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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

15 de abr. de 2025

Fiz esse post por tédio

Recentemente não publiquei muito nesse blogspot porque estive ocupado no Projeto Dream, inclusive em alguma parte desse post, senão em outro bem mais futuro, eu falarei sobre essa saga.

Assunto 1: Concord

Reparei que nunca fiz um post só pra falar mal de Concord, um jogo de serviço de PS5 que foi considerado o maior fracasso desde o ET do Atari, mas o que eu mais odeio nesse jogo nem está nas pautas (afinal, diversidade e inclusão tem desde jogos de NES e até acho que nessa época faziam melhor que os jogos atuais porque não sacrificavam a qualidade do jogo em nome das pautas), mas sim principalmente no design:

  • os ambientes são muito sujos, mas diferente de jogos como Paladins (em que, por ser medieval, é tudo rústico ou orgânico) ou Team Fortress 2 (que não se passa no futuro e os lugares realmente parecem ambientes comuns em uma guerra), nesse jogo parece que as coisas são cagadas (não só no sentido hiperbólico, mas literal, como se alguém tivesse usado umas fases como banheiro).
  • Teo parece um personagem normal demais pra tar aí perdido num Hero Shooter, e os personagens que mais posso comparar são o Scout de TF2 (que é melhor pelo design mais característico, expressivo e ter mais vibe de um jovem determinado) e a Tracer (que diferente do Teo, que a armadura parece incompleta, a Tracer veste pouca armadura por só proteger o suficiente e manter agilidade), e o design dele é muito genérico, parece um técnico de informática vestindo um cosplay incompleto, vi alguém falando que o traje dele parece improvisado demais.
  • Lennox também não tem um design tão interessante, mas ao mesmo tempo pra mim ele é um dos com a melhor roupa, o problema é como ele, assim como o Teo, tem vibe de "já temos homem branco padrão em casa" (algo estranho, afinal, diferente de Overwatch que tem desde minorias e grupos internacionais a até um gorila falante, sem apagar as maiorias no jogo), e isso é triste.
  • Lark parecia que era pra ser um alienígena mais bizarro e lovecraftiano, o que é interessante mas ela parece apenas algo que não era pra ter nesse universo, e o fato dela ter pronomes estranhos (e só de ter os pronomes quase como um letreiro tanto quanto os nomes faz tudo parecer forçado) meio que tira a credibilidade da personagem, mas é o de menos por ela parecer simplesmente feita de queijo podre.
  • Star Child parece uma tentativa de imitar o Drax ou o Thanos mas parece só um personagem feito de qualquer jeito, azul com a cara vermelha, com tão pouca roupa, mas fica muito esquisito.
  • Emari parece gorda demais até pro arquétipo de um guerreiro gordo (diferente do Heavy de TF2, que apesar de ser o mais gordo que outras classes do TF2 ele também dá a entender que é musculoso, e o Heavy tem um design balanceado, em que ele usa roupas bem simples porque o peso e durabilidade já é dele e da sua arma) e, diferente de personagens tomboy ou de armadura (como a Zarya de Overwatch, que é bonita, com traje interessante e com um design também expressivo), e a armadura dela parece o mascote da Michelin.
  • Também não esqueçam que, quando Concord fracassou e até mesmo faliu a Firewalk, uma designer vazou uma concept art da Emari e a concept art tava melhor que o design final, mas olha, sendo sincero e dando um mínimo ponto positivo, a Emari não tem o pior design do jogo, e se tivessem feito uma armadura mais compacta ou colorida, ou um porte powerlifter (aquele que parece gordo mas é musculoso), ficaria melhor.
  • 1-Off simplesmente parece uma lata de lixo, principalmente pra lixo eletrônico ou um papa-bituca, ou os Minions da Illumination, e na primeira vez até achei que era alguém numa armadura.
  • DaVeers tem um traje que simplesmente parece também uma fantasia de plástico improvisada, com o capacete parecendo um balde, e ela tendo uma armadura com partes que parecem tripas fica sem graça porque, diferente das obras de HR Giger (onde lá o biomecânico tem significado), parece que só desenharam assim pra parecer "estiloso". Falando em biomecânico e HR Giger, mais à frente no mesmo post terá comentários meus sobre esse estilo.
  • Daw eu nem sabia que era um personagem masculino, e ele parece até mais gordo que a Emari e também com uma cara de jovem demais pra tar numa guerra (diferente do Scout e da Tracer, que apesar de claramente serem os mais novos de seus jogos, dá pra ver que são tanto no fim da adolescência quanto recém-adultos já, apesar que o Scout, mesmo se fosse menor de idade, seria compreensível considerando o contexto de guerras do século XX que TF2 se passa).
  • Bazz parecia ter potencial, mas as luvas sendo curtas demais incomodam, o cabelo ser pouco colorido me incomoda, parece que desistiram de última hora o detalhamento do cabelo pra forçar mais o realismo, os óculos pequenininhos tipo Eggman do Sonic 06 me incomodam, e o design dela não combina com quem estaria numa guerra em ficção científica.

  • O que me impressiona é como parecem até um certo ponto.
  • IT-Z é um desrespeito, claramente era pra ser uma furry/mascote mas soa idiota ela lutando de pijama mesmo perto de gente com armadura que parece de plástico, e isso me incomoda porque me faz ter flashback do Jar Jar Binks (um personagem de Star Wars feito pra ser o favorito da turma, mas foi feito tão exagerado e de qualquer jeito que é símbolo de personagem odiado), e até que ela lembra personagens como os Na'vi de Avatar ou personagens antropomórficos de filmes antigos (como Guerreiros da Virtude).

  • Pra quem quer saber a origem dessa foto da direita, eu tirei do vídeo "blue boy" do Spangerlookrey, ou Spencer Lookrey.
  • Duchess também tinha potencial, mas depois de tanto design horrível, tal qual a que falei que parece feita de queijo podre, a Duchess parece tar no jogo errado, e ela também não parece uma personagem forte ou empenhada pra lutar, só parece uma modelo velha, e só pra engordar esse tópico também vou falar da Haymar, cujo design claramente era pra ser de uma ninja edgy, mas além do design simples demais (e com um manto que parece simplesmente uma cortina de vó) perto de personagens com design poluído de tanto detalhe (como a Duchess), ela soa sem graça demais pra soar interessante, e o Jabali também é maneirinho mas, além de merecer tar em outro jogo, o design também parece muito bagunçado e fora de moda.
  • Kyps nem parece um personagem de hero shooter, parece personagem de Fortnite, ainda mais que o personagem aparenta usar um terno muito esquisito (diferente do Spy, que usa um terno mais realista porém mais interessante, e com suas luvas e máscara ele demonstra alguém especializado em se disfarçar e infiltrar, alguém não feito pra tar na linha de frente, o que temo que Kyps não foi planejado pra isso).
  • Roka é outra ofensa ao design de jogo e de personagem, porque um traje apertado, com capacete de astronauta já é feio, e nesse bege bizarro e com uma bazuca na mão... soa mais uma escultura contemporânea muito ruim (diferente do Soldier, que tem roupa simples e capacete, mas é um traje militar confortável e funcional, e ele tem força e insanidade pra usar uma bazuca como quiser)
  • Vale simplesmente parece que vive no lixo, a roupa dela parece uns trapos muito estranhos, e pra um jogo que foi tão longe em ser inclusivo que esqueceu o que torna um jogo bom, parece até ofensivo o que fizeram com a personagem.
Digo que o que mais deixou o jogo feio é justamente o desespero pra fazer o jogo realista, sendo que é um Hero Shooter, um jogo feito pra ser cartunesco, expressivo, parecendo um desenho animado ou uma HQ de ação, e enquanto nos outros Hero Shooters os personagens tinham poderes ou tecnologias absurdas, no Concord parece que o realismo até "nerfa" os personagens.
Até mesmo lembro de só ter ouvido falar do jogo justamente quando houve notícias do flop desse jogo, e pelo pouco que também vi sobre, o jogo se colocava em tags que justamente não se misturavam com tags de jogos, ou também o flop desse jogo não tinha ajudado de qualquer forma, e aparentemente tinha uma notícia que um diretor do jogo planejava sabotar a indústria de jogos, no entanto não achei nada relacionado a isso novamente e meio que isso virou um rumor ou lenda.
Como dizem, Stellar Blade da Coreia do Sul e Black Myth Wukong da China fizeram sucesso justamente porque não focaram em pautas sociais ao ponto de sobrecarregar o jogo, afinal, mesmo Stellar Blade tendo uma mulher empoderada e não branca lutando, ainda é digamos que um hentai n slash (um hack n slash pornográfico), e a sacada do traje mais sensual do jogo ser o modo hard foi genial, já o Black Myth Wukong à primeira vista é só a história do homem macaco indo chutar bunda de deuses, e a Sweetbaby Inc se ferrou muito ao tentar desqualificar o jogo como extorsão para fazer a China aceitar uma avaliação deles, tanto que hoje em dia a Sweetbaby tá perdendo cada vez mais poder nos jogos da Sony.

[Nota de atualização 20-08-26]
Achei esse trailer (falando assim parecia que achei lost media mas na real é que eu inventei de pesquisar e achei) de Concord, e... Sendo sincero, esse trailer realmente é definido bem pelo comentário de "How do you do, fellow kids?" de um dos comentários no vídeo, porque pqp que treco mais genérico! A animação é foda e tal, mas aí que tá o maior problema: Esse jogo era completamente ignorado, mesmo tendo notícias e uma mini comunidade o negócio só estourou a bolha quando fracassou, pra quem vê um trailer desse soa como se fosse só aqueles jogos com propaganda enganosa muito mais detalhada que o que o jogo de fato oferece, mas eu vi que tinha uma SÉRIE que teve CORAGEM de fazer um episódio como um próprio trailer do jogo (então o vídeo que eu vi foi um trailer de um trailer), e... Ok, admito que, enquanto eu tava indo colocar o vídeo só pesquisando pelo negócio de "Inserir vídeo", e depois "Youtube", e só pesquisar as palavras eu demorei pra achar o vídeo que queria, provavelmente o Youtube tem vergonha desse vídeo, mas enfim:
  • Os personagens têm design de um monte de jogos diferentes (entre eles, o Lennox tentando bancar o cowboy espacial (mas o mais notório dele é ele gostar excessivamente de pimenta), a Haymar parecer uma personagem de Naruto (especificamente do Naruto clássico) e o Star Child parecer que veio de um MMO RPG (tipo WoW, Diablo ou o hoje esquecido Mu Online)), então ver uma série supostamente focada em Concord fica esquisito, parece simplesmente uma história crossover.
  • A personalidade deles tentando parecer coisa do James Gun mas parecem mais personalidade de Sessão da Tarde (que, sendo sincero, se Concord tava imitando Overwatch, eles imitaram a pior parte que é os personagens tentando parecer carismáticos mas tendo bordões de sessão da tarde, e embora Concord não tenha, o que tinha muito no Overwatch eram sotaques estereotipados que pelo menos davam individualidade).
  • O próprio trailer ser cinemático pode ter enganado o público alvo que tava acompanhando e irritado quem já suspeitou que aquele jogo não ia vingar (jogos com trailers hiperdetalhados costumaram tender a indicar que o jogo não vai ser tudo isso e vai depender de propaganda enganosa pra render, como foi com The Day Before e tavam suspeitando até com o God Save Birmingham).
  • Não ter nenhuma gota de sangue me incomoda porque insinua que a porradaria e tiroteio não têm peso (até TF2 que é bem cartunesco tem sangue e mutilações de personagens), como por exemplo uma cena da Vale acertando um dos tiras com o rifle dela e o tiro só derrubando (isso destrói a ideia que os personagens estão guerreando e indica que as armas dos personagens não são fortes, o Star Child tacando uma mesa num dos inimigos no mesmo trailer indicou bem mais perigo!).
    • E sendo sincero com isso de "tiroteio tão sem peso e ridículo que parece simplesmente paintball" me lembra Overwatch, que é simplesmente um jogo sci-fi utópico onde heróis salvaram o mundo, o que mata o sentido desse jogo se mostrar um FPS, onde se tem tiroteio tem guerra, e se tem guerra tem problemas sociais e políticos.
    • Também lembra Bleeding Edge, que foi um dos jogos pra surfar no hype do Overwatch e... é bem genérico, simplesmente tentando ser o Overwatch mas sem ser o Overwatch e sendo mais cyberpunk, tem uma frase nesse jogo de "por que a gente luta? porque a gente gosta!", que é uma frase que escracha o quão sem propósito são os personagens de Bleeding Edge mas também parece até alfinetar a galera do Overwatch.
  • Sem falar de uma cena da nave, que... eu sinto que eles tentaram misturar o estilo mais bonito e funcional (tipo Star Wars - que aliás, o apelido do Concord de "futuro Star Wars do PlayStation" zicou muito o jogo porque acabou muito pior que por exemplo a trilogia sequel de Star Wars) com algo mais brutal e assustador (tipo Warhammer 40k) e a nave ficou simplesmente feia (que nem o próprio jogo, que desde os cenários aos personagens é horroroso).
Vocês já viram esses memes de "HUD's de jogos hoje em dia" (HUD é uma parte da tela que mostra vida, atributos e pequenos guias, como mini mapas e lista de missões), que são um monte de coisa enfiada na tela ao ponto de mal dar pra enxergar na tela, e isso já é um pecado capital pra um jogo. O F3 do Minecraft pode já parecer um controle de avião pra alguém inexperiente, e tem como deixar mais complexo e com mais orientações, mas o F3 é justamente um botão e comando no Minecraft pra você se orientar sobre tempo e navegação, além de ter comandos úteis como A+F3 que reseta a renderização ou H+F3 que mostra hitboxes.
Esses memes de HUD's que misturam todo tipo de HUD de outros jogos é uma crítica, não só a jogos atuais com HUD's feios e que ocupam de mais a tela (como é no Overwatch, no WoW e em Minecraft com muito mod), mas também a um fetiche de gente que nem de jogo gosta, só gosta de ver o streamer petralha jogando e reclamando [link aqui; eu tenho um post inteiro pra criticar essa hipocrisia], um jogo FPS é o que você precisa de um HUD mais simples, não um HUD com pouco detalhe no que tá mostrando mas um HUD que simplesmente não polui a tela, você precisa pelo menos de um bom campo de visão pra atirar, e...
Os HUD's paródia feitos de sacanagem tavam melhores! Sério, além do HP mega detalhado, design desnecessário na parte da arma, mini mapa como se o jogo fosse de mundo aberto (sério, se você se perde num jogo de tiro esse gênero não é pra você e eu ainda quero ser educado com você e respeitar os teus direitos civis), detalhe até naquelas listas de "jogador 1 [arma que matou] jogador 2" como se ali fosse relevante, ou uns displays com ilustrações em símbolo que... pelo que entendi são habilidades, mas sendo sincero, não deveria ter barra de ataque especial num jogo FPS, ataques especiais com carga, anotado no display, são normais em jogos MMO (tipo WoW, Aura Kingdom e Genshin Impact) e MOBA (tipo LoL e Dota) e, quando tem em FPS (como no TF2) tem que tar um tanto discreto porque nada pode atrapalhar a visão.
[Fim da nota]

Assunto 2: HR Giger e outros artistas que eu lembrar

Essa parte eu admito que seria especial demais pra estar no meio de assuntos mais nada a ver, mas será necessário eu explicar logo mesmo que pra preparar terreno:
Hans Ruedi Giger (1940 - 2014) é um artista suíço de terror, ficção científica e surrealismo, que se esse nome não parece familiar o suficiente, ele é o designer por trás de Alien, do filme Alien - O Oitavo Passageiro (1979), A Experiência (1995, também chamado de Species em inglês), e as artes dele são inspirações de jogos como Scorn, Earthbound e Dai Dark (inclusive ouvi falar por causa de uma análise do Purin sobre esse mangá).
Giger não fez esse estilo só por parecer maneiro ou só pra ter uma nova forma de assustar, mas ele teve diferentes inspirações, como alguns pesadelos que ele tinha, simbolismos envolvendo erotismo, fertilidade, contaminação (seja por essa tecnologia estar se fundindo com seres vivos) e os terrores da tecnologia, e até mesmo um Tarot próprio ele fez, pra expressar o seu próprio esoterismo e a sua representação do lado inconsciente humano.
Algo que eu gosto muito do surrealismo, e por isso fiquei tão fascinado por HR Giger, é sobre como é um oposto da arte abstrata (que aliás, menção honrosa: Eu gosto das pinturas do Picasso e do cubismo, e é legal o contexto sobre todo esse estilo artístico ter surgido justamente por ele ter abandonado o realismo ao saber que não ia competir com a fotografia na época), em que, enquanto a arte abstrata mistura figuras muito básicas pra compor um significado maior, o surrealismo usa formas completas, e o sentido delas envolve não ter sentido, tanto que "surrealismo" vem de "sur", algo como "sobre" em francês, por transcender a lógica da vida real.
Uma pintura que me impressiona é essa pintura de René Magritte, chamada A Reprodução Proibida, obviamente por representar como um espelho nunca iria mostrar um reflexo: Na mesma direção que seu corpo original, algo que lembra um pouco aquelas histórias de terror sobre espelhos, mundo dos espelhos e entidades que aparecem pelos espelhos, o que me inspirou ao personagem Jungher em Projeto Dream, que além de ter poder sobre os espelhos, tem o reflexo invertido.
A Persistência da Memória, uma pintura famosa de Salvador Dali, é uma pintura famosa justamente por soar algo mágico e estranho, tanto que é baseado em um sonho de Salvador Dali, mas também pode ter um significado profundo, como a deformação gradual do tempo, o que é expresso nos relógios derretidos, e esse deserto pode ser meramente um espaço vazio que teria restado dessas memórias, algo que lembra Everywhere at the End of Time.
Olha essas fotos, como uma estátua de mão que, quando a árvore cresceu, se prendeu a essa mão naturalmente, ou a Estátua da Liberdade, que antes era avermelhada/alaranjada por ser de cobre por fora, conforme passou o tempo o cobre oxidou e ficou verde acinzentado, ou esse chão que, pelo monge se posicionar na mesma área pras orações, ficou uma marca de suas pegadas, ou esse carro que, abandonado, foi soterrado por plantas, mas tem um graffitti que marca a minha adolescência até hoje.
Eu era criança quando ouvi falar, e essa arte foi feita muito antes de eu nascer, Ossário foi feito por Alexandre Órion em 2006, em um túnel extremamente sujo de fuligem, com paredes que ficaram pretas por causa da fumaça dos carros, e Órion limpava com um pano fazendo formas de vários crânios, o que tanto representava a morte e os prerigos das fumaças tóxicas dos carros quanto destacava na cor preta das paredes sem nenhuma pintura, e quando perceberam que tinha tanta fuligem que, ao limpar, revelava outra cor, tiveram que limpar as paredes, a arte pode ter desaparecido, mas fez exatamente o seu papel.
Há mais pinturas de René Magritte, que também mostram algum certo tipo de falha na realidade são Império da Luz (à esquerda, com um céu de dia e a casa de noite iluminada a postes) e Salão de Deus (que tem um céu de noite e a casa de dia, isso lembra estacionamentos de shopping à noite, que o chão é inteiro iluminado mas o céu é bem escuro).
Já outro artista surreal, e também um artista que ouvi falar acidentalmente por causa de análise de youtuber grande, foi o Maurits Cornelis Escher, o autor de algumas pinturas com base em geometria não-euclideana (que, em suma, é quando o espaço não tem uma lógica euclideana, logo, não tem uma geometria natural e coesa).
Desculpa a foto 4K Ultra HD, mas era uma das poucas imagens que consegui, em que o Gemaplys mostra muito de relance no Gema Review de Knight Adventure, e eu lembro que foi pouco tempo antes da professora de artes da escola em que eu estava ensinar sobre as pinturas não-euclideanas de Escher, e ironicamente, além do Projeto Dream (que aliás, quando fui achar o episódio, tem a aparição da pintura pra ilustrar a geometria de um dos ambientes), tem uma outra história que há um desenho baseado nessa pintura.
Outro artista que vale mencionar, só pra finalizar esse assunto mesmo, é o Max Ernst, um pintor alemão que, considerando a época, até fui pesquisar e, pelo que entendi, nem participou de uma faculdade de artes, todo o estilo dele foi empírico, e ele combina o surrealismo com o dadaísmo (dadaísmo é tipo o ancestral do shitpost, com um monte de exposições consideradas aleatórias praticamente pra trollar e criticar quem via significado em qualquer coisa só porque foi dito que tem origem artística), com duas das minhas pinturas favoritas dele sendo Os Bárbaros e O Anjo do Lar, ambas pinturas surreais com criaturas que parecem feitas de pano, e isso é um belo charme.

Assunto 3: Vingança e Edgy

Pode não fazer esse título, e não tem a ver com os assuntos estarem meramente sem a menor conexão, mas é um tipo de assunto que eu já tava planejando falar sobre, e resumindo muito:
  • A morte de personagens pode ser boa por motivos de catarse, ao mostrar que os personagens têm mortalidade, e quando os personagens são gostáveis, a gente tem pena, e quando são odiados, a gente sente satisfação.
  • O problema da ressurreição nunca foi de "tirar o peso da morte" porque geralmente em histórias em que isso realmente é ruim, a morte já nunca teve peso, seja por reviverem um personagem que ninguém liga, como alguns casos em One Piece (em que, com o tempo, as pessoas parecem cada vez até odiar mais o Ace, mesmo sendo um dos melhores personagens), ou pela morte ter sido rápida e curta demais, como é em Dragon Ball Super.
  • Assim como os personagens apenas... morrerem, também pode ser ruim, quando a morte é brochante, como a Gwen Stacy em TASM 2 (diferente das HQ's, em que o peso emocional foi tanto que a Era de Prata termina justamente na época dessa versão da morte de Gwen Stacy) ou a Tara em Buffy - A Caçadora de Vampiros (tanto que consideram ruim, não só pela morte da Tara ter sido de qualuquer jeito, mas pela Willow ter uma motivação insuficiente pra virar uma vilã com isso, como se personagens gays não merecessem finais felizes).
Ambos os clichês que falei de morte ruim se traduzem, em ordem, como "Mulher na Geladeira" (por referência a uma HQ em que uma namorada do Kyle Reyner morre do nada e é encontrada numa geladeira, e essa personagem é esquecida na história; se trata de um clichê de personagens femininas que sofrem apenas para o desenvolvimento do protagonista masculino que a namora) e "Enterre Seus Gays" (que aliás, tem raízes no Código Hays que censurava muita coisa em Hollywood por motivos religiosos, entre essas censuras muitos personagens gays eram tratados como vilões ou inferiores, e a morte deles era como um "castigo")
O Código Hays também decaiu com o tempo, seja por leis e regras novas que aumentavam liberdade de expressão nos cinemas, ou novos sistemas pra definir públicos de filmes (sabe aqueles símbolos de L, 10, 14, 16, 18? era mais ou menos assim que se tornou, como o G para todos os públicos, M para alguns conteúdos pouco mais sérios, R para os que menor de idade só pode assistir se acompanhado por responsável, e X para os que são 100% só pra adultos - e sim, daí o X de sites e filmes pornô, enquanto isso os XXX em garrafas significa que a garrafa foi destilada três vezes), e o filme Meu Passado Me Condena, ou Victim (1961), que tem a história de um protagonista buscando evitar ter fotos homoafetivas dele vazadas, também aumentou essa empatia pelos gays na época e aumentou o movimento contra o Código Hays.
E com isso, uso como porta uma coisa sobre quando uma história é muito violenta: O que deixa a história ser madura não é o quão violenta ela é, com sangue, crueldade, etc., mas sim se tem peso emocional, ou um toque mais direto em como esse assunto é ruim, ou mostra as consequências de forma que essa violência faz diferença, e quando a Mia morre em Projeto Dream (esse spoiler foi necessário por depender desse contexto que tô explicando), porque foi numa mesma saga em que fui extinguir uma equipe de vilões que, anteriormente, eu não desenvolvi tanto, mas criei uma saga que revelasse de uma vez o que era a tal Sociedade Verdadeira e Honesta dos Homens Americanos, e também aumentar mais essa crítica ao conservadorismo e extremismo (assim como o "verdadeira e honesta" é uma sátira a um termo que Chris Chan usava quando era um homofóbico republicano).
Sobre como esses grupos não devem ser "argumentados", e sim eliminados, o nazismo não foi destruído em 1945 com argumentos e paz, foi destruído porque destruíram o sistema ditatorial de dentro pra fora, assim como desenvolvi a conclusão desse arco para que os vilões não fossem derrotados fisicamente como qualquer vilão, mas espiritualmente (assim como falsos profetas num livro da Bíblia) e judicialmente (em que o líder, mesmo sobrevivendo, foi julgado e preso), assim como.
Diferente de um Bury Your Gays qualquer, nenhum personagem morreu à toa, assim como também mostra que, mesmo que os heróis venceram, ainda perderam uma personagem com potencial de ser importante que parecia ter sido interrompido, assim como nesse episódio eu mostro que uma vingança não será suficiente pra suprir o ódio se não feito da forma correta, afinal, como diz Marco Aurélio, a melhor vingança é fazer diferente de seu inimigo.
Kaifuku jumpscare à parte, esse anime é um belo exemplo de como não retratar a violência ou a vingança, afinal, esse anime simplesmente tenta heroificar e glamourizar um estuprador, em que ele, não só faz o mesmo crime que as nêmesis dele, como ele faz pior e com mais gente, e o humor dessa história parece não existir de tão mórbido, esse frame do protagonista rindo claramente era pra ser ele sendo intimidador ou algo meio Coringa, mas devido ao quão deplorável é esse anime se tornou ridículo, assim como o anime foi esquecido, não só pela atrocidade que o anime tentou romantizar, mas também porque nenhum streaming não pirateado aceitou divulgar esse anime.
Por isso às vezes divido edgy, assim como o colesterol, em HDL e LDL:
  • Edgy HDL seria aquele tipo de edgy que é divertido, como um tipo de humor metalinguístico ou humor ácido físico, como os personagens de Devil May Cry, ou que são depressivos e tensos, mas são carismáticos, como o Batman, o Vegeta e de certa forma o Sasuke.
  • Edgy LDL, no entanto, é aquele tipo de edgy que não se faz, que trata qualquer assunto pesado como ousado ou másculo, mas está sendo ridículo, como o jogo Hatred, que é simplesmente um jogo em que você controla um assassino que faz um massacre no mundo sem uma motivação especificada.
Bom, eu estive carregando esses assuntos na mente, e falando derivações pra webamigos, e aos poucos refinei dessa forma, e espero que vocês estejam bem.

Até mais!

18 de mar. de 2025

Três Mundos

Mundo de Pedra
No mundo de pedra, o clima sempre aparenta extremamente nublado, com os lagartos rastejando em terras secas, a maioria rochosa e escura, alguns eram amarelos e grandes, ou azuis e esguios, em templos negros em ruínas habitam lagartos vermelhos venenosos que caçam ratos e grandes vermes da região, nas águas, as serpentes nadam para emboscar as presas, em sua maioria os peixes, porém, há grandes águias mascaradas chamadas Z'xyzi, algumas apesar eram tão grandes que pegavam os lagartos, como os lagartos pegavam os peixes, mas algumas eram tão grandes que cobriam o céu por horas enquanto voavam, e quando surgiam, era necessário se esconder.
As árvores que cresciam e se sustentavam eram raras, em biomas de florestas negras que abrigavam os sombrípedes, entidades de sombra sólida que caçam à noite e dormem sob as sombras do dia, um medo comum dos cervos e de seus predadores mais comuns, os lobos, que além de caçarem os cervos, os desse mundo tendem a coletar frutas da região, e aqui, além de animais selvagens, há uma certa civilização chamada Ziéula (plural: Ziéulari) que, nômade, peregrina entre as terras rochosas e as florestas negras, se defendendo dos caçadores e se alimentando das caças e das frutas, e muitos deles tendem a usar as flores dessas frutas para fins medicinais e o que se acredita ser magia, podendo lançar venenos fumegantes nos inimigos mais fortes, podendo fazer cair um Z'xyzi, e uma moeda que eles adotaram para equivaler as suas compras é com base no Shéul, um tipo de quartzo esférico, pequeno, que podia ser garimpado daqueles rios.

Mundo de Ferro
Um reino de chão ferroso, com manchas vermelhas que cresciam como grama, e um brilho magnético que atraía os metais e sempre prendia o ferro ao chão, e aqui, placas metálicas, embora pareçam inofensivas, eram extremamente afiadas, capazes com que os coelhos de prata, correndo nesses campos de ferro, acabem se cortando por mais que, sendo resistentes, podiam se modelarem numa amálgama para se camuflarem ou se curarem, ou então, no meio de tantos insetos de ouro que vagam na terra de ferro, há lagartos amarelos de listras pretas que, além de tão grandes quanto os lagartos do mundo de pedra, podiam se comunicar por sonares ultrassônicos que só eles ouviam com precisão, caçavam em bandos e moravam em zonas labirínticas escuras, abandonadas pela estrela azul desse mundo.
Entre os 12 labirintos desse mundo, haviam 66 pontes que conectam esses labirintos, sendo somente 17 delas intactas até hoje, depois de serem destruídas com o tempo, ou pela pressão do campo magnético, ou por ganância dos Siderógrafos, um alto cargo de escribas guerreiros que carregavam armaduras escritas com grandes textos da história do mundo, e que usaram de suas espadas lunares para eliminarem uns aos outros, para que só um liderasse, porém, só sobraram ruínas desse antigo reino, com somente 17 Siderógrafos, com 49 marcos da história daquele mundo perdidos para sempre.

Ambos os Mundos de Pedra e Ferro sofrem fortes chuvas torrenciais, que podem afundar e esmagar os monstros que nesses mundos habitam, os antigos acreditavam que eram as estrelas chorando, pois a água dessas chuvas não era a mesma água daqueles mundos, e desaparecia misteriosamente.

Mundo de Fogo
Com gramas laranja-avermelhadas sugadoras de calor, um ar tão quente que muitos sentem estarem o enxergando num tom amarelado, graças ao dia eterno que circula naquele planeta, com cristais similares a vidro, mas sem estarem derretendo no calor, ainda absorvendo a energia daquele mundo para se sustentarem, e com isso o mundo ficou mais habitável. A deusa antiga quebrava e coletava pedras desses cristais para levar a seu jardim, onde podia aquecer as suas fênixes e iluminar as árvores que, ao crescerem, darão melancias, morangos e mangas aos outros deuses e aos Vajanlau (singular: Vajan), uma tribo de criaturas azuis, 
menores que os humanos, mas que trabalham para esses deuses no artesanato mágico deles.
Uma vez um deus ditador tentou usar o poder nulo dos Voyd'eons para apagarem o calor daquele reino, e o esfriando, torná-lo habitável, porém, isso quase destruiu uma realidade inteira que abrigava o Mundo de Fogo, e isso levou a uma rebelião dos deuses para protegerem a ordem dos reinos, e do sangue desse deus decapitado, veio uma chuva, e depois uma floresta que começou a abrigar os animais que, antes vivendo sob a terra pra sobreviver, agora podendo crescerem e ficarem fortes, se tornando eles uma das raças ancestrais da humanidade da maioria das realidades.
Mike Nollan, agora adulto, depois de tanto tempo sem ver a magia e dimensões alternativas ao longo dos anos, navegou ao lado de Isabel e um antigo amigo deus que eles resgataram há anos, e que, enquanto pra eles não passou nem uma década, para aquele deus não passou nem 3 horas, e ainda assim Mike e Isabel estavam felizes de poderem usarem um barco dos deuses para ver algo além de só guerra contra monstros, e Mike, lembrando de uns bons tempos, pede a Isabel em casamento, e então, dias depois dela aceitar, os amigos e parentes de ambos foram se encontrar na dimensão maior dos deuses, tendo o pai do deus resgatado como um equivalente ao padre desse casamento.

Fim!

5 de mar. de 2025

Por que escrevi tanto!?

Depois de 10 contos em sequência durante um feriado prolongado de Carnaval, eu sinto que pude libertar várias ideias que estive acumulando antes e que eu pude expressar em uma longa variedade de histórias. Era um conjunto de contos que eu estive acumulando na cabeça, e assim como eu tirei tempo de assistir ao Dragon Ball Daima e ver o quão bom é esse anime (e ver o quão retardada é a comunidade de animes pra catar pelo em ovo pra falar mal do anime só pela modinha, ou o quão degenerada a fandom de Dragon Ball que fica discutindo à toa sobre níveis de poder e lógica canônica), eu também tirei pra escrever esses contos e preencher mais uma vez esse site.

Vida Secreta da Vovó
Esse conto foi feito pra ser surreal, com personagens principais sendo raposas humanoides e uma história feita pra ser uma aventura com múltiplos mundos diversificados e inesperados, e mesmo que me dissessem que a história não fizesse o menor sentido (que não vou citar nomes, porque foi só uma pessoa mas é uma webamiga que tô considerando), vou deixar bem claro que nem tudo é feito pra ser completamente analisado. Óbvio, ver alguma obra com atenção, vendo detalhes visuais, auditivos e narrativos, é bom, mas muita das experiências que a gente tem que importa de fato são aquelas que a gente absorve inconscientemente, ou seja, só lendo ou assistindo, e até com músicas pra ouvir, nunca conscientemente, que é de descobrir o sentido ou dar um pro que acabou de consumir.
No fim vivemos num mundo absurdo, uma esfera rochosa rica em água e vida, e que somos frutos de um monte de macacos calvos com ego inflado que acharam que era uma boa ideia pagar pra viver no próprio mundo em que nasceram, se isso não faz sentido e não questionamos, não é um mundo com mundos coloridos, raposas falantes e magos surfistas que terá que fazer um sentido e ser questionado.

Até que era pra ter mensagens mais sérias ou reais, como não usar drogas (nem falando do mundo mágico e doido, mas de por exemplo, quando a Anaria recusa uma bala das mulheres-águas-vivas e já é reprimida com um aviso ruim de que ela poderia não voltar, como se elas estivessem a chantageando pra aceitar aquela última área), mas uma das mensagens mais óbvias que teve foi do celular (e sobre como ficar muito preso em telas só pelo tédio e não pra algo útil como um entretenimento mais completo ou até pra aprender, faz mal, e a Anaria tava aproveitando um mundo novo por tudo ter sido um entretenimento maior que o celular poderia trazer).

Qual é o elemento da vida?
Esse conto eu fiz baseado no "Where did life go" de Doctor Nowhere, que embora não seja de terror, foi bem bizarro e estranho, mas com uma mensagem boa de apreciar a vida nos mínimos detalhes, mas com a adição de magos (algo que sou fascinado, ainda mais aqueles de ilustrações de fantasia ou algo como os livros do Tolkien), mundo dos sonhos, alquimia (que eu reutilizo itens do Projeto Dream) e astronomia (que leva ao contexto do mago ver o mundo humano) e uma crítica à urbanização excessiva (que chegam a ser problema sério no Sudeste que inclui o estado SP), esse foi mais fácil de explicar.

14 dias de Kubler Ross
Kubler Ross tem o nome baseado Elisabeth Kübler-Ross, uma escritora e psiquiatra suíça (além do Carl Jung, agora tenho mais uma psicóloga pra inspirar minha arte, pois é; e apesar da coincidência, nenhum momento da história sobre melhoria de vida, arte ou psicologia eu inspirei em Bob Ross) que escreveu os 5 Estados do Luto (que tentei representar com a Susaninha sendo a Negação, a Valéria sendo a Raiva, a Maria sendo a barganha e o Kubler sendo a depressão, e a Betina sendo a Aceitação), somado com uma crítica ao 6x1 (que faz mal pros trabalhadores justamente por causa dos trabalhos muito pesados ou muito repetitivos, com clientes filhos da puta e tanto estresse que nem o dia que sobra consegue aliviar) e à escravidão (seja da analogia entre essa e o 6x1 ou contra a escravidão colonial, ainda mais pela família Ross ser de pessoas negras comuns).

Pilar da Vida
A ideia inicial era pra ser só um conto pornô, mas com o tempo deixei isso de lado porque não seria o suficiente e claramente ninguém que quisesse tornar minhas produções mais profissionais teria interesse, então adicionei esse contexto de mundo mágico (reutilizando itens do Projeto Dream, como os pontos carteais elementais mas invertidos, as pedras mágicas e as flores mágicas), gênios (que eu misturo a ideia de realizar desejos com esse contexto de desejo sexual) e também Platonismo por trás de uma mensagem a favor dos LGBT+ (com aquilo do "conceito de sexo e gênero" que seria maior e mais genuíno, e qualquer variedade seria algo "particular" - ou seja, quando é algo individual e físico feito do tal conceito).

Choro das Corujas
Esse conto eu fiz reutilizando uma ideia de personagem que eu ganhei do meu webamigo Nicolas, eu ainda vou usar a personagem em si (Irene a Coruja) pra artes adultas, enquanto o Choro das Corujas só reutilizou o conceito pra um contexto mais sério.
As corujas de Choro das Corujas obviamente usam roupas normais e são de uma história séria, diferente da Irene, e esse conto foi usado pra explorar um cenário extremamente triste, distópico e niilista (com a citação dos Arbrestes poderem estar mortos tendo a ver com a frase de Nietzche, sobre Deus estar morto, que é uma metáfora ao quão sem esperança está o mundo ou o quão sem propósito espiritual está a vida).

Era Uma Vez...
Pinóquio

Eu fiz misturando o conto do Carlo Collodi com o filme antigo da Disney, seja pelo Pinóquio ter sido feito de uma madeira falante, ou o Pinóquio sendo enforcado pelo gato e pela raposa, enquanto tem a história do Pinóquio sendo engolido pelo dragão Oniryu (que, assim como substitui a Baleia Monstro, tem também uma referência à Segunda Guerra Mundial, seja pelo dragão ser japonês e ter nomes japoneses, ou por ter também o chefe chamado Hanz, de um nome alemão, e os personagens no geral sendo italianos) e depois vomitado pra fora e ressuscitado em uma forma humana, mas algo que eu cito é que eu odeio o Carlo Collodi e a versão dele do Pinóquio.
Contos de fada, ou Fábulas, têm como propósito usarem histórias mágicas como exemplo pra contar uma lição, alguns eram agressivos antigamente (como a Chapeuzinho Vermelho, a Cinderella e João & Maria), mas bem, o conto do Collodi do Pinóquio é bem escroto, e não é violento porque "os tempos eram outros" ou pela mensagem mais agressiva como eu disse, era só algo edgy, com o Pinóquio agredindo o Gepeto, incriminando ele, matando o grilo que tava o avisando que ele tava fazendo merda, vendendo o livro que o Gepeto comprou vendendo itens pessoais dele (porque aparentemente um carpinteiro, duma época que a madeira era ainda mais necessária, era falido) pra comprar bilhete de circo (porque do nada uma madeira que acabou de ganhar corpo já começou a se importar com entretenimento barato), e por algum motivo, além do grilo falante, também a fada dessa versão do conto também morre do nada e sem o menor peso, e o Pinóquio dessa história tem necessidades de comer e dormir (algo bizarro, porque ele é só madeira, não tem órgãos), só pra ter a mensagem de que "a vida não é um conto de fadas" (o que perde o sentido, por causa das coisas mágicas que foram mostradas e até uma delas avisando o Pinóquio dos problemas, deixando a mensagem desnecessária e inútil), por isso que misturei com versões mais felizes como a da Disney, e também elementos originais que adicionei (como o Consciência namorando a Mable, ou a irmã Giulia e a fada que a levou ser aparentemente também a Mable, e o bar de refrigerante e o dragão Oniryu).
Foi até que apertado pra adicionar os momentos do nariz do Pinóquio crescendo justamente por eu precisar de momentos em que ele não conseguiria esconder algo com mentiras, e por isso adicionei coisas como o Pinóquio usando o nariz como gancho, ou quando o Pinóquio é despedaçado eu detalhando que ele perdeu o nariz.

Branca de Neve e os Sete Anões
Essa versão também misturei um pouco a versão da Disney (inclusive assisti à versão antiga enquanto escrevia) e o conto original (embora muito pouca coisa, como a Rainha Má, disfarçada de velha, mordendo a maçã pra mostrar que não era envenenada, porque no conto original a Rainha Má enganou a Branca de Neve umas três vezes, com um pente envenenado, um espartilho que a Rainha Má aperta até quebrar a BdN, e depois a tal maçã, além do Príncipe Encantado não ter curado a Branca de Neve a beijando) e um pouco de mitologia (entre os elementos mitológicos, adicionei o fato dos anões terem magia, pra completar com a personalidade e função de cada um, assim como contextualizá-los ao reino da Branca de Neve e da Rainha Má, uma citação rápida do Valhalla), e há referências históricas (como a Revolução Francesa que cito logo abaixo, e Brasil Colonial por ter uma estátua de madeira escondendo pedras preciosas, referência ao Santo de Pau Oco), e também tive um mini esforço pra adicionar também detalhes como terem sido três caçadores (inclusive com uma pequena comédia com eles falhando em matar ela, e também um contexto de como eles enganam a Rainha Má com um coração de porco em vez de aparentemente dar uma caixa vazia).
Teve também na minha versão a Branca de Neve ajudando os anões a curarem os problemas deles e deixá-los mais fortes, o que consequentemente é retribuído com os anões vingando a morte da Branca de Neve (e o Zangado decapitando a Rainha Má, além de combinar o final da versão dos Grimm, em que a Rainha é executada, com Revolução Francesa por ter uma rainha chamada Antonieta sendo decapitada, também o anão mais irritado seria o que mais combinava com a cena), e até o Príncipe Encantado ressuscitando a Branca de Neve de outra forma (que foi bem mais íntimo, mas teve esse simbolismo da tal poção feita de felicidade do reino, e o nome Encantado de Castela foi meio que uma sacada que fiz em, assim como Branca de Neve era mesmo o nome da personagem e não só um título, também tem Castela no nome, sendo o reino mais conhecido e influente da Espanha).

Cinderella
Aproveitei que na versão original em livro o nome da princesa era apenas Ella, e lembro que em uma das versões Cinderella vem de Cinder (um tipo de cinzas grossas, geralmente cinzas vulcânicas ou de madeira muito mal queimada, que até aproveitei pra dizer que tinha a ver com as cinzas que a Fada Madrinha transformou em diamante, que por sua vez eu misturei com uma das versões live action da Disney, em que os sapatos eram de uma magia diferente que a Fada Madrinha usou e por isso não desfizeram com a Meia Noite), porém, sendo direto ao ponto, foi até que simples e curtinho porque aqui a madrasta e as irmãs não eram tão más (a madrasta que era muito rígida, uma irmã era a típica irmã odiável, e a outra era até boazinha; os nomes Iana Durand, Ella e Selene tinham algo a ver com ID/Instinto, Ego/Consciência e Superego/Moral), e tem também o príncipe, Freudrich, tendo Freud no nome, sendo Sigmund Freud o pai da psicanálise (que evoluiu pra psicologia e psiquiatria) que fez o conceito de ID, Ego e Superego que também uso como base pra magia em Projeto Dream.
E o título dessa versão minha tem um easter egg com referência à frase "My name is Bond, James Bond" do 007.

A Bela e a Fera
Essa história eu fiz com mais base em ideias originais, com um pouco da base na Disney (seja por ser a versão que mais conheço ou pelo design que desenhei no post desse conto), porém, assim como o da Cinderella foi bem curto e simples, nem adicionei alguma subtrama com o Gaston ou um equivalente, mas sim uma história com a nobre Julia, que seria, no título, a tal Feia, com base no título O Bom, o Mau e o Feio, aquele livro de velho oeste também muito popular e importante pro cinema.
Sobre a Fera, eu desenhei com cabeça de javali, cabelo de leão, orelhas de cabra, olhos de cobra, chifres de boi e de rinoceronte, mãos de urso e cauda de cavalo, e nessa história a Fera era temida mais por ter sido algo como um ditador pra aquele povo que por ser um monstro a ser abatido, e baseei inicialmente a origem dele no folclore brasileiro (especificamente a origem dos lobisomens segundo a lenda brasileira) e adicionei um pouco de citações cristãs (como a associação da Fera a demônios, ou o simbolismo da cruz pra cima - Jesus - ou pra baixo - Pedro, que foi crucificado de ponta cabeça por se ver indigno de ser "morto igual ao seu mestre", assim como este também é associado a um livro chamado Apocalipse de Pedro, que apesar de não ser escrito por ele, é um livro sobre apocalipse e uma rede de punições violentas e simbólicas -, ou o sonho final da Bela tendo uma certa inspiração nas profecias do capítulo 7 de Daniel).

Planolândia
A Planolândia eu já sabia muito dessa história porque eu via o Carl Sagan, o Davi do Ponto em Comum e o Pedro do Ciência Todo Dia falando sobre essa história como um tipo de introdução pra falar de quarta dimensão, e até vi algo parecido em Miekagure dum vídeo do Tropia (que no trailer do jogo eles usam uma versão 2D do jogo com momentos 3D pra explicar como seria o jogo normal, que é 3D que usa a quarta dimensão pra explicar o salto dimensional do jogo), assim como eu já joguei Fez (um jogo de plataforma 2D com uma feature de movimentação 3D e lore envolvendo essa tal manipulação dimensional, e que eu recomendo que joguem pois a experiência é realmente única), e a Planolândia eu usei um pouco mais baseado em uma das intenções originais do conto, que era criticar as classes sociais e o conservadorismo.
Obviamente tem uma introdução na versão minha de "uma nova era em que homens são triângulos e mulheres são círculos", que fiz pra criticar a Damares Alves falando que "estavam numa nova era em que menino usa azul e menina usa rosa" (que é ridículo ao limitar o gênero e a moda, seja de jovens ou adultos, a cores básicas, enquanto defendiam ideologias ultrapassadas, e obviamente, mesmo eu sendo contra o Bolsonaro e o PSL atualmente, eu ainda sou contra o Lula e mais ainda contra o PT num geral), além de referências momentâneas a um tal George Stinney (que foi condenado à cadeira elétrica por um crime que nunca cometeu e só foi descoberto inocente um século depois) e George Floyd (que apesar de não ter sido inspiração total do quadrado George, também combina por ele ter sido morto de uma forma bem injusta e sem ter feito nada de errado no momento que aconteceu), e um pouco de crítica a famosos como P Diddy e Epstein (que, assim como os triângulos, eram influentes e estavam fazendo coisa errada com gente mais vulnerável) e ao Heinrich Kramer (um monge que escreveu o Malleus Maleficarum, um livro que incentivava e ensinava a torturarem e matarem mulheres por qualquer mínima acusação de bruxaria, algo que, além de desumano, digamos que foi muito atrasado, porque foi a umas décadas depois do fim da Idade Média, em que já estavam usando o Renascimento na arte e o Iluminismo na filosofia, que questionavam a autoridade da Igreja).
A Esfera interferindo na Planolândia da minha história foi bem mais intenso por ter uma intervenção mais ativa da Esfera, assim como teve ela alterando a realidade pra dar mais força aos quadrados, e também tendo, assim como no conto original o quadrado saindo da Planolândia, aqui a Esfera mostrando a Segunda Dimensão pro quadrado, o que misturei com como se tivesse surgido uma religião ou idolatria na Segunda Dimensão dessa minha Planolândia, que aliás, era dita antes como plana e sem cor por justamente essa ligação entre a Terra Plana (relacionado ao plano, ao reto e ao ultrapassado) e autoritarismo (seja pelos triângulos ou por ser até mesmo um reino dito como antes sem cor e com castas com base em formas e cores).

Cada conto tem suas próprias mensagens, contextos e emoções que dá pra extrair, mas uma mensagem que todos eles têm em comum é de aproveitar a vida, e cada conto fala sobre vida, morte, ressurreição ou perspectiva de vida num geral.

Falando em ressurreição, algo que me irrita muito são essas pessoas """cult""" que reclamam que ressurreição em histórias tiram o peso da morte, o que por mais que seja compreensível, até esse raciocínio tem limites, eu tinha uma webamiga que, a qualquer momento que eu falava de ressurreição, ela reclamava e não gostava quando eu argumentava.
Eu sinto que muitas pessoas têm simplesmente fetiche com a morte (não falando de necrofilia, calma, é justamente sobre as pessoas terem um prazer estranho em personagens morrendo e não voltando), ou são edgy, que acham que pode todo tipo de poder menos trazer pessoas ou seres de volta, não pra "valorizar a morte" (porque há personagens numa história que podem ter o tal propósito de morrerem, ou continuarem a jornada, ou terminarem a jornada vivos, tudo tem um contexto pra esses casos, assim como, se as regras são bem estabelecidas, a ressurreição pode ter até mais valor que a morte), mas por algo como o que eu reclamei do Carlo Collodi, de serem edgy e com a mensagem barata de "a vida não é um morango", ou de tentar filtrar a realidade porque "sério e mórbido = realista" que muita gente repete que nem papagaios.

De qualquer forma, como eu disse antes, aproveitem a vida, porque diferente da fantasia e da ficção, aqui ela é só uma e não vai voltar se você desperdiçar, aquele desenho que você deixou de fazer por achar que seria fácil demais, ou aquela caneca do Sonic que você deixou de comprar porque na sua cabeça era muito cara, ou as semanas que você poderia tar estudando logística, história e física mas você gastou reclamando do Oscar desse ano e que o café tá caro, você só tá jogando todo esse tempo fora enquanto mente pra si mesmo que tem tempo infinito, a Terça-Feira que vem é totalmente diferente da Terça-Feira passada, mas a sua carne é sempre a mesma não importa o quão bem ou o quão ruim você trate, e no leito de morte você vai tar lamentando as oportunidades que você negou.

Não se esqueçam!