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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

12 de ago. de 2026

Magia não é fofa

Uma vez no Projeto Dream [link aqui] que eu tava enjoado de colocar magia naquele universo e tentei evitar usar por uns arcos da época, já hoje em dia... Eu tô gostando até mais da magia, justamente porque com o tempo eu estive pensando e montando ideias novas de conteúdos mágicos que fossem além dos feitiços.

 Num post antigo do site [link aqui] eu critiquei os Novos 52 e o Livros de Magia da Vertigo Comics (que pra mim é uma das HQ's mais problemáticas da Vertigo e da DC - e olha que eles que começaram essa palhaçada de fazer Lúcifer gostoso antes disso virar série da Netflix ou antes de termos coisas como Supernatural) de forma tão áspera que talvez possa ter afetado a força que eu quis que a minha crítica tivesse.
 Até mesmo eu fiz uma tag inteira só sobre magia, história dela e em parte sobre mitologias sem ser necessariamente monstros ou terror. Eu estive treinando pra escrever, desenhar, até escovar os dentes e carregar objetos com a mão esquerda pra desenvolver ambidestria e ver se ativo alguma coisa a mais na neuroplasticidade minha (é estranho porque eu tô praticamente aprendendo a escrever e desenhar pela segunda vez - não reaprender; aprender pela segunda vez (a primeira de um lado, a segunda do outro)).
 Fora isso, no post anterior [link aqui] eu falei sobre diferentes simbolismos, culturas, tradições e interpretações de 3 assuntos que talvez você não espere alguém fazendo um liga-ponto completo, num post mais antigo [link aqui] eu falei umas ideias do que pôr pra expandir seus possíveis contos Steampunk porque, sendo sincero, eu odeio como tem gente que faz conto Steampunk e, não só não aproveitam a parte do punk e só botam engrenagens, bronze e máquinas fumacentas pela aesthetic, mas também parecem seletivos pra sempre reduzir Steampunk à Inglaterra vitoriana, nunca tem história de samurais ou piratas Steampunk, e provavelmente achariam um absurdo colocar, sei lá, piratas vs samurais por acharem "fantasioso demais" pro Steampunk (como se máquinas do tempo, cidades ambulantes, golens e dirigíveis com asas de bronze fossem realistas), sendo que existiram Samurais e piratas ao estilo Barba Negra até que por um tempo numa mesma época, só existiram muito longe um do outro.

 Mas algo mais a ver com o Livros de Magia... o Harry Potter que é muito baseado nessa HQ tem um certo problema que, obviamente, pode não ser culpa do livro em si, mas acaba sendo romantizado, que é o tal problema/clichê do "sequestro fofo".
 Vocês já viram isso talvez de forma parecida em Isekais, mas meio que ocorre com os bruxos de Harry Potter, eles são sempre convidados pra um lugar afastado, cheio de mistérios, criaturas perigosas, e tendo todo um sistema inteiro novo pra aprender que é a magia, e em lugares como Hogwarts falta muitas tecnologias que, além de importantes pra humanos, são comuns na comunidade trouxa, como eletricidade, informática e câmeras (o tanto de coisa que seria evitada se bruxos tivessem um sistema de câmeras, e eu tô falando de coisas que já se tem nos anos 90 que são a época que Harry Potter se passa).
 Já vi um post no Reddit que eu vi falando que "ah, seria legal se anjos e demônios interferissem e tivesse monstros", aí eu respondi lá [link aqui] muito puto justamente porque esse papo de "ah, seria legal se existisse bicho mágico" é papo de adolescente fã de fantasia urbana que usa esse subgênero como uma veleidade mal-disfarçada, um desejo por se imaginar namorando humanos mágicos (ou o que eram pra ser humanoides mágicos mas simplesmente não se diferem de humanos no design porque esses estúdios que fizeram Crepúsculo e Sobrenatural são pão-duros e covardes demais pra fazer os bichos parecerem mesmo bichos) porque não se garantem namorando gente normal (e considerando o racismo dos EUA e da Inglaterra, se irmos muito longe se agrava com a ideia de ter gente que preferiria namorar um lobisomem ou vampiro do que namorar alguém de outra etnia).

Ok, eu acho ou sinto, talvez ainda com certa certeza, que eu "matei" a teoria do Predador do Humano [link 1] [link 2], considerando que, antes desses meus posts do Reddit, tava a um nível quase unânime de associarem Vale da Estranheza automaticamente à ideia de um predador de humanos que se parecia com um humanos, e... eu queria listar os motivos, mas como um dos links inclui um post explicando em português, vou falar só o principal:
  • Darwinismo social foi uma distorção desonesta da evolução que usava biologia como desculpa pra falar que negros e asiáticos não eram humanos ou eram humanos inferiores só por serem diferentes da aparência padrão caucasiana.
  • Canibais existiam, e não precisavam ser criaturas similares a humanos, existiram tribos canibais, inclusive no Brasil eram as poucas tribos que inclusive outros indígenas ajudaram os portugueses a exterminar, assim como Roma já usou o infanticídio em Catargo pra começar as guerras púnicas e o povo hebraico associava os cananeus como demoníacos exatamente por causa dos cultos a Baal Hammon, conhecido como Moloch.
  • Animais também têm vale da estranheza, e inclusive tem memes de crocodilos ou leões fugindo de pessoas com fantasias mal-feitas dos ditos respectivos animais.
  • Vale da Estranheza pode ter sido pra reconhecer cadáveres (o que, se não inspirou primeiro, pode ter adiantado a origem de ritos funerários), pessoas deformadas (nem todo povo descartava doentes e deformados, mas podiam agir melhor pra socorrer) ou então reconhecer qualidade da arte (seja em filmes 3D e live actions ou então quando a gente acha feias pra krl as pinturas medievais de monges copistas).
De qualquer forma, também falei em mais um post [link aqui] por sua vez incluindo minha crítica ao "bom selvagem" e como o mesmo é um fetiche mal disfarçado por "índios burros, inocentes, que comem frutinhas e falam com bichos dóceis", como se reflete por exemplo no Brasil atual como o Luciano Huck sendo racista com indígenas do Rio Xingu e falando "ah, limpem a cultura de vocês aí", como se só por serem indígenas tradicionais eles usarem um dispositivo significasse abandono total de raízes genéticas e culturais.

 Por sua vez eu lembro de uma vez que eu tava conversando num post do Threads sobre coisas como wizard significar "mago poderoso/ancião", ou witch ser "bruxa" que usa bruxaria, e warlock ser um tipo de bruxo masculino que usa bruxaria, aí vem um cara desses brocha de alma, que tenta pagar de liberalzinho mas só tá fazendo malabarismo pra passar pano e não quer admitir, e mete um "ain mas depende do contexto", oh krl, se esse papo furado de "depende do contexto" fosse levado a sério, um judeu com prepúcio já seria um Warlock por não ter a circuncisão que é parte do pacto judaico com Deus, ou pior ainda, uma lésbica caminhoneira seria uma bruxa pra aqueles calvinistas que inventavam um monte de merda sobre Inquisição, somado com o fato que, pra uma pessoa burra, qualquer coisa mais complexa tecnologicamente é indistinguível de magia (krl, existe até religião aborígene que o pessoal cultua aviões porque os ancestrais deles interpretavam que aviões eram entidades celestiais, e que os protocolos de levantar voo eram rituais mágicos - nem é criticando esses aborígenes, até achei interessante que em um lugar do mundo há uma religião com base em aviões).
 Teve outro que disse que "não tem diferença" e que isso é coisa do Dungeons and Dragons sendo que, se uma pessoa não consegue diferenciar:
  • Mago que estuda pra aprender magia;
  • Feiticeiro que dispara feitiço como poderes, e no DnD tem pedigree mágico;
  • Bruxos (witchs/warlocks) que fazem magia por rituais e patronos;
  • Sacerdotes que fazem magia por preze;
  • Alquimistas e Artesãos que fazem magia por materiais;
  • Xamãs e Druidas que fazem magia por forças naturais;
  • Ou então tipos gerais de magias, como rituais, poções, talismãs, simpatias, magia negra (que em RPG's como Final Fantasy são magias de ataque, e na mitologia são magias de maldição) e também rituais nomeados tradicionais (como as macumbas da Matriz Africana, ou o Sidr arábico)...
A pessoa é iletrada e desinformada a um nível que só é "normal" em analfabetos políticos.

 Sobre o sequestro fofo e a fantasia urbana, é por isso que eu odeio histórias onde a magia é extremamente secreta, mas diferente de histórias como Yu Yu Hakusho onde ficava em um mundo paralelo e só no presente do anime começa a ter relação humano-yokai mesmo que insalubre dos dois lados, essas histórias têm lugares mágicos ou ricos em magia em lugares na Terra, o que perde a credibilidade considerando que, mesmo sem aviões ou drones, já seria um absurdo ter ninguém sabendo onde tem esses lugares e também, mesmo que não tivesse relação saudável (afinal, lembrem-se: se antigamente já achavam um absurdo e uma ameaça mulheres brancas namorarem homens negros, agora imagina se humanos diferentes com poder de disparar raios elétricos e bolas de fogo vivessem numa mesma sociedade que humanos que mal conseguem falar ou andar), é bizarro os tais "trouxas" (como em Harry Potter) simplesmente não saberem a existência de bruxos e magia.
 Quando eu falei sobre não existir cura pra miopia em Harry Potter, o meu irmão até inventou que "ah, mas é que eles não podem brincar de Deus", então vê se eu entendi, eles conseguem controlar a memória pra que pessoas acham que bruxos são um folclore... mas tratar os olhos (sendo que miopia não é algo que se nasce, só tem chances diferentes de ocorrer e ocorrem por causas ambientais) é ir longe demais??? Sem falar que ele inventou que a Esquelesce só "acelera o metabolismo", sendo que não, a Esquelesce (Skele-Gro) faz ossos se regenerarem, nenhuma mudança de metabolismo na escala humana (incluindo em bruxos/magos em Harry Potter) que seja suficiente pra restaurar ossos porque isso precisa de muito cálcio, inclusive ela é útil pra curar de acidentes que DELETAM OSSOS (como foi a vez que o Harry ficou com o osso "brochado", sem ossos). Meu irmão às vezes é burro nessas paradas, mas tenta mascarar isso no tom arrogante, quase como se ele tivesse dor de estômago enquanto fala, pra parecer que tá sempre certo, e ele cortar o que eu quero falar pra ele cantar de galo com o viés dele só piora.
 Sobre fantasia urbana, como eu disse, é um fetiche mal-disfarçado por querer que vampiros, lobisomens e até demônios sejam reais, mas convenientemente se pareçam muito com humanos e também sejam "fodões", fortes, ágeis, com poderes disparáveis, mas Harry Potter é manjado, tem uma que eu conheço bem menos mas já não gosto de como eles tratam os poderes e magia, que não, não tô falando do Supernatural, tô falando do American Horror Story e das sete maravilhas das bruxas, que bem...
  • Telecinese e Pirocinese não combinam em nome, considerando que são nomes gregos demais enquanto temos magias com nomes em latim ou com etimologia em latim.
  • Clarividência vem do francês clairvoyance, do latim claire, videre, significando "visão clara" ou "visão iluminada", e é estranho ser simplesmente... adivinhação e percepção extrassensorial, ao invés de um método de adivinhação como piromancia, capnomancia ou libanomancia.
    • E se quiserem ideias ou saber o que são esses nomes envolvendo mancia, tem um post que eu fiz também com esse assunto [link aqui].
  • Transmutação vem de transmutationis, que é transição em latim, também significando transição de lugares, mas ainda assim acho estúpido ser o nome pra uma magia de teleporte sendo que transmutação, na magia, vem da transformação de objetos na alquimia, é tipo chamar um carro de forno (você chamando uma máquina de transporte com o nome de uma máquina que transforma comidas em uma versão mais comestível).
  • Vitalum Vitalis é tipo vitalidade da vida em latim, e é de cura e ressurreição com troca equivalente, aquele meio covarde de falar que "ah, a magia tem um preço", tipo você curar uma pessoa tem custo mágico mas soltar fogo numa casa não tem? Hã???
  • Concílio é a magia de telepatia, e o nome vem de concilium (assembleia), provavelmente por ser magia de comunicação, e isso só prova como a escolha de nomes tá à moda caralha.
    • Um usou a etimologia em latim ao pé da letra mesmo o nome não significando o que eles usaram da etimologia (Transmutação).
    • Uma magia psíquica eles usam um nome em latim pra ficar "no padrão" (Concilium), mas daí em dois dos poderes que tão na lista eles mantém a composição vinda da etimologia grega (Telecinese, Pirocinese)
  • Tem até a Descensium (Descenso, magia de ir pro Submundo), perderam a chance de chamar de Nekyia (um tipo de viagem temporária ao submundo) ou Katabasis (um nome grego também válido pra viagem ao submundo, mas com significado adicional simbólico (descer pra níveis baixos da realidade, enfrentando o passado, enfrentando traumas) e teatral (como um padrão de lendas gregas longas como a Odisseia e os 12 trabalhos de Hércules)).
  • Também digo mais: o título de "Sete Maravilhas" pra essas magias que, numa história de fantasia mais séria, seriam magias de nível 1, é uma ofensa às Sete Maravilhas do Mundo (seja as antigas, com só as pirâmides ainda restando, ou as novas, do qual surgiu o título dessas magias das bruxas), já que as Sete Maravilhas têm todo um peso cultural, geográfico, histórico, político, religioso e turístico de seus povos, não eram quaisquer arquiteturas só impressionantes, senão se dependesse de certas pessoas com essa lógica, as Sete Maravilhas atuais seriam o Empire State Building, a Golden Gate Bridge, o Grand Canyon, a Hollywood, o Las Vegas Strip, a Times Square e a Walt Disney World Resort.
 Também... não venha com uma ginástica mental de que "ah, bruxas têm poderesss", sendo que mano, são todos poderes de ataque ou de suporte, tem nenhuma melhoria de defesa, e vendo as bruxas, a maioria delas são mulheres magras e algumas até velhas, logo a mais resistente é a Queenie, a negona do grupo, que eu ia falar dela ser gorda mas vocês iam achar que tô fazendo piada, mas realmente tem uma parada do tecido adiposo (gordura) ser grosso o bastante pra suportar tiros (e sendo sincero, em filmes de caçadores de bruxas os caçadores sempre usam rifles, não porque são à prova de bruxa, mas porque, serião, bruxas são magrinhas e frágeis, um tiro num humano mata quando no calibre e direção certos, numa bruxa mata 100% das vezes), papo de diminuir de "mata na hora" pra "vai machucar pra krl", e o irônico é que logo a Queenie é focada em durabilidade e transferência de dano, porque ela tem o foco de ser uma "boneca vodu viva", ou seja, além dela ter mais resistência, ela tomar um tiro é mais perigoso pro atirador que pra ela se o dano não matar na hora (tipo um headshot), afinal lembrem-se, não tem como refletir o dano se a pessoa só reflete quando está viva, assim como, se a magia segue o "ritmo" dela, como a personagem ativa se machucando, um tiro que mate antes dela reagir não vai ativar o feitiço.

Pensando assim parece sádico, mas é justamente porque eu aproveitei esse ponto na análise pra saber as limitações dela e de inimigos hipotéticos, e de fato, chega a ser engraçado como fui aos poucos só compilando e continuando umas coisas que falei um tempo variável atrás e aí eu comecei falando um desabafo, e depois fui falando esse assunto novo aí também com uma crítica inesperada.

Até mais!