31 de out. de 2021

O jogo dos mundos - parte 3 - a origem dos dragões e a guerra eterna entre os deuses

 Nas formações montanhosas daquele mundo, enormes lagartos começaram a ter uma inteligência comparável á dos humanos, estes encontraram a mesma luz, a mesma chama, porém antes do primeiro casal humano, e por conta própria, é como se esses tivessem desenvolvido o fogo do conhecimento e que os humanos copiaram tal poder. E claro, os dragões sempre gostaram de viver sozinhos, só encontrando outros dragões em casos de alianças, seja amorosas, seja sociais.
 Como lagartos formados do fogo, os Keriia viram eles como uma ameaça, e os caçaram, porém descobriram que os dragões não eram maus, nem bons, apenas tinham uma ética própria e conhecimento sobre o meio-ambiente, diferente dos humanos, que ainda estão a descobrir o mundo nessa época, então, houve um debate entre os deuses se os dragões deveriam viver ou não, sendo os que aceitam a vida dos dragões, os deuses nomeados bons, e os deuses que não aceitam, os deuses egoístas.
 Com medo de que a guerra piore, um deus, em segredo, adormeceu todos os dragões, e os taxou como mortos, sem dar chance a uma recusa, e assim, iniciou-se um conflito muito maior entre os deuses, que formou o céu, para os deuses que viam potencial nos dragões, e o inferno, para aqueles que não toleravam mortais que atingiam um nível tão elevado de poder.
 Na época média, um grupo de escavadores humanos estavam em uma mina de ouro muito grande, até que encontraram a cabeça de uma criatura no meio dos minérios, e achando que a criatura já estava morta, eles resolveram tirar o corpo todo para estudar, porém, um dia depois de levarem um corpo de meia tonelada e mais de 10 metros de comprimento, o mesmo desapareceu, para alguns humanos, o corpo se decompôs, algo impossível por motivos óbvios, para outros, saquearam a cidade e levaram tal criatura como uma raridade, algo ainda improvável também, mas na verdade, aquele corpo, no caso, um dragão, conseguiu acordar depois de eras adormecido, e foi embora.
 Os deuses do céu sorriam com o primeiro dragão retornando por livre vontade, enquanto os deuses do inferno ficavam furiosos, pois aquela ameaça estava ainda eminente, mas enquanto isso, o dragão encontrou um lugar para chamar de lar, e em troca de ajudar as pessoas de lá, ele será o melhor guarda dos reis, uma proposta irrecusável, porém que os humanos de lá demoraram para aceitar, mas aceitaram de fato.
 Agora o dragão possui ajuda humana para resgatar seus amigos e parentes, mas em compensação, ele também possui um lar.

Continua...

O jogo dos mundos - parte 2 - uma vida deplorável

 Nas cidades mais distantes, logo depois que o ser humano aprendeu a colher vegetais, viviam pessoas ricas, burras e arrogantes, que desconhecem as cidades vizinhas e só sabem tirar riquezas das pessoas mais pobres de seu domínio, eles não tinham moeda, seu comércio se baseia em escambos, enquanto o seu poder se baseia em maiores terrenos, e seu medo não era a morte, nem alguma punição divina, mas sim eles perderem seus bens, e se tornarem plebeus tão frágeis quanto aqueles nascidos plebeus.
 Entre esses nobres, estão:
  • Bauron: Um homem de rosto deformado, pele pálida, lábios grossos e secos, unhas sujas e roupas verdes e douradas. Viciado em álcool e glutão sem vergonha, parece que, se ele parar um segundo dessas suas atitudes, ele morre.
  • Riculus: Um homem baixo e de dentes amarelados, e um incisivo superior inteiramente podre, usando roupas negras, um chapéu volumoso com uma pena de mais de 50 cm de comprimento, e carregando um bastão em sua mão.
  • Cohuto: De olhos azuis tortos, dentes virados para todos os lados, parece um javali, barba malfeita, e com dentes sujo com a carne, que parece a única coisa que esse corno come, suas mãos são muito pequenas perto de uma mão adulta, além de tão finas que podem ficar vermelhas por uma semana só de bater palmas, e ele se veste como um palhaço arlequino.
 Porém, devido à corrupção estúpida desses homens ricos, e a falta de direitos das mulheres de bom coração, essas cidades possuem uma desigualdade social muito pesada, pobres que morrem em semanas, ricos que nunca leram um livro na vida, achando que aumentar os impostos é a forma mais eficiente de restaurar a economia, enquanto a aristocracia não paga nem um grão de trigo, e o exército só tem acesso a armaduras e lanças enferrujadas, assim morrendo sozinhos, em meio ao combate, doentes e destruídos de dentro para fora.
 E então, irritados, os pobres decidem fazer algo útil para terminar essa dinastia de ladrões, eles queimam as casas, assassinam os cavaleiros, e até mesmo cercam o centro dos centros, agora os três líderes estão sem esperança. Cohuto tem seus dentes quebrados, até chegarem nos sisos, e seu corpo, pelado, é arrastado por um cavalo até rasgar as suas costas e matá-lo de hemorragia. Riculus tem suas roupas queimadas, exceto seu chapéu, que é exposto como símbolo de sua derrota, como a cabeça de um elefante para os europeus ou o escalpo de um homem branco para os índios, e esse líder é colocado para andar sem roupas, enquanto é espancado com chicotes, até que ele cai de joelhos no chão, e ele é forçado a descer no esterco dos porcos. E por fim, Bauron é espancado até o nocaute pelos burgueses, depois levado para a praça da execução, enquanto o carrasco, manipulado pelos plebeus, é obrigado a decapitar Bauron, como um touro levado ao abate, sangue desce que nem champanhe, enquanto a cabeça cai e rola como uma bola.
 Agora eles saem daquela cidade, pois não há mais condições de se viver, e têm uma nova vida, em novos lugares.

Continua??