2 de ago. de 2021

Hard Life, T1E09

> Rússia, 03/03/2005, a amazona.
 Enquanto isso, nos horizontes gelados da Rússia, uma bela mulher, bem coberta e montada em sua moto, viajava para bem longe, atrás de respostas para entender o que aconteceu com sua família e que levou ela a ter de morar sozinha desde seus 13 anos de idade, essa moça é conhecida como Sasha, ela tinha mudado seu nome para poder fugir de perseguidores e ela sempre guarda seu real sobrenome a fim de que ninguém tenha medo ou nojo dela só por causa de sua família, ela é fria e combatente, ela nunca usou magia, ela sempre se garantiu fisicamente ou com armas, incluindo armas anti-mágicas como imãs e balas de ferro.
 Ela acaba de chegar em Tóquio, no Japão, e ela está para conhecer um tal bóbon e o mago agora reconhecido internacionalmente, Akio Yamada, a fim de ver se eles podem ajudá-la com problemas sobrenaturais, e indo atrás de Akio e seus colegas, ela encontra a faculdade de programação em que eles estudam, e entrando lá ela conhece professores, diretor, e alguns outros alunos, entre eles o Kenshiro, que acaba tendo um conflito com ela.
 Kenshiro achava inadmissível uma mulher tão alta e tão forte quanto um homem médio, e ele resolve ir contra ela com as intensões de quebrá-la emocionalmente para manter sua dignidade como homem, o que não dá certo e Sasha simplesmente agarra ele, vai levando ele até uma lixeira bem grande, e põe dentro da mesma sem dó, porque achava homem daquele jeito gente sem perdão, e Takeshi, o membro do grupo mais próximo dela, acaba estranhando o porquê de alguém sem muito destaque e também sem nenhuma integração com a escola está participando de tal cenário.
Takeshi: Q-quem é você?
Sasha: Hã
Takeshi: E-espera... de novo, quem é você, moça?
Sasha: Oh. Eu sou Sasha, só... Sasha, e você? Tem ideia de um garoto de cabelos negros chamado Akio?
Takeshi: S-sim, sim! Logo aqui, vem comigo.
 Eles dois vão para a sala onde Akio estuda, e Sasha já conversa com ele para ver se ele podia ajudá-la com seu conhecimento mágico a encontrar seus pais, irmãos e tios, assim livrando-a de sua maldição, e Akio promete que vai ajudá-la. No dia seguinte ele tem a oportunidade de resolver tal problema, nesse caso, viajando mais uma vez pelo mundo, mas dessa vez o Akio sozinho, os outros estão muito ocupados com seus trabalhos, mas mesmo assim eles resolvem sair para algumas cidades pelo mundo de avião e assim eles vão encontrando monstros que eles lutavam ou interagiam, entre eles está Licaão, um homem não tão maior quanto a Sasha e com cabeça, mãos, pés e rabo de lobo, este é dos que Akio e Sasha interagiram pacificamente e que está ajudando eles a entenderem melhor do passado da Sasha.
 Investigando mais enquanto eles viajam pela Europa, eles três encontram um outro dragão, no caso um dragão-faro, um dragão diferente do outro que Akio tinha enfrentado, com pele marrom, num tom parecido com chocolate amargo, um nariz mais humano, parecido com o nariz de um macaco-narigudo, mas era muito mais estranho devido a seu rosto e corpo ainda se parecerem com o de um dragão ocidental.
Akio: Ok, precisamos enfrentar ele?
Licaão: Não, não precisa, dragões faros são importantes para a natureza.
Akio: Ok, o que é um dragão faro?
O dragão: Sou eu, pessoas pouco entendedoras acham que sou importante apenas para os cheiros da realidade, mas, eu sou responsável pelos sabores, pelas plantas, e...
Akio: Você pode nos ajudar em uma viagem pra ajudar minha... amiga?
O dragão: Mas é claro! Não tenho nada a perder mesmo...
 E o dragão-faro se oferece como montaria pra eles e, conhecendo detalhes da Sasha pelo cheiro, o dragão tem uma ideia melhor do que fazer para ajudá-los, e viajando por todo o globo sem nenhuma mera passagem de tempo acontecer, como se o tempo só estivesse parado, e nenhuma pista na Terra, o pessoal mal conseguiu entender o que o dragão acabou de fazer, porque o corpo deles mal pôde reagir às leis da física alteradas naquele exato momento, enquanto isso o dragão procura viajar por dimensões, para ver se tinha alguém que pudesse ajudar eles também ou então alguma pista sobre Sasha.
Sasha: Akio...
Akio: Oi.
Sasha: Como que a gente foi parar aqui?
Akio: Bom, eu... eu não sei.
Sasha: E você acha que vai valer alguma coisa?
Akio: Claro que vai!
 E eles param em algo que seria o plano espiritual, dragões avançados podem viajar entre qualquer plano de existência contando que se concentrem e não parem de voar até chegarem a seu destino, o que pelo visto está tudo bem para essa hierarquia dos dragões, já que eles estão adaptados para o espaço-tempo vazio. E conferindo o plano espiritual o dragão descobre que também não tinha nenhuma alma tirada.
Sasha: Como vocês estão pegando respostas tão rápido?
O dragão: O tempo é insuficiente para um verdadeiro dragão.
Akio: Falando em dragões, tinha um que eu derrotei um ano atrás, mas... aquele dragão é de fato alguma criatura cósmica?
O dragão: Talvez não, porque existem dragões menores, comparáveis a animais grandes ou no máximo armas comuns humanas. Enquanto isso, eu e mais outros 44 octilhões de dragões no universo, somos feitos para formar a existência do universo, uma linha do tempo, que vai formando cada vez mais, tendo incontáveis ciclos, todos com 20 bilhões de anos.
 O dragão-faro, enquanto viajava pelo universo, se sentia entediado, e para o seu caminho no reino dos dragões Dreigheim, um ambiente com tempo sincronizado com o universo convencional, porém habitado pelos mais diferentes dragões, de todas as hierarquias, em uma terra toda azul e com céu dourado muito lindo, com mares e rios azuis de cor mais clara e vibrante, era bem peculiar aquela terra, e o dragão e seus montadores vão vagando ainda mais. Aquilo era realmente interessante, e o dragão-faro pousa em onde teria uma tribo de dragões altos, e ele começa a conversar com os habitantes de lá, e eles não demoram que estão a perder muito tempo ali, então eles conversam com o tal dragão-faro.
Akio: Oh, seu dragão, acho melhor a gente ir pra casa. Se nós não pudemos achar os parentes da nossa amiga, então não vale a pena continuar.
O dragão: Mas... ela ainda quer buscar por eles?
Sasha: Não, eu... não acho que vale a pena, eu preciso descansar.
O dragão: Ah, sim, descansar...
 Com isso, o dragão-faro leva eles de volta, mas ele se mantém na Terra com a intenção de ajudá-los futuramente.

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A guerra do fogo, parte 1/2

[Como uma história silkpunk, eu tentarei ao máximo adaptar armas atuais à Idade Antiga, com sua tecnologia em maior parte à mão]
 Eurásia, século III a.C., está tendo uma guerra entre diferentes civilizações, principalmente entre o Império Romano, o Império Japonês e a Tribo da Verdade. A Tribo da Verdade é uma civilização que vive na mais pura escuridão do mundo, vivendo de uma filosofia própria e caçando civilizações da luz, acreditando que estão salvando eles de uma torturosa mentira, porém, não havia nenhum lado certo ou errado nessa guerra, pois eles estão vivendo do ódio contra seus inimigos, e sempre tentando ir à frente um dos outros.
 Enquanto isso, Roma conseguiu tecnologias e informações novas dentro de um ano de expedições, entre elas eles desenvolveram muito melhor a magia, investindo na alquimia como forma de combater as forças misteriosas, como forma de transformar elementos da ciência em uma força mágica tão poderosa quanto a da Tribo da Verdade, que antes parecia ter muito mais chances de vencer a guerra contra ambos o Império Japonês e o Império Romano.
 No Japão, o imperador Mima Tsuhiko teve um pacto de não-agressão com o líder da Tribo da Verdade, de nome desconhecido até para o tal imperador, em que o homem atingisse imortalidade em troca de que a escuridão dominasse o Japão inteiro, e assim, o Império Romano já possuía mais motivos para seguir sua guerra com o Império Japonês e ainda enfrentarem a Tribo da Verdade, enquanto isso tbm, o imperador Alexandre III da Macedônia e o filósofo Aristóteles estão pesquisando sobre essa magia nova que eles descobriram, e uma forma eficiente para usarem tanto para o ataque como para suporte durante essa guerra.
 Para garantirem um último recurso e para terem um ataque mais eficiente, eles investem tempo na construção de dirigíveis e aviões e também o experimento de bombas alquímicas, que nesse caso são sacolas de pano, endurecidas com partes de madeira, alcançando 3 metros de comprimento, e com quilos de pólvora e litros de pirotônio, um elemento químico altamente explosivo, mas que com o contato com sal podem ser regulados e só reagirão com impactos realmente fortes, algo híbrido entre a nitroglicerina e a bomba Little Boy.
 Agora, o que eles mais precisam saber é onde que seus inimigos estarão, para poder formar um ataque coordenado contra a Tribo da Verdade, e eles enviam centenas de milhares de homens fortemente armados com canhões e rifles construídos em ferro e bronze, e um alquimista coordena o lançamento da bomba elemental, exterminando um dos territórios da tribo, assim, eles ficam mais livres em seu caminho até o Japão, porém, mais alguém entra nessa guerra, que é o rei Artaxerxes III da Babilônia, que segue os rastros do exército romano e vai identificando mistérios da Tribo da Verdade, habitante entre a China, a Índia e onde atualmente é o Paquistão, e por eles descobrirem a existência dessa civilização que se diz tão antiga quanto a Terra, ele está tecnicamente participando da guerra.
 Muitos meses se passam, e a Tribo da Verdade se espalhou por boa parte da China como forma de refúgio, acreditando que eles durariam um tempo até se recuperarem, mas, devido à expansão territorial do povo chinês e pela tecnologia que eles têm, esses seres tomam uma desvantagem, lutando agora contra o exército chinês, em uma guerra que leva uma semana inteira sem descanso, a Dinastia Síma tenta tomar uma decisão muito séria contra esse povo, e para encerrar o cerco das criaturas das trevas, eles invocam uma entidade ancestral chamado Qinglong, que se manifesta como uma crescente tempestade que secava e sugava tudo, e o ataque só pôde ser cancelado se eles sacrificassem 700 pessoas de sua tribo, e é isso que a Tribo faz sem pensar, afinal, eles não temiam a morte, porque para eles a morte não terá um final feliz e nunca será evitada.
 O ano é 322, já se passou mais de uma década, e os homens estão no último dia de guerra contra a Tribo da Verdade, porém, eles descobrem mais sobre as intenções e os interesses desses seres. Estes estão querendo trazer a escuridão demoníaca à Terra para criar uma suposta utopia com o deus deles, porém aquilo não parecia fazer sentido nenhum, porque a natureza iria morrer, o livro arbítrio irá deixar de existir, e a cultura do ser humano, como algo homogêneo e teocêntrico, irá só degradar cada vez mais e mais as pessoas.
 Então, os romanos preparam a bomba elemental mais nova deles, que une fogo, água, ar e terra, e com o poder unido em harmonia, eles poderão dar um dano massivo nos inimigos e ainda manter o ambiente limpo, enquanto os chineses tratam de resgatar a terra do Sol nascente, para perder um ponto de influência e reduzir a expansão dessa Tribo, e em um período de 3 meses, eles conseguem uma vantagem contra a Tribo, que mais uma vez tenta fugir, mas é capturada e dominada pelos babilônios, que com seu poder massivo que evoluiu com os anos, e suas táticas aprimoradas, eles desarmam todos os tribais e escravizam os homens, e aqueles que tentavam se rebelar, que não eram muitos, eram executados pelo governo sem direito a defesa.
 Porém, os babilônios pareciam também se corromper com o contato com o Povo da Verdade, e diferente deles, eles só querem a escuridão por poder próprio, e para não estarem mais entre os mortais, eles querem usar a escuridão, para alcançar os céus, tomarem um poder que nem os romanos, que podem manipular os quatro elementos, alcançaram. E com isso em mente, eles resolvem matar todos os tribais para roubar o conhecimento místico deles, e em segredo, eles constroem o que seria uma torre, que com seu mais puro tamanho, irá superar os céus.
 Isso está para levar anos se possível, mas eles ainda estão dispostos a fazer...

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