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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

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27 de ago. de 2026

Vârcolac, Eslavos e Guerras

O tal webamigo meu que tava falando de lobisomens até me inspirar pra fazer o post anterior me falou de lobisomens da Transilvânia. Pesquisando assim no Google, "lobisomem Transilvânia" eu não achei, então pesquisei sobre monstros romenos.
Na mitologia romena inclui monstros como:
  • Vârcolac: Uma categoria de lobisomem da Transilvânia com detalhes de vampiro, seja orelhas e olhos de morcego ou parte deles serem mortos-vivos profanos (cadáveres de quem automorreu ou não foi batizado quando tava vivo), e eles federem a sangue ou a carniça. Eles também têm a ver com os lobisomens do jogo The Quarry mas provavelmente não foi baseado nesse lobisomem porque The Quarry é um jogo britânico.
  • Pricolici: Um tipo de fantasma de lobisomem, e que ataca de forma silenciosa, brutal e provavelmente sumirem mais facilmente pela forma espectral.
  • Também vou falar de vampiros já que falei de Transilvânia.
    • Vlad III (1431-1476): Inspiração do Drácula e do Conde Orloc de Nosferatu, tendo sido um príncipe da Valáquia (que no caso era uma região vizinha da Transilvânia), conhecido como o Empalador por ter sido sua execução favorita principalmente contra inimigos otomanos. Seu título era Draculea, antes algo filho do Dragão (já que o Vlad II era Dracul, ou Dragão), mas Draculea passou a significar filho do Demônio devido à brutalidade desproporcional.
    • Strigoi: Vampiros brutais, animalescos e bem mais monstruosos física e mentalmente, com olhos azuis brilhantes e cabelo vermelho ou branco, provavelmente baseado em superstições gregas de que ruivos voltavam à vida como vampiros, alguns têm detalhes de pássaros (entre elas corujas) e até de ratos e lobos.
  • Provavelmente eu "esqueci" porque eu já teria incluído como lobisomens do Leste Europeu ou então eslavos, e porque Transilvânia é mais conhecida pelos vampiros.
Outras feras parecidas antes que eu esqueça:
  • Besta de Gevaudan: Um criptídeo em forma de lobo que teria supostamente aterrorizado o sul da França em 1764, e tendo 100 vítimas, supostamente morto após uma caça, mas pode não ter necessariamente existido e sim sido relato exagerado dos locais.
  • Lobisomem do Uncanny Project: Chamado de Seth, é um monstro desenhado e modelado por Molly Brown, também conhecida como deadlymelodic nas redes sociais, e com uma forma mais como a dita em lendas medievais, de ser deformado, sem pelos e com mais detalhes humanos que de lobo.
Fora isso, tem algo notório nos jogos do Leste Europeu que é o quanto eles capricham no terror, com adição que são únicos na temática deles, isso principalmente baseado em serem uma região muito afetada pelas guerras do Século XX.
 Pode não ser simplesmente tradições cristãs (porque a arte bizantina e da Ortodoxia Oriental no geral são bem lindas, brilhosas e sobre entidades boas), e nem pagãs (romanos, gregos, celtas e germânicos também têm lendas medonhas mas que inspiram desde histórias de herói a contos de fada fofinhos), assim como a temática, mesmo parecendo, não se combina com a de HP Lovecraft.
  • Na real o terror eslavo é até oposto ao terror cósmico de um jeito que uma visão rápida e superficial não percebe.
  • Lovecraft retratava o terror sobre a insignificância humana perante a entidades infinitas ou no mínimo superiores e externas à humanidade e à Terra, e um contrapondo ao Antropocentrismo que era regra no século XIX.
  • Já o terror romeno e eslavo fala muito do terror mais próximo do humano, de humanos decaindo com forças desconhecidas e esses humanos serem o perigo principal, e que não envolve ameaças alienígenas ou tecnologias complexas demais  mas feras da floresta e magias proibidas, tipo a Baba Yaga.
Assim como o Leste Europeu sofreu muito com as Grandes Guerras e a Guerra Fria, incluindo frentes e dominações nazistas e depois soviéticas, o brutalismo estético que era pra construir prédios baratos e resistentes mas, junto do regime socialista (fome, Gulags e tirania) e a forte censura contra influências capitalistas e religiosas, levou a um trauma e depressão.
 A religião, quando bem gerenciada e bem cuidada, é a responsável pela cultura, ordem social e jurídica, e às vezes medicina física (como as Igrejas fizeram universidades e hospitais que duram até hoje) e emocional (aquele tipo de esperança positiva de que as coisas vão melhorar ou têm como melhorar, o que levanta a moral dos civis contra desafios), e você tirar isso mas troca por uma idolatria pelo Estado, pelos soldados e pelos líderes, você vai deixar uma galera insegura, não só pela falta de segurança física, mas por estarem proibidas até do refúgio espiritual. Se a religião era o ópio do povo como Marx dizia, não pareceu algo ruim quando um maranhense é pobre e "dopado" pela fé dele ele é mais feliz e resistente que um pobre na Tchecoslováquia que nem tem mais o meio de "se enganar" que vai ficar tudo bem.
 Fora isso, antes de explicar sobre as Grandes Guerras quero também explicar a etimologia de escravo.
  • Sumérios chamavam de Sag (cabeça; tipo cabeça de gado pra definir unidades bovinas), ou Arad (escravo masculino) e Geme (escrava feminina) para capturados de povos saqueados e então usados pra trabalho forçado.
  • Antes os gregos chamavam de andrapodon (pés de homem; pra definir escravos humanos que são bípedes e diferir de animais usados pra trabalhar em campo (tetrapodon, ou quadrúpedes)), e hilota (algo como conquistado, e eram geralmente servos públicos do Estado espartano, usados como escravos camponeses enquanto homens espartanos só podiam ser soldados ou políticos).
  • Na Idade Média, tinha os servos (do latim servus), que eram camponeses e outros operários que vinham de "brinde" dos terrenos, eles não eram pagos (pelo contrário: a comida plantada ou cortada pelos camponeses e manufaturas feitas pelos artesãos já eram impostos muito caros pra sustentar a nobreza, parte da mortalidade era fome e daí surgiu o costume dos rurais terem tantos filhos).
    • "Vilão" tem sua etimologia em villanus, que se referia a pessoas que viviam no campo incluindo camponeses com mais força e dinheiro que viravam cavaleiros, o termo se referir a personagens malignos vem justamente da péssima reputação de se morar no campo.
  • Também na Idade Média era comum um "mercado" de escravos por nórdicos, germânicos, piratas vikings, italianos e muçulmanos capturando e usando pessoas eslavas (do Leste Europeu e Oeste da Rússia, incluindo Sibéria), e eslavo e escravo têm a etimologia em sclavus (que era tipo a mistura das duas palavras e em latim).
    • Se você for ver, não é de hoje os caras querendo até de mais os eslavos, como o Arthur do Val, teve antes com a Simone de Beauvoir que se aproveitava pra abusar de ucranianas, e teve mais atrás com vikings usando russos e ucranianos como mão de obra gratuita pesada.
  • Fora isso, antes das Grandes Navegações (onde escravidão foi movida por demandas pesadas e muito racismo), a escravidão normalmente era de prisioneiros de guerra (poupados de serem eliminados) e pessoas com dívidas pesadas (isso desde o Antigo Egito a quilombos de fugitivos escravizados no Brasil).
Falando em etimologia de nomes, meu sobrenome Galdino por parte de mãe tem uma etimologia ibérica, uma adaptação de Waldus (um termo germânico que significava chefe ou comandante), e que ficou comum em Portugal e Itália, e o sobrenome Albuquerque por parte de pai vem do latim Albo Quercos (carvalho branco), e é comum na Itália e Espanha (incluindo ser o nome de uma cidade de uma das províncias), mas não tenho pais imigrantes e nem avós imigrantes, provavelmente têm origem mais antiga.
  • No Projeto Dream tem muito foco na cidade de Albuquerque-NM simplesmente por ser o mesmo nome desse meu sobrenome.
  • Mas pelo que eu vi, Galdino antes era um primeiro nome (e talvez os youtubers que eu converso em live simplesmente acham que meu primeiro nome seria Galdino por isso; em One Piece tem o Mr. 3 chamado Galdino também), e passou a ser sobrenome conforme descendentes coloniais herdavam esse nome como um sobrenome ou nome do meio.
  • Também é muito comum o sobrenome Silva ou a combinação Galdino da Silva, minha parte de mãe tem isso também e esse sobrenome, que significa silvestre, era comum no Brasil pra escravizados africanos, convertidos/escravizados indígenas e depois seus descendentes. Como meus pais são nordestinos (mãe pernambucana e pai baiano) pode ter a ascendência africana e indígena de fato.
Voltando ao assunto...
Das guerras do Século XIX, a guerra que mais traumatizou as pessoas não foi a Guerra do Vietnã (essa só fez os soldados estadunidenses verem que guerra era uma merda e deixou os vietnamitas putos com o ocidente), e nem a Segunda Guerra Mundial (que mesmo que tenha sido maior, pior e com tiranos tão metódicos em seu ódio que são referencial de gente ruim, ainda foi algo construído por problemas anteriores), mas a Primeira Guerra Mundial.
  • Foi uma série de conflitos entre países e seus aliados em um ponto que as pessoas ainda estavam desenvolvendo esperança por avanços tecnológicos e sociais.
  • Adolescentes mentiam a idade pra participar achando que teriam glória ou que teriam mais chance que tiveram de verdade pra proteger o país, milhares morreram antes de chegar aos 18 anos, sobreviventes envelheceram mais rápido de tanto estresse, e os uniformes da época pra Tríplice Entente tinham muita desvantagem tática.
  • A Alemanha já tinha metralhadoras e artilharia antes de outras tropas sequer fazerem as próprias trincheiras sequer para defender, enquanto franceses e ingleses estavam cavando o território e preparando até cronogramas para invasões mais precisas.
  • Antes soldados ingleses e russos até tinham um uniforme mais secreto e prático, mas os franceses usavam pantalon rouge (um tipo de calça vermelha) e casaco em bleu horizon (um tipo de azul relevante da França), que eles levaram anos recusando a trocar porque ainda tinha uma forte carga simbólica, elites e conservadores associavam como símbolo patriota e os civis viam mais valor heróico com base em ter as cores de sua bandeira.
    • Outro motivo pra demora da troca de roupa para algo discreto era, não só não ter dado tempo, mas antes as pessoas verem soldados como símbolo de coragem, e grupos até viam as variantes com os uniformes novos como covardes por terem que se camuflar pra sobreviver, assim como ainda tinha aquela característica quase carnavalesca dos soldados também participarem em desfiles importantes da França.
    • Sem falar que era um traje surgiu em 1829 graças a Carlos X, quando a Restauração Francesa pela dinastia Bourbon era ainda recente, dita calça tinha certo incentivo têxtil da agricultura (cujos campos incluíam plantar garance (rubia tinctorium, ruiva-tintureira) um tipo de flor usada pro corante que era até usado como parte da identificação, seja por motivo patriótico ou estratégico), e abandonar a tradição não era apenas cultural → era jogar fora praticamente um século de esforço e uma indústria que por um longo tempo foi benéfico pro país e seus soldados, e isso seria um sacrifício pesado até pro lado pragmático.
  • Mas pelo menos os franceses desenvolveram capacetes Adrian, que não eram capacetes tão grandes mas já protegiam a cabeça enquanto o corpo pelo menos estava leve, e foi usado por aliados na Tríplice Entente por sua vez.
    • Já o Império Russo não queria ver seus soldados usando capacetes, não por achar os capacetes feios ou pela mesma visão doutrinada sobre covardia, mas porque o Czar Nicolau II era arrogante e vaidoso, e sentia que capacetes diferentes dos bonés de couro ou das papakhas de pele iria diminuir o valor ou brio dos soldados.
    • Por isso era mais comum esse capacete Adrian usado por plebeus alistados à força que em nobres que estavam lá por um trabalho melhor pago ou então com maior vontade, o que foi uma das coisas que irritou o povo, afinal dava a imagem de que o Czar Nicolau II tava botando pobre pra ser bucha de canhão na guerra enquanto os soldados nobres só iam depois.
    • Também Nicolau II baniu a Vodka do império por achar que a embriaguez estava atrapalhando os soldados (ah sim, é soldado bêbado, não é o cara tratar guerra como moedor de carne que ele tava gerenciando por obrigação), e tem até piadas de que isso pode ter motivado também, ou dependendo da fonte, motivado mais a Revolução Russa que a maior parte dos motivos.
  • Pouco antes do Império Otomano ser abolido, ele perdeu pra Rússia em 1918 logo ao tentarem o mesmo erro que o Napoleão, de enfrentar a Rússia no Inverno (e olha que a essa altura já virou URSS).
  • Isso que nem falei das armas e crimes de guerra ainda, vou aproveitar pra falar do Pé de Trincheira também.
    • A galera tava tão paranoica porque, além da brutalidade, era difícil voltar pra casa, que os soldados dormiam sentados e com arma na mão, isso quando conseguiam dormir no meio de ratos e barulho de explosão.
    • As botas eram feitas de couro grosso, tinham peças de prego de ferro pra durar mais mas eram escorregadias, e no meio da lama podre e baixa ventilação isso dava fungos e bactérias pra causar o Pé de Trincheira.
    • Granadas eram um terror, não pela explosão de fogo em si, mas pelos estilhaços que variavam de poeira que só arranhava pra cacos grandes fatais. Shell Shock (Choque do Estilhaço) era o nome antigo do TEPT Dissociativo (que além das memórias traumáticas e estresse sério, inclui sensações de despersonalização e desrealização).
    • Armas químicas como Gás Mostarda (que causavam queimaduras e prendiam até na roupa), Gás Lacrimogênio (que faz os olhos arderem) e Gás do Cloro (que acaba com os pulmões) eram usadas pelos alemães e isso causou danos irreversíveis a sobreviventes.
    • Estupro da Bélgica: Um ataque em Setembro de 1914 em que a Alemanha massacrou, mutilou, e violou psicologicamente e sexualmente civis belgas enquanto atravessavam o caminho até a França.
    • Praticamente a Alemanha cometeu tanta barbaridade que graças a eles existe Convenção de Genebra, pqp!
O Império Russo caiu pelo motivo quase igual ao que o Reino Francês feudal foi destruído: camponeses morriam devendo, outros funcionários e até burgueses tinham a carreira estagnada, e a Aristocracia torrando o orçamento em luxos diários, com a França a Maria Antonieta gastava em vestidos e penteados caros e jogos de diferentes tipos e os Czar gastavam principalmente com brinquedos como os 50 Ovos de Fabergé (com Peter Carl Fabergé fazendo principalmente em encomendas de Páscoa), e ainda matando gente que tentava fazer os protestos de forma mais calma e quieta.
  • No caso da Rússia, tinha um filme de animação de 1997 chamado Anastasia, em que a Anastasia sobreviveu à morte da família Romanov e tem que deter o bruxo Rasputin.
  • Esse filme envelheceu mal na parte do roteiro e revisão histórica, seja por romantizar o Czarismo que na realidade foi justamente uma decadência feudal, enquanto também retratava o Rasputin como um bruxo demoníaco.
    • Sem falar do design antissemita do Rasputin no filme, o Grigori Rasputin era um siberiano ortodoxo, mas ele é retratado como um "judeu feio", o que repete aquela conspiração fascista e nazista de que os bolcheviques eram judeus comunistas.
    • Sem falar TAMBÉM que, na hora de reduzir o atrito político a algo mágico com bruxos das trevas, por que macadâmias usaram o Rasputin se do lado tinha o Lenin, Trotsky e Rasputin que eram anti-Czar? É um erro estúpido pegar um caso histórico extremamente complexo e complicado e reduzir a um "conto de fadas da vida real" porque confunde crianças, engana jovens, irrita historiadores e decepciona quem viveu tais eventos ou teve parentes que viveram esses eventos.
    • Assim como o filme era de 1997, baseado num suposto mistério de que sobreviveu alguma filha dos Romanov que deixou descendentes e... Mesma húbris pretenciosa que aquele papo furado de Santo Graal cristão de novo, na vida real só a Grã-Duquesa Olga Alexandrovna sobreviveu ao Massacre de Ecaterimburgo.
      • Se sabia que 3 filhas, o Czar e a Czarina estavam numa vala (achada em 1991), o Alexei (filho mais novo que sofria de hemofilia por causa do incesto da família) e a tal Anastasia tavam faltando, mas em 2007 foi achada a segunda vala com os ossos de quem tava faltando, com o teste de DNA em 2008.
    • Aviso anti-burro: Rasputin não foi um "amigo fofinho" dos nobres ou plebeus, mas ele tinha forte intimidade com a realeza por ajudar eles enquanto também teve simpatia dos pobres.
  • Sobre os Ovos de Fabergé, a URSS vendeu o que podiam após confiscarem tudo pra poderem pagar dívidas e conseguir máquinas pra indústria própria, a lenda de que os bolcheviques quebraram os ovos ou jogaram fora foi usada por comunistas como sinal de desprendimento de "prazeres inúteis" e usada por czaristas pra pintar comunistas como monstros que odeiam a arte.
    • Teve ovos que foram perdidos por acidente, outros foram vendidos a um preço menor que o esperado, e já vi caso dum cara que queria comprar um ovo Fabergé pra sucatear em outro.
    • Esse é o quão desmoralizados foram os Czar que nenhum massacre conseguiria fazer, porque matar um favorito vira propaganda, matar um injustiçado cria mártir, mas você tirar o valor do que representava ele acaba com o único refúgio onde nem a alma tá segura.
Fora isso, quando a Iugoslávia colapsou (1990's) depois do fim da URSS (1991) e da Guerra Fria (1989), teve a Guerra da Sérvia, que era um conjunto de guerras protagonizadas pela Sérvia durante a tentativa de conquistar territórios (já que a Iugoslávia se dissolveu em Eslovênia, Croácia, Bósnia & Herzegovina, a própria Sérvia, Montenegro, Kosovo e Macedônia do Norte (antiga Macedônia)), e teve a tão infame Guerra da Bósnia, que... Sim, o velho meme Serbia Strong, ou Remove Kebab, é problemático justamente por esse extremismo de matar, torturar ou exilar os bósnios, incluindo "Kebab" ser um slur contra muçulmanos (e a Bósnia & Herzegovina são um país muçulmano), e essa música foi posteriormente usada em ataques da extrema direita ocidental contra muçulmanos que tavam quietos e tinham nada a ver (como os ataques a mesquitas em Christchurch na Nova Zelândia).
  • Ditos crimes humanitários e de guerra incluíam extermínios e ataques a civis em Srebrenica, limpeza étnica ao até deportar mulheres, crianças e idosos (2 milhões de pessoas expulsas, 23.000 delas sendo só em Srebrenica), literalmente um Safari de snipers italianos pagando pra atirar em pessoas em Sarajevo (algo que tá sendo investigado recentemente), atos corporais não consentidos usados como arma de guerra ou para mudar a genética dessas famílias, e impedimento de agentes da ONU e da OTAN.
  • Dos capturados por terem feito essas atrocidades, Ratko Mladić e Radovan Karadžić são os mais conhecidos por terem feito os genocídios, Slobodan Milošević morreu antes mesmo de ser preso (não sei se ele se automorreu pra fugir da prisão ou alguém linchou ele), e chefes de inteligência da própria Sérvia, como Franko Simatović, foram diretamente condenados por cumplicidade em crimes cometidos por esquadrões da morte na Bósnia.
  • Dos snipers safaris, uma das pessoas que sabia do caso era um ex-líder de milícia chamado Slavko Aleksić, que foi encontrado morto aos 69 anos em dezembro de 2025, na cidade de Trebinje, um dos casos que atrapalharam a investigação e só levantou ainda mais suspeitas pro jornalismo.
    • Durante o Cerco de Sarajevo na década de 1990, Aleksić comandava as forças que controlavam o cemitério judaico nas colinas acima da cidade, cuja região era o ponto exato de onde saíam os tiros contra os civis, e por controlar a área, juristas e investigadores afirmavam que ele era a pessoa com maior capacidade de identificar os turistas estrangeiros que pagavam para matar.
    • Turistas ocidentais ricos (principalmente italianos, russos e britânicos) pagavam somas equivalentes a € 100.000 (cerca de R$ 601.323,80; se usassem moedas atuais) para passar fins de semana atirando em civis.
    • Agências clandestinas transportavam os "clientes" nas sextas-feiras via voos fretados e helicópteros, permitindo que eles caçassem humanos no sábado e voltassem aos seus empregos normais na segunda-feira.
  • Dá pra dizer que ditas notícias, mesmo que possam ser atrocidades separadas do que o velho canibal bff do Trump fez em sua ilha (ou seja, sem ter o dedo do Epstein no meio), têm até mesmo um "timing perfeito" agora que o governo do Trump tá se colapsando totalmente e as cortinas de fumaça estão acabando.
Ditas atrocidades que a Sérvia cometeu inspiraram a parte triste da história de GTA 4 (com inclusive um protagonista sérvio refugiado e sobre desilusão do mundo ocidental) e as várias nojeiras de A Serbian Film (um filme que, a propósito, também vale pra representar aquele tipo de atrocidade que canais de curiosidade vagabundos associavam à Darkweb mas na prática tudo isso ocorre em sites da Surfaceweb (superfície) e precisa de hackers anônimos especializados pra destruir esses sites, e da justiça pra derrubar canais do Discord e Telegram - que a propósito, não vou defender o Discord, os ataques físicos e sexuais virtuais literalmente aconteciam a torto e a direito e ninguém fazia nada, só caiu porque o King tentou pagar de protagonista e trair todo mundo achando que ia se safar, e ainda quando o Discord tentou ter segurança foi tão merda que só fez vazar dados e até gente nada a ver foi hackeada ou banida, aí trouxa quer cantar de galo falando que não vai resolver? Parem de bater no espantalho, esse plano de banir o Discord parece estúpido mas não é pra purificar os CPzeiros e sim pra cortar as asas desses caras).
  • Nunca vi esse filme, apenas resumos, e já achei aquilo uma parada idiota, edgelord LDL e parada de um autor que pareceu muito mais querer chamar atenção de fãs nojentos que de fato chocar ou criticar, o cara abaixar o nível ao incluir uma cena de "newborn p#rn" (me recuso a descrever, e não vão atrás ver sapoha; inclusive nos resumos que eu vi, o pessoal que diz ter assistido só diz que existe a cena e descreve bem resumido) é injustificável.
  • Isso lembra superstições problemáticas na África Subsaariana, como "curandeiros" intinerantes, autointitulados e não-confiáveis (chamados nyangas) que "adivinham" usuárias supostas de bruxaria mas só levam a linchamentos públicos, e tem gente que acredita que fazer sexo com virgens cura o homem da AIDS (como se passasse pra moça sem manter o vírus nele), o que não é verdade e só espalha mais a doença, assim como há casos de pais macetando os filhos achando que vai proteger de AIDS e, além de infectar o filho (se o pai tinha AIDS) ou o pai (se o filho tiver AIDS por transmissão vertical), fica todo mundo infectado e o filho traumatizado à toa.
    •  Além da ilusão da cura do HIV, alguns perpetradores cometem esse ato (com agravantes incestuosos) sob a promessa de curandeiros de que o ato trará riqueza, sorte ou proteção espiritual para os negócios do agressor (na moral, parece aquilo que o Morty cita dos habitantes do Minúsculoverso, dos tribais que devoram os filhos achando que faz as plantas darem mais frutas).
    • Assim como esses "curandeiros" escrotos (outro nome comum: tsikamutanda) extorquem com ameaça de roubar o gado dos civis, ou por causa desses golpes de roubar animais e comida leva a tragédias familiares por causa do desentendimento escalar muito, leva ditos curandeiros duvidosos a serem presos, processados ou linchados, ao ponto que inclusive acusar os outros de bruxaria é um crime no Zimbábue, inclusive com lei própria, e... ponto pros muçulmanos? Esses tsikamutanda são até executados porque essas práticas são consideradas Shirk dependendo se o país usa Sharia em sua lei, e ponto pro cristianismo também? Com movimentos cristãos se expandindo, regiões afro-cristãs buscam cura espiritual por orações (tirando essa idolatria e charlatanice já que mesmo menos orar e acreditar é de graça).
      • Ponto também pro Coronga já que dita força tarefa pra conter a pandemia de 2019 também teve sua força pra ajudar na segurança infantil na África.
Até mais!

26 de ago. de 2026

Lobisomens, Lovecraft e Cristianismo

Esse post vai começar com umas pesquisas sobre evolução da licantropia que eu fiz baseado em conversas com um webamigo.

Licaão e Sátiricon
Talvez o Licaão seja o mais conhecido, em lendas do século VII a.C. sobre um rei tirano da Acádia (reino da Grécia Antiga no Oriente Médio; e inspiração de Arcádia, um dos nomes pra reinos mágicos) e que odiava hospitalidade, matava qualquer um que ele mesmo convidava ou deixava entrar. Quando Zeus chegou lá, Licaão ainda tentou respeitar, mas ofereceu um prato feito de carne humana (em umas versões foi carne de um escravo, em outras foi do filho dele), Zeus ficou puto e transformou ele em lobo e queimou o palácio.
 No Sátirocon, livro romano de Petrônio, tem o lobisomem Niceros que se transforma em lobo durante noites de luas muito brilhantes (luas cheias) e isso atrapalhou, arruinou o banquete do nobre Trimalquião.
Faoladh
Lobisomens pastores da mitologia celta, um tipo de guardiões de campos, de rebanhos e dos civis vulneráveis, vindos do folclore irlandês e uma das exceções da ideia de "lobisomens selvagens ou cruéis".
Ulfhednar
Guerreiros nórdicos similares a Berserkers, mas enquanto Berserkers eram guerreiros ursos, os Ulfhednars eram guerreiros lobos, também com um frenesi brutal e também vindo da lenda de encarnar espíritos de animais ao vestir o couro deles. Berserker vem de um termo nórdico que inclui significados como pele de urso, eles vestiam a pele da fera, pegavam armamentos (como o favorito deles, o machado, e escudos redondos) e bebiam poções de cogumelo mosca e veneno de sapo.
Kresnik ou Krsnik
Lobisomens heróis da mitologia eslava, são notáveis quando já nascem com dentes ou têm um tipo de placenta na cara quando nascem. São mais que só heróis lobisomens a lá Space Wolves de Warhammer, eles eram xamãs com magias de proteção, amuletos e bons em medicina e poções, a licantropia sendo um dos poderes deles. E eles caçam Kudlaks (um tipo de vampiros eslavos ou anti-Kresniks).
 Pode ter a ver com Belobog (deus branco da luz), considerando que são guerreiros que nascem com placenta branca é um Kresnik, e se fosse com placenta escura é um Kudlak (que seria associado a Chernobog, deus escuro e um tipo de Diabo eslavo).
Cinocéfalos e São Cristóvão
Por favor entendam: Cinocéfalos e lobisomens são seres diferentes, a questão é que cinocéfalos já são humanoides com cabeça de cachorro por padrão, e seriam um tipo de civilizações sapientes de terras distantes e associados à África e Ásia. Há a entender que São Cristóvão foi tanto uma pessoa real quanto alguém que inspirou sua contraparte mitológica, um padroeiro dos viajantes e veículos na Ortodoxia Bizantina provavelmente por ser uma fera distante que se converteu.
 Eu vi num vídeo sobre cinocéfalo ser uma metáfora a pessoas que se levaram a uma vida com pecados, não por maldade, mas por impulso, não achei fonte suficiente sobre isso mas coincide com a etimologia de Cínico (filósofos mendigos da Grécia Antiga, grupo do Diógenes) vindo de "similar a um cachorro", por viverem na rua com pouca roupa e vivendo com o que achassem.
Lobisomens Medievais
Seja os Loup-Garou do folclore francês ou os Vokodlak do folclore eslavo são lobisomens selvagens ou malignos, com origens variáveis também (melhor explicado no tópico seguinte). Nessa versão eles se transformavam nas madrugadas de Quinta-Feira ou noites de Sexta-Feira, entre os simbolismos a ver com a Sexta-Feira sendo o dia da paixão e o dia da semana em que Jesus foi crucificado, simbolizando um tempo de menores defesas espirituais e maior maldade no mundo (a mesma origem simbólica da Sexta-Feira 13 (com a adição de lendas de 13º convidado sempre sendo o indesejado, seja o Judas na Santa Ceia, o Loki na lenda da morte de Baldur, ou o Capeta em lendas medievais de Sabats de bruxas; e também conectado a lobisomens se manifestando na Quaresma).
  • Loup-garou sendo a etimologia francesa para o termo Garou, que por si só é uma palavra referente à licantropia.
 A partir dessa época surgiu o conceito de lobisomens passarem a maldição com mordidas infectadas, baseado no vírus da raiva que era uma doença comum e também confundida com vampirismo (provavelmente a variação não seria de pessoas peludas com o vírus da raiva como meu webamigo Gabriel já comentou uma vez, mas de pessoas que pegaram raiva por mordida de cachorro).
Rituais de Licantropia
Podia incluir desde pessoas que fizeram pactos com demônios por poder, agilidade e se soltarem das amarras da sociedade, ou por entrarem em contato com pele de lobo em lugares de concentração mágica (como portões encantados ou encruzilhadas), ou amaldiçoados por terem acumulado pecados demais para poderem confessar e se purificar, até mesmo comer muita carne na Quaresma. Em povos como na Escandinávia, Germânia e em povos russos da Idade do Bronze tinha rituais de vestir pele de cachorros ou lobos, ou então comer a carne dessas feras, seja só pra pegar a força da fera ou então conseguir o poder de virar cães e lobos, assim como uma das opções de rituais é beber água que ficou acumulada na pegada de um lobo na terra. Assim como bruxas se drogavam com poções do amor à base de beladona, homens também se drogavam com unguentos e pomadas feitas de plantas alucinógenas na pele e acreditavam que haviam se transformado em lobos.
 Tinha um ritual que eu ouvi falar por um vídeo um tempo atrás, e vi que veio do folclore ibérico (Portugal e Espanha), que envolve a pessoa vestir uma blusa ao contrário (a inversão da vestimenta já simboliza a quebra de regras naturais por você tar fazendo de propósito o que você não deveria), se esfregar onde cachorros andaram e deitaram (não precisa esfregar onde o cachorro cagou, aí seria demais, né poha; mas em suma, você tá absorvendo energia que o cachorro deixou no chão), numa encruzilhada (um tipo de espaço liminar comumente associado a demônios e pactos), e rezar ao contrário (não sei se tem que ser cada letra na ordem contrária ou se simplesmente começa com "Amém, para sempre" e termina com "Que estás no céu, Pai Nosso").
 No folclore brasileiro, o filho sendo o oitavo após sete filhas, ou o sétimo após seis filhas, ou então ser fruto de incesto entre irmãos, também é amaldiçoado a virar um lobisomem (em contraparte, a oitava filha após outras sete vira uma Cumacanga, um tipo de mulher mágica cuja cabeça se solta enquanto ela dorme, e a cabeça sai assombrando a floresta ou as vilas; provavelmente era uma das interpretações dos fogos fátuos, que são chamas misteriosas que se formam com a queima repentina de fosfina (PH3), o difosfano (P2H4) e o metano (CH4), que por serem gases formados pela putrefação de cadáveres o fogo disso era confundido com energia espiritual vagando).
Cão de Baskerville e Lobisomens de Cinema
Cão de Baskerville também não é um lobisomem, mas eu tô citando aqui porque, além de tar perto do assunto desse tópico, senão aqui onde mais eu falaria sobre? Enfim, é um dos vilões do Sherlock Holmes (inclusive eu tive que ler o livro do Cão de Baskerville pra uma prova do livro de Português), em forma de um cachorro magro, de pelos pretos e, dependendo da ilustração, com uma chama saindo da boca, e sendo uma versão do Black Shuck (um tipo de cão preto demoníaco do folclore inglês, por sua vez uma versão dos Hellhounds, que apesar de termos cães infernais como Cérbero na Grécia e Garn na Escandinávia, os Hellhounds e Cães Negros só foram uma raça de fato no folclore celta), e apesar de ser um cachorro sobrenatural, ele não é indestrutível, e o Sherlock Holmes consegue eliminar a fera com um tiro.
 O conceito de lobisomens virando seres meio humanos, em vez de uma versão bizarra de um lobo, surgiu em Lobisomem de Londres, um teatro de 1828, que depois evoluiu para um filme de 1935 (que o protagonista é amaldiçoado pelo contato com a Mariphasa Lupina Lumina, uma flor mística que cresce à Lua Cheia), e evoluiu pro Lobisomem de 1941, com a transformação à Lua Cheia e a vulnerabilidade a balas de prata. Lobisomens são super fortes, e também super resistentes, armas comuns não dão dano suficiente, e a prata tem esse poder mágico da Lua e da pureza, que por si própria é usada para quebrar as defesas amaldiçoadas do Lobisomem.
Vocês sabiam que assobiar no escuro atrai demônios? Há lendas globais de que assobiar no escuro atrai maus espíritos e forças malignas, ou então azar, isso é baseado no simbolismo da noite a perigos (algo clássico, memória ancestral, predadores noturnos, etc.), com também a associação de assobiar a chamar atenção (seja como convide ou irritação), isso se aplicando ao espiritual também.
 Nos livros do Lovecraft o Necronomicon é apenas o nome grego do livro Al-Azif, cujo nome tem origem no termo árabe ‘azīf (عزيف), que podia se referir tanto a barulho de insetos quanto a uivo de demônios (ou de djinns, ghouls, ifrits e shaytans), o que se completa com o quão comuns eram barulhos de grilos, esperanças, cigarras ou, quando não inclui só insetos e inclui também pássaros, a corujas (animal noturno conhecido por gritos assustadores) e corvos (que na Ásia e na Escandinávia tem simbolismos positivos de sabedoria, mas no Ocidente Europeu é conhecido como um presságio de morte ou então um animal ceifeiro já que corvos comem cadáveres).

Também citei sobre lobisomens europeus, sobre um santo cinocéfalo, e como os lobisomens são incluídos no sincretismo católico, isso até lembra o Lupus Dei da banda Powerwolf (uma banda sobre lobisomens), que a música Lupus Dei se trata de um lobisomem sendo santificado ao se converter a Cristo.
Fora isso, num post anterior eu falei sobre cristãos hipócritas, e aquilo foi um desabafo sobre um tal de Último Aqueu, que quando falava de feminismo era sempre demonizando como se as pessoas defendendo mulheres escrotas fossem as verdadeiras feministas e não, sei lá, mulheres querendo escolher o que vestir ou querendo maridos que prestem, e outra crítica minha é quem se diz católico, mas acha ruim o Estoicismo e fala que é "filosofia de corno" (e não ajuda muito gente que retrata estoicos hipotéticos como gente que, só porque não quer reclamar, aceitariam coisas aleatórias como tomarem chifre), e isso é estúpido.
  • Estoicismo é simplesmente:
    • Se é culpa sua → Não reclame, e desfaça a merda que você fez.
    • Se era inevitável → Não reclame, reclamar não vai mudar a situação.
    • Se foi irreversível → Não precisa reclamar,  o que tá feito tá feito.
    • Se alguém fez algo contra você → Só se vingue se valer a pena ou você superar o malfeitor, pagar da mesma moeda só vai provar que o cara tava certo fazendo o que você achou ruim.
  • E eu acho idiota quem acha que estoicismo é anti-cristão sabendo que essa ideia de encarar os desafios é igual às penitências católicas (o católico chora com o estoico não reclamando enquanto resolve, mas acha bonito autoflagelação que é basicamente masoquismo sagrado), e que filósofos como Marco Aurélio dedicavam ainda à busca por fazer o certo e o real (outra lição católica).
    • Assim como odeio gente que reclama do estoicismo como se fosse o maior "hominem sanctum" do mundo mas tem o temperamento de um Devora-Mundos (outra tropa de Warhammer) e o vocabulário de um figurante de um desenho médio do Adi Shankar ou da Vivziepop.
  • Isso que eu evitei citar as 14 cartas entre Sêneca e São Paulo porque eram uma lenda com cartas falsificadas para uma propaganda de absorver o estoicismo de Sêneca para o lado cristão (o que sinceramente nem precisavam, considerando como o Estoicismo já combina com o Cristianismo num geral).
Mas sobre cristãos e santificação, mesmo eu sendo evangélico acho legal parte da história dos santos, e até santos filósofos como Santo Agostinho, que incluía filosofias como:
  • Associação entre sabedoria e fé, não no sentido de "acreditar em Deus = automaticamente estar certo", mas no sentido que, pra ter fé, tem que entender o que está acreditando, o que de fato separa a fé da idolatria.
  • Também absorvendo o Platonismo, com a Ideia do Bem do mito da caverna sendo usado pra explicar o Livre Arbítrio, em que quando Deus criou a liberdade de escolha pros humanos, ele criou o bem como uma luz espiritual, e que as sombras dessa luz são o mal, e o mal é apenas um efeito colateral pela limitação física.
    • Já vi gente dizendo que isso refuta o Paradoxo de Epicuro, mas pra refutar é necessário entender o Paradoxo:
    • Se um deus tem poder, sabedoria e bondade, por que existe o mal?
      • Se são os demônios → se esse deus tem poder e bondade ele destruiria eles.
      • Se é o livre-arbítrio → esse deus pode tirar o mal do livre-arbítrio? → senão, ele não é onipotente ou sequer poderoso.
      • Se há algo que esse deus não sabe → esse deus não é onisciente ou sequer sábio.
    • Mas Santo Agostinho nem precisou refutar Epicuro (porque Epicuro não falou mal de Deus, na época gregos nem sabiam do monoteísmo além do Zoroastrismo persa; Epicuro criticava os deuses gregos serem um bando de desocupados interessados em interferirem muita coisa no mundo físico), e sim refutou pessoas que usavam o Epicurismo na Idade Média ("epicurista" era o equivalente medieval de "ateu Toddynho" ou "ateu de Reddit") e o Maniqueísmo (uma filosofia persa que separava o bem e o mal em forma de deuses opostos e rivais, e que inspirou o Catarismo, que... era um bando de hippie pelado que incentivava a automorte e o assassinato de civis).
    • Isso de um Capeta com livre arbítrio e sendo banido do Céu porque ele queria ser o adm do mundo surgiu com John Milton, que na real fez um Satanás com o nome de Lúcifer (nome romano do deus Eósforo, associado à Estrela da Manhã antes da tal "estrela" ser descoberta o planeta Vênus e associada a Afrodite), e com uma versão mais trágica que apenas mais um vilão.
    • Santo Agostinho tava mais perto cronologicamente de Epicuro (623 anos à frente) que do tal John Milton (1254 anos atrás), é ÓBVIO que a filosofia de cada um não combinava já pelo contexto que cada um viveu.
  • Também defendeu sobre como os sentidos do corpo não eram suficientes pra conseguir o conhecimento, mas também precisava da Iluminação ou Epifania.
    • Eu ia falar que isso é mais abstrato e dependente do primeiro tópico que falei, mas teve o caso do indiano Srinivasa Ramanujan que simplesmente conseguiu por um SONHO um cálculo que pode calcular o valor exato dos 38 primeiros dígitos do Pi após o "3,14" clássico, para cálculos que exigem extrema precisão, desde puramente calcular Pi em computadores, detectar bugs de computadores (ao fazer o processador calcular até o talo e até estressar), até entender a física de buracos negros e a circunferência do universo. E olha que o cara é hindu, pegou milagre duma deusa da religião dele.
Também tem o São Tomás de Aquino, que... eu demorei pra gostar ou entender esse santo mais que o Santo Agostinho porque, sobre os cristãos hipócritas, tava a um nível de "papagaio fala 'São Tomás de Aquino' e vira católico", sem sacanagem, tinha qualquer filósofo europeu secular (ou seja, por volta de séculos XIX e XX) que os caras metiam um "São Tomás de Aquino refutou esse filósofo séculos antes dele falar". Mas na real...
  • Sartre e Foucault defendiam sobre como a existência simplesmente "acontece", e que não começa já com um propósito, enquanto a ideia de predestinação e que humanos terem propósito seria uma ideia cristã era uma ideia calvinista (de uma religião britânica que teve atrito sério com o catolicismo).
    • Sartre dizia sobre a Existência preceder a Essência, que se trata sobre a pessoa não escolher pra existir, e a identidade dela ser construída com o tempo, seja por escolhas próprias ou influência ao redor.
    • Foucault dizia que o poder não é exclusivo do Estado e dos governantes, só é em maior quantidade, enquanto nas mínimas relações sociais ainda há parcelas de poder, assim como desde as interações das pessoas no cotidiano a também a instituição de escolas, hospitais, prisões, etc. levam à padronização e composição do caráter da pessoa, mas... só não é muito original, Thomas Hobbes e John Locke falavam isso antes.
    • Também acho estúpido zés cruzadinhas baterem o martelo sobre mulheres pedófilas como Simone de Beauvoir, e filósofos duvidosos como Foucault (que junto com a Simone tentaram fazer baixo assinado pra abolir idade de consentimento da França), mas ficam em silêncio com uma quantidade tão séria de padres "jacks" que chegaram a ferrar a reputação dos padres por décadas (ao ponto de inspirar brincadeiras como "quem chegar por último é mulher do padre").
  • Sobre São Tomás de Aquino, o mesmo foi um padre universitário e frade dominicano conhecido por seu tamanho e timidez, ao ponto que colegas apelidavam maldosamente ele de Boi Mudo ("boi" não só por ser gordão, mas também por ser "lerdo" perto de outros sacerdotes do mesmo grupo, "mudo" era por ele falar bem pouco), e eu não diria que pode ter sido um padre/santo autista, mas ele foi praticamente santificado na base do hiperfoco.
    • Teologia é o estudo da palavra e da religião, e é uma área importante para formar padres, e a contribuição do São Tomás pra teologia cristã é até chamada de Suma Teologia.
    • Motor Imóvel: Baseado na cosmologia de Aristóteles, de uma força que moveu tudo que é físico e espiritual, mas é "imóvel" porque só precisou de um movimento pra tudo começar.
    • Causa Eficiente: Causalidade, e especificamente a linearidade dela, e se completando com o Motor Imóvel (dita como a primeira causa).
    • Ser Necessário: Se os seres do mundo são contingentes (podem existir ou não); logo, deve existir um ser necessário que lhes dê origem.
    • Graus de Perfeição: Se tem pessoas boas e ruins, e pessoas melhores ou menos boas (não necessariamente piores), há um grau máximo de bondade.
    • Governo Supremo: Se há ordem na natureza, há um tipo de "Rei Supremo".
      • Eu espero que lembrem-se: Nunca confundir com design inteligente (design inteligente é uma conspiração criacionista literal, que distorce como evolução funciona e ignora os milhares a bilhões de anos de evolução da matéria e vida pra reduzirem a "veio do nada"), São Tomás nunca falou sobre design inteligente.
Eu até pensei em colocar aquela pintura do São Tomás mais velho e calvo, com cara de "chad", mas sei lá, achei essa pintura mais bonitinha e achei uma pena não usarem muito essa foto pra ilustrarem o São Tomás.

Até mais!

9 de ago. de 2026

Artes macabras, Morte e idolatria

Esse blog vai combinar a explicação de algumas artes com algo inesperado que eu passei recentemente (embora nada impressionante pra mim), que vou explicando conforme avança abaixo.

O Ciclope, 1898, Odilon Redon
Lembro de quando eu vi esse ciclope num vídeo da Fatos Desconhecidos sobre monstros mitológicos, e no vídeo citaram os ciclopes incluindo o Polifemo, mas pelo visto a ilustração é como se fosse uma história original por si só: Um ciclope selvagem, perambulando, enquanto tem uma mulher (provavelmente uma donzela pura) vulnerável pois está deitada e dormindo, mas o ciclope selvagem olha pra tela, pro expectador, em vez de olhar pra donzela. Nenhum está olhando pro outro, o ciclope só vê um, e você vê os dois, .
O Pesadelo, 1781, Johann Heinrich Füssli
Talvez a explicação manjada é a de que a mulher estirada no chão está sofrendo uma paralisia do sono, inclusive antes dos Íncubos serem "Súcubos machos", eram espíritos que atacavam em paralisia do sono, mas o real "pesadelo" é o cavalo misturado no meio das sombras, pois pesadelo em inglês é Nightmare (égua noturna), assim como haviam simbolismos de demônios em forma de cavalos (como os Kelpies também), ou os Íncubos também serem chamados de mare no inglês antigo.
O Mundo de Cristina, 1948, Andrew Wyeth
Talvez isso tenha me pegado muito porque é basicamente um enorme Espaço Liminar, mas não um espaço liminar urbano (como uma rua ou um parque) e nem fechado (como qualquer sala ou corredor), é um espaço liminar aberto e rural, um dos tipos mais raros de espaço liminar, e pelo jeito que a moça (a tal Cristina) está deitada, ela provavelmente está paralisada e tentando se rastejar. É um horror tão silencioso e tão calmo que só tá tudo bem porque não há nenhuma ameaça nítida.
A Ilha dos Mortos, 1880, Arnold Böcklin
Do meu entendimento, podia ter sido tanto o Reino de Hades (tem até um Caronte ali embaixo carregando alguém) quanto a Ilha dos Bem-Aventurados (um pós-vida descrito por Homero que se trata de um paraíso específico pra heróis que morreram em glória), mas pesquisando tem também inspirações na ilha Pontikonisi (uma ilha grega bem pequena), e também no Cemitério Inglês (que apesar do nome, fica na cidade italiana de Florença - provavelmente pra trollar americano, não duvido), e eu vi que tem versões de dia e de noite, só não entendi se a versão de dia é de um autor diferente ou o Arnold Böcklin fez versões diferentes da mesma pintura. Essa pintura aparece em Signalis, e em uma das cenas até mostra essa pintura junta com uma carta de Amantes, e como a carta de Amantes significa tanto amor e encontros quanto conflitos (no caso a carta no jogo mostrando duas mulheres dando as mãos - há um romance pouco implícito entre a sua Elster e uma personagem misteriosa, mas também você tem que enfrentar um monte de robôs femininas), e na cena que eu tô associando tem essa carta numa pintura da Ilha dos Mortos de dia, pode significar justamente a perda ou desaparecimento (embora não uma morte confirmada) da Ariane, a qual a Elster que você controla tem que ir atrás.

The Hands Resist Him, 1972, Bills Stoneham
Não pensei numa tradução boa ("As mãos resistem a ele" até encaixa mas não parece combinar), mas sobre essa pintura, temos um garoto sério olhando pra frente, uma boneca sem olhos, e atrás da porta umas mãos fantasmagóricas na escuridão. Já vi interpretações dizendo que se trata da infância (algo tipo a inocência de não ver as maldades do mundo), mas pra mim dá pra ser pior: Pode ser que o garoto não percebe que está tão perto de traumas passados, como aquele tipo de trauma geracional, um avô batendo no pai, um pai xingando e humilhando o filho e então o filho menosprezando os sonhos do neto, e a porta está com uma brecha até que grande, indicando que esses traumas estão mais perto ainda de se repetirem. Isso me lembra a música Cradles, do Sub Urban, 2019, que também fala sobre infância negligenciada, a falta de noção do mundo quando se é mais novo, e não perceber o que de ruim os pais estão fazendo ao filho, com o clipe tendo momentos de como se fossem NPC's num teatro (aquele tipo de apatia infantil quando a gente se sente como se fosse a única pessoa sapiente no lugar).
Saturno Devorando Um Filho, 1819, Francisco Goya
Outra pintura manjada, com simbolismo manjado, mas que dá pra eu estender. Francisco Goya estava surdo de ambos os ouvidos, pode ser por alguma doença autoimune como Síndrome de Susac ou algo como Saturnismo (←leia direito, Saturnismo é uma doença envolvendo contaminação por Chumbo (um metal associado ao planeta Saturno, ao deus Crono e ao elemento da Morte), um metal comum nas tintas da época pra aumentar resistência e secar mais rápido), e talvez por isso o Goya fez logo a pintura da cena de Saturno devorando um dos seus bebês, pode não ser simplesmente "o passado destruindo o futuro" como qualquer um pensaria, mas sim o chumbo (metal de Saturno) devorando o próprio Goya.
A Morte e A Menina, 1852, Frans Van Kuyck
Pelo que entendi, o Van Kuyck fez pinturas relacionadas ao campo, ao pastoreio, meninas e mulheres trabalhando na zona rural, e ele que criou o feriado do Dia das Mães justamente em homenagem às mulheres (mães) e meninas (filhas), com um contexto triste sobre a alta mortalidade infantil devido à pobreza das regiões rurais da Europa, e o feriado era comemorado em Agosto quando foi criado numa campanha em 1913 pra essa dita homenagem, e quando foi se popularizando foi passando a ser comemorado em Maio (um mês também importante já que é associado à Primavera no Hemisfério Norte). Eis então na pintura um ceifeiro tão decadente que tá precisando de muletas pra andar, enquanto quem "ceifou mesmo uma vida" foi a menina que está carregando flores, então... o significado pode ser inesperado, pode ser tanto sobre a própria mortalidade infantil (e como mesmo a Morte aí, decadente (subvertendo a ideia belga de ilustrar a Morte como um exército de ceifeiros), indo pacientemente mas também passando por perto da garota em vez de em direção dela) quanto a dominação da Vida sobre a Morte (por termos o ceifeiro decadente ao lado de uma garotinha serena carregando flores, afinal, sendo uma criança ela já representa uma vida nova, e ela pode crescer e se tornar mãe quando viver o bastante, e flores são um outro símbolo de vida).
[Nota de atualização 15-08-26]
Ninfas Dançando a Flauta de Pã/Dança do Fogo, 1889, Joseph Tomanek
Adicionando aqui porque, como eu citei de relance de meninas peladas pulando Festa Junina (PULA FOGEIRA IAIAAAA) em Projeto Dream [link 1] [link 2] e eu lembrei dessa pintura, que bem, eu pensei que eram meramente bruxas dançando um ritual genérico sobre fogueiras, mas no nome longo diz que na verdade são ninfas, e o "demônio" ali é um fauno/sátiro ou então o deus Pã (um deus fauno, filho de Zeus com a cabra Amalteia - isso é incesto também? porque na infância de Zeus o mesmo mamava essa cabra e então ela era tipo uma mãe adotiva ou madrinha), eu conheci essa pintura por um meme dessa foto com a legenda "girls night" (noite das meninas), como se fosse uma festa silly noturna, mas eu imaginava algo mais caótico, tipo insinuando que as meninas fazem ritual na festa do pijama kkkkkkkk... Mas fora isso, a fogueira pode ser tanto uma fogueira bem grande pra festa quanto algo como um fogo mágico convocado pra festa, já que estamos falando de humanoides mágicos (entre eles as ninfas, que muitas delas são a origem de animais, como a Quelone (mãe das tartarugas) ou de elementos naturais (Eco, ninfa da repetição de som; ou Ondinas, ninfas do mar)).
[Fim da nota]
Eu Tenho Um Plano Especial Para Esse Mundo, 2000, Current 93 e Thomas Ligotti
Esse álbum é bem macabro, a criatura similar a um bobo da corte infernal olhando diretamente pra tela já é horrível de se ver, a música é difícil de se ouvir a letra por causa da voz baixa e robótica (que por si só já é desconfortável e pode representar como se fosse mesmo pra ilustrar um sussurro maligno), e a letra é um poema do Thomas Ligotti (um autor niilista inspirado em HP Lovecraft, e que também tinha ideias anti-religiosas, entre elas algo até mais pessimista que o próprio Lovecraft), enquanto o Lovecraft apenas via entidades superiores e cosmológicas como seres indiferentes porque nós somos menores demais pra esses seres se importarem, Ligotti já imaginava essas entidades, incluindo Deus, como uma entidade que realmente quer ver os humanos sofrerem de alguma forma e por isso existiria a consciência e o livre-arbítrio (isso eu só explicando o que Ligotti achava), algo meio gnosticista, e eu até vi pelo menos um comentário falando que o poema sendo transcrito em música era um dizz diretamente ao Demiurgo (uma interpretação sobre os aspectos malignos ou desonestos do Deus do Velho Testamento, e que criou o plano material e seus habitantes para sofrerem). O tal poema insinua que a vida é só sofrimento, como se fosse mesmo plano do tal Demiurgo ou do Deus Maligno, que o plano seria talvez a automorte, ou talvez se manter vivo só pra tirar sarro do Demiurgo, e há uma parte que me intrigou:
Há apenas quatro maneiras de morrer
Um espírito sarcástico podia ter me dito:
Há a morte que ocorre de forma relativamente repentina
Há a morte que ocorre de forma relativamente gradual
Há a morte que parece ocorrer de forma relativamente indolor
Há a morte cheia de dor
[Eu editei pra "arrancar" os olhos desse bicho porque eu não tava aguentando o contato visual que esse fdp traz]
Eu fui pra igreja com meu pai (que tá me acompanhando nesses Domingos porque, depois do AVC que ele teve no começo de Julho, ele começou a congregar mais pra buscar por bênçãos), e esse Domingo na igreja tavam falando sobre idolatria e então citaram o Bezerro de Ouro, e sobre os hebreus terem montado porque acharam que Moisés morreu no monte de Sinai e Deus abandonou eles. Eu expliquei também sobre como o bezerro de ouro não foi apenas algo ilustrativo ou sobre crenças no materialismo (como o ouro é usado como símbolo de ganância quando fés abraâmicas falam de pecado e idolatria), mas também sobre touros serem símbolos de força e fertilidade no Levante, como era no reino de Canaã ou Fenícia.
O cooperador (que é tipo pastor só que da CCB) ficou surpreso de eu explicar com detalhes tão além do "básico" (entre aspas por ser apenas um termo parecido) que tinha na Bíblia, assim como eu falei sobre o culto vazio a objetos, e não ao que eles representam, também é idolatria.
  • Você usar um terço como foco pra orações é um culto normal a Deus e Jesus, assim como tem também a veneração à Virgem Maria Mãe de Deus.
  • Você orar pra Deus é culto normal.
  • Você rezar pra um santo normalmente é veneração (um tipo de respeito ou apreciação máxima de uma pessoa que está num status sagrado).
  • Mas você cultuar especificamente algum símbolo pq você acha que o objeto que esse símbolo é feito é a parte a ser cultuada (como os hebreus estavam fazendo a Neustã (a serpente de bronze numa cruz de madeira) em Números 21), é um meio de idolatria também.
Eu tava planejando falar aqui sobre mais assuntos, mas obviamente vale mais a pena encaixar num post separado.

Feliz dia dos pais!

16 de jul. de 2026

Gorilas, Onigiris, Fênix e Rasheeds

Dia 12 de Julho: Essa noite eu sonhei com:
  • Algum tipo de abertura de anime que é descrita "tendo temas sobre família e união", provavelmente baseado nas equipes que eu fiz pros episódios mais recentes de PD em que as equipes eram tão unidas que eram praticamente um personagem novo.
  • Assim como eram visíveis umas máscaras em forma de bichinhos ou como se fossem máscaras de armaduras, e que teria a ver com os personagens do sonhos.
  • Tinha um gorila reclamando de ter tido um problema intestinal depois de comer bananas, mas que esse mesmo gorila gostava de onigiris de chocolate por algum motivo.
  • Também tinha algo como um prateado que treinava duas Gardevoirs fêmeas (mas treinava como se fosse Dragon Ball), não lembro se era a verde normal ou a azul shiny mas uma delas tinha uma máscara tipo a de Hollow Knight por tradição, e o sonho implicava que fosse de algum Pokémon Inseto também, e eles treinavam em um tipo de porão depois de uma escadaria bem longa e em voltas quadradas.
  • Lembro que bem no finalzinho do sonho, depois que eu fui ao banheiro mijar de madrugada e voltei pra cama, tinha algo como o Naej ou um dos protagonistas de Queda do Milênio em uma festa de luzes azuis num ambiente que parecia uma caverna, e uma das mulheres que o personagem tentou agradar estava tão furiosa que fez uma máscara de solda (só que tendo uma fenda em vez de uma lente) em troca do personagem "não incomodar" ela.
  • Também tinha algo quase como se fosse um FFG do Sr Wilson sobre um jogo de Lobisomem o Apocalipse, do WoD, em que na cena tinha Lobisomens tentando sair da forma Crinos ou Glabro de volta pra forma humana.
  • Também sonhei com uma versão do 11 de Setembro em que se chamava "Let me meet yooooo", que se trataria de um "meme" de um prédio explodindo, e muda pra eu sonhando como se fosse a visão do meu pai presenciando um ataque de aviões a prédios (mesmo que os pequenos, afinal o sonho era no Poliesportivo de São Manuel), e no sonho meu pai até tentava socorrer a minha mãe.
  • Mas algo a ver com o gorila e com a pessoa que fez a máscara de solda, como se fosse realmente em sequência, tinha um tipo de rival da Alex Valiant que, segundo o sonho, a Alex seria uma "fraude" por nunca ter conseguido ter detido essa rival, e o sonho insinuava que é como se fosse uma versão de Pokémon em que a Alex do Projeto Dream teria algo a ver.
Dia 14 de Julho: As partes mais interessantes que eu lembro que sonhei foram:
  • Alguma parada misturando Meu Malvado Favorito e Toy Story, tinha alguma cena dos Minions do Gru tendo um tipo de ajuda de uns brinquedos tipo o Binóculo Lenny, e algo como "o quão rápido os Minions matariam o Voldemort sem querer?"
  • Também algo como uma versão estranha de Harry Potter, com uma cena em que o Harry Potter ataca o Vernon Dunsley, mas essa cena pegava num looping porque quando eu tenho sonho lúcido eu fico repetindo o sonho pra testar "cenário melhor", e variava entre o Harry tacando sangue de vampiro nele, ou tacando uma azaração que deixava o Vernon com tromba de elefante na cara.
  • Depois passa para alguma cena em que magos (não seria bruxo tipo Harry Potter, era mago tipo o Projeto Dream), em que eles tinham que fazer como teste algumas magias de diferentes categorias, guiadas com um grimório gigante e com vários capítulos que eram tipo livros menores, uma das categorias era de Abstração, e tinha uns livros referentes ao Rei Escarlate da SCP Foundation ou a uma entidade parecida, tinha até ilustrações envolvendo olhos, raízes e chifres parecendo aquelas artes do SunnyClockwork.
  • A tal Abstração tinha a ver com controlar conceitos primordiais com a magia, e que havia na escola de magia (que era bem grande, barroca, com paredes bege e chão e rodapé vermelhos) havia citações de elfos que, no tempo primordial que esses conceitos reinavam, elfos eram apenas como ratos na biosfera antiga.
  • Lembro que ditos símbolos eram em círculo mas não eram para invocar alguma coisa mas sim para ilustrar os tais livros menores do grimório de treinamento.
Mas sobre magia, eu gosto da ideia de justificativas que o pessoal cria pra usarem artefatos antigos mesmo em histórias pós-medievais, como no Harry Potter os dispositivos  onde tem muita magia, ou em Star Wars onde tem armas laser (blasters) mas os Jedis podem rebater com o sabre de luz ou com a Força e então só um Jedi/Sith enfrenta outro Jedi/Sith.
  • Eu falei mal do Harry Potter muito mais por raiva de inconveniências que eu nunca tive a chance de comentar ou porque eu odeio a JK Rowling do que realmente por odiar Harry Potter, mas perto de outras histórias de livros teve bem poucas coisas mal adaptadas que realmente deixem os filmes ruins.
    • Assim como eu gosto de histórias como Cthulhu e os aliens do HP Lovecraft mesmo esse cara sendo um racista, niilista ateu e seus ideais não poderem seguir pro tempo atual de jeito nenhum.
    • Assim como Lovecraft era ignorante na ciência (pois muito do terror cósmico tinha a ver com estudos químicos, biológicos e astronômicos que Lovecraft desconhecia) e na religião (como muito do que ele retratou de deuses bizarros ser uma representação maladaptativa sobre entidades superiores baseadas em seu pessimismo e também no antropocentrismo da época).
    • Talvez por isso o Cthulhu deixou de ser associado ao terror cósmico: o "homem polvo feio gigante" não é o suficiente pra assustar só de saber sobre ele, assim como apesar do racismo de Lovecraft o terror cósmico dele mesmo não se reduzia a "o homem branco não ser o centro do universo", porque terror cósmico sem o microcosmo de medos menores humanos para ligar ao macrocosmo da entidade medonha, é só powerscaling.
    • Geometria não-euclideana não é geometria abstrata ou surreal como Lovecraft interpretava (algo tipo pinturas de Maurits Escher ou de umas fases de This House.wad), mas sim geometrias sobre curvas, seja hiperbólicas (côncavas), elípticas (convexas, tipo esferas) ou cálculo diferencial de geometrias 3D, mas ainda assim dá pra entender a geometria não-euclideana no sentido lovecraftiano sem o menor problema.
  • Fora isso, sobre o Harry Potter, não é qualquer magia que buga os dispositivos, mas sim se o ambiente tiver muita magia concentrada e, por isso, bruxos podem usar dispositivos em cidades e lembro que tem até carros e motos voadores por magia, mas tem seu motivo pra não ter sistema de energia elétrica ou pode ser só de Hogwarts ser mais "arcaico" embora mais eficiente que outros lugares com magia.
  • Fora isso, eu achava que as pinturas de Hogwarts no Harry Potter fossem algum tipo de fantasmas, mas na verdade são entidades diferentes, os fantasmas são uma impressão da alma do bruxo, é tipo um cache da alma na realidade, já os retratos, ou quadros, são entidades vivas criadas do zero, no máximo diretores podem fazer autorretratos e os "treinarem" para agirem como eles e, como em Harry Potter a morte é permanente por padrão, no máximo a ressurreição é temporária ou complicada demais, isso é o mais próximo de reencarnação, e já que comparei fantasmas com dados digitais, os quadros são tipo um arquivo novo.
Aliás, algo que eu gosto no Harry Potter é a fênix Fawkes, só porque eu gosto de fênixes (elas, os dragões e os gigantes são minhas criaturas mágicas favoritas), e tem uma parada curiosa que é sobre as lágrimas da fênixes poderem regenerar feridas e eliminar venenos, incluindo o do Basilisco que é dito como forte o bastante pra um dente de basilisco quebrar uma Horcrux, e vou aproveitar pra falar umas curiosidades sobre fênixes.
  • Na mitologia egípcia tem o Benu, um tipo de garça (dizem que a espécie mais parecida, Ardea bennuides, infelizmente tá extinta) associada ao Sol e que desaparece durante a noite (um tanto parecida com o ciclo da Apep que assombra o mundo durante a noite e o Rá e sua família têm que enfrentar, ou com o que virá depois envolvendo a fênix grega), e é um tipo de "anjo" do Rá (entre aspas porque é apenas comparativamente);
  • Na mitologia grega vem com o nome que conhecemos, fênix (ou phoînix na pronúncia antiga, φοῖνιξ na escrita), e cujo nome provavelmente tem a ver com a Fenícia (a mesma das Guerras Púnicas, a mesma do deus/demônio Moloch, e assim como Afri, um termo associado a habitantes da Fenícia e Egito, foi a base etimológica pro nome África), na sua lenda a ave sobe, a cada fim de seu ciclo (uns 900 anos), ela monta um ninho de especiarias cheirosas no topo de uma palmeira, e para encerrar o ritual, ela se incendeia, como se ela sacrificasse o corpo antigo para assim renascer. Depois de renascida, ela leva o ninho para o templo de Heliópolis, o que implica que o dito ritual ou magia é dedicado a Rá, Hórus ou Apolo.
    • Como podem ver, o ritual mágico das especiarias e do fogo foi simplificado nela sendo um elemental do fogo que se auto-revive após a morte, e por isso na alquimia as cinzas de fênix era considerada um ingrediente da imortalidade ou no mínimo da ressurreição, para o Elixir Vitae (conhecido como Al-iksīr/الإكسير em árabe, uma palavra derivada do grego Xērion (ξήριον, provavelmente a pronúncia sendo Keêrion, porque no grego o X era lido como Qui ou Ki), que significava "pó seco curativo", que pode ter a ver com diferentes remédios à base de especiarias em pó, assim como era comum moer plantas pra fazer remédio ou moer elas junto com carvão e argila pra escovar os dentes).
    • O fogo representa energia, poder, às vezes justiça e força, também representa emoções e coragem, é associada à cor vermelha que tem também esses simbolismos, e também é associada à purificação, afinal você assando uma carne também tira os parasitas e germes, você derretendo um metal tira as impurezas e oxidações, e isso se reflete também em representações do Submundo com fogo, não porque o fogo é maligno, não só porque o fogo é um elemento destruidor e não porque o Inferno é elemental do fogo (mesmo que Ghehena dos hebreus e o Rio Flegedonte do Tártaro sejam lugares de fogo, não é por isso), mas porque o fogo é associado como um elemento capaz de purificar a alma.
    • Também pelo que eu pesquisei, os próprios gregos chamavam os fenícios de fênix, que por sua vez era um reino com muito comércio principalmente com Grécia e Roma, da onde tinha o corante púrpura à base de moluscos à base de Murex, um tipo de caracóis da qual esse corante é solto, e vermelho e púrpura eram cores de alto valor (tanto que quando uma escrita está pomposa demais para uma leitura comum, ela é chamada de Prosa Roxa, como se fosse uma mancha roxa no meio de um texto que era pra ser só preto e branco), e por isso a fênix pode ter surgido como um símbolo desse comércio (vermelho principalmente pelo fogo e sol, púrpura por representar poder), e também no Oriente Médio (incluindo a Mesopotâmia e onde atualmente é a Líbia) haviam tamareiras, um tipo de palmeira cujas frutas (tâmaras) são vermelhas com manchas roxas/escuras e as folhas lembram como se fossem penas.
    • Como as tâmaras são um tipo de fruta pequena usada para adoçar comida e cerveja, ela pode ser uma das especiarias do ritual da fênix também.
  • No Oriente Médio tinha variações como:
    • Chol: Uma fênix bíblica (ou no caso do Midrash, que é tipo uma "DLC do Torá" e, pelo cristianismo ser religião continuada do judaísmo, muita gente associa elementos "extra-Torá" também à Bíblia - eu não arriscaria isso porque tem gente que confunde histórias alternativas como Alfabeto de Ben-Sirá e Divina Comédia como se fossem coisa apóclifa) que renascia em forma de ovo a cada 1000 anos, também se incendiando, e segundo a lenda essa bênção de imortalidade era uma bênção por ela ser um dos únicos animais que recusaram o pomo proibido (como se nessa interpretação tivesse outros animais no Éden e eles também comessem essa fruta).
    • Simurgh: Ela é mais tipo um grifo considerando que é uma fera meio leão e meio águia e, fora a diferença da cabeça de cachorro, no design segue bem parecido, mas ainda assim o Simurgh também é elemental do fogo e talvez do vento, e é uma fera, além de inteligente e espiritualmente avançado, também um guia de heróis.
    • Rokh: Uma águia gigante das Mil e Uma Noites, que é tão gigante que consegue levantar um elefante em cada pata e até mesmo botar ovos tão grandes que o Simbad (uma versão persa do Odisseu/Ulisses) achou que os ovos que ela botavam eram ilhas ou um tipo de templos, e também o Simbad consegue uma "carona" se apoiando numa das patas dela (tipo nos livros do Tolkien, que as Grandes Águias são tão grandes que os Hobbits conseguiam cada um se apoiar num dedo da águia, que a propósito, pelo que eu vi o design dessas é baseado nas Águias-Reais, que essas sim são águias foda), pelo que eu vi pode não ser variante da fênix, pelo contrário: que essa que inspirou interpretações da fênix tendo super força.
    • Aproveitando que falei sobre coisas gregas e bíblicas, o nome Bíblia vem do grego "ta biblia" (τὰ βιβλία), que significava "os livros" ou "vários livros", enquanto Livro vem de "liber", nome de um tipo de fibra entre a casca e o tronco da árvore que era usado para fazer papel.
  • Também há outras lendas de pássaros de fogo (como o Pássaro de Fogo eslavo (zhar-ptitsa/жар-пти́ца) que come maçãs douradas e dá bênçãos de força e reinado, e o Pássaro de Fogo tupi (tata-îara-ûasu) que age como um tipo de anunciante do casamento de Jaciara e Guaraci)
  • Mas sobre as lágrimas, eu não achei o simbolismo na fênix mitológica antes de Harry Potter (assim como eu suspeito que rivalidades de vampiros e lobisomens venha bem mais do cinema antigo e talvez do Crepúsculo que realmente de lendas eslavas como Kresniks e Kudlaks), mas tem simbolismos parecidos que talvez a JK Rowling tenha misturado de propósito, como:
    • Na mitologia nórdica a deusa Frigga tentar fazer uma poção com suas lágrimas para reviver Baldur;
    • Na mitologia grega a Afrodite e a Perséfone chorarem tanto pelo luto por Adônis que as lágrimas viraram flores e anêmonas, ou a ninfa Eco (uma ninfa amaldiçoada a só falar a última coisa que falam pra ela) de luto pela morte do Narciso (que era tão lindo que quando se olhou no reflexo da água não parou de se paquerar - e quando a história continua depois da morte dele ele fica "procurando" o reflexo dele no Estige) e daí surgindo a flor de mesmo nome;
    • No folclore brasileiro, um casal pediu ao deus Tupã um filho, o que foi concedido e o filho foi "materializado", digamos, porém, invejoso, o deus maligno Jurupari virou uma serpente e mordeu esse filho quando estava distraído, e quando o garoto morreu e o casal chorou desesperado, o deus Tupã organizou um ritual para plantar os olhos do garoto, meio macabro mas disso surgiriam os pés de guaraná segundo esse criacionismo.
    • Outra lenda indígena de tribos brasileiras é a da jovem Mani, que a história dela é bem curta e simples, antes havia uma pequena jovem filha do cacique da tribo, e que se destacava pela pele branca (talvez algo como albinismo ou leucismo), porém, de forma misteriosa (talvez arrebatamento, talvez uma doença desconhecida), ela morreu ainda na rede que dormia e, enquanto ela era enterrada, seus pais choraram, e a tribo chorou, segundo a lenda era o suficiente para regar o chão onde a pequena Mani foi enterrada, e aos poucos o corpo se tornou em raízes de mandioca. Inclusive, o nome "mandioca" vem de "Mani oca", ou "casa de Mani", associado a essa lenda.
    • Na mitologia egípcia, quando Rá perdeu seus primogênitos Shu (deus do ar e vento) e Tefnut (deusa da água e umidade), ele tirou um dos olhos e o usou como um "drone" para procurar eles, e quando achou e guiou eles de volta, ele tava tão emocionado que as lágrimas que formaram uma chuva se tornaram nos primeiros humanos.
    • Como podem ver, há um simbolismo de troca equivalente, de algum sofrimento do que chora que depois se converte em nova vida, porque o choro representa sofrimento.
      • Em mídias populares atuais, tem a Rose Quartz e o Steven revivendo com lágrimas (Steven revive o Lars e é implícito que a Rose reviveu um de seus leões, formando o Leão Rosa), e no mesmo Steven Universo tem um templo gem com uma estátua da Rose que chora uma água curativa, no Minecraft tem poções de regeneração feitas de lágrima de Ghast (e suponho que o motivo adicional vem que, pela lágrima ser um item difícil de achar, é recompensador conseguir um efeito mágico poderoso), e até Lilo e Stitch tem uma versão própria da lenda de Hiiaka e Lohia'u em que a Hiiaka ficou de luto pela morte de Lohia'u e orou pros deuses o reviverem.
      • Curiosamente a versão normal da lenda é a seguinte: A deusa Pele (deusa do fogo, dos trovões e dos vulcões, e uma deusa chefe) sonha com um homem muito bonito chamado Lohia'u, mas que ele estava morto, então ela chama sua irmã Hiiaka (uma deusa da cura, da medicina e da dança Hula - eu não tô zoando) para enfrentar os monstros chamados Kua'i (ou Kuahi) no submundo para recuperar a alma do Lohia'u, colocá-la de volta ao corpo e restaurar o corpo para revivê-lo, porem, Lohia'u se apaixona pela Hiiaka e a deusa Pele, com ciúmes, mata o Lohia'u com seu fogo.
    • Até em estátuas cristãs, mesmo que com grandes chances de ser farsa (com alguém pintando a cara das estátuas de vermelho) ou coincidência (com substâncias oleosas derretendo com calor e umidade), há lendas e relatos dessas estátuas "chorando sangue", o que pode inspirar simbolismos de chorar sangue como sinal de muito sofrimento ou muita decepção, ou como luto de entidades sagradas pela perda de almas (seja por mortes ou por apostasias e blasfêmias).
Dia 16 de Julho: Essa noite eu sonhei com:
  • Meio difícil de falar ou lembrar essa parte, mas tinha uns personagens de Projeto Dream fugindo de um tipo de caverna quadrada de uma realidade virtual, e entre os personagens do grupo tinha um tipo de computador ambulante e pensante, branco, com uma interface de Windows 7, e esse computador andava tipo o TARS de Interestelar.
  • Depois alguma parada tipo um site pornô, mas ao estilo Pinterest pra baixar e salvar fotos, gifs e vídeos, mas que tinha alguns posts "condenados", que o motivo depois se revelam que eram arquivos .exe disfarçados, e que baixavam vírus pra destruir o PC.
  • Também tinha um trecho onde seria tipo o quarto do meu irmão, mas que eu estava dormindo, ou assistindo à TV enquanto deitado, e tinha uns homens gregos chatos me incomodando, e um ou dois até me mandando me matar só porque eles tavam com raiva de eu tar "sem fazer nada" por tempo de mais (tipo, krl mano, de graça???), e no começo eu tava de boa ignorando eles, mas depois bem no final do sonho eu encho os gregos de pohada.
 Suponho que essa terceira parte do sonho tinha a ver com eu não me sentindo tão útil no trabalho e até ser caguetado por ter dormido no trabalho uma vez ou outra numa época que eu tava dormindo mal pra caramba e não conseguir achar o que fazer nem quando eu podia ficar sentado esperando passar porque as tarefas daqui são muito simples, junto de eu pesquisar sobre mitologia e história gregas e talvez de um meme que eu ia perguntar de "será que grego quando não tá sendo ouvido reclama se tá falando turco?" (Baseado na frase brasileira "será que eu tô falando grego?").
 Talvez somado com um rabbit hole que eu me meti quando fui pesquisar sobre o hino Saleel al Sawarim, só porque eu lembrava dessa música e ela não saía da minha cabeça quando eu tava ouvindo a música Al Qawlu Qawlu Sawarim, do meme Haramball (usado como som de fundo de vídeos de jogadas bizarras, seja em ilustrações técnicas ou vídeos de edição surreal), e me deparei com o site Mojevideo.
 Mojevideo é um site eslovaco usado para postagem de vídeos tipo o Youtube e... Até que tem mesmo uma estética de Youtube dos anos 2000, e vou deixar um link [aqui] mas se você tá gravando enquanto tá lendo aqui, deixe no mudo ou censure o áudio que for ouvir porque é realmente aquela música usada em propagandas do ISIS.
 O rabbit hole pra mim não foi só eu ter achado esse site em si, mas também sobre como eu fui percebendo nos "memes" do Allahu Albar, explosões e esse hino do ISIS, que na realidade esses memes não eram só memes edgy ou insensíveis quanto às vítimas do terrorismo islâmico ou quanto à seriedade do terrorismo que durou até por volta de 2019 e o que tem atualmente em Gaza não é da mesma forma e por isso divide águas de mais, eram realmente propaganda do ISIS, com vídeos feitos pra fazer a atividade deles parecer engraçada, desensibilizar os ocidentais quanto à gravidade do assunto e deixar suas atividade invisíveis.
 Não é coincidência o Bolsonaro ter subido ao poder em 2018 graças a memes ridicularizando a esquerda e enaltecendo o PSL/PL, e eu já fui bolsonarista por ter sido vítima desse tipo de propaganda, assim como não é coincidência o 4chan ter criado memes ofensivos e o /pol/ (com envolvimento também do Epstein [link 1] [link 2]), com símbolos falsos de extremismo (dogwhistles) para passar democratas e esquerdistas como paranoicos e que veriam simbolismos malignos onde não existe, para depois os símbolos serem mesmo usados, até o Elon Musk fazer o Sig Heil descaradamente e ser apoiado, assim como o Trump ser reeleito, enquanto o Elsagate levou a um Adpocalypse que forçou o Youtube a deletar os vídeos duvidosos e mudar políticas sobre vídeos infantis entre 2017 e 2018, o que pode ter deletado junto os memes de Allahu Akbar.
 Pai Troll já chegou a falar que teve medo de postar o primeiro episódio de Super Mario From Hell porque foi postado no mesmo dia que a Boate Kiss pegou fogo, mas quase ninguém se lembra de quando o Pai Troll perdeu a monetização de seu canal [link aqui] em 2021 por causa do péssimo bot moderador junto desse "chega" que o Youtube tinha dado ainda mais atrás, mas que graças a tudo que é sagrado o Pai Troll recuperou tudo depois de apoiado, e olha que tinha uma época foda-se das desmonetizações do Youtube que eu lembro dum vídeo do Rik sobre um vídeo que foi desmonetizado porque tinha "Ísis Vasconcelos" no título sendo que era o nome duma pessoa e não o Estado Islâmico do Iraque e Levante.
 Uma vez eu inventei de pesquisar sobre Masquerades (Bailes de Máscaras tipo o Carnaval de Veneza, um tipo de cerimônia medieval que as pessoas usam máscaras e fantasias pra simbolizar a igualdade e o segredo de cada um, e que eu tinha visto umas fotos sobre bobos da corte desses carnavais e masquerades), e achei uma música da Teto sobre isso.
  • Não prestei tanta atenção na letra, mas pelo nome Fool's Masquerade, mas o pouco que eu vi meio que fala sobre usar a máscara, não só no sentido por ser um carnaval de máscaras, mas também de mascarar os sentimentos ruins, e da máscara no sentido de um disfarce, assim como a Teto está vestida de boba da corte (Jester), um tipo de palhaço associado à realeza e também à faceta de alguém extremamente alegre e radiante, mas que esconde uma posição sofrida e que criticava a nobreza.
    • Sendo o tal "Tolo" da música a própria Teto, assim como os Bobos da Corte, ou Jesters, eram conhecidos como Tolos.
  • Inclusive, na Idade Média os Jesters eram meio que os únicos que podiam criticar ou "resenhar"/zoar o rei e os príncipes porque esse "privilégio de tolo" tira o peso de seus comentários, assim como para outras pessoas da corte ou, se o rei estiver mais perto da plebe, também pras pessoas comuns ele só pareceria um "doido engraçado", o que a longo prazo pode ser mais interessante que apenas quebrar ou executar os que forem contra a nobreza.
  • Porém, bobos da corte podem também fazer humor normal e alegrar os jantares dos reis, ou quando tá tudo mais calmo, mas em situação importante, o bobo da corte pode ser conselheiro normal do rei, e pelo que entendi era comum o rei escolher pessoas feias, deformadas ou anões para serem bobos da corte, talvez não necessariamente por serem engraçados por serem feios ou estranhos, mas simplesmente por serem mais únicos ou diferenciados, e deixar a apresentação mais interessante.
  • Aproveitando o tópico sobre Idade Média, existia um rumor que escolas ensinavam sem análise nenhuma (por puro "copia e cola") que os nobres usavam especiarias pra disfarçar gosto da carne podre, o que sinceramente não faz sentido porque:
    • Desde muito antes já tinha o conceito de matar o animal e comer todas as carnes que tiver em um dia, assim como já existiam técnicas de curar/madurar carne, secar no sal e no sol, defumar com queima de madeiras cheirosas, ou aquela técnica hoje em dia mais falada, que a Mesopotâmia e o Egito tinham, de usar potes gelados de água e argila porosa.
    • Assim como, mesmo que a Idade Média fosse mais suja, ela não era escura e sem vida que nem em Game of Thrones, muito menos imunda que nem no Monty Pyton, obviamente tinha aquela ignorância sobre terem nojinho de tomar banho diariamente, assim como não era fácil conseguir água e sabão suficiente pra tomar banhos diários, mas ainda assim havia de certa forma higiene (tipo lavar pelo menos as mãos - pelo que eu entendi existia um método "chique" de lavar as mãos num pote de água com limão, e é tradicional da Índia medieval e a prática foi passada pra Europa por motivos medicinais - ou espalhar perfumes no ambiente - que aliás os cheiros doces e bons eram considerados algo sagrado, e era também comum na Grécia antiga e Arábia medieval).
    • Também algo mais básico que é: Quem tinha dinheiro pra ter terrenos que valem parcelas inteiras de um país, ou um país inteiro, tem dinheiro pra sua família ter carne fresca (seja por fazendas ou por caças) da melhor qualidade disponível, isso é outra coisa básica.
    • Assim como esse rumor da carne podre temperada surgiu de um livro de 1939 escrito por Jack Cecil Drummond e Anne Wilbraham, dois escritores e biólogos britânicos que ficaram conhecido por falarem sem provas em um livro insinuando que os nobres comiam carne podre temperada, ainda mais considerando o nível do viés britânico de confiar cegamente nos Iluministas e acreditarem que ridicularizações dos calvinistas e luteranos pós-medievais fossem verdade absoluta e não uma difamação de concorrência contra povos católicos e monarquistas.
      • Não sou católico e sou até mesmo contra monarquias, o problema é quando os caras são tão burros em suas explicações que eu tenho que defender eles.
 Também eu tenho um webamigo que gosta de OC's Jesters e... meio que isso me inspirou a fazer o Eufitys, um prateado que também trabalha como palhaço de circo, e eu baseei a estética em Jesters e em palhaços tristes franceses, mas adaptado nos prateados usarem quase nenhuma roupa (embora, sim, na minha ideia ele pode usar roupas grandes como ele faria no planeta Parr, ou então usar disfarces, mas isso talvez só "caiba" (não zoando por ele ser gordo, calmae) a partir da temporada 25, que vai demorar um pouquinho), e falando no assunto lá de alquimia, eu meio que voltei mesmo a gostar de histórias e conteúdos de magia ao ponto de me dar a chance de fazer mais OCs magos e mais conteúdos sobre artefatos e poções, e planejo extender isso um pouco caso eu voltar a fazer as temporadas.

Até mais!