10 de jan. de 2026

Mary e Moha

 Era noite em Paris quando uma anjo de sangue visitou o jovem estudante Mohammad al Pierre Martin, apelidado como Moha pelos colegas de colégio, filho de um imigrante de Marrocos com uma professora que nasceu em Versalhes, nessa aparição, Moha não entendeu a aparição, podia não ser real, ele dificilmente tem noites decentes de sono, mas quando ela chegava mais perto, os dois conversavam, se conheceram pelo nome, e para Moha, era realmente um milagre, a anjo era Mary Susan, filha de uma antiga anjo sentinela com um vampiro da época que os sentinelas viviam na Terra.
 Moha até compara com os gênios, espíritos do vento, e isso dava uma ideia à Mary, deles se transportarem ao Mundo Fantásico, por onde a magia é maior, e se parecia com uma grande civilização barroca ao lado de biomas diferentes e ricos em matéria e mistério, por onde Moha se preocupa, ele acha que a anjo o sequestrou, e pergunta quanto tempo ele tinha que ficar nesse "sonho", mas Mary conforta, e diz que vai dar tempo deles voltarem, para Mary era só brincadeira.
 Por um momento, eles passam pela Vila Vermeliverde, onde as casas são de paredes vermelhas com janelas, portas e telhados verdes, todas de madeira, com tábuas firmes e postes de tronco suportando lâmpadas com runas que brilhavam em amarelo à noite, e passando por uma taverna, os dois entram, quando Moha menos espera, ele já estava com uma túnica preta com pequenos detalhes dourados, como listras e escritas curtas, até o Moha estranha aquilo estar encima de sua camisa azul e calça jeans, mas pelo menos os tênis estarem normais, e quando o Moha e a Mary foram conversar com o dono do bar, que assim que os dois bebiam um suco de oxicoco, eles ouvem falar de uma caverna secreta com um grande tesouro.
 A ilha está a um mar de distância, só se sabe dela por causa de um grupo de 40 ladrões que saqueavam dezenas de quilos de ouro por ataque, talvez tenham uma ou poucas mais toneladas desse metal junto com as joias, que seria onde foi guardado todo esse ouro, e curiosamente, Moha fala que tá a fim de ver essa ilha, e obviamente, todos riram daquilo, afinal, nem o conheciam, e ele já estava se dizendo disposto a enfrentar um desafio bem grande, mas a Mary, defendendo que todos estavam errados, pega a cimitarra de um cavaleiro, de lâmina de aço do Reino da Areia e da guarda ao pomo de bronze da Atlântida, um anel de um mago que pelo núcleo de semente de Samambaia da Noite podia tornar o portador invisível, o escudo de uma amazona que tinha um Mythril polido de forma que reflete como espelho, e brilha em azul sob a luz da Lua, e penas de suas próprias asas para tornar os tênis de Moha em um artefato alado.
 Mary diz que vai provar que eles estão errados, mas antes deles de fato saírem, Moha queria algumas esfihas, e a Mary comprou umas 5 pra ele (ele comeu 3, mas as outras duas ele precisou de uma bolsa pra levar). Mary treina Moha a voar com seus calçados alados, e ele tinha que correr no ar para as asas baterem, e ele acompanhava ela voando em direção da ilha, os dois passando por perto dos golfinhos saltando, dos tubarões nadando rápido, e dos gêiseres das baleias, até que eles chegam à ilha e, perto de uma pedra grande o bastante pra caber eles atrás, eles se escondem, enquanto veem marujos de um grande barco de madeira vermelha que, sob pouca luz, como a escuridão lunar, tinha cor violeta, eles só viam que era vermelha por causa das tochas iluminando regiões do barco, e no cais, haviam pessoas carecas e de orelhas grandes, bem musculosas e vestindo roupas azuis céu bem simples, e que estavam negociando algo com aqueles 40 marujos.
 Acompanhando, Mary e Moha ouvem os carecas dizendo uma frase para abrir a caverna, para então saírem dali algumas ovelhas de lã azul céu, que os carecas guardam peças de ouro que brilhavam de longe, Moha e Mary gritam surpresos dizendo "Eureka!", porém, quando os homens carecas descobriram, um homem careca maior, guarda da caverna, aparecia, e pega os dois, e os leva para uma prisão. Os dois ficam em gaiolas de ferro, com exceção que a gaiola de Mary Susan tinha talhas e detalhes de ouro.
 Moha estranha aquilo, mas Mary admite que, por ser uma anjo de sangue, não só a prata poderia afetar ela, mas também o ouro, enquanto a prata afasta e enfraquece as criaturas da noite, o ouro é comum para selar ou confortar criaturas celestiais, porém, os donos da caverna subestimaram Moha, e o grande ciclope o aprisionou junto com suas relíquias, e então, batendo com força sua cimitarra, ele parte as grades, e ele tenta fazer o mesmo para soltar Mary, enquanto um dos carecas, que ao ver mais de perto eles dois entendiam que eram ciclopes, alerta outros guardas para interferirem, a Mary voa, enquanto o Moha, se protegendo com o escudo brilhante e atacando com a firme espada, ele fere 17 ciclopes, e derruba 39 outros mais.
 Voando pela caverna, adornada como um calabouço de tijolos dourados, parecia ter realmente menos joias e menos ouro do que havia sido falado, provavelmente os ciclopes, assim como trocavam as ovelhas por ouro, também trocaram ouro por outras mercadorias, a Mary brilha com uma luz que, refletida nos tijolos, cega os ciclopes que haviam se recuperado, mas Mohammad se perde, e cai em uma das pilhas de relíquias de ouro, Mary não tinha visto, e voou à saída da caverna, acreditando que Moha voou embora, porém, encurralado pelos ciclopes enfaixados e furiosos, Moha busca por alguma relíquia para usa contra eles. Ele joga moedas grandes que empurraram eles levemente, remexeu um cajado de ouro que congelou um anão e jogou outro para longe com uma bola de fogo, e esfregou uma lamparina, esperando que soltasse um gênio pra soltar um desejo, não tinha, e jogou na cabeça de um dos ciclopes, o nocauteando, ele pega outra lamparina e, com seu escudo, empurra um dos lados que tinha ciclopes até abrir caminho, e ele desapareceu, invisível.
 Lâmpada aquela que ele pegou ele esfregava, e então, surgiu um gênio da lâmpada, de corpo vermelho, cabelo de fumaça, chifres pequenos e roupas azuis marinho, e perguntava o que Mohammad queria, que por sua vez, Mohammad oferece uma esfiha em troca dele levá-lo para fora da caverna, e o gênio, aceitando o salgado, o leva para próximo da grande porta de pedra. Mohammad diz "Abra de Sésamo", vê que deu errado, o gênio ri daquilo mas rapidamente corrige o Mohammad, para que ele diga "Abra-te, Sésamo", e o portão então se abria, a Mary abraça Moha, preocupada que não tinha visto ele, mas então, com mais um pedido, pede para o gênio proteger eles durante a viagem, e dá mais uma esfiha, e o gênio, aceitando também, se oferece para enfrentar os ciclopes enquanto eles voam para longe.
 Voltando então para a taverna, Mary e Moha mostram a lâmpada para os mercenários, mostrando que eles conseguiram achar a caverna, e que lá estava pelo menos aquela relíquia. Mohammad se desculpa, e devolve a espada, o anel e o escudo, e dá aquela lâmpada ao dono da taverna como seu presente, mas o dono da caverna, disposto a uma recompensa, lhe paga com 100 moedas de ouro de Valister, um grande reino no Ocidente, o que o Mohammad aceita com bom grado, e guarda o máximo delas em sua bolsa, cabendo 29 delas, porém, Mary cuida das outras, e cumpre que poderia levá-lo para a casa.
 Mohammad acorda como se só tivesse deitado a cara e os braços na mesa em que estudava seus livros, e ouvia sua mãe o chamando para jantar um Quiche Lorraine, e o Moha, ainda se sentindo um pouco cheio, avisa a mãe que, além de estar indo à sala, vai querer uma fatia pequena, e pouco antes de sair, ele via debaixo de sua cama aquela bolsa com 29 moedas.

Fim!