Blog do dia

Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

19 de nov. de 2023

Como uma treta salvou o meu engajamento do Face

 Estou sem inspiração pro episódio novo de Projeto Dream, e... vou desabafar sobre o que aconteceu ontem e anteontem, em que teve algo muito inesperado. Antes de começar a explicação, vou contextualizar que o episódio que eu estava escrevendo antes desse desabafo não ia ser só a continuação do arco do torneio de Evonotio que Projeto Dream, já que tinha mais coisa acontecendo e eu não quero abandonar os outros arcos pro tal arco do torneio. Enfim...

 Algo que eu não tava esperando é que algum desocupado que criou todo um perfil que espalha homofobia, transfobia e misoginia tentasse me mandar solicitação, sendo que, como eu disse em outros blogs, eu sou amigo de diferentes minorias, e seria uma hipocrisia muito grande eu adicionar um cara desses, além disso, certeza que o cara me mandou solicitação cegamente, e diferente dele, eu não ia adicionar cegamente.

 Só pela capa, perfil, nome, dá pra ver que o cara era um perdedor que, se eu atendesse, iria ficar mais forte, e se eu recusasse, o cara só ia seguir uma vida de idiota, e bem, eu não só bloqueei o cara mas também xinguei ele, mas não sabia que o cara tinha fãs, e aí aconteceu que um cara começou a invadir minhas postagens só pra me xingar de graça.
 Uau, que força tarefa, hein meus amigos, o cara chegando em quem xingou seu namora- quero dizer, amigo, pra tentar xingar, seria um elas por elas se... o tal "Agiota Chad" postava coisas como isso:
 Como se não bastasse a imaturidade no perfil, o cara realmente postava crimes no Facebook, mas não acontece nada, agora experimenta *falar* a palavra com V só por citação pra você ver. Fora isso, o tal Atumalaka Junior tentou me atacar do nada outras vezes, e foi tudo seguido.
 Aí cancelei o cara usando esses prints e o desse perfil, e... diferente de outras pessoas, eu não tô censurando esses dois porque quero que eles se fodam e também porque é um tipo de gente tão abaixo do underground, literalmente desconhecidos, que nem faz diferença ir ou não atrás, e aí tinha um doido tentando me "cancelar", e pra falar a verdade eles acabaram tecnicamente SE cancelando porque eu já causei um dano suficiente a eles e também eles já perderam o alcance totalmente de mim.
 Tavam só pensando mesmo, porque a prática foi pro Inferno praticamente porque os caras foram bloqueados e eu até mesmo acabei cancelando, e... uau, muito hipócrita xingar um cara extremamente preconceituoso e depois acabar com a credibilidade de um amiguinho dele, e não o seu amigo ser o babaca, ter sido xingado com razão, você "xingar de volta" e depois reclamar que tá sendo colocado no meio da discussão. É o que uma frase pronta que eu conheço diz.
 Ultimamente eu aprendi essa frase depois de ser cancelado por uma panelinha de ex-webamigos, e pra falar a verdade, isso de eu cancelar duas pessoas foi basicamente nada perto de quando EU que fui cancelado, e também já vi idiota tentando dar razão pra eles, e antes de contra argumentar (embora o tal cara nunca mais me veja ele e ele nunca escute o que eu queira dizer, então ficará só pra quem esteja lendo esse blog), já vou dizendo que o cara que tá com o Griffith no perfil nem interagia comigo desde quando a gente tinha se adicionado, e quando eu voltei a engajar o cara aparece pra dar razão pra quem não fazia dar essa razão.
 Eu tava discordando do que o que tem o Gengar no perfil porque eu realmente tava indignado com só gente estranha ter vindo logo no tempo que eu tava me dando mal em questão de alcance e visualizações no meu Facebook, o que realmente é uma porcaria quando não é uma conta privada ou quando se tem mais de 500 contatos numa conta. Fora isso... Nem faz sentido o cara falar que eu "não busco melhorar", sendo que esse é o meu traço atual, e enquanto o tal traço atual é fofo e bonito (segundo o que avaliam) por causa da simplicidade e praticidade pra desenhar rápido... o meu traço antigo não tinha isso, era basicamente assim:
 O pescoço tá desnecessariamente longo, eu só sabia desenhar esse nariz pontudo, a boca é muito mal colocada e perto do queixo (mas graças a Deus que eram bocas simples desde essa época), o personagem não era pra ser tão magro e esticado, mas aqui tá, e dá pra ver que eu tentei fazer algo mais 3D e humano mas não adiantou, ficando tudo deformado, além de eu ter forçado a fazer cabelo todo detalhado mas só ficou tudo bagunçado, além dos olhos do personagem humano não emitirem personalidade o suficiente, diferente dos olhos de risco que eu faço baseado em desenhos animados infantis, e eu sempre desenhava os personagens putos por um motivo que eu não sei, acho que é porque, pra mim na época, "sério = foda" (sim, eu já tive uma fase edgy e me sinto bem de ter superado), além disso, o personagem "stand" (acho que era um stand, eu era muito jojofag nessa época, ultimamente não tô mais "preso" a só um anime por vez) não tá demonstrando personalidade o suficiente, e se você sabe de Vale da Estranheza você sabe que são logo os personagens menos humanos em aparência os que têm personalidades mais notáveis, as expressões são melhores e são até mais aceitáveis de se ver, algo que eu falhei miseravelmente em representar porque o imbecil aqui achou que realmente era muito importante manter todos os detalhes humanos, o que piora com um traço podre desse antigo, e perdeu-se todo o carisma, além do terno nele tar ainda pior. Enfim, tentei responder o cara do Griffith no perfil, mas não adiantou.
 Eu falei de "largar frases prontas" justamente por causa do cara achar que "traço simples = arte ruim", ignorando o fato de que a qualidade nunca esteve ligada sobre o quão próxima é a arte da realidade, mas sim o quão bem ela pode transmitir imagens, mensagens ou sensações, assim como existem tipos de arte diferentes, como desenhos animados bobinhos desde os anos 1920 até hoje, ou Dadaísmo, Impressionismo, Pós-Impressionismo, Cubismo, Futurismo e Arte Abstrata, por isso que hoje em dia eu amo desenhos doidos e surreais como Ena e Amazing Digital Circus, e também eu gostar muito das artes do pintor espanhol Pablo Picasso.
 Eu também gosto do Van Gogh, Salvador Dalí (que eu não coloquei aqui pra economizar espaço) e Artes Pop por causa dessa influência na quebra de padrões, mas o Picasso é o que mais me inspira em duas coisas: Quebra de estigmas e Surrealismo visual. O Picasso começou esse traço doido justamente quando as câmeras começaram a ficar comuns e populares, ou melhor, as câmeras começaram a ficar portáteis, e por isso, os artistas que faziam pinturas realistas se sentiam sem propósito porque, embora ainda fossem fotos em preto e branco, demorando só um pouco mais pra começar a ter as fotos coloridas, nenhuma pintura iria se assemelhar a uma foto.
 Por isso eu abracei muito o estilismo gráfico, porque foda-se o realismo! O que eu quero é desenhar o que eu quero, de forma que ainda fique bom. E quando o cara do Griffith no perfil me respondeu me zoando, eu já respondi falando sobre ele mesmo.
 Tanto que, realmente, o que ele desenha não é nem um pouco original, são sempre demônios com body horror genérico ou algo nada original. É um equivalente a um fumante obeso dando dica de saúde e xingando alguém que malha 3 dias por semana. Porque, realmente, o cara não falou nada de construtivo, só me ofendeu e ofendeu o que eu construí aproveitando que tava no hype...
 Foi literalmente "Não faça o que eu faço, faça o que eu digo e nada mais", o que eu não quero, eu não quero receber ordens, não quero me modelar só pelo que os outros tão fazendo, eu não sou todo mundo, se eu tô evoluindo, não é porque as pessoas tão me mandando evoluir, é porque EU quero evoluir.
 Outra coisa também é que o meu traço assim, de desenhos pequenos, estilizados e expressivos a partir da simplificidade, já fazia um tempo que eu tinha arriscado começar, lá no Fundamental 2, porém, era algo muito reprimido, porque eu só fazia esses desenhos em um sketch book minúsculo e... muito caro (40 reais num caderno de cada grossa do tamanho de uma CLT é um golpe do caralho)
 Inclusive, pretendo refazer os desenhos desse caderno e levar tudo pro Instagram, clicam nesse link no texto colorido pra não perderem a chance em tempo real. Enfim, depois dessa treta toda, o engajamento do meu perfil voltou ao normal, com os desenhos tendo auges de reações, e os outros posts tendo quantidades aceitáveis de avaliações.
Até mais!

17 de nov. de 2023

Fogo, Poderes e Toyota

Esse blog eu estou fazendo em seguida daquele lá sobre "Woke e sei lá que", porque isso pode completar alguns assuntos que eu abordei antes, seja nesse blog ou em outros, e o primeiro que irei falar sobre a Toyota e o Método Enxuto.
 Toyota existe desde 1892, inicialmente como uma indústria têxtil que foi facilitada por Sakichi Toyoda, que aos 24 anos construiu máquinas de tecelagem revolucionárias e, em partes, mecânica, que era 50% mais eficiente, e tinha um trabalho mais seguro, começando um dos princípios da Toyoda (antes de se tornar a Toyota, empresa de carros em 1937) chamado Shidoka (Automação Inteligente; a relação perfeita entre humanos e máquinas)

 Depois de um tempo, a Toyoda (que tinha esse nome por causa da família Toyoda) se tornou Toyota em 1937, isso porque, enquanto "Toyoda" (トヨダ) tem 10 riscos, "Toyota" (トヨタ) tem 8 riscos, e 8 é um número sagrado pros japoneses (isso inclusive é muito refletido no folclore e mitologia japoneses, embora não muito em obras populares como animes), então isso serviu como um símbolo de sorte.
 Já o segundo princípio que... se você já leu Projeto Dream você já deve conhecer mais, que é o Just in Time, um método que envolve eliminar desperdício, principalmente de tempo, dividido em métodos como Kanban (anotar e demandar entregas para que o almoxarifado já entregue a matéria-prima a tempo e sem excessos, com cartões verde/"tem bastante", amarelos/"começou a faltar" e vermelhos/"estreguem logo" pra essa sinalização de entrega), Smed (Simple Minut Exchange of Die; um método de agrupar operários perfeitamente treinados pra atividade, pra fazer a atividade o mais rápido possível, quando bem feito fazem em unidades de minutos) e Milk Run (em que, para não entregar produtos de mais ou de menos, ou usar muitos caminhões, o transporte vai de fornecedor em fornecedor, até preencher com os produtos na quantidade certa de cada matéria prima, o nome é comparativo com leiteiros que, assim como o caminhão está indo de fábrica em fábrica coletando insumos, a carroça do leiteiro está indo de porta em porta entregando leite).
[Link na foto]
 Fórmula 1 é um exemplo de como o Smed faz tanta diferença, já que, enquanto antigamente os carros levavam UM MINUTO pra trocar os pneus, e abasteciam e limpavam o carro ao mesmo tempo, com 1 homem pra cada atividade (trocar pneu; limpar a carroceria; abastecer o tanque), atualmente tem toda uma equipe e os carros são parados e ajustados em 4 segundos (cortando 93,333% do tempo), porque, além do carro já ter o tanque mais durável, e uma aerodinâmica melhor e que economiza o combustível (eliminando o cargo separado pra abastecer), tem 3 pessoas pra trocar cada pneu, 2 pessoas pra levantar e abaixar o carro, e duas pessoas pra ajudar a segurar o carro, totalizando 14 pessoas pra ajustar o carro.
 O Just in Time e o Kaizen (melhoria contínua, outra essência do método enxuto da Toyota) foram formados em 1950, junto com o resto do método de produção da Toyota, com o auxílio do consultor de empresas americano William Demig, durante a ocupação dos EUA no Japão, que ajudou a restaurar o país e aliá-lo aos EUA na Guerra Fria, e em 1984, a Toyota fez uma joint-venture (consórcio; uma parceria vantajosa entre 2 ou mais empresas) chamada New United Motor Manufacturing United Inc. (Nummi Inc.), em Fremont, Califórnia. Antes da chegada da Toyota aos EUA, a fábrica da GM em Fremont era tão ruim que decidiram fechar ela, porém, a Toyota conseguiu, não só reabrir a fábrica, mas tornar ela, a partir de 1984, a melhor fábrica da corporação, e isso levou o MIT a pesquisar sobre a tecnologia da Toyota, resultando no livro "A Máquina que Mudou o Mundo" em 1990.
 Com isso, ficou popular o Método Enxuto, até hoje a melhor metodologia de gestão de empresas e melhoria da qualidade. Outro assunto que eu adoraria abordar é sobre poderes e narrações, algo a ver mais com o ato final do outro blog que eu fiz e que me inspirou a escrever esse que você tá lendo agora, assim como o meu desabafo sobre ex-webamigos duvidosos em Catarse Cinza.
 Poderes são uma ótima forma de usar algo sobrenatural pra diferentes tarefas, não só pra combate, mas pra qualquer tarefa que o poder possa resolver, seja com superatributos (personagens usando força sobrehumana pra mover móveis ou tirar o carro do lugar, velocidade pra ir a lojas em minutos, ou ir visitar os parentes no interior alcançando a cidade em horas, ou inteligência pra resolver enigmas ou pra memorizar informações a longo prazo com pouco estímulo) ou algo realmente anormal (como usar poder de voo pra não precisar de escada ou elevador, usar buracos negros invocáveis como aspirador de pó, ou poder de fogo pra cozinhar carne e fritar ovos, ou, aproveitando que aqui tá calor, usar um poder de vento ou gelo pra refrescar o ambiente).
 Falei desse tipo de aplicação pros poderes porque, realmente, poderes bons não são apenas poderes de alta potência ou muito complicados, e sim os poderes mais úteis, que dê pra usar em várias atividades, e isso é o que muitos artistas e escritores amadores ignoram (inclusive assumo o delito de, antigamente, eu ter feito isso um monte de vezes).
 Tanto que eu falei antes sobre o quão irritante é você escrever uma narração foda de como o seu personagem vai atacar, aí o idiota só "contra ataca" narrando que o personagem desviou ou se curou, e depois mata o seu personagem com um golpe, com até mesmo poderes que o dono do contra ataque porco nem sabe como funciona.
 O "Arco-Íris Idiota" não sabia nem o que era manipulação da realidade tinha aqueles personagens """onipotentes""", mas segundo ele, nenhum tinha a manipulação da realidade porque, segundo ele, "os personagens não podem controlar a lógica do universo", porque ah sim, o cara tem o poder que literalmente significa, desde o nome, "todo poder existente", mas não pode controlar aspectos da realidade em que existe porque é pedir demais.
 Pra falar a verdade, o conceito da manipulação da realidade é bem simples: controlar a realidade que o usuário está, tendo nível (detalhamento, capricho, precisão), alcance (escala, tamanho, referencial) e subpoderes que variam com como os poderes funcionam na história em que isso é possível. Isso pode incluir materiais, mentes, almas, conceitos, mundos, camadas da realidade e leis lógicas, com duas limitações: O usuário só tem acesso ao presente (mesmo que possa manipular o tempo, o usuário tem que controlar a época que está pra tornar o efeito possível, não consegue controlar eventos de outras épocas remotamente); O usuário não pode se alterar diretamente (quando consegue, vem de outros poderes, como metamorfose, incorporeidade, ou indiretamente, quando algo que o usuário controlou se vira ao usuário).
 Outro poder que esse ex-webamigo não fazia a menor ideia de como gerenciar era o de parar o tempo, porque segundo ele, parar o tempo desligava o sistema nervoso fos usuários, e quando o tempo voltava ao normal as pessoas pegavam ataques cardíacos, algo que não faz o menor sentido, já que parar o tempo nunca foi um poder de controlar nervos, corpos, mentes, é de manipular o tempo, tá controlando a realidade como se fosse um vídeo (inclusive daí que eu falei que, pra controlar o tempo, o usuário ainda estaria na época em que está o controlando, pra parar, acelerar, desacelerar, rebobinar e saltar em períodos), nesse caso, pausando a realidade.
 Fora isso, um poder superestimado e até mesmo muito usado pra lutas hipotéticas ou até mesmo OC's de escritores amadores é o de prever o futuro, sendo que esse poder só é especial porque seus usuários são fortes ou têm poderes a mais, o que ficou popular por causa do King Crimson, que previa o futuro com seu substand Epitaph, e como ele não pode alterar o futuro por si próprio, ele apaga o futuro, podendo ser de 0,5 a 10 segundos, as pessoas seguem seu destino normalmente, enquanto o Diavolo pode desviar de tudo, intangível, inexistente pra realidade natural, e esse stand do Diavolo me lembra dois outros poderes.
 O Parallel Future, de Hunter × Hunter, é um poder da categoria de Especialização, em que ele pode prever o futuro durante o seu estado de Zetsu, basicamente trocando o ato de estar de guarda baixa por uma previsão perfeita, e sem nenhum gasto de tempo, e depois da previsão, o Tserriednich pode desviar do seu destino, enquanto os outros seguem como o usuário havia previsto. O outro poder que eu vou falar agora eu lembrei por causa da parte de "temporariamente não existir no mundo natural".
 Os Anéis do Poder, principalmente os dos Nâzgul e o Um Anel de Sauron, têm o poder de tornar o usuário invisível a partir de uma dimensão espectral chamada Mundo Invisível, tanto que, quando Frodo usa esse Um Anel, ele fica mais visível pros Nâzgul, assim como o Frodo via os Nâzgul de forma diferente enquanto estava invisível. E só de curiosidade, Sauron perdeu esse Um Anel duas vezes (lá ele rs) – uma vez quando foi solado por Isildur, um numenoriano (um tipo de superhumano desse universo, mais forte e mais longevo), que depois o anel foi achado por Smeargle; e a segunda e última quando, depois de passado pro Bilbo e pro Frodo, Frodo queimou o anel (lá ele rs²) na Montanha da Perdição em Mordor.
 Voltando ao foco, os poderes podem agregar valor a uma obra de diferentes formas, inclusive, eu citei sobre personagens que criam buracos negros como aspiradores de pó sobrenaturais porque é isso o que importa pra quando um personagem invoca buracos negros: sugar coisas e esmagá-las ao nível molecular pela gravidade.
 Outra coisa que é importante focar, é sobre o conceito de "sobrenatural", isso porque as pessoas confundem "sobrenatural" com "não natural", sendo que, enquanto o "não natural" (unnatural) se refere a algo que não era pra existir no mundo natural, o "sobrenatural" (supernatural), como o nome diz, se refere a algo, não só do mundo natural, mas de níveis existenciais, sejam eles mágicos ou de uma ciência não reconhecida pelos humanos, superiores, por isso que o sobrenatural existe mesmo quando é reconhecido num mundo que esse conceito pode existir.
 Um bom sistema de magia é importante, inclusive eu expressei sobre isso num post sobre Hard Life (link no texto), mas que irei resumir sobre o Hard Magic que é o mais importante e mais relacionado a essa história, em que o Hard Magic é quando o sistema de magia é, além de complexo, também consistente, que inovações e engenhosidade dos poderes não quebra as regras anteriormente aplicadas, e podem trazer exceções justas ou então novas regras ao sistema, além de, junto com uma boa narração, conseguir revelar como os poderes e métodos funcionam aos poucos, sem spoilers do autor e sem narrações expositivas, e há algo bem importante ao Hard Magic: os poderes são bem levados a sério, seja por serem aproveitados ao máximo, ou por não serem úteis só pro combate quando usados corretamente (embora possa ter, sim, personagens incompetentes que usem seus poderes tudo errado).
 Um bom exemplo de personagem que usa os poderes tudo errado é o Kastro em Hunter × Hunter, que é um Reforçador bem impulsivo e arrogante, e que usa uma habilidade de duplicar que envolve Conjurador, sendo que as categorias vizinhas (Emissor e Transmutador) já têm uma fificuldade alta pra usuário iniciante de Nen de Reforçador, tornando assim quase impossível o mesmo usar algo como Conjuração ou Manipulação, que são as categorias mais distantes entre as que um Reforçador ainda poderia aprender. E com isso, Kastro foi morto por sua incompetência com o Nen.
 Falando em Hunter × Hunter, a luta de Hisoka e Chrollo é perfeita quanto ao quesito de usar os poderes como forma de narrar uma história, já que nessa luta, além do Chrollo estar usando o moveset inteiro que acumulou com o Skill Hunter, e acoplando o Double Face pra usar mais poderes de uma vez, tem o Hisoka, que é forte com os princípios de Nen e tem uma habilidade muito útil chamada Bungee Gum que, por ser um poder grudento e elástico como chiclete e pelo Hisoka ser o melhor Transmutador da obra, acaba sendo perfeito pra contra atacar a maioria dos golpes do Chrollo, que estava até usando poderes de outros membros da Trupe Fantasma e os civis ao redor pra tomar vantagem.
 Falando nisso, o poder de roubar poderes é algo muito incrível por ser, digamos, um metapoder (um poder que controla poderes), assim como em Dungeons & Dragons existem as Metamagias, as magias que os Feiticeiros (seres que nascem com magia) usam pra controlar suas magias normais e até mesmo os truques (Cantrips; as magias de menor porte, o "nível 0" das magias), como o Twin Spells, em que o feiticeiro pode disparar uma magia e um Cantrip no mesmo turno, algo parecido com o Dualcast dos magos vermelhos de Final Fantasy, que podem disparar duas magias por turno.
 Esses metapoderes, poderes que podem controlar poderes, são legais porque adicionam camadas grossas no sistema de magia e poderes e adicionam uma vantagem a seus usuários por esse detalhe, como tem entre os usuários de Nen Especialista em Hunter × Hunter, ou até mesmo a Vampira dos X-Men, que entre o que ela pode absorver, inclui poderes, assim como ela tem poder de controlar energia por causa do contrato com a Carol Danvers.
 Um poder que eu também gosto de falar sobre é o de controlar fogo, seja fazer bolas de fogo, soltar raios de lança-chamas, controlar fogo já existente, criar explosões flamejantes, aumentar poder de ataque com fogo, sufogar inimigos ao consumir oxigênio, controlar atrito, faíscas e calor, ou cuspir fogo que é o mais clássico, e falando nessas formas de controlar fogo, justamente por isso que é o meu poder favorito pra combate: porque a sensação de que os ataques de fogo irão dar muito dano é mais do que genuína, ainda mais por sabermos o tanto de dano que o fogo já causou na história da Terra.
 Outra coisa que eu faço pra representação do fogo em histórias minhas é o simbolismo do fogo, e eu evito ao máximo limitar o fogo à raiva, violência e morte porque isso é um clichê chato e batido, além de não condizer com o tanto que a invenção do fogo agregou pra humanidade, como cozinhar alimentos, iluminar casas e espantar feras, além de queimar combustíveis pra gerar energia, e por isso em tantas histórias que eu já fiz tem o simbolismo do fogo com a Tecnologia e a Sabedoria, e por isso que eu gosto de deuses do fogo, como Surtur e Hefesto, e por isso que o Naej, meu sona (OC com self insert), tem poderes de fogo (por ser meu poder favorito), e eu já testei ele aparecendo com outros tipos de poderes justamente pra usar ele como um receptáculo pra diferentes movesets de poderes. E só pra concluir...
 Fazia um tempo que personagens do Dragon Ball não quebravam a quarta parede ao ponto de suas lutas quebrarem as bordas do mangá, algo que é bem legal por causa do conceito de Toon Force, que muitas pessoas entendem como "ficar mais poderoso simplesmente por não ser levado a sério", mas na verdade a Toon Force se trata de *tornar tudo o que está fazendo em algo cômico, voluntária ou involuntariamente*, assim como tinha em desenhos antigos como Steamboat Willy, Looney Tunes e Pica-Pau, e que aparecia umas poucas vezes em animes, como foi em Dragon Ball, Dr. Slump e One Piece.
 Falando em One Piece, foi uma escolha perfeita usarem um traço todo elástico e cheio de smears, como o que o Shintani usou nessa luta e no filme "DBS: Broly", porque aproveitava ao máximo o conceito do Luffy no Gear Fifth ter um Toon Force pra combate.
 Agora lançou um capítulo novo do mangá de DBS Super Hero que incluiu uma dessas cenas que estouravam a borda do mangá, agora com o Gohan Beast, e isso ficou HILÁRIO, e por algum motivo, fofo.
 E antes de terminar... vou falar de três poderes que tem na minha história que têm base na logística japonesa, isso é, no Método Enxuto de produção, e junto, um método de produção de Projeto Dream baseado no 5S (que irei explicar junto com o conceito OC).
Poder 1 – Just in Time: Um feixe de energia que pode atravessar alterações no espaço-tempo, incluindo tempo parado, dimensões de bolso, entidades transcendentais (embora o dano vai ficando mais forte conforme o quão baixo é o nível de transcendência da entidade) ou até seres que podem desviar do destino. Isabella tem esse poder combinando o seu poder de controlar som com o poder que Rihana concedeu a ela, de converter energia com base no Fattore Spirale da Julia, e se manifesta na forma de um laser transparente (embora eu ilustre com cores vermelha e amarela por envolver calor, inclusive é daí que a Isabella "vê" esse laser, pelas fossetas loreais que ela tem como uma Dermurer), é baseado, não só no Just in Time (porque o significado é "Bem na Hora" e combinava com um counter contra os poderes do Nazou), mas no Soft & Wet - Go Beyond de Jojolion (desculpa o spoiler)
Poder 2 – Kanban: Um subpoder da magia de David Alejandro de controlar o clima, especificamente de induzir chuvas e controlar água, em que ele é capaz de fazer as gotas de água terem gravidade, e isso pode esmagar, furar ou fundir os alvos atingidos. É baseado no Kanban (inclusive esse poder de gravidade é por causa da associação do Kanban a cargas), e também no stand de Jodio Joestar, November Rain, em Jojolands, que tem o poder de criar chuvas que esmagam as coisas.
Poder 3 – Jidoka: A ideia inicial era pra ter um usuário que lutasse contra a Isabella e tivesse uma vantagem (porque, em vez de parar o tempo, imobiliza alvos, e isso burlaria o Just in Time por imobilizar a Isabella ou os ataques dela), mas mudei de ideia e dei esse poder a uma coadjuvante da saga "Fogo do Céu", que funciona num padrão não muito raro na minha história que é "uma mão faz algo e a outra mão faz outra coisa", no caso, a mão direita pode controlar pessoas vivas ao toque (referente à parte humana do Jidoka) e a mão direita pode imobilizar o que a usuária, Kalomya, apontava (referente à parte mecânica do Jidoka, e também à parte de sempre parar o processo de produção caso um defeito for detectado), e esse poder pode soar, assim, desbalanceado pela ideia de poder controlar alvos vivos e não-vivos, mas também só foi eficiente contra figurantes, mas ainda planejo usar a Kalomya e o Jidoka mais vezes.
Metodologia OC – Itei: Nesse universo, "Itei" é uma palavra de uma língua atualmente morta da civilização das flamígeras (da qual surgiu Otasha Misarabua), e pode significar "abelha" ou "operário(a)", e segundo o que eu mesmo escrevi, é uma palavra também associada ao número 3 (referente à isopeia e à quematria, um método romano e um judaico de converter nomes em números, tipo uma versão primitiva e reversa do Ascii), e assim como o 5S tem o Seiri (Utilização; eliminar o que for inútil), Seiton (Ordenação; organizar o que é útil e estiver no lugar), Seiso (Limpeza; eliminar sujeira e defeitos), Seiketsu (Saúde; organizar cotidiano, segurança e higiene) e Shitsuke (Auto-Disciplina; sempre melhorar), o Itei tem as Habilidades em Grupo (todo trabalho deve ser em equipe), de Comunicação (fazer fluir tarefas e informações) e Tripla (manter higiene, organização física e digital, e ambiente de trabalho). 5S é um dos princípios menores da Toyota mas também um dos mais importantes, já que é útil pra melhorar a performance de seus operários, gerentes, entre outros, e a Itei é exatamente um 5S alienígena.
 Enfim, agora são 01:19, e... agora sim.

Até mais!

16 de nov. de 2023

Woke: Um tipo insuportável

 Vou começar já assumindo que eu já tive webamizades com diferentes tipos de gente – negros, asiáticos, barbudos, calvos, mulheres cis, trans, alguns homens cis e trans também, gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, demissexuais, artistas de diferentes traços, e alguns preconceituosos que com o tempo eu larguei –, e já vi gente que reclama e milita de todos os lados, e reparei em alguns padrões, principalmente em debates de economia.
 Como aviso, digo que o que eu falar de "Woke" aqui será especificamente sobre pessoas que militam errado ou expressam radicalmente com maiores tendências de esquerda ou justiça social extrema (SJW), e mesmo eu criticando quem é irracionalmente contra IA's, eu não sou a favor de qualquer coisa envolvendo IA, por mim é útil pra brincadeiras tranquilas na internet e também, como o Chat GPT e Internet das Coisas, auxiliar verdadeiramente o coditiano. Agora sim, começando...

 Extremistas de direita sempre vão colocar culpa em socialistas, nos bens e serviços públicos e no governo pelas coisas ruins, extremistas de esquerda sempre vão colocar culpa em ricos e na propriedade privada pelas coisas ruins (incluindo negacionismos como o do Holodomor), preconceituosos vão colocar culpa nas tais minorias que eles odeiam pelas coisas ruins (isso existe desde a Antiguidade e a Idade Média), e liberais e de grupos "anarco-alguma porcaria" vão fazer que nem os extremistas, mas agora envolvendo o conceito de Estado, sendo que...

  • No Anarcocapitalismo, em que terá tudo privatizado e nada público, somente os mais ricos teriam vantagem, porque a competição, mesmo aumentando a motivação pra melhorar recursos, também vai precisar controlar demanda e, se não oferecerem o suficiente, vai tudo ficar caro, e se suas ações não lucrarem suficiente, pode tudo despencar e ficar caro do dia pra noite, além da falta de fiscalização e benefícios públicos tornar tudo numa terra sem lei pras empresas, e um holocausto para os civis que não conseguem um bem inferior "gratuito" (que é suprido por dinheiro de impostos, mas é um valor dividido entre a população que tem renda, então ainda é pagável)
  • E no Anarcocomunismo ia ser um Holodomor 2, porque... se o comunismo é um governo de bens públicos, e o anarquismo prega que não pode ter líderes e organizações, como vocês vão se sustentar se é cada um por si? Já que, sem o governo, não tem o fluxo de investimentos que vai fazer esse grupo público principal (governo) trazer os benefícios, e é por isso que o comunismo original nunca seria possível, e sempre param no socialismo e stalinismo, porque um governo em que cada pessoa se governa é insustentável considerando o nível de dependência do ser humano pra conseguir ajuda, companhia e sustentabilidade.
 Sabe um tipo de reclamão muito pior que os que falam de economia ou pautas sociais? Os que falam de I.A., porque as pessoas estão seguindo o (nada) bom e (muito) velho Efeito Manata, que é que nem o que sua mãe fala quando você fala que vai pra um rolê ou quer um celular caro porque seus amigos têm. "Se eles pularem dum prédio/penhasco, você pula também?", e é basicamente isso o que acontece, geral tá (metaforicamente falando) pulando do prédio dos debates e caindo no conformismo só porque um monte de gente pulou também.
 Eu já perdi muito webamigo porque eles eram muito chatos comigo só porque eu conversava com o Chat GPT (falando assim parece que o GPT é meu amigo imaginário kkkkkkkkk; e não, isso não substitui o que eu escrevo com minha própria mente, tanto que, pra criar histórias longas, o GPT fica meio burro, porque nem tudo no algoritmo ele reconhece ou muita coisa ele só confunde se você expressar mal, então não adianta dar uma de espertinho e copiar e colar tudo do GPT que pode vir uns defeitos ou meramente você tem que retrabalhar muito pra ao menos parecer uma história do jeito que você *precisa fazer*, não só o que você quer ou como o que você escreve funciona, e por isso, só uso o GPT pra ideias muito soltas que eu vou coletando, que nem uma mob trap no Minecraft, que eu junto o que gera e faço o que eu preciso por cima).
 Além disso, o pessoal tem muito preconceito com o Chat GPT só porque é uma inteligência artificial que ajuda com ideias, pesquisa elementos bem melhor, embora com banco de dados levemente limitado, e também até ajuda a escrever códigos. Já as artes de I.A. ... Por onde eu começo? Bom, vou usar de exemplo uma charge muito duvidosa.
 Só pra contextualizar, Ludismo foi um movimento anti-máquinas desenvolvido no Século XIX por causa da Revolução Industrial e da facilitação do trabalho por máquinas, e isso pode se assemelhar ou até se refletir atualmente, com artistas de baixa qualidade, e eu até escrevi uma tese comentando lá (não vou deixar print porque é muito longo e até um pouco agressivo), mas a chargista tentou responder.
 Deixei censurado porque é bem chato ficar expondo nomes, e esse blog é pra desabafar, e mostrar o meu lado nesse debate, e bem... Esse tipo de resposta só prova o meu ponto, de que os militantes de hoje em dia só reclamam da I.A. porque os amiguinhos estão reclamando também, além de vermos uma falácia de ad hominem (contra argumentar unicamente ofendendo alguém, ou pelo menos pra essa chargista o Chat GPT é realmente algo hediondo de se usar), falácia do espantalho (porque, assim como é mais fácil bater num espantalho que bater na pessoa de verdade, ela tá apertando a mesma tecla que muita gente já apertou contra mim, de achar que tudo o que eu falo foi por I.A. só porque eu defendo a inteligência artificial, em vez de realmente enfrentar esse conflito de admitir que ela não consegue concorrer com uma inteligência artificial ou só atacar a I.A. e companhia) e falácia de apelo à autoridade (por usar como referência o GPT só pra "invalidar" o que eu falei), e bem... eu respondi que não uso GPT pra esse tipo de conversa.
 Além disso, o emoji piscando também mostra o Efeito Dunning-Krueger que esse tipo de gente passa e não sabe nem o nome ou conceito por trás, em que pessoas ignorante e sem conhecimento são sempre infinitamente mais confiantes que aquelas que sabem do assunto, como é o caso dela só respondendo da forma mais pronta e vazia possível, enfrentando fantasmas com a sua charge, e acusando vaziamente quem discorda dela. Eu perdi um ou outro webamigo diretamente por discussão sobre I.A., e um dos que tentaram me cancelar também tá se doendo que a I.A. também é capaz de desenhar, e sabe o que é pior? Qualquer concorrente o ser humano se desespera pra eliminar, sendo que, na realidade, se a concorrência não fosse vista como uma ameaça, e sim como uma oportunidade, os artistas, tecnólogos e empresários iriam avançar bem mais, já que a concorrência é quando tem vários participantes competindo, e obviamente, pra ninguém perder, todo mundo vai correr pra fazer o seu melhor.
 Usando de exemplo algo que aconteceu no Brasil, na década de 1950's, o Brasil tinha um monopólio muito forte, ou no caso, oligopólio (pouquíssimas empresas liderando o mercado) entre Ford, General Motors (da onde surgiu a Chevrolet, o Cadillac e cuja parceria com a Toyota beeem depois, em 1984, trouxe o Método Enxuto ao ocidente, e planejo fazer uma postagem melhor sobre isso) e a Volkswagen (que tá no Brasil desde 1953), e como não tinha empresas vizinhas, seja maiores ou menores, as empresas ficavam na zona de conforto e, sem carros à altura, e os poucos carros gringos importados tinham impostos caros pelos veículos (ou seja, não é de hoje que o brasileiro toma no cu com imposto e taxa alta de importados como Remessa Conforme), e assim, não tinha avanços no Brasil como era no Primeiro Mundo.
 O monopólio estava prejudicando tanto os avanços da indústria automobilística no Brasil que o Juscelino Kubitschek (presidente da época em que a capital do Brasil era o Rio de Janeiro) chegou a criticar que "os carros brasileiros eram carroças" em comparação com o que tinha de fora, e... o que isso tem a ver com os artistas e a I.A.? O conceito de encarar a concorrência.
 Adianta DE NADA você querer eliminar seus concorrentes (afastando robozinho que desenha e difamando quem discorda) se você...
  1. Tem um traço ruim
  2. Não tem originalidade na sua arte
  3. Engaja pouco com o público
 Se você tem dois ou três desses elementos, você deveria pensar menos em eliminar concorrentes e mais em encarar eles, melhorando sua arte e a sua audiência, porque só assim que você deve avançar, não julgando os que estão contra você, se você não está avançando com as suas produções, sempre vai ter um motivo, e esses três englobam 80% do porquê. Os 20%? Varia muito, e são problemas menores e que dá pra enfrentar naturalmente, isso também incluindo se os seus poucos concorrentes são sites que fazem desenhos como ISSO:
 Conversas como essa, de militantes que reclamam da Inteligência Artificial, achando que estão no mundo de Warhammer 40.000 (desculpa a referência específica), nem se comparam a um assunto que abordei de forma muito indireta quando eu falei de uma OC minha chamada Rihana Pacheco (link no nome), sobre um nome que eu falei que era "história woke de quinta categoria", e... vou aproveitar esse blog pra concluir o meu desabafo.
 "Histórias woke de quinta categoria" são histórias que, na tentativa de criar personagens simpatizáveis de diferentes tipos, seus roteiristas acabam criando narrativas muito irritantes, com personagens flanderizados, sejam eles bons, secundários ou maus, da forma que será explicada logo abaixo.
  • Expositividade e Romantização de minorias: Em vez de tratar de forma suficientemente boa, ou até provar o valor dos personagens de diferentes minorias, os roteiristas (a maioria são mulheres, mas tem alguns roteiristas masculinos também) sempre apelam pra expor exageradamente sobre cor, sexualidade, identidade de gênero ou, se tiver outras espécies e que essas são perseguidas, o tipo de ser que os personagens são, ou enfatizando o tempo todo o quão triste é a vida dos personagens, o que acaba ficando bem irritante, e que parece menos que os roteiristas estão trabalhando em provar valor dos personagens, e apenas apelar por uma empatia desesperada.
  • Personagens LGB flanderizados: (não falei dos/das "T" porque não sofrem muito com isso, embora tenha um problema até pior, mas...) Os personagens LGB, ou até mesmo pansexuais, têm sua personalidade reduzida a algo relacionado à sua sexualidade, como personagens gays e bissexuais promíscuos, personagens lésbicas irritadas e "machonas" e muitos personagens gays afeminados (com porte físico "twink" e os trejeitos delicados) e sempre passivos (sim, tem até mesmo esse detalhe na sexualidade, e tem mais personagens bottom/"uke" que o normal, o Porta dos Fundos estava certo).
  • Personagens trans irrealistas: As personagens trans nessas histórias não são devidamente representadas, seja pela romantização, ou exageros em outros detalhes, ou por serem perfeitamente femininas (resumindo o que eu quero dizer, é como se elas não tivessem cicatrizes e marcas físicas e emocionais de como foi a transição de gênero, como se fossem completas e transformadas desde o nascimento), ou por passarem algo parecido com o que algumas personagens femininas (cis) de filmes atuais estão passando (perfeitas fisicamente e em feitos; só parecem desenvolvidas porque os outros são reduzidos a pouca coisa; nenhum desafio convincente; com arcos 100% a favor delas, sem brecha pros adversários – esse último explico mais depois), embora os personagens trans masculinos passem por menos dessa "perfeição exagerada", tendo raros casos de personagens Gary Stu (Mary Sue macho) como é o protagonista da webcomic "Boyfriends".
 Hoje em dia eu busco até mesmo fugir desses estereótipos de personagens LGBT, usando de exemplo mais fácil a Carla Oxton (personagem lésbica bem energética e fofa, diferente da maior parte das personagens lésbicas ao estilo "Capitã Marvel" que eu já presenciei), ou a Luna Pleine (eu poderia usar de exemplo a Fortrex, mas a Pleine eu desenho mais vezes; uma garota trans bem alta, forte, e de diferentes níveis de temperamento conforme a história passa, além dos desafios dela como uma humana normal ou como uma feiticeira). Outros defeitos que encontrei também são:
  • "Últimos românticos": Eu chamo assim por causa desse meme abaixo da conversa, que deu origem ao termo de "último romântico", referente a pessoas que querem meramente namoros platônicos e românticos enquanto a maior parte da população quer atitudes sexuais mais diretas e até depravadas, e também estou usando esse título pra um arquétipo muito comum nesse padrão de história woke de 5ª categoria, que se refere aos poucos personagens heterossexuais ou de relacionamento heterossexual que são excessivamente desconstruídos "de forma positiva" (na realidade, sempre reduzidos eles ao nível de meros mascotes de suas esposas, que são das poucas mulheres fortes, seja de uma forma boa ou ruim, nessas histórias)
  • Inimigos sem personalidade: Os antagonistas e vilões nunca são tratados como realmente um desafio, como algo que os personagens precisem enfrentar física e verbalmente, e os debates de ideias sempre tem os protagonistas falando o que o roteirista segue de forma muito expositiva, e os vilões falando seus preconceitos sem nenhum ponto, e falando nisso, todos os antagonistas e vilões têm motivações baseadas em seus preconceitos, nenhum movido por ganância, fama, poder, metas e tão poucos são movidos por vingança.
    • Falando nisso, os poucos vilões bons são desconstruídos e movidos por vingança ou alguma conversa filosófica que podia ser complexa mas ainda assim causa num debate que você ainda vai querer estar contra ele, porque o personagem nunca aborda corretamente o que está falando, enquanto os protagonistas caem no clichê do "Cala a boca, você é o vilão" (quando os protagonistas não têm argumento enquanto o vilão ainda cria monólogos a seu favor, e os heróis só conseguem enfrentar na porrada)
  • História excessivamente desconstruída: Não estou falando que existe uma perfeição na hora de fazer histórias, já que fazer histórias é algo muito pessoal, mas estou falando sobre como essas histórias também saturam a desconstrução dos protagonistas e dos arquétipos de usar a narrativa pra falar sobre direitos e igualdade, e na tentativa de criarem personagens pra serem apegados acaba se tornando irritante.
 Uma coisa muito importante é que... eu não tô atacando minorias, pelo contrário, eu tô criticando gente que crie histórias que tendem a exagerar, expor e flanderizar personagens em 8/80 ("ou você ama os heróis coitadinhos perfeitinhos, ou você idolatra os equivalentes a Hitler, Mussolini e Stalin desse universo, não existe meio termo", é isso o que eles tendem a causa), diferente do que eu já arrisquei fazer, que é criar defeitos muito marcantes (Naej, um anão, sendo cabeça-quente e caótico; Fortrex, uma mulher trans, sendo gigante, monstruosa e assustadora; Carlos/Prisonbreak, um homem negro, sendo um homem traumatizado e violento) ou que se levam na vida inteira dos personagens (as minhas personagens femininas, embora não sendo assediadas só de existirem, mesmo tendo roupas muito provocantes, e ainda assim, cada uma tem seus altos e baixos, se irritam, choram, têm medos, paranoias, e seus poderes têm limitações; ou os irmãos Boltagon, que embora companheiros negros de Naej, não são "negros mágicos" – personagens negros místicos que ajudam protagonistas brancos –, pelo contrário, o baixinho Naej que ajuda eles em sua carreira, como as tecnologias em sua introdução)
 Além disso, também há gente que têm muito medo de criar vilões de minorias oprimidas, e mais medo ainda se esses vilões forem piores que os de maiorias opressoras, e... aqui 3 exemplos.
Calvin e Stephen (Django Livre): Em Django Livre temos dois vilões – Calvin, um branco escravocrata bem sádico, porém, limitado, e é um dos poucos vilões que o Tarantino não se orgulha de ter escrito (e olha que ele já fez o Hans Landa, um detetive nazista, como vilão mais carismático de seus filmes); e Stephen, um escravo negro, porém, inteligente e calculista o suficiente pra usar do racismo e da crueldade de Calvin a seu próprio favor, e sendo até mesmo mais vil e poderoso que o Calvin.
Em Busca de Sentido: Nesse livro de 1946, Viktor Frankl cita um tipo de cargo nazista chamado "Kapo", que é composto por (entre os envolvidos) judeus contratados para serem soldados e capatazes na Alemanha Nazista, inclusive, os Kapos eram descritos como igualmente, ou mais cruéis, em comparação aos soldados alemães arianos.
Minhas histórias: Pode não ter lá um vilão malvadão de grandes minorias nas minhas histórias, além do Hematon (um monstro homossexual) e seus irmãos (que tirando o que cada monstro representava, os monstros já são subestimados nesse universo), filhos de Amon (que por ser um deus, acaba não sendo considerado nesse tipo de assunto), mas há algo que esse pessoal não tem coragem de fazer: Uma militante extremista sendo alguém questionável.
Luna Ártemis, irmã mais velha de Lunére Jubuh (que iremos ignorar o Jubuh, infelizmente), é uma personagem francesa bem do jeito que eu falei que acaba sendo irritante em personagens femininas atuais (elas sendo sempre abordadas como imponentes e sem desafios), porém, eu uso propositalmente pra mostrar como uma fraqueza, ela se aborda como imponente, mas é apenas o que ela acha ser, pois na real ela é bem vulnerável e irritante, e critica os amigos e as parentes, inicialmente pelo que eles são ou pelo que fazem, mas depois também ela começa a criticar a Luna Pleine e seus amigos por serem americanos, ou, no caso da Pleine e da Tifanny, amigas de americanos, e... sabemos que os EUA fizeram muita merda, mas criticar esse país até hoje é vomitar no prato em que está comendo só porque chorões de cabelo azul te mandaram.
 Nos Estados Unidos ainda tem muita força econômica e também flui a maior parte das séries, estudos e outros tipos de informações que se conhece globalmente, além de produções que marcaram nossa infância terem surgido de entretenimento americano ou ter se tornado popular por causa da informática e logística americana. A GM, uma empresa americana, fez uma joint-venture chamada NUMMI Inc., com a Toyota, e foi logo graças a essa joint-venture que a Toyota se normalizou no ocidente, e surgiu o Método Enxuto que é um dos melhores métodos de gestão e melhoria de empresas do mercado de trabalho.
 Sem falar da informática, que só é o que é, por causa da Microsoft e da Apple que desenvolveram computadores como tem atualmente, e da Motorola e da Apple pelos modelos de celulares que revolucionaram desde o século passado, sem falar da Netflix que é a responsável pelos serviços de streaming, e revolucionou desde quando ela venceu a Blockbuster na questão de vender DVD's por entregas, antes da internet bombar tanto quanto hoje. E por que estou falando disso? Porque tem idiota na internet que reclama dos Estados Unidos só porque "ain, nos EUA tinha blackface, então se ele não existisse o mundo seria lindo", como se países como a França (pra piorar, as Luna e os Lunére do Projeto Dream, incluindo a Ártemis, são franceses) não fossem os maiores responsáveis pelo racismo que tem até hoje, doutrinas religiosas que tornam qualquer coisinha em motivo de ir pro Inferno, e ainda por cima países na África e no Caribe terem dívidas que existem desde o século XIX, e também não é como se o Brasil não fosse a terra da impunidade, onde pessoas como o Raluca e Leo Lins ficam famosos por cometerem crimes.
 E é isso o que eu critico a partir da Ártemis, a hipocrisia dela criticar americanos por coisas que teve no passado... sendo que a França faz merda até hoje (como é o caso da Peugeot, da Renault e da Ubisoft) e fez mais ainda no passado. Fora isso... esse diálogo (envolvendo outros personagens) já foi motivo de dor de cabeça pra mim até hoje, e é acho que a QUINTA e última versão do diálogo.
 Já me chamaram de preconceituoso e "bolsonarista" só porque eu fiz uma piada criticando... militantes que militam errado, e olha só, quem já tinha falado mal do diálogo eram militantes que militavam errado, disfarçadas de boas pessoas, e que não entenderam a piada de que a Tifanny tava comparando a crítica religiosa da Julie (que tava explicando o que era "Deus" pra Otasha, que nunca viu o cristianismo antes, e soou como o que histórias woke de quinta categoria tratam esse conceito) com o que militantes falavam pra defender a Pequena Sereia, inventando histórias, falácias e distorções, e isso do pronome neutro é justamente pra criticar esse tipo de militante, que usa pronome neutro pra TUDO, e também pelo próprio pronome neutro ser complicado e, por culpa de como a língua portuguesa que a gente usa separar tudo em gêneros, acaba perdendo a premissa que propôram.
 Tudo isso, infelizmente, diferente da língua francesa, que tem Cesi, C', Ça, etc., pra objetos e conceitos, ou inglês que tem It (pra objetos, conceitos e eventos) e They/Them (pra grupos, pra pessoas sem gênero e pra sujeito indeterminado), porque esses idiomas já criaram brechas pra esse tipo de termo, o contrário do Português, que teria que mudar o idioma inteiro pro pronome neutro ter o espaço que precisavam. Fora isso, eu consegui explicar tudo o que eu precisava e, mesmo tendo um desabafo mais agressivo, espero que isso não vire uma guerra.

Até mais!