi mostrado que a Rose era mesmo a Diamante Rosa kkkkkkkkkkk
    • Eu zoo o Rick n Morty por ser um desenho que desrespeita os próprios fãs, mas além de hoje em dia ter episódios que recapitulam ou homenageiam episódios antigos, a galera do Rick n Morty pelo menos SURPREENDE os fãs ao invés de ter que mentir na cara dura pra adiar e depois falar "uwu, era aquilo que eu falei que não era todos esses anos" e fingir que era mesmo um plot twist.
Por enquanto tô sem ideia de como continuar outras histórias pendentes ao passo que também o Untitled 2014 e até o Projeto Dream podem esperar, mas antes de terminar quero falar um pouco de Harry Potter, e como minha decepção com o conceito dessa franquia sobre magia, escola de magia, bruxos e, mesmo que seja batido, também vou recapitular as coisas problemáticas que eu não esqueço dessa série.
  • Harry Potter é praticamente um Crepúsculo dos magos (eles não são bruxos nem fudendo, primeiro que em inglês é Wizard (que é um termo pra magos sentido que estuda pra usar magia), eles soltam feitiços por meio cinético e mentalização de seus poderes, e não por rituais ou patronos, e também mesmo quando Bruxo no sentido de Wizard pode ser também pra definir um "mago poderoso", os únicos que se parecem com esse arquétipo são o Dumbledore e o Merlin, e pelo que vi em ilustrações conseguiram estragar o Merlin, ele parece a poha dum rabino fariseu ao invés de um Wizard);
  • Também o sistema de magia de Harry Potter, embora não seja de todo ruim, é meio chato de se entender porque é uma franquia que não se decide se a magia é definida e com regras (como os feitiços, que apesar de poder dar possibilidade de fazer uma "build" de magia, ainda assim possui todo um progresso pra aprender a lembrar as sílabas e gestos e você vai depender muito da varinha mágica → o que me indigna por quebrar a ideia da magia vier do mago, e a varinha ser a "antena" do mago, e fazer parecer que a magia é só da varinha), ou se a magia é um mistério maior (que sendo sincero é justamente o que eu mais odeio no soft magic por ser uma desculpa mal disfarçada pra fazer momentos de Deus ex Machina, como a Fênix resolver tudo na luta contra o Basilisco (cegar o Basilisco pra tirar seus poderes, curar veneno com suas lágrimas, e ter força pra levar o grupo do Harry em segurança, mas em defesa disso tudo ainda assim é bem contado e fênixes são criaturas poderosas, então é justo a fênix ter resolvido problemas tão cruciais sem ser o bicho principal) ou a Pedra Filosofal que o Harry consegue pelo espelho (que sendo sincero, só vi fanboy dessa franquia defendendo essa parte por exemplo), assim como o Harry se reviver a um Avada Kedavra do Voldemort no final (apesar que aí já é da Rowling ter sido covarde, mas essa eu relevo porque é bem mais roteiro covarde que realmente um deus ex machina apesar de também se aplicar);
    • Mas tem umas paradas que não vou relevar, tipo o Vira-Tempo (uma relíquia de viagem temporal) ser confiada à Hermione (que além de ser uma criança, também é uma trouxa (falando assim parece que tô zoando ela, mas peraí), uma variação de humano vinda de fora das comunidades mágicas, ainda que realmente seja mérito dela ela ser uma ótima maga, os próprios magos em maior parte não levam ela a sério por ser uma "sangue ruim"), ou o Mapa do Maroto conseguir achar até quem usa a Capa da Invisibilidade (que nessa história se esconde de tudo, não só é invisível), mas não achava o Pedro Pettigrew que só tava, tipo, super bem-escondido e era pra esse mapa ser "onisciente" na escala da escola mágica, e o Pomo de Ouro do Quadribol é tão estranho mas tão falado que, quando eu era completo poser de Harry Potter, eu até achava que ele era o objetivo principal do Quadribol e não, tipo "super relíquia especial" pra desempatar jogos ou acelerar pontuações.
    • Também não odeio o Quadribol, quando eu vi sobre eu até achei legal e criativa a ideia, só não gosto dos nomes tipo Balastro, Gole e o próprio nome Quadribol, que parece muito aquele tipo de nomes que você veria num alien de Rick n Morty ou em alguma maluquice da Fábrica de Chocolate de 1971.
    • Também odeio a inconsistência de que "matar = rompe a alma" usada pro Voldemort fazer as Horcruxes, que talvez por ser simples e ter me dado brecha pra interpretar coisa pior, soava bem idiota, porque essa palhaçada de "só Deus pode tirar a vida" insinua que Cruzadas eram uma heresia e não um movimento devoto à religião, assim como não faria sentido animais selvagens atacarem humanos (se nada na religião condena os monstros como se fosse por maldade, e sim diz que eles são animais mais "básicos" e que tariam dispostos a matar pra se defenderem ou pra conseguir comida), assim como insinuaria que Deus não é bom, e que Deus seria sádico ao ponto de condenar ao Inferno uma pessoa que taria tão quebrada que simplesmente desiste de viver pra cortar o sofrimento, e crise existencial à parte, é inconsistente mesmo se subentendermos que Voldemort só rompe sua alma se matar um inimigo com um Avada Kevavra, isso perde o sentido considerando que Voldemort usa o Avada Kedavra quase como se fosse confete.
    • Assim como obviamente, em idiomas como o Português, tem muitas formas de falar sobre matar uma outra pessoa só de mudar o verbo usado, e provavelmente por isso a intenção original que Rowling quis narrar se perde, porque matar por assassinar alguém (como é o tipo que viola o 5º mandamento), geralmente por prazer, egoísmo, pra depois fazer latrocínio, e etc, seria originalmente esse o sentido, e não é que rompe totalmente a alma, mas pode rachar ela, e o mago que faz a Horcrux usa isso ao meio de separar essas lascas já rompidas, assim como matar alguém por vingança, justiça, ou matar pra comer como um carnívoro selvagem faria, não é o que machuca a alma porque é algo mais "natural ou limpo" de matar.
  • Também, além de nomes HORRÍVEIS de coadjuvantes da franquia (um negro chamado Kingsley Shacklebolt, um judeu chamado Anthony Goldstein (sem falar também dos Goblins descaradamente similares a caricaturas ofensivas de judeus e os lobisomens serem "metáforas ao HIV" mas serem viciados em morder/infectar os outros), uma chinesa chamada Cho Cheng, e uma trans chamada Sir Ryan), há a contradição da Rowling de criar uma história sobre diversidade e sociedade secreta onde minorias (como os magos, que apesar de serem mais poderosos não são bem-vindos nas comunidades trouxas) têm seus benefícios e apoio, enquanto ela é abertamente transfóbica (pintando toda pessoa trans como ruim ou similar aos Comensais da Morte), negar o Holocausto e apoiar nazistas por serem transfóbicos (e falar que morreu gente de mais pra ser real, sendo que isso é sempre a mesma desculpa que fascistas e republicanos usam pra falar que o nazismo não foi ruim → mas convenientemente a extrema direita valida o fato que morreram mais de 100 milhões de humanos nos sistemas soviéticos e usam pra falar que "o comunismo é pior") e ela já convidou o Epstein pra assistir a seus filmes.
    • Essa parte no final é tão absurda que eu até preferi deixar links de notícias pra mostrar que eu não tô exagerando, e se você gosta de Harry Potter mas se sentiu ofendido com minhas críticas, desculpa, a crítica não foi contra você, e se você gosta da franquia mas admite que a Rowling é uma filha da pyta, lembre-se que se você tá comprando produtos da franquia dela, você tá beneficiando ela, talvez você parar de comprar não faça muita diferença contra ela, mas pode fazer uma diferença a seu favor de não tar gastando algo físico ou financeiro seu, ou o seu tempo, pra fazer parte do que silenciosamente valida as idiotices que ela fala ou apoia, afinal foi com o boicote que a própria Rowling sossegou o ku por um momento e ficou menos preconceituosa por um tempo.
  • Assim como falei dos Goblins com um design questionável, tem outro conceito questionável que é de dividir monstros sapiens entre seres (sapientes) e feras (selvagens, tipo animais irracionais), e que é esquisita a ideia de centauros e sereias preferirem serem chamados de feras só porque "ain, o vampiro é colocado como ser então eu não quero tar no mesmo lugar que os vampiros", afinal além disso ser um coping nível birra de criança que não quer a sopa e sim o doce, também é uma parada racista dos monstros (seja racismo contra os vampiros, de colocar que eles não merecem esse título mesmo não sendo inerentemente ruins aqui (eu prefiro vampiros selvagens, mas vampiros humanos sapientes e pilantras são uma ideia muito boa), ou dos centauros e as sereias em si tentando ter um tipo de "pureza racial" e isso não seria ruim da parte da narrativa se ela não romantizasse isso, tratando como se fosse honra desses monstros);
    • Supostamente era pra essa parte dos centauros e sereias odiarem a hipocrisia de acolher vampiros e megeras (megeras sendo as "hags", que são bruxas ao estilo do Leste Europeu como a Baba Yaga e a desculpa da Rowling, mas é estúpido por soar aquele estereótipo do Mágico de Oz, "aquelas as bruxas más são feias"), mas ainda assim é praticamente os centauros e as sereias sendo ingratos com a oportunidade de serem reconhecidos, assim como tira a parte da simpatia, afinal não é que eles tão sendo racistas com vampiros e megeras só porque bruxos são racistas com criaturas mágicas que eles são menos racistas e mais honrados.
    • Também eu não suspeito que os Elfos Domésticos sejam romantização da Escravidão porque a própria franquia critica isso, os Elfos não foram feitos realmente pra isso e sim sofreram gerações de lavagem cerebral pra servirem os magos/"bruxos", assim como tem todo um arco principalmente com a Hermione ajudando os Elfos, assim como antes tinha um tipo de refeitório onde tem um monte de Elfos confiscados de bruxos abusivos e que esses Elfos trabalham fazendo comida, sem falar do Dobby ter uma ligação com o Harry Potter que leva ele a, não só ser liberdade, mas ajudar os protagonistas.
  • Fora isso, é engraçado como as "comidas mágicas" podem surpreender alguém muito novo ou que acabou de conhecer a franquia, e pode ainda tar na memória dos fãs, mas vendo as comidas hoje em dia parecem um monte de ideias bestas.
    • A "cerveja amanteigada" é praticamente um refrigerante de guaraná (uma bebida com cor e espuma pra criança/o mago fingir que tá bebendo cerveja), os sapos de chocolate são simplesmente... sapos de chocolate com vida e que pulam sozinhos, e as jujubas de vários sabores (desde gostos bons aos piores gostos que dá pra ter) parece muito uma ideia que eu veria num desenho da Nickelodeon (cês podem odiar Sanjay e Craig, e eu gostava desse desenho quando eu era um moleque burro, mas dentre as maluquices mais aceitáveis desse desenho tinha umas balas mágicas bem mais interessantes), e assim como o Harry Potter "romantizar os bruxos" é um sintoma do paradigma de associar magia a bruxaria e bruxaria a coisa ruim, também essas comidas "mágicas uau" serem ideias tontas pode ser sintoma da Rowling ser britânica, e sendo sincero, os caras comem pão com feijão, ovo e linguiça no café da manhã, ou comem comida de rua que é simplesmente batata com feijão e queijo cru e acharem que têm culinária boa.
    • Mas em defesa disso, é minúsculas causas, eu reclamei mais como incômodo pequeno e por essa "coincidência" ou "sintomas" de uma literatura britânica.

30 de jun. de 2026

Untitled 2014, episódio 8

[Faz um tempo que eu não continuei a série, então vou deixar pelo menos o link aqui do episódio anterior]

> 15/07/2016; S. José dos Campos, São Paulo.
 Na Vila Corinthians, o grupo de Ioann esteve descansando das tarefas feitas para deter as tropas de Salomona e até impedir o levantamento de uma start-up de uma marca de "tecido de nova geração livre de tortura animal", que assim como o subgrupo de Sutefani, Tales, Mateus, Marcos e Márcio descobriu, na verdade era uma mistura de couro e pele de Anhangás Brancos com o sangue de Ipupiaras que formavam um tecido, embora leve e à prova de água, suor e sujeira, parecia queimar a pele enquanto absorve parte da alma, as roupas desse tecido foram queimados enquanto a fábrica foi demolida e o bioma na região começou a ser replantado.
 Ioann estava tentando ser o goleiro, não estava indo tão mal quanto acreditava, a Sutefani e o Tales estavam vendo o jogo e comendo pipoca e pães com salsicha, molho e batata palha, o Mateus e o Márcio estavam jogando no time adversário ao que incluía Ioann, o Miguel e o Marcos, o time do Ioann empatou com o de Mateus mas desempatou com gols de pênalti, o Márcio é ruim em chutar bola e preferia ser o zagueiro, e o Marcos, como já foi um goleiro várias vezes meio que sabia como um goleiro pensava e, chutando, acertou gols suficientes pra desempatar.
 Um pássaro de fogo voou para onde estava o grupo, alertando eles.
Pássaro de Fogo: Ouvi dizer que o grupo que vocês estiveram detendo aquela organização que estava causando problemas ao nosso país, mas estão longe do fim, por que pararam?
Mateus: Precisávamos descansar um pouco.
Márcio: E a Salomona já não tem muita chance de se recuperar.
Miguel: Também tá tendo mais gente apoiando a causa dos magos, só uma gente estranha que bebe detergente e idolatra pneus de trator parece estar apoiando aquela empresa.
Pássaro de Fogo: Já que vocês estão se desocupando porque não iam ficar o ano todo lutando contra perigos, o que vocês estão jogando?
Tales: Futebol! *nom nom*
Sutefani: *nom nom* O nosso colega desempatou com pênaltis. *nom nom*
Macunaíma: Eu posso ajudar vocês em alguma coisa? Acabei de chegar e tô vendendo uns salgados.
 Ioann se oferece pra pagar e comprar as comidas, pagando logo uns 200 rublos em nota pra duas caixas de mini coxinhas que ele divide com os "4 Ms" e outros jogadores, já o Tales compra umas 3 caixas de bombons e um pão com salpicão por 30 dólares canadenses, o Macunaíma praticamente vendeu quase tudo com aquilo e saía dali alegre, mesmo sem saber o valor das notas usadas.

> 27/07/2016; ???
 Uma "cruzada" foi levantada depois do assassinato do Arqui-Mago Lisbugregório IV por um grupo de mercenários, além da morte e mutilação do mago também foi destruído o templo, com as cruzes e móveis de Carvalho Dragoniano (uma das madeiras mais importantes da arquitetura mágica, mesmo as árvores estão em conservação estável ainda assim é muito caro e difícil de cultivar sua madeira), a castração do monstro Curupira e também desrespeitarem e debocharem da estátua do Galo Solar de Gália, colocando cigarros em seu bico, pintando-a de vermelho, e pichando escrevendo "demônio".
 Os magos se aliaram às Filhas de Iara, às Icumaíbas, à CMA do Sudeste, e a Mãe Atlântica trouxe seu Boitatá e três Serpes Lucitanas para ajudar, e a última sede da Salomona foi destruída sem chance, e lhe foi encontrada uma estátua em pé de uma criatura com uma cabeça bovina feita de ouro, o peito com braços cruzados e feito de prata, pernas e um "cabo" ereto feitos de bronze, e os pés de ferro enferrujado sobre um chão vermelho fedendo mais que os chiqueiros das Favelas Netunianas e Vilas Uranianas, os capelobos farejadores ficaram loucos, furiosos, e empurraram a estátua para o lado esquerdo, um deles pisou nos pés da estátua pra partí-los ainda mais, e com os pés juntos quebrados e a força empurrando e deformando a estátua, o ídolo de Baal caiu, e o grupo seguiu embora.
 Ioann, Sutefani e Tales agradecem o apoio que receberam na viagem e a gratidão de quando eles que ajudaram, com com cada um recebendo um colar com amuleto de Quartzo Amalês e um símbolo de prata e ferro do Galo Solar de Gália que tinha, além da bênção protetora contra a escuridão, também um tipo de relógio de ponteiros precisos, o grupo vai embora, se despedindo um tanto triste por terem que sair.

Continua>>>

19 de mai. de 2026

Untitled 2014, episódio 7

> 28/06/2016; Belém, Pará.
 Quando Eliseu Pinhel havia saído do Rio Guamá para uma das festas juninas do Pará, algo parecia o interromper momentaneamente que era uma chegada de um grupo de mercenários chamados Queima-Corpos, enviados pela Salomona para caçar e, se não abater, prender criaturas mágicas inteligentes, e que no meio do processo um grupo de 6 desses Queima-Corpos havia levado um grupo de mulheres e jovens moças para um canto aleatório, afastado na cidade. Eliseu tinha sido pego e algemado, mas reconhecendo duas ou três das pessoas que foram afastadas, ele tenta se soltar com mais força mas não consegue.
 Quando Pinhel estava em um tipo de gaiola de 1x1x2 m³, ele ouve os tais mercenários discutindo sobre o que fazer com aquelas mulheres e moças para "brincar" com elas, porém, um tapa era ouvido, e a frase "todos esses malditos crioulos devem ser enforcados", um murro é ouvido, e a frase "vai tomar no cu, seu viado, você é mais preto que ele", Eliseu fica confuso mas chama um mercenário que estava de guarda.
Eliseu: Ei, psiu, uns colegas seus tão brigando, e tem minha família lá no meio.
Mercenário: Você quer saber como estão? 
Eliseu: Você sabe que se acontecer algo com humanos vai ser muito pior pra sua equipe.
Mercenário: Puta que pariu, espera um minuto.
 Com isso Eliseu vê que não estava na sala de um edifício ou porão, e sim em um caminhão que ia levá-lo longe, tendo também gaiolas de periquitos, papagaios, uma arara azul e familiares (animais espirituais) em forma de sabiás ou de matintas, e caixas de uma fruta mágica chamada Larantaya, que será tudo levado para um lugar que Eliseu não sabe.
 Uma discussão é ouvida, depois, um grito em reação a tiros, o mercenário que Eliseu conversou fuzilou um dos mercenários que estavam com as mulheres, e manda todos saírem dali e se vestirem, enquanto ele acompanha as moças e, com um dispositivo, apaga as memórias delas e deixa elas esperando num local seguro, quando um grupo de guerreiras da organização conhecida apenas como Fundação Irmandade, a maioria delas com mantos muito finos e que só sobrem na frente e atrás, e membros como Ana Sônia estiveram lançando flechas nos ditos caminhões, e a combatente gaúcha de roupas e olhos vermelhos, Jaqueline Roteflam, foi entrando em alguns dos caminhões e tirando as caixas de lá ou então partindo as gaiolas pra soltar eles.
Eliseu: Heheh, não esperava que alguém viria me salvar.
Jaqueline: Baaah, todos vocês estão com um mal em comum conosco, será necessário vos salvarmos, tche.
 Apenas um caminhão foi embora junto com camburões dos mercenários que puderam levar caixas dessas tais Larantayas. Ana Sônia e Jaqueline se organizam e preparam seus veículos para, não só ir atrás dos mercenários, mas destruir a célula que eles se concentram.

> 29/06/2016; Marituba, Pará.
 Um grupo de guerreiras da Fundação Irmandade também esteve operando para proteger os civis e monstros, dessa vez ao lado de um grupo de Ipupiaras e lobisomens para deterem um gigante polvo tão grande que, só de ser convocado de sua dimensão de origem, acabaram de rachar, desmoronar um quarteirão inteiro e fazer a cidade tremer.
 Macunaíma estava viajando naquela cidade ainda à procura de um ponto para depois ir a outra cidade, com o ônibus sofrendo uns apuros para passar nas ruas assim como os carros atrapalhados pelas ruas rachadas e acidentes, e um dos tentáculos é partido por um ataque combinado das tais guerreiras lideradas por Bianca Logivana, com lanças jogadas para acertar o pedaço daquele polvo.
 Outro grupo, em contraparte, liderado por Carla Leandra Tereza e com companhia do grupo de Ioann, consegue destruir outros dois dos tentáculos daquele gigante, seja combinando as armas de Ioann e Tales ou as magias de Marcos, Márcio e Mateus, um dos tentáculos arrancado por guerreiras como a Carla e lobisomens como Miguel com sua própria força. As Filhas de Iara avançam para a região onde estava cruzando parte do Rio Benfica, com um relâmpago que elas chamavam por feitiço delas elas partem a torre onde elas localizaram a seita associada que trouxe o Kraeté, e com as guerreiras agora no térreo da torre interrogando eles, elas pressionam eles a desfazer aquele feitiço.
 Foi doloroso ver, mas um dos magos teve que se sacrificar para selar Kraeté de volta à dimensão de origem, e agora elas queriam saber o porquê de terem convocado uma entidade dessas e é descoberto um dossiê da própria Fundação Irmandade e de um pesquisador, diplomata entre os brasileiros e magos imigrantes e biólogo mágico que foi torturado e morto por ter informações sensíveis, quando o grupo todo descobre, haviam também receitas de poções, incluindo documentos reescritos para se parecerem meras receitas farmacêuticas que seriam vendidas muito caro, com estimativas de R$200,00 a R$450,00, além de um tipo de ritual de imortalidade que custa vidas humanas, ao absorver o tempo de vida restante das vítimas usadas, que quando Marcos, Márcio e Mateus vão conferir, era provavelmente associado aos Dramoy, uma família germânica de magos que se afastaram dos nativos e de outros imigrantes para evitarem se misturarem com "impuros".

> 01/07/2016; Pelotas, Rio Grande do Sul.
Mãe Atlântica: Então era verdade?
Jaqueline: Sim, mestra, uns colegas e seus aliados descobriram esses documentos.
Mãe Atlântica: Pois bem, certamente provaram seu valor mas tiveram muita companhia, tragam eles.
Ana, Bianca e Carla: Certo!
 O grupo passa mais uma vez pelo Boitatá que protege o portão do grande templo onde mora a Mãe Atlântica, uma mestra mágica vinda da Angola e que lidera a comunidade mágica no Rio Grande do Sul, assim como ela é uma das maiores magas daqui, de 3,5 metros de altura, e ao chegarem mais próximos do templo, eles veem grandes estátuas com pequenos detalhes feitos de Quartzo Amalês e Aço da Arcádia, assim como o bairro onde o grupo estava tinha decorações protetoras como estatuetas de Figas ou colares de Olhos de Santa Luzia feitos desse quartzo, decorações de galos de porcelana com adornos prateados desse metal ou olhos azuis desse quartzo, e joias de quartzo amalês em formato da flor brinco-de-princesa ou de aço da Arcádia em formato de cruzes ou segurando um olho-grego, as opções são muitas. Fora isso, o bairro onde todos estão nessa cena é similar a um bairro médio no interior brasileiro, com diferença de ter mais cercas metálicas ou muros de concreto com decorações tradicionais, e casas todas sendo sobrados.
Ioann: Aquilo foi uma cobra de fogo?
Jaqueline: Sim, inclusive poucos sabem mas o nome Boitatá significa exatamente isso. 
Mateus: Quando eu era criança eu pensava que seria um boizão de fogo.
Mãe Atlântica: Tem búfalos de fogo na Grécia e na China, quando esses morrem a carne deles se autoassa, por isso são tão valiosos. Mas bem, vocês trouxeram os documentos, e pudemos fazer os xerox.
Sutefani: Ah, vocês usam Xerox? Não sabia que vocês eram modernas também.
Ana Sônia: O que você quer dizer com isso?
Bianca: Nossas tradições são culturais, não somos magos retrógrados.
Tales: Heh, magos retrógrados? Mas a propósito, estamos próximos de deter seja lá quem tá sendo escroto com vocês e com a natureza?
Mãe Atlântica: As sereias me contaram que ainda estamos no meio do caminho, então, que nos apressamos, para acabar antes de Agosto.

Continua>>>

23 de abr. de 2026

Curando a sua síndrome de vira-lata

Das histórias mais recentes desse blog:
Por enquanto tô sem ideias de histórias únicas (começo, meio e fim) ou pra Royal Life.
  • Fenômenos e Chronos Inc. acabaram, mas vou ainda aproveitar sua cosmologia e também usar a experiência que acumulei com essas histórias pra criar artefatos e poderes novos, ou reutilizar uns dessas histórias.
  • Covil das Creepypastas tecnicamente terminou antes, já que é do mesmo universo dos anteriores.
  • Hard Life vou demorar pra continuar por falta de ideias, mas planejo continuar até encerrar sua temporada.
  • Banban o Cookiezinho não vou continuar (ainda) porque, como é uma história episódica, não tem muito o que avançar e nem prioridade pra continuar como sequência.
  • Untitled 2014 ainda tá em progresso.
Fora isso, tem algo que eu refleti quando vi esse vídeo, que é: Os brasileiros que falam que "tem que ter folclore brasileiro e vivências brasileiras pra você não ser um escritor vira-latinha" na verdade são só otakus frustrados, da mesma forma que quem tentou boicotar o Halloween e enaltecer o hipotético Dia do Saci hoje em dia são conservadores vira-latas que querem que o Trump e o Milei invadam o Brasil.

Tal conclusão não é precipitada ou baseada em tão pouca experiência, mas também baseado na filosofia derrotista, de repetirem a mesma fórmula porque "quanto mais, melhor" mesmo que essas histórias são esquecidas ou reprimidas a algum nicho, como eu já vi que, mesmo que tenha HQ's boas no Brasil, você talvez não conheça um São Paulo dos Mortos tanto quanto The Walking Dead ou Independência ou Mortos tanto quanto aquele filme do Abraham Lincoln matando zumbis, não vão conhecer tanto o filme O Som ao Redor quanto o filme coreano Parasita (pra caso você conheça um ou ambos e não entendeu a comparação, é que ambos associam a desigualdade social a sentidos, como O Som ao Redor a visão e audição, e Parasita a cheiros/olfato), e não vão conhecer tanto o 48 Km quanto Heartstoppers (que aliás, eu lembro que fiz um meme com a Carla e a Alex baseado num meme da artista Iara, mas não lembro onde foi parar - 100% não uma desculpa pra não pôr fotos nesse post pra ser mais rápido de postar, magina).
  • A propósito, tem uma HQ de Ação a lá Justiceiro e V de Vingança, chamado O Doutrinador, que... mesmo que tenha filme eu não recomendo, tanto o roteiro quanto a coreografia são amadores e fica ruim de assistir com atenção.
Não que as mídias brasileiras sejam ruins, afinal, Brasil continua ser exemplar em desenhos animados (alguns desenhos da TV Cultura, Gui e Estopa, Estresse e Relax, Fudêncio e Seus Amigos ou Mega Liga - desenhos velhos, mas recomendo, não falei do Irmão do Jorel porque esse já era óbvio), sketchs de comédia (tipo Porta dos Fundos), filmes e novelas (afinal, Tropa de Elite e Cidade de Deus são filmes brasileiros tão impactantes e tão bem-feitos que gringos nem acreditaram que isso era algo rotineiro do RJ), também música (Pitty e Matanza foram tipo uma porta de entrada pra mim no rock e metal).

Mas e os otakus? O que têm a ver exatamente? Especificamente porque, não sendo vira-latas pra americanos, são vira-latas pra japoneses, que aí parece até que americanos dependem da mídia do Japão, afinal, a sugestão de música da Copa 2026 sendo um country sério (depois do louvor K-pop de 2022 e das músicas alegres de Samba desde a Copa 2010) parecendo mais música de encerramento de filme de ação e com letra genérica feita por IA tão de má vontade, e depois a Ado fazer uma música FODA e bem-feita, não só nos instrumentos e na letra, mas cantada com coração, mostra que sem o Japão a dita "maior potência" n
ão tem cultura.

Não se diferindo daquela parada que a Inglaterra faz, que teve maior império do mundo mas a culinária dos caras faria de "parece o que um cachorro faria se virasse um humano" pra "ah não, mamãe, uma maçãzinha já basta" (pra quem é novo demais ou só não lembra, é que nuns desenhos de até o fim dos anos 2000 tinha aquelas cenas de café da manhã com muita comida e cheios de coisa, mas que o protagonista adolescente só comia a coisa menos calórica da mesa ou só bebia alguma coisa).

Falando em "sem Japão, EUA não tem cultura", as mídias populares que o pessoal tanto associa a "coisa de americano bleh" nem é americano/estadunidense.
  • Contos de Fadas? São histórias alemãs baseadas em folclores germânicos e celtas.
  • Clássicos da Disney? Adaptados de contos de fadas e mitologias da Europa à Ásia.
    • Dos menos falados, Aladdin é de 1001 Noites, um livro persa, Mulan é de um conto chinês, e Mogli é de um livro indiano mas tirando tudo de racista do autor original.
    • Falando em Mulan, a parada de "ninguém canta na guerra" foi só desculpa preguiçosa pra não ter música e parecer """realista, mas tem músicas na guerra pra acalmar ou motivar, como os hinos, marchas, ou a música "Oi, u luzi chervona kalyna", uma música ucraniana que foi passada por gerações.
  • Senhor dos Anéis? O Tolkien era sul-africano e naturalizado britânico, e baseou em diferentes mitologias e em sua experiência de guerra.
  • Fúria de Titãs? Uma adaptação cagada da mitologia grega com uma versão interessante do Kraken de contos nórdicos de pescador.
  • Harry Potter e Doctor Who? Histórias britânicas baseadas em histórias, mitologias e até teorias de diferentes cantos.
  • Daft Punk? Os DJs são franceses.
  • Mad Max, Digital Circus e Murder Drones? Diferentes autores australianos.
  • Rock n Roll? Blues vem da matrix afro-americana, Jazz e Country têm aspectos diferentes vindos de regiões com mais europeus e brancos, sem falar da influência Punk pós-guerra.
  • Jogos RPG indie? Undertale foi baseado no jogo japonês Earthbound, e temos jogos japoneses como Yume Nikki e Castelo Mogeko, ou o OFF que é um jogo belga e o jogo finlandês Fear and Hunger.
  • EBM? O mais popular do ramo é a banda alemã Rammstein, e ainda tem sua influência no estilo musical Jumpstyle, do lituano Yabujin.
  • DJ's famosos? Alok e Umulu/Mulú são brasileiros, Avicii (Deus o tenha) é sueco, Alan Walker é norueguês, Speedycake (aquele dos memes Paffendorf e Caipirinha) é japonês, Yabujin é lituano, Daft Punk e DJ Snake (aquele de memes de 2012 a 2015) são franceses.
  • Histórias de máfia? Máfia italiana em histórias em Nova Iorque, máfia chinesa em filmes de Kung Fu, às vezes máfia russa quando é uma história de fato internacional e tem vilões russos sem ter tema ou subtexto de Guerra Fria.
  • Witcher, Dying Light e até Cyberpunk 2077? Autores poloneses, incluindo a empresa CD Projekt com K ao invés do C (no caso de Witcher incluindo o livro, já o Cyberbug foi só o jogo em si).
  • Também recomendo jogos indies brasileiros, como Oniken, Odallus, Chroma Squad, a Lenda do Herói (que ainda planejo jogar) e Mars 2120.
  • Assim como animes também podem se passar na China (como Apothecary Diaries e, só pra completar, também muitos animes como Naruto, Dragon Ball e o cartoon Avatar têm inspirações chinesas e indígenas), ou no Brasil (Michiko no Hatchin), ou animes baseados em mitologias ocidentais (Record of Ragnarok e os jogos de Fate).
Falando em jogos, até os jogos mais mal-feitos, daqueles que eu chamava de "história woke de quinta categoria", mas dá pra chamar de "histórica típica woke" ("típica woke" porque woke perdeu significado, então tô evitando usar esse termo ou usando entre aspas), que "todo branco é fdp, todo negro, pardo e asiático é vítima", ou "todos os heróis gays e os vilões sendo héteros cristãos" (que por sinal esse ateísmo extremo é culpa dos anglicanos e puritanos que viveram pintando os católicos como conservadores ou supersticiosos), e "nossa protagonista tem que ser escrota e todo diálogo dela parecer discurso do Twitter" (ganhando pontos se for self insert de alguma diretora), e tem um problema em jogos como Dustborn e Concord que prejudicou mais que ser "woke" (não ser só progressista, mas industrializar todo tipo de pauta até ficar errado ou irritante), que é o jogo ser feio e sem graça.

Acho que nesse blog é a terceira vez que eu falo sobre Concord, mas nesse caso é pra explicar que nem esses jogos ruins com marketing agressivo e industrialização de pautas é estadunidense, isso é, o Concord nem tanto já que é mais um dos jogos fracassados e militantes que a canadense Sweet Baby Inc ficou pressionando, já o Dustborn é um jogo norueguês (pra um país que pratica satanismo e nazismo por tédio, acho que tá explicado por que a "história de amor, esperança e robôs" foi tão deturbada pela própria ideologia), e pior ainda: um jogo que vive de verba pública.
  • Post meu falando sobre Concord: Clique aqui
  • Post meu falando sobre Dustborn: Clique aqui
  • Um pouco mais sobre Concord é que: A falência desse jogo, que foi investido 400 milhões de dólares e levou 8 anos pra fazer, modelar e programar, ensinou lições como:
    1. Hero Shooters e Jogos de Serviço já saíram de moda, só tão se mantendo os jogos que tão fazendo bem-feito (como Fortnite e, até certo ponto, o Overwatch e o Valorant);
    2. Levar mais de 3 anos pra fazer um jogo tão grande e detalhado (que inclusive o jogo ficou tão feio porque colocaram detalhes de mais, eu e o Amaterasu vimos fotos da HUD do jogo e é poluída pra caramba, sobra pouco espaço pra ver o cenário e personagens que vai mirar e tem desenho em coisas que ninguém ia ligar nem se o jogo desse certo) não adianta se você não acompanha as inovações dos jogos e nem constrói um público adequado (eu só ouvi falar do jogo porque a notícia do jogo falindo foi muito impactante, mas também tão engraçado que desenvolvi hiperfoco pelo jogo só por causa da curiosidade, se o jogo tivesse notícias, curiosidades, construísse comunidade, atrairia mais gente);
    3. Não adianta chamar youtubers ou membros da sua equipe pra bajular o jogo, falar que é "o futuro do PlayStation", que "el Concord es clave", se vier tão cheio de defeitos e acabar esquecido como um jogo e lembrado só como um tipo de tragédia.
    4. Tem que ter algo bonito, atraente, interessante, bem-feito, dependendo do jogo e seu público até focar na estética dos personagens (lembre-se do Astro Bot que é fofinho e divertido e do Stellar Blade que tem personagens gostosas - "ah mas a personagem não tem personalidade", ¹quer personagem com caras e bocas esticadas de exageradas? vai ler a HQ Jack, carai, ²história em jogo é que nem história em pornô, para de fingir que importa, ³isso é tão tipo "oh não a lagosta tá tão saborosa" do nível de pessoa reclamando)
      • Tem até num print que eu vi alguém falando pro pessoal de Concord, "na próxima vez lembre-se de fazer personagens que gamers REALMENTE gostem" (que antes que algum desocupado, do tipo que cagou pra Concord e depois ficou lamentando a falência do jogo, venha reclamar, nem precisa fazer personagem gostosa, basta ser personagem bem-feito, relevante, de destaque, etc., eu já fiz o personagem Marshall Anthonny que é tão feio que era parte do poder dele, e ele é até tipo apoio emocional do meu webamigo Gabriel).
    5. Sério, das fan arts que eu vi, não incluindo desenhos meus e nem R34, era só redesign corrigindo defeitos, e olha que mesmo os devs de Concord falando mal dos "poeteiros" por não comprarem o jogo (ué, mas não era logo o pessoal que tanto tentou confrontar os apelos sexuais e queria o público que é contra essas coisas?), mas tem relatos de devs do jogo commissionando artes NSFW, mas não achei a notícia e talvez virou lost media, mas é real que tanto teve dev de Concord que queria NUNCA MAIS fazer jogo ou arte/design, e devs que até imploraram pra não serem zoados cedo demais por um jogo chamado Marathon.
Já se você ainda quiser pôr folclore brasileiro, ou uma história que se passa no Brasil, faça por vontade própria, não pra agradar algum otaku de Anta Gorda RS, Ponta Grossa PR ou ganhar crédito social de Areiópolis SP (é que eu tava cansado da piada de Xique Xique Bahia, fui ver foto de lá e é até bonitinha a cidade, a propósito, Areiópolis não é um nome absurdo mas temos em São Manuel uma piada interna que Areiópolis é tipo a nossa "Guiana"), e se quiser fazer história baseada em alguma coisa estrangeira ou internacional, não só faça sem medo mas faça desde que fique bom e, no mínimo, original.

 Não adianta você fazer um Umamusume de Mulas Sem Cabeça meninas do agro (improvisei, lembrei da Umamusume Mula Sem Cabeça da Lanaflowers que ficou ótima) pra ser elogiado em Pratânia mas a história ser sem pé nem cabeça, cheia de furos ou então sem propósito além de surfar no hype de meninas cavalo e folclore, assim como não dá pra um autor americano criar uma história de cowboys vs wendigos vs androides se vai ser um roteiro genérico e cansado tipo o que acusam Wish da Disney, apesar que coisas mal roteirizadas e genéricas existiam antes das IAs sequer serem um conceito popular, eu vi recentemente o FFG de Santa Claus Saves the Earth (o jogo da fada que parece mais uma bruxinha e quer atrapalhar o Papai Noel), assim como teve caso dum cara que tentou criar uma rede social usando programação só dada pela IA e teve milhões de dados vazados em minutos, a questão não é que as IAs criaram essa preguiça e sim que elas aumentaram o alcance disso.
 Eu zoei Areiópolis e Pratânia, mas no caso da Pratânia eu não zoei por ser uma cidade dependente de São Manuel, e sim porque lembrei de duas coisas que nem sei onde mais eu contaria:
  • Teve uma vez que eu passei num concurso público de administrador pra Pratânia, mas além do concurso na verdade ser pra um tipo de vaga temporária que quando terminar eu teria que sair, e teria que eu sair do emprego anterior de limpar parque (que aliás hoje foi mó rolê pra limpar a pista do Poli), a mulher entrevistadora tentou me dar um papel de aceitar vaga mesmo eu recusando a vaga, aí também tinha o detalhe que Pratânia era mais longe que a média de outras cidades.
    • Sobre o papel, era pra mulher dar dois papéis pra recusar a vaga (um ficaria comigo e um com a prefeitura), mas ela tentou esconder o segundo papel e falar pra eu assinar o papel de aceitar (detalhe: eu li os títulos porque eu sabia que era pra tomar cuidado, e percebi naquele momento que ela queria o papel de aceitar a vaga assinado pra virar contra mim), e eu já percebendo aquilo, já impedi esse plano dela e peguei o segundo papel de recusa pra assinar.
  • Também tinha um relato que meu irmão contou, de um colega de escola que pegou um jornal com "Pratânia" no texto, e ficou falando "Pênis, Pratânia" (e a piada tá bem óbvia).
 Sobre Concord ser feio, tem diferentes formas de jogos serem bonitos ou no mínimo carismáticos, dá pra ser fofo/charmoso tipo a maioria dos jogos da Nintendo (eu sei que a Nintendo tá mal-caráter esses anos, mas a Sony tá ativamente criando jogos ruins, remasters cansativos e deixando serviços mais caros, e já chegou a existir um Metal Gear que precisava pagar 10 dólares pra fazer save novo, então dá pra ficar pior que já tá), ou doido/bobo/engraçado tipo jogos do Crash e alguns da Rare da geração PS1/N64, ou expressivo e dinâmico como jogos do Sonic, Castlevania e até mesmo Spyro, e se for pra fazer feio, tipo jogo/filme de terror, que seja feio de propósito, assustador, medonho, aprendam a usar body horror também, não feio tipo malfeito (ex: Dormitablis (fangame de FNaF) ou Spawn (filme adaptado de HQ)). Só evitem fazer realista, com o orçamento e tempo que cês têm irá ficar malfeito e nem realista vai ficar o suficiente, que nem é com Mineirinho Adventures (que a propósito... pouca gente sabe, mas esse jogo é baseado numa marca de lanchonete e churrascaria chamada Dom Zellitu's, que por sua vez, fui ver e o restaurante é bem avaliado, então o problema tá 100% no jogo mesmo)

 Falando em pautas e Sul do país, eu subestimava muito as cotas de vestibulares e concursos mas era porque antes eu considerava isso racista e segregador, por presumir que a pessoa estudou menos ou em escola de menor qualidade só por ser de tal grupo étnico e social, assim como teve caso de gente (mesmo casos isolados e insuficientes pra dizer que é exatamente uma amostra) que foi recusada pelo Enem por "não ser negro/pardo" (mesmo sendo escura pra considerar parte da cota ou só pra não dizer que a pessoa é realmente branca), ou jovem que fez blackface pra tentar tirar vantagem de cota de concurso público.
 O problema é que tô parando de falar mal do sistema de cotas porque parece que hoje em dia no Brasil o racismo tá até aumentando, com gente de estados como RS, SC, SP e, por algum motivo, a Bahia também, até mesmo se associando ao nazismo e derivados (crimes de ódio, apologias genocidas, Nanauê/integralismo e eugenia), tá tão pesado que achar nazistas em RS e SC tá tipo achar talhares na cozinha, enquanto tem motivos de cotas existirem, que é ter uma maioria de pessoas pobres e classes média a média-baixa de etnias diferentes, mais que só pelo menor acesso, mas também como apenas um dos passos pra reparação histórica considerando o passado com trabalho escravo e afins (então atacar a cota como se fosse a única tentativa pública disso é, além de racista, uma falácia de espantalho, e eu não criticava sob essa falácia, só criticava o que fazia sair muito pela culatra).

Chega a não ter a ver com o que acabou progredindo, mas tem a ver com umas notícias que vi também nesse meio tempo e, assim como a piada de Areiópolis e a treta minha com Pratânia, não fazia a menor ideia se eu falaria isso alguma outra vez ou em outro post, mas é de uns contrastes que, se eu não fosse só um jovem cheio de hiperfocos em tropos e que já assistiu a tantos assuntos, iria parecer um poeta falido procurando frase de efeito, como o contraste entre pautas progressistas exageradas e deturbadas pela capitalização vazia e o extremismo puramente ideológico e usado pra causar pânico coletivo, ou o contraste entre se faz mesmo ou não algo baseado puuuuramente em cultura do próprio território por opção própria ou porque tem amadores derrotistas cagando regra pra não admitir a incompetência pra concorrer.

Até mais!

21 de abr. de 2026

Untitled 2014, episódio 6

[link do episódio anterior: aqui]
[Aliás eu também vou tentar usar mais ainda os personagens e entidades do folclore brasileiro, junto com um personagem inspirado no livro do Mario de Andrade ainda que com liberdades criativas próprias]

> ??/??/2014; Piauí.
"Ai ai, que maresia, que preguiça"
 Macunaima Silva, um jovem que saiu de Xique-Xique, porque depois de ter perdido muito dinheiro em Jogo do Bicho porque confiou demais na própria sorte e a mulher e a mãe dele o expulsaram da casa que ele morava, ele tá assumindo uma vida nômade e errante, no meio do caminho ele acha um canto do Parnaguá onde estava um homem baixinho, forte apesar do corpo pequeno e deformado, e com uma barba ruiva, e que parecia ter rejuvenescido logo na sua frente.
Macunaima: Oxe, meu rei, quem é ocê?
Barba Ruiva: Barba Ruiva, filho do lago, o que um mero humano tá fazendo aqui?
Macunaima: É... eu acho que só tô de saída, tô num barril fudido.
Barba Ruiva: É bom então você sair logo, afinal você não sabe o que te espera.
Macunaima: Eu concordo, mas... Isso é o seu nome ou o seu cargo? Eu nunca vi um nêgo chamado Pele Preta.
Barba Ruiva: TE ARRETA!
 Macunaima, assustado com a voz alta, mas firme e grossa como um trovão, vai embora, tropeça, mas ainda corre, enquanto ainda carrega o seu bastão ou o seu saco, à procura de onde fugir dele, afinal, Barba Ruiva só possui tanta ligação com o lago e pouca paciência com os humanos porque a mãe dele o largou no lago, considerado uma aberração por seu cabelo vermelho e corpo deformado.
 Porém, o que dá pra considerar humano que Barba Ruiva teve tanto carinho foi a Segunda Iara, uma bela sereia, que diferente da Primeira Iara, uma guerreira amaldiçoada por seu pai e jogada ao Rio Amazonas por se vingar eliminando seus irmãos, a Segunda Iara foi uma sereia fluviano gentil, amaldiçoada após ser caçada por uma tribo rival e salva pela Mãe d'Água, e que esses tiveram filhos, em forma de sereias de cabelo vermelho.

> floresta amazônica.
 Conforme a natureza mágica foi se desenvolvendo, e a América do Sul resistiu a uma Guerra Mundial, não só os magos se uniram em diferentes pontos do Brasil por motivos já citados, mas também também as entidades da Mata Atlântica aos poucos foram se agrupando para enfrentar boa parte das forças da empresa misteriosa, que além de seus dispositivos só se sabe em parte o nome dessa tal empresa: Salomona.
 Iaraboia, que os locais duvidam se é essa ou uma posterior a Terceira Iara pois séculos atrás ocorreram duas mulheres que faleceram em algum rio (sendo Iaraboia perseguida por seu marido e seus cunhados após ser acusada falsamente por seu filho de trair o pai dele com um amante, e caindo no rio enquanto fugia), está atualmente liderando as Filhas de Iara, lindas sereias descendentes de Barba Ruiva e Segunda Iara, que possuem sua própria sociedade entre os rios brasileiros e, mesmo só podendo se mover sob a água, não morrem fora dela pois de certa forma são mamíferas, e desenvolvendo ferramentas, são eficientes na pesca e em gerenciar os rios, por sua vez quebrando os dispositivos que desviavam a água para a Salomona ou as circulações que esfriavam as máquinas, assim como um grupo menor era preparado para evitar que qualquer sujeira se espalhe mesmo que por acidente ou por algum plano sair pela culatra.
 Já a Caipora, junta com animais disponíveis, ao invadir uma fábrica menor acabou encontrando e resgatando as pessoas que antes estavam trabalhando em turnos excessivos, mais longos que o normal e dolorosos, com o fato deles não serem assalariados sendo um agravante, porém como a fábrica era registrada como terceirizada e não algo próprio da Salomona, no processo foi tão rápido e direto terem fechado a fábrica que isso piorou as suspeitas principalmente para a organização ambientalista nessa época ainda crescente.
 Macunaimba em uma cidade próxima ouviu, leu notícias sobre o caso, mas parecia não se importar porque, pra ele, não parecia que ia afetar ele, até quando ele foi beber a água de uma torneira pública e ela tava com sabor de fluido de pilha velha.

> 27/06/2016; Botucatu, São Paulo.
Tales: Eu tô falando, eu encontrei um molequinho, baixinho e escuro, tentando me atacar com ventos.
Sutefani: Mas tem um tipo de mago desse jeito?
Marcos: Não é um mago, é um Saci.
Ioann: O que? Um? Tipo, indefinido mesmo?
Márcio: Sacis são espíritos dos ventos, alguns meio pássaro mas sempre de apenas uma perna, eles voam em ventanias.
Tales: Eu consegui acertar ele com uma granada, e depois tentei sair na porrada com ele.
Mateus: Caraca! Isso deve ter sido demais! Será que vocês aguentariam parar um lobisomem transformado?
 O grupo estava conversando enquanto caminhava numa mata isolada, na Avenida José Ítalo Bacchi, por onde vai levar eles para a vila uraniana que precisam visitar, até que um grupo de chupa-cabras vindos de uma época de reprodução e infestação bem maiores começavam a nos perseguir, na teoria seria fácil.
Sutefani: Ah, vai ser moleza, só o Ioann desenhar um dinossauro pra devorar esses...
Ioann: Mas eu não trouxe o meu lápis mágico.
Sutefani: Que!? Como assim? Você deixa tão longe de você a arma mais poderosa que a gente já encontrou?
Ioann: Já temos magia mesmo.
Tales: Ah, que se foda!
Marcos: E então, esses bichos tão ameaçados nesse período do ano?
Márcio: Não, senhor Marcos, tem quantidade pra não ser preocupante pra espécie deles.
Mateus: Ah, que ótimo socar uns chupa-cabras, e...
 Logo quando eles iam sacar seus bastões elementais, e o Marcos e Mateus colocam cada um uma faixa dos ventos na testa e Márcio ia passar pra Sutefani, a Sutefani vê alguns segundos no futuro uma figura misteriosa atacando aquelas coisas, enquanto ela desacelera o tempo com o poder de seu Olho Rosa do Tempo, o que dá tempo para Ioann e Mateus lançarem umas esferas pequenas de fogo que atingem 2 dos 18 chupa-cabras, e Márcio e Mateus em conjunto criarem uma fissura no chão que dispara água em alta pressão sob outros 5 deles, e Tales, vendo uma criatura estranha ao ligar a lanterna onde estava tão pouco iluminado na avenida à noite, grita pra todos, "Correm!", e eles indo para um lugar mais escondido antes do tempo voltar ao normal, viam um lobisomem rosnando enquanto devorava os chupa-cabras.
Ioann: Eu achava que lobisomens eram menores!
Mateus: Os lobisomens gregos e franceses são, mas os brasileiros são realmente maiores.
Mateus: Agora eu entendi por que o meu avô ostentava seus relatos de enfrentar um lobisomem num Quaresma no Ceará.
 Uma voz ecoava, "Tá bom, cessar", o lobisomem descia e sumia, depois se levantava Miguel Luna, acalmando, o Mateus fica bravo com ele e reclama com Miguel sobre o susto.
Mateus: Caralho, cuzão, cê quer matar noiz do coração, meoh!? Que isso?
Ioann: Como ele destransformou?
Márcio: É comum uma coleira nos lobisomens pra reprimir a transformação, tem alguém controlando.
Tales: Mas quem controlaria um lobisomem pra caçar chupa-cabras convenientemente aqui?
Sutefani: Para de olhar pros dentes do cavalo dado, Tales, seu ingrato!
Tales: Não é ingrato não, só... é tão estranho.
Mateus: Mas e aí? Quem mais está com você?
Miguel: Eu estranhei vocês terem demorado, então eu e umas colegas seguimos vocês numa força tarefa.
O resto do grupo: Que!?
 Um grupo bem pequeno, umas 5 Icamiabas, com fuzis Imbel A2 customizados, caracterizados pela estampa de onça como identidade natural delas pois são guerreiras descendentes da Primeira Iara, cujas filhas diretas dela em forma de sereia foram uma tribo de guerreiras femininas. Como são mulheres tão mais fortes e com características de peixe, uma boa parcela delas migrou para ou tem bases nas vilas uranianas e favelas netunianas e inclusive pela força e competência delas com a coordenação dos magos elas diminuíram muito a criminalidade mesmo de áreas afastadas e arriscadas, por isso só 5 delas parecia até mesmo muito segundo o Miguel e o Márcio.
 Mesmo grupo de Ioann e companhia até são bem recebidos com uns pastéis de frango ou queijo, e fatias cúbicas de bolo de cenoura cobertas de chocolate 70% cacau na face de cima, já o Mateus, Marcos e Miguel conversam com o grupo de Icamiabas sobre os avanços geográficos e o impacto negativo da Salomona contra os territórios florestais e que falta pouco para derrubá-la e impedir que isso volte ainda pior que no começo.

Continua>>>

16 de abr. de 2026

Untitled 2014, episódio 5

[Esse é o episódio 5 porque o reboot que vem antes é um remake dos episódios 1 a 4]

> ??/??/2014
; floresta amazônica.
 Tanto tempo depois da Guerra, há por volta de 83 países remanescentes, entre eles o Brasil, ainda vivo e resistente, entre as formas de vida mágicas mais notórias dessas matas, há os Anhangás Brancos, uma espécie de feras cervídeas elementais da magia e que infelizmente estão sendo ameaçadas por causa de uma empresa extremamente expansionista que está desmatando as florestas para colocar no lugar as fábricas de sua empresa.
 A Comunidade Mágica está atualmente sedeada na América do Sul, não apenas pelos biomas ainda conservados apesar do ocorrido, que por sua vez ter uma natureza saudável aumenta o potencial mágico, mas devido à diversidade genética e cultural dos humanos que leva os magos a se misturarem tão melhor.

> Osasco, São Paulo.
 Nossos heróis, descendentes de clãs de magos, entre eles...
 Marcos Pyron é o maior do grupo, empacotador e caixa de um mercadinho em Osasco, seu convívio com parentes magos costuma ser à noite nas Cerimônias do Fogo, um conjunto de rituais que envolvem andar sobre carvões em brasa, comer Tartilus, um tipo de torta salgada (geralmente de carne vermelha ou de frango) extremamente picante, e praticarem as chamadas Brigas Expiatórias, onde homens e mulheres, pais, mães e filhos, irmãos e primos, brigam fisicamente entre si para desconter raivas passadas, e mesmo Marcos já tendo o seu Bastão Elemental, ele não teve lutas em que usar essa arma fosse proporcional, além das Brigas Expiatórias.
 Márcio Hidrancio é um homem jovem, estudando na Etec e sendo um ótimo programador e eletricista, com seu grupo montando uma circulação estável de eletricidade e internet. Magos conservadores, associados ao PL e ao IMDB, odeiam tecnologias eletrônicas e são contra, mas magos a favor dos avanços e que são pessoas comuns a maioria sem partido, estão aproveitando normalmente, recusa a usar seu Bastão Elemental da água porque não vê necessidade.
 Já o Mateus Terra, um ótimo atleta, campeão de ginástica, lançamento de disco, dardo e peso, além de goleiro na Seleção, nesse mundo fazendo o Brasil conseguir o Hexa em 2010 e dando 3 x 0 no time da Alemanha, seu Bastão Elemental da terra é geralmente um símbolo de seu desempenho e poder, ainda que seja comprovado que tem nada mágico o fortalecendo ou facilitando os jogos. Os três são da favela netuniana da mesma cidade.
 Favelas netunianas sendo comunidades precárias e suburbanas nas metrópoles e que concentram muitos magos e energia mágica, o que ficou comum no Brasil, a desvantagem é muito mais a magia selvagem e a concentração de feras e bestas em vez de algum crime organizado pois os Comandos são contra magia e exterminam magos onde o Comando domina.

> 25/06/2016; Botucatu, São Paulo.
 O guardião das florestas Curupira esteve perdendo muito tempo lutando contra os soldados da empresa que esteve se expandindo recentemente, mas algo muito inesperado esteve acontecendo. 
 Da comunidade de magos que estiveram se acostumamdo com o convívio em São Paulo, muitos magos britânicos e alemães estiveram, não só comprando as baterias e remédios da empresa meramente pela utilidade, mas também tentando criar dispositivos mágicos combinando as peças dessa corporação com magia, o que resultou em testes tóxicos que fez uma névoa fatal se espalhar e, num acidente, explodir a fábrica onde os testes estavam ocorrendo.
 Márcio presenciou isso e, com ajuda de seus colegas não magos, iniciou um protesto pacífico contra a mistura da magia com máquinas, inicialmente apenas contra isso, mas também já levando a um boicote bem grande na empresa.
 Durante a chegada de mercenários pata abater os protestantes, o Márcio sacou seu Bastão Elemental da água e, projetando água para remodelá-la, criava grandes barreiras à prova de balas e fogo, dando tempo para humanos fugirem, e Curupira, correndo rápido demais para dar tempo de vê-lo, derrubou os guardas, desarmou com chutes e até quebrou algumas das armas e abateu os mais teimosos com sua lança, porém, um rastro de sangue verde no chão e de faíscas no ar apareceram.
 Foi o rastro suficiente do Curupira para a empresa então preparar mais um avanço, porém, Marcos e Mateus apareceram, com jatos de lança-chamas do Bastão Elemental do fogo que queimou os inimigos mais próximos e afastou os mais distantes, e um tremor de 3 a 5 graus à curta distância do Bastão Elemental da terra que afundou vários.
Marcos: Acho que a gente tá exagerando. 
Mateus: Eu discordo, afinal eram eles ou os amigos do Márcio.
Marcos: É um bom ponto, é que só não usei meu máximo porque de última hora pensei nas famílias deles.
Márcio: Não vale a pena pensar nisso, senão, e quanto à família de cada um que os mercenários fuzilaram e explodiram?
Marcos: ... Tem razão.
Mateus: Falando nisso, por que você se preocupou com esses caras?
Marcos: Sou o mais pobre desse trio, pensei nesse risco de uns desses soldados estarem nesse cargo pelo dinheiro. Olhem, esse aqui não deve ter nem 20 anos.
 Marcos levanta um dos soldados e lhe tira a máscara, e Márcio, tendo uma ideia e com ajuda dos outros dois, usam cada um o seu Bastão Elemental para curar cada um dos que sobreviveram e estavam muito feridos, em troca de ajudar a enfrentar esse sistema.

> 27/06/2016.
 Ioann e Sutefani estiveram por um tempo caçando algumas feras e bestas mágicas no Sudeste do país e conseguindo couro e ossos de Capelobo para um mago que contratou eles para ter esse material, e em troca os dois puderam participar num churrasco de carne de capelobo, enquanto Márcio e Mateus estiveram treinando, numa região próxima na vila uraniana (um tipo de vila menor, porém rural e calma, que agrupa magos), principalmente nadando com um Ipupiara local que treina natação e o Caminho das Águas para os jovens magos.
 Já o jovem Tales, se perdendo enquanto procurava Ioann e Sutefani, acaba se perdendo na Avenida Demétria e se deparando com o Saci Pererê, que ele não consegue ver por um tempo por causa do vento onde o Saci está se localizando.
Tales: Mas o que tá acontecendo!?
Saci: Não é óbvio, gringo? Foi só o vento!
Tales: Mas que maldito, isso não vai ficar assim!
 Tales joga 3 granadas, uma pra cada direção, que fazem estouros pequenos que fazem o Saci perder o controle de seu voo, e com isso o Saci cai mas também se apoia num movimento giratório de seus braços e sua perna, e isso vira uma luta corpo-a-corpo entre o Saci lutando capoeira, e o Tales desviando enquanto busca algum ponto fraco para socar do Saci, e os dois se machucam mutuamente e vão embora cada um pra um lado, uma luta sem vencedor.

Continua>>>