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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

9 de nov. de 2024

Necronomicon: Como criar um grimório proibido

 Eu lembro que fazia cerca de uns 5 a 7 anos que eu assisti a uns vídeos prometendo que o Necronomicon existia ou que com ele seu portador teria um poder elevado sobre a magia, ou que esse livro seria só um mistério, acho que é porque antigamente a gente era adolescente e achava que qualquer porcaria que falavam pra gente era uma verdade secreta ou perdida, algo parecido com vampiros ou "mensagens subliminares da Disney" (que pelo que eu vi os vídeos originais sumiram e só sobraram os reacts), mas conforme passava o tempo isso foi desmistificado e eu também comecei a ouvir falar do contexto desse livro.

 Hoje em dia o Cthulhu é claramente um dos monstros mais populares da cultura pop, mas uns poucos anos atrás esse bicho era até que underground (eu lembro que quando era adolescente só conheci por causa do Terraria), eu lembro de quando eu assistia a alguns canais de terror como Explorando Segredos e Mistérios, e um dos monstros que eu mais gostava de ouvir sobre era o Cthulhu, não por história ou poderes, mas por eu simplesmente ter achado uma das coisas mais maneiras que eu podia encontrar, já que era um monstro gigante com corpo humanoide, cabeça de polvo e asas de morcego, e eu já gostava de criaturas como o Kraken e dragões.
 Eu não assistia a vídeos com jumpscares (inclusive odiava o canal Ambu porque a parte mais "assustadora" eram os jumpscares que eu só queria pular pra ver, por exemplo, os youtubers contando relatos deles) e antigamente os canais de terror eram péssimos em terror psicológico, muitas vezes contavam como se fossem quase contos de fadas de tão fantásticos, alguns narradores tinham até uma voz fina demais pra algo que era pra ser intimidador, como o MysteriumTV (apesar que eu goste desse canal), mas eles tinham ainda assim muita imersão, e o medo que eu tinha era se esses monstros, demônios e alienígenas fossem reais e pudessem me devorar, ou que alguma coisa sobre os jogos que eu jogava fossem canônicas e deixavam o jogo mais trágico (como a creepypasta que o Hypno devorava as crianças que hipnotizava ou que o Raticate do Blue morreu)
 Tudo isso é o contexto para explicar como toda essa imersão e crenças faziam as histórias de terror mais mal-contadas ficarem tão macabras, por elas parecerem algo que existiu e ninguém sabia, assim como o Cthulhu é um dos contextos pro Necronomicon que é o motivo principal desse blog, por ambos serem criações bizarras de Lovecraft, que sobre ele ter sido muito racista já é outra coisa muito falada sobre ele, e bem como o Quadrinhos na Sarjeta disse uma vez, realmente, parte do racismo de Lovecraft ajudou em alguns conceitos como muitos dos seres serem muito bizarros ou perigosos por serem de fora do nosso espaço e controle, como A Sombra Sobre Innsmouth, que além de falar sobre uma cidade portuária afastada ainda na Terra, também tem um pouco de miscigenação, embora com criaturas.
 No entanto, o folk horror (em que o terror é baseado em algum povo tradicional ou distante e sua própria cultura) e o terror de monstros não têm a ver necessariamente com o racismo, mas o folk horror é baseado justamente em tradições que podem ser ou soar perigosas, ou sobre como povos que a gente pode ter encontrado tem motivos pra terem segredos ou manterem suas tradições, como o filme Homem de Palha de 1973, assim como os terrores mais conhecidos são esses de criaturas assustadoras, desde mitologias antigas, o que deixa mais assustador quando criaturas cruéis têm suas próprias sociedades, como os orcs em Senhor dos Anéis ou os vampiros em histórias de fantasia moderna.
 No fim, o Necronomicon foi um resultado desse gênero do terror cultural, com criaturas malignas em lugares distantes e elementos que fogem da compreensão, pelo menos na compreensão do homem cristão ocidental médio, como múltiplos deuses, forças científicas tão avançadas que nas mãos de humanos parecem poderes, e civilizações diferentes que foram extintas ou tão escondidas, assim como o próprio autor do Necronomicon é o árabe louco Abdul Alhazred (inclusive esse "Alhazred" seria considerado um nome impossível no vocabulário árabe muçulmano, e o certo seria "Al-Hazrad", embora etimologicamente possa ter algo a ver com "Hazard", um termo pra aviso de perigos à saúde), e Necronomicon na verdade é um nome grego para Al Azif, cujo "Azif" era uma palavra arábica para barulhos de inseto ou algo que era acreditado ser uivo de demônios.
 Infelizmente, Abdul teve uma morte extremamente violenta, estraçalhado por um monstro invisível em público sob plena luz do dia, aterrorizando muita gente no processo, não se sabe o que aconteceu com os testemunhas, mas há a entender que o monstro só atacava aqueles que conseguiam o ver ou sabiam da sua existência. Mas falando em monstros, o Necronomicon teve vários feitiços que envolviam ressuscitar os mortos, viajar entre dimensões e invocar esses seres para servirem favores ou realizar desejos, e por isso, muitos desses feitiços podem incluir também controlar o espaço-tempo, seja pela natureza anormal dos feitiços que controlam as leis da física no universo ou por envolver invocar seres com esse poder, como o Yog-Sothoth, o deus do tempo e guardião das dimensões.
 O livro Necronomicon é ilustrado sempre como um livro de páginas bege com desenhos realistas macabros juntos de escritas incompreensíveis (o que acho paia, o livro foi escrito na Terra e teve traduções em árabe, grego, latim - que já é uma língua bem macabra - e até espanhol; mas isso de ter um idioma próprio ainda concordo que dá um medo e vai combinar com algo que falarei depois), e a capa feita de uma cara humana (o que eu queria entender ao menos qual é o dono dessa pele, o cara é mais esquecível que a Gwen Stacy; mas pelo que parece isso foi popularizado pela reinterpretação do Evil Dead, em que a capa e páginas são de pele e as letras são de sangue, o que ao menos dá a entender que não foi só uma pessoa, e sim várias), e hoje em dia essa parte da necromancia e magias dimensionais tá cada vez mais difícil de achar em representações atuais, retratando como se fosse um livro de magia muito forte, o que me irrita justamente pelo Necronomicon ser feito pra ser um livro proibido, e necromancia é uma das magias mais macabras que pode ter na história das civilizações e também em RPG's.
 Um momento pra continuar isso das representações atuais do Necronomicon, que foram baseadas em Evil Dead, eu acho preguiçoso todo esse esforço pra escrever as páginas inteiras com essa língua alienígena pra soar "Eldritch", não só considerando o que eu falei do Necronomicon ser escrito em idiomas inclusive bem comuns, mas também porque tá bem na cara que eles não queriam esforço algum pra escrever o que o Necronomicon teria pra ensinar, como taumaturgia e cosmologia, além de alguns desenhos parecerem que foram feitos só pra chocar as pessoas, como esses sigilos (apesar que sigilos podem ser desenhados e escritos de forma estranha, mas são sempre feitos pra soar visceral ou das trevas), esses rostos de zumbis sem contexto, ou nessa página tendo simplesmente um cara parecendo que tá dando o olho (lá ele rs) pra uma criatura na terra. Essa do idioma bizarro até me lembra aquela cena do Cada Um Tem a Gêmea Que Merece, em que os personagens falam um idioma nada a ver e sem tradução pra não ter que elaborar algo coerente usando uma escrita de verdade, mas ainda lembra um pouco isso aqui abaixo.
 O Manuscrito de Voynich é até hoje um livro indecifrável que, pelo que há a entender, havia todo um catálogo sobre botânica ou medicina, rituais (considerando as ilustrações que envolvem pessoas) e astronomia (tendo até o que há a entender uma ilustração da Via Láctea), mas que não pudemos reaprender o que foi escrito nunca teve uma tradução oficial e também não houve nenhuma pista do que podia ser interpretado. E aproveitando que tô falando sobre esse livro, esse e outros da mesma época já foram feitos de pergaminho, no caso um tipo de papel feito de pele, geralmente de ovelhas/carneiros, vacas/bois/bezerros e cabras/bodes, o que não deixa tão impossível a ideia de papéis feitos de pele. E falando em pele, mesmo que isso ajude a assustar por, afinal, assim como a necromancia, tá mexendo com a morte e coisas do corpo humano, a ênfase na carne não é necessária.
 O Museu das Almas do Purgatório é um museu de 1917 em Roma, Itália, que retrata tanto pinturas quanto livros e outros tipos de materiais que contam sobre a Morte, como ilustrações do pós-vida ou artefatos que tiveram um certo "contato" com os mortos, como essa tábua e outros produtos que tiveram essas manchas de queimaduras em forma de mão. Muitas vezes, o que falta em representações modernas de conhecimento proibido, ainda mais os que falam sobre a morte, precisam também tocar nos assuntos espirituais e morais, não só por algo como paraíso, inferno e essas magias de morto que dá pra achar até em RPG engraçadinho, mas algo parapsicológico, como espíritos e poder espiritual, assim como em mitologias antigas a morte tem seu peso intensificado pela jornada dos espíritos, ou seres mais fundamentais, como os deuses, se comunicam nos sonhos, algo que também envolve o espírito e inclusive foi inspiração pra profecias e símbolos, como as profecias de José (filho de Jacó), as feras contadas por Daniel (o profeta que ficou amigo de leões) ou o Chi Rho (ou Cruz XP) do Imperador Constantino.
 Símbolos religiosos podem ter diferentes quantidades de detalhes, o que inclusive precisaria de uma publicação inteira sobre isso, então pra facilitar pra vocês, > aqui < terá um link sobre uma variedade de símbolos, o que quero dizer nessa parte também é que símbolos, como os sigilos, quando são todos detalhados ou bizarros mas sem uma explicação, ficam simplesmente sem sentido, como aqueles mostrados no Necronomicon de Evil Dead, enquanto há símbolos sagrados que são muito simples ou têm apenas detalhes "suficientes", mas seus significados são muito ricos, e só são detalhados quando todos os detalhes têm seus significados, enfim, isso no fim envolve parte da arte abstrata, em que temos o formato base (ou "forma", que por sua vez esse termo também pode ser usado como "conceito") e precisamos completar com o significado da obra, muitas vezes a pintura ou figura.
 Isso resume parte da recapitulação e como os pontos estão ligados, mas a minha maior conclusão sobre o Necronomicon ou Al Azif é que, sendo um grimório (um livro de feitiços, encantamentos e rituais), precisa ter seu sistema mágico, teológico e cosmológico pré-estabelecidos e consistentes, seja para ligar os pontos desses elementos, como quais magias se ligam a quais deuses, ou a importância dos deuses e monstros pro universo, ou como essas magias afetam elementos e leis da natureza, e também como essas magias podem impactar positiva e negativamente a vida das pessoas, assim como, sendo um elemento para um conto de terror, deve no mínimo ter seus mistérios à medida certa, nada tão exposto mas ainda dando brecha pras pessoas "estudarem" o que essa história oferece, também deve trazer diferentes sentimentos negativos também pela imagem pois o susto ou o nojo não são tudo, e mesmo que esteja claro que é um material fictício, é necessário trabalhar para que isso soe ou seja ameaçador caso existisse, ou tenha detalhes que aumentam as chances de poder existir.

O conto de terror Calada da Noite que eu escrevi pro Halloween eu mesmo escrevi com base nessa trindade do terror como o que eu citei no mapa mental acima, escolhi o folk horror justamente por esse mistério de um lugar tão diferente, o desconforto dos relatos e da lenda, e também a narração em primeira pessoa foi feito pra que vocês leitores se sentissem na pele do narrador, que por sua vez eu nem decidi um nome, assim como nenhum personagem humano ali tinha um nome e a vila não tinha um nome, poderia acontecer com qualquer um em qualquer lugar, mesmo que monstros não existam, é perigoso ficar isolado nas ruas, é perigoso andar sozinho à noite e eu pude unir a ideia de fantasmas e lobisomens num mesmo ser, e o final em aberto é justamente pra aumentar essa ansiedade, se não tinha fotos feias pra chocar e nem vídeos barulhentos pra fazer jumpscares, isso fica melhor ainda, com "palavras assustadoras" que te guiam pra entender um mundo assustador e inseguro.

Até mais!

30 de out. de 2024

A Calada da Noite - Um Conto de Halloween

"Quando aprendemos o que nos causa medo, aprendemos quem nós somos" – Guillermo Del Toro.

Era uma noite de céu limpo, sem nuvens, eu e minha namorada estávamos numa viagem de carro para visitarmos os pais dela no interior, estava com o rádio ligado na estação FM, a estrada tava vazia, me senti menos preocupado em olhar para minha namorada e dar mais atenção ela no assunto, isso pôde me confortar enquanto eu tava ansioso naquele escuro que eu só via a Lua, os postes e o pouco que o meu carro iluminava.
Virei a curva para a cidade que a gente precisava ir, comecei a desacelerar à medida que chegava às ruas dela, e eu visito a casa dos sogros junto com a namorada, eles foram gentis comigo, o meu sogro ainda era rígido comigo pois ele ainda vê a filha como alguém mais vulnerável que ele tivesse que proteger, talvez algo como um dragão de seu tesouro, eu não sou perfeito, até brigamos uma vez, mas pude convencê-lo, já a sogra eu não tenho o que comentar, ela fica muito na tela, e ela é muito tranquila, um contrapeso.
Porém, o sogro ficou olhando pra janela, olhando pro céu, enquanto parecia... assustado, antes ele ficava muito de cara fechada comigo, ou sorrindo com os colegas de trabalho, mas ele parecia tar em choque, como se tivesse visto algo errado, eu tentei ajudar ele, mas ele me afastou, e avisou que era pra eu não sair da casa até amanhecer, assim como ele depois de sair do transe teve que trancar as portas e foi jantar junto conosco, uma preze eles faziam pra agradecer por terem comida na mesa, eu sem opções resolvi orar com eles, mas era meio estranho.
"Obrigado, Ceuci Itaiauara, por dar-nos essa terra, por dar-nos essas frutas e essa carne, obrigado, Ceuci Itaiauara, por dar-nos força pra aproveitá-las"
Ceuci Itaiauara? É uma entidade local? Bem, tava até com medo de questioná-los, pois não sabia o que iriam responder, a comida estava ótima, como as batatas, o frango e o milho, eles até que comiam muito antes de dormir, mas nem me importei, meu sono foi ruim, mas foi uma maravilha a refeição. De manhã, eu e a minha namorada passeamos pela cidade, e conhecemos alguns que eu lembro de relance, mas a namorada aparenta saber desde a infância.
Porém, tão perto do meio dia, quando eu estive conversando com três ex-colegas de sala dela, o grupo falava casualmente do desaparecimento de quem era pra ser o quarto na roda, ou quinto se eu for incluso, ou sexto se contar a namorada minha.
Não entendi o que queriam dizer, até achei que o que ouvia naquela noite não tivesse a ver, mas tinha, eram gritos horríveis o que ouvimos lá, e o que os garotos contaram é que esse outro tivesse sido devorado por um Cachorro Mor. Questionei o que era aquili, e me contaram do que se tratava como se fosse só mais um conto.
Um velho da mesma cidade, num outro século, apanhava cachorros das ruas, os abatia, a carne virava seu almoço e a pele virava tapetes e jaquetas, porém, eram cães de rua, sem dono, ninguém se importou, até que ele fez com o cachorro de um barão da cidade quando era vila, o condenaram a um espancamento, o velho não se deixou por vencido, e sequestrou a filha com a qual começou a se deitar sobre ela à força.
O barão descobriu, e então, o espancaram mais, o decapitaram, e incendearam a cabeça, enquanto a filha recitou premonições de que elesentiria 7 noites no Inferno como 7 anos, mas 42 dias depois, alguém velho tão parecido com aquele lá, aparecia eventualmente nas ruas, andava torto em pé, preferia andar de quatro, deitava enrolado e uifava quando recebia uma moeda, enquanto de noite, algo estranho aparecia, e podia atacar homens, mulheres e crianças, eu achei que era por terem feito algo de errado, mas me calaram de discordaram.
Cachorro Mor perseguia aqueles que andassem no escuro da noite, pelo que se sabe evitava grandes grupos, preferia aqueles mais sozinhos, um deles diz que o avô dele sobreviveu a um ataque desse ser. O Cachorro Mor começava comendo os membros exteriores, como os braços ou as pernas, esse avô perdeu o pé direito e a mão direita, o monstro depois abriria a barriga para depois devorar os órgãos, o que há a entender por palavra daquele colega que o Cachorro Mor não conseguiu, ele não contou o resto, ele não sabia, mas quem sabe, essa fera tenha evitado lutar.
Eu fiquei com medo pensando na tortura, enquanto almoçava a galinhada de hoje com dificuldades de engolir, eu me sentia... que tava devorando pedaço por pedaço do que um dia foi aquela tal galinha, enquanto minha namorada tentava me acordar da paranoia, e o sogro ficava sem entender. 
Talvez eu só precisasse me confortar, a sogra me guiou e deixou assistir à TV junto com o meu cunhado e seu filho, por essa eu não esperava, o irmão da minha namorada, por parte de outra mãe, já tinha um filho, e quando conversei com ele, disse que era só o terceiro, quem sabe há um deus da fertilidade aqui, porque eu com três meses sérios com a minha namorada não preparei nem o meu casamento. De qualquer forma, era uma animação boba de Três Porquinhos passando num programa de Sábado.
Como sempre, um porco preguiçoso faz a casa de palha, um mediano a de madeira e outro mais dedicado a de tijolos, o lobo sopra a casa de palha, e ele devora o porco, mesmo de forma engraçada, com ele devorando o porco inteiro sem violência, isso me pegou de surpresa, era algo novo pra mim, mas enfim, o lobo sopra a casa de madeira, também engole o porco, ele não consegue soprar a casa de tijolos, o porco ria, mas então, ele esperava uma quinta personagem aparecer: uma porquinha mais nova e mais baixa, filha do porco da casa de tijolos, vestindo um vestido e um capuz vermelhos.
O lobo convence a porquinha a ir pra um caminho errado, acho que essa parte era mais familiar, enquanto o lobo chegava mais rápido à casa de tijolos, e o porco da casa de tijolos deixou a porta aberta, o lobo aproveita e entra na casa, o porco o flagra, e uma luta inicia, a porquinha chega tarde, e ficava com medo, o lobo que havia levado uma surra tentava ir à porquinha, mas o porco segura o lobo pelo rabo, e com dificuldade, o joga no caldeirão, o lobo derretia, um pouco mais graficamente, com detalhes em vermelho entre a pele e os simplificados ossos, mas então, o lobo era dissolvido, e servido, o desenho acabava.
No fim da tarde, me mandaram comprar creme de leite, alguns molhos e mais frango. Por que comem tanto frango nessa casa? Enfim, entrando no mercado e fazendo compras foi tudo normal, porém, não tinha frango, tentei compensar comprando bacon e salsicha,não usei meu carro pra ir e não chamei carona, já estava de noite, o caixa até me avisou dizendo "Volte sempre, e não ande longe dos postes, é o que você tem na falta de estrelas", eu já entendi a segunda frase, mas não entendi a terceira, mesmo que me desse medo.
Eu, com a sacola numa mão, e outra mão no bolso ocupada pra um canivete, tentei andar sob os postes, me sentia enganado, e se isso me deixasse mais vulnerável? Eu tô refletindo luz praticamente, e no meio de muros e casas tão comuns, com as vizinhas me saudando quando me viam, eu me sentia tranquilo, mas eu esqueci o caminho que tomei, quatro quarteirões, quatro malditos quarteirões eram o suficiente para me perder.
Eu vi numa esquina um par de muros de tijolos vermelhos, com um portão de grades que não sei que cor era, haviam olhos atrás daquilo. Se eu correr, aquilo me pega mesmo que eu tente, se eu ficar, ele me devora sem eu me defender, eu andei, não tirando aquilo do meu campo de visão, eu tentei não piscar, mas quando pisquei, o rosto parece ter se mexido, e algo que parece uma pata saía do portão, eu corri, corri, e corri, algo que parecia um humano imitando um uifo enquanto sofria sérias dores ecoava mesmo comigo muito longe, eu achei a casa que tava procurando, mas tava tão longe, eu tiro a caixa de salsichas e jogo elas pra trás, aquele ar estranho e quente parecia parar de me seguir, o isopor da caixa caía quando eu havia soltado pelo desespero.
Eu batia com força no portão e gritava, ouvia eles discutindo se podiam abri-la pra mim, e eu tinha que dar tempo deles concordarem, aquele bicho era alto, muito magro, parecia um cão vira-lata gigante, de pelo cinza que brilhava como prata sob a Lua, os olhos azuis brilhavam como se eu visse de perto, ele galopava em minha direção, eu penso nas minhas escolhas, sobre quando eu quebrei o porcelanato da minha mãe na infância, sobre meus amigos delinquentes e minhas covardias contra os alunos da frente no colegial, sobre como eu fiz minha namorada chorar por ter falado mal do meu sogro, mas quem sabe, é isso, aquilo ficava cada vez mais perto, e mais perto, eu puxo o canivete e ouço a maçaneta.

Fim!

12 de out. de 2024

Desaparecido

Estive a um tempo sumido, não porque não tinha nada de interessante acontecendo a esses meses, mas porque eu não tava tendo tempo nem pra mim mesmo ou pro meu blog, e aproveitando que o blog anterior foi sobre Homem-Aranha, eu já me identifiquei com o Homem-Aranha recentemente por causa das pessoas me julgando injustamente só porque tem gente mais popular buscando se impor (nem falando de internet, eu reparei como as pessoas, mesmo erradas, tentam subjugar quem eles discordam pra criar uma "ordem natural", como na faculdade).

Uma vez eu já mandei uma sala parar de gritar porque aquilo tava irritante, aí o pessoal começou a gritar mais ainda, um ficou me acusando de também tar gritando (como se eles gritarem por macaquice que fosse o bonitinho e alguém gritar pra todo mundo ouvir que fosse o pecaminoso e o imperdoável; sem falar do cara ter simplesmente me acusado do que ele acabou de fazer muito mais vezes), um deles falou que eu "tava discutindo com gente grande" (como se aquela gritaria não fosse coisa de crianças do maternal), e quando eu falei "gente grande aqui sou eu do quinto ciclo, e vocês são do quarto", todo mundo riu desse último.
[Na Fatec, os semestres são chamados de "ciclos", e dá pra passar dela em 6 ciclos, o limite é 10 mas só se você for muito panguão pra não passar da faculdade]
No fim é isso, os valentões tentam criar uma "ordem natural" falsa e domesticada por uma vontade hostil e egoísta, que incomoda todos que são contra eles e até tendem a ameaçar destruir aqueles que se oporem (na mesma situação, um dos gritadores até ameaçou me denunciar pro diretor, o que eu convenci ele de que não seria necessário ou ninguém acreditaria, enquanto eu já denunciava pra um coordenador e o mesmo deu uma lição neles), e até pode prejudicar quem fisicamente e sensorialmente sofre só dessa vontade hostil existir, como eu, que pelo meu autismo mesmo que leve tenho uma audição muito sensível.

No fim, eu me associo ao Homem-Aranha basicamente porque agora eu trabalho e tenho faculdade, e minha ocupação com hobbies como desenhar e escrever tava decaindo e acabo limitando tudo pros fins de semana ou pra momentos muito estreitos dos dias úteis. E no fim, esse e o blog do Projeto Dream ficaram em longos hiatos, aqui porque eu não tinha o que compilar já que eu já estive escrevendo as coisas num diário (o que aliás, melhorou muito o meu sono) e o Projeto Dream porque as histórias malucas que eu tava planejando não tinham tanto tempo pra pensar enquanto eu taria escrevendo espontaneamente, e com isso eu mudei de estratégia pra usar esses hiatos como tempo pra roteirizar a ordem das ideias já anotadas.

E se bem que essa minha autocomparação ao Homem-Aranha soa mais pesada considerando um dos maiores estereótipos do herói que é perder um tio, e eu já perdi vários, seja alguns por parte de pai, ou atualmente um tio meu por parte de mãe que, além de um câncer terminal, acabou sofrendo uma negligência de dois irmãos específicos que visitaram Pernambuco só por inveja e acabaram ignorando esse tio (enquanto minha mãe e minha avó realmente visitaram esse tio pra acompanhar e acalmar ele), nem vou focar muito nisso, embora eu espere que a situação não escale tão longe.

Outra coisa louca que me aconteceu, mas que dessa vez é mais ou menos um livramento, ou um mal que veio pra um bem, que é de dois webamigos meus que eu abandonei depois deles se tornarem insuportáveis pra mim (e olha que fui traído por muito webamigo e isso começou a desafiar minha confiança e empatia).
Tá ligado aquele estereótipo de que o personagem "inteligente" só soa inteligente porque ele é tão prolixo que os personagens não entendem e, por roteiro pobre, simplesmente ridicularizam ou não levam a sério? Eu fiz um post sobre isso em desenhos da DC.
Mas aí esse ex-webamigo, bancando o intelectual, tentou usar como prova o Lex Luthor controlando a Equação Anti-vida, sendo que nesse desenho da SBT (Liga da Justiça - Ação Sem Limites) o Lex Luthor e o Batman só soam inteligentes porque os heróis já são mais burros até do que a média de suas versões em quadrinhos e os vilões sempre abriam brechas muito óbvias. Sem falar que no próprio desenho a "Equação" não é expressa como um cálculo matemático ou alguma coisa igualmente abstrata, como textos ou alguma alteração estética, é simplesmente um Ki.
Além disso, eu já tinha argumentado algum outro assunto (que nem eu tava lembrando direito mas já deixou ele tiltado à toa) envolvendo mulheres e arte, mas enfim, ele ficou me xingando de graça e mandou 83 fotos de um cara pelado que eu nem sei quem é (claramente pra ofender minha sexualidade, mas com senso crítico dá pra entender que o cara é o que gostava de outras coisas considerando a dedicação dele de me mandar foto mais de 80 vezes), e me tirou da lista de amigos (como se eu sentisse pena ou desespero por ele depois de toda essa palhaçada, pelo contrário, até achei engraçado).
Já outro que eu não vou mostrar quem é dessa vez (embora apareça aí apenas como "Capivara" porque não tô conseguindo abrir o Paint pra barrar os nomes) ficou me irritando por causa de desenhos, e... só olhem isso.
Não entendo por que chamam as pessoas de gay em chats mesmo que as pessoas não sejam de verdade, se é pra provocar ou se é por um meme idiota, mas no começo o que me irritou foram essas mensagens mais no fundo desse primeiro print. O cara já vacila na interpretação de texto de não entender duas linhas de texto.
Raiva é uma emoção (que diferente do sentimento, é algo curto e passageiro) usada como uma defesa interna (não só pra lutar contra ameaças, mas pra responder e expressar indignação, em sua maioria contra burrices), se o cara não entendeu de primeira com textos curtos, eu apelei pra estender e explicar o que eu tava passando.
Ele depois faz vitimismo pra fingir que não quer ler o que eu quis dizer e nem entender a minha situação, e tentar se colocar como um coitadinho indefeso. Depois de uma troca de mensagens, eu até tentei mudar de assunto pra algo que eu já tava mais acostumado e preparado, mas no fim ele mete essa.
Mó tipo
"O que acha do meu sistema de poderes da minha história"
"É bom melhorar o seu traço"
???
E também que mesmo quando eu fiquei explicando o porquê do meu traço tar "parado no tempo" é justamente por eu já ter encontrado um traço que eu me sinto confortável de desenhar (pode soar fofo demais pra assuntos violentos, assustadores ou sexuais que eu abordo, mas eu gosto desse traço por ser mais polido e ágil pra desenhar, assim como eu por mim mesmo não gosto de desenhar muito detalhado, às vezes até redesenho pra ficar mais simples e compacto, ainda sem perder qualidade), e também não é como se meu traço ficasse ruim, afinal, traços mais simples e cartunescos são mais amados independente de épocas, e assim como esse webamigo não tem muita credibilidade em falar de qualidade de arte.
[Antes de tudo, algumas atualizações sobre a versatilidade do meu traço pra explicar como, mesmo sendo tão uniforme, não quer dizer que eu não sei ou aceito praticar outros temas]
Eu às vezes só exijo muito que as pessoas expliquem o porquê de acharem minha arte ruim, mas no fim o cara mete uma dessas.
O cara acha que South Park é um traço de obra prima kkkkkkkkkkkkkkkkkk
E acha meu traço "arcaico" (sendo que arcaico é pra definir coisa velha ou primitiva, e se for seguir essa lógica, há muito mais pinturas ricas em detalhes e até realistas que são arcaicas) sendo que meu traço funciona quase como o do South Park.
No fim eu até falei pra ele ser sincero (afinal, ele tava soando muito desonesto e tentando procurar motivo pra falar mal do meu traço igual a uma certa ex-webamiga artista minha)
"Nossa, eu propositalmente fiquei falando mal da tua arte de graça e colocando defeitos que não existiam, fiquei fingindo de sonso pra você talvez ter peninha de mim, fiquei te empurrando trend que você não tem nem tempo de fazer goela abaixo, nossa, como ousa se irritar, né???"
Aí não deu outra, xinguei ele, não tava aguentando mais dar trela pra ele, ele até tentou fazer uma chantagem emocional que tava começando a me fazer ter pena dele, mas depois eu bloqueei ele porque vi como ele tava sendo insuportável, e que provavelmente ele iria sair mentindo sobre mim.
Sabe quando uma mãe ou namorada pergunta se parece gorda com alguma roupa e o cara fala que sim ou fala algo que dá brecha a essa interpretação e ela só responde "ah, vá procurar uma mais magra que eu"? Pode soar específico demais, mas senti algo tipo isso, e também o cara fala como se ele fosse mais especial sendo supostamente "analfabeto funcional", sendo que meu xingamento foi baseado em erros de interpretação de texto simplesmente inconcebíveis, que não era pra alguém com internet cometer.

Fora isso, agora falando sobre a seguinte pergunta cuja resposta pode finalmente compilar o futuro do Projeto Dream com ou sem essa faculdade que tô cursando:
"Projeto Dream ainda tem potencial pra inovar ou ao menos se sustentar?"
Resposta curta: Sim, com certeza, só tá demorando.
Mas em uma resposta mais longa, assim como eu tenho planos novos, eu também precisarei reestruturar os planos que já fiz.
  • De ideias que eu preciso organizar, a magia antes chegou a se tornar um encosto como eu falei uns meses atrás, um estoque encalhado, como eu dizia junto com alguns professores quando falamos de estoque, quando o gasto deixa de ser de guardar os materiais pra agora fazê-los durarem mais tempo, já que o sistema tava ficando mais fora de controle, com regras quebrando mais fácil e até precisando de personagens capazes de romper magia pra contra atacar a quantidade elevada de magos, já que eu não quis "monopolizar" os poderes e reduzi-los à magia. Assim como o multiverso foi cada vez menos usado porque realmente nunca tive histórias interessantes pra criar histórias pros universos paralelos que tinha ao lado do universo 255-P, o que por um lado compensei com mais histórias no universo principal e até na Terra do mesmo, e dimensões menores que existiriam dentro do próprio universo, não tão fora da ideia antiga da dimensão dos monstros.
  • Falando em multiverso, assim como um certo ex-webamigo chamado Eric (que apelidei de Arco-Íris Idiota uma vez depois de ter largado ele por umas brigas passadas, e que eu fiz uma página só pra explicar isso com mais detalhes), eu limitava muito o multiverso de Projeto Dream pré-reboot a um conjunto de universos iguais, embora com temas diferentes e, entre eles, um com referência meta-linguística ao universo dos quadrinhos lost media, porque eu me baseava muito em AU's de Steven Universo e Undertale (na época lá de 2017 a 2019 eu não fazia ideia de como eram os multiversos de Marvel, DC, Doctor Who ou Rick & Morty com tanto detalhe, então pra mim é como se as fanfics que tivessem inventado o multiverso, e só depois fui definindo os universos por números de série que nem essas 4 inspirações melhores), e conforme passou o tempo, o multiverso ficou cada vez mais acessório, mesmo no reboot que só surgiu porque a série Anomalous não tava se sustentando como continuação espiritual (o que dá pra ver que aquele final que fiz pra versão pré-reboot, com Universo do Caos e Teoria de Tudo foi tudo pra dar um final megalomaníaco ou definitivo, pra no fim tudo ser inútil por eu acabar criando uma história que parecia um plágio da anterior, e no fim desisti e refiz a original pro que tem hoje). E resumindo, embora o multiverso tenha parado de ser usado por um longo tempo, os universos alternativos terão histórias próprias, assim como as camadas pré-definidas terão cada vez mais importância, como o plano astral e o espiritual, assim como há um arco novo com o Pyrman investigando um universo novo pra história.
  • Também planejo temas novos pra minha história, como:
    • Dar ainda mais destaque a alguns temas filosóficos pra minha história, afinal, somando elementos da minha história como a lei do suicídio (em que aqueles que tiram as próprias vidas têm suas almas destruídas e não recebem um pós-vida; uma mensagem anti-suicídio que criei pra simplificar o quão irreversível e ruim isso é) e as grandes ações e aventuras daquele universo, há uma lição estoica, existencialista e até absurdista ou niilista-ativa, por serem filosofias sobre enfrentar a vida por mais difícil que seja, ou viver a vida mesmo que não faça sentido ou não tenha um motivo pra ter acontecido. Assim como (spoiler) um dos episódios futuros, mesmo que spin-off, terá algumas analogias entre evolução física (adaptação, seleção natural, espécies) e evolução espiritual (melhorias pessoais).
    • No meio do multiverso (só pra terminar esse detalhe com uma chave melhor), terá alguns mundos como Reino das Fadas, o universo N100 tendo uma importância além de um mundo novo pro Pyrman visitar, os antiversos de Qliphoth e por aí vai, assim como já tenho uma página no blog só pra usar de bloco de notas.
    • Também irei manter o ritmo quanto aos poderes únicos ou no mínimo impressionantes, e às viagens diversificadas dos personagens, e isso vai ser bem tranquilo de cumprir. Planejo mais poderes envolvendo controlar conceitos e também mais poderes considerados inesperados, o que eu perderia muito tempo pra especificar como seriam.
Mas fora isso, evitei dar spoilers além da citação do Universo N100 e do tal episódio sobre evoluções, porque assim como spoilers são irritantes, evitando prometer muito, eu tenho menos pressão em tentar cumprir tudo. Assim como eu fiz esse blog aos poucos durante o dia porque assim eu podia curtir uns vídeos no Youtube e jogar um pouco (finalmente pude comprar muita coisa que pra mim no TF2 era inalcançável), e assim como fazendo esse blog eu também pude libertar muita coisa da minha mente.

Até mais!

15 de ago. de 2024

Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

Bom dia boa tarde boa noite, gente! Esse blog é mais um rascunho de um livro que eu planejei escrever algum dia do que o conteúdo inteiro, e algo que tô escrevendo antes de começar um episódio novo de Projeto Dream, e olha que meu ritmo pra escrever os episódios nessa semana foi bem rápido em comparação a quando eu não tinha o emprego e sim só a faculdade.

Antes de tudo, eu fiz esse desenho baseado na revista em quadrinhos The Amazing Fantasy #15, só que comigo ou o J (um sona super simplificado que eu fiz de mim mesmo).
Falando no próprio Amazing Fantasy, essa HQ foi lançada dia 5 de Junho de 1962, embora fontes confundam e coloquem que foi o dia 15 de Agosto, o que além de tar errado é praticamente o oposto ao que realmente teve: Esse dia é como se fosse uma "data de validade", em que após chegar nessa data as revistas daquela edição não poderiam mais ser vendidas. Essa revista ainda é um marco na cultura popular seja pela capa icônica ou pela história ser uma grande introdução do Homem-Aranha, como a Aranha Radioativa, os principais colegas do Peter Parker e também o "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", embora nos quadrinhos tenha sido um voiceover do Peter, e essa frase, baseada num ensinamento do Rei Dionísio, sendo uma lição do Tio Ben (atuado por Cliff Robertson, nascido em 1923 e infelizmente falecido em 2011) começou nos filmes do Sam Raimi estrelados pelo Tobey Maguire.
Falando na morte do Tio Ben, talvez o maior destaque do Homem-Aranha é que, por mais que tenha sim as ações épicas e um personagem tão justo quanto os heróis clássicos da época, o personagem sofre por várias tragédias ao redor dele, seja pela vida difícil como um universitário e fotógrafo, colegas em perigo, pessoas que ele confiava se tornando vilões, e até mesmo a Gwen Stacy morrendo enquanto o Homem-Aranha tentava salvar da queda (o que é referenciado no TASM 2) em 1973, o que foi muito impactante, não só pela perda de quem na época namorada o Peter Parker e o pessoal confiava que ia ser pra ele quem a Lois Lane é pro Superman, mas porque isso marcou o fim da Era de Prata dos Quadrinhos, e extinguiu um regulamento que censurava muito os quadrinhos de heróis.
Apesar de ser um tanto ruim personagens femininas morrerem logo no desenvolvimento de personagem dos seus namorados, ao ponto desse clichê ter hoje o nome de "Mulher na Geladeira" por culpa de muitos quadrinhos que repetiam o clichê, incluindo o Lanterna Verde do Kyle Reiner em 1994, em que a namorada do personagem foi assassinada e largada numa geladeira, e não desenvolveram bem isso nem antes e nem depois, o caso da Gwen Stacy teve seus motivos narrativos, e também teve um desenvolvimento pra simpatizar com a Gwen Stacy e essa tragédia ter mais peso, e também esse evento é relembrado várias vezes, entre os motivos porque isso marcou muito o Homem Aranha, como em Homem-Aranha: Azul em 2002.
Falando nessa HQ, eu sei que fiz a família Parker em Projeto Dream baseado nos personagens-aranha, incluindo o próprio John Parker com base no Peter Parker, mas reparei o quanto eu baseei no Homem-Aranha pra um pouco das histórias do Fugaret, um personagem que fiz inicialmente baseado num primo insuportável que discutia comigo e era bem homofóbico (o que baseei pra rivalidade dele com a Julie/Julia Redlar - o primeiro nome varia com a versão), mas com o tempo eu simpatizei com ele e fui redimindo o personagem, incluindo a ideia dele ser um escritor, seja por ele ter um livro com o nome desse blog, ou também o episódio Fumaça Azul em que eu crio de vez a redenção entre o Fugaret e a Julie, baseado nesse quadrinho que citei anteriormente.

Voltando a falar dos quadrinhos do Miranha, edições depois e um pouco em seguida do Duende Verde morrer furado pelo próprio flutuador (que aliás, tem no filme de 2002 do Sam Raimi com o Willem Dafoe, mas eu já tive um efeito mandela em que ele tinha se explodido com as próprias bombas, mas vi que é na verdade do desenho foda Espetacular Homem-Aranha), aparece o Justiceiro inicialmente pra matar e "castigar" o Homem-Aranha (o que tem mais a ver com o nome em inglês: Punisher).
Admito que antigamente eu gostava muito do Justiceiro e até achava a ideia dele melhor que a do Batman, por exemplo, por ele matar os criminosos e isso a curto prazo resolver bem melhor a criminalidade, mas conforme eu amadureci eu vi que a premissa do Batman (de não matar os criminosos enquanto ainda mói eles na porrada) é boa pelo menos pra deter criminosos comuns (quero dizer, é bem humilhante você fazer uma merda tremenda e um cara com capacidade de te matar só no soco no fim acaba te levando pro hospital depois da surra que ele mesmo te deu; o problema mesmo é com personagens como o Coringa, apesar que, narrativamente, o Coringa é mais tipo um chefão pras histórias mais impactantes, além daquele conflito de que o Batman só mata o Coringa quando ele atinge um certo limite ou dia terrível, como em Piada Mortal e O Batman Que Ri) é mais eficiente no nosso mundo que por exemplo o que o Justiceiro atual faz (que é de matar qualquer um sem o menor julgamento, e também o próprio Justiceiro já é compulsivo em matar mesmo os personagens não sendo ruins e até mesmo tendo uma mentalidade muito frágil, como em Justiceiro Massacra O Universo Marvel, um quadrinho bem edgy e que envelheceu que nem leite cru no verão da Bahia, do Justiceiro matando todo mundo que tinha na Marvel da época, algo meio "olha esse bando de morte, violência e seus personagens favoritos se fudendo porque isso é quadrinho de macho!!!", o personagem é mais flanderizado que os protagonistas de Jojo parte 5).

De qualquer forma, depois de explicar parte dos primeiros quadrinhos do Homem-Aranha e também alguns eventos importantes, os ligando a personagens fora da mitologia do Homem-Aranha, por que o personagem é exatamente de todos os públicos? Irei separar entre duas listas de tópicos:
Motivos pessoais: Esse personagem marcou muito minha infância, eu tive mochilas, cobertores, lápis com capinha, estojos, vi desenhos, os três filmes do Tobey e do Tom, um pouco dos filmes do Andrew, curtia usar ele no Marvel Superhero Squad Online, e também curto a variedade louca dos vilões, como um cientista louco com tentáculos (Dr. Octopus, que aliás trouxe aquela fase do HA Superior que é bem foda também), um homem-rinoceronte (Rino), uma mulher tipo a Mulher-Gato só que com poderes (Gata Negra, apesar dessa ser mais anti-heroína que vilã de fato) e aquela massa alienígena que surgiu inicialmente do Simbionte em Guerras Secretas (Venom, aliás esses quadrinhos de 1984 surgiram inicialmente como uma mega parceria com a Mattel pra vender brinquedos dos heróis da época com uma mega-saga que justificasse os personagens tão unidos).
Motivos gerais: Esse personagem tem histórias bem divertidas e ao mesmo tempo desafiadoras, a ação, ficção científica e variedade de histórias é universalmente atrativa, tem desenhos e filmes pras crianças curtirem, mas não é "infantil" ao ponto de perder interesse dos adultos, pelo contrário, tendo em quadrinhos e jogos também desde violência (como eu citei antes) e temas sensíveis (senso de justiça, luto/saudade, o peso da vida adulta num geral - faculdade, CLT, cuidar da Tia May e ainda a carreira de herói -, a falta de confiança por ter vários amigos e conhecidos do Homem-Aranha tendo identidades de vilões, e também sobre conflitos de identidade com o Homem-Aranha Superior) que crianças e alguns adolescentes não entenderiam.

E antes de concluir esse blog e evitando terminar de forma muito seca, eu também desenhei as criaturas simbióticas que, embora tenham em Projeto Dream desde as versões pré-reboot, pra completar nas histórias do John Parker, esse é um redesign mais definitivo, inclusive desenhei um pouco do formato corporal do Steele (baseado no Peter Steele), Detonator (baseado no Detonator do Massacration) e Kruspe (baseado em Richard Kruspe) como seres dessa espécie.
Eu escolhi vermelho, não pra ficar menos parecido com o Venom já que o "simbionte" do John Parker, que no reboot é o Steele, é dessa cor, mas sim porque o vermelho é uma cor bem mais comum em animais na natureza (embora não dê pra categorizar bem essas criaturas como animais), enquanto o azul eu deixei pros artificiais (como Detonator e Kruspe, que a Giulia fez ao clonar criaturas simbióticas) e as criaturas pretas terá depois, mas planejei que tivessem um poder magnético baseado no Ferrofluido (uma massa de ferro com a cor preta).

E enfim, espero ter explicado bem algumas coisas sobre o Homem-Aranha e o que eu me baseei ou interliguei de suas histórias.
Até mais!

28 de jul. de 2024

Domingo a Noite

Eu comecei a trabalhar dia 22 desse mês, foi doloroso, foi cansativo, mas eu pude trabalhar com muita disposição porque eu sabia das vantagens que eu poderia ter em troca, e também tive um plano de usar esse trabalho pra fazer uma equivalência e o trabalho valer um estágio, assim eu escapo do estágio da faculdade e tenho um pouquinho a mais de tempo livre, isso além dos trabalhos de Sábado que são curtos e o Domingo que é dia de folga.

Estando no serviço público da Diretoria de Esporte, a equivalência pra estágio de logística vem desse trabalho envolver carregar peças pra diferentes lugares, desde tirar lixo do parque da cidade a transportar ferramentas e coisas como tatames de arena entre os lugares, e também a limpeza em si ser valorizada por alguns métodos logísticos como o 5S do método da Toyota.

O parque é bem normal, embora sinceramente eu tenha visto mais bitucas de cigarros na grama desse parque que no cinzeiro dos meus tios e eu tenha encontrado até mesmo cerol no campo de futebol, o trabalho é bem mais tranquilo que outros trabalhos como Bombeiro, Guarda ou a área de Meio Ambiente (tanto que na primeira vez que fui chamado pra vaga dos Serviços Diversos um médico me recusou pelo meu autismo, enquanto eu tinha sido levado pra área do Meio Ambiente por não saberem que eu tinha alguma deficiência - eu me inscrevi como neurotípico porque fui criado por anos achando que era um -, e essa área é considerada perigosa até pra gente saudável), e em Quarta-Feira dessas férias da faculdade em que eu comecei a trabalhar, eu assisti ao filme Deadpool e Wolverine, foi um filme simplesmente incrível, e mesmo sendo um filme meme como os outros filmes do Deadpool, ele é bem genial com as referências a quadrinhos clássicos da Marvel (com cameos de um Wolverine da Era de Apocalipse, Wolverine do Henry Cavill, Wolverine que enfrenta o Hulk raiz, o Wolverine Caolho e também um Wolverine baixinho em referência à altura canônica do personagem) e as aparições de outros personagens que tavam sob domínio da Fox, como os outros X-Men antigos e a Elektra, e uns que meio que viraram delírio coletivo, como o Blade do Wesley Snipes (aliás, o sobrenome desse ator é a inspiração do Howard Snipes, e o Donald McThing sendo baseado em Marty McFly).

E cara, realmente, ir ao Shopping à noite, ainda mais pra ver algum filme em pré-estreia, dá uma sensação extremamente única. Eu fui nesse dia ao Shopping com o meu irmão, dois amigos dele que são gêmeos, uma prima e o namorado dela.

Falando no meu irmão, eu tinha reclamado de erros dele a passados de muito curto prazo, mas não odeio ele de fato, eu só tava muito puto com a insistência dele de querer tar certo em tudo em detrimento da nossa amizade (quem fala que parente não conta como amigo claramente é filho único ou tem rancor extremo com seus familiares, ter as amizades com a família é até mais importante que ter amigos fora), mesmo quando o meu irmão que tava errado e não se garantia em provar o seu ponto sem irritar os outros, enquanto antes ele era o que mais ouvia os meus assuntos de histórias originais até desde antes de ter esse blog e o Projeto Dream, tinha consoles da Nintendo pra gente jogar junto ou até baixava alguns jogos pro meu computador.

Falando em noite também, eu tive diferentes tipos de sonhos, os que mais se repetiam geralmente envolviam:
  • Escolas e Faculdades, que apesar de não serem como os reais em que eu ia, misturavam as áreas escolares que eu ia de verdade com outras áreas que eu conhecia, como um sonho que eu tive de uma escola subterrânea numa rua similar à que leva ao Poliesportivo da minha cidade, ou uma faculdade a noite que não parecia ter muita gente, como professores e alunos, as paredes e móveis eram muito brancos, e fora das salas era extremamente escuro.
  • Quando não eram escolas, eram banheiros (alguns sendo gigantescos e cheios de salas/cabines, o que inspirou aquele banheiro dimensional da base do Muramasa) ou hospitais (que tinham a mesma lógica de um dos sonhos de escola).
  • Alguns sonhos parecem com cidades, bairros ou vilas, como um sonho que eu tive que era como uma vila cheia de casas quadradas amareladas, cercas brancas de madeira e subidas e descidas irregulares, ou cidades que pareciam como uma versão nublada de São Manuel, com neblina estilo Silent Hill, e com a arquitetura tradicional da cidade, com um desses sonhos tendo algo como uma canção que me inspirou pra uma das Canções do Céu traduzidas.
  • Entre outros sonhos de espaços liminares, eu lembro de um sonho em que eu tava numa casa que parecia muito maior que era por fora, as paredes eram brancas e a tinta não parecia tão firme, tinha móveis de madeira escura, algumas pelúcias, aparentemente o que pareciam ser meus primos, e tinha várias salas. Outro sonho que eu lembrei, porém bem mais antigo, era um em que eu tava indo com meus pais e alguns parentes que não lembro quais eram no sonho, em um tipo de viagem, mas quando paramos em um tipo de caverna ou algo como a oficina que mostrei acima, tinha uma cerca metálica e um portão de grades nos separando do que parecia ser um monstro ou alguns mendigos (minhas memórias desse sonho tão meio bagunçadas) que pareciam ir atrás de mim quando eu mexia no celular.
  • Tem sonhos meus sobre jogos (como um jogo de Sonic em que eu podia andar e pular com o Eggman, e tinha power-ups da nave dele e de transformar o Eggman num Metal Knuckles) e desenhos que não existiam (como uma versão estranha de Três Espiãs Demais, com umas mulheres aparentemente petite - que parecem mais novas que a idade real e são bem magrinhas - e entre elas tinha uma de azul-turquesa, uma de roxo e uma de amarelo, e uma de vermelho que parecia a mãe do Timmy dos Padrinhos Mágicos), uma loucura.
Já dos sonhos relativamente mais recentes, tinha:
  • Um sonho que não lembro direito, mas era um em que eu vi uma casa minha tava destruída e tinha alguns familiares próximos dela, se não me falha a memória eles tavam morando nela junto comigo, e pelo que eu lembro defenderam a casa de um bandido.
  • Em outro sonho que eu não lembro tanta coisa mas se anotei no diário deve ter existido, eu tinha uma gata de estimação, e no sonho eu também alimentava da gata, cuidava dela, trocava areia da caixa e também comprava pelúcias pra ela brincar.
  • Eu sonhei com algumas histórias de magos, como uma em que um mago escutava um monólogo longo de um artífice (aquela classe que manuseia tecnologias e faz os próprios artefatos) e depois o humilha num jogo de basquete (esse sonho não tem a ver com o Oreji, o mago não parecia com ele e o sonho surgiu bem depois do personagem), ou um em que um lobisomem selvagem, depois de vencer uma horda de vampiros, foi morto em combate pra um mago que controla refrigerante (que usei como base pra uma ideia de personagem que controla refrigerantes por magia, é baseado numa cena de Jojo Battle Tendency, que aliás pode ter a ver com o tal sonho).
  • Tem vezes que eu sonho com os personagens de Projeto Dream tendo aventuras, embora seja meio difícil eu memorizar o suficiente pra contar quais exatamente podem ter sido inspiração pra histórias já escritas no blog oficial, mas um sonho mais recente teve o Naej tendo como desafio passar por um rio (não lembro o motivo, se era pra entrar e pegar algum artefato ou só sair com vida) enquanto o Dragondorf teve uma falha na aura mágica dele e a mesma tava ficando prateada em vez de dourada (o que seria uma ideia interessante, mas eu precisaria encaixar direito na história e evitar um dedo no rabo e gritaria como o que costumava ter na décima sexta temporada).
  • Sonhei também que tinha uma vampira negra, careca, com sobrepeso leve (não tão gorda, mas não era o peso médio) e sem roupas estava na minha casa e se curando do vampirismo, o que me lembra um sonho mais antigo meu, que tinha numa suposta história do Projeto Dream desse sonho antigo uma mulher negra, sem roupas, de corpo atlético e com cabelo crespo levemente volumoso (algo como um afro, mas no formato do cabelo do Josuke ou do Rik Editor) que era namorada de uma mulher ruiva, baixinha, gordinha, de roupas amarelas, fedia e tinha ukulele (esse sonho infelizmente eu só consegui lembrar das personagens, e talvez essas três também apareçam em Projeto Dream).
  • Só pra terminar, tinha um sonho meu em que o Jazzghost jogava um jogo de terror em primeira pessoa, que se passava num complexo de corredores meio de escola, e com uma iluminação amarela de lâmpadas incandescentes, com uma temática bem suja e rustpunk (tipo FNaF 3), mas a gameplay era de fugir de um perseguidor e desviar obstáculos (mais parecido com Baldi's Basic).
Falando em Baldi's Basic, acho uma falta de respeito a comunidade desse jogo ter renascido só pra reclamar do Fundamental Paper Education como se Baldi tivesse patenteado as histórias de escolas do mal, ainda mais sem nenhum argumento e achando que o F.P.E. era algum tipo de jogo ao mesmo estilo de Baldi, mas na verdade é uma animação que... embora eu não tenha visto, eu recomendo, o desenho é bem-feito e a comunidade é bem legal.

Falando em Projeto Dream, como eu citei enquanto falava de alguns sonhos, eu já defini alguns painéis de desenhos que eu iria explicar em forma de diagrama, como:
Ferroverbas (um tipo de erva verde com brilho amarelo, que cresce nas montanhas de Krippa e é usado pra fortificantes musculares e ósseos), Carvalho-Titã (uma árvore azul gigante de folhas brancas elétricas e maçãs douradas), Silvanium (uma árvore de ferro cujas grandes folhas são usadas pra armaduras e escudos), Taríneo (uma fruta cítrica cujo design eu me baseei em abacaxis, morangos e laranjas), Lúnea (uma flor azul que possui uma seiva usada pra poções de visão noturna), Flor de Fogo (uma flor vermelha que cresce em vulcões e é usada pra poções de resistência a fogo), Lavangi (uma flor similar à Lavanda e ao Milho e que é usada pra sabões eficientes e poções do amor), Barsiblam (uma fruta-vermelha estereana, que eu decidi o design: Parece uma framboesa, tem o tamanho de uma maçã, e o gosto lembra amoras e cerejas), Aqua Orbis (uma fruta redonda feita inteiramente de água, e que cresce no planeta Hidra), alguns temperos mágicos e também o Molho da Montanha e alguns frutos que o compõem (apelidados em Tinmariana como "sangrias tinmarianas", devido à sua cor rubra e propriedades médicas).
Falando em plantas, quando eu tava limpando o parque eu achei uns tipos de folhas estranhas que pareciam duras e com uns padrões estranhos, eu cheguei a achar que eram algum resto de borracha largado na grama, mas quando eu pesquisei, não eram folhas, eram frutos de Flamboiã, uma árvore de flores vermelhas que cresce em regiões tropicais, subtropicais e até equatoriais. O que eu achei e varri eram esses tais frutos caídos, abertos e secos pela decomposição, e frutas estragadas, mesmo não sendo raras nesses parques que têm muita árvore, são menos comuns que as malditas bitucas de cigarro, que eu chuto que só são comuns porque o pessoal não cata e aquilo vai acumulando. Pra mim, fumar num parque esportivo e depois tacar a bituca na grama é pior do que fazer uma "saudação romana" numa sinagoga.
Mas também preparei umas ideias especiais pro planeta Fantasia, como:
Mímicas, que eu decidi que ia ter mais do que só os em forma de baús, como os em forma de vaso, de caixote, e até os disfarçados de pessoas, que pelo formato com pernas conseguem correr em vez de rastejar e pular, sendo mais específico, essas Mímicas de Pessoas se disfarçam de mulheres em apuros, atraindo exploradores de calabouços desavisados acreditando que elas são pessoas de verdade que foram presas por lá, pra depois atacá-los.
Alguns conteúdos de Mandrágoras, que eu misturei elementos reais (como esses vegetais eu misturar o formato humanoide e as propriedades medicinais da mandrágora real com alguns detalhes de batatas) com mitológicos (como elas serem vegetais que gritam, e que eu adicionei que essas mandrágoras também gritam sob o solo, podendo ser sentido com o chão vibrando), e tem também relíquias e comidas feitas de Mandrágoras.
Esse culto de seres fantasiados de coelhos, que não decidi o lugar e o contexto que terá eles, mas eu me inspirei naquele culto dos coelhos de Fear & Hunger, baseei a estátua da deusa deles na estátua da deusa Ishtar/Inanna, e os materiais de BDSM foram adicionados pra intensificar o tema, e esse bastão vermelho seria meramente um tipo de arma deles, embora pelo formato talvez dê pra ter uma função a mais. A poção eu não decidi a função e o efeito, mas esse coelho com chifres de cabra eu me baseei no Leprílope (um criptídeo meio coelho e meio antílope) e em relatos de coelhos com verrugas similares a chifres/espinhos, algo similar ao que já foi presenciado em pessoas na China.
Por incrível que pareça, os cuicorno de Projeto Dream não foram baseados nessas pessoas com chifres, mas meramente numa explicação de ter monstros que teriam chifres mesmo não tendo descendência de monstros-animais correspondentes.
Também, entre os itens novos de Projeto Dream, eu também desenhei alguns itens velhos relacionados a dragões, isso junto ao spray de Chama de Dragão.
Entre os itens, eu desenhei o óleo de dragão, o fluido/petróleo de dragão (que é bem comum na dimensão de Amon), a anatomia de um dragão marinho da Terra, a bebida Dragão Dormente, uma espada anti-dragão e também uma garrafa da Chama de Dragão.
Essa tal garrafa eu baseei em iluminuras medievais pra tal estampa da garrafa, enquanto a ponta em forma de dragãozinho é baseada em canhões de fogo grego, que no caso tinham a ponta em forma de algo como um falcão, e a ideia de soltar uma substância draconiana flamejante é baseada no Fogo de Dragão de Supernatural, inclusive a receita revelada por Leonardo foi baseada em várias teorias do que poderia ter sido a receita do Fogo Grego junto com o elemento próprio do óleo de dragão.
Sério, pra mim esse design é uma das coisas maneiras que eu vi da Grécia Antiga e Império Bizantino, e falando no povo antigo, e aproveitando que citei um item tinmariano, teve um episódio de P.D. em que o Rui Car e a Jane resolviam um brinquedo de quebra-cabeças em forma de dodecaedro (o polígono de 12 lados), que eu decidi isso baseado numa teoria de que o Dodecaedro Romano podia ter sido um brinquedo, e a ideia do quebra-cabeça meio que é uma piada com esse material ser tão enigmático.
Eu desenhava antes o Rui Car de armadura, incluindo um redesign mais baseado na armadura do Battle Beast e com o design mais estável, e quando eu decidi uma roupa de ficar em casa pro personagem, ele ficou extremamente fogo, talvez por ser um leão gigante de vestido (embora baseado em roupas greco-romanas que eram pra intensificar essa estética guerreira deles), e o meu traço não ajuda a ficar tão imponente, haha.

Só pra terminar a conversa, aqui umas referências pra quando forem desenhar objetos.
Quando eu desenho OCs de salto-alto, eu ilustro geralmente elas de salto vírgulha, agulha ou reto, ou com botas de salto quadrado ou cubano, mas nesse painel acima dá pra ver ainda mais opções.
Chave Gorge, aquela chave clássica de mídias medievais (seja pra baús ou portas) ou só pra fechaduras simples, talvez vocês já tenham visto essas chaves várias vezes e nem sabiam que esse tipo tinha nome.
Chave Yale, aquela mais comum em portas, armários e cofres atuais, além de ser a base do símbolo de chave do Pyrman (cujo simbolismo era por ele ter o poder de abrir "portas" no espaço e também a sua individualidade, já que o formato dessas chaves é bem mais variável), caracterizado pelo formato plano e dentes que variam de forma pra interagir com diferentes ordens de pinos, tanto que a versão chave-mestra dessa chave tem só o dente na pontinha pra manusear os tais pinos.
Chave Pantográfica, a "espécie" das chaves de carros e motos, com além dos dentes estilo Yale, também uma fenda lateral que se conecta à fechadura.
Chaves Micha, ou Lockpicks, são chaves usadas pra arrombar fechaduras caso a chave original não estiver disponível, geralmente usada por chaveiros que são mais profissionais em usar esse tipo de ferramenta sem estragar a tal fechadura.

E antes de terminar a conversa, olha esse desenho que eu fiz por uma commission com um webamigo. Ele pediu pra desenhar a OC dele com uma Zero Suit tão apertada que na cena tava se rasgando, e bem, ele apontou que teve umas falhas, mas além de ter sido algo tão pequeno que ele nem ligou, eu também assumi o erro e vi que não tinha muito como resolver, como pra ele o... tamanho da personagem não ter sido o suficiente, ou o personagem no balão de fala ter saído com a cor de cabelo errado (que aliás, era pra ter tido uma referência ao meme do Cristiano Ronaldo mas ficou tão pequeno que mal deu pra expressar a real referência XD).
Algo engraçado é que essa tal OC tem quatro braços, mas como não couberam todos os detalhes, acabei desenhando ela só com dois, e improvisei que os braços extras tavam cruzados (tipo a pose que faço pra Fortrex e alguns Elcsum: duas mãos na cintura e dois braços na cintura), e falando no personagem do balão de fala, eu desenhei ele junto com a elefanta mágica dele.
Eu usei só o desenho velho que ele tinha de referência, o que eu consegui tornar o suficiente, ajustando detalhes, e a jaqueta que no desenho original era genérica, eu fiz ela meio parecida com aquelas jaquetas especiais ou inusitadas, tipo Bombojaco, com um estilo como se tivesse coletes ou algum tipo de proteção, e aproveitei as fitas do cinto pra apoiar uma espada que o personagem carregava. A elefantinha dele eu só poli a anatomia e desenhei ela andando junto com o personagem.

Eu estive sem ideia de como continuar o próximo episódio de Projeto Dream, mesmo com o cliffhanger bem claro e só uma meta de história em mente, só faltava a disposição, e pra não ficar sem conteúdo, eu fiz esse blog, o que sinceramente ainda assim valeu a pena.