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Homem-Aranha: O Herói de Todos os Públicos

26 de dez. de 2025

Natal, Carne, Lilith e Dragon Ball

Olá, pessoa amada, tudo bom?
Porque meu natal foi ótimo, sinceramente.

Hoje teve panetone, pavê e merenque, mas do prato principal teve lasanha com lombinho, acompanhado com farofa de bacon com banana, e molho madeira, acho que o sabor doce misturado na carne foi da banana mas não foi ruim, pelo contrário: tava bom (obrigado, cunhada Lívia :) ).
Também recebi isso do meu irmão, uma garrafinha de bolinhas de açúcar tipo aquelas que vende em bar, e em troca eu dei um pacote cheio de doces que eu recebi da secretária do parque no meu trabalho, antes de começarem os feriados.

Falando em bacon, tem uma experiência engraçada, em que eu tava vendo um vídeo de uns cozinheiros desossando e recheando a carne de uma leitoa até que bem grandinha, e tinha um comentário que... me chamou a atenção e eu até printei, mesmo o comentário sumindo eu tenho esse meme.
Seja lá onde eu postei no Reddit eu postei censurado por causa das regras, mas bem.
Chega a ser engraçado ver alguém que talvez seja uma criança tentando "lacrar" falando mal de quem come carne de porco, como se as regras judaicas sobre carnes kosher fossem alguma regra imortal e atemporal e 100% empírica, e não um negócio de época, por motivos mais simbólicos que lógicos.

Isso porque, dos animais não-kosher, o porco é um animal realmente bem sujinho, e que come qualquer coisa que você der pra ele (incluindo banheiros que a latrina alimenta os porcos, ou que dá pra desovar corpos que os porcos vão comer sem questionamento), assim como era um animal comum em fazendas de povos inimigos, provavelmente em lugares com mais terra úmida e lama já que os porcos se esfregam na lama, não por maldade e amor à imundice, mas porque a lama é um material disponível pra esfriar o corpo deles já que porcos não suam.

Falando em lama, pessoas e simbolismo, lembrete: ser humano não veio do macaco, nem o Darwin dizia isso, ele dizia que ser humano e outras espécies primatas tiveram ancestrais em comum, ou seja, ser humano é só macaco calvo, e Darwin era cristão também e, mesmo na época menos religiosa, ele respeitava as fés cristãs e via o criacionismo como simbólico, afinal, pra um povo que vivia no deserto, a lama usada pra argila era rara e por isso a cerâmica feita dela era extremamente valiosa pra arte, logo, o ser humano feito do barro é uma cena de Deus dando vida a uma obra de arte que é o Adão.
Falando em Deus criando Adão, eu gosto do simbolismo dessa pintura.
Muita gente acha que os panos ao redor de Deus tendo formato de cérebro é alguma mensagem de Michelangelo de que Deus seria uma criação imaginária humana, o que discordo, afinal era de uma época em que, mesmo os Renascentistas que, junto do Iluminismo, estavam revivendo arte clássica, os artistas renascentistas ainda respeitaram a religião e era numa época em que a fé cristã era associada à sabedoria.

O simbolismo mais real obviamente é que da sabedoria (isso é, a inteligência e o aprendizado como virtudes) que dão esse acesso a Deus, seja como entidade ou como símbolo espiritual. Também é notável o Adão relaxado e não estendendo tanto a mão a Deus tão intensamente quanto Deus "se esforça" para alcançar Adão, como se o próprio Adão fosse alguém relaxado no Éden, e por isso que ele cedeu ao pecado quando a Serpente tentou Eva e ele.

Falando em Adão e Eva, mais um disclaimer: Lilith nunca foi uma ex do Adão nem em histórias apócrifas, isso vem de canais sensacionalistas de cunho duvidoso ganhando like com as dúvidas e ansiedades dos expectadores (MysteriumTV, tô te olho em você, seu gordo granudo do krl)
Esse conceito de Lilith ex do Adão vem do Alfabeto de Ben-Sirach, que assim como a Divina Comédia (daquele Chris Chan medieval que é o Dante, que é uma fanfic em que esse narigudo usou pra misturar mitologia grega com cosmologia abraâmica pra acobertar alfinetadas a gente que ele odiava, mas não vou ser de todo azedo com esse daí até que ele foi bem criado com boa parte das camadas e com as alegorias sobre o Inferno não ser um plano pós-morte, mas também fases ruins ainda em vida) ou Paraíso Perdido (que dá essa ideia de um Lúcifer trágico e rebelde, mas que não passa pano que nem os satanistas insistem, é o clássico "Lúcifer quis ser Adm e foi banido" só que de forma bem detalhada, e também introduziu o Pandemônio, um tipo de capital do Inferno onde os demônios reinam muito e sofrem menos), é uma fanfic da Bíblia, no caso de uma Lilith feminista e lacradora que ficou reclamando que Deus tava tratando Adão melhor que ela e colocando ele como o mais forte da relação.

Mas ninguém leva esse livro a sério, e trata de forma tão separada quanto Inferno de Dante e Paraíso Perdido, assim como, mitologicamente, a Lilith é um demônio, talvez não como um anjo caído que nem entidades como Lúcifer e Azazel, mas como os shedins e os djinns são descritos, um tipo de espécie mais forte que os humanos e corporalmente mágica, mas de moral duvidosa e inferior aos anjos, no caso da Lilith ela sendo, na cultura judaica, um espírito dos ventos, mas também o começo da Árvore do Conhecimento (ou Qliphoth), ou assim como as Lilitus babilônicas, sendo associadas a Ishtar (um tipo de Afrodite da Suméria/Babilônia, incluindo não só por ser uma deusa do amor, fertilidade e sexualidade, mas também associada ao planeta Vênus, que por ser um planeta verde/laranja as pessoas associavam a vida), ou sendo um tipo de Pazuzus fêmeas, também sendo demônios dos ventos, mas com o adicional que elas caçavam mulheres grávidas, um tipo de metáfora mitológica ao aborto espontâneo.
Por isso que associar Lilith a uma demônio feminista é errado: Não só é mitologicamente impreciso como também é uma falta de respeito a mulheres que tinham medo dessas entidades antes de se tornarem mães saudáveis.

Falando em transformar algo negativo em algo positivo, mas dessa vez tendo um bom resultado, tem aquelas músicas populares entre os emos, como Evanescence e Linkin Park.
As músicas do Linkin Park soam como reais desabafos do Chester, porque muitas representavam coisas negativas da vida dele.
  • Numb fala sobre ele estar tão chapado que não sentia mais a realidade como ela era pra ser.
  • Crawling fala sobre ele sentir algo de errado passando em seu corpo, e em geral sobre o seu sofrimento.
  • What I've Done e In The End falam muito sobre arrependimento e consequências.
  • Breaking the Habit simplesmente fala sobre automorte, e isso é mostrado no clip (quase como se o Chester previsse o seu próprio fim)
  • One Step Closer e Across the Line dizem muito do quanto ele estava ao ponto de ruir mas também ainda tentou superar isso em vida.
  • Somewhere I Belong também tem uma letra sobre não parecer merecer o mundo que vivia, e até o quarto do clipe, com Gundams de brinquedo, tapeçarias, lâmpadas de papel e aquelas criaturas meio mamute também sinalizam algo fora no mínimo da nossa cultura.
  • Mas hoje em dia associamos a cenas épicas, como edits de lutinha ou encerramentos de filmes, justamente porque usamos com base na vibe e no ritmo das músicas, e meio que demos esse significado de superação e força e arte audiovisual de ação num geral.
Da mesma forma temos Evanescence, que aliás a Amy Lee fez várias músicas com temas sobre solidão, tristeza e ao mesmo tempo amor, e Bring Me To Life é com certeza a música que mais marcou a carreira dela, e eu vendo vídeos de mulheres tentando expressar que tem um peso emocional tão, tão grande pra elas (porque essa música conta sobre decepção amorosa e a ânsia por um par romântico) mas tendo uma chuva de comentários com gifs de personagens do Dragon Ball, a maioria eles elevando poder, ou lutando, ou transformações do Goku em ordem, faz parar pra pensar no efeito borboleta entre um mero vídeo em espanhol de transformações do Goku de DBZ, DBGT e o DBAF que na época era uma fanfic tão grande que trouxe muitos fãs na América Latina a conhecerem a franquia original, ao som do Bring Me To Life.
Assim como me faz parar pra pensar do quão idiotas são fãs de animes atuais, quando têm alguma tentativa desesperada de destronar o Goku ou o Dragon Ball, falando que "não mas Dragon Ball só vive de nostalgia, meoh" (aham, como se Attack on Titan ou One Piece que tu assiste fossem animes tão novos) ou "Gojo é mais popular que o Goku, meoh" (como se a sua mãe não pega qualquer protagonista de roupa em cores quentes e chama e Goku na hora, mas provavelmente ela nunca ia imaginar um protagonista com base em roupa preta e cabelo branco), ou "One Piece quebrou a internet meoh" (sério, tem aquele lance que alguém falou que o Tobi era o Obito e todo mundo fez bullying, jurando que o Kishimoto faria um plot twist mais complicado e que seria o Madara, mas... mermão, o Kishimoto admite que não sabe fazer personagem feminina, imagina fazer plot twist, e é só ver Boruto que você percebe que Kishimoto é um frouxo que aceita qualquer porcaria que o assistente dele faz no mangá, e olha que eu só gosto do Naruto clássico, e tem gente que gosta mais do Naruto que eu gosto de Dragon Ball ou Jojo e falando que Boruto tá um lixo, e o que eu vou falar de One Piece que tem a ver vou deixar no próximo parágrafo).
Eu JURO que uma vez eu falei que o Luffy era a reencarnação do Gol D Roger (o que sinceramente, pra quem realmente vê One Piece isso é tipo falar que 2+2 = 4), mas teve """fãs""" falando que "não, meoh, aqui não é Naruto, meoh, é só a vontade que ele herdou, meoh" (que na prática, é só trocar 6 por meia dúzia, mas ao mesmo tempo é negar o próprio anime GRITANDO o quão parecido é o Luffy com o Roger jovem, e os paralelos do Luffy com o que o Roger fez de heróico), até que aí, o Luffy era reencarnação do Joy Boy, e a Gomu Gomu no Mi era reencarnação do deus do sol Nika (que tinha a ver com Skypiea, e que o Oda compilou um monte de lore do Século Perdido, e Wano e os caramba), e...

Olha, o Gear Fifth foi sim uma ideia genial, foi bem melhor que os fãs do anime teorizando que o Luffy usaria mais alguma fórmula de Haki, ou que ficaria mais forte, e teria uma aura negra e emo e os caramba de novo, mas na prática ele foi uma transformação bem silly, engraçadinho, praticamente evoluindo de um personagem elástico (com poderes já associado a desenhos antigos) à total Toon Force, mas serião mesmo, mesmo ele não quebrando a internet que nem aquela SEITA que chamam de fanbase fala, é exagero falar que o Gear Fifth foi realmente flop.
Mas no fundo acho que ficar chamando o Gear Fifth de flop é ainda uma punição educada pra uma fandom tão chata como de One Piece, porque... oh veado, se o teu anime favorito fica bom só no episódio 1234567890, eu vou ver a partir do ep 1234567890, não vou ficar me torturando por 1234567889 episódios, caralho, porque vocês são do tipo que "não meoh, mas você não gosta porque não chegou no episódio 1234567890 meoh", "não meoh, mas fica bom no 1234567890, e não pode pular um segundo meoh", ou "como assim você não gostou depois de assistir até as fanfics lost medias dos fãs turcos de One Piece, meoh?"

Porque a fandom de One Piece foi tipo a do Attack on Titan, "não gosta porque não assiste", "fica bom no ep tal", "não mas esse mangaká é genial e nunca errou" (mas é inegável que os fãs que não são fanáticos ADMITEM que o final do Attack on Titan ficou ruim no mangá e ficou até pior e mais bagunçado no anime) ou "se você assistiu você tem que gostar mesmo que não queira", assim como Attack on Titan teve o agravante de ter virado uma piada depois de uma artista mexicana criar tirinhas tão cringe, que as pessoas editaram versões do personagem dessa artista sofrendo.
Fora isso, mesmo odiando essas tirinhas, eu tenho dó da artista e também foi exagerado como fizeram, bem mais que do flop do Gear Fifth

Até mais!