Mitologicamente falando, o fogo já foi considerado associado ao céu. Civilizações antigas e limitadas achavam que o sol era um fogo inalcançável, celestial, por ser uma fonte de calor e luz associada à formação das plantas, um "fogo que traz vida", em reflexo, o fogo era visto como um mini sol, portátil mas volátil.
O Sol, assim como qualquer estrela, é plasma (um gás tão superaquecido que forma energia elétrica) em fusão nuclear ao combinar o estado do plasma com a gravidade massiva. Já o fogo é quimicamente mais básico, uma combinação de combustão, combustível (geralmente algo rico em carbono e fósforo, como madeira e carvão) e comburente (oxigênio sendo o mais conhecido).
Mostradas a explicação mitológica e a explicação científica, o maior motivo de compararem o fogo ao sol ou então a forças espirituais é que, mesmo o fogo não sendo algo físico (sendo uma mistura de energia com processo), ele tem algo que, descrevendo do jeito certo, até parece vivo.
- O fogo "come" o combustível, "respira" o comburente, "se afoga" ao ser apagado com água;
- Pode ser apagado ao bater o suficiente pra abafar ou passar um pano úmido por cima;
- E também parece ser visto por certos povos como uma criatura mágica porque é uma energia que:
- Modela metais (derretendo, fundindo, ligando)
- Torna materiais mais comestíveis: eliminando toxinas e parasitas da carne enquanto melhora o gosto da mesma, e modelando massas como pão e bolo.
- Afasta feras noturnas.
- Gera calor e luz, que são muito úteis e bem-vindas à noite.
Na mente de um hominídeo na Idade da Pedra Lascada, um feixe de luz altamente explosivo (um raio) fazendo um galho velho pegar fogo era "impossível" pro mundo natural, e por isso associavam o céu como, sendo superior, imediatamente um lugar divino.
- Assim como há no animismo a interpretação de que espíritos de animais específicos representam poderes específicos;
- E que partes do ambiente têm espíritos próprios, como vulcões ativos serem interpretados como "fogo da Terra" e com relação a entidades ctônicas.
- Ctônico é o oposto de Celestial – celestiais no céu, ctônicos sob o solo.
- Assim como um vulcão entrar em erupção, queimar muita gente mas também muita gente sobreviver, era entendido como um deus arrebatando ou punindo pessoas específicas.
- Em desenhos há o meme de tribos sacrificando gente em vulcões, pode ser baseado nisso de propósito ou inconscientemente.
Fora isso, por isso que, enquanto elementais da terra eram ilustrados como seres fortes protetores de terrenos, e elementais da água eram ilustrados como seres elegantes e misteriosos protetores de regiões com água, os elementais do fogo realmente eram mostrados controlando o fogo: por ser um elemento realmente mais próximo de um poder que realmente de uma "posse".
Assim como, enquanto a terra, a água e o vento já vinham necessariamente com algum símbolo (terra representando força, seriedade, sustância e proteção; água representando pureza e calma em rios, vida e salvação em chuvas, e fúria implacável no mar; até o vento tem simbolismos de mensagem, velocidade e o plano mental), o fogo por si só já era acreditado como algo sobrenatural e poderoso, com o símbolo podendo ser criativo (forjas, cozinha, artesanato...) ou destrutivo (queimadas, raios, execuções...), como é o caso de fênixes e dragões.
Eu já tinha falado de fênixes antes, mas resumindo:
Já dragões são um mix de simbolismos, os próprios répteis combinam serpentes (associadas à sabedoria, feitiçaria (principalmente por ser uma boa fonte de venenos) e regeneração (porque acreditavam que a ecdise dela era um renascimento delas)), lagartos (provavelmente associados a salamandras, que na mitologia eram lagartos elementais do fogo, mas pode ser baseado em salamandras sendo anfíbios que gostam de lugares quentes) e crocodilos (animais grandes, fortes e que viviam em lagos, o que pode inspirar lendas gregas de dragões protegendo rios, como o Draco da lenda de Cadmo), as asas eram de ave ou de morcego dependendo do artista (as asas representavam o acesso ao céu, o poder de voo e a velocidade), o fogo era o quarto elemento composto a tetralogia.
Assim como, enquanto a terra, a água e o vento já vinham necessariamente com algum símbolo (terra representando força, seriedade, sustância e proteção; água representando pureza e calma em rios, vida e salvação em chuvas, e fúria implacável no mar; até o vento tem simbolismos de mensagem, velocidade e o plano mental), o fogo por si só já era acreditado como algo sobrenatural e poderoso, com o símbolo podendo ser criativo (forjas, cozinha, artesanato...) ou destrutivo (queimadas, raios, execuções...), como é o caso de fênixes e dragões.
Eu já tinha falado de fênixes antes, mas resumindo:
- Pássaros por si só são símbolos de celestialidade, e em muitas descrições e ilustrações a ave é comparada com corvos (animais considerados "ceifeiros naturais" por serem aves bonitas e inteligentes, mas carniceiras), águas (aves grandes, consideradas símbolo de poder e de visão) e pavões (associados como símbolos de nobreza, e na mitologia grega a Hera tem um pavão de estimação).
- No ritual ela junta especiarias cheirosas em seu ninho, já que na alquimia o aroma cheiroso é considerado sagrado e capaz de até repelir forças malignas, e provavelmente inclui tâmaras já que era uma fruta comum no Oriente Médio usado pra temperar doces e cervejas.
- O fogo é o fim do ritual, em que a ave pega fogo e renasce do ninho misturado com as cinzas, assim como a ave tem que levar o ninho pro Templo do Sol em Heliópolis, Egito, depois que recomeça o ciclo.
- O fogo representa justamente o aspecto espiritual, o poder, e também ambos o aspecto criativo e destrutivo do fogo em si, e as suas cinzas podem ser um ingrediente da imortalidade.
- A ideia de fênix curando com lágrimas surgiu depois, popular por causa do Fawkes em Harry Potter, e a super força da fênix provavelmente é baseada no Rokh, uma águia gigante das Mil e Uma Noites que é comparada com a Fênix grega.
Já dragões são um mix de simbolismos, os próprios répteis combinam serpentes (associadas à sabedoria, feitiçaria (principalmente por ser uma boa fonte de venenos) e regeneração (porque acreditavam que a ecdise dela era um renascimento delas)), lagartos (provavelmente associados a salamandras, que na mitologia eram lagartos elementais do fogo, mas pode ser baseado em salamandras sendo anfíbios que gostam de lugares quentes) e crocodilos (animais grandes, fortes e que viviam em lagos, o que pode inspirar lendas gregas de dragões protegendo rios, como o Draco da lenda de Cadmo), as asas eram de ave ou de morcego dependendo do artista (as asas representavam o acesso ao céu, o poder de voo e a velocidade), o fogo era o quarto elemento composto a tetralogia.
- No Oriente Médio haviam criaturas como a Tiamat, uma deusa dragão do mar e do caos e inimiga de Marduk, deus sumério do céu, do dia e noite e dominador de raios, e os Mushussu que eram dragões de corpo serpentino com patas dianteiras de leão e patas traseiras de águia.
- Ou as Azhdaha, da mitologia persa, que eram serpentes de fogo que existiam em terra mas eram tão grandes e fortes que eram "exiladas" pro mar.
- Tambem os Zmiys, ou Zmeys, da mitologia eslava, que eram dragões alados de 3 cabeças e elementais da água, e que eram tanto ameaças quanto protetores dependendo da região.
- Na Europa tinha os Drakons (inicialmente monstros com corpo de serpentes gigantes, e que variavam muito, como o Draco, o Dragão da Cólquida, Ladão, Hidra de Lerna e Píton) e os Wyrms (dragões serpentinos que representavam ameaças naturais) Lindwyrms (uma evolução de 2 patas do Wyrm), Drakes (4 patas)...
- Também os Wyverns dos Lusitanos (romanos ibéricos) e de dragões de 6 membros (o mais popular em mitologias antigas sendo o Dragão Vermelho de Gales).
Os dragões chineses, japoneses e coreanos por si só são uma categoria separada de dragões com uma história diferente. Se for ver bem, do simbolismo do fogo, espadas e flechas de fogo eram o mais próximo, numa história mitológica de um sabre de luz, afinal seriam armas feitas de um elemento já considerado potente e destruidor por si só, assim como flechas de fogo podem ter um simbolismo a mais sobre visão e destreza considerando o quão complexa é a arte de manusear um arco.
No Islã tem o Nar As-Samum (نار السموم), traduzido como Fogo Sem Fumaça, é um tipo de vento sobrenatural hiper quente ou então um fogo sem combustível (que não deixa fumaça, nem cinzas, nem outros resíduos), sendo tipo um fogo "imortal" e "invisível" do qual os gênios são feitos, e por isso, mesmo sendo habitantes da camada Al-Ghayb (الغيب) e sendo espirituais, eles funcionam como humanos: seres físicos, com mortalidade, livre-arbítrio e necessidades, mas com a diferença que são seres mágicos, os gênios são modelados de um elemento considerado espiritual, enquanto os humanos, feitos do barro, são completamente físicos e por isso magicamente fracos. No Islã também, os anjos são feitos completamente de luz, outro elemento associado ao espiritual por vir do céu ou do fogo e dessa vez sendo completamente imaterial, e por isso os anjos, não tendo livre-arbítrio, representam 100% os favores de Deus (cristianismo) ou Alá (Islã), e por isso que Iblis (uma versão islâmica do Coisa Ruim) não é um anjo corrompido ou falho, e sim um gênio.- Há diferenças entre gênios sendo djinns (que são os gênios comuns, mais focados no elemento vento), ifrits (elementais do fogo, muitas vezes subterrâneos e sempre muito fortes), ghouls (seres selvagens e antropófagos, parecidos com zumbis) e shaytans (a maioria dos gênios infernais, e que diferente dos ifrits os shaytans são irredimíveis).
- Também que, mesmo que humanos não disparem feitiços naturalmentes, humanos com arsenais mágicos certos, como um artefato pra aprisionar o gênio, pode aprisionar e escravizar eles, e nas Mil e Uma Noites há vários gênios em tesouros, como o gênio da lâmpada do Aladim, um gênio num anel, um gênio em um vaso, até a caverna do "abra-te, Sésamo", se não tem gênios envolvidos ou aprisionados, pode ser encantada por um gênio específico.
- A versão do Salomão no Alcorão (Sulayman) tinha o poder de Alá pra convocar e controlar gênios, afinal os anjos são todos de Deus, no máximo dão mensagens divinas diretas, e tem trabalhos que humanos não conseguiriam fazer nem a longo prazo.
- Chamar e invocar gênios é considerado um shirk e pecado capital imperdoável quando feito por maldade ou por bruxaria (sidr), mas há usos dos gênios com intenções benéficas ou com intenções intermediárias (algo tipo veneração de santos pro catolicismo, ou contatando gênios bons, também islâmicos, você contata esses seres porque eles estão disponíveis pra te atender mais rapidamente com o poder celeste) no sufismo (um tipo de misticismo benéfico).
- Nem todo Islã é absolutamente contra essa prática, e geralmente confundem sufismo com sidr e shirk geralmente os povos wahhabistas (um tipo de fundamentalismo islâmico que leva à formação de terroristas muçulmanos) como é/era no Iraque, Síria, e ainda é (e mais forte) na Somália e também no Afeganistão (onde a coisa tá tão feia com o extremismo religioso e o conservadorismo violento que as mulheres não podem nem passar do Ensino Fundamental e nem trabalhar, enquanto países como a Arábia tão abandonando o wahabismo e lá as mulheres nem precisam usar burcas (no caso só sendo obrigatório em mesquitas - não tão diferente das moças usando véu em igrejas cristãs)).
Já no Judaísmo, e podendo se aplicar no Cristianismo, os humanos são feitos do barro (simbolizando um artesanato divino, e a inspiração pode ser pelos judeus viverem num deserto, onde rios, chuvas e lama são raras e por isso o artesanato de argila se valoriza financeira e espiritualmente, e o barro mistura água (que representa vida e beleza mas também desejos) e terra (que representa o plano material)), enquanto tem os Shedins, feitos do fogo e vento (que pode ter inspirado os gênios dos persas e islâmicos - Mil e Uma Noites era um livro persa e foi "herdado" quando povos persas se converteram pro Islã), são seres incompletos de certa forma.
- Fisicamente funcionam que nem humanos: Comem, bebem, dormem, têm cultura, mas por não serem seres físicos eles meio que "não precisam", ele apenas sofrem se não fizerem (tipo os Shinigamis do Death Note, que só comem maçãs por vício em vez de necessidade).
- Mas eles meio que são seres "selvagens" no plano espiritual, não são ativamente bons que nem os anjos e derivados (Serafins, Querubins, Ofanins e Arcanjos), e nem ativamene ruins como os demônios ou Malakhim (como são chamados anjos malignos).
- Eles ainda parecem funcionar e agirem como seres vivos, mas eles agirem por conta própria ainda é longe do livre-arbítrio humano e mais similar a instintos animais com um tanto a mais de inteligência.
- Ditos seres podem ter forma de cabras aladas ou de dragões, e por eles não serem exatamente físicos eles nem têm sombra. Eles sendo invisíveis podem observar os humanos e aparentam expiar os pecados de uma parte deles, e quando esses humanos morrem, os shedins saem e seguem uma próxima pessoa.
- Shedim é algo tipo "não-Deus" ou "não divinos", que pode se aplicar tanto como falsos deuses e idolatria quanto como eles estarem nesse equivalente metafísico de uma Zona Cinzenta Jurídica. E por esses seres se parecerem com bodes, e o nome também ser um "apelido" pra bodes, pode ter inspirado rituais expiatórios que inspiraram o termo "bode expiatório" e até mesmo a lenda do demônio Azazel, baseado em um deus cananeu antigo.
Judeu, aliás, vem de iudenis, ou judeau, que era como os romanos pronunciavam o pessoal ligado a Judá (como é pronunciado o Yehudah em idiomas latinos) ou Judeia (uma das cidades da Israel ou Palestina da época (tecnicamente, os dois nomes são válidos) e da onde veio Jesus). E falando em judaismo...
- Histórias como Gênesis são meramente alegóricas, mitológicas, como a criação de Adão, a tentação de Eva, a arca de Noé, Nimrod... E temos também o Abraão.
- O Abraão é mais um personagem mitológico a ver com o criacionismo e com possíveis mensagens do conflito entre a paternidade e a fidelidade a Deus, como tem coisas como a cena do "olhe para o Céu" quando Abraão (antes Abrão) achou que não teria filhos só porque as estrelas falaram que ele não teria filhos.
- E esse "olhe pro Céu" pode ser tanto algo como olhar pro Céu pra olhar pra Deus, quanto também ele entender que as estrelas são apenas pontos brilhantes no céu noturno.
- Por isso castas baixas, que moram perto do Nilo, não faziam circuncisão, basicamente eles não precisavam, e já os magos operavam muito tempo tendo água só pra beber (afinal, por exemplo a mumificação levava 70 dias, exigia betume, mel, especiarias pra preservar a carne e deixar cheirosa, órgãos eram tirados e tal), e soldados que tinham o risco de terem até uns dias sem água durante a expedição, vão ter menos higiene também e um risco maior de doenças como a fimose.
- Já hoje em dia, em países desenvolvidos da África, como a África do Norte, a circuncisão (chamada em árabe de Khitan (ختان)) é feita por motivo religioso (especificamente porque Maomé manteve tradições do Abrão (chamado de Ibrahim no Alcorão)), pelo que entendi a tradição também é mantida na Etiópia porque, além de seguir uma Ortodoxia própria (ou seja, uma vertente cristã que não é nem Católica e nem Ortodoxa Bizantina, a Ortodoxia Etíope inclusive sendo mais velha que ambas) que mantém a tradição, também tem sincretismo com o Islã, enquanto países subdesenvolvidos fazem a circuncisão porque ela dá uma certa proteção contra IST's.
- Infelizmente, na circuncisão, perde as proteções naturais da glande e a cabecinha do pipi fica mais seca e menos sensível e perde certas terminações sobre calor, umidade e prazer na região, e perde a hidratação e lubrificação que a mucosa oferece, em troca a região ganha queratina a mais e a pele fica mais tipo a pele geral do corpo, mais resistente e mais fechada, onde a IST não vai passar facilmente da mulher pro homem (já que, quando a IST tá na mulher, ela vai pro homem a partir de poros ou microfissuras na genital).
Eu falei sobre mitologia grega e ritos de passagens, mas bem, na história da Odisseia há uma citação que o Odisseu tem um machucado numa das pernas justamente porque foi machucado por um javali que ele tava caçando durante um rito de passagem.
Javalis eram desde a Grécia Antiga uma praga bem grande, chegavam a 1,80m de comprimento e 1,10m de altura o adulto e comiam muitas plantações, conseguir caçar um animal tão grande e bruto como esse mostra uma capacidade de se sustentar enquanto protege seus próximos e a sua própria comida.
Javalis eram desde a Grécia Antiga uma praga bem grande, chegavam a 1,80m de comprimento e 1,10m de altura o adulto e comiam muitas plantações, conseguir caçar um animal tão grande e bruto como esse mostra uma capacidade de se sustentar enquanto protege seus próximos e a sua própria comida.
- A tribo africana Maasai tinha jovens que caçavam leões pra conseguir carne e pele porque, além de provar força e dominação, ter menos leões depois resulta em mais herbívoros pra caçar depois.
- Dita prática foi substituídas conforme leões se tornaram espécies ameaçadas na África, e até os anciãos ajudaram em mudar de cultura, tendo as Olimpíadas Maasai especificamente pra demonstrar a força, agilidade e habilidade de seus jovens no Monte Kilimanjaro a cada 2 anos.
- No Amazonas tem a tribo Sateré-Mawé, que seus garotos dançam com luvas cheias de formigas cabo-verde (conhecidas como formigas-bala, as formigas de picada/mordida mais dolorosa já registrada) pra demonstrarem resistência.
- Indígenas Apache crianças e pré-adolescentes começavam caçando animais pequenos (coelhos, passarinhos, bichos assim), e quando iam caçar um animal grande, como um cervo, era no fim da adolescência e acompanhado com um pai, tio, avô ou responsável experiente, quando o moleque conseguia o rito de passagem estava concluído.
- Esparta tinha um ritual de caça mais extremo, que era a Krypteia, uma prática no final do Agogê (como é chamado o treinamento espartano).
- O Agogê em si era algo extremo, com treinamentos pesados desde os 7 anos, com os garotos deitando no chão, andando descalços e pelados pra calejar os pés e acostumarem com frio e calor, ensinados a roubarem pão pra sobreviver (e apanhando só se forem pegos; na moral, deve ser humilhante ser assaltado por um moleque pelado kkkkkkkkkkk), ou apanhando periodicamente a chicotes e proibidos de chorarem ou gritarem de dor pra se provarem resistentes.
- Na Krypteia, o moleque é colocado no meio duma mata escura enquanto tinha apenas uma faca, era mandado especificamente abater um hilota (um tipo de escravos de territórios conquistados por Esparta, e que faziam todo o serviço agrícola considerado "leve demais" pra responsabilidade espartana), e esse ritual mostra, não só a capacidade ou frieza dos futuros soldados (que depois até recebem armadura completa, arma melhor e tal), mas também o terror estatal aos escravos.
- Isso até lembra Game of Thrones, ou Crônicas de Gelo e Fogo, que tem os Imaculados que, depois de serem castrados, treinados em condições desumanas até pra escravos (já que Imaculados são escravos), receberem nomes ofensivos, e forçados até a matarem seus próprios pets, no final eles têm que ir a um mercado de escravos, abater um bebê escravo na frente da mãe, e pagar o dono de ambos pelo bebê abatido (pra simbolizar que não roubou o moleque). É basicamente o Agogê e a Krypteia levados ao estremo por G.R.R. Martin.
- Não se sabe se nórdicos e germânicos tinham algum desses ritos de caçar algum animal forte, mas se sabe que celtas caçavam cervos no rito de passagem deles, e os germânicos eram combatentes eficientes em floresta ao ponto de serem mercenários úteis pra romanos que eram mais eficientes em cidades e em campos abertos, então pode ter a ver com germânicos serem eficientes em caça também.
- Mas isso lembra os Nórdicos de Skyrim que, pra provarem sua passagem pra vida adulta, têm que caçar uma Fúria de Gelo (um monstro serpentino elemental de gelo) nas montanhas geladas, e tem até uma quest dos Stormcloaks que você tem que abater uma dessas feras pra se provar como parte da tropa.
Até eu tô surpreso de eu conectar pontos que pareciam ter menos a ver que o esperado, inicialmente só seria um assunto, mas conforme foi alongando, coube mais um assunto, conforme avancei coube um terceiro e enfim virou esse liga-pontos bem grande, sobre o fogo eu planejava muito um post tão focado nesse elemento porque gosto de como o fogo é mostrado na mitologia e fantasia, sobre a circuncisão antes eu tinha um trauma de ouvir falar dessa cirurgia (nunca precisei fazer, tenho prepúcio saudável, mas sempre que eu lembrava e pesquisava por curiosidade dava agonia), e escrever sobre o assunto me fez vencer esse medo e essa agonia, e sobre o assunto dos javalis eu vi esse vídeo [link aqui] e tive a ideia de incluir no post também.
Até mais!
Até mais!