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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

4 de mar. de 2025

Era Uma Vez, Branca de Neve

[Aproveitei um tempo livre pra fazer mais esse conto aqui, e por mais que o live action da Branca de Neve tenha sido ruim, seja por contratarem uma atriz extremamente militante pra cagar regra sobre um filme infantil de contos de fadas, e sobre um ator anão trair o movimento e falar que anão não pode atuar anão, eu sinto que podia ter sido ainda pior, e assim como Pinóquio, a Branca de Neve do filme animado antigo também me marcou, e lembro de ter feito uma história baseada mas extremamente diferente, mas esse aqui é mais diretamente baseado na Branca de Neve]
[Essa história obviamente vai ter muitos elementos originais, que não tem nem na Disney, nem outros desenhos e live actions, nem nos contos dos Grimm, e incluir elementos mitológicos e históricos]

Era uma vez um reino na Alemanha, em que havia um pequeno grupo de anões que seguia um rei muito bondoso, seja pelo trabalho braçal pelas belas joias, ou pelo seu chefe, o Mestre, ser um grande herborista e astrônomo, que pôde ajudar a filha do rei após o nascimento com a sua medicina e ao saber de seu futuro promissor, porém, a rainha não sobreviveu, e o rei, procurando uma nova pretendente para acompanhar seu reinado e cuidar da princesa, chamou a nobre Emília Antonieta, porém, depois de convencer três dos anões a conseguirem alguns cogumelos para o que ela prometia ser uma poção que ela planejava, se dizendo ser tão interessada na alquimia quanto o Mestre.
Misturando num caldeirão com os anões, ela fez um forte veneno que poderia matar o rei em menos de uma hora, e então, depois de tamanha traição, a rainha Emília acusou os anões, e então, por mais cruel que fosse o regicídio, os anões eram muito valiosos, e como punição que podiam, os exilaram, e só sete restaram, e foram condenados a trabalharem mais pesado nas minas, não tendo tempo para trabalhos mais delicados como a medicina, que a própria rainha tomou os cuidados, e as joias das minas eram tão preciosas que a rainha tomava o máximo que podia delas, nem precisando cobrar os impostos dos plebeus.
Emília Antonieta, uma vez por dia, consultava o Espelho Mágico, um espelho modelado, esculpido e polido das pratas mais puras do pai dos sete anões, Durin VII, como presente ao próprio rei, com um feitiço que o pudesse dizer a verdade nos reflexos, e a Rainha Má, Emília, sempre perguntava: "Mágico espelho meu, escravo da parede do castelo, há alguém mais bela do que eu? De alma e corpo tão belo?", o Espelho Mágico muitas vezes dizia que era a Emília a mais bela, porém, quando a princesa Branca de Neve, filha de Carlos de Neve VIII, se tornou adulta, o Espelho começou a dizer que era a Branca de Neve, "suas pernas são como rabanetes, seu busto é suave mas cheio, seu cabelo é vermelho como as maçãs anglas, e a pele é branca como neve do Inverno, a alma dela também é limpa como a de um anjo".
Emília perguntava mais vezes, em mais dias, ao saber que a resposta mudava, podia ser temporário, e Emília já havia cuidado de sua enteada por muito tempo, pois era a única herdeira dela, e ela não iria fazer mal a alguém novo demais pro mundo, porém, se vendo destronada no que ela via como sua única virtude, a Rainha Má estava se irritando, e estressando, mas ainda querendo se livrar dela, contrata uma tríade de mercenários: Sumaco, o magro de ossos, Balício, o gordo de açúcar, e Peçanha, o fedido descalço, eles foram enviados para abater a Branca de Neve, e poderão ir embora com dez dos diamantes mais lapidados em troca sem serem vistos.
Porém, quando o Sumaco, o Balício e o Peçanha iriam pegar a Branca de Neve despercebida, que por sua vez ela estava lendo um livro e cantando com pombas brancas limpinhas, os três se atrapalham todos, o Sumaco tenta explicar o plano com os outros dois, mas os dois eram estúpidos e entenderam tudo errado, o Balício tenta resolver do próprio jeito, indo pegar a Branca de Neve numa rede, mas ele pega três das pombas por engano (duas brancas e uma vermelha), que voam em direção dele e furam um olho dele, depois, cagam no Sumaco e no Peçanha, que nem tinha tomado uma atitude, porém, no dia seguinte, Sumaco tenta fazer uma armadilha, com uma arapuca perto de um pequeno caminho que a Branca de Neve passava, que seria acionada num fio, a Branca de Neve andava no vale cantando, mas nenhum passo dela tocou no fio, o Peçanha tenta alcançar ela, mas pisando no fio, pedras caíam, e o esmagavam, ele tenta sair mas estava todo acabado, e o Balício, não gostando daquilo, no dia seguinte, tenta avisar Branca de Neve, os dois conversam ao lado de um poço, e dizem.
"Branca de Neve, você precisa sair daqui"
"Oh, céus, mas por que?"
"A Rainha Má, ela quer você morta, meus irmãos tão tentando ajudar nisso, mas não pude seguir com eles, não posso fazer nada, eu... eu..."
Balício é atropelado por um porco, que aparentava proteger a Branca de Neve, mas o Balício, desesperado, pega uma adaga fina de aço, e corta a barriga do porco, ele pede pra Branca de Neve ir embora, e então, os outros dois têm uma ideia: Tirar o coração daquele porco e levar para a Rainha Má.
Com o coração numa caixa e acreditando ser o da Branca de Neve, mas descobrindo com o Espelho Mágico que não era, ela se enfurece, tenta procurar a Branca de Neve, mas ela já desapareceu, ela tenta achar os mercenários, mas eles foram embora com os diamantes, Branca de Neve corria na floresta, mas se perdendo, se encontrava numa clareira rodeada de cervos, pássaros, esquilos e tartarugas, que a resgatam e deixam mais próxima de uma casa aparentemente menor que as casas normais daquele reino, e então, dois anões gêmeos, que eram ditos fracos demais pra trabalhar e ficavam na casa cuidando dela, a socorrem, aqueles eram Atchim (alérgico, de nariz sensível, limpa a casa pra ficar impecável e longe das poeiras que o atormentam, e o faria fazer espirros que bagunçariam tudo) e Soneca (que dorme muito, tenta ajudar com a jardinagem e o cuidado dos quartos, mas era demorado pois ele nunca tinha energia).
Os outros cinco estavam minerando nas cavernas e extraindo joias e ouro aos montes, eles tinham uma certa força, mesmo que seu maior destaque era a magia, o Zangado (temperamental, impulsivo, de certa forma protetor e de guarda alta) explodia pedras pra abrir caminho, Feliz (otimista, esperançoso, irmão mais novo do Zangado) e Dengoso (delicado, gentil e amigo dos outros) não tinham como usar suas magias nesse trabalho, Dunga (o mais novo, e que pela situação nunca aprendeu a falar) não aprendeu a sua magia, e Mestre (o líder deles e inteligente) extraía água e algumas ervas para que eles pudessem durar mais um pouco no trabalho, e só precisassem sair à noite.
Falando em noite, chegam eles na casa, e estranham uma moça duas vezes o tamanho deles, ao lado de esquilos e passarinhos arrumando partes da casa, com ela e o Atchim varrendo o chão e os animais lavando os móveis e a louça, e o Soneca, indo tentar explicar, acaba caindo de sono na escada, Zangado foi tirar satisfação.
"Atchim, o que você pensa que tá fazendo? Com esses bichos do mato aqui na cozinha e uma humana conosco? E se a rainha souber"
"Não se preocupa, com todos aqui na casa o trabalho ficou muito mais eficiente, e não se preocupa, ainda temos açúcar e morangos por mais essa semana"
Mestre ficava curioso com aquela situação, e chama Branca de Neve pra conversar com ele no quarto, e com isso, eles se veem que tinham um pouco mais em comum, ao saber que a Rainha Má também tinha ido atrás dela por uma armadilha, mas não sabiam como ir atrás dela, os anões haviam se espalhado, e boa parte dos utensílios mágicos do Mestre ficaram no castelo, mas Branca de Neve diz que, enquanto eles procuravam uma solução, ela podia ajudar eles.
A Branca de Neve se juntou a eles na casa, e até construíram uma cama própria pra ela em um espaço mais livre, e no meio das decorações, estátuas de madeira de uns patronos dos anões tinham pequenos rubis, diamantes e minérios de ouro, a Branca de Neve sabia do valor delas, e o Dengoso avisava que era o que eles mantinham escondido pra ter um mínimo para pagarem outras contas, pois a Rainha Má não entregava comida ou proteção a eles, mas entre as ajudas da Branca de Neve, além dos serviços em casa, eram:
Dunga ficou esses dias em casa, com a Branca de Neve aprendendo algumas palavras até o Dunga conseguir falar elas por si só, e pra facilitar, ela ensinou ele a cantar também, sua voz estava boa e também encantava os animais ao redor da casa. O Feliz e o Dengoso tinham um certo medo da floresta, mas a Branca de Neve os acompanhava, seja para eles irem com os outros para as minas, ou para buscarem folhas para um projeto que o Mestre tinha perdido depois da morte de Carlos de Neve.
Projeto esse era meramente uns remédios que o Mestre fazia pro povo, mas que foram proibidos durante o reinado da Rainha Má, e com menos trabalho em casa, era uma corrida contra o tempo, eles juntaram mentas, hortelãs, mel das abelhas e ervas helênicas e ctônicas para poder tirar as alergias do Atchim, e trocando o mel por camomila e as ervas ctônicas por etéreas, restaurar o sono do Soneca, e o Zangado, embora bem velho e experiente, fumava muito o seu cachimbo, e tirar o cachimbo poderia piorar pra mente dele, então, em vez de parar o cachimbo de uma vez, eles recomendavam que ele só fumasse com menos frequência.
Depois de um tempo, Zangado mascava umas ervas rosa e violeta que o Mestre e a Branca de Neve acharam com ajuda dos sapos, e se sentia mais aliviado de mente e coração, porém, a Rainha Má estava de saco cheio, e se disfarçou, matando a velha empregada do castelo e vestindo a carne dela como um corpo temporário, e então, com a mesma receita de cogumelos, ela pinta um dos lados de uma maçã com o mesmo veneno, que deixava um pouquinho mais murcho e verde, mas ainda comestível, e então, ela vai à mesma floresta, e à mesma casa, quando os anões, indo todos à mina minerar, confiaram que a Branca de Neve poderia cuidar da casa com apenas a ajuda dos bichos, ela recebe a visita da "Empregada Maria".
Branca de Neve se sentia feliz em ver a "Maria", mas a empregada, fingindo desinteresse, afirma que a Rainha Má estava com saudades e tentava entregar aquela maçã como um voto de confiança, mas a Branca de Neve, sabendo que ela provava as comidas do seu pai e da sua madrasta, a mandava morder a maçã para testar.
"Pois morda, mesmo que só um dos lados, é da sua lealdade que você protegesse o meu pai e aquela madrasta imunda dessas armadilhas"
"Ora, pois eu aceito a sua ordem... Filhinha"
A bruxa morde a maçã com desgosto, mas acertava o lado saudável e engolia, e a maçã, rindo confiante, mordia a maçã e comia o resto dela, só sobrando o fruto em que ficavam as sementes e o cabo, mas a Branca de Neve se sentia mal, e caía, a Rainha Má, ainda disfarçada, ia embora, rindo sadicamente, e ãs toupeiras, que estavam de vigia, cavam em direção das minas e avisam os anões, que, chocados com o ocorrido, mas furiosos com tamanho sacrilégio, largavam as picaretas, e forjavam espadas e armaduras com os minérios de hematita que acharam nas cavernas e a Rainha Má tanto ignorou, e armados e protegidos, montados nos cervos como seus cavalos, avançavam contra a Rainha, mesmo disfarçada, ainda reconhecida pelos animais.
Atchim com os ventos e Mestre com as chuvas faziam uma forte tempestade que atrapalhava a Rainha Má, Feliz cria uma ponte com luzes de múltiplas cores para dar um atalho a eles, Dengoso fazia as árvores se moverem e vinhas e gramas criarem barreiras para atrapalhar o caminho, a Rainha Má ainda tentava correr, rasgando a carne do seu antigo disfarce, e pegando um pássaro no meio da chuva, e o mordia e devorava inteiro, absorvendo suas asas e tentando voar, Dunga comandava os animais para impedirem ela, e um falcão voava para rasgar o rosto da rainha, Soneca segurava a Rainha Má, rendida e no chão, para que ela ficasse paralisada e dormente, e Zangado, descendo primeiro de seu cervo maior, avançava até a rainha, e com sua espada, cortava o pescoço da rainha, fazendo a cabeça dela cair com um rosto horrorizado, enquanto o Zangado, irritado, emitia uma chama explosiva que desintegrava o resto do corpo da Rainha Má, e em seguida, segurando a cabeça dela, declarava:
"Meus irmãos, meus primos e meu primogênito, depois de anos dessa tirania, essa rainha vagabunda está agora morta!"
Os anões comemoravam a morte da Rainha Emília naquela noite, mas no dia seguinte, preparavam um enterro para a Branca, que por não ter familiares por perto, só restava ficar entre os anões, porém, o príncipe Encantado de Castela, um primo distante da Branca de Neve, sobrinho da mulher de Carlos de Neve, Diana de Castela, esteve a cavalo para visitar seu reino ao lado de seus vassalos, soldados e escudeiros, porém, todos estavam sem entender aquele enterro, aqueles seres tão mágicos, tão tristes, e o Encantado se voluntaria pra ajudar eles, e o Mestre só dizia.
"Você conhece a Branca de Neve?"
"Sim, eu conheço, ela é uma prima minha dessas terras"
"Ela... não tá mais entre nós, e não pudemos anunciar tão bem"
"E-espera, talvez esteja falando muito cedo, possa ter uma solução"
Feliz dizia que dessa vez não havia solução pra morte, e que a Branca de Neve agora pode estar no Céu e cantando com os anjos, Dengoso dizia que ela podia estar tomando mel e comendo carne de javalis celestiais no Valhalla, o que eles interrompem e tapeiam, pois o Encantado não entenderia, o Encantado, pensativo, reconhece o Mestre, e o diz sobre eles poderem resgatar os artefatos do castelo do reino.
Os vassalos ajudam a carregar o caixão, e levar a um lugar seguro na vila, os plebeus estavam chocados, os nobres, vendo de longe, estavam extremamente tristes, e o Mestre diz que precisavam reunir outros anões que também o ajudavam, e com isso, a notícia da morte definitiva de Emília Antonieta e a possível morte da Branca de Neve, e os anões voltavam ao reino, e investigando tudo, era descoberto os planos da Rainha, ainda mais quando o príncipe Encantado perguntava ao Espelho Mágico, e em dois dias, Mestre havia feito uma poção nova, juntando todas as bondades do reino, para assim ressuscitar a Branca de Neve, e que o Encantado decidia passar para ela.
O ritual envolvia passar essa poção com cuidado na pele da princesa, que está inteiramente despida e numa banheira, e quando sobrar os últimos mililitros, ele tinha que colocar na boca da Branca de Neve, que então, acordando como se fosse de um sono, estava envergonhada de ser vista assim pelo seu parente, mas o Encantado dizia que estava tudo bem, ainda mais de terem ela de volta, e então, eles se beijam.
Branca de Neve e Encantado de Castela se arrumavam para, no dia seguinte, se casarem em uma festa muito incrível, com o Dengoso declarando eles mulher e marido, e o Dunga levando eles de volta ao castelo com a carroça dos anões, antes velha e decaída, guiada por um burro velho e doente, agora de madeiras firmes e nobres, guiada por um dos cavalos mais novos do Encantado, e aquele viveu feliz para sempre.

Fim!

2 de mar. de 2025

Era Uma Vez, Pinóquio

[Não era pra essa e nem mais duas das que terão a seguir serem escritas nessa mesma sequência, mas essa história por exemplo é uma releitura de um conto de fadas que eu gosto que é o Pinóquio, apesare da versão antiga da Disney ter me marcado muito, eu odeio completamente o Carlo Collodi e a versão edgy tenebrosa dele, não assisti à versão do Del Toro por mais bonitinha que seja, e outras nem tenho o que declarar]

Era uma vez, em uma região de Toscana, na Itália, uma árvore falante que fofocava e resmungava para as pessoas da cidade, até que, furiosos, os lenhadores derrubaram a árvore a machadadas, a árvore aparentava morrer, mas Gepeto, embora não tão rico, ainda muito amável e popular na cidade, comprou muito daquela madeira para, nela, esculpir algumas bonecas artesanais para a própria filha, mas então, Gepeto encontrou na árvore o que parecia um coração com textura de uma maçã ou bolota, e então, achando que a filha precisaria de um boneco masculino para acompanhar, ele colocou aquele coração no último boneco que esculpiu, e então, enchendo com uma borracha da seiva da madeira, e selando numa tábua do tronco, a madeira parecia voltar a viver, e essa madeira foi chamada de...
"Eu... Eu voltei?"
"O que?"
"Desculpa, acho que eu tinha uma outra vida e... nossa, meu corpo ainda é madeira, mas sabe, você me salvou, qual é o seu nome?"
"Sou o Gepeto, mas pode me chamar de Pai, e você, eu acho melhor te chamar de Pinóquio"
"Pinóquio? Obrigado, pai"
Depois de um tempo, Pinóquio, por um tempo, ficou amigo da filha de Gepeto, chamada Giulia, e brincava como se fosse um tipo de mini teatro que deixava ela feliz quando ela estava em casa, porém, nessa época e em um evento que Pinóquio e Gepeto se sentiam tristes de lembrar, Giulia faleceu de Varíola, e foi enterrada num funeral com a família deles, e algo que só Pinóquio conseguiu ver era o espírito de uma mulher escura com asas de borboleta levando a alma de Giulia para o Céu.
Depois disso, Pinoquio estava triste demais, e Gepeto, com o dinheiro que conseguiu com a carpintaria, que por sua vez lucrou muito com a fama de "o homem que animou madeira", comprou roupinhas para Pinóquio, e uma enciclopédia nova para que Pinóquio estudasse e pudesse ir a uma escola, quem sabe ele poderia se renovar e ter amigos novos, mas Pinóquio, seja malvisto por ser um menino de madeira, e julgado como uma aberração, se sentia pior por tudo não parecer o mesmo, e então, ouvindo falar de um circo que estava chegando à cidade, ele resolve visitar lá e, então, um grilo vestido e maquiado de palhaço convida Pinóquio para ele dançar ao lado dele e das bailarinas, os jovens e os adultos estavam impressionados com aquilo, e no dia seguinte, mesmo com as pessoas querendo ver mais "o garoto de madeira e Consciência, o palhaço", o Pinóquio não voltou, ele estava de castigo por Gepeto por ter se colocado em risco com desconhecidos, e por não ter contado sobre quando não voltou pra casa tão cedo.
Mas quando Pinóquio voltando pra casa depois de ainda poder ir pra escola, uma raposa pirófaga (que faz pirofagia, de engolir e cuspir fogo) e um gato engolidor de espadas, vendo a oportunidade, o tentam a participar do circo mais uma vez.
"Ei, você gostaria de ir ao circo de novo?"
"Mas o meu pai escondeu o bilhete, não posso ir hoje!"
"Não se preocupa, você pode ir de graça, e será uma atração!"
Com isso, Pinóquio visita o circo de novo, e enquanto participava de um teatro bobo com o grilo Consciência, se assustava e corria ao ver, na imagem de uma das bailarinas, a imagem daquela mesma imagem mística que viu naquela vez que perdeu a Giulia, e mesmo fugindo do circo, não foi pra casa, mas pra floresta, onde ele se sentia confortável também, como se fosse as suas origens, ou o colo de uma mãe, mas então, o gato e a raposa o encontram e, mesmo com Pinóquio tentando se justificar, e seu nariz crescendo e mostrando como não conseguia disfarçar, castigando por ter atrapalhado o próprio show do circo, o espancam, o furam, o pregam numa árvore, e o penduram, eles achavam que ele sufocaria daquele jeito, mas o garoto era de madeira, e só estava se assustando com a situação.
Gepeto, preocupado ao ver que Pinóquio não estava voltando de novo, e então, ia ao circo gritando "Cadê o meu Pinóquio!? Cadê o meu Pinóquio!?", o que o Consciência ouvia e estranhava, e então, chamando a sua namorada Mable, ele ia atrás resgatar o Pinóquio, e então, o encontram pendurado na árvore, enquanto o gato e a raposa só saíam ao verem que seriam vistos, mas eles foram vistos, e a Mable, mostrando sua verdadeira face, desfigurou os dois, os revertendo à forma original deles, de um gato e de uma raposa.
"Pinocchito, o que aconteceu!?"
"Esses canalhas me violaram de todas as formas que puderam, e tentaram me matar, me tirem daqui!"
"Não se preocupa, eu consigo!"
Consciência tira Pinóquio de cima da árvore e leva de volta ao Gepeto, e resolve deixar de trabalhar no circo pra cuidar do Pinóquio, e depois de recuperado, e de uns dias estudando normalmente, Pinóquio não viu mais o circo, mas viu um pequeno bar que estava vendendo refrigerantes para os pequenos e cervejas para os grandes, e tendo uma pequena mesada, ele tirava uns dias bebendo aquele refrigerante depois de sair da escola, porém, algo estranho acontecia: Os refrigerantes, à base de vinho, tinham um álcool e era usado para um esquema em que as crianças, ficando bêbadas, "desapareciam misteriosamente", o que ninguém estava associando aos refrigerantes, parecia uma loucura, e o misterioso (ao menos para os trabalhadores do bar) era como o Pinóquio, mesmo bebendo já 3 litros disso durante a semana, não sofria nada, ele conversava com os outros por lá umas histórias que obviamente eram brincadeira, mas seu nariz aparentava crescer.
Consciência estava naquele bar pela cerveja, mas depois de ver que seu novo amigo estava gostando daqueles refrigerantes, comprava refrigerante pra tomar junto também, porém, em um dia desses, o Consciência se sentia estranho e os trabalhadores, vendo a oportunidade, tentavam levar ele embora, o que o Pinóquio percebe de estranho e tenta resgatar o amigo antes que fosse tarde, porém, os dois param em uma jaula estranha, enquanto ambos viam dali um grupo de burros falantes.
Os dois estavam assustados, mas aparentemente, os burros não falavam, mas choravam, o Pinóquio tentava conversar com eles, que admitiam terem visto o Pinóquio ou até eram colegas dele da escola, e então, Pinóquio e Consciência tiram um tempo pra conversar, e trocando ideias, veem que havia uma maldição naqueles refrigerantes, em que depois de beberem por uns dias eles viravam aqueles animais, e então, todos eram mandados a sair da jaula por algum tipo de capataz, que a chicotadas, expulsava os burrinhos, o Pinóquio e o Consciência, que em vez de um burro, estava se transformando numa maria-fedida.
"Espera, o que tá acontecendo com você?"
"Eu sou um grilo, garoto, eles tavam virando uns mamíferos de muito baixo nível, e eu, tô virando um inseto verde de baixo nível, estamos lascados!"
"Ah, não, eu não quero virar um cedro!"
O capataz, então, chicoteia mais ainda, para os dois saírem, mas ao bater demais no Consciência em forma de maria-fedida, aquilo começava a feder, o que fazia os burros e o capataz desmaiar, e o Pinóquio tenta ao menos socorrer o amigo, enquanto, não precisando respirar, e só comendo e bebendo para absorver os produtos e crescer, ele não sentia cheiro nenhum, e ele até tentava se recuperar ao lado do Consciência, o Pinóquio, cansado, dorme, o chefe daquele bar e daquele esquema, que o Pinóquio só sabia que se chamava Hanz, levava os dois enquanto dormiam para o Oniryu, um dragão marinho que conduz o navio burreiro em que estavam, devorar eles.
Ambos acordavam deslizando para a garganta do dragão, o Pinóquio tenta segurar com a mão direita o Consciência e evitar que ele caísse, enquanto com a mão esquerda segurava a úvula de Oniryu.
"Espera, você ainda tentou me salvar?"
"Sim, é que... Você sabe, você pode ser bem mais velho que eu, mas você foi um dos poucos que simpatizou comigo fora da minha família"
"Então isso quer dizer que..."
"Sim, Consciência, você foi o meu melhor amigo, desde o dia que perdi a minha irmã"
"Irmã?... Sabe, Pinóquio, eu não sou tão velho quanto acha, eu posso ser muito mais novo que você acha"
"O que!?"
"Sim, sabe a fada Mable que me salvou? Eu era só um grilo qualquer, e lembro de quando morri ter visto uma luz azul me resgatando"
"Espera, essas luzes azuis significam AAAAAAAAA"
Com uma tosse forte, Pinóquio e Consciência caíam, mas Pinóquio usa seu nariz para se pendurar e cravar no fim do esôfago do dragão, pouco antes deles chegarem no ácido, ou pelo que parecia, uma piscina de fogo, o Consciência se sentia extremamente mal, não fisicamente como um enjoo, mas emocionalmente, de ter deixado o Pinóquio naquela situação por sua vulnerabilidade, mas então, Consciência diz o que faltava.
"Pinóquio... A Mable me ressuscitou, ela violou uma regra das fadas de não levar as almas de volta ao corpo, e como reparação, viveu comigo todo esse tempo... Cuida da Mable por mim"
"Consciência, não!"
Consciência se solta do Pinóquio, e era digerido pelo fogo, e o dragão, se sentindo mal, vomita uma forte chama, que empurrava Pinóquio com tanta força, e quebrava ele tão intensamente, que só a sua cabeça voltava à Toscana, e ainda com o seu nariz se partindo até o tamanho inicial, Mable e Gepeto, que estavam o procurando, o acham, e quando lhe perguntavam o que aconteceu... Pinóquio apenas diz.
"O Consciência, ele... se sacrificou por mim"
Mesmo ele só dizendo aquilo pra omitir o pior, seu nariz não cresceu, aquilo só crescia quando Pinóquio mentia, e mesmo omitir sendo pior que mentir, não seguia essa maldição que Pinóquio seguia, e o Pinóquio sabia que no fundo era verdade. Gepeto construiu um novo corpo para Pinóquio mas, sem o coração de fruta, ele não teria muito tempo de vida, e Mable, a fim de dar uma última chance ao tal último amigo do Consciência, transforma aquele corpo de madeira do Pinóquio que, sem mais madeira mágica, era apenas carvalho genérico, em um corpo humano, que Pinóquio só percebia, depois de acordar no dia seguinte.
Mable dizia ter ido embora, e dito aos dois que agora eles teriam que encarar a vida e os próprios erros, e aprender com eles, Gepeto tinha um filho vivo depois de muito tempo, e Pinóquio podia sentir como é ser um garoto vivo, e eles viveram felizes por muito tempo.

Fim!

Choro das Corujas

[Eu planejava essa história meio baseado numa personagem que ganhei de um webamigo que era uma freira coruja, mas em vez de usar diretamente essa personagem, que tô usando pra outros tipos de arte e pra uma história bem mais mínima e simples, que só mostrei pra poucos webamigos, vou reutilizar a ideia de freiras corujas pra essa história a seguir]

Numa floresta amena e fértil, fica escondido um tipo de orfanato com um caminho de pedras de diferentes tamanhos e cores que ligam a um longo campo rural, depois a uma vila média, depois a um tipo de quartel protegido com barricadas e cruzes que não conseguimos saber o porquê, e o orfanato é relativamente longo, de 32 x 25 m², com longos corredores que se conectam aos dormitórios dos órfãos, aos banheiros, refeitórios, e entre 26 x 17 m² desses 32 x 25 do orfanato, junto de um centro de adoração aos Arbrestes (um tipo de deuses da natureza e da vida em forma de árvores conscientes que estariam adormecidas numa floresta sob a Terra) ao ar livre, um tipo de enfermaria em que os órfãos e alguns soldados são cuidados, e fora do orfanato havendo uma fazenda de gansos, galinhas e cabras que, junto das verduras e do arroz, são comida periodicamente para todos dali.
Quem lidera esse orfanato é um grupo de mulheres meio coruja, celestiais e comandadas pelos Arbrestes a guiar os humanos, entre elas, essas que estão cuidando dos órfãos, os treinam e ensinam aulas, os fazendo não precisarem de uma escola, enquanto a rotina tinha que ser a mais levada a sério possível.
Havia muitos órfãos e órfãs bons na igreja, muitos aparentavam ter certo potencial matemático ou artístico, e tinham a chance de serem adotados, mas aqueles rebeldes eram punidos seriamente, os que agrediam seus próximos apanhavam de palmatória até se desculparem, os que atormentavam os animais ou falavam palavrões e ofensas eram forçados a comerem pimentas fortes até se desculparem, e aqueles que ofendiam as corujas ou a fé nos Arbrestes eram forçados a se ajoelharem sem roupa sobre grãos de milho, era doloroso, e havia aqueles que deixavam de fazer o mal, não por verem o valor no bem, mas pelo medo da punição.
Enquanto as órfãs que se tornam mulheres são contratadas para serem freiras ou fazendeiras da instituição, os órfãos que se tornam homens são enviados ao exército, e eram vários porque, seja pela burocracia que impedia as adoções ou pelas famílias preferindo terem filhos próprios, era mais raro adotarem os garotos, e enfim, eles iam para a guerra contra os Medores (uma raça de criaturas que estão invadindo o centro da Terra e deturbando os Arbrestes, assim deteriorando a vida na Terra). Porém, um dos ex-órfãos e ex-soldados que voltou despedaçado, estava Marcelo Coru, que tem esse sobrenome como todos os membros do orfanato, e estava sem um braço, sem um olho, e com um pouco da sua alma vazando junto de seu sangue.
"Oh, Marcelo, tu voltaste depois de tanto tempo! Digas, o que aconteceu depois desses anos?"
"Mãe, depois de tudo o que eu vi, me diga, esses Arbrestes ainda estão vivos?"
Aquela resposta fazia a Madre Youna desmaiar, as outras freiras corujas estavam assustadas, e o Marcelo não quis admitir aquele questionamento de novo, ele sentia que odiava elas, mesmo sendo em sua infância o mais amado por elas e que as moças até mesmo impediam de adotar ele, porque não aguentariam ver ele longe delas a menos que pela regra de entregar aos soldados, que também elas acreditavam que o tornariam mais forte, másculo e independente, e o Marcelo, chorando muito, ia embora sem contar muito.

Fim!

Pilar da Vida: Corpo de Homem, Alma de Mulher

[Esse conto pode ser mais adulto e erótico, mas não é vazio, também é da mesma sequência de contos que tô planejando pra me distrair durante esse feriado de Carnaval, assim como eu também já tava planejando alguma história com mais foco direto na sexualidade ou então no sexo, embora misturado com magia e esoterismo]

Numa sociedade bem distante, no meio das cidades divididas entre o Bairro do Fogo ao norte, com casas e prédios vermelhos simples e pequenos de pedra, o Bairro da Água ao oeste com casas e cabanas azuis de madeira com uma tintura única das escamas dos peixes, o Bairro da Terra ao leste com casas baixas e pobres de tijolos com argamassa, e mercearias melhor elaboradas e que vendem aparatos caros com a explicação que é uma demanda local, e o Bairro dos Ventos ao sul no alto da cerra, com casas e um grande observatório de concreto branco, há um templo central em que eles cultuam a dita Deusa Rosa, que é venerada pelo mais puro amor.
Pra alguns, é o desejo pra conquistar os materiais, pra outros, é apreciar a si mesmo, pra poucos, é estar próximo de quem ama e manter o que conquistou, seja físico ou de memória, mas para os adultos, ainda mais da elite, como os ricos, os agentes públicos e os sacerdotes, o amor mais precioso para a Deusa Rosa é o relacionamento mais carnal entre os seguidores da deusa.
Nessa vila, esse amor carnal é válido até mesmo entre os iguais, em muitas dessas cerimônias, cada grupo (que variava de dois a cinco, seja de homens ou mulheres) deve escolher um quarto o mais limpo e organizado para depois fazerem essa atividade considerada sagrada, alguns comem sopas ou bolinhos da raíz gritadora Mandrágora para aumentar o desempenho sexual, outros iluminam pouco os quartos com luzes vermelhas e roxas, ou usam uma poção usando Lúnea, uma flor da noite e da visão noturna, e Flor de Fogo, que é comum para resistência a fogo ou para aumentar a intensidade emocional, dando orgasmos mais longos aos homens e mais altos às mulheres, e outros fazem um sal com pedras mágicas amarelas da terra, azuis da água e brancas da luz.
A terra representa o corpo e a matéria, a água representa o desejo, como elemento para um bom vinho, e a sua conexão ao elemento terra leva ao aumento da fertilidade, e a luz representa o divino, ao darem seus prazeres para agradar a Deusa Rosa, e esse sal, ligado ao Reino de Affequa, podia ser inalado, comido ou misturado com água para formar uma tinta multicolorida, os dando a crer que se tornam mais fortes e mais férteis.
A família Rogvoir, uma das elites, possui, não só a participação desses ritos amorosos, ou a iniciação das jovens moças à idade adulta com a intimidade com seus guerreiros fortes para, com o prazer, despertar um poder espiritual reprimido, também um acesso a um reino astral com grandes servos, como os Gênios, para que deem força física e mística aos homens, e serventia e amor para as tais donzelas.
Tal qual os homens de outras famílias humanas, os Gênios podiam satisfazer os desejos amorosos das mulheres, com beijos ou interações entre os pilares e as cavidades, como o chamado "Pilar da Vida" e o "Templo da Vida".

Os irmãos Otokai e Josetama Rogvoir falaram de coração para a mãe e mestra deles, Oriko Rogvoir, Otokai não estava apaixonado por nenhuma dama, mas gosta do contato dos cavalheiros, e Josetama, mesmo nascida homem, preferia viver como uma mulher, e Oriko, vendo aquilo, os convida para o reino dos Gênios, os vestindo de forma bem promíscua, mas bem elegante, e até mesmo a magia deixava Otokai mais encorpado, e até tornava Josetama em Tamajose, uma donzela bem bonita, ela estranhava não ter perdido seu Pilar da Vida, mas a própria Oriko dizia que ela não precisava se envergonhar do que tinha em seu corpo, mas como ela irá se comportar em diante.
Com anéis verdes garantidos pela família, eles três podiam participar, como uma chave pra esse reino, mas pensem nessa situação, um homem está apaixonado por outros homens, e uma mulher não era mulher desde sempre, isso deturba o padrão de sexo? Ou há uma ideia maior de sexo e gênero, e essas situações são meras particularidades? O paradigma é a pior das ilusões mundanas, pois mente que a particularidade deles é a única verdade aceita.

Reflitam!

1 de mar. de 2025

14 dias de Kubler Ross

[Esse conto pode lembrar um pouco o que eu fazia em Projeto Dream com os spin-offs do Stanley, isso porque fazia um tempo que eu não fazia alguma história sobre cotidiano ou algo tão simples como os contos anteriores]

Na mercearia Ferreira Trigo, com o Seu Ferreira como caixa, chefe e cozinheiro que fazia os pães, bolos e salgados, e organizava os produtos à venda, e o Kubler Ross como empacotador à Segunda e Quarta, faxineiro à Terça, Quinta e Sexta, caixa ao Sábado para ajudar o Ferreira a atender as pessoas que aparecem em maior quantidade nesse dia, e mensalmente o chapa que ajuda a pegarem as cargas novas de refrigerantes, caixas de doces, sacos de salgadinhos, potes de xampus e condicionares, sabonetes, entre outros.
Mesmo com um ou outro trabalhador novo participando pra ajudar nesses serviços, não era o suficiente pro Kubler ter mais respiro ou mais eficiência, e então, num Sábado em que o Kubler Ross estava há tempo de mais no banheiro da mercearia, o chefe Ferreira tentou chamar pra voltar ao trabalho.
"Seu Ross, volta logo, não tô conseguindo fazer as coisas aqui sozinho"
"Eu não consigo"
"Não consegue sair? O que quer dizer?"
"Eu não consigo mais trabalhar! Eu quero sair!"
"... Quer ficar um tempo fora?"
Seu Ferreira não entendia o que estava acontecendo, mas tenta propor ao Kubler Ross um certo tempo fora da mercearia Ferreira, recomendando que ele nem ficasse perto da loja por duas semanas, o que pro Ferreira era só uma dispensa ou umas férias, pro Kubler era uma demissão, nos primeiros dias, ele estava tão cansado que mal conseguiu sair do quarto, depois, saiu ao bar com os amigos e pra um parque com a esposa Betina e com a filha Susaninha, e por fim, ajudou a mãe e a irmã em casa, porém, nos últimos dias dessas "férias" ele se sentia mal, e mal conseguia sair do quarto por arrependimento e tristeza.
Susaninha nem entendia a situação do papai, só queria brincar e comer, já a mãe Valéria Ross estava brava com o seu filho agindo tão mole depois de tudo que passou, a irmã Maria Ross até tentava conversar com ele, o Kubler estava extremamente deprimido, mas a Betina ainda quer lhe dar certeza que há esperança.
Kubler para de se remoer e reclamar, Kubler resolve voltar um dia após as duas semanas, e quando o Ferreira atendia ele, ele o dava novas boas vindas, e diz que ele podia se acalmar, o trabalho estava mais tranquilo, e ele podia trabalhar de Segunda à Quarta agora.

Fim!

Qual é o Elemento da Vida?

[Esse conto será tão simples e curto quanto o anterior, e será em primeira pessoa pra expressar melhor a experiência de Pirison, o personagem principal]

Acordei, são 5 horas da manhã e pude conhecer meus amigos Aeri, Terroa, Hidrika e Selene em outro mundo nos meus sonhos, mesmo eles não estando mortos, depois da ascensão dos humanos preferimos nos isolar pra que ninguém nos atrapalhasse de nossos trabalhos mágicos, mas enfim, no mundo físico, tive que continuar.
Preciso misturar as ervas helênicas e menta com o que vocês chamam de bicarbonato, só preciso misturar na água e passar num cabo de pincelaneto, uma gramínea cilíndrica que estou cultivando, nunca me senti tão bem aliviando minha boca e deixando meus dentes brancos como diamante de novo, e depois, um café da manhã de uma fatia de torta de porcofante com erva ctônica e vinho, e no almoço depois de preparar minhas poções, três fatias, o meu gaspto de estimação não parava de olhar, ele tá até que gordinho, mas não resisti e deixei ele também comer uma fatia.
Tudo tão quieto e confortável, e depois de regar minhas ervas e dar comida aos meus pássaros verdes à tarde, eu olho as estrelas à noite, pra muitos mero desenho do passado, pra outros o desenho do futuro, mas quem sabe, eu deveria olhar, em vez de para cima, ao meu redor, sabe, vocês humanos, tinham potencial pra se desenvolverem com seus brinquedos de metal, mas são estúpidos o suficiente pra usá-los pra destruir o mundo que vocês mesmos vivem.
Se sentem ricos por não terem árvores e grama perto de suas casas, mas o ar sem elas é podre, e vocês nesses ursos de ferro nunca têm espaço nas estradas que vocês mesmos prepararam para eles, e algo que parece tão mais fácil, como se sentar na frente de uma tela elétrica e escrevendo elas nessas pedrinhas de uma tábua mole, parece estressar vocês, eu entendo, até eu que não tenho uma sociedade pra conviver busco fazer algo diferente pra romper minha rotina em algo novo, mas quem sabe, olhando pro outro lado, há outros de vocês, que reconhecem as árvores, quando possível andam sobre as próprias pernas, e podem trabalhar limpando essas ruas e vendendo os petiscos que vocês cozinham.
Vocês vivem juntos, dependem uns dos outros e têm esperança, só não podem abandonar a sua liberdade para acreditar que é certo porque seus líderes te dizem que os seus pecados são mais importantes, e que os maiores bolos e os ouros mais brilhantes deveriam ser a única coisa a consumir pra ficar feliz, quebre o ciclo.

O elemento da vida é fazer algo diferente.

Vida Secreta da Vovó

[Estive estressado demais pra muita coisa, inclusive conversar com webamigos ou desenhar, e histórias como essa e algumas que tão por vir são pra desestressar, algumas não serão de ação e nem terão a ver com o Projeto Dream, embora sejam do J-verso por direito]

Era uma vez, num país habitado pelos raposinos, uma casa com fazenda no meio de um vale, cercado por uma floresta de árvores baixas e uma variedade de ervas coloridas, está sendo visitada pela sua família, com o seu filho José, sua nora Júlia e a sua neta Anaria.
José e Júlia foram ajudar a Avó Oneida a alimentar os pequenos porcos e leitões, colher os algodões, as abóboras, o trigo e os milhos pra próxima colheita, e Anaria foi brincar no campo, vendo as plantações, as colmeias e o chiqueiro, porém, quando foi sair mais longe da casa, ela encontrava um grande rio e, acompanhando a correnteza, depois de várias folhas coloridas e cheirosas, ela vê bem mais a floresta.
Na primeira área, Anaria interagia e brincava com as fadas rosa que encontravam, em uma campina bem aberta, sob uma luz azulada e sob um gramado branco com pedras pretas entre as gramas, na segunda, Anaria voava montada em joaninhas gigantes em uma floresta de grandes lápis gigantes, e era perseguida por macacos azuis de olhos vermelhos, e subindo numa colina por sua segurança, ela acha uma terceira área.
Em uma grande caverna de queijo com minérios de nachos e salame, comestíveis e que a Anaria parava pra tirar algumas tiras das pedras, ela encontra uma saída, e na quarta área um grande mar que aparentava subir de volta pra sua casa, no vale da vovó, porém, ela teve que conversar com as mulheres-águas-vivas que viviam nas praias, e elas dizem que cruzar por aquele oceano só seria possível com um Cruzador Elemental dos Mares (CEM), um tipo de prancha usada pelos magos para viajar entre aquelas áreas que a Anaria havia passado, e elas antes de oferecerem a saída pra ela, entregavam-lhe uma bala azul e rosa, que Anaria recusa pouco antes de ouvir o aviso delas de que não havia um surfista profissional pra levar ela.
Mas antes que Anaria chorasse com o fato de não haver magos e ela não saber surfar, a Avó Oneida era vista descendo a partir de uma maré alta, surfando ao lado do nado de pães-gofinhos castanhos de diferentes tamanhos, e ela chegava à Anaria.
"Vovó Oneida!"
"Anaria, por que você saiu da minha casa e como parou aqui?"
Anaria, desesperada e chorando, tentava se explicar, mas Oneida dizia pra que ela se acalmar, enquanto ela se desculpa com as mulheres-águas-vivas, e levava Anaria embora com o seu CEM, e quando voltavam pra casa, os pais de Anaria nem pareciam questionar o que estava acontecendo, como se pra eles não tivesse passado nem 10 minutos, e então, depois das horas mais tranquilas e tediosas, que faziam Anaria voltar a usar seu celular (algo que ela não teve tempo de ver além das horas de tão impressionava que estava com aquele Novo Mundo), a família voltava pra sua casa, e Anaria agradece a Oneida alegremente.
Fim!

23 de fev. de 2025

Tecnologia e Filosofia: Obrigado, Tropia

Esse blog eu tô escrevendo porque, depois de reassistir a uns vídeos do Tropia, daquela "época de ouro" dele que fazia vídeos sobre física, filosofia e algumas ficções, eu resolvi fazer um blog bem terciário só pra anotar umas coisas que eu vi, seja revendo esses vídeos ou vendo conteúdo de assuntos relacionados.

Quarta Dimensão, Física Quântica e Subespaço
É muito falado sobre a Quarta Dimensão ser, na física de Einstein, a coordenada do tempo, que se completa com o espaço tridimensional que define o nosso universo, e o Tropia mostrou duas coisas, como o Tesseract (o cubo em quatro dimensões, e que a gente já viu muito desse nome em objetos com poder sobre o espaço como na Marvel) e Miegakure (um jogo que o Tropia usou pra ilustrar a explicação dele, e que é tipo o Fez, porém, em vez de 2D com mecânica 3D, o jogo é 3D com mecânicas 4D)

Explicando melhor o Miegakure, ele é como um jogo de plataforma 3D (a versão 2D que teve tanto no vídeo do Tropia quanto no trailer do jogo não é o jogo normal, apenas uma ilustração de como ele funciona), cuja quarta dimensão (nesse caso sendo uma camada adicional do espaço) é usada como mecânica pra, girando entre planos (que embora soe como uma viagem dimensional, ainda é como se fosse tudo num mesmo espaço, porém em dimensões só acessíveis pelo espaço 4D), poder acessar as novas áreas que precisar, isso considerando que essa quarta dimensão não é temporal, e sim hiperespacial (espaço acima das três dimensões).
Porém, ainda há dimensionalidades maiores, como a Teoria das Cordas (que explica o multiverso de forma quântica, como as "cordas" sendo laços energéticos que vibram de forma que define a probabilidade e como estamos presenciando a realidade), que combina a física quântica de Schödinger (em que a realidade só pode ser mensurada se tivermos como observar, sentir ou tendo qualquer forma de perceber ela) com a relação microcosmo-macrocosmo (que se refere como as menores coisas têm relação ou similaridade com as maiores), em que, pra essas tais cordas terem tamanhas vibrações que formariam um multiverso, seriam necessárias 11 dimensões/coordenadas/camadas (9 espaciais, 1 temporal e 1 mental, que explicarei essa depois), tendo assim um Subespaço (em que, embora tendo camadas dimensionais bem baixas, elas são mais numerosas que a base tri/quadridimensional).
A possibilidade de uma quinta dimensão não é tão debatida embora pudesse ser útil pra avançar a interpretação das 11 dimensões da teoria das cordas, mas como eu disse, seria possível ter no mínimo uma dimensão mental, entre os motivos porque a física quântica têm esse conceito de só podermos ter uma certeza sobre a realidade se pudermos sentir e medir o que há nela, o que é considerada a tal dimensão mental por ter o nosso raciocínio e consciência para sobrepor a realidade a ser medida (Schödinger inclusive usou como analogia pra explicar isso o Gato de Schödinger, em que no cenário, o gato estaria colocado em uma caixa isolada, com um frasco de veneno e um medidor, em que esse medidor de ondas e partículas reagir, ele tem 50% de ativar, estourando o frasco no gato, ou não, deixando o gato vivo, o que não teremos a certeza se a caixa estiver fechada e o evento continuar sem entendimento), assim como, na ficção, a Quinta Dimensão já é associada a algo mental, como na DC Comics (em que na Quinta Dimensão os Duendes têm poder sobre a realidade e a magia com base na própria imaginação), na Fundação SCP (em que a Noosfera era considerada, além de um mundo conceitual, também a Quinta Dimensão da realidade) e um pouco da franquia de Sonic (sem falar de powerscaling, é que há lugares específicos em jogos do Sonic, como o Cyberspace do Rubi Fantasma de Sonic Frontiers que são fora de um multiverso normal como o que inclui o Reino dos Sonhos e os mundos como o do Sonic e o da Blaze), sem falar que desde a filosofia platônica e o Budismo havia o conceito de mundo conceitual acima do mundo físico.
Fora isso, só pra concluir esse assunto da quarta dimensão e do subespaço, teve muitos vídeos do Tropia sobre viagem no tempo, incluindo um sobre paradoxos e efeito borboleta, e vou resumir bem e explicar do meu jeito.
  • Paradoxo do Avô: O paradoxo de caso a pessoa mate um pai, avô ou versão passada de si mesmo, colocando a sua existência em risco, muitas das histórias colocam o protagonista se colocando nesse paradoxo para evitar que se concretize, como Marty McFly em De Volta Para o Futuro (bem quando viagem no tempo tava começando a ser moda no cinema dos anos 90).
  • Paradoxo Retrocausal: Um looping temporal de acontecimentos ou da previsão deles, muitas vezes a ver com algo do passado ou presente que só aconteceu por causa de algo no futuro, uma inspiração do Paradoxo de Bootstrap (que começou em Exterminador do Futuro e apareceu em alguns desenhos como Ben 10), em que a viagem ao passado induziu consequências que levaram à situação desse futuro ou com informações que acontecem de forma cíclica na viagem temporal, um exemplo que Tropia citou na época foi:
    • Em um cenário hipotético, pessoa A constrói uma máquina do tempo e viaja ao futuro, e ensina à pessoa B, que adiciona a função de voltar ao passado, e voltando ao passado, a pessoa ensina essa tecnologia de viagem no tempo mas, para evitar problemas maiores, só ensina a pessoa a viajar pro futuro, se revelando que era a mesma pessoa A do começo.
    • Outro exemplo, seria um cenário hipotético em que um robô surgiria do futuro e o bigode austríaco, encontrando durante a Segunda Guerra, usaria como arma para dominar o mundo, e a pergunta seria "quem mandou o robô pro passado?", ainda mais considerando que o robô viajou pro passado, facilitou a guerra pros alemães, e claramente os alemães usariam a viagem no tempo pra enviar um modelo do robô pro futuro depois de aprenderem a montar vários dele, mas ainda assim é só um exemplo absurdo pra indicar como viagens no tempo podem embaralhar a história.
  • Efeito Borboleta: Sabe aquela piada de "viajante no tempo mexe a cadeira" ou a do cara que atirou num príncipe austro-húngaro que deu na origem dos hentais? Basicamente os dois resumem bem como é esse fenômeno, com pequenas causas iniciais tendo resultados absurdos, e o Efeito Borboleta tem esse nome por causa da teoria do caos, ilustrada por um pêndulo com uma ponta que se move de  forma imprevisível, em que a movimentação forma uma borboletinha, e bem, eu lembro de um vídeo de Replai (um canal que parei de assistir por achar meio chata) sobre Efeito Borboleta, e algo que eu concordo é como deturbaram o conceito de efeito borboleta, soando como se fosse "Predestinação 2", como em Life is Strange ou, como a Replai disse umas vezes no vídeo dela, "você não causou nenhum tufão ao mudar as suas escolhas", o que dá pra completar com o fato do quão estúpida é a explicação de Efeito Borboleta como "enquanto uma borboleta bate as asas num lado do mundo, no outro tem furacão", que claramente era pra explicar como as borboletas moveriam os ventos (sendo que isso nem faz sentido porque nem 1 trilhão de borboletas teria força pra isso), mas a cultura pop associou muito disso a "borboletas caóticas que fazem furacão", o que eu lembro de uma piada assim no desenho do Gumball e era até que engraçado.

Predestinação e Demônio de Laplace
Esse é mais curto por envolver menos tópicos, mas se baseia basicamente na Predestinação, que pra muitas civilizações era considerada uma lei da natureza ou até que os deuses seguiam, como se houvessem coisas que aconteciam porque precisavam, o que inspirou conceitos como Moiras, sorte e Astrologia, e demorou pra existir religiões que dissessem sobre Livre Arbítrio, em que nós temos consciência suficiente pra escolher o que podemos fazer, e que as coisas boas e ruins que fazemos dependem de como a gente reage ao que acontece.
  • Moiras e Nornas: Na mitologia grega há as Moiras e na nórdica há as Nornas, os dois grupos envolvem entidades com poder suficiente pra decidir o destino desde os menores animais aos deuses mais fortes, o que é curioso considerando que a Grécia tinha a própria Astrologia (em que acreditavam que as constelações eram deuses, espíritos de entidades e monstros mortos ou algum indício do futuro) e deuses do tempo (além do Cronos, havia também Kairós - um filho de Zeus com uma mãe não especificada, talvez Hera ou Métis por ele não ter tido problemas de família, e que é deus das oportunidades e dos bons momentos, que depois eu explico o que isso significa -, Éon - um filho de Cronos que representava todo o universo, e que foi contra o Cronos, se aliando a Zeus ou até sendo absorvido por ele para dar poder de detê-lo -, as Moiras já citadas - já que o Destino era algo como um tempo divino - e a Nix sendo deusa especificamente da noite, enquanto já havia deuses do sol [Apolo e Hélio], da Lua [Selene, Hécate e Ártemis], da Escuridão [Hades, Érebo e Tártaro, que são em respectivo um deus, uma personificação e um Titã do mundo dos mortos] e do Amanhecer [Éos]).
  • Mecânica Celeste e Simon Laplace: Antigamente o Destino era considerado uma lei da física (tipo em Jojo Stone Ocean), e que segundo os cientistas de até o fim do século XIX, a ciência seria determinista e tudo poderia ser previsto com a matemática (falando assim parece babo de cientista genérico de desenho bobo), e por isso surgiu o conceito de Simon Laplace, Demônio de Laplace, em que seria uma entidade que, com conhecimento suficiente sobre as leis do universo e um bom raciocínio matemático, poderia saber tudo ao redor e também o passado e futuro, o que obviamente deixou de fazer sentido, seja pela Física Einsteiniana desmentir alguns conceitos newtonianos clássicos (como a Relatividade Geral explicar que a gravidade dos planetas pode deformar o espaço-tempo, o que também afetava órbitas de planetas mais próximos, o que eliminou a cogitação de um hipotético planeta chamado Volcano, ou como pra Newton a velocidade da luz era infinita, mas como Einstein indicava, a velocidade da luz é finita e calculável, só é tão elevada que supera os limites de relatividade temporal), assim como a física quântica (que, assim como começou muito dos conceitos atuais de átomos, com prótons, nêutrons, elétrons e fótons, também teve conceitos como a física de Schödinger em que só é possível saber de algo se tiver como observar e analisar, assim como a própria física quântica defendia a probabilidade, em que as coisas têm chances diferentes de acontecer, ou não têm causa única, ou podem ter várias causas e vários efeitos, quebrando a física antiga que dizia que cada ação tinha apenas a chance de um resultado).
  • Corrida Bancária: Isso é um tipo de predestinação artificial que existia desde o Século XIX, que acontecia quando se dizia previsto que um ou mais bancos irão falir, e pra não perderem o dinheiro, todos tiram seus dinheiros, e o banco, sem nada pra depositar, terá que ser fechado, assim concretizando a falência dos bancos afetados.
Outro vídeo que eu tinha visto do Tropia e que se conecta com um outro tópico relacionado a esse, que era um vídeo sobre simulação e como funciona uma, que nesse caso irei comparar com o que vi num vídeo de Epifania Experiência sobre o assunto.
  • No vídeo antigo do Tropia: Há um argumento de que não existiria tecnologia suficiente na Terra pra criar tamanha simulação, dando a entender que não existiríamos numa realidade simulada, depois um segundo argumento em que, mesmo quando existir simulações, as pessoas não teriam interesses pela banalização dela (o que faz sentido, já que jogos VR se tornaram algo normal e hoje em dia até sem hype), pela ética (pelas igrejas antigamente serem contra os avanços tecnológicos, mas diria que um problema ético é justamente a questão de "vale a pena viver num mundo perfeito, mas falso?", como muito visto em Show de Truman, Matrix e muitos episódios de Black Mirror) ou por não dar tempo de chegarmos a esse nível tecnológico (algo como Paradoxo de Fermi, que explicaria que muitas civilizações não teriam tempo de avanços tecnológicos como a viagem espacial), e no terceiro argumento, nós já vivemos numa simulação de uma realidade criada por seres mais elevados e mais complexos (algo bem comum em histórias com níveis de poder multiversais, em que há entidades que existiram antes ou são ainda superiores à realidade quadridimensional, como os Senhores do Tempo em Dr. Who, os Ancestrais em Sonic Frontiers ou qualquer história criacionista com deuses), e o jogo que o Tropia/Aiport usa de exemplo pra mostrar como nós já criamos simulações muito simples, pra exemplificar como seres poderiam nos simular e criar algo além, não tem exatamente um nome, mas deixarei um link (clique aqui).
  • No vídeo do Epifania: Esse vídeo mostra um cenário hipotético em que pesquisadores científicos, terapeutas psicólogos e hackers criariam um mecanismo em que qualquer um, enquanto estiver dormindo em um tanque, possa sonhar com qualquer ambiente em que a pessoa pode imaginar e desejar, e que pra Robert Nozick ninguém iria querer viver numa realidade simulada por alguns motivos que pra época pareciam absolutos, mas pra hoje em dia são só status quo, como "a gente quer ver as experiências reais, não as imaginárias" (o que não faz sentido, porque se esses sonhos são tão vivos, vale a pena presenciá-los, algo como um sonho lúcido só que em HD, e há muitos problemas reais que encaramos mas sentimos que não podemos resolver ou sentimos que são necessários só por status quo), "a gente quer ser realmente ser as pessoas que queremos" (mesmo sem essa máquina maluca de um cenário filosófico e [hipot]ético, que o cara com pelo nos braços e na cara que nunca jogou o jogo de luta usando a mulher bunduda só por não ser mulher, que atire a primeira pedra) e "estaríamos numa realidade criada por humanos, e a vida real seria mais complexa e rica" (sendo que, cara, a realidade é bem sem graça na verdade, qualquer coisa minimamente fora do padrão que acontece, tipo um irmão mais novo quebrar o copo ou uma frase do colega de trabalho que pegou mal já é engraçado ao ponto de ficar marcado na memória, e além disso, há milhares de histórias que foram criadas justamente com base não só no real, mas no imaginário), assim como esse vídeo termina com uma citação de Paradoxo de Teseu, mas em vez de falar do barco de Teseu, o Epifania faz com uma cadeira. O paradoxo é o seguinte:
  • Conforme Teseu voltou a Atenas, o barco dele foi ficando muito podre e perdendo pedaços, e tiveram que trocar por peças novas, porém, o barco inteiro foi transformado num barco novo, até a vela branca (que era pra indicar que Teseu voltou com vida) foi trocada por uma vela preta (que indicava que eles perderam Teseu), o que desesperou Egeu ao ponto dele se matar e Teseu homenagear o pai, seja por culpa ou por carinho, nomeando o mar da Grécia de Mar Egeu, e enfim tem o questionamento de "ainda é o mesmo barco?", e bem, obviamente é o mesmo barco, só teve que ser reformado, afinal, pela lógica ele deixaria de ser o mesmo barco no momento que trocaram a primeira tábua, ou a segunda, ou o convés, ou que algum marinheiro morreu e teve que ser substituído, Tropia também fez um vídeo sobre esse paradoxo (lembro de ter visto uma versão toda bugada porque o Tropia tentou fazer o desafio de "não pode corrigir nada", e a versão normal que ele explicou e editou certo), em que o Tropia até cita sobre como esse paradoxo pode se aplicar à gente, já que física e mentalmente estamos sempre mudando, e não faria sentido nos considerar impostores de nós mesmos, enquanto, no mesmo cenário do mito grego, tenham recuperado as peças do barco antigo, montem o barco do zero, e comparem com o barco novo do Teseu, e então, qual é o verdadeiro? Mas bem, respondendo essa pergunta com outra pergunta, qual desses três abaixo é o Sonic verdadeiro? Então...
[Até escolhi só designs dos jogos pra nenhum engraçadinho falar que alguma das versões não seria a "real" - mesmo se fosse versão de filmes ou quadrinhos, as mídias alternativas ainda são produções reais da Sega, só não daria pra considerar contextos como fangames ou creepypastas -, assim como não dá pra desconsiderar o Sonic DJ porque, além de ser de um trailer promocional do Dreamcast - em que o vídeo é produção legítima e usa modelo do Sonic Adventure de Dreamcast -, o Sonic da Geração Adventure/Advance é um dos mais importantes por ser a geração transitória entre o Clássico e o Moderno, além dos jogos do Sonic serem canônicos atualmente]
Fora isso, o Tropia usou os conceitos de predestinação, efeito borboleta e simulação da realidade pra explicar um filme interativo de Black Mirror, que será melhor vocês verem o vídeo porque a explicação também é longa demais e preciso passar pro próximo tópico (clique aqui)

Multiverso
Esse vai ser menor por envolver um tópico e o resto que pudesse também se enquadrar eu já falei antes, mas tem a ver com o vídeo do Tropia associando o multiverso a bolhas de espuma no banho, especificamente ele associa como universos se colapsariam com:
  • Gravidade: Com a gravidade puxando a matéria pra baixo ou pra dentro, o excesso dessa gravidade causaria um Big Crunch (quando o universo implode).
  • Energia escura: Que por algum motivo ele chama de "Dark Matter" pra parecer estiloso (na época eu achava ridículo mas hoje em dia eu acho engraçado), mas é a energia que expande o universo, e cujo excesso esticaria o universo a um Big Rip.
É um conceito bem simples (as "bolhas" podem implodir e não formarem direito, ou inflarem até estourar), mas a ideia nessa parte não é só recapitular, mas expandir esse conceito. Recentemente eu vi sobre o Multiverso, ainda mais a teoria de Brian Geene que explica o conceito de multiverso em forma de camadas.
  1. Nível 1: A expansão do nosso universo, seja do centro até as suas bordas ou então as divisórias do universo, como os Pontos Cardeais, ou Quadrantes (algo como a cosmologia de Dragon Ball Z da imagem acima).
  2. Nível 2: Linhas do tempo ou universos paralelos, em que mesmo tendo todos uma mesma lógica natural, há os habitantes que são versões espelhadas de nós tendo escolhas, resultados e destinos diferentes. Muitas histórias param nesse nível, seja por histórias de "e se", personagens vendo futuros e presentes alternativos ou histórias de viagem no tempo.
  3. Nível 3: Na interpretação de vários mundos, teria mais do que universos com presentes e futuros diferentes, mas também com lógicas cada vez mais diferentes. Muitas vezes a gente sofre o Efeito Mandela que, embora possa ocorrer por meras memórias falsas (às vezes a gente sendo criança e entendendo tudo errado, e depois descobrindo que era uma mentira depois de adulto, como o "Espelho espelho meu" na Branca de Neve ou o 11/09 interrompendo Dragon Ball na Globo), ainda pode ser interpretado como algo quântico (às vezes, a gente pode tar percebendo a realidade como uma, e depois de um tempo, começamos a passar pra outra com poucas diferenças, assim como a realidade só tá definida quando podemos perceber ela).
  4. Nível 4: O Conjunto Final, ou Hiperverso em muitas histórias, é uma camada no multiverso em que os universos são abstratos, matemáticos, como se fossem vários planos conceituais platônicos, ou se cada lei da física, da biologia, da entropia ou do poder tivessem seus próprios universos da onde eles surgiriam.
Minhas histórias geralmente têm multiversos muito simples, ou no máximo param no nível 3 sendo Megaversos (quando é um conjunto de multiversos), só o Projeto Dream que foi praticamente meu Magnum Opus (que era tão grandioso que precisei dum blog só pra essa história) que cheguei a criar um tipo de multiverso com a Matriz Espacial (níveis 1 e 2), Matriz Dimensional (nível 3), e o plano da Quarta Dimensão (que diferente da quarta dimensão em si, é como um plano puramente temporal em que habitam deuses verdadeiros) e a Matriz Dimensional Ômega (nível 4), e falando no Projeto Dream, o mesmo tem um multiverso 20D justamente por ter o espaço normal 3D, o tempo como quarta dimensão, a probabilidade e número de realidade como quinta dimensão, dimensões espirituais, e também o subespaço que mede as camadas das dimensões e também as dimensões dentro dos planos existenciais de cada universo (e olha que abandonei essa palhaçada de powerscaling e power freak há muito tempo, e foquei mais nas aventuras e estilos de combate e ação que nos níveis de poder, e isso tudo é pelo tamanho da cosmologia dessa história), assim como eu planejei que a Matéria Escura fosse a matéria do espaço (por isso o Wanderley Ororo pode criar armas de matéria escura usando o poder de controlar espaço) e a Energia Escura a energia do tempo (em que eu tava planejando elaborar melhor os poderes temporais de alguns personagens que são expressos com auras coloridas, geralmente verdes por ser a "cor do tempo" em Projeto Dream), e também tem o Éter como tanto um mundo das ideias quanto como um reino dos deuses, que são espiritualmente tridimensionais enquanto os mortais são espacialmente tridimensionais e espiritualmente unidimensionais.

Paradoxos Verbais, Manipulação e Gato Radioativo
Tropia também fez vídeos sobre filosofia e aproveitarei pra falar isso só pra terminar com chave de ouro, assim como o Tropia foi um dos primeiros vídeos que eu aprendi sobre filosofia e psicologia, isso antes de canais como Hamlet ARL (que os vídeos dele sobre Rick and Morty, além de ótimos, foram uma porta de entrada pra mim pra esse canal), mas como esse blog já tá longo demais a essa altura, vou resumir esses tópicos.
Os paradoxos que Tropia já citou (não incluindo paradoxos temporais) incluíam:
  • Paradoxo de Russel: Quando é possível juntar itens e conceitos num lugar só, é um conjunto, q não vai poder incluir a si mesmo por conjuntos não serem necessariamente o que se incluem, porém, e se o conjunto for? Por exemplo, um conjunto de cães (uma matilha) não é um cão por si só, mas um conjunto de caixas pode também incluir uma caixa que possa guardar todas elas, o que não é esperado, e por isso o conjunto é considerado um tipo separado, e se juntarmos todos os conjuntos anormais (que incluem a si mesmos por serem o item que incluem), é mais um conjunto anormal (inception), mas não dá pra fazer isso com um conjunto de conjuntos normais (que não se autoincluem), porque, se for um conjunto anormal, então ele não tá sendo um conjunto normal, mas se for um conjunto normal ele não pode se incluir, o Paradoxo do Barbeiro (em que, numa vila hipotética em que os homens escolhem se barbear ou barbear com o barbeiro, que só barbeia quem não sabe se barbear, quem faria a barba do barbeiro? Esse paradoxo é mais para facilitar o Paradoxo do Russel que pra dar um problema a resolver, afinal, se o barbeiro sabe barbear outros barbeiros, ele mesmo pode se barbear, ou alguém que sabe barbear pode barbear ele, é algo como a piada do Pagliacci de Watchmen).
"Um homem vai ao médico e diz estar deprimido, pra ele a vida parece dura e cruel, e o médico diz: Recomendo que visite o palhaço Pagliacci, o espetáculo dele vai te animar. Mas o homem, triste, diz: Mas, doutor, eu sou o Pagliacci" (uma frase do Comediante, e que até me lembra um vídeo do Viralquest sobre histórias de terror curtas, e apesar disso ter sido uma piada do Comediante, essa parábola é triste e assustadora demais pra uma piada)
  • Paradoxo do Mentiroso: O paradoxo em que, ao mentiroso estar falando que está mentindo em sua frase, ele pode acabar se autoanulando (como a frase "Essa afirmação é falsa", ou "Esse tá mentindo >"/"< Esse diz a verdade", ou Epiménides, um cretense, dizendo "todos os cretentes são mentirosos", ou o Pinóquio falando que seu nariz vai crescer), muitas das vezes, o máximo que dá pra usar no paradoxo é usar a interpretação de texto, e indicar com que intenção a pessoa diz quando está falando sobre mentiras (o próprio exemplo do Tropia é, se o Pinóquio diz que o nariz dele vai crescer, só cresceria se o Pinóquio soubesse que fosse uma mentira), falando assim parece até coisa de advogado.
  • Paradoxo da Forca: Só pra não irritar o Tropia (que odeia o Paradoxo do Crocodilo e analogia com Sítio do Pica-Pau Amarelo), vou falar um paradoxo parecido mas sem falar de crocodilos (mesmo que eu goste de jacarés e crocodilos), em que: Imagina você estar sendo condenado a uma execução, e só deixarão você escapar com uma condição: Em que, se você acertar, você será livre, senão já sabe, e eles perguntam se eles irão te levar à pena de morte (por exemplo, à forca), e você responde que, sim, você irá, porém, como você acertou, você não será enforcado, mas se você não será enforcado, supostamente você errou, e pra não haver injustiças e violações de acordo, eles simplesmente te libertam.
Tropia ensina um pouco sobre manipulação nesse vídeo, e resumindo muito, o Tropia mostra o cenário hipotético em que:
  1. Pessoa A diz à Pessoa B que alguém misterioso a tratou mal, e a Pessoa B se irrita;
  2. Pessoa A depois diz à Pessoa C que alguém misterioso também a tratou mal, irritando Pesso C;
  3. Com isso, Pessoas B e C, mesmo sem se conhecer, estão irritadas uma com a outra por Pessoa A dizer a um sobre a suspeita de outro ser ruim.
Tropia também usa de exemplo a frase de Cassiopeia do LoL ("Muitas guerras começam com um sussurro"), e depois contextualiza sobre como a Alemanha invadiu a Polônia em 1945 por acreditarem que a Polônia que planejava invadir a Alemanha por culpa do Hitler cheiradasso de metanfetamina, e se você assistiu Auto da Compadecida, talvez já entenda disso com base no João Grilo e no tanto de brigas que eles causaram por mentiras que eles usam pra virar todos contra todos, ou mentiras pra esconder mais mentiras.
Com os inscritos do Tropia não acreditaram muito que isso fosse tão efetivo, e com isso, o Tropia/Aiport fez um vídeo (que aliás, só de ver a introdução dá pra ver que foi feito muito de má vontade) sobre gatos potencialmente emitirem uma radiação própria que poderia matar humanos (eu não tô brincando, o vídeo nem existe mais mas há um depoimento do Tropia sobre), e que de tantas fontes falsas minimamente arquitetadas, ficou muito acreditado, e geral ficou com medo de gatos, eu até fiquei tipo "é, beleza, não tenho gato em casa então tô salvo", mas revendo hoje em dia... eu sinto que tinha escapado da tal manipulação (que o Tropia não teria feito se ele explicasse sobre Auto da Compadecida no vídeo de Manipulação), mas bem, algo que vale a pena explicar sobre comunicar e ter poder sobre pessoas, como as 48 Leis do Poder (que eu citei acima no tópico de multiverso e vocês nem entenderam, acharam que eu tava falando de poderzinho), cujas mais importantes que vocês podem aprender, e que aprendi, são:
  • Lei 1: Não ofusque o mestre - Qualquer autoridade acima de você, mesmo que você não bajule, você a respeita e tenta conquistar parceria.
  • Lei 3: Oculte suas intenções - Sejam boas ou ruins, muito do que você realmente quer fazer, se você deixar muito óbvio pode estragar muitos planos seus.
  • Lei 5: Defenda a sua reputação - Mantenha a sua imagem e a sua autoridade boas, e evite que você seja visto como um problema.
  • Lei 7: Faça as pessoas trabalharem por você, e ganhe crédito delas - Mesmo créditos pequenos, como o de você ensinar a pessoa a fazer (o clássico "se você der um peixe pra pessoa, ela tem comida por um dia, mas se ensinar a pescar ela tem comida pra sempre") ou de servir as tarefas (afinal, é literalmente a função do chefe, que é de organizar as tarefas e, desde que os chefes tenham essa noção que, se não fossem os trabalhadores, ele não teria elas feitas, seria melhor), ainda são coisas válidas e bem-vindas.
  • Lei 10: Evite o infeliz ou azarado - O pessimismo é contagioso, busque evitar pessoas assim, ou tire esse pessimismo das pessoas, Nietzche diz sobre o abismo olhar pra quem o olha, mas não diz sobre olhar pras pessoas ao redor de quem o olha também.
  • Lei 15: Esmague seus inimigos - Mesmo que não seja pra matar o seu inimigo, o subjugue para que ele não possa revidar. Um exemplo recente foi de quando eu fiz um desenho engraçadinho de Jesus com uma água viva (piada com a "água viva" que na Bíblia é realmente uma água muito limpa, corrente e natural), mas alguém conseguiu ver ofensa nisso, e além de argumentar, eu o expus e as pessoas concordaram comigo como ele foi ridículo, eu poderia falar o caso do Wooloo, mas esse é bem mais recente.
  • Lei 18: Não se isole - Criar meios de fugir, se esconder ou se proteger dos outros pode te fazer perder a diferença que você faz na vida das pessoas.
  • Lei 21: Se faz de bobo pra conhecer os bobos - Algo parecido com a Ironia Socrática, de você não se parecer o "sabe-tudo" e no fim você pegar os tolos e desinformados de surpresa, seja os refutando, ensinando ou subjugando.
  • Lei 34: Aja como um rei - Busque criar uma sensação de confiança e força, pra que as pessoas tenham motivos pra te seguirem.
  • Lei 48: Assuma uma forma fluida - Sempre se adapte, não se limite a um único caminho, atitude ou linha de raciocínio, as pessoas não são iguais, muito menos os ambientes.
E bem, depois de tudo isso, boa noite a todos, e talvez eu veja vocês depois de terminar meu TCC.

Até mais!

2 de fev. de 2025

O Deus dos Presentes

Geralmente eu uso esse blog quando não tô no Projeto Dream ou quando tem algo que fez muita diferença na minha vida, mas bem:
  • Sobre eu não tar escrevendo Projeto Dream hoje é porque eu realmente tava cansado de escrever a história, o episódio que eu estive fazendo, mesmo sendo filler, não será um spin-off, porque vou arriscar fazer uma temporada sem spin-off nenhum;
  • Mas sobre algo importante, uma que eu gostaria de mostrar é essa variedade de brinquedos e outros gadgets (incluindo um limpa-língua) de diferentes épocas (tem aí um Sasuke e um Capitão Pikachu desses últimos meses, mas também uns brinquedos que ganhei entre minha infância e adolescência).
[Sim, entre eles tem um Luigi que viu coisas que comprei em Campos de Jordão, e entre os Pikachus velhos, um tá encima de uma mesinha daquelas de caixa de pizza que achei enquanto tava tirando lixo do parque]

De qualquer forma, o que eu admito que o foco desse blog não é nenhum desses brinquedos, principalmente porque seria mais interessante eu fazer um vídeo sobre isso no meu canal, mas por enquanto o canal tá congelado porque eu perdi o interesse em fazer vídeos, e se eu fizesse eu teria que dedicar muito só ao canal, o que arriscaria o trabalho e os blogs (não tô citando a faculdade porque até esse cenário ser real eu já vou tar formado), mas falando em dedicar a publicar conteúdo, algo que eu vi e irei citar antes de falar do assunto principal, é sobre um tal Thomas Romain, um desenhista e animador francês que ficou conhecido por tornar desenhos aleatórios do filho em obras de arte, criando personagens e cenários com inspiração neles.
Pra um pessimista, o pai taria humilhando o filho, pela diferença de criatividade e de traço, mas pra um otimista ou simplesmente quem é experiente o suficiente com arte, essa interação é perfeita, porque além do pai estar mantendo a prática e o filho ter até alguém pra se inspirar, o filho desenhou claramente com base em ideias aleatórias que pôde imaginar, e o pai completa com a própria habilidade de detalhar os personagens, cenários, e no quinto desenho acima até indicando um sinal de cultura dos bonecos. Isso chega a me lembrar O Pequeno Príncipe.
O protagonista desenhou uma cobra depois de engolir um elefante, o que é óbvio e intuitivo pra uma criança criativa o suficiente, mas pra gente pragmática demais, seja um adulto ou até algum adolescente que se acha maduro, vai ser só um chapéu, seja por não ter detalhes como escamas, o olho quase se camuflar numa das pontas, ou onde tá o elefante ter mesmo a forma de um chapéu, e essa é uma das mensagens desse grande livro franco-americano (ou seja, da França e dos Estados Unidos), de como a gente perde a criatividade com o passar do tempo, entre os motivos por como a sociedade nos pressiona e modela a sermos sem graça e sem esperança. Eu posso não ter chegado a um nível de "adulto cinzento", mas sentia que tava ficando menos criativo que antes, até que eu recorri a pesquisar sobre a Imaginação Ativa.
Carl G. Jung (que aliás, o nome desse autor é a inspiração do meu personagem Jungher, embora o poder do Jungher seja baseado em Reprodução Proibida de René Magritte) é um psiquiatra suíço que escreveu o Livro Vermelho, ou Liber Novus, para pôr em prática a Imaginação Ativa, que combina a capacidade de combinar ideias e conceitos que o próprio artista já está pensando (seja algo que ele já sabe ou aprendeu, sem referência externa), e embora pareça ter base em pseudociências e filosofias abstratas como a Alquimia (que embora seja base de ciências como química e física molecular, ainda usou muito da arte e do abstrato pra explicar conceitos mais complexos), teve sua aplicação prática (inclusive essa técnica me ajudou muito), e o Jung usou como base pra explicar a "fonte" da Imaginação Ativa o inconsciente coletivo.
O inconsciente coletivo é, na suma mais pura, um conjunto de ideias que qualquer pessoa pode imaginar de arquétipos, estereótipos e outros conceitos que misturem o literal (qualquer detalhe a ser ensinado) e o abstrato (a parte dos significados e a conexão dessas ideias em uma nova), e por isso a Imaginação Ativa pode extrair ideias complexas mesmo da própria mente, por combinar conceitos literais e abstratos que qualquer um pode imaginar.

Mas fora isso, eu tava precisando contar, ou no caso relembrar, uma história que eu vi do canal do Sábado Qualquer sobre John Frum, e uma certa conexão entre Segunda Guerra Mundial, tribos na Papua Nova Guiné e 2001 - Odisseia no Espaço.

Durante a Guerra do Pacífico (entre Dezembro de 1941 e Setembro de 1945) na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e o extinto Império Japonês tiveram bases espalhadas em ilhas no Oceano Pacífico, incluindo Polinésia e Oceania, por alguns motivos logísticos e estratégicos de ambos os lados, porém, nesse meio tempo, algumas tribos primitivas (obviamente não num sentido eugenista como "inferiores" e sim num sentido literal, já que eram tribos de tecnologia muito básica e inicial) acabaram presenciando, além de bases daqueles homens de diferentes cores, também aviões que vinham trazendo os suprimentos: Pousando para depois serem descarregados, ou droppando as caixas com seus paraquedas diretamente.
Pra gente num mundo já atualizado, tecnologicamente complexo e globalizado, pode ser óbvio como esses aparelhos funcionam (mesmo que muito resumidamente, e só profissionais saberão até mesmo a montagem dos equipamentos), mas pra tribos que não tinham nem pólvora ou armas de ferro podia soar absurdo ou até mesmo algum tipo de magia, as marchas podiam ser vistas como um tipo de dança em nome das entidades, os rádios podiam ser artefatos para comunicar com o deus, as torres de transmissão podiam ser monumentos em nome desse deus, ou os aviões podiam ser entidades do tal "deus das caixas" ou os próprios deuses que trazem caixas aos soldados, e algumas das tribos na Oceania passaram até hoje a seguirem um conjunto de cultos com base nos aviões.
David Atenborough, um pesquisador britânico, viajou à Papua Nova Guiné inicialmente pra pesquisar sobre as tais Aves do Paraíso, que eram conhecidas pela sua variedade de cores, e no meio desse caminho pesquisando esses pássaros, ele conheceu uma tribo que cultuava esses "deuses das caixas", e assim como tinha um ou vários deuses relacionados a esses aviões e às caixas de suprimentos, havia um tal salvador humano pra eles (um equivalente deles a Jesus, Maomé ou Buda) chamado John Frum, que não se sabe muito além dele ter seu legado relacionado a uma promessa que ele teve com algumas dessas tribos papuásias de voltar pra eles, há a entender que o nome desse salvador veio de "John from America", o que pode ser óbvio mas, pra povos que claramente na época mal sabiam inglês, cabeu como se fosse o nome desse tal soldado John.
Chega a ser curioso como toda uma religião se formou tão recentemente, sem ser por puro meme (como a do Monstro de Macarrão que foi feito pra satirizar os Estados Unidos sendo "laico" mas tendo por muito tempo um tipo de "fiscalização" da religião das pessoas) ou crítica (como o Luteranismo que surgiu por causa da corrupção que a Igreja Católica teve na Idade Média), ou seja, surgindo de forma meramente inconsciente, e também tendo esse elemento mitológico, deles verem algo real (os aviões, rádios, etc.) e darem algum significado místico (por acreditarem que tinha a ver com rituais e entidades), e a ligação que eu quis dizer com 2001 - Odisseia no Espaço é:
Arthur Clarke, que além de autor de livros como 2001 e suas sequências, e ter previsto a internet e as viagens espaciais, também foi inventor do Ramjet, um tipo de motor otimizado para aviões a jato, e uma frase dele que combina com essa história dos cultos a cargas na Oceania é "Uma tecnologia avançada o suficiente é indistinguível de magia".
O que aliás acaba coincidindo com alguns elementos de Projeto Dream, isso é, pelo menos pras Larapink, que são mulheres feiticeiras de muito alto nível (senão o nível em poder, ainda o nível em status, conhecimento e território), mas elas desconhecem muita coisa, incluindo não saberem que era possível os mutantes terem poderes por genética, e achavam que elas tinham alguma energia espiritual especial, além de (assim como uso os mutantes como uma metáfora ao autismo), uma frase da Laura é uma referência ao estereótipo de "cara de autista" ou "parecer um autista", já que tem gente que acha que autismo afeta aparência.
Assim como eu planejo mais momentos e interações entre as personagens, principalmente as Larapink, dessa vez com alienígenas, seja pela piada, pelo desenvolvimento das personagens descobrindo coisas novas ou pela crítica social leve misturada numa história fantasiosa, afinal, mesmo o Projeto Dream sendo uma história de aventura, com ficção científica e fantasia mágica misturados, e adições de ação, terror/suspense, surrealismo (pelas inspirações em Jojo, Ena e Twin Peaks) e investigação paranormal, basicamente o segundo e o terceiro gênero se completam porque justamente o que difere tanto a ficção científica da fantasia mágica é a inspiração na ciência, seja por ter leis naturais próprias, tecnologias próprias ou maior inspiração em fatos reais e atuais para algo novo, afinal, um dos maiores nomes da ficção científica, Julio Verne, já previu a Viagem à Lua, os submarinos elétricos, câmeras e fotografia, e os Ducktales previram o streaming.
Curiosidade pessoal sobre mim: Teve uma prova do livro (que numa escola que eu estudei tinha em cada semestre junto com a prova de português) de Volta ao Mundo em 80 Dias, também do Júlio Verne, mas como eu não tinha o menor interesse ou foco em ler, e a educação brasileira é uma merda e, ao invés de ter toda uma preparação pra incentivar a ler, eles só empurravam livros goela abaixo de todos nas salas, mesmo eu tendo o livro eu só consegui acertar as respostas porque assisti a uma versão da Disney em que os personagens clássicos atuavam como os do livro:
    • O Mickey era o Phileas Fogg;
    • O Pateta era o Jean Passepartout (parece que no original tinha um trocadilho com Passaporte, mas no livro que eu li o personagem era chamado Jean Chaves);
    • A Minnie era a Princesa Aouda;
    • Se eu não me engano o Tio Patinhas era o Fix.
Enfim, eu pensei que esses assuntos não iam se conectar de jeito nenhum, mas eu consegui me superar e provar que eu posso mesmo conectar pontos bem mais distantes do que eu conheço ou presenciei, e obrigado àqueles que me desejaram feliz aniversário.

Até mais!