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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

19 de jun. de 2024

Culturas

Esse post será sobre algumas culturas interessantes que eu ouvi falar por aí no mundo.
E antes de tudo, eu estive continuando o Projeto Dream num ritmo um tanto lento por causa de uns planos que eu estive fazendo, como criar uma temporada com mais ilustrações e ainda assim episódios longos, o que eu aproveitei também pra desenhar muitos personagens, e na faculdade eu tô quase terminando o quarto semestre.

De qualquer forma, começando...
Vocês sabiam que existe bolo de aniversário de cidade em outros países? Eu já vi vídeos sobre brasileiro sendo fdp e fazendo bagunça no aniversário da cidade por causa de bolo, mas no vídeo do JJ que usa um momento do vídeo pra falar de um vídeo que compara a cultura de bolo de aniversário da cidade.

Fui ver o vídeo diretamente (o link estará abaixo da próxima foto) e era interessante esse vídeo do Canadá tendo o pessoal se servindo com educação e o da Indonésia tendo até quem tá trabalhando servindo as fatias do bolo. No México também teve gente organizada como o vídeo mostra.
Eu sei que a qualidade é bem ferrada, mas as gravações do vídeo são muito antigas, tanto que diferente de outros vídeos sobre esse assunto, como o do Douglassola, esse vídeo por si só é antigo (de 2012), e se quiserem, podem clicar aqui nesse texto colorido.

Falando nessas culturas mais perto da gente, vocês sabiam que existe Acid Techno? É um tipo de música eletrônica bem psicodélica e de batidas intensas, que eu ouvi falar no site Every Noise at Once, que tem uma biblioteca de gêneros musicais ao redor do mundo.
Meu DJ favorito desse gênero musical é o Alignment, e gosto muito das músicas Attack e Multiverse. Inspirei nesse gênero pro Pitchwave que tem no universo de Projeto Dream.

Tem uns conteúdos hocertianos que eu criei inspirado, em sua suma maioria, em povos pré-colombianos, a maioria indígenas da América Latina, enquanto eu já cheguei a criar personagens indígenas norte-americanos como o Abraham Armstrong e Aika Naan e tinha tão poucas histórias latinas em Projeto Dream, e eu já tive inspirações bem mistas como:
O dragão de cerâmica eu misturei inspirações de estátuas karajá de animais com vasos incas que têm sistemas de água e apitos que fazem o som dos animais que eles representam. Os bumerangues hocertianos têm adornos baseados em bumerangues modernos que têm pinturas na estrutura.
[Incrível o quão grandes eram os bumerangues antigos, afinal, precisava de tamanho e peso pra ter bastante força]
O Varanque vem de "Varanus" (um gênero de lagartos bem comum no mundo todo, conhecidos pelo lagarto-monitor e o dragão-de-komodo), o Nóxmio é uma mistura de quati, muçaranho e gato, embora umas pessoas pras quais mostrei o diagrama ele pareça uma raposinha (apesar de que eu gostei da semelhança XD), o Beluvano é baseado em cachorros Fox-Paulistinha (raça da Kiara, uma cachorrinha de estimação que tenho em casa desde a infância), ratos (pelo rabo longo), coelhos (pelas orelhas e pelo que eu planejei de que o Beluvano muda de cor durante o frio, baseado em coelhos como o Coelho das Neves e o de Snowshoe, embora a inspiração mais direta seja o Coelho do Himalaia, que fica com pelos pretos em vez de brancos com exposição ao frio), e a pérola dele tem diferentes inspirações (pode ser tanto como a pérola de dragões long quanto de yokais pelas propriedades místicas e únicas, quanto sendo daí que emite sons como um sino ou cheiro como uma glândula odorífera de cachorro).
[Coelho Himalaio, a espécie cujos pelos ficam mais escuros no frio, diferente de outros que ficam mais claros]
A Dança dos Pais é inspirada numa estatueta Karajá de uma mulher abraçando uma onça, misturado com algumas mitologias que envolvem humanos e animais primordiais, como o criacionismo Zoroastra em que o primeiro humano e o primeiro touro, que após sua morte se tornaram a base pra outros seres vivos, e a própria mitologia, não só chinesa (que inspirou parte dos dragões) ou hocertiana, mas de todo o Projeto Dream, em que os dragões são fontes poderosas da magia no universo.
A Gênese tem esse nome baseado em Gênesis, o capítulo da Bíblia sobre a criação do mundo e civilização, e seu nome alternativo - Vênus do Deserto Hocertiano - é baseado na Vênus de Milo e Vênus de Willendorf, duas estátuas sobre deusas da fertilidade, embora a de Willendorf seja a inspiração mais direta, não só pelo simbolismo da estatueta ou ela ser de cerâmica, mas também pela ideia da pesquisa arqueológica inspirar o nome. A forma como uma mulher parindo é baseado numa estatueta que não sei de qual tribo é, mas que vi num vídeo do Julio Cocielo visitando o Richard Rasmussen.
Antes do próximo, um comentário engraçado: Já repararam que desde a Antiguidade o pessoal gostava das gordinhas? Tanto que era considerado um símbolo de saúde, embora por um motivo bem específico que a comida antigamente era mais escassa e só quem tinha a fartura certa conseguia comer muito. Sou contra a romantização da obesidade, mas ao mesmo tempo gente pesando um tanto é mais saudável que muita gente magra por aí, qualquer coisa cuidem da sua saúde.
A estueta Esfinges tem esse nome porque, pros hocertianos, é como se fosse o nome da posição da estátua, em formato de Esfinge, já a forma da estátua é baseado em uma estatueta que o Richard Rasmussen também tem em casa, que pelo que parece é da tribo Moche, embora a aparência seja diferente de quando eu pesquisei pra saber dessas coisas.
O Titanodon Hocertiano é baseado no Megalodon e nos Tulkuns de Avatar, fazem parte da pré-história hocertiana, as facas a laser hocertianas são baseadas nos Sabres de Luz, tanto que até tem uma piada similar a uma piada de um Jedi testando o sabre de luz e, embora na piada original o Luke morre, na piada do Projeto Dream o Sean salva o Jin e ainda comenta sobre isso, o plasma da faca hocertiana militar é mais quente e afiado. Os anéis de casamento têm inspiração no Anel de Sinete (Signet Ring) do Doctor Who embora o lance da joia no anel da esposa (mds, que frase feia) é baseado em alguns pássaros que entregam pedras bonitas pras fêmeas, pelo que eu vi incluindo pinguins, já o carimbo que a coroa do anel do marido carrega é baseado na Sinete, que pode ser usado tanto como carimbo quanto selo de envelope ou coroa de anel, um exemplo que eu achei sobre esses tipos de carimbo é o Inkan/Hanko, que é usado no Japão no lugar de assinaturas.
O anzol artesanal que os hocertianos fabricam (que eu também fiz uma piada do Adner teorizando como o anzol funcionava pra depois a Akari falar que o anzol parecer com o inseto já atraía os peixes) é baseado em vídeos de artesanato de insetos bem realistas modelados no anzol, como se fosse mesmo uma "isca infinita" como na premissa hocertiana.
A litografia hieróglifa tem só o nome inspirado na Litografia real (de desenhar ou limpar usando óleos e pedra, algo similar ao Afresco, mas em vez de pintar manualmente a Litografia é tipo imprimir na pedra), mas é bem inspirada naquelas tábuas e pilares sumérios, como o Código de Hamurabi, ainda com a ideia de "escrita na pedra" como o nome diz, e seria assim que tinha escrituras nas ruínas da vila onde o Sean estudou até desbloquear o poder das Cinzas de um povo hocertiano perdido.
Também já vi mesmo sem querer algumas curiosidades sobre tribos pré-colombianas, o que aliás era pra ser o maior foco desse blog, como o fato de que os maias e astecas não sofreram apenas o extermínio como é sempre narrado, mas parte dos grupos de maias e astecas colonizados tiveram uma certa aliança com os colonos espanhóis, e assim tinha mais vantagem numérica contra os que continuaram contra a colonização, em sua maioria os astecas.
Um dos legados dos nativos mexicanos é o Chocolate, que aliás, além de antigamente ser uma mistura de cacau com milho (assim como qualquer comida asteca, o chocolate antigo também usava milho), água e também pimenta (e curiosamente ainda tem alguns pratos de chocolate com pimenta, incluindo receitas), e com o tempo, principalmente por influência europeia, começou a ter os chocolates hoje conhecidos, como o chocolate ao leite, inventado pela Nestlé em 1867 usando principalmente leite condensado, ou as trufas (bombons), que têm esse nome por terem um formato redondinho que lembra os fungos trufas.
Ainda falando sobre o chocolate, o chocolate quente é até que antigo, já tendo desde o Século XIX quando era uma comida nobre, ao ponto de ter Chocolaterias, ou Casas de Chocolate (que eu tentei pesquisar alguma imagem sobre isso mas não achei), que são tipo cafeterias mas que servem essa bebida de chocolate, o chocolate amargo já era comum, era só o cacau com um pouquinho de açúcar e leite, e o chocolate branco foi inventado em 1930 na Suíça, usando principalmente leite em pó em vez do cacau em pó. Chocolate branco chega a ter 20% de cacau na composição, enquanto segundo dados da Anvisa o chocolate "normal" tem que ter no mínimo 25%, mas pô, ainda tá usando cacau, então ainda dá pra considerar chocolate, não é porque não é chocolate segundo a fiscalização que queria dizer que é pra dar isso pro seu cachorro, né caraio.
E voltando a falar sobre os astecas, algo interessante que eu também gosto dessa civilização são a sua arquitetura e astronomia avançadas, ao ponto de racistas sem vergonha acusarem de serem tecnologia alienígena, o que ajudou muito da agricultura deles, e tem dois itens astecas que eu acho ainda mais maneiros que são o Macuahuitl (um tipo de porrete ou espada asteca, do pomo ao cabo feitos de madeira, com lâminas pequenas feitas de obsidiana, que pela dureza moderada e afiação muito precisa consegue cortar até cavalos, um animal muito resistente) e o Ehecachichtl, ou Apito da Morte (que às vezes eu chamo de Apito de Jumpscare por causa do grito do apito, que tem dois sistemas de apito, que deixarei um link do Manual do Mundo que explica sobre isso, há teorias de que foi usado pra intimidar em guerras ou pra algum tipo de ritual).
[Link: Clique aqui]
Falando nesse vídeo do Manual do Mundo, tem essa parte que o Iberê fala sobre os apitos de chaleiras (podem assistir o vídeo, é muito bom e ajuda a contextualizar), e a parte que fala das arruelas que dividem esse apito, que me lembram as divisões e compartimentos dos caminhões-pipa (que têm esse nome porque eram comuns e até transportados do Porto de Pipas, em Portugal), que existem nos tanques pra reduzir a força de movimentação dos líquidos (incluindo combustíveis) e evitar que uma força muito forte pra frente empurrasse o caminhão, ou a força muito forte pra trás até mesmo jogasse o tanque pra longe.
Agora que eu terminei de falar o pouco que eu sei sobre povos americanos pré-colombianos, adoraria falar outra coisa interessante: A Ventosaterapia, um tipo de medicina tradicional que existiu na China e Egito antigos, feita a partir de ventosas (que no caso parecem um pouco com tetas de vaca, mas acho que é só pelo formato) e vácuo, que antes era formado pelo fogo dilatando ou queimando o ar, mas hoje existe ventosaterapias modernas que sugam o ar das ventosas até formar o vácuo. Esse procedimento era usado pra aliviar dores e estresse ao concentrar a circulação sanguínea em pequenas áreas. E como esse procedimento é antigo, em vez de ventosas de vidro e plástico, era feito com chifres ou cuias.
Falando em cuia, um tipo de vaso ou tigela, há um instrumento bem conhecido do Tibete que são esses sinos (sim, essa tigela de som hipnótico é um tipo de sino) compostos por um bastãozinho de madeira e tigelas geralmente de cobre ou bronze bem polidos, em que, em vez de só bater o bastão na tigela, era possível mover o bastão na borda da tigela, fazendo o atrito continuar o som inicial, há tigelas que vibram a 584,8 Hz, esse instrumento é geralmente usado pra auxiliar meditações, e apesar do nome de "tibetano", não surgiu especificamente no Tibete, mas em países vizinhos também budistas, como o Nepal e o Norte da China, e também sendo usado no Japão.
Falando em Budismo, tem um símbolo que eu gosto muito, embora tenha feito tão poucas referências a isso em desenhos meus, que é o Olho de Hamsá, e aproveitando pra falar, não só dele, mas de outros símbolos de olho, já repararam que antes, dos anos 2000 a 2010, qualquer coisa, não só sobre olhos, mas sobre triângulos, eram sempre coisas associadas ao mal? Provavelmente pela moda besta sobre "os Illuminati dominarem o mundo", o que se tornou fonte de inspiração pra grupos de grande dominação, como os Illuminati da Marvel e os Illumiricks dos quadrinhos de Rick and Morty, mas conforme passou o tempo a conspiração de uma seita maligna que quer dominar o mundo como se fosse história de filme de ação dos anos 90 foi esquecida, como dizia o Bruno Rataque (antes Kakaxe Rataque), "de tanto falarem da Nova Ordem Mundial agora ela tá velha", sem falar de conspirações sobre mortes como a da Princesa Diana, que já é comprovada que foi um acidente e não, como o Você Sabia já falou uma vez, uma obra dos Illuminati.
Lembro que tinha algo parecido em Yu-Gi-Oh, não só falando das Relíquias do Milênio, mas dessa histeria coletiva de achar que qualquer símbolo com olho era do mal (porém, dessa vez demoníaco), e pra encerrar o caso, tanto o "olho Illuminati/Maçon" da nota de dólar quanto o Olho Grego são baseados no Olho de Hórus, que assim como o Hamsá, é um símbolo de olho que protege o portador de Mau Olhado (um tipo de maldição provocada pela inveja), tanto que tem variações do Olho Grego no formato do Hamsá em vez de algo como um slime ou Mike Wazowski.
Eu fiz uns desenhos pro quadro do Instagram chamado "Sábado Mítico", um quadro em que eu publico desenhos temáticos de monstros, mitologias e misticismos humanos, e entre os desenhos eu fiz esse aqui.
Antes eu não gostava de vampiros por causa do Crepúsculo, não sei se já falei disso antes, mas depois de um tempo eu comecei a gostar dessas criaturas quando teve outros tipos bem melhores, talvez eu faça uma publicação sobre isso, então deixem isso como só uma previsão pro blog. Mas enquanto não falarei dos vampiros aqui, vampiros vestem preto, e sabe uma estética legal que eu descobri e que usa preto?
Black Tape Project, um movimento ou estética da moda, com diferentes modelos com bikinis feitos de fita adesiva bem lisa e brilhante, sendo a cor dominante e a principal dessa moda a cor preta, os padrões são bem diversificados, é claro sempre cobrindo o que um bikini precisa cobrir, junto de pulseiras nos braços e faixas nas pernas, algumas com espinhos metálicos nos bikinis, mas sério, olha que maneirinho as moças com bikinis que parecem algo como listras.
Esses bikinis inspiraram uns designs da minha história, incluindo uma aparição mais direta em Projeto Dream, e tem uma piada entre a Summer e a Oprah, baseado em algumas modelos mais escuras (pardas e negras) que usam bikinis brancos, embora não seja uma regra. E pra evitar terminar muito seco (já que esse blog já tá muito longo), algo curioso do Projeto Dream é que muitas personagens já apareceram de Femmesuits, um tipo de bodysuit feito pra ser uma contraparte feminina, futurista e sensual dos ternos, porém, com o tempo eu fui cansando dos bodysuits, não que nem eu me cansei da magia na mesma história, mas porque você não vai ver todo mundo de terno a menos que tenha um trabalho que leve a isso, como em escritório, assim como não fazia sentido quase toda mulher adulta no Projeto Dream aparecer de Femmesuit, o que levou a eu criar trajes alternativos bem casuais pras personagens femininas, além de eu voltar a incluir a roupa clássica na Tifanny, mas bem, acho que consegui expressar tudo o que eu pensei.

Até mais!

15 de jun. de 2024

Covil das Creepypastas: Jane

[Voltei com essa série, e terá mais que só 2 ou 3 capítulos desse projeto de reescrever creepypastas, e antes de criar o capítulo de Slender Man que eu tinha planejado, será necessário eu criar o capítulo da Jane the Killer]
[Assim como eu tô descontruindo algumas creepypastas que apelavam muito pra violência ou pro poder dos monstros, essa creepypasta pode soar "menos creepypasta" em comparação aos capítulos anteriores, embora por motivos como a própria narrativa da Jane]

A Transmissão
Uma pessoa em Wyoming estava assistindo à sua televisão às 2:30 da manhã, até que a transmissão era interrompida por um painel de cores da SMPTE - Society of Motion Picture and Television Engineers - que transita para a foto de um lixão em tons de sépia, com o título "333 Special Broadcast" piscando, sumindo e reaparecendo, enquanto toca uma sinfonia em notas graves de saxofones e violoncelos, nomes aparentemente aleatórios eram narrados por uma voz monótona, e de fundo, após o título, as seguintes legendas: "Você verá coisas muito lindas", depois "Por que você odeia? Você está doente", "Nós já vimos isso antes?", "Você pode perder tudo, nada é sem preço", "Estou de pé na sua porta", "Você está perdido no caminho", "Há realidade na ficção", e depois que termina a narração por voz e aquelas legendas, um último texto:

"Essas serão as vítimas de amanhã, o que se esconde na sua mente?" – Odiosamente, JEFF

A transmissão volta ao normal, e é passada a seguinte notícia: "Assassino em série foi avistado em cidades do interior de Wyoming desde Novembro desse ano, suspeito de stalking, invasão domiciliar e assassinato, o departamento de polícia recomenda a tranca de portas e janelas todas as noites, e em caso de qualquer som suspeito, de preferência de origem humana, denunciar à polícia local. Para caso descobrirem seu paradeiro, disponibilizaremos o seguinte retrato falado que conseguimos do suspeito."


Capítulo 1: Negação.
Jane havia acabado de acordar às 2:30 da manhã, e quando ela voltava do banheiro, ela ouviu barulhos de tombos e sentia um cheiro de sangue, e quando ela foi ao quarto de seus pais, ela os viu sem vida, no meio do sangue e quando ela olhava para Jeff, ele dizia "Vai dormir, assim como o meu, e o seu irmão".
Jane nem sabia que o Jeff existia, mas aparentemente o Jeff sabia de alguma ligação entre o Kyle, até então hospitalizado, e a família da Jane, que ele inspecionou sem nenhum deles saberem.

Capítulo 2: Raiva.
Enquanto Jane ainda estava se recuperando mentalmente, ela foi morar com seus tios, que cuidaram bem dela, embora ela ainda esteja irritada, chorava muito, e batia em móveis com muita força, até que passaram anos, e ela cresceu, e em vez de só se expressar sobre o que aconteceu, poder correr atrás, sabendo que Jeffrey ainda está à solta, embora suas atividades puderam cair cerca de 30%.
Jane, depois de se formar do Ensino Médio, se alistou como uma policial, tanto investigando quanto enfrentando os criminosos de forma direta.

Capítulo 3: Barganha.
Depois de um tempo, Jane colaborou o suficiente para capturar 12 ladrões e 18 infradores de trânsito, e matar 3 assassinos, incluindo um autodenominado "Jeffling", como são os membros da seita que idolatra o Assassino Jeff e tenta imitar seus passos acreditando que havia algum propósito nesses crimes. Porém, pra sorte de Jane, a sua vida não foi só o trabalho que praticava, periodicamente visitando uma lanchonete que ela ia desde a sua adolescência, era quase terapêutico comer semanalmente, às 17:15, o mesmo hambúrguer, e tomar o mesmo milk-shake, e em Sábado de Novembro de 2016, Jane conheceu Mary Vaughn, uma garota que ela conheceu durante o colegial e depois de anos nunca mais se viram até chegar esse dia.
Mary na época escolar parecia não gostar da Jane por causa do grupo das populares, mas ela só fazia isso por pressão das amigas, que depois do tempo escolar se separaram dela, e Mary, se sentindo livre, não quis mais se modelar sob as suas "amigas", e conhecendo uma de suas últimas colegas, decidiu se abrir emocionalmente, sobre como ela já esteve apaixonada pela Jane, que por sua vez, responde e aceita a declaração de Mary, e então, elas estão agora juntas, com uma ligação restaurada, ou talvez criada.
[Curiosidade: Nessa versão, Jane tem os olhos pretos por maquiagem e lentes de contato, ao invés de alguma modificação corporal como há a entender nas versões originais]

Capítulo 4: Depressão.
Jane estava numa patrulha difícil a essa noite, estava muito escuro na cidade em que operava, lanternas mais fortes foram necessárias para iluminar corretamente, ocorreu um apagão em um dos bairros que Jane visita em seu expediente, enquanto poucos dias atrás já havia sido denunciada uma invasão, e quando Jane encontra alguém agindo estranho nas ruas escuras, ela erra os tiros, acerta só o chão, enquanto o estranho se movia quase como se estivesse dançando, ocorria uma perseguição entre a Jane e aquele estranho, que acaba a cegando com um spray de pimenta e, quando ela ia ser atingida por um caco de vidro que ele segurava, Jane se desvia de forma que atingisse seu braço esquerdo e, em partes, o seu colete, e contra ataca com uma arma de choque curta, e mesmo aquela pessoa não parecendo sentir o mesmo nível de dor que uma pessoa normal, a mesma empurra Jane com força, e atordoado, o homem tropeça numa cerca atrás de si mesmo, e cai num esgoto escuro e fédido.
Não se sabe quem pode ter sido aquele suspeito, mas Jane teve que patrulhar mesmo machucada, costurada e com o braço enfaixado. No entanto, aquele ataque estranho havia a assustado, o envolvido agia como o Jeff, e sua risada era só um pouco mais aguda que o pouco que ela lembrava de sua voz. A investigação não tinha acabado.

Capítulo 5: Superação.
Mary conseguiu avistar Jeffrey atacando seu pai e falhando miseravelmente. O pai de Mary trabalhava como minerador e tinha que operar com máquinas pesadas, e mesmo atingido por uma facada na barriga conseguiu contra atacar batendo tanto em Jeffrey que o levou a fugir, Jane foi atrás e o encurralou, ambos sozinhos no alto de um prédio.
Jane: Parado aí!
Jeff: Espera aí, eu conheço você, não era pra isso acontecer.
Jane: Por que? Achou que ia ser o protagonista da sua vida pra sempre?
Jeff: Eu... Eu não queria dizer isso, mas você foi uma das únicas vítimas que eu cheguei a gostar de fato.
Jane: Eu nunca ficaria com uma coisa como você.
Irritado, Jeffrey avança contra Jane, em uma luta física curta, entre Jane com seus cassetetes e o Jeffrey com uma única faca, o Jeffrey, mesmo em desvantagem, usava o espaço curto pra pular entre as paredes e tentar dar uma estocada ou um chute, que Jane, na defensiva ao saber o quão selvagem quem ela enfrentava eram, contra atacava batendo com muita força com seus bastões, que não pareciam fazer diferença, era possível ouvir um osso rangendo durante a troca de golpes, mas era como se o Jeffrey estivesse inteiro.
Os dois iam descendo os andares durante a luta, ao ponto de Jane e Jeffrey pararem em um dos apartamentos, e eles continuarem a troca de golpes, e então, descobrindo os melhores pontos fracos, ela consegue desarmar Jeffrey, tirando a faca de sua mão, e depois, batendo em suas têmporas, como um golpe telefone, o que dava uma dor aguda e, se fosse numa pessoa normal, iria desmaiá-la, um golpe na virilha começou a doer mais ainda, e quando ela ia finalizá-lo batendo pelas costas, mesmo inclinado de dor, Jeffrey se joga para um lado mais próximo da parede com janela do apartamento, e Jane consegue acertar Jeffrey em um golpe mais provisório, partindo a janela no processo, e fazendo Jeffrey cair do andar.
Depois daquele incidente, a polícia e o prédio se ajudaram com as despesas dos reparos, enquanto casos do Assassino Jeff terminaram por completo. Jane e Mary, depois de um tempo juntas, se casaram.

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3 de fev. de 2024

Covil das Creepypastas: Sonic

[O primeiro episódio teve um relativo sucesso, o que já me levou a escrever esse com um tanto mais de ânimo, e como conheço essa história de cor e outras mídias paralelas da mesma, dá pra criar algo mais fiel mesmo que seja original e não só... uma paráfrase do conto]
[Alguns nomes familiares podem indicar, não só as referências, mas pistas de um universo compartilhado]

"Sega apresenta... Um campeão do bem, um peão do mal, é Sonic e Knuckles, não só um dos melhores jogos de todos da Sega, também vem com tecnologia Lock-on! 'Pluga' no Sonic 2 e use o Knuckles de toda uma nova forma! 'Pluga' no Sonic 3 434 megas de poder, novos mundos e finais surpresa! Sonic e Knuckles com tecnologia Lock-on, somente no Sega Genesis! Sonic e Knuckles, outros cartuchos e Sega Genesis, cada um vendido separadamente."

Capítulo 1: Tom e Kyle
 Kyle havia chegado a Wyoming junto com sua família, e diferente do resto de sua família, a qual ele não parecia entender muito bem, ele conseguiu interagir bem com as pessoas da cidade, seja amigos na escola, como Tom e Jane, ou então pessoas comuns, como quem quer que os três encontrassem na lan house, e jogassem jogos de computador, como Counter Strike 1.6, ou os Mega Drives que normalmente estavam disponíveis apenas pras crianças.
 Jane, Kyle e Tom eram os mais novos na lan house Block Hill Zone, e a partir daquele console, eles jogavam Sonic 3 ou, quando tinha algum arquivo salvo já avançado, plugavam com o Sonic & Knuckles, os dois entendiam que precisava necessariamente zerar o jogo para, depois, ligar ao Lock-on do Sonic & Knuckles e "desbloquear" as fases novas, e até agora não descobriram que os jogos também funcionavam separadamente. Jane, considerada diferente das garotas e mais amante de mídias "trevosas", preferia jogar Ghouls n Ghosts, os dois ficavam com medo quando chegava na parte do Satan ou então do Lucifer, ambos chefões do jogo, mas a Jane também era boba, e ela achava que o jogo terminava se perdesse para o Lucifer, já que ela não conseguia manter o Arthur com a armadura dourada ou então aquela bola de fogo, a única arma que dava dano real no chefe.
 De qualquer forma, eram felizes nessa época.

> Capítulo 2: A Fantasma de Wyoming.
 Dizem as más línguas que um grupo de adolescentes inconsequentes, amantes do sobrenatural e caçadores de lendas e perigos, acabaram começando uma briga de bar por motivos que até hoje estão sendo investigados, uma garota chamada Sara foi abatida no Natal de 1993, e os seus antigos amigos, envolvidos na briga, tentaram acobertar. Pior erro deles.
 O fantasma de Sara assombrava aqueles envolvidos, eram 3 homens, que embora não tivessem sido ligados ao incidente da briga de bar que levou à lenda, ainda pareciam ter sido pegos com sucesso, porém, a Sara parecia irritada, seu vazio em ter levado eles não parecia a tirar da Terra, mas ao mesmo tempo, parecia que os 3 levaram ela junto para um mesmo mundo, um mundo não material, nem espiritual, era um mundo digital. Sara conhecia os três e, junto com eles, uma vez no passado fizeram um ritual para invocar uma entidade chamada Zalgo, que se dizia ter destruído um mundo antigo e dado origem ao nosso mundo, e que poderia dar poderes àqueles que lhe jurassem lealdade, porém... que poder exatamente? Aparentemente, esse poder só funcionava após a morte, assim como Sara fez a eles.

 Sejam eles quem tinha se envolvido, eles morreram perdendo os olhos, aparentemente pelo dano na cabeça, até então misterioso, afinal, não se coincidia com algum golpe físico, e nem com uma doença ou morte súbita, enquanto eles jogavam Sonic 2, menos o mais novo, um atleta chamado Johnny, que esteve jogando Sonic 3, e por isso, havia uma caça para impedir que mais alguém fosse pego pela maldição, e tentaram destruir seus Mega Drives e cartuchos de Sonic, porém, o dono da atual lan house Block Hill Zone não fez isso, mas guardou o console, o chamaram de louco por ter se recusado a fazer o mesmo que os outros, mas no fundo, ele temia que destruir o que acreditavam que fosse a entrada só deixaria o espírito mais irritado, e o mesmo daria um jeito de invadir de outra forma, mas talvez isso possa ter dado ideias para o espírito.

> Capítulo 3: O CD Azul.
 Kyle nesse tempo havia perdido seus pais para um assassino até então desconhecido, e morou por um tempo na casa da Jane, isso iria dar tempo até os assistentes sociais chamarem algum tio ou então avós para cuidarem dele, afinal, assim como Tom e a própria Jane, Kyle tinha só 14 anos de idade, e ele jogava um jogo de Sonic que parecia ser bem estranho, os nomes dos personagens estavam trocados, e apesar dos gráficos de Mega Drive ou Sega CD, o som era polido demais, aparentemente originais do jogo, e era muito violento para um jogo legítimo de Sonic, em que os badniks sangravam, ou ao menos, dava a entender isso, já que quando o Sonic pulava neles, o robô era quebrado e estatelado onde era abatido, e saíam pixels vermelhos ou, dependendo da fase, algo como se fosse uma animação de sangue vazando, pobremente renderizada, como se fosse uma animação de Mortal Kombat, os flickies não saíam, e os robôs soltavam um tipo de grito fino e muito curto, e tinha como chefões, pelo que dá a entender, o Tails, chamado de Nero, o Knuckles, chamado de John, e, depois de enfrentar muitos robôs do Robotnik, o próprio Robotnik, chamado de Boris. Todos tinham gritos horríveis quando apanhavam, mas Jane e Kyle, ignorantes, achavam aquilo normal, até que aconteceu algo anormal.
 Jane e Kyle viram, depois de vencer o "Boris" pela última vez, os créditos aparecem junto com o Sonic maiúsculo, assim como ele saltava pra tela no fim dos jogos de 16-bits, porém, em sua forma base, já que o jogo não tinha Super Sonic, mas havia uma figura assustadora, incompreensível, com o rosto de uma entidade que só Sara e seus assassinos conheciam, e isso doía os olhos dos dois, que estavam sozinhos em casa, Jane não conseguia mais ver cor nenhuma, e Kyle estava com manchas azuis no rosto e nas mãos. Desesperados, eles tentam destruir o CD, e não conseguem, eles tentam quebrar o CD, e não conseguem, eles tentam riscar, e não conseguem, eles acendem um isqueiro e tentam passar nele, e não conseguem, e então, eles só guardam no estojo do CD, e jogam no lixo, porém, parece que Sara tinha outros planos.

> Capítulo 4: Pronto para o Round 2?
 Tom estava voltando pra casa depois de sair da mercearia local, até que uma caixa com o CD cai na calçada, Tom pega o CD e acenava o segurando, alertando o que esqueceram, mas não dá certo, e Tom, sem entender bem, leva isso junto com as compras, e só escondia e evitava mostrar para sua mãe, já que ela poderia estranhar e não deixar ver o que tinha nele.
 O jovem consegue colocar o CD no computador, e abria um aplicativo novo no computador, chamado "Sonic.exe", um arquivo executável, com só o primeiro nome do personagem como título,  e quando Tom abria, o nome "Sonic", sem aditivos, como o título "the Hedgehog" do personagem ou então algum subtítulo original para a mídia citada, e então, o Tom jogava, e tinha uma jornada similar à de Kyle na Green Hill Zone, porém, ele acessava os super anéis e jogava as fases especiais, e parecia com o que tinha em Sonic 1, apesar dos gráficos se parecerem com o Sonic CD, incluindo os sprites dos personagens, e ele acaba pegando, de anel em anel, cada uma das 7 Esmeraldas do Caos.
 Diferente de Kyle, Tom era mais experiente com Sonic, e além dele ser bom nos jogos antigos e não ter perdido atualizações dos jogos novos, ele parecia se adaptar bem mesmo a um fan game que supostamente teria um conteúdo mais original, como ele presenciou ao conseguir 50 anéis normais e, com os botões de pulo, ativar um Super Sonic com os espinhos pretos e os olhos em espiral, Tom estava com dúvida se aquilo era mais próximo do Dark Super Sonic do Sonic X ou do Fleetway Sonic dos quadrinhos Archie, mas ele adorava jogar aquilo, já que funcionava normalmente, embora que a tela bugasse, para Tom, parecia tudo normal, até que ele tinha que enfrentar o Tails, ou no caso Nero.
"Sara, o que aconteceu com você? Você tá tão diferente..."
"Ha ha ha, Nero, você gostava daqueles brinquedinhos e celulares, mas não deve ter jogado o suficiente pra saber que o Sonic se transformava, assim como aquele idiota anterior não sabia, e me obrigou a ter mais trabalho com você"
"Sara, não faça isso, Sara... SARA"
 Sonic, na forma transformada, atropelava o Tails, voando nele, e nem tinha um grito, simplesmente, ele explodia em pixels vermelhos e laranja, e a cabeça de Tails girava em sentido anti-horário, enquanto caía pra fora da tela, o Sonic se destransformava, e fazia aquela pose, de quando o Sonic passa pela placa da fase, ou quebra o container do Robotnik, e então, na Genocide City Zone, segunda fase após a Green Hill, assim como toda segunda fase era algo mais concretado após uma zona tão verde como as Hills, tinha sujeira vermelha, subconscientemente, dá pra dizer que é sangue, e restos de badniks que, na gameplay de Tom, tinha menos pedaços dos robôs que na gameplay de Kyle. E de fundo, era possível ver uma figura escura pulando e planando entre os prédios do parallax de fundo da cidade, tudo sob um céu noturno, com a Lua parecendo um olho maligno.
 No act 2, Sonic encontrava Knuckles, chamado de John.
"Eu não quero fazer isso, Sara, mas eu vou precisar"
"Fazer o que? Morrer duas vezes no mesmo dia? Você me bateu muito porque aquele idiota não tinha um bom controle sobre mim, ou porque você era o mais teimoso daqui, Johnnyzinho, mas eu agora tenho uma nova carta!"
 Sonic se transforma, e fala "Thomas, é a sua vez", e então, parecia quando se enfrentava o Knuckles no Sonic & Knuckles com o Super Sonic, o Knuckles tentava bater no Sonic, mas não adiatava, e só do rato agulhado encostar naquele monotremado vermelho, o mesmo apanhava, e então, no final, Knuckles caía, como quando um Sonic ou Tails morre num jogo 2D.
"Nem teve graça, Thomas, mas sabe, eu gostei de você, mas a gente tem um trato a fazer, certo?"
 Sara não deixava claro, mas Tom passava as fases que eram Blood Labyrinth Zone, uma fase aquática com uma água muito vermelha e um design de mundo bem assustador e desconfortável, a Dragon Plant Zone, uma fase metálica que, quando caía no rio químico, surgiam dragões robôs para mordê-lo, o que era inútil sob a transformação daquele Sonic, e Sara falava "Sabe, Thomas, eu acho que fiz Tempestade em Copo d'Água com eles, com o Nero, com o John, e com o Boris que estamos chamando de Eggman, hehehe, homem gordo, mas você... você está jogando tão bem, passei por outros, eles morreram, e me fizeram perder os anéis, ou deixavam aqueles três escaparem, e eu ficava mais irritada, mas agora, estou mais forte, e é o que dizem, a gente só se vinga quando faz algo diferente, mas e agora o que sobra pra mim, depois que eu me vingar?"
 Tom ficava inconformado com a Sara ter um nível digital tão avançado ao ponto de saber o nome do Tom em seu computador, e também quebrar a quarta parede tão conscientemente, e então, enquanto Tom falava baixinho, para sua mãe não ouvir e estranhar, com aquela fantasma encarnada num ouriço azul digital, e depois da Sky High Zone, Sara e Tom se deparam com a Death Egg Zone, quase igual à de Sonic 2, mas Sara, movendo o Sonic e o fazendo andar para a direita e pra esquerda, depois vira pro Tom e fala "Thomas... você tem um plano B? Não temos anéis aqui!", mas Tom se lembra do pesadelo que era passar dessa fase, e só manda Sara confiar nele, e então, aparecia uma espécie de Silver Sonic com marcas vermelhas naqueles espinhos de metal da sua cabeça, e Tom, destemido, enfrentava o robô, mas quando tava a 1 hit de destruir ele, o Tom perde uma vida, mas ele tentava de novo, e enquanto ele jogava, e perdia as vidas, Sara mandava parar, estava doendo e ela perdia poder, mas então, quando sobrava uma única vida, Tom consegue destruir o Silver Sonic, e era questão de tempo enfrentar a forma final do "Boris" ou Robotnik.
"Você tentou confiar no seu jogador em saber que não podia mais se transformar aqui, não é mesmo?"
"Espera, Boris, eu posso explicar"
"Eu poderia explicar também, se você não tivesse arrancados nossos olhos, ou nos possuído, e nos arrastado pros seus jogos idiotas, você pode ter morrido rápido, mas e eu? Acho que é por isso que encarnei no Eggman, você me odiava, como sua forma atual odeia a minha, mas sabe, a fase está diferente, não é? Antes, você deixava carregar anéis da fase anterior, pra dar chance pras suas vítimas zerarem, e darem uma surra na minha cara, pra depois, você jogar o Zalgo na cara deles, e com isso, ficar mais forte, pra continuar descontando raiva, mas quando você viu um 'jogador digno', você desafiou ele a zerar sem o seu poder total, não é?"
 Tom ficava inconformado, enquanto ainda desviava dos golpes do Robotnik extremamente nervoso, e quando Tom e Sara vencem o Robotnik, Boris gritava, como se o robô gigante esmagasse ou explodisse junto com ele, porém, o jogo crasha, e Sara apenas tem tempo de falar "Tom, não olhe", e Tom colocava os braços na frente, e virava o rosto pra direita, e então, surgia a face da entidade, tentando tomar Tom, porém, ela sumia, o jogo fechava, e então, abria-se um arquivo novo, chamado "Sara.avi", que Tom abre, e então, pula pra trás de susto com a imagem, que depois, aquela foto assustadora com a frase "EU SOU DEUS" muda para algo como "eu estou bem", com ambas as formas usando como base o Sonic, um personagem fofo e icônico, que tinha se degenerado junto com o espírito de Sara por anos, mas finalmente tinha alguém com quem desabafar, e ter ideia de como se reconciliar.
 Uma energia saía, em formas humanoides, que só Tom via, enquanto o vídeo narrava uma carta para Tom, e depois daquilo, o vídeo e o Sonic.exe eram deletados.
"Thomas, eu só te conheci hoje, pouco depois de ter me irritado com seus amigos, mas como eu disse antes, eu só estava com raiva, e quanto mais eu sofria, mais fraca eu ficava, e mais eu me irritava, e precisava de uma força maior pra poder me recuperar, mas tudo aquilo perdia o sentido quando tudo era feito como se eu, ou você, soubéssemos cada passo que dávamos, mesmo você nunca tendo jogado antes, nem eu ter te conhecido, Kyle e aquela garota, acho eu que ela se chama Janet, iam pagar por aquilo, mas não se preocupe, eles estarão bem, mas depois dessa, não nos veremos nunca mais, com prazer, Sara".

Fim?

Covil das Creepypastas: Jeff

[Posso ter deixado de fazer as histórias menores daqui por causa do Projeto Dream, e ficado um tempo usando esse blog como um tipo de diário, mas eu tive umas ideias que não saíam da cabeça]
[Serão 2 Creepypastas que irei reescrever por não gostar delas, seja as originais, ou o conteúdo fan made que veio depois, terá uma terceira que é exceção à regra, mas quando chegar nela, eu explicarei melhor]

> Capítulo 1: A chegada de Jeff.
 Jeffrey Weston era um adolescente inconsequente, triste e introvertido, porém, quando tinha certos surtos, ele era muito agressivo e não tinha filtros, e era difícil para seus pais cuidarem, e seu irmão tinha medo de ficar perto dele, embora fosse o único da casa que Jeffrey parecia no mínimo se importar. Saindo do Colorado, a família Weston se alojou numa cidade no interior de Wyoming, e diferente de onde eles moravam inicialmente, lá em Wyoming era um lugar seco e muito nublado, e pelo inverno, estava nevando muito, e Jeffrey, com seus problemas de saúde, engripava fácil.
 Passam-se uns dias, e Jeffrey, no novo colegial em que estudava, era ridicularizado e humilhado, porém, explosivo como sempre, Jeffrey pulava, arranhava e mordia os valentões, pra alguns, ele parecia um herói, para outros, o diabo na Terra, afinal, se até quem dava medo nos alunos tinha medo do J. Weston, imagina como era para nerds, patricinhas, atletas e esquisitões das salas. Um psicólogo foi contratado para investigar como poderiam acalmar o Jeffrey, ou ao menos saber por que ele era tão problemático.
 Porém, nesse meio tempo, os valentões conseguiram isolar Jeffrey em um beco, sabendo que ele ia entre a casa e a escola a pé, eles o nocautearam e, inconsciente, o maquiaram como um palhaço com tintas velhas, tóxicas e tão ardentes na pele humana que fizeram Jeffrey acordar só com a dor.

> Capítulo 2: O laudo.
 O psicólogo entrou em contato com a família Weston, e ele descobriu alguns transtornos que Jeffrey passara, que envolviam, segundo o psicólogo, um transtorno autista, podia não ser a fonte daqueles surtos, mas se os pais de Jeffrey soubessem, eles poderiam ter tratado a tempo, e prevenir parte dos problemas. Todo o ódio que Jeffrey passava por aqueles caras de 30 a 50% mais altos que ele estava se transformando em medo, enquanto os mesmos não foram descobertos, foi tão rápido pro Jeffrey que ele nem tinha tempo de saber eram as mesmas pessoas que ele agrediu anteriormente, e uma paranoia crescia em seus olhos, assim como a dor na pele, e a tremedeira em suas mãos, abanando como asas de um pássaro que tentava voar sem sucesso.

 Mesmo com a tinta saindo pelo suor ou até mesmo passando sabão com água no rosto, era como se Jeffrey quisesse parecer com aquela sujeira, um palhaço triste, desesperado para que riam das suas piadas, e não da sua cara.

> Capítulo 3: Inútil.
 Jeff estava desistindo daquilo tudo, ele não estava indo bem nas notas, nenhum medicamento conseguia o acalmar, e ele nunca teve amigos, e mesmo seu irmão não tendo mais medo, isso não poderia consertar, Jeff estava quebrado. Jeff às vezes passava maquiagem da mãe pra retornar aquela maquiagem de palhaço, com rosto branco, boca vermelha e um azul ao redor de cada olho, podia ser idiotice replicar o que fizeram de ruim com a cara dele, mas ele associou aquele dano a uma espécie de renovação, porém, aquela descoberta do psicólogo não parecia ter ajudado os Weston a resolverem o problema do Jeff, mas sim ter dado um álibi a Jeff para ele não mudar, ele vivia no mesmo mundo branco e sem vida que ele tinha desde o Colorado.
 E então, o vermelho da sua boca naquela noite não era mais batom, era sangue.
 Jeff cortou as pontas da sua boca, e ele, então, com a mesma faca de cozinha afiada, abatia seu pai, e depois a sua mãe, ambos muito antes do pai acordar, ou da mãe reagir depois do susto, o seu irmão, Kyle Weston, ia ao quarto dos pais ouvir o que aconteceu, e Jeff só dizia...
"Vá dormir!"
 E Jeff, na sombra do quarto não iluminado, desaparecia, e Kyle só podia ver pegadas de tênis sujas de sangue, e o que parecia o braço do pai, sobre o lençol antes branco, e agora vermelho.

Fim?

25 de jan. de 2024

O que é Logística?

Esse blog eu estou fazendo porque tenho um forte hiperfoco por logística, principalmente a Logística Japonesa, já que eu ainda estou cursando uma faculdade dessa área e também passei do terceiro pro quarto semestre, e irei citar algumas características do que eu já estudei desses semestres pra cá.

Etimologia
Logística vem de "Logistikos", um nome grego para Raciocínio Lógico e também usado para um cargo estratégico e logístico dos exércitos, algo como os "Logistiques" (isso não é um pronome neutro, é um nome francês), um cargo dessa mesma função, porém da França pós-Revolução, na época de Napoleão.
Há também outro termo chamado "Loger", um verbo francês que significa "Alojar", o que condiz com uma das características da logística que é o estoque.

Como funciona
Logística é a ciência que estuda as empresas e seus atributos, envolvendo essencialmente:

  • Gestão de Estoques: Gerenciar e cuidar dos estoques, seja dos fornecedores ou da própria fábrica, e também saber aproveitar corretamente esse estoque.
  • Processamento de Pedidos: Uma boa relação entre cliente, fábrica/loja e fornecedor, podendo transformar o pedido do cliente numa boa entrega de um produto ou serviço.
  • Transporte: A forma como o produto ou serviço será entregue.
Logo por isso que a logística é uma área tecnológica muito demandada no mercado de trabalho, já que é a com a maior administração sobre a empresa.

O que a faculdade garante?
Além do estudo necessário e também do diploma da graduação, eu também já participei de algumas palestras e até mesmo fiz cursos, como o Lean Manufacturing e o 6 Sigma, que apesar dos nomes estranhos, eu explico depois. Também conheci e até tirei selfie com o Ricardo Nagano, CEO da RL & Associados e o japonês à direita da foto.
Na faculdade que eu estudo (Fatec Botucatu), tem também as jornadas científicas, conhecidas como Jornacitec ou Fatec Portas Abertas, em que a que teve em 2023 foi bem mais característica, os 4 outros dias seguiram normais igual à do ano retrasado, mas a Segunda-Feira teve algo especial que era um maestro espanhol chamado Fernando Ortiz de Villate apresentando umas aula de como a música influencia na psicologia de quem ouve – desde tons maiores pra músicas alegres, tons menores pra músicas tensas, até como algumas músicas podem ser conhecidas por obras populares em vez de seu autor original, como por exemplo, a abertura original mexicana de Chaves que usa o Elephants Never Forget, uma música baseada na Rondo Alla Turca de Mozart –, e foi o ensino mais diferenciado que eu vi na Fatec.

Economia
Logística também inclui conhecimento econômico. Economia vem do grego "Oikonomio" (junção de "Oiko"/ambiente e "Nomos"/lei, regra, norma), que pela origem das palavras que a compõem, é algo como "gestão territorial", já que se aplica a casas, complexos, cidades, países e, óbvio, empresas e corporações. Ter um bom conhecimento sobre o próprio dinheiro é muito útil pra saber corretamente o que e como gastar sem ficar completamente duro no fim do mês.
Além disso, na faculdade eu aprendi sobre sistemas econômicos, e também como eles funcionam:
  • Capitalismo: Sistema econômico baseado em propriedade privada, o que pode incluir bens, serviços e dinheiro. Curiosamente, não existe um sistema econômico completamente capitalista, já que pra isso ser possível precisaria ser tudo privatizado, eliminando a ideia de um governo.
    • Com o Capitalismo tendo economia privada, em que cada um tem seus próprios bens, isso leva a uma competição maior, o que deixa muita gente pra trás quando não conseguem acompanhar, mas em que aqueles que conseguem acompanhar, de uma forma ou de outra, ainda podem melhorar, como tá no mercado de trabalho, em que não é qualquer um que chega a um cargo tão avançado justamente pela imensa quantidade de desafios.
  • Socialismo: Sistema econômico baseado em benefícios gerados pelo governo, financiados pelo público e suas produções (impostos e taxas), este se difere do Comunismo verdadeiro (em que os bens viriam do povo diretamente ao povo).
    • Com o Socialismo tendo uma economia sob ordem do governo, centralizada e monopolizada, ela fica estática, o que pode dar pra acompanhar melhor porque "todos estão iguais", mas ao mesmo tempo o sistema em si não avança, como aconteceu na URSS, em que o Stalinismo (Socialismo militarizado) não tinha avanços comerciais, enquanto ainda tinha avanços tecnológicos militares e espaciais só pra ganhar a Guerra Fria, e mesmo assim não conseguiram ganhar essa guerra.
Porém, tem um sistema econômico que o pessoal não fala, que é a Economia Mista, um sistema que usa economia privatizada, ou seja, liderada por empresas (não só empresas grandes ou médias, as micro, as pequenas e o empreendedorismo individual valem) e a fiscalização pública (ou seja, todo o cuidado sobre empresas e trabalhos tem administração do governo), que é basicamente quase toda a economia mundial, embora com concentrações diferentes (como os EUA tendo uma economia mais capitalista e a China tendo uma mais socialista).

Gestão de Qualidade e Processos
Processos de produção são muito importantes porque são daí que vem a produção, e os três métodos de produção são:
  • Artesanal: Produção feita à mão, organizada por pequenos grupos (geralmente famílias) e que todos têm habilidades mistas (chamados também de generalistas) e as produções são feitas e refeitas com vários retoques, em que a qualidade é garantida que vai ficar boa, mas a produtividade é muito baixa, já que gastam muita energia pra cada material.
  • Ford/Produção em Massa: Um método criado por Henry Ford (fundador e primeiro CEO da atual Ford) e Frederick Taylor (que criou o método de administração Taylor, um dos componentes do método de produção Ford), que tinha muita padronização de produção e também cada um tinha uma função específica (especialistas), o que acelerou muito as produções e até barateou os carros da época, chegando a US$ 360,00 por um Ford T, o que não parece muito, mas considerando a inflação isso daria US$ 9.577,93, ou R$ 47.054,43.
  • Toyota/Lean Manufacturing: Como eu disse antes em "Fogo, Poderes e Toyota", esse método é considerado até hoje o mais revolucionário, já que teve toda uma organização para combinar uma produção boa nos meios ético e técnico, incluindo até mesmo o mapeamento do método em forma de uma casa. (Exemplo que desenhei no caderno abaixo; o chão são os princípios básicos, as salas são os métodos maiores, e o telhado é o resultado final)
O método da Toyota também inspirou o Método 6 Sigma da Motorola, conhecido por ser um método de gestão de qualidade que otimiza métodos de produção da Toyota, junto com métodos estatísticos, como Ishikawa (criar gráficos em formato de espinha de peixe, pra conectar todas as causas de um mesmo defeito) e Paretto (baseado num estudo de Vilfredo Paretto, e que assim como em seus estudos apenas 20% da população tinha 80% das riquezas italianas, tem defeitos que uma média de 20% das causas têm 80% da responsabilidade pelo defeito), além da gestão de qualidade conseguir corrigir os defeitos de fábrica, não só durante o próprio procedimento, mas também prevenindo que esses defeitos voltem.
Esse "Sigma" (σ ou Σ) se refere a uma medida de Desvios Padrões que separam um produto bom de um produto ruim, e esses 6 desvios padrões definem 99,99966% de resultados positivos, o que equivale a 3,4 falhas a cada 1 milhão de oportunidades de produção.

Tributos
Também é ensinado na faculdade, em que tributo é um tipo de pagamento obrigatório, porém, que não vale sanção (ou seja, multas não são dívidas tributárias), e que nesse caso irei ser bem breve e explicar só sobre alguns tipos de impostos federais, estaduais e municipais:
  • IOF: Imposto sobre Operações Financeiras.
  • II: Imposto sobre Importação.
  • IRPF e IRPJ: Imposto de Renda sobre Pessoa Física e Pessoa Jurídica.
  • IPI: Imposto sobre Produtos Industrialidade - curiosidade: atualmente bombons como Ouro Branco e Sonho de Valsa são agora wafers, porque assim a Lacta pode gastar menos dinheiro com impostos porque os biscoitos/bolachas wafer têm 0% de IPI.
  • IPVA: Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor.
  • ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
  • IPTU: Imposto Predial e Territorial Urbano.
  • ISS: Imposto Sobre Serviço, o imposto que você irá pagar pelo trabalho de carteira assinada, e que pode converter no dinheiro da aposentadoria.

Transporte
Transporte é outra das coisas mais importantes da logística, já que obviamente irá precisar de transporte para levar os materiais comprados. Cada meio de transporte tem uma vantagem ótima e uma desvantagem terrível, tais como.
  • Rodoviário: É ótimo porque tem uma grande variedade de lugares pra acessar, incluindo entregar a mercadoria na casa da pessoa, mas é um modal que gasta muitos recursos e ainda corre mais risco de ser danificado e roubado (inclussive assaltos a caminhões nem raros são). Aí o real problema do Brasil não é ter investido muito no rodoviário, o Brasil quase SÓ TEM RODOVIÁRIO.
  • Hidroviário: É ótimo porque as "rodas" (mar e rios) não precisam de manutenção, só precisam de água pra navegar, e o gasto de energia é baixo, seja por velas ou porque está cada vez mais acessível usar uma fonte limpa como a solar, mas o problema é que é um transporte muito limitado, tanto que na Europa as pessoas chegam a cavar o solo pra abrir rios e ter mais espaço hidroviário.
  • Ferroviário: O transporte de trens é bem eficiente por ser rápido, bem direcionado, gastar menos recursos que o rodoviário e também servir pra transportar passageiros, mas o real problema é que, com poucas ferrovias, não tem muita variedade da onde ir de trem.
  • Dutoviário: É parecido com o ferroviário, porém, subterrâneo, o que aumenta a variedade de lugares mesmo com menos dutovias que ferrovias, mas é mais caro porque, além do investimento de uma ferrovia, tem o investimento pra escavar a terra e abrir caminho.
  • Aeroviário: Esse é o transporte mais rápido, já que pode dar voltas ao mundo em horas, e também é bem resistente, mas além de ser também o meio de transporte mais caro, diria que é o com os acidentes mais fatais e, por isso, muito investimento é necessário para maximizar a segurança, tanto que pilotos de avião precisam treinar desde a pilotagem de avião a idiomas estrangeiros anualmente.

O que é qualidade?
Essa pergunta é bem importante já que é um princípio praticamente interno da logística, que embora tenha alguns conceitos já no ocidente, este só começou pra valer com os métodos japoneses, como:
  • Método Taguchi: Segundo Genichi Taguchi, um produto de boa qualidade precisava ser altamente resistente a alterações e modificações danosas, e também que condiz com o que os clientes querem ou precisam, que satisfaça a necessidade e os desejos deles, e por isso, pra Taguchi, um produto de má qualidade é uma grande perda pra sociedade.
  • Método Lean: Segundo a Toyota e seu método de produção, um produto de boa qualidade é aquele que se assegura de cada etapa do processamento, ainda dentro do mesmo processamento em que foi feito.
  • Opiniões anteriores: Com base nesse vídeo no texto colorido, ainda havia outros conceitos anteriores de qualidade. Para Aristóteles, qualidade poderia ser qualquer característica, como cores, forma, condições e comparações, para Philip Crosby, qualidade é resultado de um ambiente cultural cuidadosamente construído, embora que, de forma geral, para o mesmo, uma boa qualidade é a ausência de defeitos, uma definição atualmente desatualizada, já que não ter defeitos pode não ser necessariamente uma qualidade alta, apenas um "não-negativo", mas a frase mais interessante é a de Ford, em que pra ele, qualidade é fazer o certo sem ninguém estar olhando.
Depois disso tudo, eu acho que concluí por completo as minhas experiências estudando Logística em faculdade e cursos extracurriculares, e então...

Até mais!

23 de jan. de 2024

Terra plana, Diário e Morar com os Pais

Achei que ia começar bem mais tarde a escrever nesse blogspot, já que eu meio que deixei engavetado as histórias secundárias que escrevo aqui, assim não dizendo muito na cara que larguei todas as outras histórias que tavam em hiato, já que mesmo que eu larguei de fato, não vai ser pra sempre, e vou falar uns assuntos aleatórios pelos quais eu passei ultimamente.

Tem esse post do Ciência Freestyle que me chamou a atenção.

Curioso como essa página curte tirar sarro dos terraplanistas, extremistas políticos, e outros tipos de gente que acredita em ideologias irracionais, no caso desse post, alguns comentários chegam a completar ou até explicar a crítica que o post traz à ideologia.

[E olha que os "tiozões" que o pessoal tá falando é o mesmo tipo de tiozão que elogia a Ditadura Militar]
Falando em Jovem Pan, tem uma parada de que a tal "PL da Censura" não seria lá tudo isso, considerando que ela só tava sendo demonizada por gente da direita, como o Daniel Penin, o Impera e o canal Central (depois de tanta polêmica eu larguei a Central antes deles falarem disso, mas o Penin e o Impera eu acompanhei o suficiente pra verem eles falando sobre), enquanto, tirando a moral desses daí, a Jovem Pan escreveu muita notícia falsa e tentou dar força pro Bolsonaro (e falharam miseravelmente), e isso virou até um dos motivos da PL 2630/2020 ter explodido tanto, não por uma ameaça ao governo em si, mas porque o jornalismo tá realmente morto. Nem ligo pra treta da PL, já que eu desisti de assumir lados na política depois que as eleições acabaram. Mas pra fechar com chave de ouro.
Isso chega a ser engraçado, já que o colégio de freira separar ciência e criacionismo parece mesmo coisa de outro mundo, considerando a hipocrisia do """Estado Laico""" cobrar que ensinem criacionismo nas aulas de biologia, enquanto a matéria de religião com o tempo foi extinta da educação brasileira, com a intenção de separar a vida acadêmica da vida religiosa. Fora isso, até se parece com o que eu falei no post (e já que eu vou detalhar como é, não vai ter print do mesmo), que é o seguinte.

Logo o autor do post da "Doutrinação" já tá seguindo uma doutrinação, já que não precisa ser um "gênio eu sabo muito" que o terraplanismo é um conceito muito limitado, já que não considera a análise geométrica, como o horizonte (que a propósito, terraplanista gosta da falácia da régua no horizonte, como se a Terra não fosse cosmicamente gigante), ou como o sol e a lua giram em torno (que eles distorcem muito, pregando que são astros pequenos e que girariam em torno da Terra, sendo que além de representações que não fazem o menor sentido considerando a gravidade, também são conceitos ultrapassados; já que foi desmentido desde a Grécia Antiga e esses estudos começaram a "bombar" e retornar no fim Idade Média, seja pelo Renascimento ou no Iluminismo).

Embora tinha civilizações com aprendizados mais adiantados que a Europa Antiga e Medieval, como a arquitetura do Egito, a navegação dos Nórdicos (antes deles serem parte da mesma Europa que os romanos e depois os bizantinos), a matemática Indo-Arábica que usamos até hoje, ou a grande variedade de materiais na China (tinta, tecidos, pólvora e papel como conhecemos), a Grécia Antiga tinha também muita descoberta legal, entre elas, Eratóstenes, do século II a.C., conseguiu calcular a circunferência da Terra usando como referência a diferença de sombra entre Alexandria e Siena, e Aristarco de Samos do século III a.C. começou o conceito de Heliocentrismo, embora só fosse melhor explorado por Nicolau Copérnico no século XVI.

Fora isso, essas anotações extensivas me lembraram de quando eu comecei a escrever muito em um diário meu, e serviu pra desabafar, pra falar umas coisas que não daria pra falar pra todo mundo, anotações alheias, e até anotava sonhos ou experiências minhas, e eu usei como inspirações duas histórias de gente que já escreveu diário:
  1. Meditações: Um diário que Marco Aurélio escrevia seus princípios filosóficos e seus próprios conselhos, que eram pra si mesmo, mas se tornaram um dos maiores exemplos do Estoicismo.
  2. O livro que inspirou LSD Dream Emulator: Um diário que Hiroko Nishikawa, colega de Osamu Sato, escreveu seus sonhos que foram base pra boa parte das fases do jogo LSD Dream Emulator, de 1998.
Aí isso virou um hiperfoco meu, de falar os assuntos que eu mais gostava de ter anotado no diário, ou no mínimo os assuntos mais recentes, geralmente os sonhos, alguns novos, e outros que eu tive há anos e que só lembrava no dia que anotava, dos sonhos que eu tinha, os que eu mais lembrava eram:
  • Às vezes sonho com episódios de Dragon Ball que só existem nesse mundo dos sonhos, como se fossem fan animations, e variava de episódios típicos das temporadas Z e Super, crossovers a até mesmo um sonho em que tinha um Goku Drip num desfile de moda.
  • Ou então sonhos em que eu estava sozinho, como em um andar alto de um prédio escuro, cinzento, com só a iluminação das lâmpadas, tinha uma faculdade em um desses sonhos com uma ambientação parecida, mas embora nesse tivesse muita gente, eu me sentia avulso daquela instalação, ou então, eu já sonhei com outras instalações, como hospitais e prédios empresariais sem ninguém além de eu sozinho explorando os lugares.
  • Já sonhei com banheiros, mas pelo menos nunca usei as privadas deles, pelo que eu lembro, no máximo as pias, ou entrava nas cabines, e a cor dos banheiros variava, tinha eles azuis, ou com cores quentes tipo banheiro de shopping, ou em preto e branco.
  • Eu também já tive sonhos que me acordavam no susto, como um sonho de infância em que eu me via me segurando encima de um caminhão da Elma Chips, ou quando eu sonhei que tava jogando Slender The 8 Pages e fui pego pelo Slenderman, e também já sonhei que levei um jumpscare do robô de Daft Punk – Technologic (aquela música do meme "sonim bleinim" do Lucas Inutilismo) com um som de TV estática muito alto.
[Mas também??? Olha essa porra! Como que eu não ia ter medo disso?]

Foi legal eu contar as minhas experiências sobre o diário, ainda mais da parte dos sonhos que geravam muito assunto, aí teve uma conversa que teve isso:
E isso:
Foi com esse webamigo, falando nisso, que eu falei sobre uma mensagem que eu aprendi sobre "morar ou não com os pais". Normalmente coaches falam que morar sozinho, e crescer sozinho, é coisa de adulto porque "um adulto de verdade não cresce de verdade sob as asas dos pais", o que seria bonito se não fosse a nossa realidade brasileira: Mais de $1000 por mês pra uma kitnet, pra morar perto de faculdade que, quando formar, não vai dar currículo pra um emprego tão bom, isso se você escolheu uma faculdade cujo diploma garante muita vaga, ou se você saiu do emprego anterior pra pegar o que bate com o diploma, e olha que faculdade e emprego na mesma carreira já deterioram as condições de uma pessoa devido ao desgaste físico e mental.

Além desses coaches que falam de morar sozinho serem os mesmos que desde vendem cursos falsos de carreira digital a criam golpes inteiros contra idosos (que a propósito, tá no nível de corromper crianças que nem certos youtubers fazem, mas os idosos têm um agravante a mais de não serem protegidos que nem as crianças). A ideia nem é pregar o moralismo, e sim concluir falando da hipocrisia das pessoas que pregam sobre a "forma certa" de ser adulto, enquanto eles nem cresceram daquela forma, e também cometeram um monte de coisa errada e até uns crimes.

Inclusive, sobre morar com os pais mesmo adulto, tem dois detalhes importantes:
  • Não vale a pena morar com os pais se eles forem péssimas pessoas;
  • E também só adianta morar com os pais se você agregar um valor pra casa, no mínimo não sendo só um peso morto pra eles.
Isso do mesmo canal que eu aprendi com isso, esse me deu um ponto de vista interessante, sobre como morar com os pais por um tempo a mais (rima não intencional) pode melhorar a relação familiar, e vou parafrasear o exemplo hipotético do canal que eu peguei a ideia:
  • Suponhamos que tenha 4 pessoas na casa: Pai, mãe e dois filhos.
  • Os dois filhos crescem, e mesmo ainda na casa dos pais, eles não são um problema, mas sim um apoio, já que eles trabalham e têm uma renda própria que preenche as contas a pagar da casa.
  • Depois, cada filho tem sua própria família, com esposa e filhos, e os pais anteriores agora são avós.
  • Os netos/filhos novos podem interagir com os avós normalmente, ou diariamente, ou meramente quando os próprios avós ajudam a cuidar dos filhos, seja quando os pais atuais tão ausentes em algum compromisso, ou quando os pais ainda estão aprendendo a cuidar deles (clássicos pai e mãe de primeira viagem).
  • Os avós ficam mais velhos, mas os filhos deles, por já estarem próximos e também bem financeiramente, cuidam deles.

Já, se os filhos saem da casa dos pais "de graça" (por motivos que os coaches pregam), tem também um exemplo próprio:
  • Os filhos saem da casa dos pais;
  • Eles crescem pobres porque caíram na Corrida dos Ratos (um ciclo vicioso de trabalhar pra pagar dívida e pagar dívida pra trabalhar) e tão com menos tempo ainda por juntarem faculdade e emprego na mesma rotina;
  • Esses filhos, trabalhando com o que tinha e morando onde tinha, conseguem formar uma família;
  • Esses filhos, agora pais, só se encontram com os seus pais, agora avós, em festas de família ou em alguma visita muito importante (ex: algum assunto de trabalho ou de família a resolver);
  • As crianças novas, filhas desses novos pais, ficam na creche e, depois, na escola, não pra começar seu desenvolvimento escolar, mas porque só lá pra não ficarem abandonadas em casa ou nas ruas, já que nessas famílias geralmente até a mãe, normalmente acostumada a cuidar da casa pra deixar a parte econômica pro pai/marido, está precisando trabalhar.
Enfim, valorizem seus pais quando possível, e...

Até mais!