Uma coisa muito importante é que... eu não tô atacando minorias, pelo contrário, eu tô criticando gente que crie histórias que tendem a exagerar, expor e flanderizar personagens em 8/80 ("ou você ama os heróis coitadinhos perfeitinhos, ou você idolatra os equivalentes a Hitler, Mussolini e Stalin desse universo, não existe meio termo", é isso o que eles tendem a causa), diferente do que eu já arrisquei fazer, que é criar defeitos muito marcantes (Naej, um anão, sendo cabeça-quente e caótico; Fortrex, uma mulher trans, sendo gigante, monstruosa e assustadora; Carlos/Prisonbreak, um homem negro, sendo um homem traumatizado e violento) ou que se levam na vida inteira dos personagens (as minhas personagens femininas, embora não sendo assediadas só de existirem, mesmo tendo roupas muito provocantes, e ainda assim, cada uma tem seus altos e baixos, se irritam, choram, têm medos, paranoias, e seus poderes têm limitações; ou os irmãos Boltagon, que embora companheiros negros de Naej, não são "negros mágicos" – personagens negros místicos que ajudam protagonistas brancos –, pelo contrário, o baixinho Naej que ajuda eles em sua carreira, como as tecnologias em sua introdução)
Além disso, também há gente que têm muito medo de criar vilões de minorias oprimidas, e mais medo ainda se esses vilões forem piores que os de maiorias opressoras, e... aqui 3 exemplos.
Calvin e Stephen (Django Livre): Em Django Livre temos dois vilões – Calvin, um branco escravocrata bem sádico, porém, limitado, e é um dos poucos vilões que o Tarantino não se orgulha de ter escrito (e olha que ele já fez o Hans Landa, um detetive nazista, como vilão mais carismático de seus filmes); e Stephen, um escravo negro, porém, inteligente e calculista o suficiente pra usar do racismo e da crueldade de Calvin a seu próprio favor, e sendo até mesmo mais vil e poderoso que o Calvin.
Em Busca de Sentido: Nesse livro de 1946, Viktor Frankl cita um tipo de cargo nazista chamado "Kapo", que é composto por (entre os envolvidos) judeus contratados para serem soldados e capatazes na Alemanha Nazista, inclusive, os Kapos eram descritos como igualmente, ou mais cruéis, em comparação aos soldados alemães arianos.
Minhas histórias: Pode não ter lá um vilão malvadão de grandes minorias nas minhas histórias, além do Hematon (um monstro homossexual) e seus irmãos (que tirando o que cada monstro representava, os monstros já são subestimados nesse universo), filhos de Amon (que por ser um deus, acaba não sendo considerado nesse tipo de assunto), mas há algo que esse pessoal não tem coragem de fazer: Uma militante extremista sendo alguém questionável.

Luna Ártemis, irmã mais velha de Lunére Jubuh (que iremos ignorar o Jubuh, infelizmente), é uma personagem francesa bem do jeito que eu falei que acaba sendo irritante em personagens femininas atuais (elas sendo sempre abordadas como imponentes e sem desafios), porém, eu uso propositalmente pra mostrar como uma fraqueza, ela se aborda como imponente, mas é apenas o que ela acha ser, pois na real ela é bem vulnerável e irritante, e critica os amigos e as parentes, inicialmente pelo que eles são ou pelo que fazem, mas depois também ela começa a criticar a Luna Pleine e seus amigos por serem americanos, ou, no caso da Pleine e da Tifanny, amigas de americanos, e... sabemos que os EUA fizeram muita merda, mas criticar esse país até hoje é vomitar no prato em que está comendo só porque chorões de cabelo azul te mandaram.
Nos Estados Unidos ainda tem muita força econômica e também flui a maior parte das séries, estudos e outros tipos de informações que se conhece globalmente, além de produções que marcaram nossa infância terem surgido de entretenimento americano ou ter se tornado popular por causa da informática e logística americana. A GM, uma empresa americana, fez uma joint-venture chamada NUMMI Inc., com a Toyota, e foi logo graças a essa joint-venture que a Toyota se normalizou no ocidente, e surgiu o Método Enxuto que é um dos melhores métodos de gestão e melhoria de empresas do mercado de trabalho.
Sem falar da informática, que só é o que é, por causa da Microsoft e da Apple que desenvolveram computadores como tem atualmente, e da Motorola e da Apple pelos modelos de celulares que revolucionaram desde o século passado, sem falar da Netflix que é a responsável pelos serviços de streaming, e revolucionou desde quando ela venceu a Blockbuster na questão de vender DVD's por entregas, antes da internet bombar tanto quanto hoje. E por que estou falando disso? Porque tem idiota na internet que reclama dos Estados Unidos só porque "ain, nos EUA tinha blackface, então se ele não existisse o mundo seria lindo", como se países como a França (pra piorar, as Luna e os Lunére do Projeto Dream, incluindo a Ártemis, são franceses) não fossem os maiores responsáveis pelo racismo que tem até hoje, doutrinas religiosas que tornam qualquer coisinha em motivo de ir pro Inferno, e ainda por cima países na África e no Caribe terem dívidas que existem desde o século XIX, e também não é como se o Brasil não fosse a terra da impunidade, onde pessoas como o Raluca e Leo Lins ficam famosos por cometerem crimes.
E é isso o que eu critico a partir da Ártemis, a hipocrisia dela criticar americanos por coisas que teve no passado... sendo que a França faz merda até hoje (como é o caso da Peugeot, da Renault e da Ubisoft) e fez mais ainda no passado. Fora isso... esse diálogo (envolvendo outros personagens) já foi motivo de dor de cabeça pra mim até hoje, e é acho que a QUINTA e última versão do diálogo.

Já me chamaram de preconceituoso e "bolsonarista" só porque eu fiz uma piada criticando... militantes que militam errado, e olha só, quem já tinha falado mal do diálogo eram militantes que militavam errado, disfarçadas de boas pessoas, e que não entenderam a piada de que a Tifanny tava comparando a crítica religiosa da Julie (que tava explicando o que era "Deus" pra Otasha, que nunca viu o cristianismo antes, e soou como o que histórias woke de quinta categoria tratam esse conceito) com o que militantes falavam pra defender a Pequena Sereia, inventando histórias, falácias e distorções, e isso do pronome neutro é justamente pra criticar esse tipo de militante, que usa pronome neutro pra TUDO, e também pelo próprio pronome neutro ser complicado e, por culpa de como a língua portuguesa que a gente usa separar tudo em gêneros, acaba perdendo a premissa que propôram.
Tudo isso, infelizmente, diferente da língua francesa, que tem Cesi, C', Ça, etc., pra objetos e conceitos, ou inglês que tem It (pra objetos, conceitos e eventos) e They/Them (pra grupos, pra pessoas sem gênero e pra sujeito indeterminado), porque esses idiomas já criaram brechas pra esse tipo de termo, o contrário do Português, que teria que mudar o idioma inteiro pro pronome neutro ter o espaço que precisavam. Fora isso, eu consegui explicar tudo o que eu precisava e, mesmo tendo um desabafo mais agressivo, espero que isso não vire uma guerra.
Até mais!