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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

26 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 4

 Antes de tudo, é necessário entender os quatro humores da crença e medicina desse Novo Mundo. Aqueles mais fortes, ainda corajosos ou bem-humorados, têm o "humor" do sangue, são os sanguíneos, caracterizados por túnicas, peças ou tatuagens vermelhas. Aqueles mais sábios, inteligentes e de boa coordenação têm o "humor" do fleuma, são os fleumáticos, da cor azul, muitas vezes professores, operários de mão de obra mais complexa ou então líderes como as matriarcas. Os com habilidade de carisma, arte e comunicação, com o "humor" da bile amarela, são os cibiliares, assim como a maioria dos bardos usam roupa de maior parte amarela, enquanto professores e matriarcas têm estampas amarelas em diferentes padrões, incluindo a forma de estrelas, assim como os professores usam túnicas brancas (simbolizando "folhas em branco") com listras azuis do fleuma e a constelação do signo deles em um tom amarelo ocre, à base de gema de ovo. Os operários mais ágeis e versáteis têm o "humor" da bile negra, são nibiliares, muitos operam em conjunto com os sanguíneos, assim como os ferreiros e carpinteiros mais habilidosos têm túnicas pretas, os ferreiros com desenhos de triângulos, quadrados e setas como os metais mais usados, e os carpinteiros com desenhos relacionados a folhas e árvores, de corantes verdes. Camponeses geralmente vestem branco, dos tecidos mais genéricos, não tingidos, geralmente além dos cultivos, árvores e animais, os camponeses de vilas como a Rio de Madeira também são encarregados de operar com corantes, os mais eficientes ou que produzissem mais recebiam alguns dos recipientes como recompensa, geralmente os corantes relacionados a seus simbolismos, como os corantes dos quatro humores ou algum corante marrom ou verde relacionado às áreas verdes que eles operam.
 De qualquer forma, desde quando o mercador saiu da Vila Rio de Madeira, ele contou sobre o quão diferente a vila estava, para os nobres de outras vilas, como a Vila Roda Firme de onde veio o mercador e suas notícias, e vilas vizinhas como a Vila Sete Cordas e a Vila Nobre Casco, não acreditavam naquilo, a Vila Rio de Madeira parecia qualquer outra vila desde as últimas vezes que tiveram contato, já o exército da Vila Roda Firme crê que aquilo não era novidade considerando que o Capitão Kin foi visto "lançando raios" (como eles interpretaram o armamento elétrico que ele usava) contra Brokoks, uma espécie que as outras vilas não conseguiam enfrentar usando apenas lanças ou flechas, assim como desde então a Vila Rio de Madeira parecia ter aumentado, já os camponeses e operários da vila estavam com medo, acreditavam que a Vila Rio de Madeira estivesse usando alguma bruxaria ou se aliando aos Brokoks, então, com essa ideia distorcida, aos poucos as três vilas se preparavam, usando peitorais de bronze em trajes de couro grosso, assim como queimaram as ovelhas e galinhas ao acreditarem que esses animais estivessem amaldiçoados, e o mercador, que suplicou para não fazerem isso, foi preso.
 O Lucas, a Clara e o Fritz estiveram montando peças de cobre simples que se conectam dentro da caixa de madeira, uma agulha de diamante, o disco de vinil é girado enquanto a agulha o lê e cada vibração é lida num amplificador elétrico, replicando som, o vocalista Alessandro ajudou a testar o primeiro disco, a primeira gravação, assim como no segundo disco, foram registradas 5 músicas curtas que, pelo sucesso do teste, as matriarcas resolveram comprar aquele primeiro toca-discos em troca de um tipo de medalha de prata com símbolo de corvo, uma forma nova de indicar mérito, assim como, por Lucas e Clara já terem feito muita contribuição à vila anteriormente, um terreno livre agora estava disponível pra eles operarem, o Fritz também foi promovido a um cargo novo de chefe de seu grupo.
 Fritz, por sua vez, lembra do João e seu projeto de fazer o telefone, e consultando ele, descobre que ele está muito ferido, ao lado de um assassino  com a máscara e a cabeça estouradas por um tiro de revólver do próprio João, e numa casa muito destruída, Fritz foi socorrer, os guardas são acionados e aparentemente o Baile Cinzento está agindo cada vez pior. Durante essa busca por essa organização, qualquer capa preta ou máscara cinzenta era destruída, suas cinzas eram direcionadas principalmente a fazer concreto, assim como João, ainda que tenha movimento das mãos, estava tão machucado que, na anotação da planta de seu projeto, ele usou o sangue que saía dele pra escrever a ideia. Fritz e Walter saíram correndo pra realizar esse projeto logo, ao passo que o mago Enzo, assim como a medicina estava melhorando, conseguiu treinar moças e mulheres de sua idade para o cargo de enfermeiras.
 A base de vinil era retangular, embora sem pontas, o sistema dos botões como a pascalina de Maria foram reaproveitados de forma um pouco simplificada, com os botões de madeira reagindo aos circuitos de cobre e prata, um fone é ligado a fio como um telefone fixo antigo, com microfone e autofalante, e algumas réplicas foram feitas, cada uma ligada a uma central telefônica, que a Bella Tiana preparou a programação enquanto o grupo de Fritz fez as peças, como eram montados as válvulas eletrônicas (utilizando a mesma tecnologia das lâmpadas e do toca-discos), relés (peças eletrônicas de impulso), e um sistema de capacitores e resistores, num sistema compacto de placas-mães em que cabiam eletroímãs para os processadores vetoriais (onde os vetores de dados fluíam e podiam ser controlados pelo aparelho), no espaço de uma sala para a biblioteca recém-construída para guardar os pergaminhos, não só do grupo de João, mas dos professores e seus alunos que também estiveram ajudando no desenvolvimento tecnológico local, formando um computador que, além de gerenciar e direcionar as ligações telefônicas, também tendo operação de cálculo melhorada para a contabilidade da vila, e pelo tamanho compacto (cada parte do supercomputador tendo tamanho comparável ao Cray-2), um sistema de impressão, em parte mecânico, em parte controlado pelo sistema elétrico do computador, podia registrar os dados econômicos necessários em papel.
 João podia ter se cicatrizado, enquanto também comunicava com os civis daquele hospital  eles pareciam estar sofrendo com gripe e estavam recebendo uma dieta de frutas frescas e chás para se recuperarem, mesmo que lentamente, ainda assim naturalmente, seja pelas ervas eliminarem patógenos e melhoram o metabolismo do corpo e as frutas darem as vitaminas pra combater tais doenças. Paralelamente, os exércitos chegaram em direção à Vila Rio de Madeira, e mesmo quando eles acreditaram que alcançariam os campos, os próprios camponeses colocaram armadilhas entre seus cercados que separavam seus campos e os soldados inimigos, que caíam e eram furados em buracos Punji de 80 cm que terminavam em pregos enferrujados, muitos deles reutilizados de pregos velhos, um pouco aumentados pelos ferreiros durante a reciclagem, para ter mais alcance, os soldados a cavalos ainda seguem rotas diferentes, contornando esses campos para, então, numa rede de soldados escondidos em torres de vigia, se coordenando, comunicando em telefones vermelhos (uma variação com o design mudado para esse destaque dos telefones militares) para então atirarem com seus rifles (criados pouquíssimo tempo antes dessa invasão, enquanto a vila sabia das invasões e precisavam de um combate à distância mais imediato), os cavalos eram abatidos na hora, e seus cavaleiros eram desarmados e capturados pelos camponeses próximos, ou explodidos por lanças explosivas (algumas com bombas na ponta, às vezes acesas por algum aliado com um tipo de isqueiro simples usando circuito elétrico, alguns armados mais próximos já molhavam com nitroglicerina) disparadas pelos jovens alunos dos militares.
 Lucas e Walter coordenavam os operários do moinho hidrelétrico para enviarem os recursos necessários para reabastecer os soldados e também recolher os cadáveres inimigos, e embora o exército combinado das vilas Roda Firme, Sete Cordas e Nobre Casco tivessem levado mais de 500 baixas ao todo, incluindo tanto mortos quanto os poucos feridos vivos, o grupo da Vila Rio de Madeira perdeu 3 camponeses por alguns dos ataques de flechas e o Capitão Kin está ferido e incapacitado tentando impedir um dos cavaleiros, e é socorrido por Peter enquanto Pierre pesquisa junto com as enfermeiras alguns cadáveres tirados dessa invasão. Depois de imprimirem e reescreverem os pergaminhos da biblioteca em um conjunto de até 15 livros, usando do supercomputador Altair, o 16º foi um livro de anatomia usando como base essas pesquisas, assim como são adicionadas as pesquisas de herbologia e patologia, assim facilitando os ensinos.
 Falando nos camponeses, Fritz e Walter usaram dos livros de engenharia para terem uma fórmula mais eficiente para construírem um projeto de carro, incluindo um combustível à base de óleo vegetal misto, como biodiesel, para poder carregar o aparelho. O veículo, chamado Friwa Mk I, era bem quadrado, ainda resistente, com rodas metálicas e espaço para até duas pessoas e uma carga de 200 kg, o que já foi reaproveitado para construírem, durante esse mês de recuperação, um trator para cada fazenda, com um sistema de arado por trás e de colher na frente, o que conseguiu acelerar o plantio por um tempo. Um mensageiro da Vila Nobre Casco envia uma mensagem para a Vila Rio de Madeira, agora nomeada Reino Rio de Madeira, sobre uma trégua para fornecer essa "magia" que eles estavam conseguindo. Maria Pascal, lendo isso, se irritou com aquilo e escreveu uma carta em papel fino, escrito a pena.
"Vocês estarem chamando os inventos do nosso povo de "magia" é uma ofensa severa à nossa capacidade de avançar, e não pense que nós esquecemos dos homo antiqua que vocês executaram por denominá-los loucos, assim como seu povo sempre teve problemas para nos oferecer metais pois o seu cobre é muito podre e o seu ferro é muito mole e difícil de tornar em aço. Até mesmo os vizinhos que são tão submissos ao teu povo demonstraram condições melhores na infraestrutura e nos produtos. Por que vocês acham que tínhamos pouco metal mas tanta diversidade botânica?"
 Logo depois dessa carta à Vila Nobre Casco, o Reino Rio de Madeira busca pelas vilas Roda Firme e Sete Cordas, para agora se aliarem a eles, que já estavam sem resistência, mas em troca o Lucas na Roda Firme e a Clara na Sete Cordas conseguem ajudar como embaixadores, para terem confiança e liderança na região. A Vila Nobre Casco apela para um trabalho ainda mais exploratório, forçando seus camponeses a colherem mais grãos e tubérculos, os carpinteiros a montarem mais carroças e arcos, os ferreiros a construírem materiais de ferro agora, e os mineradores a conseguirem mais carvão para as forjas, barricadas de madeira são construídas para bloquear os caminhos contra as frentes, e espiões são enviados pra descobrir a "bruxaria" do Reino Rio de Madeira.
 Construindo um computador menor para a Vila Roda Firme, chamado Estrela Circular, e um para a Vila Sete Cordas, chamado Serpente Branca, tinha uma rede de contabilidade e de automação para pequenos setores dessas vilas, assim como estava sendo levantado agora uma rede de painéis solares sobre as bases em que esse projeto estava sendo feito, e para aquelas vilas, usar a energia solar para alimentar um dispositivo que podia "pensar" e calcular por si próprio era basicamente um poder divino, mas para muitos dos civis, que nunca viram aqueles computadores pessoalmente, aquelas "coisas divinas" teriam alguma forma física, talvez como deuses metálicos, alguns diriam, e por isso, em cada vila, uma estátua de ouro era construída em honra ao que consideravam "deuses-máquina". Câmeras fotográficas estavam sendo criadas por artesãos dessas vilas, combinando planos das matriarcas do Reino Rio de Madeira unindo a técnica de câmara escura em caixas de madeira com lentes convexas e filmes fotográficos de papel com nitrocelulose, foi útil registrar de forma bem realista, embora descolorida, as imagens que essas vilas tanto queriam memorizar, e em troca da fórmula exata dessa tecnologia, as duas vilas podiam criar algum sistema econômico mais eficiente e direto para poderem medir o valor de seus materiais, sem necessariamente dependerem do escambo.
 Por mais que a Vila Nobre Casco tivesse preparado seus armamentos para uma possível defesa contra uma possível guerra, aos poucos também posicionando seus soldados em acampamentos próximos, prontos para o ataque, a aliança Rio de Seda (entre aquelas duas vilas e mais duas recém-convidadas ao Reino Rio de Madeira) esteve deixando a otimização logística mais homogênea entre as vilas que cresciam em cidades, o uso da pirólise acelerava a produção de biocombustíveis com óleos combustíveis comuns e fibras de carbono com o algodão, úteis para os carros e também as novas proteções dos soldados, e a eletrólise que transformava salmoura em soda cáustica aumentou a produção de sabões e sabonetes, que junto com a construção de banheiros e termas públicas muitas pessoas podiam tomar banho, melhorando a saúde pela higiene, o grupo das vilas chegou a replicar o uso dos painéis solares para cada casa para terem mais energia, assim como o Reino Rio de Madeira tinha um complexo de geradores eólicos, junto dos moinhos dos camponeses, gerando energia do vento que circulava, o que era ótimo considerando a época de grandes ventanias, mais cachorros e gatos eram acolhidos, domesticados e cuidados, que garantia uma proteção nas casas contra pragas e invasores.
 Peter e Pierre estavam desaparecidos, junto com um grupo de 33 homens e 13 mulheres, aparentemente os suspeitos pelo Baile Cinzento, considerando que desde que eles sumiram não tinha mais assassinatos, e com isso, Peter e Pierre passaram a ser procurados, ainda que tivessem sido capturados e interrogados pela Vila Nobre Casco em busca de respostas sobre a "bruxaria", só sendo resgatados pelo próprio grupo que eliminou as matriarcas dessa vila e assumiram a liderança. A vila não estava nem nos primeiros passos de se comparar com o Rio de Seda, assim como esses 8 meses de defesa esperando um ataque que não acontecia foi desperdiçado. O mercador da Vila Roda Firme já estava liberado há muito tempo, e como compensação, foi convidado por João a um tipo de coorporação de lojas da própria vila dele, chamada Silkwheel, em que as feiras podiam vender produtos, se coordenarem para produzirem e venderem com qualidade, combinando um bom método de produção com o fluxo econômico das Wiverdólia (singular: Wiverdól), moedas de lanze (um metal que ligava 50% de cobre com um misto de alumínio, zinco e estanho, sendo extremamente resistente e barato, conhecido também como ouro vermelho), cada uma de um tamanho, entre as de 1, 5, 10, 25 e 50 créditos, com bordas serrilhadas para identificar o quão intactas elas estavam e assim evitar a replicação das moedas.
 Peter e Pierre coordenaram e convenceram os soldados da Vila Nobre Casco a recuarem, pois aquelas condições em que eles estavam eram inviáveis e só irão colocar eles em risco e a vila perderá soldados à toa, da mesma forma que a cada 10 espiões que foram enviados pela vila, só 4 sobreviviam, e a cada 8 sobreviventes só 1 tinha informações úteis, então como punição a maioria desses espiões foram abatidos, enquanto o grupo de Peter e Pierre coordenava o exército de Nobre Casco para dominarem outras vilas não associadas ao Rio de Seda, pra conseguirem mais números de soldados e mão de obra para o plano deles.

Continua>>>

25 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 3

 João, Lucas e Clara tiveram suas ideias anotadas para uma meta futura, mesmo logo depois de recriarem o PVC e isso aumentar a quantidade de peças para móveis e algumas decorações, ainda com pouca produção devido ao risco dela no momento e ainda não terem tanta infraestrutura, durante esses dias, o João, o Lucas e o Enzo tiveram algumas relações  íntimas diretas com as matriarcas, cada um com três delas, o João e o Lucas estavam surpresos por elas pedirem pra esse tipo de encontro, e relutaram antes de aceitarem por causa da intimidade, já o Enzo estava se sentindo honrado, já que normalmente essas matriarcas escolhem homens de diferentes grupos, para terem descendentes com as melhores qualidades possíveis, alguns dos que trabalham no palácio são maridos ou filhos masculinos das matriarcas, usando túnicas azuis mais claras, com flores pastéis azuis, algumas de cor turquesa, enquanto as matriarcas usam vestidos tingidos de lápis-lazuli ou corante índigo.
 Durante esses meses, seja dessa pausa e folga, ou da gestação das matriarcas, também João, Lucas e Clara tiveram um tempo para conversarem e interagir com os civis, como na Taverna Bravo próximo do centro da vila, pequenas visitas nos campos e florestas eram feitos, o João e o Lucas também começaram a ajudar no trabalho de coletar os cultivos e frutas, também João teve mais amizade com o ferreiro Fritz e o carpinteiro Walter, e Lucas e Enzo reformaram a casa na árvore, tendo um andar novo acima, embora apenas pra guardar os materiais num espaço novo, e aquele gerador menor criado pelo João foi deslocado para um espaço abaixo dessa casa. Durante esse tempo, a borracha e resina foram extraídas e Clara ajudou a fazer monstros de brinquedo, baseados no que João modelava em argila durante seu hobby novo, e também fez um tipo de bola de Futebol, com a qual ela foi jogar com João, Lucas e Enzo quando o grupo tinha um tempo realmente livre, o que aos poucos incentivou os grupos juvenis a praticarem o Futebol como um esporte de lazer, as áreas usadas pras reuniões pedagógicas começaram a ter um andar inferior que escondia uma quadra onde o jogo podia ser praticado à vontade.
 Peter e Pierre, enquanto isso, estiveram organizando durante esses meses um grupo próprio, esses faziam pequenas operações secretas, paralelas ao governo das matriarcas, com todos desse grupo, chamado Baile Cinzento, devido às máscaras de cerâmica cinza com detalhes variáveis, o Peter e o Pierre tendo adornos adicionais em forma da seta de espada, suas operações variavam entre vigilância violenta, abatendo pessoas associadas ou não ao Baile Cinzento que fossem pegas roubando ou matando os civis, e sempre deixando algum papel em criptografia ASCII para os civis decifrarem, três das mensagens eram:
"78 111 32 99 195 169 117 32 110 111 116 117 114 110 111 44 32 110 101 109 32 111 115 32 109 97 117 115 32 105 114 195 163 111 32 115 101 32 112 114 101 118 97 108 101 99 101 114"
"65 113 117 101 108 101 115 32 113 117 101 32 97 110 100 97 109 32 115 111 98 32 99 97 112 97 115 32 110 101 103 114 97 115 32 101 32 109 195 161 115 99 97 114 97 115 32 99 105 110 122 101 110 116 97 115 32 118 105 103 105 97 109"
"79 32 100 101 109 195 180 110 105 111 32 116 114 97 122 32 112 114 101 115 101 110 116 101 115 32 101 109 32 116 114 111 99 97 32 100 101 32 98 117 115 99 97 114 32 115 117 97 115 32 97 108 109 97 115 44 32 101 118 105 116 101 32 111 32 100 101 109 195 180 110 105 111 44 32 109 97 116 101 32 111 32 100 101 109 195 180 110 105 111"
 As pessoas estavam seguras com a criminalidade diminuindo, mas paranoicas assim que alguns "bandidos" mortos eram familiares demais, o Peter e o Pierre fingiam não saber do assunto, assim como os disfarces deles como líderes estariam espalhados em pontos desconhecidos das ruas, os de integrantes de menor grau também, com exceção de uma capa preta e uma máscara cinzenta com três setas de lança vermelhas estavam vestidas em um espantalho dos campos, o que deu um susto nos camponeses que testemunharam, e com medo daquela ordem secreta ser um grupo de espíritos, incentiaram aquela capa, e quebraram aquela máscara, o mago Enzo queimou incensos para um ritual purificador.
 Falando nos camponeses, paralelamente, muitos estavam reclamando de terem dores de dentes, o próprio João e Lucas perceberam o fedor de alguns, um "bafo de bicho", enquanto outros operários podiam resolver desinfetando a boca com um vinagre fedido e azedo, e resolviam o odor com folhas de menta, ou mascando frutas ácidas como maçãs ou laranjas, o João pega um dos pergaminhos e põe uma das ideias anotadas em prática, misturando a menta pelo efeito refrescante, melaleuca que as mulheres já usavam pra cuidado da pele, por ter efeito bactericida, em uma massa misturada com bicarbonato de sódio, que levou um certo tempo devido à busca para minerar, mas foi obtido de nacolita de algumas minas, e é usado para clarear os dentes, algumas produções mais baratas usavam carvão que, embora muitos associassem a tingir de preto, era compreensível que tivesse um efeito de filtragem, durante esse desenvolvimento, a água coletada também aos poucos foi armazenada em filtros que pudessem limpar ela, ao saber que não só ferver água era suficiente, e agora, os civis tinham água ainda mais segura e os navegadores podiam se sustentar por mais tempo por poderem purificar mais ainda as águas próximas.
 O sabão é raro, geralmente usado pelos professores, artesãos e matriarcas, e o banho é normalmente feito no rio que circula a vila, por isso era comum ver desde os camponeses mais sujos até as mais lindas matriarcas se lavando dependendo dos cantos do rio, enquanto os banheiros têm latrinas que eram esvaziadas por um grupo especializado para extrair fertilizante, amônia e metano semanalmente, então, Lucas e Walter têm um plano, de fazer um encanamento como um esgoto, isso levaria muito tempo se não tivessem tanto empenho em resolver esse problema, um esgoto foi planejado, conectando cada ponto que antes eram meras latrinas subterrâneas, as casas mais ricas não se preocupavam mais com o fedor, e as casas mais pobres não se preocupavam mais com as madeiras da casa apodrecendo, e falando em madeira, o mago Enzo reutiliza as anotações do João, sobre relatos dele sobre o tal concreto, que era resistente, à base de cal e água e altamente resistente, e Enzo aproveita para aproveitar os ossos de animais e farinha de osso não utilizados para, depois, purificar os materiais em fogo para extrair o cálcio, e misturar em cinzas (de resíduos de carvão e madeira), argila, cascalho e muita água, num tipo de betoneira criada por Fritz e Clara, e a longo prazo, os construtores substituíram paredes de madeira e de pedra por concreto, embora não completamente, quase usando como o que seriam vergalhões nas casas mais pobres, e as casas mais ricas eram aumentadas e melhor modeladas com aquele concreto.
 Um mercador viajante dirigindo uma carroça movida a burros entra casualmente na vila, passando pela muralha e os guardas, e estava estranhando como a Vila Rio de Madeira estava tão, mas tão diferente, ainda assim buscando oferecer tecidos, caixas de especiarias e potes de corantes, que pareciam interessantes, mas haviam caixas de enxofre e salitre, antes os materiais menos vendidos, mas a matriarca Bella Tiana, escolhe comprar tudo, incluindo os minérios que antes a vila nunca comprava, em troca de 6 ovelhas e 3 galinhas, pois esses minérios eram ingredientes pra uma das anotações do Lucas para os chamados fogos de artifício, e pela melhor tecnologia, também ficou melhor a agricultura que alimentou e fortaleceu os animais, então cada animal entregue valia mais que as ovelhas e galinhas de outras vilas, e o mercador foi embora bem grato. Lucas e Enzo foram correndo misturar unidades de enxofre e salitre com carvão, podendo fazer então uma pólvora chinesa, e uma bombinha de teste, isso assustou os aldeões que foram logo ver, Lucas buscou esclarecer que foi só um teste e deu certo, só precisava de melhorias. Quando veio o carrasco por perto, os dois ficaram com medo, mas a punição máxima foi apenas umas batidas de um cinto de couro na costa dos dois, por má conduta e perturbar ordem pública.
 Os dois estavam envergonhados, e tentaram cuidar um do outro, o que não precisou de muito tempo, assim como os fogos de artifício que eles prepararam não demoraram muito tempo, e Lucas tinha uma certa memória de ter usado elas em festas antigamente, o ferreiro Fritz e seus colegas oferecem facões de aço com cabo de latão para eles em troca de pelo menos um barril, Enzo não sabia o porquê, mas Lucas confiava que o plano deles parecia óbvio, ele até fica um dia com os ferreiros, num tipo de brainstorming, trocando ideias pro projeto deles, que era pra ser segredo, mas pelo Lucas ter descoberto tão rápido, aceitaram participação dele para ajudar na ideia desde que ele não espalhe aquilo, um pergaminho foi feito em segredo para os ferreiros prepararem, só era necessário um pouco de chumbo, um metal antes proibido de minerar, considerado sinal de azar, mas com ajuda de mineradores com novas máscaras de gás, mais fechadas e resistentes, ligadas ao que seria um barril de oxigênio (que não era oxigênio puro, mas era ar fresco embalado) e até um tipo de símbolo místico, de um pingente de porcelana (o grupo ainda acredita nesse azar pelo chumbo ser venenoso, então pediram a João esculpir símbolos de águias negras de desenhos vermelhos e brancos) para os proteger espiritualmente.
"76 117 99 97 115 32 101 32 69 110 122 111 32 115 195 163 111 32 117 109 32 118 101 110 101 110 111"
 Lucas e Enzo estiveram a caminho da Taverna Bravo para poderem beber um vinho ou hidromel, enquanto três agentes do Baile Cinzento estavam entrando no bar, logo depois de cortarem os fios de energia ligados ao bar com flechas, e os agentes estavam visíveis apenas por causa da luz das velas, que deixavam desde as máscaras às capas mais avermelhadas no brilho. Lucas e Enzo sacam suas lâminas, a Garra de Urso (facão de Lucas, com detalhes na guarda e pomo que deixam o saque mais firme, e talhas em forma de um urso feito de espirais) e o Bico de Corvo (corvos são associados a sabedoria, quase como anjos da morte guiando os vivos pro folclore local, os detalhes da arma em geral lembrando penas e garras do animal), e têm um combate direto e próximo contra aqueles três, que por estarem usando adagas de ferro, foram fáceis de abater, os civis até se voluntariavam e arriscavam em segurar aqueles assassinos, e ao tirarem as máscaras, o grupo se horroriza ao saberem que eram apenas pessoas, talvez vindas da mesma vila e sociedade que estão agora, então, o caso é denunciado, gravado numa tábua de argila marcada por uma agulha, e entregue a um mensageiro que avisou aos guardas, que agora estavam preocupados ao saber que dois agentes confiáveis viraram alvos da tal organização.
 Bella Tiana e Maria Pascal, então, iniciam dois protocolos: Um incentiva os professores a ensinarem defesa pessoal, seja o combate desarmado ou saque de armas brancas curtas, aquela arte marcial, chamada Sildo, também foi ensinada aos guardas, que também os ferreiros, depois de terminarem seu projeto, oferecem a eles revólveres, muitos deles similares a um Colt, incluindo um tambor de até 8 balas, de cápsula de cobre, ponta de chumbo e espoleta que detona a pólvora, os soldados estavam com medo daquela arma ser muito perigosa, mas Fritz insiste que seria necessário, e então, um certo treinamento era feito, para os soldados se acostumarem a, não só manusearem as armas, mas também sacarem com agilidade caso a espada ou lança estiver sendo usada primariamente. João e Clara, no palácio, estiveram testando mel e caramelo de açúcar, aquecido e congelado, para fazer novos doces para as pessoas do castelo, e durante o mesmo treinamento de culinária, os dois também aprenderam provisoriamente a caramelizar cebola, e usar isso como novo ingrediente para os sanduíches, junto da carne, tomate e queijo.
 Lucas, no entanto, chama o grupo e os lembra sobre o plano deles, de utilizar o policloreto de vinila, ou vinil, para fazer novos dispositivos, o que leva Clara a ter uma ideia antes dos planejados telefones, considerando os bardos locais estarem agora criando novas piadas e músicas com base nos feitos deles.

Continua>>>

Fiz esse post antes de esquecer tudo

 Eu tive uns sonhos surreais e vou aproveitar esse blog que planejei pra outros assuntos pra não esquecer porque de certa forma foi engraçado.

  1. Um dos sonhos que eu tive envolvia três versões do Bob Esponja (um clássico, um "da Era Punk" que era na verdade só o Bob Esponja de um traço diferente ainda das primeiras temporadas, e um das temporadas mais recentes), que estariam no que parecia a Fenda da Pedra, e eles são abordados por um tal Famoso Zé da Rocha (que parecia com os personagens daquele episódio duvidoso do desenho sobre caretas, o nome era tipo o Zé do Picadinho, um dos Bob Esponja até fala "o moço cantador, o osso rangedor, o caroço voador..." por algum motivo), que parecia realizar o pedido de quem tinha a boca cheia de ostras (como aquele episódio do Show de Talentos), mas o "Bob Esponja da Era Punk" não tinha a boca cheia de ostras, e foi desintegrado da existência (deletado?) pelo Famoso Zé da Rocha.
  2. Um personagem policial genérico aparentemente orando e cultuando a um tipo de "deus do sabonete", mas que não era só um deus da higiene a lá Higéia, também era dito como um tal deus dos doces também, e mesmo aquele sonho não tendo a ver com Warhammer, também é citado que esse deus seria um inimigo do Nurgle (mds, falando assim fica difícil levar a sério), e na lore do sonho mostra que eu que tava escrevendo aquela história do policial, e que taria supostamente em um caso com dois personagens masculinos que eu não consegui reconhecer.
 Diferente dos sonhos que falei no outro blog, esses não parecem fazer o menor sentido, nem algum tipo de história imaginária e nem algum simbolismo psicológico, e não ironicamente, o blog de diário anterior que eu fiz (link no texto colorido no parágrafo) chegou a ser bom pra eu ter feito, porque eu consegui dormir melhor, talvez pelo mesmo motivo que eu escrevo tantas histórias diferentes nesse site ou no Projeto Dream, em que escrever essas coisas abria espaço na minha mente, e talvez eu ter dormido... de mente vazia (?) eu acabei produzindo mais melatonina (hormônio comum do sono), e falando em vazio e Bob Esponja, é tão estranho como os "vídeos de vazio" o Eu Hipe mesmo não tendo começado essa moda acabou popularizando e isso se tornou uma piada (não do tipo que a gente ri da piada, e sim do piadista).
 Seja porque os autores dessa palhaçada sempre isolam episódios do desenho ou gameplays específicas como se isso resumisse a produção inteira (como foi com Bob Esponja e Gumball, e pelo que entendi até o JJ fez paródia desse estilo ao fazer um "vazio do Xvideos", apesar que ele já fez vídeos de vazio de outros jogos (no caso jogos além de Minecraft) relativamente melhor que os que faziam por moda e levando tudo a sério), eu mesmo já fiz um episódio com a Alex Valiant tendo um "sentimento de vazio" com um episódio de Shark Family em Projeto Dream, um pouco com piada, mas realmente pra atacar e criticar quem se ilude com essa moda. É surreal como até o Eu Hipe, que espalhou esse lixo, aos poucos começou a criticar esse estilo, não só no tweet do print acima, mas num vídeo que ele fez de Minecraft, sobre como o "sentimento de vazio" do jogo é ilusório, aaapesar que Minecraft tem um motivo pra essa memética de "jogo triste e vazio", afinal... Minecraft em parte é um jogo de terror, mesmo que sem querer, por mim é um jogo de dark fantasy.
 Essa moda de "redesenhar jogo/desenho como filme dark fantasy de 1980" (talvez algo ao molde de Conan o Bárbaro) pode parecer besta e só um meme, mas pelo menos era criativo como a IA modelava os designs dos personagens, e já vi falarem que essas ideias de um "Minecraft dark fantasy" seria melhor e mais atraente que o filme live action que fizeram, que... não vi o filme, mas o pouco que repetiram indica que o filme é bem brainrot e também algo que se fizessem em filme de outros jogos não iria pra frente (assim como foi com o Sonic). Mas o Minecraft eu digo que já é dark fantasy porque:
  1. Assim como falam que o Minecraft tem vibe de terror, como as cavernas ou os barulhos assustadores, assim como entre os monstros (zumbis, esqueletos, humanoides das trevas que teleportam, criaturas camufladas que explodem) são um tipo de criatura comum em filmes, mesmo sérios e tensos, também fantasiosos e épicos, com o adicional do Enderman e Creeper como coisas originais, sem falar dos Phantons do Minecraft atual que são monstros de insônia, tudo criaturas comum em histórias de terror.
  2. Dark fantasy também é caracterizado por protagonistas fortes, com armas medievais e armadura enfrentando esses perigos, algo bem comum numa gameplay vanilla do Minecraft, assim como a magia é escassa no dark fantasy e no Minecraft (isso é, os poucos itens mágicos são difíceis de achar, como bola de fogo ou de vento, itens de alquimia e boa parte do que dá pra considerar magia serem as poções que são difíceis de fazer, e a maioria das coisas realmente mágicas você tem que enfrentar, como Endermen e Blazes).
 Mas falando no diário anterior, tem uma parada sobre Gorogoa e Gris (e também Rogue Legacy) que eu não falei antes, mas valeria muito a pena falar sobre. Primeiramente, sempre deem uma chance a jogos indie, eles são leves, muito mais baratos que os AAA e também muito diversificados (não à toa existe o estilo roguelike/roguelite deriva do estilo Metroidvania com elementos comuns do Rogue Legacy).
Rogue Legacy: Esse eu diria que tive uma experiência "tsundere", no primeiro eu tente jogar, no segundo eu fiquei tão bravo que na Steam até avaliei falando mal do jogo, mas no terceiro quando dei outra chance eu cheguei a viciar e ir melhor, do quarto em diante eu progredi até zerar, e o plot twist com o primeiro cavaleiro eu achei genial e os créditos deixava o coração quente. O jogo é difícil? Muito, mas é melhor que o Cuphead porque o sistema de HP ao estilo RPG e Metroidvania faz durar mais tempo nas fases, assim como é relativamente fácil de se adaptar e melhorar no jogo e com o tempo fica cada vez mais prazeroso progredir, e a ideia de cada morte te dar um cavaleiro diferente é um 8/80 bem chato - Mesmo que tenha uma mensagem criativa sobre cada cavaleiro seguir o legado um do outro, e ter aos poucos cavaleiros melhores, teve uns cavaleiros tão zoados que eu recebi que eu até achei que os cavaleiros tavam praticando incesto.
Gorogoa: Por ser um jogo de quebra-cabeça (e eu tenho hiperfoco em Zelda e na infância eu joguei jogos em Flash de enigmas), foi bem satisfatório jogar o jogo e ir resolvendo os enigmas (seja os quebra-cabeças das fases pra conseguir as frutas, ou o mistério do jogo), eu conheci o Gorogoa e o Gris a partir do Cellbit e do Tropia, e esse eu fui mais além que o Rogue Legacy: eu cheguei a platinar o jogo e até comprar cartinha pra conseguir insígnia na Steam, e esse jogo eu vou arriscar dar spoiler do jogo porque tem bastante assunto pra falar, irei separar pelas frutas/fases do jogo.
  • O jogo se trata de uma entidade que o protagonista que você guia descobre e busca conseguir uma oferenda pra entidade.
  • A fruta vermelha é basicamente um tutorial do jogo, bem fácil de conseguir mesmo sem dicas, numa passagem do jogo o símbolo vermelho também é associado a sangue, claramente por ter a ver com o garoto se machucando e ficando paralisado, pelo que há a entender enquanto ele ia fazer a oferenda como no final do jogo.
  • A fruta verde é também tranquila, de transitar pra um tipo de jardim e depois pra um cenário de guerra (pelo que parece no começo da adolescência do protagonista, e aparentemente foi a mesma guerra que quebrou o prédio e fez o garoto ficar paraplégico depois de cair, e a fruta verde ter a ver com você ter que dar zoom nuns padrões pode ter a ver com o personagem buscando pela imagem do Gorogoa até em detalhes que seriam mínimos, em parte um ser onipresente.
  • A fruta amarela eu me perdi pra concluir mas aos poucos aprendi a fazer os quebra-cabeças dos móveis e das lâmpadas, estrelas e mariposas. Sobre o impacto desses materiais na lore, o personagem nessa época está estudando astronomia (como mostram as constelações, e pelos quebra-cabeças em si, não só de estrelas, mas de uma imagem de meteoritos) e religião (já que o hipocampo que aparece nas imagens parece ser um tipo de deus ou no mínimo um símbolo folclórico desse mundo do jogo). Não duvido que as mariposas tenham ligação entre elas se atraírem com lanternas, e você dar zoom nelas ser algo tipo "o Gorogoa está em todo lugar" como foi no enigma da fruta verde.
  • Já a fruta azul foi um pesadelo de tão chata e complicada de passar, seja pelas relíquias do protagonista adulto (aparentemente relacionado à terceira foto do primeiro quadro na ilustração aqui, diria que é a terceira foto porque a segunda foto parece ser das frutas verde e amarela, dele se recuperando do acidente e guerra e também estudando astronomia, e na terceira foto ele parece estar em outro país, assim como nessa fase há cenários dele em diferentes pontos diferentes da cidadezinha principal), que são necessárias pra transitar a versão que você controla entre essas fotos até a quinta, os enigmas são de fritar o cérebro, então vou só interpretar o que o personagem faz nos cenários das relíquias.
  • Aliás, assim como o verde simboliza plantas (pra gameplay o jardim da fase, pro final aparentemente a natureza que se perdeu depois da guerra) e o amarelo representa luz (seja de estrelas ou de lâmpadas), o azul eu não sei se tem a ver com sabedoria ou tecnologia (já que entendi que como nessa fase ele tá adulto, então é uma fase em que ele se formou da faculdade e tem emprego, somado com o tema de engrenagens) ou com divindade (já que nessa fase tem versões dele fazendo ritos a outras entidades.
  • Pro primeiro ritual (por assim dizer), o personagem batala sinos num tipo de peregrinação, pro segundo, ele põe velas pra uns altares, e pro terceiro ele se banha com água que ele encontra num tipo de escadaria (tipo aquelas escadarias de dojo Xiaolin gigante), não mostrei quais mas cada ritual é pra algum tipo de entidade, se não do mesmo panteão, ainda de culturas que o personagem deve ter encontrado em busca de se conectar com o Gorogoa. O Gorogoa aparece a cada enigma concluído, e sempre que ele aparece indica alguma mudança permanente, por isso mesmo os mesmos quadros assumem propriedades diferentes quando ele aparece.
  • Agora a fruta roxa é bem tranquila de fazer, não é curta como a da fruta vermelha, mas é muito mais fácil que a fruta azul, me lembra o enigma da Esfinge, "qual animal tem 4 pernas de dia, 2 de tarde e 3 de noite?", "é o homem, que quando bebê engatinha, quando cresce anda sobre só as duas pernas, e quando velho, precisa de bengala". Mas resumindo, há tanto enigmas usando um mapa de bondinho, escadas, e até mesmo uns tecidos. O que entendi da história desse jogo é que o garoto entregou uma oferenda física pro Gorogoa, mas ocorre um acidente que interrompe tudo e ele se machuca, durante sua recuperação ele estuda pra poder investigar essa entidade, no processo ele se forma numa faculdade, consegue um emprego, e desde o incidente à velhice dele, ele teria esse tal contato com o Gorogoa, e por isso ele parece ter sido "levado embora" pela entidade no final.
Gris: Esse eu não platinei, mas vou falar logo umas coisas que eu gostei. O jogo é EXTREMAMENTE lindo, seja na imagem, animação, até a sonografia, a arquitetura das fases é muito boa (assim como em Gorogoa), lembra um pouco as primeiras temporadas de Steven Universo (seja pelos prédios ou pela água), cada frame é ótimo pra usar como plano de fundo no PC ou no Opera GX, a psicologia das cores, com cinza, vermelho, verde, azul e amarelo com as Fases do Luto é muito bem aplicada, o worldbuilding é maravilhoso também.
Interessante como, a cada cor desbloqueada, o mundo fica mais completo, como o deserto vermelho, com ventos, rochas e prédios com relógios, esses robôs em pedras (bem na vibe Studio Ghibli) ou esse bichinho de pedra que come maçãs (bem fofo e até busquei fazer a conquista de dar todas as maçãs pra ele), a floresta que combina vermelho e verde de forma muito boa (mostrando o vermelho não só como algo bruto ou a raiva em si, mas também vida, como a madeira e as maçãs, completada com o verde das folhas e esse tom rosa/laranja pastel de luz da tarde), e esse pássaro preto ter como fraqueza o som de sinos me lembrou o Venom, aliás essa cena dos sininhos antes do "boss battle" dele foi um foreshadowing bem natural.
As fases azuis, com água, são bem lindas, seja essa floresta com chuva (que aliás, é criativo as árvores de folha invisível com o chão revelado pela água, embora as plataformas sejam irritantes, a metáfora do azul a tristeza, numa fase de chuva, me lembrou aquele meme do Vegeta na chuva kkkkkkk) ou a literal caverna aquática (que aliás é maravilhosa no design e bem satisfatória de jogar também), dos poucos jogos que eu vi que a fase aquática não é irritante ou enrolada.
A fase de caverna aquática é maravilhosa, ainda mais com essa tartaruga rosa luminosa (meu personagem favorito :) ) ou a Lua quando desbloqueia a cor amarela, e o castelo principal fica maravilhoso quando tem todas as cores e a habilidade de cantar é desbloqueada.
Não zerei o jogo ainda, e planejo fazer 100% que nem o Gorogoa por ser curto e as conquistas valerem a pena.

Antes de concluir esse post, um aviso: O Jverso (como eu chamo esse megaverso que une as histórias minhas) não tem suas histórias tudo no mesmo universo, e mesmo que tenha multiverso, as histórias não são necessariamente da mesma cosmologia (embora eu tenha planejado o Cookieverso e o antigo Hard Life pro mesmo multiverso de Fenômenos), e elementos que aparecem em comum com histórias que pareçam nada a ver, considerem como a bolinha de estrela ou o carro do Pizza Planet da Pixar, são meros itens que uso como forma de conectar esses universos (uma marca registrada), incluindo itens e seres que obviamente terão a mesma propriedade nas histórias diferentes (como as ervas helênicas, ctônicas e etéreas, os xuburtes e até o Crisáureo que pode ser melhor explorado em outras histórias que o tenham), como parte dessa minha mitologia.

Até mais!

24 de jul. de 2025

Queda do Milênio, parte 2

[Aparentemente Julho tá sendo o mês do The Fat Dragons kk]
[Esse episódio é uma prequela do anterior, como uma forma de contextualizar esse mundo antes de continuarmos]

 Ganância, lucros, concorrências, talvez algo inevitável nos mercados e nas empresas, porém obviamente algo que prejudicou tanto a qualidade dos produtos que tanto prometeram, a ética com seus próprios integrantes e até mesmo o poder de compra de seus próprios clientes. Desde a Crise de 1929, a humanidade percebeu como o dinheiro era volátil, e estava mais prendendo e limitando que possibilitando suas compras, e ainda assim com aperto tiveram que emitir mais dólares para aumentar a economia, ainda assim o governo capitalista dos Estados Unidos se tornou menos liberal depois do incidente.
 Nesse mundo, durante a Guerra Fria, foram criados três Autómedes, um no Oceano Atlântico, gerido entre a América do Norte e Europa Ocidental, um na Ásia, gerido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, China e Vietnã do Norte, e um no Oceano Pacífico, gerido pelo Japão, Austrália e Nova Zelândia, e que eram grandes monumentos com o fluxo de litros de oricalco, um metal antes esquecido da Grécia Antiga, usado para conduzir a agora nomeada energia Planck, capaz de controlar partículas fundamentais e convertê-las em diferentes ressonâncias na natureza, uma arma de forma muito vagamente humanoide, com o corpo composto de pilares de aço e concreto, tubos que circulavam oricalco líquido como veias circulavam sangue, ou fios circulavam eletricidade, a necessidade por trás daquelas invenções aparenta ter a ver com usar esse poder da realidade para contra atacar bombas nucleares e mísseis balísticos, uns acreditam, mas o maior planejamento é poder usar esse poder sobre a natureza para poder reiniciar a mesma caso a Guerra Fria evoluísse a uma guerra nuclear.
 A Guerra Fria acabou antes de "esquentar" em uma Terceira Guerra, em 1989 demoliram o Muro de Berlim, em 1991 a União Soviética voltou a ser a Rússia, José Sarney redemocratizou o Brasil em 1985, e talvez a maior diferença a partir daí é como a tecnologia avançou mais rápido entre 1995 e 2015, principalmente devido ao Oricalco, uma liga de isótopos de ouro e de cobre, de tom relativamente menos brilhante e mais vermelho até mesmo que uma liga de ouro e cobre comuns, num tom âmbar, ainda misto com o ouro.
 Porém, como João havia testemunhado em 2017, bombas termonucleares estavam sendo lançadas no mar, tremendo as placas e os mares, e irritando nações próximas da Coreia do Norte, e então, foi acionado logo um dos Autómedes no Pacífico, que a curto prazo fixou o solo e acalmou o mar, aos poucos criou uma cadeia de montanhas e até mesmo atrapalhou os lançamentos de novos mísseis, quebrando muitos dos lançadores em terremotos que partiram a Coreia do Norte ao meio, a longo prazo, novas espécies de plantas estavam se formando na Ásia Central e Oceania, e em 2019, um grupo de dinossauros foi particularmente encontrado na América do Sul, incluindo um grupo de Velociraptors que estava começando a ser um tipo de praga no Acre.
 No ano de 2021, uma grande luz verde se formou em todos os cantos, é como se o despertar de um único Autómedes tivesse despertado os outros dois, e os três em conjunto projetassem energia Planck ao redor do mundo, o cobrindo, soterrando as arquiteturas, libertando os animais e fazendo mais plantas crescerem, e os humanos aparentavam não ter morrido exatamente, apenas tornados inertes por séculos, sobrando somente alguns grupos de agentes, de diferentes cantos ao redor do mundo, nomeados apenas de Neocaçadores, que durante um tempo se alojaram em bunkers em diferentes montanhas ao redor do mundo, para depois saírem e explorarem o que foi previsto que se tornaria, depois de 3 anos nos bunkers os Neocaçadores se coordenaram a saírem e explorarem o mundo.
 Durante esses anos, eles puderam catalogar a biologia que conseguia se conservar, no máximo se adaptaram ainda mais ao ambiente selvagem, e no chamado século I depois da Luz, mesmo que aquelas baterias sustentassem os aparelhos por ainda mais tempo, as famílias precisaram se adiantar para caso eles percam essa tecnologia, e por isso, em formações rochosas grandes o suficiente, escritas foram feitas em seus idiomas, e vilas foram construídas, ainda com certa memória do passado, os aparelhos foram guardados em caixas, e enterrados para não se perderem, assim como das tecnologias aos princípios físicos mais básicos foram ensinados, para seus descendentes não regredirem a uma possível nova Idade da Pedra Lascada, ou Idade das Trevas, assim como frases em latim como Non Necare Scientia, "Não mate o Conhecimento", assim como foi com a Vila Rio de Madeira, onde Clara foi resgatada e aliada, apesar que foi desperta poucos séculos depois que suas amigas, como Lara, Izabella Marques e Joana, que foram algumas das matriarcas daquela vila e tiveram uma vida fértil e farta por serem consideradas homo antiqua, o grupo de humanos que existiram antes da Luz de Planck.
 Como Clara ouviu dessa vila, as três eram tristes e viam um vazio na própria vida mesmo depois de terem contato com a Vila Rio de Madeira, o que a preocupou muito, ainda mais ao saber que o mundo como ela conhecida agora estava aparentemente extinto. Os Brokoks, um grupo de seres extraterrestres, parecia ter um domínio muito melhor sobre esse misterioso oricalco, também eram seres com um corpo aparentemente reptiliano, ainda bípede, coberto em placas similares a armaduras de antigos cavaleiros, e que habitualmente caçavam os humanos desse Novo Mundo, a cada mil mortes humanas, entre 1 a 3 mortes eram aqueles abatidos pelos Brokoks, para os povos agora supersticiosos, podiam ser deuses os punindo ou algum tipo de controle populacional, mas a maioria tinha certeza que eram um perigo real, físico, e por isso um dos avanços foi a metalurgia, para terem armas mais fortes principalmente, e a agricultura e pecuária para terem alimento para sustentarem as vilas e exércitos.
 Os poucos povos que viveram nas ruínas poderiam restaurar sua infraestrutura física, com o concreto sendo limpado e reconstruído aos poucos, porém, devido ao desmoronamento das redes elétricas, coisas como a internet original foram permanentemente perdidas, e as fábricas e usinas foram reutilizadas como um tipo de fazendas e engenhos, algo que lhe restava fazer, ainda que tenha restado menos de um décimo das cidades originais, a maioria soterrada definitivamente, dissolvidas na natureza do Novo Mundo, ainda que as denominadas Metrópoles de Pedra tivessem uma resistência levemente maior contra os Brokoks, talvez por essas cidades ainda terem de certa forma muros em cada casa, prédios grandes o suficiente pras pessoas se esconderem das rondas daqueles seres, e no combate haviam as chamadas relíquias, que eram armamentos antigos, físicos, ainda fáceis de aprender e manusear, restaurados com o que tinha para terem força contra os Brokoks, para vilas menores como a Rio de Madeira, as Metrópoles de Pedra pareciam uma lenda, um tipo de esperança contra essas ameaças.
 Clara teve certa afinidade com os civis da sua vila, seja uma boa relação com as crianças e adolescentes, sendo amigável com eles e indo com eles a um tipo de reunião pedagógica em que física e filosofia eram ensinadas, o que aos poucos a incentivou a aprender engenharia e ajudar principalmente nos aparelhos e móveis de madeira dos carpinteiros, e ajudava os mineradores a levarem ferro, estanho, níquel e cobre, e movimentava caixas desses materiais pros ferreiros, assim como ela teve algumas ideias de ferramentas, antes de pedra, agora de bronze, como foices para colher as plantas silvestres e cultivadas da região, ajudando o mago Enzo a ter ervas medicinais e leveduras, e isso levou uns 3 meses, com isso a consideraram uma dama de bile negra, um humor associado a pessoas rápidas e de alta proficiência trabalhista.
 Por isso que, durante uma expedição de exploração, ao lado de humanos nativos da Vila Rio de Madeira, para caçarem animais selvagens, garimparem pedras e investigarem a presença de vilas vizinhas ou então de Brokoks a caminho, e por isso Clara se perdeu no caminho, paralelamente com João acordando e Lucas se desesperando por, acordando pouco antes do João e entrar em tanto perigo, se desesperar e tentar morrer pra não ter que encarar o sofrimento que sentia nas primeiras horas daquele mundo mais selvagem, e por isso parecia se sentir melhor em não estar sozinho.

Continua>>>

Hard Life, T2E01

[Planejo continuar mesmo que por uns episódios uma série que faz uns anos que não continuei mais, e embora não seja um reboot, só elementos e personagens que foram mais essenciais serão continuados com exatidão, enquanto boa parte das aventuras serão mais inéditas]

> 04/02/2025; planeta Altair; Estamos de volta.
 Akio, Takeshi e Seiko estão visitando o aniversário da filha de Galos, a Lanisandra, caracterizada por seus cabelos verdes como os do pai mas cacheados como os da mãe, e uma grande tecelã que, durante uma aventura mística de Akio Yamada e Mike Nollan tiveram para deter o Juíz Pósitron em 2010, esses tecidos davam roupas espaciais leves que os protegeram das tempestades de antimatéria e amortecia os raios magnéticos. A mãe de Lanisandra, chamada Vegan Alpha, fez grandes bolos de diferentes frutas locais desse planeta, e o Galos era bom com pães e carne, fazendo diferentes petiscos de massa empanada e recheada.
 Juíz Pósitron foi um caçador de magos na Via Láctea que destruía planetas e matava heróis por ver a matéria como algo que existia sem seu consentimento, e que iniciou uma Nona Guerra Estelar por propagar aos civis que a guerra era apenas um jogo que todos poderiam jogar por ser instinto dos mortais, a empatia era uma blasfêmia e um enfraquecimento moral e sexual, e este treinou o temido assassino Morijack, atualmente morto depois de sua luta contra o Mestre Salah na Coreia do Sul, e mesmo que Morijack fosse só um discípulo, além dele ter assassinado grávidas e crianças, pessoas de etnias que não fossem claras como a dele por as ver como "impuras e corruptoras da terra", assim como usando venenos de dragão-tigre ele conseguia causar dores tão fortes em suas vítimas que chegavam a se espalhar como uma epidemia psíquica, tudo isso feito por prazer, enquanto o Juíz Pósitron já chegou a hipnotizar crianças para suas armadilhas, fez barbaridades tão terríveis com crianças e adultos que quando ele morreu, é como se as manipulações dele tivessem parado, todas as palavras que pareciam bonitas se voltaram uma abominação depois de ser revelada sua ficha criminal e só as vítimas conhecidas.
 De qualquer forma, em San Diego, Estados Unidos, Sasha adotou Emily e a levou como um tipo de companheira de viagem, e discípula, ambas morando no Canadá, Andrômeda e Kenshiro têm uma ideia deles cuidarem juntos do bóbon que era confiado a Salah e depois à Andrômeda, e uns anos atrás, como em 2008, quando Kenshiro se deparou com jornadas como o reino bóbon, ou viajando no lombo de um dragão-faro, e no começo de 2009, preso na barriga de uma Ama de Sangue, um tipo de mulher escrava da raça dos Dal'hak, morbidamente obesa e forçada a engravidar e fazer renascer soldados desse clã de guerreiros meio gorila e de três olhos, mesmo ele ficando forte e aumentado magicamente ele estava tão traumatizado com os eventos acumulados que desde então buscou treinar e viajar com Andrômeda à procura de se desculpar de seus ex-colegas, mas como faz muito tempo que tiveram rumos diferentes, e Andrômeda não tinha mais contato com eles, isso ainda tá demorando.
 De qualquer forma, Akio, Takeshi e Seiko se encheram muito, no Japão não é bem-visto comer muito, mas pelo incentivo com o fato de ter aqueles salgados, carnes, bolos, tortas e frutas de tantos tipos, eles sentiam que não podiam deixar de experimentar nenhuma das comidas, alguns altairanos estavam irritados com os três terem comido tanto, mas o Galos se sentia orgulhoso como se realmente isso indicasse que a comida fosse irresistível por ser muito boa, e a Lanisandra até pega de um armário da casa um remédio digestivo pra ajudar os garotos.
Galos: Caramba, há décadas não via gostarem tanto do que eu fazia, parecia que não comiam há anos.
Seiko: É...
Akio: Também não gostam na Terra quando comemos de mais.
Takeshi: Não dá pra resistir mesmo!
Lanisandra: Deviam tomar cuidado, ouvi falar de um tio do meu marido que explodiu de tanto comer.
Takeshi: Será que não era exagero?
Akio: Não seja besta, Takeshi! Deve ter estourado no mínimo algum dos órgãos, não é mesmo?
Lanisandra: Haha, um dos três estômagos.
 Os três vão com Lanisandra e o marido dela, Boikan, para praticarem um pouco de cavalgada nos xuburtes altairanos, criaturas grandes e quadrúpedes como cavalos, com rosto similar ao de uma larva, o corpo um pouco artrópode de cores variáveis, os mais comuns variam entre um bege claro (conhecido aqui como amarelo-pálido), ou marrom escuro de tons vibrantes, alguns de maior destaque podem ser pretos (comuns em soldados por ter uma crença de que seriam mais rápidos e duráveis), ou vermelhos (alguns com listras ou manchas de cor branca, comum em nobres, embora Galos tenha conseguido um depois de assumir um status comparável, pela cor ser bonita e esse tom ser raro e de reprodução mais controlada), porém, Akio, Takeshi e Seiko estiveram treinando sobre xuburtes azuis-ciano (azul é uma cor considerada de sorte em roupas e frutas em Altair, mas em xuburtes é quase um símbolo de azar, por serem animais mais lentos e de pouca força, por isso usados mais para abate e corte, suas ferraduras são maiores para caber algumas talhas de símbolos sagrados para afastar esse tal azar).
Seiko: Esses bichos são bem lentos.
Takeshi: Será que tão velhos?
Akio: Parem de reclamar, gente! Esses aqui parecem até que especiais.
Lanisandra: Se fosse especial mesmo estaríamos usando esses, não os escarlates.
Akio: Quer saber? Madame Lani, dá pra gente fazer corrida com eles?
Lanisandra: Ah, vamos ver!
 Numa corrida aproveitando os mais de 3 km² do campo de xuburtes local, o grupo aos poucos teve que se acostumar a guiar aqueles animais na marra, para então fazerem uma corrida, de algumas voltas, umas 3 voltas ao todo, Akio chegava em primeiro, Seiko em segundo, e Takeshi em primeiro, e com isso, em comemoração, Lanisandra faz umas medalhas de fita, uma vermelha para Akio, uma amarela para Seiko, e uma verde com listras azuis para Takeshi, ela fez todas bonitinhas, bem-feitas, até o Takeshi estava feliz com aquilo.
 Depois dessa corrida e de uma pequena comemoração do Boikan e da Lanisandra, anunciando que terão um filho daqui a alguns meses, e aquilo era extremamente maravilhoso pra eles, e os três deram presentes para a Lanisandra, como o Akio dando uma bolsa da Louis Vuitton Capucines vermelha que ele comprou como presente, o Takeshi dando uma Palantír que ele conseguiu depois de matar um demônio no planeta Inferno num duelo de projeções de água draconiana, e Seiko dando três vasos de ervas místicas, de ervas helênicas, ctônicas e etéreas, logo em seguida o Akio saca de sua bolsa marrom xadrez uma Chave Dimensional para ele e seu grupo voltarem para o Japão num atalho dimensional.

Continua>>>

23 de jul. de 2025

Sonhos, Jogos e Arte Japonesa

Esse post não é de história, já é tipo um diário, então vou contar algumas coisas da minha vida que não quero esquecer, como:
Ainda tô conseguindo sonhar normalmente, uns que eu pude memorizar e anotar mesmo fazendo uma semana são:
  1. Eu estar me aventurando no que pareciam com shoppings ou escolas, com lojinhas e salas de aula e também salas secretas, uma delas parecia envolver uma gameplay estilo Metroidvania ou Roguelike, com uma sala com muito dinheiro, com a condição que a pessoa seja boa, eu lembro que as salas secretas apareciam em um tipo de túneis de tom azul marinho escuro com luzes de tom mais claro e turquesa, e as salas eram melhor iluminadas e com o dinheiro principalmente em caixas.
  2. Um sonho parecido envolvia minha mãe indo sair da cozinha em que tava pra visitar o quarto do meu irmão, com condição que ela não brigasse (como se fosse continuação do outro sonho, somado que meu irmão e minha mãe brigam muito)
  3. Outro em que meu personagem num joguinho tinha habilidades e armas, e usava bombas em forma de olho de basilisco pra explodir obstáculos ou inimigos maiores, mas por uma feature do jogo se tornava num tipo de larva gigante, e destruía os construtos do jogo de forma parecida com a cobrinha do Nokia comendo maçãs, um pássaro pega o personagem transformado em verme e leva pra um mercador em troca de "café da manhã" (talvez era um pássaro que só comia sementes).
  4. Um personagem de uma história diferente também acaba visitando um tipo de cidade brutalista de criaturas humanoides consegue viver com eles normalmente, mas as criaturas começam um golpe e levam um monte de dinheiro e posses pra encurralar o personagem, que fica furioso e começa a enfrentar as criaturas, incluindo seu rei que aparenta ter uma regeneração ao absorver água (mesmo que água da umidade aérea)
 Por incrível que pareça, nenhum desses sonhos me inspirou pra qualquer uma das histórias que fiz esse mês, embora eu mentalizasse algo como usar isso pro Projeto Dream, eu também lembro de sonhos como eu estar num tipo de cidade de casas de concreto naquele estilo de arquitetura brasileira antiga que costuma ser comum hoje em cidadezinha de interior, mas com acesso a praia, e eu já sonhei que estive em topo de prédios amarelados, ou um que não lembro com muito detalhe mas parecia que eu estava num hotel, e assim como sonho com versões distorcidas de jogos que eu já joguei, já sonhei com mapas de Gmod com tema meio de terror (não diria que exatamente, mas parecia com algo entre Silent Hill, SCP Countainment Breach e uns jogos antigaços de PC como Half Life 1, que aliás, quando eu fui jogar levava susto de alguns dos bichos e acho que o gráfico antigo deixava tudo mais bizarro).
Falando em jogos...
  • Queda do Milênio eu me baseei em jogos de sobrevivência, de coletar recursos e criar ferramentas como Minecraft, Terraria, de certa forma também Earthbound (que marcou minha infância aliás) e Ark, me inspirei pouco em Dr. Stone, no máximo pro contexto dos personagens principais também surgirem de um mundo pré-catástrofe e terem que reinventar tecnologias no tal Novo Mundo, se vai ter algo sobrenatural em Queda do Milênio além dos Brokoks, eu planejo talvez reutilizar o Crisáureo de outra história.
  • Depois da Vinda de Almatarion eu me baseei inicialmente nos Mitraicos de Raised by Wolves e um vídeo do Bruno Rataque em forma de ARG/Analog Horror, e com só um pouco de All Tomorrows, Xeelee Sequence e diria que uma versão melhor do protótipo que foi a história do Império Mallumo.
  • O Lado da Terra eu me baseei em Blame!, Girls' Last Tour e 1984 pra ideia e um mundo pós-guerra e também milênios num futuro em ruína, embora a distopia ou aparente ditadura seja algo mais secundário, me baseei também em Gorogoa e Gris pra um design que aparece num dos desenhos, e a ideia de personagens não tendo moeda e nem privacidade eu me baseei numa frase do Fórum Econômico Mundial que virou piada.
    • O nome era pra ser O Lado da Galáxia, mas a escala dessa história não era tudo isso, mas O Lado do Sistema Solar parecia ainda um nome muito longo e feio, por isso o nome "da Terra".
    • Assim como Gorogoa tem as frutas vermelha, verde, amarela, azul e roxa, e Gris tem as cores vermelha, verde, azul, amarela e rosa, em O Lado da Terra tem referências ao Nigredo (o passado obscuro que tornou essa humanidade prejudicada), Albedo (o céu cinzento, chuvoso e triste), Citrinedo (a vila amarela e seu dinamismo), o Leão Verde (que na alquimia é ilustrado mordendo o Sol, resultando na quebra do Ego, ou a realidade subjetiva, ou vaidade) e o Rubedo (não sobre o planeta Marte, e sim sobre a interação do protagonista com a sacerdotisa, de certa forma amor).
[A ideia do bondinho e uma parcela do design da arquitetura eu baseei na quinta fase de Gorogoa, e a árvore eu desenhei baseado em Gris, o orbe Crisáureo eu fiz baseado no Artefato de Sons of the Forest]
Antes de eu falar do Gorogoa e Gris, queria expressar um pouco sobre como a frase do FEM que tá aqui no print está extremamente longe de algo utópico.
 Claramente tem a ver com um projeto econômico de serviços cíclicos sem posse, porém, obviamente só é bonito na teoria (escrita), porque:
  • O comunismo utópico, que é mais perto desse projeto de futuro, nunca deu certo porque não tinha sustentabilidade, seja com ou sem a ética pelos trabalhadores, porque as pessoas não trabalham "porque querem/gostam", mas porque precisam, seja dos ganhos do trabalho ou porque as pessoas precisam de quem trabalha para/por elas, e essa ideia de "eliminar a propriedade privada" nunca deu certo justamente porque nem tudo que as pessoas buscam ter é luxo (como comida, moradia ou saúde), e mesmo quando é (como veículos, casas maiores, materiais colecionáveis) podem ter seu benefício (carro pra ir longe mais rápido e carregar próximos junto, casa maior para caber mais pessoas e bens menores, colecionáveis que servem como ativos de dinheiro), mas as pessoas que apoiam o comunismo apagam isso para alimentar a narrativa que "ter bens próprios = consumismo" levada aos limites.
  • O comunismo científico tem seu nome porque tinha toda uma análise do capitalismo e uma estratégia sociológica para resolver o problema dos trabalhadores, tanto que hoje em dia direitos trabalhistas ocorrem mais no capitalismo que em países autoproclamados socialistas, ou em países stalinistas (extrema esquerda, pra muitos, incluindo esquerda liberal, era só um nazismo de esquerda, ou pra George Orwell, socialista que criticava Stalin, o nazismo era um socialismo oligárquico, de direita).
 Mas a ideia de "não ter nada e ser feliz" é papo de gente rica que nunca passou fome (se eu escolhesse um exagero, é gente que desenvolve fator de cura pra nunca precisar ir a um hospital público ou uma farmácia) e nunca viu uma morte na vida (pessoas do primeiro mundo foram vistas como piada por acharem que o filme Cidade de Deus não era realista pela violência, mas é até hoje o filme que mais retrata o lado dos civis e traficantes nas favelas do RJ, como diria o Miguel do Canal Peewee, "ah, mas aqui na Suíça isso não acontece- É óbvio!", e ironicamente é na Suíça que surgiram aquelas câmaras de automorte, que aliás além de lembrar o tom distopicômico de Futurama, também mostra o quão entediadas são as pessoas no Norte da Europa, assim como a Noruega já teve problemas com bandas satanistas violentas, e advinha? A pessoa da frase "[…] e minha vida nunca esteve melhor" é da Dinamarca, o mesmo tipo de país que falei e que resumo como algo que parece que veio de Ultrakill ou dos Eldar de Warhammer: lugares com tanta paz que buscam algo violento por tédio), assim como antes desse assunto eu vi o caso de Mike Black, que na tentativa de provar que era fácil ficar milionário e que "era tudo mindset", sofreu doenças sérias, não chegou na meta mesmo reutilizando habilidades de marketing de quando era rico, que aliás envolvia muita desonestidade (incluindo ele publicar vídeo sobre "por que você deveria trabalhar de graça", que se dá como uma piada pronta só pelo título do vídeo), e quando desistiu do projeto ele mesmo foi atrás das riquezas que ele largou pro plano dele.
 Tópico acima me lembrar do Príncipe Harry que largou o título de realeza inglesa pra ter uma "vida humana" com a Meghan Markle (e que quando criticaram em South Park a própria família real elogiou, e muitos memes compararam essa atitude do Príncipe Harry com a família Donquixote de One Piece, falando que o filho do Harry e da Markle ia ser "como o Doflamingo") chega a me assustar de certa forma, porque, eu pensando aqui como humano, ainda mais brasileiro (não me ocorreu, mas vi muitos relatos de gente que só é pobre porque o avô desperdiçou todo o próprio dinheiro), eu teria ódio do meu pai se ele deixasse de ter grandes cargos e herança achando que seria o "jeito ideal de ter humanidade/humildade".
 Com isso dá pra concluir que as frases do Fórum Global que falei só são frases de efeito, economicamente inaplicáveis, acham que as pessoas deixarem de ter bens e direitos é o passo único da utopia, mas eles falam exatamente o que teria no livro 1984 (seja pessoas pobres e eternamente vigiadas, ou pelo duplipensamento de achar que algo que é chave da distopia seria viável pra utopia).
 Falando em frase de efeito economicamente ou socialmente inaplicável, tem aquele papo de "homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis fazem homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis, tempos difíceis fazem homens fortes", que é uma frase bem estúpida de conservador nostálgico com um tempo em que romantiza o próprio sofrimento e maquia o esforço dele como se fosse muito maior que realmente foi, assim como essa frase é bem errada considerando que gente criada em lugares ou épocas sem esperança crescem sem esperança (tanto que há uma geração pré-boomer que é a Geração Perdida, que nasceu um pouco antes da Crise de 1929 que foi considerada a pior época do século passado considerando os problemas econômicos), assim também como muitos dos coaches que propagam essa frase como um bordão é sempre um pessoal que cresceu à base de golpe (como o Daniel Penin, que reclamava da Blaze, não por prejuízos reais do vício em cassino, mas porque "booo, dopamina, boooo!!!", enquanto ele também vendia curso de "vencer em loteria" e depois ficou mentindo que colocaram o nome dele no site, assim como ele chegou a fazer vídeo contra pornografia, não porque realmente esse vício é pesado e terrível, mas porque "ah, masturbação não é natural" (como se não tivessem outros animais que também se masturbem na natureza, como esquilos, elefantes, macacos, e até uma raça de iguanas em Galápagos que fazem tipo uma circuncisão), e que ele ficou falando que "ah, hoje em dia 'homem' usa crop" (como se isso não fosse moda nos anos 90 em que até o Stallone e o Will Smith usavam), enquanto ele em vídeo que não tem edição nível Michael Bay ele não consegue falar uma letra direito)
[Falando em direitO, não ironicamente achei essa foto à direitA no Face enquanto eu tava escrevendo esse blog kkkkkkkkk]
 Mas antes de terminar, gostaria de falar de um Tanabata Matsuri que teve no último Domingo, dia 19, em Botucatu, em que teve tendas vendendo comida, cosplayers e principalmente umas apresentações, de umas japonesas cantando desde aberturas de Naruto a músicas tradicionais japonesas, e Tanabata é o nome de um tipo de festival relacionado à seguinte lenda:
A Princesa Tecelã Orihime (que na astronomia Orihime é nome japonês da estrela Vega, do árabe an-nasr al-wāqi, a estrela mais brilhante da constelação Lira) estava apaixonada pelo Vaqueiro Estelar Hikoboshi (que na astronomia Hikoboshi é nome japonês da estrela Altair, do árabe al-nasr al-ta'ir, cuja tradução "grande águia voadora" o refere também como estrela mais brilhante da constelação Águia, legal como num canto a estrela é associada a vacas e em outro é associado a águias) enquanto ela tecia roupas no Amanogawa (algo como Rio Celestial, o nome japonês da Via Láctea), mas o Imperador de Jade (玉皇/Yù Huáng em chinês, 玉皇/Gyokō em japonês - vem do Taoismo, uma religião dessa porção da Ásia e que compõe boa parte da cosmologia chinesa), pai da Orihime, não aceitava um amor entre sua filha com um plebeu, e os separou, mas sob suplício da própria filha, deixava que eles só se encontrassem uma vez por ano.
 Com isso, durante esse encontro entre Orihime e Hikoboshi, as pessoas deveriam escrever seus desejos positivos (seja saúde, paz ou melhoria de habilidade, como tecelagem pras moças e caligrafia pros moços - entendo eles, eu conheci uns no ensino médio e faculdade que pareciam que tavam escrevendo outra língua, e muitos com inveja da minha letra ficavam falando que minha letra era pior quando tavam sem argumento) em papéis, os pendurarem num tipo de altar ou em árvores, e queimar os papéis (como se iluminasse a noite pro casal ou fizesse a "alma" dos papéis escritos saírem).
[Algumas das fotos do evento que eu tirei]
 Essa minha selfie minha com o cosplay de Homem-Aranha é só mais uma das selfies que tirei (fora que eu amo Homem-Aranha e tenho hiperfoco nesse personagem), mas na foto à direita eu tirei foto com um japonês barbudo do evento só pra trollar minha mãe e falar que era um cosplay do Raul Seixas kkkkkkkkkk - Mas fora isso, eu e meu irmão (incluindo também minha cunhada e meu sobrinho) não ficamos tanto tempo no evento, saímos antes da noite que por exemplo a parte dos papéis ia acontecer, mas eu e o núcleo do meu irmão fomos ver um museu de arte que tinha perto.
 O MAC Itajahy Martins (nome em homenagem a um artista-plástico da cidade) tinha diferentes obras, como esses bonecos de Lego (e maquetes também), e esse dos Vingadores me lembra de como antes eu gostava do Hulk e tinha como Vingador favorito por eu ver ele como um "literalmente eu" porque na infância eu achava maneiro um monstrão musculoso e também tinha problemas sérios de estresse, mas hoje em dia odeio o Hulk por causa do Buxaverso. Fora isso, é bom achar um museu de Arte Contemporânea e esquenta o coração ver que "arte contemporânea brasileira" não é como o Nando Moura falava na década passada (eu tentei procurar outro vídeo, mas só achei esse) que se resume a qualquer lixo com assinatura, ou coisa pior como Macaquinhos (aquele """teatro""" de um enfiando o dedo no ku um do outro) ou aquela catástrofe que era o caso do Wagner Schwartz no Queermuseu de 2017 (que aliás, se chamava La Bête, algo como O Bicho em francês, e pelo que eu pesquisei, isso ferrou a reputação do museu e da Lei Rouanet, aumentou movimentos de direita como o MBL, mas por mais bizarro que pareça o Schwartz não foi preso e nem morto como acreditaram).
 Falando em arte contemporânea duvidosa, é engraçado saber que até aquela exposição da banana numa fita tem mais poder artístico que o lixo que foi o tal La Bête, considerando que além da banana no silver tape ser inofensivo, também tem essa "punchline" de ser uma "arte" descartável, substituível, e que qualquer um podia fazer, a banana pode estragar ou ser comida, e a fita perder força ou ser arrancada, mas dá pra fazer isso quantas vezes possível se tiver banana e fita.
[Eu amo esse desenho da Miku com a banana na fita kkkkkkkkkkk - Fonte: Mumu323m]
 Eu comecei esse post bem despretensiosamente, só pra não esquecer as ideias que eu tava tendo ultimamente, assim como continuar esse blog no tempo que Projeto Dream tá em hiato (quando eu voltar, uma saga que planejo envolve Naej e Joana Diamond tendo aventuras juntos no espaço), e acabei terminando com um monte de críticas sociais que eu estive guardando faz um tempo.

Até mais!